Deus é Fiel

Deus é Fiel

domingo, 19 de outubro de 2014

EBD: A Providência Divina na Fidelidade Humana



A presente lição tem como objetivo proporcionar ao cristão a certeza que Deus é fiel no cumprimento das suas promessas.
A palavra chave é categórica, pois afirma que a providência é uma ação divina pela qual os acontecimentos e as criaturas são conduzidos por Deus para o fim que lhes foi destinado.
Quatro personagens são importantes na narrativa desta lição: Daniel, Misael, Ananias, Azarias e Nabucodonosor.
Nome
Significado
Nome na Babilônia
Significado
Daniel
Deus é meu Juiz
Beltsazar
Dedicado ao deus Bel
Misael
Que é como o Senhor
Mesaque
Homenagem ao deus Aku
Ananias
Misericordiosos é Jeová
Sadraque
Homenagem ao deus Marduc
Azarias
Aquele que Jeová ajudou
Abede-Nego
Homenagem ao deus Nego

I – A TENTATIVA DE SE INSTITUIR UMA RELIGIÃO MUNDIAL
1- A grande estátua.
2- A diferença entre as estátuas.
3- A inauguração da estátua de ouro.
Comentário:
O pecado de Idolatria. No período antediluviano o pecado se manifestou pela maldade, ou seja, por atos perversos e cruéis. Também por atos de corrupção e violência. Já no período pós-dilúvio além destes pecados a narrativa histórica expõe que a construção da torre de babel se formalizaria em culto idólatra. Portanto, aqui suje a idolatria no contexto histórico da humanidade. Imagine quantas consequências à humanidade já sofreu por causa do pecado de idolatria adorando aquele que não nada pode fazer (Sl 115. 4-8).
Também Nabucodonosor definiu como prioridade em seu governo a fabricação de uma estátua, sendo esta, referente à sua pessoa e que todos os súditos adorassem.
Há três terríveis inimigos do ser humano e faz com que o indivíduo se afaste de Deus, eles são: o dinheiro, pessoa de sexo diferente e o orgulho. O poder estava centralizado nas mãos de Nabucodonosor e assim sendo o mesmo quis torna-se imortal na memória daquela geração.
A estátua
Tamanho da estátua
27 metros de altura e 6 de largura
Produto utilizado na fabricação da estátua
Ouro
Real sentido da fabricação da estátua
Enfatizar Nabucodonosor como rei
Objetivo específico da fabricação da estátua
Fazer com que os povos vencidos pelo exército babilônico se curvasse perante a religião babilônica.

II – O DESFIO À IDOLATRIA
1- A ordem do rei a todos os seus súditos.
2- A intenção do rei e o espírito do Anticristo.
3- Coragem para não fazer concessões à idolatria.
Comentário:
A ordem proveniente do rei era que o povo adorasse e prostrassem perante a imagem. A religião na babilônia era desenvolvida por meio de crenças politeísta. A astrologia como religião teve como origem na região da mesopotâmia.
Nabucodonosor tinha como objetivos: primeiro, a exibição, isto é, Nabucodonosor queria se apresenta perante as nações mundiais, e por segundo, Nabucodonosor queria ser adorado por todos os seus súditos.
Porém, em meio a todos os povos três judeus foram destaques e não se corromperam e nem se prostraram diante da estátua.
III – A FIDELIDADE A DEUS ANTE A FORNALHA ARDENTE
1- Os jovens hebreus foram acusados e denunciados.
2- A resposta corajosa dos jovens hebreus.
3- Reação à intimidação.
Comentário:
Três acusações sofreram os jovens amigos de Daniel.
Primeiramente foram acusados por menosprezarem o rei Nabucodonosor. Para os servos do rei os três jovens não respeitaram a autoridade do monarca.
Por segundo, foram acusados por não adorarem os deuses da babilônia. Os amigos de Daniel mantiveram seus princípios aprendidos na terra de Israel, adorarás apenas o Senhor vosso Deus.
E por terceiro, foram acusados por não prostrarem e nem adorarem a estátua.
Para Charles apund Elienai Cabral (2014), a vitória da fé tinha cinco objetivos:
Foram soltos de suas amarras (v.25).
Foram protegidos do mal (v.26).
Foram confortados na provação (vv.24,25,28).
Seu Deus foi glorificado (v.29).
Como servos de Deus foram recompensados (v.30).
Nabucodonosor indagou os amigos de Daniel da seguinte maneira: Quem é o Deus que vos poderá livrar das minhas mãos?
A resposta foi da seguinte maneira: eis que o nosso Deus, a quem nós servimos, é que nos pode livrar; ele nos livrará do forno de fogo ardente e da tua mão, ó rei. E acrescentaram que não se prostrariam diante da estátua de ouro. Tal resposta produziu no monarca mais ira, e por isso, o fogo foi aquecido sete vezes mais, e lá foram três homens com média de quarenta anos lançados no fogo e com eles apareceu o Senhor dos Senhores para provar ao monarca da babilônia que Deus é quem prover e mantem o universo.
Referência:
CABRAL, Elienai. Integridade Moral e Espiritual, O legado do livro de Daniel para a Igreja hoje. Rio de Janeiro: CPAD.

