Subsídio para aula da Escola Bíblica Dominical – O PAI ENVIOU O FILHO
Conforme a Verdade Prática da lição:
O envio do Filho revela o amor
do Pai e a perfeita unidade da Trindade no plano da salvação, garantindo a
redenção e a adoção dos crentes.
Da verdade prática compreende-se que:
A encarnação do Verbo
revela o amor do Pai para com a humanidade;
Há unidade da Trindade no
plano da salvação;
A salvação garante
redenção e adoção aos crentes.
É válido lembrar que os objetivos da presente
lição são:
Compreender que o envio do
Filho é a maior prova do amor de Deus Pai;
Reconhecer que a vinda de
Cristo ocorreu na plenitude dos tempos, segundo o plano eterno de Deus;
Identificar a atuação da
Trindade na execução e aplicação da salvação.
Envio é a palavra-chave da presente lição. O Filho
foi enviado pelo Pai para executar o plano da salvação para com a humanidade.
I – O ENVIO DO
FILHO E O AMOR DO PAI
Deus é amor. Ao enviar o
Senhor Jesus Cristo o Pai estava revelando o seu grande amor para com a
humanidade. Amor de Deus tem como
características:
É eterno;
É sacrificial;
É livre e incondicional;
É universal;
É absoluto em seu propósito.
[...] Nesse
mistério sublime, contemplamos o agir da Trindade: o Pai amando, o Filho se oferecendo,
o Espírito aplicando, três Pessoas em um só propósito: revelar o amor eterno do
Deus Triúno (Baptista, 2025, p. 32).
Deus expõe seus atributos
nas características de seu amor para com a humanidade, pois compreende que Deus
é infinito, perfeito e imutável, logo o amor de Deus para com os homens passa
ser compreendido pela perfeição, assim como pela imutabilidade e por ser um
amor infinito.
Quando o indivíduo
compreende o amor de Deus e se entrega ao Senhor, esse passará a desfrutar de
todas as benevolências do Senhor. E como resultado o cristão torna-se um
adorador e como efeito direto passar a confiar na fidelidade de Deus.
O amor de Deus revela a
perfeita unidade da Trindade na execução do grande plano da salvação, pois “[...] O envio do Filho é, portanto, a expressão máxima
do amor triúno, que resplandece em toda a história da humanidade” (Baptista, 2025, p. 34).
II – O FILHO E A PLENITUDE DOS TEMPOS
Vinda a plenitude dos tempos, ou seja,
chegado o período exato para o Pai concretizar os seus designíos; o Filho
nasceu de mulher, isto é, para corroborar com a profecia que o Messias seria
descendente direto de uma mulher, a semente a mulher pisará a cabeça da
serpente; e, nascido sob a lei, ou mais claramente definido que obedeceu a lei
até no nascimento.
Com o grande propósito redimir os que estavam
debaixo da lei, pois a lei condena o melhor dos homens, enquanto que a graça de
Deus revelada no Filho transforma o pior dos homens, outorgando a adoção de
filhos.
Silva salienta dois benefícios da lei:
Dois benefícios são
notáveis da lei para os israelitas: a lei revela a justiça de Deus e a lei é
responsável pelo ensino até a manifestação de Jesus Cristo.
1- A Lei revela a justiça
de Deus. A lei revela a justiça divina, assim como também demonstra a injustiça
por parte dos homens. Ou seja, a lei indicava que os homens eram injustos em
suas obras e por isso, eram incapazes de se salvarem, sendo que a justiça de
Deus se manifesta na pessoa e na obra de Jesus Cristo.
2- A lei é responsável
pelo ensino até a manifestação de Cristo. Anterior ao ministério do Senhor
Jesus a lei definia a educação dos judeus. Calvino dizia que a lei era a
gramática da teologia, pois para ele o apóstolo “Paulo associou os judeus a
crianças por viverem conforme os ensinos da lei, e nós os da graça com a fase
adulta” (Silva,
Ano 15, Edição 49, p. 56).
III – A TRINDADE
NO PLANO DA SALVAÇÃO
A morte de Jesus na cruz não se resume em
apenas apresentar e revelar o grande amor de Deus para com os homens, mas
trata-se também da demonstração direta da sabedoria divina, da justiça divina e
do grande poder de Deus.
[...] A morte na cruz foi
tremenda tanto para Jesus quanto para Deus. Foi o seu grande amor que pagou o
sacrifício, e foi a sua justiça que recebeu o preço de sangue pago por Jesus
(cf. Hb 9.24-26) (Bergstén, 2019, p.154).
Há três capítulos na Bíblia que são
fundamentais para compreender a pessoa do Espírito Santo, João 14 que transmite
a promessa do Consolador, assim como enfatiza que os seguidores de Jesus não
ficariam órfãos; também João 16 que corresponde com a descrição do Espírito
Santo em sua missão, convencer o homem do pecado, da justiça e do juízo, assim
como guiar os crentes e corresponde também ao Espírito Santo a missão em
glorificar o Senhor; por fim, Romanos 8 que outorga a compreensão da ação do
Espírito Santo em guiar o cristãos por
meio de gemidos inexprimíveis.
Referências:
BAPTISTA,
Douglas. A santíssima Trindade: o
Deus único revelado em três Pessoas eternas. Rio de Janeiro: CPAD, 2025.
BERGSTÉN,
Eurico. Teologia Sistemática. Rio de
Janeiro: CPAD, 2019.
SILVA,
Andreson Corte Ferreira da. Carta aos Romanos. Revista Manancial, Ano 15, Edição 49.

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