Deus é Fiel

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sábado, 7 de novembro de 2026

MALDIÇÕES E BÊNÇÃOS DA ALIANÇA

Subsídio para aula da Escola Bíblica Dominical – MALDIÇÕES E BÊNÇÃOS DA ALIANÇA

Conforme a Verdade Prática da lição:

A obediência à voz de Deus revela amor e fé, conduz às bênçãos da aliança em Cristo e preserva nossa comunhão com Ele.

Da verdade prática compreende-se que:

A obediência à voz de Deus revela amor e fé;

A obediência à voz de Deus conduz às bênçãos;

A obediência à voz de Deus preserva a comunhão com o Senhor.

É válido lembrar que os objetivos da presente lição são:

Esclarecer a relação entre obediência e bênçãos na aliança divina;

Expor as consequências espirituais e práticas da desobediência a Deus;

E, ressaltar as bênçãos e responsabilidades da Nova Aliança em Cristo.

Responsabilidade é a palavra-chave para a compreensão da presente lição.

I – AS BÊNÇÃOS DA OBEDIÊNCIA NA ALIANÇA

Obediência corresponde com o ato de ouvir, atentar para com o que foi instruído e agir conforme o que foi exposto.  O apenas ouvir e não agir conforme o exposto não trata da obediência. Portanto, obediência corresponde com prontidão e submissão.

Para desfrutar das promessas do Senhor é necessário ser obediente aos princípios, por exemplo:

Para ser prospero em tudo (Sl 1.3), é necessário não andar segundo o conselho dos ímpios, mas antes ter o prazer na lei do Senhor (Sl 1.2,3).

Para alcançar sabedoria (Sl 19.7), é necessário compreender que a lei do Senhor é perfeita (Sl 19.7).

Para ser bem-aventurado é necessário trilhar caminhos retos e andar na lei do Senhor (Sl 119.1).

 No terceiro discurso de Moisés se a nação de Israel ouvisse a voz do Senhor receberia as bênçãos na cidade e no campo, no lar com a bênção no ventre e dos bens vivos, no viajar, isto é, no entrar e no sair. Resumidamente as bênçãos se caracterizam a serem manifestadas pela prosperidade no Senhor e pela proteção do Senhor correlacionadas na vida pessoal, social e espiritual.

II – AS CONSEQUÊNICAS DA DESOBEDIÊNCIA NA ALIANÇA

Na ação contrária à obediência os israelitas não desfrutariam das bênçãos. Pessoalmente estariam desprovidos da multiplicação do Senhor, socialmente estariam isolados da proteção divina e espiritualmente não desfrutariam da comunhão com o Senhor.

No contexto pessoal a desobediência pode ocasionar impasses no lar e no trabalho, em que a realização não se concretiza. Enquanto no âmbito social os conflitos podem de certa maneira se apoderar das ações do indivíduo. E no que tange ao aspecto espiritual a comunhão do indivíduo com o Senhor torna-se afetada.

Na presença do Senhor o indivíduo será abençoado, no entanto Deus não poderá ser procurado pelas pessoas para abençoar e depois ser esquecido por aqueles que o procuraram. A aproximação das pessoas para com o Senhor deverá ser mantida mediante a percepção da comunhão. A verdadeira prosperidade tem como priori a comunhão com o Senhor.

III – A NOVA ALIANÇA: NATUREZA, BÊNÇÃOS E RESPONSABILIDADE

A nova aliança firmada entre Cristo e a igreja, que tem o embasamento na obra vicária de Jesus e não na lei, requer dos cristãos obediência, fé e submissão. A nova aliança tem como características:

É o cumprimento da lei;

É a concretização dos anúncios proféticos;

É perfeita e eterna;

É superior em promessas, sacrifício e em mediação;

Outorga perdão e transformação;

Proporciona a paz, justificação e esperança.

 

Os benefícios são inúmeros, porém no capítulo cinco o apóstolo Paulo cita oito destes inúmeros benefícios.

1- Temos paz com Deus (v.1). Ter paz com Deus não corresponde a sentimento de sossego, mas ao estado de reconciliação obtida pelo cristão com Deus. Certo que por mérito da obra de Cristo no calvário.

2- Temos acesso a Deus e a Sua graça (v.2). Este benefício indica que o crente pode chegar à presença do Senhor. Portanto, por meio da oração, elemento da graça, o crente pode se aproximar de Deus, porém, conforme a esperança futura da glória de Deus, em um breve dia os fiéis serão conforme o Senhor (1 Jo 3.2).

3- Temos justificação (v.9). Ser justificado é ser absorvido, isto é, é ser declarado justo. Justificação é um termo derivado do grego dikaió, o que indica o indivíduo foi declarado justo. Portanto, ser justificado, indica que o cristão foi declarado justo pela obra de Jesus no calvário.

4- Temos salvação (v.10). Já foi descrito em texto anterior a respeito do poder do pecado na vida do indivíduo que é definido no aprisionar e no condenar. Logo, seremos salvos pela sua vida, não corresponde a algo futuro, mas corresponde ao fato que o cristão alcançou a emancipação do poder do pecado.

5- Temos a reconciliação (v. 11). A aproximação para com Deus por parte do indivíduo indica que houve mudança de atitude. Ter a reconciliação é saber: Deus, que outrora tinha o pecador como Seu inimigo, agora o considera íntegro (RADMACHER; ALLEN; HOUSE, p.374).

6- Temos a capacidade de viver uma vida justa (v.17). A vida justa indica uma vida sem a condenação do pecado que é a morte. Pois, no governo de Jesus o cristão passa a ser guiado para a obtenção da vida eterna.

7- Temos a própria vida (v.18). Logo, todos os justificados são livres em Cristo e passam a serem livres da condenação, pois são justificados em Jesus Cristo.

8- Temos a vida eterna (v. 21). A vida eterna corresponde a uma vida livre da presença do pecado. Isto, porque “as coisas que o olho não viu, e o ouvido não ouviu, e não subiram ao coração do homem são as que Deus preparou para os que o amam” (1Co 2.9) (Silva, Ano 15, Edição 49, p. 31, 32).

Por fim, o não obedecer na nova aliança poderá ter como consequência a condenação eterna, daí a necessidade de perseverar a até o fim.

Referência:

SILVA, Andreson Corte Ferreira da. Carta aos Romanos: escrito paulino que edifica a igreja atual. Revista Manancial, Ano 15, Edição 49.

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