terça-feira, 14 de outubro de 2014

Salmo 30 – Gratidão pelo Livramento

Texto: 2- Dai ao Senhor, ó filhos dos poderosos, daí ao Senhor glória e força.

 3- Senhor, da cova fizeste subir a minha alma; preservaste-me a vida para que não descesse à sepultura (Sl 30.2,3)
O Salmo 30 notifica cinco ações, que são: determinação de louvor (v.1), gratidão pelo livramento (v.2,3) chamado para participação da adoração (v.4,5) relato da doença mortal (v. 6-10) e o reconhecimento da ação realizada pelo Senhor (v. 11,12).
 A operação da morte
A morte será o último inimigo a ser destruído (1 Co 15.26). A palavra morte tem como significado separação, porém no sentido sociológico a morte pode ser definida como perca.
A morte trata-se da separação do espírito para com o corpo, o espírito volta para Deus e o corpo volta ao pó (Ec 12.7). Já quando a morte é definida pela palavra perca, isto é, corresponde com a separação de quem morreu para com as pessoas que com este conviviam.
1- Tipo de morte. Na narrativa bíblica há quatro tipos de morte a serem observadas. O primeiro tipo de morte é a morte física, isto é, a separação entre o corpo e espírito. O segundo tipo é a morte espiritual, isto é, a morte que culmina na separação do indivíduo para com Deus. Já o terceiro tipo de morte é a morte moral, tipo este em que o indivíduo se afasta da sociedade e de grupos que o mesmo participava por ações que não foram louváveis diante das pessoas. E por fim, o quarto tipo morte é a chamada de segunda morte, isto é, a separação eterna para com Deus, e está associada com a condenação.
2- A morte é uma herança do pecado original. O primeiro homem tinha uma aliança com Deus e neste pacto existia uma promessa, uma condição e uma pena. A promessa era a vida eterna, enquanto a condição era a obediência e a pena era morte. Com a desobediência de Adão a pena tornou-se real.
3- Jesus pôs fim à invencibilidade da morte. Antes de Cristo a morte até então não tinha sido derrotada. Há relatos no contexto histórico bíblico que pessoas foram ressuscitadas, porém estas pessoas voltaram a morrer. No estudo sobre a ressurreição percebe-se que a ressurreição destes é considerada a ressurreição de mortos, ou seja, retornaram a vida, porém voltaram a morrer.
A morte venceu grandes homens, como por exemplo: Abraão, Jacó (por este os israelitas choram setenta dias, Gn 50.3), Moisés (por este os israelitas choram trinta dias, Dt 34.8), Samuel (por este todos os filhos de Israel se ajuntaram e prantearam, 1 Sm 25,1) e dentre tantos outros personagens o rei Davi (que morreu na sua velhice, cheio de dias, riquezas e glórias, 1 Cr 29.27).
Porém, a morte não conseguiu vencer a Jesus Cristo, a primícias dos que dormem.
A doutrina da ressurreição de Jesus é provada por quatro acontecimentos:
Primeiro, o sepulcro vazio (Lc 24.3).
Segundo, Jesus apareceu aos seus discípulos.
Terceiro, os discípulos foram transformados.
Quarto, a existência da igreja.
A ressurreição de Jesus faz parte do que na Bíblia é chamado da ressurreição dentre os mortos.
Autoridade divina sobre as enfermidades
1- Origem das doenças. Assim como a morte as doenças tiveram como origem o pecado. Logo, com o surgimento do pecado todas as pessoas passaram a serem vítimas e propensas a passarem por enfermidades.
A doença não escolhe o pobre proporcionando liberdade ao rico, da mesma forma a doença não privilegia alguns e outorga liberdade a outros.
