Subsídio para aula da Escola Bíblica Dominical – O DEUS PAI
Conforme a Verdade Prática da lição:
Conhecemos a identidade, os
atributos e a glória do Deus Pai por meio da revelação de Cristo e da ação do
Espírito Santo.
Da verdade prática compreende-se que:
A identidade do Pai é
conhecida, assim como os atributos e a glória;
O conhecimento obtido pela
igreja a respeito de Deus é possível mediante a revelação de Cristo e a ação do
Espírito Santo.
É válido lembrar que os objetivos da presente
lição são:
Reconhecer, biblicamente,
a identidade de Deus;
Entender que o Pai se
revela plenamente em Cristo;
E, Identificar atributos e
nomes que expressam a natureza de Deus Pai.
Pai é a palavra-chave da presente lição. Termo
utilizado para apresentar a distinção da três pessoas da Trindade, a descrição
terminológica Pai refere-se à primeira Pessoa da Trindade, Filho corresponde
para com a segunda e Espírito Santo é a identificação exata da terceira Pessoa.
Biblicamente também encontra a designação Pai
Celestial [...] Com este designativo, demonstra-se
ter a primeira pessoa relação de filiação com a segunda e terceira pessoas.
Deus não é somente Pai de Cristo, Ele o é também de todos os que, aceitando-lhe
o Filho como Salvador, recebem o penhor do Espírito (Andrade,
1997, p. 200).
I – A IDENTIDADE
DE DEUS, O PAI
Deus é o único Deus,
Verdadeiro e Existente. Na Pessoa de Deus existem todas as coisas, pois Ele é o
Criador, o Sustentador, o Remidor e o Consumador de todas as coisas. As quatro
descrições acima citadas demonstram os decretos de Deus, decretos esses que
ratificam a divindade e o domínio de todas as coisas que pertencem ao Senhor.
Deus é Eterno, isto é, Ele
não tem origem e nem fim. O ser humano compreende que ser eterno é não possuir
fim, no entanto, ser eterno é não ter origem e nem fim. Logo, Deus existe em si
mesmo, assim como Deus é imutável desde a fundação de todas as coisas.
A eternidade de Deus é
corroborada pelo o escrito de Jeremias ao relatar que “é o Deus vivo e o Rei
eterno” (Jr 10.10), como o apóstolo Paulo define em Romanos 16.26: “Deus eterno”
e o patriarca Abraão que ao clamar ao Senhor o descreve em ser Deus eterno (Gn
21.33).
Sobre ser Deus imutável,
compreende-se que:
O Senhor é o
mesmo (cf. Hb 13.8). Nunca pode mudar. Deus não pode melhorar, porque sempre
foi perfeito. Ele jamais pode tomar atitudes que não se harmonizem com a sua
perfeita personalidade. Ele não pode negara si mesmo (cf. 2 Tm 2.13) (Bergstén, 2019, p. 25).
O Pai opera por meio do
Filho e do Espírito Santo. A operação do Pai por intermédio do Filho e do
Espírito Santo demonstra a inseparabilidade das três Pessoas da Trindade.
II – O PAI REVELADO EM CRISTO
O Verbo se fez carne e habitou entre nós,
palavras do evangelista João que proporcionam a compreensão da grandeza de Deus
em si revelar aos humildes. [...] Ele era o
Deus que se encarnou como um ser humano para se revelar como o Salvador de
todos os homens (Jo 1.18; Hb 1.1-3). “Ele simplesmente humanizou-se sem nunca
haver perdido a essência”, como escreveu o pastor Natanael Santos, em seu livro
A Glória do Verbo (Cabral, 2025, p. 21).
O Pai se fez conhecer no Filho, fator que
define ser o Pai pessoal e relacional, assim como se entende que o Pai
tornou-se conhecido no Filho, pois quem vê o Filho vê o Pai.
O Senhor chamou a atenção de
Filipe porque ele mesmo deveria saber a resposta para sua pergunta.
