Deus é Fiel

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sexta-feira, 23 de janeiro de 2026

A PATERNIDADE DIVINA

Subsídio para aula da Escola Bíblica Dominical – A PATERNIDADE DIVINA

Conforme a Verdade Prática da lição:

A paternidade de Deus é revelada no envio do Filho e na concessão do Espírito, confirmando nossa filiação e aperfeiçoando-nos no amor.

Da verdade prática compreende-se que:

A paternidade divina se revela no envio do Filho, Jesus;

Assim como se confirma na concessão do Espírito Santo;

A paternidade revelada e confirmada corrobora com a filiação e o aperfeiçoamento dos cristãos no amor.

É válido lembrar que os objetivos da presente lição são:

Compreender que a paternidade de Deus é eterna e inseparável de sua natureza;

Reconhecer que confessar a Cristo como Filho é evidência de filiação divina;

Aplicar os princípios do amor do Pai como base para a vida cristã.

Paternidade é a palavra-chave da presente lição. A paternidade de Deus ensina que o Senhor é a fonte de toda a vida.

I – A REVELAÇÃO DA PATERNIDADE DO PAI

A paternidade na doutrina bíblica ensina que a primeira Pessoa da Trindade, o Pai é Soberano e Supremo. Ensinamento esse que possibilita a compreensão do domínio do Senhor sobre toda a criação, pois Ele é Soberano, assim como identifica que Ele está no controle de todas as coisas, Ele é Supremo. Portanto, o presente ensino permite aos cristãos serem consolados em momentos de dificuldade.

A paternidade divina no contexto trinitário não representa que a Segunda Pessoa da Trindade, o Filho, é inferior ao Pai, da mesma forma compreende que a Terceira Pessoa da Trindade não é também inferior. Porém, o que primeiramente é compreendido do ensino é que o Pai é o princípio da divindade, distinguindo as pessoas da Trindade e não identificando inferioridade em uma delas.

No que corresponde a descrição bíblica que o Filho foi gerado, isso não indica que Jesus tem uma origem, como uma criatura, mas, define a distinção entre o Pai e o Filho como pessoas. No entanto, a essência é a mesma, o Pai é eterno, o Filho também é eterno; o Pai é o criador de todas as coisas, assim também o Filho é o criador de todas as coisas.

A concessão do Espírito Santo após a ascensão de Cristo também não representa a inferioridade do Espírito Santo diante do Pai e do Filho, mas reforça a distinção das pessoas da Trindade e outorga a compreensão da unidade em essência.

II – RECONHECENDO A PATERNIDADE DO PAI

Confessar a Jesus como o Cristo é aceitar a paternidade divina. É declarar a Jesus como Salvador e o Pai como a fonte da salvação. O presente tópico permite entender a doutrina da salvação mediante a operação da Trindade. Válido lembrar que:

No arrependimento o indivíduo tem a mudança na consciência;

Na conversão o cristão tem uma nova atitude;

Na regeneração o indivíduo tem uma nova vida em Cristo;

E na justificação o cristão tem uma nova posição, a justo diante de Deus.

Logo, os elos da salvação: arrependimento, conversão, regeneração e justificação descrevem a autenticidade do amor divino, pois:

[...] O amor do Pai é a fonte da nova vida; a salvação brota da abundância do seu amor (Ef 2.4-5). A redenção é fruto desse amor que busca, alcança, regenera, sela e sustenta até o fim (Baptista, 2025, p. 49).

Dentre os benefícios da paternidade divina para os crentes está na palavra de Paulo aos Romanos o Viver no Espírito que descrever a afirmativa que o crente é filho de Deus, o que insere a seguinte afirmação: pois recebestes o espírito de adoção (v.15). Richards associa a este versículo a seguinte explicação:

A carne considera a Torá como obrigação e tem medo, pois o homem sincero sabe que não conseguirá cumpri-la. O espírito considera a Torá como uma promessa e exclama Abba (papai!), exatamente como um filho cujo pai, ao retornar de uma viagem, lhe trouxe um presente muito especial (2008, p. 306).

Por último, Paulo fala sobre o direito da herança. Todos os filhos de Deus têm uma herança baseada na sua relação com Deus, herança de natureza incorruptível, imaculada, reservada no céu (1 Pe 1.4). A herança dos filhos de Deus inclui uma expectativa de vida eterna (Tt 3.4-7). Como herdeiros de Deus e co-herdeiros de Cristo, os filhos de Deus compartilham, agora, dos sofrimentos de Jesus (Fl 3.10) e, no futuro, compartilharão também da Sua glória Fl 3.11-14 (Radmacher; Allen; House, 2013, p.384).

III – A EXPERIÊNCIA DO AMOR DO PAI

Por meio do amor divino o crente tem sua vida aperfeiçoada, pois pela manifestação do grande amor de Deus para com os homens, esses tornam obedientes os princípios espirituais corroborados com o compromisso para com Deus e a sua obra.

O cristão é fruto do amor de Deus e torna-se referência do amor divino. Logo, Deus é amor por meio de sua obra na cruz, em que Cristo morreu em lugar dos pecadores os creem são alcançados. O ser humano por ser alcançado pelo  o amor divino na vida, esse torna o reflexo da transformação e testemunho ocular para a propagação do Evangelho.

Em síntese entende-se que a experiência do amor se resume em saber que Deus nos amou primeiro.

Referências:

BAPTISTA, Douglas. A santíssima Trindade: o Deus único revelado em três Pessoas eternas. Rio de Janeiro: CPAD, 2025.

RADMACHER, Earl D. ALLEN, Ronaldo B. HOUSE, H. Wayne. O Novo comentário Bíblico Novo Testamento. Rio de Janeiro: Editora Central Gospel, 2013.

RICHARDS. Lawrence O. Comentário Histórico-Cultural do Novo Testamento. Rio de Janeiro: CPAD, 2008.

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