A doença poderá culminar na morte, assim aconteceu com o rei Asa (2 Cr 16.12) e também com o rei Uzias (2 Cr 26.21). Porém, em casos diversos a doença não conduz a pessoa à morte e isto aconteceu com o rei Davi (Sl 30.2).
2- Oração e a cura. Davi clamor e foi por Deus curado. Assim também cabe aquele que está enfermo clamar a Deus pedindo a cura. Jesus em seu ministério terreno curou pessoas de várias moléstias, como exemplo: da cegueira, da lepra, do fluxo de sangue e dentre outras doenças a da paralisia.
Como promessa o mestre Jesus transmite aos discípulos a seguinte palavra: se vós estiverdes em mim, e as minhas palavras estiverem em vós, pedireis tudo o que quiserdes, e vos será feito (Jo 15.7).
Não é a doença que define o fim na vida do indivíduo, mas a última palavra é a de Deus. Para isto Deus tem seus embaixadores na terra para serem ministros das bênçãos divina na vida daqueles que necessitam de um milagre.
3- O que é oração e o que a oração proporciona. Oração é adoração, porém, existem momentos em que a luta proporciona enfraquecimento do cristão para o louvor, mas ao mesmo tempo fortalece para a dedicação à oração. Logo, Tiago enfatiza que se alguém está triste ore, mas se estar alegre cante.
O termo oração indica diálogo, isto é, conversa entre o cristão e Deus. A oração proporciona: encorajamento, confiança e renovo.
3.1- Encorajamento. Há pessoas limitadas em ações por não ter uma vida de plena consagração a Deus em oração. A oração em si proporciona encorajamento, pois o ser humano percebe que há hostes espirituais nos lugares celestiais que fazem de tudo o que é possível para desencorajar os servos do Senhor (Dn 10.12-14).
Portanto, o cristão é encorajado a tomar decisões após a oração (At 10.23). É notório que os resultados são provenientes de escolhas e não há melhor maneira para tomar decisões do que após consultar a vontade do Senhor. As decisões poderão ser bênção ou maldição para as futuras gerações.
3.2- Confiança. Ao ter uma vida de constante oração o cristão revela que possui intimidade com Deus e também confia na ação miraculosa do Senhor. Nota-se a confiança a Deus presente nas palavras de Davi: pai de órfãos e juiz de viúvas é Deus no seu lugar santo. Deus faz que o solitário viva em família; liberta aqueles que estão presos em grilhões; mas os rebeldes habitam em terra seca (Sl 68.5,6), Ainda que eu andasse pelo vale da sombra da morte, não temeria mal algum, porque tu estás comigo; a tua vara e o teu cajado me consolam (Sl 23.4). Portanto, quem ora confia em Deus.
3.3- Renovo. A oração proporciona renovo físico e espiritual. O rei Ezequias estava enfermo com uma doença mortal e a palavra do Senhor através do profeta Isaías para o monarca foi: põe a tua casa em ordem, porque morrerás e não viverás (Is 38.1). Porém após a oração feita por Ezequias a palavra do Senhor veio como renovo físico: ouvi a tua oração e vi as tuas lágrimas; eis que acrescentarei aos teus dias quinze anos (Is 38.5).
São inúmeras pessoas que ao curvarem os joelhos estão desanimadas e desacreditadas. Não possuem forças para orar, entretanto nesta hora ocorre um dos fatos marcantes do ministério do Espírito Santo que é a intercessão pelo cristão (Rm 8.26).
Portanto, o choro pode durar uma noite, mas a alegria vem pela manhã.