Quem me vê a mim vê o Pai.
O Senhor explicou novamente, e com toda a paciência, que Ele estava
revelando-lhes Deus (v. 7). Era impossível não entender o que Jesus estava dizendo.
Ele estava afirmando claramente ser Deus (Radmacher;
Allen; House, 2013, p. 266).
As palavras de Jesus para com Felipe outorga
a compreensão de que há unidade entre o Pai e o Filho, isto é, Deus Único,
assim como o próprio Jesus afirmou: “Eu e o Pai somos um” (Jo 10.30).
III – A PESSOA DE
DUS PAI
Os atributos de Deus revelam a pessoa de Deus
para com os seres humanos. Os atributos de Deus de forma didática são divididos
em dois grupos: atributos naturais ou incomunicáveis e atributos morais ou comunicáveis.
1- Atributos naturais. Cinco merecem total
atenção, são eles: a eternidade de Deus, a imutabilidade de Deus, a onisciência
de Deus, a onipotência de Deus e a onipresença de Deus.
O atributo que ensina que Deus não é limitado
pelo tempo é o que afirma que Deus é eterno (Sl 90.2).
Já a imutabilidade de Deus indica que Deus
não muda (Ml 3.6).
Onisciência indica que Deus não é limitado
pelo aspecto intelectual, porque Ele sabe todas as coisas (Hb 4.13).
Onipotência é o atributo que afirma que Deus
não é limitado em poder, porque Ele é o Todo-Poderoso. A onipotência de Deus
torna-se nítida e se manifesta em quatro domínios: o domínio da natureza (Gn
1.1-3), o domínio da experiência humana (Êx 7.1-5), o domínio celestial (Hb
1.13,14) e o domínio sobre os espíritos malignos (Jó 2.6; Tg 4.7).
Já a onipresença é o atributo que indica não
ser Deus limitado pelo espaço.
2- Atributos morais. Santidade e o Amor se
definem como atributos morais de Deus, pois são atributos que expressam a
majestade da natureza divina.
Deus é santo, e assim como Ele é, cabe a cada
cristão o dever de se santificar (Jo 17.17; 1Pe 1.16).
Deus é amor (1 Jo 4.8). O amor como atributo
expressa a natureza de Deus. Cinco são os aspectos do atributo do amor de Deus:
complacência, compaixão, afeição, benevolência e misericórdia.
O aspecto do amor da complacência ensina que
Deus concorda com a oração dos fiéis e usa de benevolência para com os teus (Mt
17.5).
O amor da compaixão ensina que a ação de Deus
está associada com a aflição dos que por Ele são amados (Êx 3.9).
O amor da afeição ensina sobre o aspecto da
relação íntima entre Deus e o seu povo (Jo 17.23).
Já o aspecto da benevolência se define na
ação divina em outorgar e usar de bondade (Lc 6.35).
Por fim, o quinto aspecto do amor divino é a
misericórdia. Do substantivo hesed (transliteração do hebraico), corresponde
com a benignidade, o amor firme, a graça, e com a palavra misericórdia,
fidelidade, bondade e devoção. Já o substantivo – eleos – presume necessidade
por parte de quem a recebe, e recursos adequados para satisfazer a necessidade
daquele que a mostra. Deus age com misericórdia. As misericórdias do Senhor
proporcionam ao cristão a possibilidade de sonhar e de lutar para que o melhor
de Deus se concretize.
Referências:
ANDRADE,
Claudionor Corrêa. Dicionário Teológico,
com definições etimológicas e locuções latinas. Rio de Janeiro: CPAD, 1997.
BERGSTÉN,
Eurico. Teologia Sistemática. Rio de
Janeiro: CPAD, 2019.
RADMACHER,
Earl D.; ALLEN, Ronaldo B.; HOUSE, H. Wayne. O Novo comentário Bíblico Novo Testamento. Rio de Janeiro: Editora
Central Gospel, 2013.

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