Subsídio para aula da Escola Bíblica Dominical – MALDIÇÕES E BÊNÇÃOS DA ALIANÇA
Conforme a Verdade Prática da lição:
A obediência à voz de Deus
revela amor e fé, conduz às bênçãos da aliança em Cristo e preserva nossa
comunhão com Ele.
Da verdade prática compreende-se que:
A obediência à voz de Deus
revela amor e fé;
A obediência à voz de Deus conduz
às bênçãos;
A obediência à voz de Deus
preserva a comunhão com o Senhor.
É válido lembrar que os objetivos da presente
lição são:
Esclarecer a relação entre
obediência e bênçãos na aliança divina;
Expor as consequências espirituais
e práticas da desobediência a Deus;
E, ressaltar as bênçãos e responsabilidades
da Nova Aliança em Cristo.
Responsabilidade é a palavra-chave para a
compreensão da presente lição.
I – AS BÊNÇÃOS DA
OBEDIÊNCIA NA ALIANÇA
Obediência corresponde com o
ato de ouvir, atentar para com o que foi instruído e agir conforme o que foi
exposto. O apenas ouvir e não agir conforme
o exposto não trata da obediência. Portanto, obediência corresponde com
prontidão e submissão.
Para desfrutar das promessas
do Senhor é necessário ser obediente aos princípios, por exemplo:
Para ser prospero em tudo (Sl
1.3), é necessário não andar segundo o conselho dos ímpios, mas antes ter o
prazer na lei do Senhor (Sl 1.2,3).
Para alcançar sabedoria (Sl
19.7), é necessário compreender que a lei do Senhor é perfeita (Sl 19.7).
Para ser bem-aventurado é
necessário trilhar caminhos retos e andar na lei do Senhor (Sl 119.1).
No terceiro discurso de Moisés se a nação de
Israel ouvisse a voz do Senhor receberia as bênçãos na cidade e no campo, no
lar com a bênção no ventre e dos bens vivos, no viajar, isto é, no entrar e no
sair. Resumidamente as bênçãos se caracterizam a serem manifestadas pela
prosperidade no Senhor e pela proteção do Senhor correlacionadas na vida
pessoal, social e espiritual.
II – AS CONSEQUÊNICAS DA DESOBEDIÊNCIA NA ALIANÇA
Na ação contrária à obediência os israelitas
não desfrutariam das bênçãos. Pessoalmente estariam desprovidos da
multiplicação do Senhor, socialmente estariam isolados da proteção divina e
espiritualmente não desfrutariam da comunhão com o Senhor.
No contexto pessoal a desobediência pode
ocasionar impasses no lar e no trabalho, em que a realização não se concretiza.
Enquanto no âmbito social os conflitos podem de certa maneira se apoderar das ações
do indivíduo. E no que tange ao aspecto espiritual a comunhão do indivíduo com
o Senhor torna-se afetada.
Na presença do Senhor o indivíduo será
abençoado, no entanto Deus não poderá ser procurado pelas pessoas para abençoar
e depois ser esquecido por aqueles que o procuraram. A aproximação das pessoas
para com o Senhor deverá ser mantida mediante a percepção da comunhão. A verdadeira
prosperidade tem como priori a comunhão com o Senhor.
III – A NOVA ALIANÇA:
NATUREZA, BÊNÇÃOS E RESPONSABILIDADE
A nova aliança firmada entre Cristo e a igreja,
que tem o embasamento na obra vicária de Jesus e não na lei, requer dos cristãos
obediência, fé e submissão. A nova aliança tem como características:
É o cumprimento da lei;
É a concretização dos anúncios proféticos;
É perfeita e eterna;
É superior em promessas, sacrifício e em
mediação;
Outorga perdão e transformação;
Proporciona a paz, justificação e esperança.
Os benefícios são inúmeros,
porém no capítulo cinco o apóstolo Paulo cita oito destes inúmeros benefícios.
1- Temos paz com Deus (v.1).
Ter paz com Deus não corresponde a sentimento de sossego, mas ao estado de
reconciliação obtida pelo cristão com Deus. Certo que por mérito da obra de
Cristo no calvário.
2- Temos acesso a Deus e a
Sua graça (v.2). Este benefício indica que o crente pode chegar à presença do
Senhor. Portanto, por meio da oração, elemento da graça, o crente pode se
aproximar de Deus, porém, conforme a esperança futura da glória de Deus, em um
breve dia os fiéis serão conforme o Senhor (1 Jo 3.2).
3- Temos justificação (v.9).
Ser justificado é ser absorvido, isto é, é ser declarado justo. Justificação é
um termo derivado do grego dikaió, o que indica o indivíduo foi declarado
justo. Portanto, ser justificado, indica que o cristão foi declarado justo pela
obra de Jesus no calvário.
4- Temos salvação (v.10). Já
foi descrito em texto anterior a respeito do poder do pecado na vida do
indivíduo que é definido no aprisionar e no condenar. Logo, seremos salvos pela
sua vida, não corresponde a algo futuro, mas corresponde ao fato que o cristão
alcançou a emancipação do poder do pecado.
5- Temos a reconciliação (v.
11). A aproximação para com Deus por parte do indivíduo indica que houve
mudança de atitude. Ter a reconciliação é saber: Deus, que outrora tinha o
pecador como Seu inimigo, agora o considera íntegro (RADMACHER; ALLEN; HOUSE,
p.374).
6- Temos a capacidade de
viver uma vida justa (v.17). A vida justa indica uma vida sem a condenação do
pecado que é a morte. Pois, no governo de Jesus o cristão passa a ser guiado
para a obtenção da vida eterna.
7- Temos a própria vida
(v.18). Logo, todos os justificados são livres em Cristo e passam a serem
livres da condenação, pois são justificados em Jesus Cristo.
8- Temos a vida eterna (v.
21). A vida eterna corresponde a uma vida livre da presença do pecado. Isto,
porque “as coisas que o olho não viu, e o ouvido não ouviu, e não subiram ao
coração do homem são as que Deus preparou para os que o amam” (1Co 2.9)
(Silva, Ano 15, Edição 49, p. 31, 32).
Por fim, o não obedecer na nova aliança poderá
ter como consequência a condenação eterna, daí a necessidade de perseverar a
até o fim.
Referência:
SILVA, Andreson Corte Ferreira da. Carta aos
Romanos: escrito paulino que edifica a igreja atual. Revista Manancial, Ano 15, Edição 49.

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