Deus é Fiel

Deus é Fiel

quinta-feira, 24 de novembro de 2022

Subsídio para aulas da EBD: GOGUE E MAGOGUE: UM DIA DE JUÍZO

GOGUE E MAGOGUE: UM DIA DE JUÍZO

A presente lição tem como verdade prática:

A palavra profética anuncia que, antes da restauração espiritual de Israel, virão Gogue e seu bando para invadir a Terra Santa, mas eles serão derrotados.

Com base na verdade prática três pontos essências são notados:

Haverá restauração espiritual;

Ocorrerá o Gogue e Magogue;

Gogue e Magogue  não pravelecerão.

[...] A palavra profética anuncia que antes da restauração espiritual de Israel virão Gogue e seu bando para invadir a Terra Santa, mas eles serão derrotados. (SOARES; SOARES, 2022, p. 105)

A lição em apreço tem como objetivos específicos: Identificar Gogue; Identificar Magogue; e, Explicar o contexto escatológico da profecia.

I – SOBRE A IDENTIDADE DOS POVOS INVASORES (PARTE 1)

Gogue ocorrerá no fim dos dias, descrição que corresponde com evento futuro. Primeiramente precisa entender que Gogue é diferente do Armagedom. Serão dois momentos antagônicos que terão como finalidade destruir com tudo o que pertence a Deus.

O Armagendon ocorrerá no final da Grande Tribulação, momento em que o povo de Israel estará cercado pelo exército do Anticristo, sendo assim, Jesus descerá do céu e destruirá as nações (Zc 12. 8,9), na batalha do Armagedom ou colina de Megido.

Sobre a batalha do Armagedom é necessário saber:

Terá a duração de um dia.

Definirá a derrota do Anticristo e do falso profeta.

Satanás será preso.

E no final da batalha as nações serão julgadas e logo após haverá a instalação do Milênio.

Já o Gogue e Magogue ocorrerá no final do milênio, momento em que Satanás se revoltará contra Deus e o povo de Deus.

II – SOBRE A IDENTIDADE DOS POVOS INVASORES (PARTE 2)

Já o termo Magogue corresponde a um dos descende de Jafé. Gogue é uma referência descrita para um líder, enquanto Magogue se refere ao território. Fator aplicativo importante é compreender que os próprios descentes (neste caso palestinos) em sua ramificação genealógica ficarão contra o povo de Deus.

[...] Em Ezequiel, Gogue é o governante, e Magogue, uma localidade geográfica (38.2); em Apocalipse são personalizações satânicas (Ap 20.7,8). Então, não existe a alegada “universalização da profecia de Ezequiel”. (SOARES; SOARES, 2022, p. 112)

III – SOBRE O CONTEXTO ESCATOLÓGICO

O texto em si é considerado um dos mais complexos na Bíblia Sagrada, que pode ser visto como indicação do futuro inimigo de Israel. Válido lembrar que ao trata-se de inimigo futuro, a invasão como consequência da oposição ocorrerá em período escatológico após a restauração de Israel.

Para boa parte dos estudiosos de escatologia afirma que Gogue faz-se referência a região norte, correspondente diretamente a Rússia, sendo assim Rosh uma descrição para com a Rússia e Meseque, descrição eficientemente voltada para com Moscou.

[...] Os nomes Gogue e Magogue em Ezequiel, se referem aos poderes do norte, chefiados pela Rússia; após o Milênio, porém, os nomes “Gogue e Magogue” são empregados metaforicamente para representar (“as nações que estão sobre os quatro cantos da terra”). (SILVA, 1997, p. 257)

Portanto, o cristão deverá ficar alerta quando percebe que determinada nação está se posicionado contrariamente a nação de Israel, pois é uma descrição diretamente de quem é contra o plano divino.

Em suma, Gogue e Magogue, são termos empregados metaforicamente para representar as nações que estão sobre os quatro cantos da terra, que naquele dia terá cujo número como a areia do mar e se levantarão sobre a liderança de Satanás para se ajuntarem em batalha contra Deus. Porém, a rebelião será sufocada por Deus (Ap 20.8,9) e Satanás será lançado no lago de fogo e enxofre.

Referencias:        

SILVA, Severino Pedro. Apocalipse, versículo por versículo. Rio de Janeiro: CPAD, 1997.

SOARES, Esequias; SOARES, Daniele. A justiça divina: a preparação do povo de Deus para os últimos dias no livro de Ezequiel. Rio de Janeiro: CPAD, 2022.

quarta-feira, 23 de novembro de 2022

Lições Bíblicas Jovens – Subsídio para aula da Escola Bíblica Dominical – O TREINAMENTO DE LÍDERES SEGUNDO O MODELO DE JESUS

O TREINAMENTO DE LÍDERES SEGUNDO O MODELO DE JESUS

Conforme o resumo da lição:

Jesus não somente discipulou os apóstolos, mas Ele nos deixou o modelo de um discipulado eficaz.

Jesus é o Líder dos líderes. Logo, Jesus é o modelo para todos os líderes. Por meio do seu ministério o Senhor Jesus chamou, instruiu e enviou os seus discípulos, tornando assim, exemplo de liderança eficiente e eficaz. Portanto, a presente lição tem como objetivos:

Saber como se deu a escolha dos primeiros discípulos de Jesus;

Compreender o treinamento de Jesus com os primeiros discípulos;

E, Mostrar que a liderança de Jesus era discipuladora.