domingo, 12 de outubro de 2014

EBD: O Deus que intervém na história


EBD: O Deus que intervém na história
Intervir é a palavra chave para a compreensão da presente lição.
Os profetas posteriores são classificados mediante o acontecimento do exílio. Ficando assim definidos: profetas pré-exílicos, profetas exílicos e profetas pós-exílicos. Os profetas do período do exílio são: Jeremias, Obadias, Ezequiel, Ageu e Zacarias. Portanto, os capítulos 40 a 66 do livro de Isaías possuem características para o período em análise.
Jeremias ficou em Jerusalém enquanto o povo foi levado cativo, deste acontecimento originou a obra Lamentações de Jeremias, em que o profeta enfatiza as misericórdias do Senhor como causa da existência dos judeus (Lm 3.22). Enquanto no meio dos príncipes Deus usava Daniel no meio da multidão Deus usava o profeta Ezequiel.
O profeta Daniel foi usado por Deus para desvendar o sonho de Nabucodonosor.
I – O SONHO PERTUBADOR DE NABUDONOSOR.
1- O tempo do sonho.
2- A habilidade dos sábios é desafiada no palácio.
3- O fracasso da sabedoria.
Comentário:
Há três tipos de sabedoria: a humana, a diabólica e a divina.
A sabedoria humana é tendenciosa e orgulhosa, pois busca a satisfação dos desejos carnais.
Já a sabedoria de origem em Satanás é pretenciosa ao pecado.
Por fim, a sabedoria que tem a sua origem em Deus é libertadora, pois outorga ao ser humano o conhecimento do bem e conduz o mesmo a tomar decisões que agrade a Deus.
Todos que desejam a sabedoria deverão pedir a Deus e a busca-la. Salomão assim escreveu: “eu amo aos que me amam, e os que cedo me buscarem, me acharão” (Pv 8.17). Os que buscarem a sabedoria a encontrarão. Buscar significa desejar e correr atrás para obtê-la.
Salomão no início do seu reinado pediu a Deus sabedoria para governar um povo grande e numeroso.  
Por fim, a sabedoria é fundamental para uma liderança eficiente e eficaz (Gn 41.39), e também muito importante para a tomada de decisões (At 15.13-34).
Nabucodonosor ao ter o sonho perdeu o sono e isto o incomodou por dias fazendo com que os sábios da Babilônia fossem postos em teste, porém nenhum deles conseguiu revelar o sonho. Quando tudo parecia não ter resposta apareceu Daniel e pediu, mas um tempo e com oração o profeta teve a revelação adequada do sonho. Logo, se conclui que Deus está no controle de todas as coisas.
Assim, os sábios e a sabedoria da Babilônia foram envergonhados diante da sabedoria divina.
II – A ATITUDE SÁBIA DE DANIEL.
1- A cautela de Daniel.
2- Deus revela mistérios.
3- O caráter profético do sonho de Nabucodonosor.
Comentário:
A cautela de Daniel poderá ser notada em três momentos: primeiro, quando o mesmo foi até o rei para pedir mais um tempo; segundo momento, quando Daniel pediu ajuda aos seus amigos para orarem com ele; e por terceiro, Daniel demonstrou sua confiança no Senhor.
Deus revela mistério, por isso, é necessário que o cristão conheça a pessoa de Deus, por que, Deus não é limitado pelo tempo, pois Ele é eterno.  Deus não é limitado pelo espaço, pois Ele é Onipresente. Deus não limitado pela ciência, pois Ele é Onisciente. Deus não é limitado pela força, pois Ele é Onipotente. Deus não é limitado por sentimento, pois Ele é o Amor.
O caráter de Daniel é notificado no momento em que o mesmo não fica com a glória da revelação, logo, o profeta demonstrou humildade e convicção do Deus que o mesmo servia.
Mais uma palavra
A sabedoria torna-se notória por meio das palavras ou por meio das obras. Sendo assim, Tiago conclama os membros da igreja cristã a demonstrar a sabedoria. Quando o indivíduo demonstra sabedoria com o intuito de menosprezar outros, tal sabedoria não tem origem em Deus, pois a que procede de Deus outorga benefícios aos envolvidos na comunidade cristã.
A sabedoria humilde não apresenta o eu, mas outorga honra e glória a Jesus. A humildade foi a virtude que Jesus enfatizou na noite da santa ceia aos seus discípulos. Jesus lavou os pés dos seus discípulos para ensinar que Ele não veio para ser servido, mas para servir (Jo 13).
A sabedoria proporciona ao cristão a mentalidade de que o mesmo foi chamado para servir e não para ser servido. É triste, porém, é uma realidade, nos dias atuais há líderes que querem sugar a lã das ovelhas e para isto apresentam-se superiores aos demais e por status brigam entre si.
III – DANIEL, CONTA O SONHO E INTERPRETA - O.
1- A correta descrição do sonho.
2- A interpretação dos elementos materiais da grande estátua.
3- A pedra cortada, sem ajuda de mãos
Comentário:
Resumo da interpretação:
Parte
Material
Império
Período de dominação
Cabeça
Ouro
Babilônia
606-539 a.C
Braços e peito
Prata
Médio-Persa
539-331 a.C
Ventre e coxas
Bronze
Grego
331-146 a.C
Pernas e pés
Ferro e barro
Romano
146 a.C-476 d.C.
Pedra cortada...
Representa o reino de Cristo intervindo nos reinos do mundo.

