Deus é Fiel

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sexta-feira, 9 de janeiro de 2026

CASAMENTO: UNIÃO ESTABELECIDA POR DEUS

CASAMENTO: UNIÃO ESTABELECIDA POR DEUS

As muitas águas não poderiam apagar esse amor nem os rios afoga-lo; ainda que alguém desse toda a fazenda de sua casa por este amor, certamente a desprezariam (Ct 8.7).

Biblicamente compreende que o casamento foi estabelecido por Deus, sendo a união entre um homem e uma mulher. O casamento é monogâmico, assim como é heterogênico. Por meio do casamento o nome de Deus é glorificado, as famílias são estabelecidas e firmadas.

No contexto histórico do mundo bíblico há inúmeros casais que tornam exemplos para que o cristão compreenda que não há casais perfeitos, no entanto os exemplos permite entender que existem relacionamentos felizes. A não existência da perfeição é explicada pela natureza pecaminosa do ser humano, já a felicidade presente na vida a dois é caracterizada pela presença do Senhor.

Casamento – significado e exemplos

1- Significado. No olhar mais simplista, casamento corresponde com a união entre duas pessoas distintas que se complementam. Para Orlando Boyer o casamento é a “união legítima entre homem e mulher” (p. 156). O casamento tem sua origem em Deus, pois o próprio Deus que de Adão constituiu o ser feminino que complementaria o primeiro homem.

Na matemática de Deus, de um (Adão) Deus fez dois seres (Adão e Eva) para estabelecer uma única carne (Constituição da família).

A constituição da família é pluralista por não permitir o isolamento, mas permite a constituição da perpetuação e o estabelecimento da felicidade.

2- Exemplos. Três personagens na Bíblia são essências para compreendermos o significado do casamento. Por ordem, aprende com Adão e Eva que o casamento é complemento “Não é bom que o homem esteja só; far-lhe-ei uma ajudadora idônea para ele” (Gn 2.18). Com Isaque e Rebeca entende-se que o casamento é consolo “Assim Isaque foi consolado depois da morte de sua mãe” (Gn 24.67). E com o patriarca Jacó e Raquel fundamenta que casamento é concretização da promessa divina para com uma nação.

Desfrutando da vida a dois, bem-sucedida

Nos últimos anos tem aumentado o número de separações e inúmeros são os fatores determinantes e explicativos, porém não são justificáveis, pois o que Deus uniu não separa o homem. Ações são fundamentais para que o casal desfrute o melhor da vida a dois, proporcionando uma união bem-sucedida, podendo citar: prioridade deve ser definida, investimento é necessário e presença é insubstituível.

1- Prioridade definida. O cristão deverá manter-se fiel ao seu cônjuge, à fidelidade ao consorte deverá ser estabelecida como princípio diante do Senhor. Dentre as prioridades do casal, o Reino de Deus deverá ser a essência das escolhas. Seguido pelo o consorte como prioridade abaixo apenas de Deus, e assim seguirá as demais prioridades. Para o que é prioridade é outorgado atenção. Quando Deus é prioridade a Ele o indivíduo entrega louvores, logo quando o cônjuge é prioridade a atenção deverá ser estabelecida.

2- Investimento necessário. Investir é reconhecer que doações devem ser estabelecidas. Investir sendo a própria companhia para o cônjuge. Investimento está diretamente correlacionado com o tempo, com os momentos que serão desfrutados juntos.

Investimento conforme as necessidades do casal, pois quando é solteiro o sonho que se sonha busca o próprio interesse, quando se trata de um casal o sonho que se sonha busca o interesse do casal, quando têm filhos os sonhos buscam a realização da família.

3- Presentes são excelentes, mas a presença é insubstituível. Cada indivíduo é único. As marcas deixadas pessoas não serão semelhantes, cada um possui sua própria marca e deixa os próprios legados. A presença deve ser desfrutada e para desfrutar a presença de alguém é necessário compreender a dinâmica do tempo, pois há um tempo para todas as coisas debaixo do céu (Ec 3.1).

Na cerimônia de casamento o tempo é de alegria, é de festa é de conquista, logo é o tempo de aprender a desfrutar da vida a dois. Aprendizagem que permite entender que “As muitas águas não poderiam apagar esse amor nem os rios afoga-lo; ainda que alguém desse toda a fazenda de sua casa por este amor, certamente a desprezariam” (Ct 8.7).

Bibliografia

BOYER, Orlando. Pequena Enciclopédia Bíblica. Rio de Janeiro, CPAD.

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