Deus é Fiel

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sexta-feira, 9 de janeiro de 2026

O DEUS PAI

Subsídio para aula da Escola Bíblica Dominical – O DEUS PAI

Conforme a Verdade Prática da lição:

Conhecemos a identidade, os atributos e a glória do Deus Pai por meio da revelação de Cristo e da ação do Espírito Santo.

Da verdade prática compreende-se que:

A identidade do Pai é conhecida, assim como os atributos e a glória;

O conhecimento obtido pela igreja a respeito de Deus é possível mediante a revelação de Cristo e a ação do Espírito Santo.

É válido lembrar que os objetivos da presente lição são:

Reconhecer, biblicamente, a identidade de Deus;

Entender que o Pai se revela plenamente em Cristo;

E, Identificar atributos e nomes que expressam a natureza de Deus Pai.

Pai é a palavra-chave da presente lição. Termo utilizado para apresentar a distinção da três pessoas da Trindade, a descrição terminológica Pai refere-se à primeira Pessoa da Trindade, Filho corresponde para com a segunda e Espírito Santo é a identificação exata da terceira Pessoa.

Biblicamente também encontra a designação Pai Celestial [...] Com este designativo, demonstra-se ter a primeira pessoa relação de filiação com a segunda e terceira pessoas. Deus não é somente Pai de Cristo, Ele o é também de todos os que, aceitando-lhe o Filho como Salvador, recebem o penhor do Espírito (Andrade, 1997, p. 200).

I – A IDENTIDADE DE DEUS, O PAI

Deus é o único Deus, Verdadeiro e Existente. Na Pessoa de Deus existem todas as coisas, pois Ele é o Criador, o Sustentador, o Remidor e o Consumador de todas as coisas. As quatro descrições acima citadas demonstram os decretos de Deus, decretos esses que ratificam a divindade e o domínio de todas as coisas que pertencem ao Senhor.

Deus é Eterno, isto é, Ele não tem origem e nem fim. O ser humano compreende que ser eterno é não possuir fim, no entanto, ser eterno é não ter origem e nem fim. Logo, Deus existe em si mesmo, assim como Deus é imutável desde a fundação de todas as coisas.

A eternidade de Deus é corroborada pelo o escrito de Jeremias ao relatar que “é o Deus vivo e o Rei eterno” (Jr 10.10), como o apóstolo Paulo define em Romanos 16.26: “Deus eterno” e o patriarca Abraão que ao clamar ao Senhor o descreve em ser Deus eterno (Gn 21.33).

Sobre ser Deus imutável, compreende-se que:

O Senhor é o mesmo (cf. Hb 13.8). Nunca pode mudar. Deus não pode melhorar, porque sempre foi perfeito. Ele jamais pode tomar atitudes que não se harmonizem com a sua perfeita personalidade. Ele não pode negara si mesmo (cf. 2 Tm 2.13) (Bergstén, 2019, p. 25).

O Pai opera por meio do Filho e do Espírito Santo. A operação do Pai por intermédio do Filho e do Espírito Santo demonstra a inseparabilidade das três Pessoas da Trindade.

II – O PAI REVELADO EM CRISTO

O Verbo se fez carne e habitou entre nós, palavras do evangelista João que proporcionam a compreensão da grandeza de Deus em si revelar aos humildes. [...] Ele era o Deus que se encarnou como um ser humano para se revelar como o Salvador de todos os homens (Jo 1.18; Hb 1.1-3). “Ele simplesmente humanizou-se sem nunca haver perdido a essência”, como escreveu o pastor Natanael Santos, em seu livro A Glória do Verbo (Cabral, 2025, p. 21).

O Pai se fez conhecer no Filho, fator que define ser o Pai pessoal e relacional, assim como se entende que o Pai tornou-se conhecido no Filho, pois quem vê o Filho vê o Pai.