domingo, 5 de outubro de 2014

EBD: A Firmeza do Caráter Moral e Espiritual de Daniel


Determinação é a palavra chave da presente lição, e tem como significado, forte inclinação para algo, sendo que na presente lição a palavra chave se refere com a forte inclinação de Daniel e seus amigos em obedecer a Deus.
Daniel e seus três amigos são destaques na narrativa bíblica no que corresponde a temática integridade e fidelidade para com Deus. Portanto, a formação moral e espiritual de Daniel e seus amigos são frutos da educação dos pais.
Mais uma palavra
Pais não formam os filhos, mas fazem dos filhos verdadeiros discípulos.
Instrui o menino no caminho em que deve andar, e, até quando envelhecer, não se desviará dele. Pv 22.6.
Os pais não somente ensinam com palavras, mas também com atitudes e escolhas. Os filhos estão a observar e a vigiar todos os passos e decisões que seus pais tendem a palmilhar e a tomarem. Cada aprendizagem se demonstra na ação da criança. 
Três são as benevolências de Deus que todo ser humano deseja: riqueza, honra e vida (Pv 22.4), porém, tais benevolências são outorgadas a pessoas humildes e tementes a Deus. O temor ao Senhor e a humildade são duas armas fundamentais para que as próximas gerações desenvolvam práticas em conformidade aos padrões da Escritura Sagrada.
Colhendo conforme o plantio.
Aquele que planta colherá. Os pais como agricultores estão à espera da concretização do cultivo plantado em seus filhos. Pais como agricultores têm como principais virtudes a esperança e a confiança.
Ninguém prepara pessoas para uma vida delinquente. Assim escreveu certo obreiro: “quando eu era capelão na penitenciária de Arkansas, nos Estados Unidos, dos 1.700 presos, só um se criara num lar onde havia culto doméstico. Mais tarde, soube que esse prisioneiro foi libertado porque provaram a sua inocência”. Tal cidadão foi criado segundo os valores cristãos.
Os valores são passados principalmente quando há interação entre: Deus, pais e filhos. O lazer é fundamental para que pais e filhos desfrutem do amor familiar. Portanto, são nestas horas que os filhos aprendem com os pais. Pois, estes momentos são fundamentais para a formação do caráter e da índole dos filhos.
Pai exemplo de ministro.
Os pais como exemplo dos filhos são de fato verdadeiros sacerdotes. Pois, não forçam os filhos a tomarem uma decisão, mas os ensinam a tomarem a decisão certa. Primeiramente tais pais oram a Deus para que a vontade do Senhor seja concretizada na vida dos filhos. Com tal atitude os filhos compreendem que seus pais são limitados, porém passam a entender que os seus pais são dependentes de Deus. O exemplo passa a ser fundamental para que as próximas gerações reconheçam a importância da vida.
Em segundo, os pais se transformam em modelos certos para que seus filhos sejam bem sucedidos.
Como ministros de Deus na vida dos filhos os pais são verdadeiros símbolos de alguém que soube confiar em Deus acima de todas as circunstâncias.
O único meio de restaurar a sociedade é salvando a família. O termo salvação tem como significado livramento de um perigo eminente. E da maneira que anda a sociedade percebe se que o perigo é eminente e jaz a porta. Portanto, é de responsabilidade dos pais restaurar a sociedade e isto só será possível com a salvação da família, sendo que isto se concretizará por meio do culto doméstico.
I – UMA RESTROSPECTIVA HISTÓRICA
1- A situação moral e política de Judá.
2- A situação espiritual de Judá.
3- O império babilônico arrasa o reino de Judá.
Comentário:
Até os sacerdotes no período histórico em estudo se afastaram de Deus. Sendo que a função sacerdotal era aproximar Deus do povo, o próprio estava longe da presença de Deus.
As três incursões do rei da Babilônia contra Judá:
a) a primeira etapa; no ano de 606 a.C, onde que os tesouros do templo foram levados (2 Cr 36.7) e também a elite de Judá: o rei Joaquim, os oficiais da corte e entre eles Daniel e seus três amigos (Dn 1.1-7).
b) segunda etapa; no ano de 597 a.C, Jerusalém foi pela segunda vez invadida pelos babilônicos e desta vez foram conduzidos 10.000 homens para Babilônia entre eles Ezequiel (2 Re 24.14).
c) terceira etapa; no ano 586 a.C, pela terceira vez Jerusalém é invadida e desta vez o templo e a cidade são destruídos ficando na cidade apenas os pobres (2 Re 25.12).
II – A FORÇA DO CARÁTER
1- A tentativa de aculturamento dos jovens hebreus (1.3,4).
2- O caráter colocado à prova (1.5-8).
Comentário:
O cristão não poderá perder a conformidade com Deus por nada desta vida. Ter conformidade com Deus é ser justo, reto e conhecer a Deus. O indivíduo que possui conformidade com Deus não se deixa levar por cultura contraria a Palavra. Daniel e seus amigos não usufruíram da comida do rei por que iria de contra partida ao princípio espiritual dos jovens.
Além de terem conformidade com Deus os jovens demonstraram maturidade. Resultados são provenientes de escolhas. Os jovens souberam escolher, isto é, não aceitaram a alimentação oferecida aos deuses da Babilônia e por isso, Deus retribuiu conforme a fidelidade.
III – A ATITUDE DE DANIEL E DE SEUS AMIGOS
1- Uma firme resolução: não contaminar (1.8).
2- Daniel, um modelo de excelência.
3- Daniel: modelo de integridade x sociedade corrupta.
Comentário:
O último tópico apresenta o profeta Daniel em três pose diferente: primeira, pose de jovem dedicado, escolheu não contaminar; segunda pose, mesmo sendo jovem tornou-se modelo de excelência; e como terceira pose, foi integro a Deus em meio a uma sociedade corrupta.
Com o aumento do pecado o cristão autêntico não poderá se deixar levar pelo ato de contaminação. Para isto o cristão deverá tomar cuidado com a concupiscência dos olhos, da carne e com a soberba da vida.
Muitos são os modelos para uma vida cristã autêntica. No contexto bíblico inúmeros nomes são lembrados como, por exemplo: Abraão, Moisés, Davi, João, Paulo e dentre outros. Daniel é um destes a ser lembrado, porém o que chama atenção que Daniel já se tornava modelo de excelência nos dias da sua vida.
Por fim, o indivíduo não poderá justificar erros pela corrupção dos outros. Daniel vivia em meio a um povo corrupto, porém, mesmo assim não se corrompeu, mas foi integro a Deus.

