Subsídio para aula da Escola Bíblica Dominical – A PATERNIDADE DIVINA
Conforme a Verdade Prática da lição:
A paternidade de Deus é
revelada no envio do Filho e na concessão do Espírito, confirmando nossa
filiação e aperfeiçoando-nos no amor.
Da verdade prática compreende-se que:
A paternidade divina se
revela no envio do Filho, Jesus;
Assim como se confirma na
concessão do Espírito Santo;
A paternidade revelada e
confirmada corrobora com a filiação e o aperfeiçoamento dos cristãos no amor.
É válido lembrar que os objetivos da presente
lição são:
Compreender que a
paternidade de Deus é eterna e inseparável de sua natureza;
Reconhecer que confessar a
Cristo como Filho é evidência de filiação divina;
Aplicar os princípios do
amor do Pai como base para a vida cristã.
Paternidade é a palavra-chave da presente
lição. A paternidade de Deus ensina que o Senhor é a fonte de toda a vida.
I – A REVELAÇÃO DA
PATERNIDADE DO PAI
A paternidade na doutrina
bíblica ensina que a primeira Pessoa da Trindade, o Pai é Soberano e Supremo.
Ensinamento esse que possibilita a compreensão do domínio do Senhor sobre toda
a criação, pois Ele é Soberano, assim como identifica que Ele está no controle
de todas as coisas, Ele é Supremo. Portanto, o presente ensino permite aos
cristãos serem consolados em momentos de dificuldade.
A paternidade divina no
contexto trinitário não representa que a Segunda Pessoa da Trindade, o Filho, é
inferior ao Pai, da mesma forma compreende que a Terceira Pessoa da Trindade
não é também inferior. Porém, o que primeiramente é compreendido do ensino é
que o Pai é o princípio da divindade, distinguindo as pessoas da Trindade e não
identificando inferioridade em uma delas.
No que corresponde a
descrição bíblica que o Filho foi gerado, isso não indica que Jesus tem uma
origem, como uma criatura, mas, define a distinção entre o Pai e o Filho como
pessoas. No entanto, a essência é a mesma, o Pai é eterno, o Filho também é
eterno; o Pai é o criador de todas as coisas, assim também o Filho é o criador
de todas as coisas.
A concessão do Espírito
Santo após a ascensão de Cristo também não representa a inferioridade do
Espírito Santo diante do Pai e do Filho, mas reforça a distinção das pessoas da
Trindade e outorga a compreensão da unidade em essência.
II – RECONHECENDO A PATERNIDADE DO PAI
Confessar a Jesus como o Cristo é aceitar a
paternidade divina. É declarar a Jesus como Salvador e o Pai como a fonte da
salvação. O presente tópico permite entender a doutrina da salvação mediante a
operação da Trindade. Válido lembrar que:
No arrependimento o indivíduo tem a mudança
na consciência;
Na conversão o cristão tem uma nova atitude;
Na regeneração o indivíduo tem uma nova vida em
Cristo;
E na justificação o cristão tem uma nova
posição, a justo diante de Deus.
Logo, os elos da salvação: arrependimento,
conversão, regeneração e justificação descrevem a autenticidade do amor divino,
pois:
[...] O amor do Pai é a
fonte da nova vida; a salvação brota da abundância do seu amor (Ef 2.4-5). A
redenção é fruto desse amor que busca, alcança, regenera, sela e sustenta até o
fim (Baptista, 2025, p. 49).
Dentre os benefícios da paternidade divina
para os crentes está na palavra de Paulo aos Romanos o Viver no Espírito que
descrever a afirmativa que o crente é filho de Deus, o que insere a seguinte
afirmação: pois recebestes o espírito de adoção
(v.15). Richards associa a este versículo a seguinte explicação:
A carne considera a Torá
como obrigação e tem medo, pois o homem sincero sabe que não conseguirá
cumpri-la. O espírito considera a Torá como uma promessa e exclama Abba
(papai!), exatamente como um filho cujo pai, ao retornar de uma viagem, lhe
trouxe um presente muito especial (2008,
p. 306).
Por último, Paulo fala sobre o direito da
herança. Todos os filhos de Deus têm uma herança
baseada na sua relação com Deus, herança de natureza incorruptível, imaculada,
reservada no céu (1 Pe 1.4). A herança dos filhos de Deus inclui uma
expectativa de vida eterna (Tt 3.4-7). Como herdeiros de Deus e co-herdeiros de
Cristo, os filhos de Deus compartilham, agora, dos sofrimentos de Jesus (Fl
3.10) e, no futuro, compartilharão também da Sua glória Fl 3.11-14
(Radmacher; Allen; House, 2013, p.384).
III – A EXPERIÊNCIA
DO AMOR DO PAI
Por meio do amor divino o crente tem sua vida
aperfeiçoada, pois pela manifestação do grande amor de Deus para com os homens,
esses tornam obedientes os princípios espirituais corroborados com o
compromisso para com Deus e a sua obra.
O cristão é fruto do amor de Deus e torna-se
referência do amor divino. Logo, Deus é amor por meio de sua obra na cruz, em
que Cristo morreu em lugar dos pecadores os creem são alcançados. O ser humano
por ser alcançado pelo o amor divino na
vida, esse torna o reflexo da transformação e testemunho ocular para a
propagação do Evangelho.
Em síntese entende-se que a experiência do
amor se resume em saber que Deus nos amou primeiro.
Referências:
BAPTISTA,
Douglas. A santíssima Trindade: o
Deus único revelado em três Pessoas eternas. Rio de Janeiro: CPAD, 2025.
RADMACHER,
Earl D. ALLEN, Ronaldo B. HOUSE, H. Wayne. O
Novo comentário Bíblico Novo Testamento. Rio de Janeiro: Editora Central
Gospel, 2013.
RICHARDS.
Lawrence O. Comentário
Histórico-Cultural do Novo Testamento. Rio de Janeiro: CPAD, 2008.

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