O Senhor chamou a atenção de Filipe porque ele mesmo deveria saber a resposta para sua pergunta.

Quem me vê a mim vê o Pai. O Senhor explicou novamente, e com toda a paciência, que Ele estava revelando-lhes Deus (v. 7). Era impossível não entender o que Jesus estava dizendo. Ele estava afirmando claramente ser Deus (Radmacher; Allen; House, 2013, p. 266).

As palavras de Jesus para com Felipe outorga a compreensão de que há unidade entre o Pai e o Filho, isto é, Deus Único, assim como o próprio Jesus afirmou: “Eu e o Pai somos um” (Jo 10.30).

III – A PESSOA DE DUS PAI

Os atributos de Deus revelam a pessoa de Deus para com os seres humanos. Os atributos de Deus de forma didática são divididos em dois grupos: atributos naturais ou incomunicáveis e atributos morais ou comunicáveis.

1- Atributos naturais. Cinco merecem total atenção, são eles: a eternidade de Deus, a imutabilidade de Deus, a onisciência de Deus, a onipotência de Deus e a onipresença de Deus.

O atributo que ensina que Deus não é limitado pelo tempo é o que afirma que Deus é eterno (Sl 90.2).

Já a imutabilidade de Deus indica que Deus não muda (Ml 3.6).

Onisciência indica que Deus não é limitado pelo aspecto intelectual, porque Ele sabe todas as coisas (Hb 4.13).

Onipotência é o atributo que afirma que Deus não é limitado em poder, porque Ele é o Todo-Poderoso. A onipotência de Deus torna-se nítida e se manifesta em quatro domínios: o domínio da natureza (Gn 1.1-3), o domínio da experiência humana (Êx 7.1-5), o domínio celestial (Hb 1.13,14) e o domínio sobre os espíritos malignos (Jó 2.6; Tg 4.7).

Já a onipresença é o atributo que indica não ser Deus limitado pelo espaço.

2- Atributos morais. Santidade e o Amor se definem como atributos morais de Deus, pois são atributos que expressam a majestade da natureza divina.

Deus é santo, e assim como Ele é, cabe a cada cristão o dever de se santificar (Jo 17.17; 1Pe 1.16).

Deus é amor (1 Jo 4.8). O amor como atributo expressa a natureza de Deus. Cinco são os aspectos do atributo do amor de Deus: complacência, compaixão, afeição, benevolência e misericórdia.

O aspecto do amor da complacência ensina que Deus concorda com a oração dos fiéis e usa de benevolência para com os teus (Mt 17.5).

O amor da compaixão ensina que a ação de Deus está associada com a aflição dos que por Ele são amados (Êx 3.9).

O amor da afeição ensina sobre o aspecto da relação íntima entre Deus e o seu povo (Jo 17.23).

Já o aspecto da benevolência se define na ação divina em outorgar e usar de bondade (Lc 6.35).

Por fim, o quinto aspecto do amor divino é a misericórdia. Do substantivo hesed (transliteração do hebraico), corresponde com a benignidade, o amor firme, a graça, e com a palavra misericórdia, fidelidade, bondade e devoção. Já o substantivo – eleos – presume necessidade por parte de quem a recebe, e recursos adequados para satisfazer a necessidade daquele que a mostra. Deus age com misericórdia. As misericórdias do Senhor proporcionam ao cristão a possibilidade de sonhar e de lutar para que o melhor de Deus se concretize.

Referências:

ANDRADE, Claudionor Corrêa. Dicionário Teológico, com definições etimológicas e locuções latinas. Rio de Janeiro: CPAD, 1997.

BERGSTÉN, Eurico. Teologia Sistemática. Rio de Janeiro: CPAD, 2019.

RADMACHER, Earl D.; ALLEN, Ronaldo B.; HOUSE, H. Wayne. O Novo comentário Bíblico Novo Testamento. Rio de Janeiro: Editora Central Gospel, 2013.

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