terça-feira, 30 de setembro de 2014

Salmo 29 – Davi louva ao Senhor

Texto: 1- Dai ao Senhor, ó filhos dos poderosos, daí ao Senhor glória e força.

 2- Dai ao Senhor a glória devida ao seu nome; adorai o Senhor na beleza da sua santidade (Sl 29.1,2)
No salmo em apreço o salmista Davi conclama os anjos a adorarem ao Senhor e também a aceitarem a supremacia de Deus. No presente salmo há forte descrição da supremacia do Senhor sobre as tempestades, assim como há exaltação a Deus como Rei entronizado.
Deus é adorado pelos anjos
Os anjos são teologicamente conhecidos como filhos de Deus por criação (Sl 148.5). No texto bíblico os anjos se encontram divididos em categorias, são elas: arcanjo, querubins, vigias e serafins.
 Arcanjo. Erroneamente muitos cristãos utilizam a seguinte palavra, arcanjos, para se referirem a esta categoria angelical, porém, o erro na citação ocorre pelo fato de apenas um arcanjo ser citado em toda a Escritura Sagrada.
O arcanjo Migue é mencionado na Bíblia com a seguinte função, trabalhar em prol do remanescente de Israel. É tanto que na citação de Paulo a respeito da vinda do Senhor Jesus a voz de arcanjo é mencionada (1 Ts 4.17), isto é, indicação de que a missão de Miguel corresponde diretamente com a nação israelita.
Querubins. O termo querubim do hebraico, qeruvim, tem por significado bendizer, louvar, adorar. Os anjos que compõe esta categoria estão associados com a santidade de Deus e a adoração a Deus.
Serafins. Tem por significado arder. E semelhante aos querubins guardam o trono de Deus e são também conhecidos como anjos adoradores.  
Vigias. São citados nos escritos do profeta Daniel (4.13,17,23) e corresponde com os anjos que promovem zelosamente os planos de Deus.
Na Escritura Sagrada algumas verdades sobre os anjos merecem total atenção por parte dos cristãos, são elas:
Os anjos são reais, mas nem sempre visíveis (Hb 12.22).
Os anjos adoram, mas não devem ser adorados (Sl 148.2).
Os anjos servem, mas não devem ser servidos.
A voz do Senhor
Por sete vezes Davi faz menção da frase a voz do Senhor. Alguns estudiosos definem a utilização do termo voz do Senhor para confrontar os adeptos de Baal.
Porém, o que se pode definir do texto é que o número sete faz alusão da perfeição e superioridade divina.
Deus é perfeito. O ser humano por mais que desenvolva atitude que agrade a Deus em algum momento da vida desenvolverá algo que entristecerá o Espírito Santo.
Deus é superior águas. O ciclo hidrológico depende de Deus. Deus é o criador de todas as coisas e a sua voz outorga a criação de todas as coisas. A voz do Senhor faz com que o sobrenatural ocorra.
O Senhor reina
Por ser rei o Senhor tem o controle de todas as coisas e inclusive possui um reino com pessoas para serem lideradas. Como o reino pertence a Deus, assim também o poder e a glória (Mt 6.13).
O salmista descreve o reino do Senhor como reino perpétuo, isto é, não há fim. E ao mesmo tempo descreve que o reino de Deus outorga poder e paz para os membros deste reino.
A igreja recebeu poder para pregar o Evangelho com autoridade. E cada pessoa que se soma ao corpo de Cristo recebe a paz do Senhor (At 1.8).
Portanto, o salmo 29 corresponde a um salmo real e define a abrangência do reino de Deus que alcança a ordem física e espiritual de toda obra criada.

