CASAMENTO: UNIÃO ESTABELECIDA POR DEUS
As muitas águas
não poderiam apagar esse amor nem os rios afoga-lo; ainda que alguém desse toda
a fazenda de sua casa por este amor, certamente a desprezariam (Ct 8.7).
Biblicamente compreende que o casamento foi
estabelecido por Deus, sendo a união entre um homem e uma mulher. O casamento é
monogâmico, assim como é heterogênico. Por meio do casamento o nome de Deus é
glorificado, as famílias são estabelecidas e firmadas.
No contexto histórico do mundo bíblico há inúmeros
casais que tornam exemplos para que o cristão compreenda que não há casais
perfeitos, no entanto os exemplos permite entender que existem relacionamentos
felizes. A não existência da perfeição é explicada pela natureza pecaminosa do
ser humano, já a felicidade presente na vida a dois é caracterizada pela
presença do Senhor.
Casamento – significado e exemplos
1- Significado. No olhar mais simplista, casamento corresponde com a
união entre duas pessoas distintas que se complementam. Para Orlando Boyer o
casamento é a “união legítima entre homem e mulher” (p. 156). O casamento tem
sua origem em Deus, pois o próprio Deus que de Adão constituiu o ser feminino
que complementaria o primeiro homem.
Na matemática de Deus, de um (Adão) Deus fez dois
seres (Adão e Eva) para estabelecer uma única carne (Constituição da família).
A constituição da família é pluralista por não
permitir o isolamento, mas permite a constituição da perpetuação e o
estabelecimento da felicidade.
2- Exemplos. Três personagens na Bíblia são essências para
compreendermos o significado do casamento. Por ordem, aprende com Adão e Eva
que o casamento é complemento “Não é bom que o homem esteja só; far-lhe-ei uma
ajudadora idônea para ele” (Gn 2.18). Com Isaque e Rebeca entende-se que o
casamento é consolo “Assim Isaque foi consolado depois da morte de sua mãe” (Gn
24.67). E com o patriarca Jacó e Raquel fundamenta que casamento é
concretização da promessa divina para com uma nação.
Desfrutando da vida a dois, bem-sucedida
Nos últimos anos tem aumentado o número de separações
e inúmeros são os fatores determinantes e explicativos, porém não são
justificáveis, pois o que Deus uniu não separa o homem. Ações são fundamentais
para que o casal desfrute o melhor da vida a dois, proporcionando uma união
bem-sucedida, podendo citar: prioridade deve ser definida, investimento é
necessário e presença é insubstituível.
1- Prioridade
definida. O cristão deverá manter-se fiel
ao seu cônjuge, à fidelidade ao consorte deverá ser estabelecida como princípio
diante do Senhor. Dentre as prioridades do casal, o Reino de Deus deverá ser a
essência das escolhas. Seguido pelo o consorte como prioridade abaixo apenas de
Deus, e assim seguirá as demais prioridades. Para o que é prioridade é
outorgado atenção. Quando Deus é prioridade a Ele o indivíduo entrega louvores,
logo quando o cônjuge é prioridade a atenção deverá ser estabelecida.
2- Investimento
necessário. Investir é reconhecer
que doações devem ser estabelecidas. Investir sendo a própria companhia para o
cônjuge. Investimento está diretamente correlacionado com o tempo, com os
momentos que serão desfrutados juntos.
Investimento conforme as necessidades do casal, pois
quando é solteiro o sonho que se sonha busca o próprio interesse, quando se
trata de um casal o sonho que se sonha busca o interesse do casal, quando têm
filhos os sonhos buscam a realização da família.
3- Presentes são
excelentes, mas a presença é insubstituível. Cada indivíduo é único. As marcas deixadas pessoas não serão
semelhantes, cada um possui sua própria marca e deixa os próprios legados. A
presença deve ser desfrutada e para desfrutar a presença de alguém é necessário
compreender a dinâmica do tempo, pois há um tempo para todas as coisas debaixo
do céu (Ec 3.1).
Na cerimônia de casamento o tempo é de alegria, é de
festa é de conquista, logo é o tempo de aprender a desfrutar da vida a dois.
Aprendizagem que permite entender que “As muitas águas não poderiam apagar esse
amor nem os rios afoga-lo; ainda que alguém desse toda a fazenda de sua casa
por este amor, certamente a desprezariam” (Ct 8.7).
Bibliografia
BOYER, Orlando. Pequena Enciclopédia Bíblica. Rio de
Janeiro, CPAD.
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