Deus é Fiel

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sexta-feira, 16 de janeiro de 2026

O PAI ENVIOU O FILHO

Subsídio para aula da Escola Bíblica Dominical – O PAI ENVIOU O FILHO

Conforme a Verdade Prática da lição:

O envio do Filho revela o amor do Pai e a perfeita unidade da Trindade no plano da salvação, garantindo a redenção e a adoção dos crentes.

Da verdade prática compreende-se que:

A encarnação do Verbo revela o amor do Pai para com a humanidade;

Há unidade da Trindade no plano da salvação;

A salvação garante redenção e adoção aos crentes.

É válido lembrar que os objetivos da presente lição são:

Compreender que o envio do Filho é a maior prova do amor de Deus Pai;

Reconhecer que a vinda de Cristo ocorreu na plenitude dos tempos, segundo o plano eterno de Deus;

Identificar a atuação da Trindade na execução e aplicação da salvação.

Envio é a palavra-chave da presente lição. O Filho foi enviado pelo Pai para executar o plano da salvação para com a humanidade.

I – O ENVIO DO FILHO E O AMOR DO PAI

Deus é amor. Ao enviar o Senhor Jesus Cristo o Pai estava revelando o seu grande amor para com a humanidade.  Amor de Deus tem como características:

É eterno;

É sacrificial;

É livre e incondicional;

É universal;

É absoluto em seu propósito.

[...] Nesse mistério sublime, contemplamos o agir da Trindade: o Pai amando, o Filho se oferecendo, o Espírito aplicando, três Pessoas em um só propósito: revelar o amor eterno do Deus Triúno (Baptista, 2025, p. 32).

Deus expõe seus atributos nas características de seu amor para com a humanidade, pois compreende que Deus é infinito, perfeito e imutável, logo o amor de Deus para com os homens passa ser compreendido pela perfeição, assim como pela imutabilidade e por ser um amor infinito.

Quando o indivíduo compreende o amor de Deus e se entrega ao Senhor, esse passará a desfrutar de todas as benevolências do Senhor. E como resultado o cristão torna-se um adorador e como efeito direto passar a confiar na fidelidade de Deus.

O amor de Deus revela a perfeita unidade da Trindade na execução do grande plano da salvação, pois “[...] O envio do Filho é, portanto, a expressão máxima do amor triúno, que resplandece em toda a história da humanidade” (Baptista, 2025, p. 34).

II – O FILHO E A PLENITUDE DOS TEMPOS

Vinda a plenitude dos tempos, ou seja, chegado o período exato para o Pai concretizar os seus designíos; o Filho nasceu de mulher, isto é, para corroborar com a profecia que o Messias seria descendente direto de uma mulher, a semente a mulher pisará a cabeça da serpente; e, nascido sob a lei, ou mais claramente definido que obedeceu a lei até no nascimento.

Com o grande propósito redimir os que estavam debaixo da lei, pois a lei condena o melhor dos homens, enquanto que a graça de Deus revelada no Filho transforma o pior dos homens, outorgando a adoção de filhos.

Silva salienta dois benefícios da lei:

Dois benefícios são notáveis da lei para os israelitas: a lei revela a justiça de Deus e a lei é responsável pelo ensino até a manifestação de Jesus Cristo.

1- A Lei revela a justiça de Deus. A lei revela a justiça divina, assim como também demonstra a injustiça por parte dos homens. Ou seja, a lei indicava que os homens eram injustos em suas obras e por isso, eram incapazes de se salvarem, sendo que a justiça de Deus se manifesta na pessoa e na obra de Jesus Cristo.

2- A lei é responsável pelo ensino até a manifestação de Cristo. Anterior ao ministério do Senhor Jesus a lei definia a educação dos judeus. Calvino dizia que a lei era a gramática da teologia, pois para ele o apóstolo “Paulo associou os judeus a crianças por viverem conforme os ensinos da lei, e nós os da graça com a fase adulta” (Silva, Ano 15, Edição 49, p. 56).

III – A TRINDADE NO PLANO DA SALVAÇÃO

A morte de Jesus na cruz não se resume em apenas apresentar e revelar o grande amor de Deus para com os homens, mas trata-se também da demonstração direta da sabedoria divina, da justiça divina e do grande poder de Deus.

[...] A morte na cruz foi tremenda tanto para Jesus quanto para Deus. Foi o seu grande amor que pagou o sacrifício, e foi a sua justiça que recebeu o preço de sangue pago por Jesus (cf. Hb 9.24-26) (Bergstén, 2019, p.154).

Há três capítulos na Bíblia que são fundamentais para compreender a pessoa do Espírito Santo, João 14 que transmite a promessa do Consolador, assim como enfatiza que os seguidores de Jesus não ficariam órfãos; também João 16 que corresponde com a descrição do Espírito Santo em sua missão, convencer o homem do pecado, da justiça e do juízo, assim como guiar os crentes e corresponde também ao Espírito Santo a missão em glorificar o Senhor; por fim, Romanos 8 que outorga a compreensão da ação do Espírito Santo em  guiar o cristãos por meio de gemidos inexprimíveis.

Referências:

BAPTISTA, Douglas. A santíssima Trindade: o Deus único revelado em três Pessoas eternas. Rio de Janeiro: CPAD, 2025.

BERGSTÉN, Eurico. Teologia Sistemática. Rio de Janeiro: CPAD, 2019.

SILVA, Andreson Corte Ferreira da. Carta aos Romanos. Revista Manancial, Ano 15, Edição 49.

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