domingo, 28 de setembro de 2014

EBD: Daniel, nosso “Contemporâneo”


EBD: Daniel, nosso “Contemporâneo”
A primeira lição do quarto trimestre apresenta como palavra-chave: providência. Providência é ação pela qual Deus conduz os acontecimentos e as criaturas para o fim que lhes foi destinado. Providência é a ação de Deus em governar a obra criada, logo, providência corresponde com um decreto de Deus.
 Daniel foi um jovem levado cativo para a Babilônia, e no desenrolar histórico o jovem no império no qual foi conduzido se transformou em um grande líder e tornou-se reconhecido como um grande profeta de Deus. O profeta Daniel foi usado por Deus para revelar fatos que o alça ao título de profeta contemporâneo, pois sua mensagem corresponde com fatos que aconteceram, estão acontecendo e hão de acontecer.
O livro de Daniel poderá ser dividia em duas partes: a narrativa e a apocalíptica.
Na narrativa (Daniel 1-6) os relados da obra correspondem com a vida de Daniel e com relatos de pessoas próximas do profeta.
Já na segunda parte, a apocalíptica, temas como as setentas semanas, o anticristo e o prenúncio do tempo do fim, tornam-se centrais.
I – A HISTÓRIA POR TRÁS DO LIVRO DE DANIEL.
1- A formação histórica de Israel.
2- O governo teocrático.
3- O governo monárquico.
Comentário:
De Abrão ao povo israelita. O choro pode durar uma noite, mas a alegria vem pela manhã (Sl 30.5). Para o personagem Abrão a noite não durou apenas uma média de doze horas, mas uma abrangência de 25 anos. Ao sair das terras de sua origem Abrão tinha 75 anos (Gn 12.4), e ao ver o cumprimento da promessa possuía 100 anos de idade (Gn 21.5) isto indica que quem tem promessa de Deus não morrerá sem que elas se cumpram. Assim de Abraão veio Isaque e deste os doze patriarcas que entram no Egito em um número de 75 pessoas (At 7.14).
A escolha de Israel como nação em relação ao chamado de Abrão corresponde a abençoar a todas as famílias da terra.
O período monárquico vai de 1095 a.C até 975 a.C com a duração de 120 anos, abrangendo os reinados de Saul, Davi e Salomão. Os escritos Bíblicos deste momento histórico encontram se nos livros de 1º Samuel ao livro de 1º Reis.
Com os reinados de Davi e Salomão este período passa a ser considerado como o período da Idade de Ouro da história de Israel. A conquista de Jerusalém e a construção do Templo faz deste período o auge da história do povo israelita.
Situação pós-divisão do reino de Israel. Reino do sul. Também conhecido como o reino de Judá, formado pelas tribos; Judá e Benjamim. No total o reino do sul teve 20 reis em uma única dinastia. Com duração aproximada de 350 anos. E teve como capital política e religiosa a cidade de Jerusalém.
Dentre os 20 reis do reino do sul poucos fizeram o que era reto aos olhos do Senhor, dentre eles Ezequias e Josias (2 Re 18,3;22.2).   Ao contrário da retidão destes líderes os demais seguiram os maus caminhos do reino do norte e em destaque o rei Manassés. Pelos pecados cometidos pelos reis e pelo povo do sul, Deus proferiu através de Isaias o cativeiro de Judá (Is 6.11,12;39.6) e por meio de Jeremias a duração do cativeiro (Jr 25.11,12).
Reino do norte. Também conhecido como reino de Israel formado por dez tribos e teve como primeiro rei Jeroboão. Em todo período histórico do reino do norte 19 foram o número dos monarcas, porém não de uma mesma dinastia, mas de 9 dinastias diferentes.
Jeroboão por medo de perder a sua liderança fundou um falso sistema religioso, fazendo dois bezerros de ouro e pondo os em Betel e em Dã (1 Re 12. 26-30). Portanto, com Onri foi fundada a cidade de Samaria que mais tarde seria a capital política do reino do norte.
Portanto, no ano de 722 a.C o reino do norte tornou se cativo da Assíria (1 Re 17. 6,7).
II – OS FATOS QUE PROPICIARAM O EXÍLIO NA BABILÔNIA.
1- O contexto político do reino de Judá.
2- Israel no exílio babilônico.
Comentário:
O motivo do cativeiro. Nos dias do rei Josias o povo de Israel vivenciou um profundo avivamento. Avivamento significa trazer a vida, ou seja, alguém que perdeu os sentidos e por ação espiritual passa a ter de volta os sentidos recobrados. Entretanto, em vinte e dois anos o Reino do Sul foi destruído, isto, porque após a morte do rei Josias o povo degenerou-se espiritualmente e moralmente. No governo de Josias o avivamento foi motivado pela descoberta do livro da lei (2 Re 22.8) e também pelo apoio dos profetas Jeremias (Jr 1-12), Sofonias (Sf 1.1) e Habacuque (Hb 1.2-4) com o objetivo levar o povo a presença de Deus. Todavia a perca do temor ao Senhor e o abandono da palavra de Deus levou o povo a destruição.
Etapas do cativeiro. Em 606 a.C, Nabucodonosor invadiu o território dos judeus. Iniciando nesta data o cativeiro de Judá. Para melhor compreensão histórica notemos que o cativeiro dos judeus foi ocorrido em três etapas.
a) a primeira etapa; no ano de 606 a.C, onde que os tesouros do templo foram levados (2 Cr 36.7) e também a elite de Judá: o rei Joaquim, os oficiais da corte e entre eles Daniel e seus três amigos (Dn 1.1-7).
b) segunda etapa; no ano de 597 a.C, Jerusalém foi pela segunda vez invadida pelos babilônicos e desta vez foram conduzidos 10.000 homens para Babilônia entre eles Ezequiel (2 Re 24.14).
c) terceira etapa; no ano 586 a.C, pela terceira vez Jerusalém é invadida e desta vez o templo e a cidade são destruídos ficando na cidade apenas os pobres (2 Re 25.12).
Duração do cativeiro. O cativeiro babilônico durou 70 anos, sendo profetizado por Jeremias (Jr 25.12). Em setenta anos os judeus andaram errantes em meio a um povo idólatra.
4. Profetas do período do cativeiro. Os profetas posteriores são classificados mediante o acontecimento do exílio. Ficando assim definidos: profetas pré-exílicos, profetas exílicos e profetas pós-exílicos. Os profetas do período do exílio são: Jeremias, Obadias, Ezequiel, Ageu e Zacarias. Portanto, os capítulos 40 a 66 do livro de Isaías possuem características para o período em análise.
Jeremias ficou em Jerusalém enquanto o povo foi levado cativo, deste acontecimento originou a obra Lamentações de Jeremias, em que o profeta enfatiza as misericórdias do Senhor como causa da existência dos judeus (Lm 3.22). Enquanto no meio dos príncipes Deus usava Daniel no meio da multidão Deus usava o profeta Ezequiel.
III – DANIEL, O AUTOR E O LIVRO.
1- O homem Daniel.
2- A importância do livro.
3- A autoria e as características do livro.
Comentário:
Daniel é apresentado na sua própria obra com três características básicas: como homem público, como homem de oração e como profeta.
Como homem público Daniel se destacou pela sabedoria e pelo compromisso às atividades assumidas.
Como homem de oração em meio a uma afronta de inimigos para silencia-lo o profeta continuou seu costume de orar a Deus diariamente e por três vezes ao dia.
Como profeta Daniel entra no cenário como profeta que notificou a Israel a respeito da libertação da nação dos seus inimigos.
Como consideração final, cito a verdade prática: Daniel é um exemplo de perseverança na fidelidade a Deus e de integridade moral, estimulando-nos a confiar no projeto divino.