Jesus exerceu um perfil de liderança votado para a formação de novos líderes, ou seja, uma das suas prioridades como líder foi treinar aqueles que por ele foram chamados para que fossem os seus discípulos. Nesse sentido, a atitude do Mestre reafirma que, além de ter de possuir uma visão, ser capaz de comunicá-la e ter condições de influenciar pessoas, liderar sob a perspectiva cristã também é preparar outros líderes e treiná-los para que tenham condições de perpetuar os princípios eternos da Palavra de Deus e deem continuidade à missão que Cristo confiou aos seus escolhidos. (TORRALBO, 2022, p. 103)

I – JESUS ESCOLHE OS SEUS DISCÍPULOS

No contexto Bíblico percebe-se que o chamado poderá ser direto ou indireto. O modelo de chamado conhecido como direto é o método em que Deus chama o ser humano de forma direta sem a utilização de circunstancias, e nem por causa das habilidades naturais do próprio indivíduo. Enquanto o indireto é o método em que há o envolvimento de pessoas e de circunstancias para o chamado de outrem.

Bom exemplo do método direto é o chamado dos dozes (Lc 6.12-19). Sendo que por mais de três anos Jesus ensinou doze homens para que eles descem continuidade a obra do Pai.

Porém, antes de ensiná-los, Jesus chamou cada um deles pelo próprio nome para que os doze se transformassem em pescadores de homens (Mc 1.17). Nota-se que onze dos doze que foram chamados mudaram o curso da história da humanidade. A prova concreta do valor do ministério dos onze apóstolos é a existência da Igreja, pois pelo intermédio destes Jesus outorgou nova direção ao mundo com o ministério da igreja.

II – O TREINAMENTO DE JESUS

O treinamento desenvolvido por Jesus mudou o destino e os valores dos discípulos e teve como objetivos:

a) Preparo intelectual. E estai preparados para responder com mansidão e temor a qualquer que vos pedir a razão da esperança que há em vós (1 Pe 3.15).

b) Preparo espiritual. O discípulo não poderá esquecer-se de sua aliança com Deus. Antes de exercer o ministério o mesmo deverá compreender que é servo de Deus e tem um céu de glória que o espera. O cuidado espiritual é visível na vida daqueles que tem comunhão com Deus. Pois, sem comunhão com Deus o ministério dos discípulos não seria marcado pela operação divina. O preparo espiritual está associado à oração, a leitura da Sagrada Escritura, ao jejum, em suma, a uma vida de santidade diante de Deus (1 Ts 5.23).

Como sempre, a escolha de Jesus deu certo, o treinamento funcionou eficazmente, e os discípulos foram capacitados pelo Espírito Santo a realizar a obra para que foram designados. (TORRALBO, 2022, p. 112)

Quando o discípulo corresponde eficientemente com a instrução do docente, nota-se que os resultados serão nítidos. Jesus chamou doze e por três anos e meio os preparou para enviá-los à seara. Jesus enviou onze após a ressurreição e hoje se percebe que a igreja está presente nos quatro cantos da terra, verdade que corrobora em dizer que o ensino preparatório do Senhor Jesus para com os discípulos foi eficiente e eficaz.

III – UMA LIDERANÇA DISCIPULADORA

Jesus durante o ministério particular esteve sempre envolvido com o ato de instruir os discípulos. Por ser o Líder dos líderes, o Mestre ensina que as lideranças atuais devem se envolver no processo de ensino. O modelo de discipulado de Jesus é diferenciado, pois Jesus ensinava por palavras retóricas e pelo o próprio exemplo.

Fato corroborado em:

Jesus ensinou como orar (Mt 6.9-13), assim como Jesus orou constantemente durante o seu ministério (Jo 17).

Jesus enviou os discípulos para pregarem e curarem (Mt 10.1), assim como Jesus também pregou e curou na frente de seus discípulos (Mc 7.32-35).

Jesus falou a respeito do amor (Jo 13.34), assim como também Jesus mostrou na prática para com os discípulos que Ele mesmo amava e ama as pessoas (Lc 23.43).

O discipulado foi incluso no ministério de Jesus, fator que outorga às lideranças dos dias modernos a compreensão que não é possível liderar sem discipular, ou seja, não há como liderar sem preparar pessoas para continuarem o ministério.

Referências

Torralbo, Elias. Liderança na igreja de Cristo: escolhidos por Deus para servir. Rio de Janeiro, CPAD, 2022.

quarta-feira, 16 de novembro de 2022

Subsídio para aulas da EBD: O BOM PASTOR E OS PASTORES INFIÉIS

O BOM PASTOR E OS PASTORES INFIÉIS

A presente lição tem como verdade prática:

As Escrituras revelam Deus como o pastor do seu povo, mas isso se aplica também aos líderes eclesiásticos. Deus dá bons pastores ao seu povo, e também remove os maus.

Com base na verdade prática três pontos essências são notados:

Deus é o pastor de seu povo;

Deus outorga líderes para conduzir o rebanho eclesiástico;

Deus não tolera os maus pastores.

A lição em apreço tem como objetivos específicos: Identificar o rebanho nas Escrituras; Descobrir os pastores infiéis de Israel; e, Refletir sobre o Bom Pastor.

I – SOBRE O REBANHO

A respeito da ovelha compreende que se trata de um animal dócil que é símbolo de sacrifício, que categoricamente descreve a relação entre Deus e o seu povo. Na relação entre Deus e o seu povo cuja representação é descrita pelas ovelhas revelam que o rebanho precisa de auxílio e proteção. O rebanho é frágil, enquanto que Deus é protetor do rebanho.

É válido ressaltar que o termo pastor utilizado em Ezequiel e em Jeremias trata-se dos líderes da nação, ou seja, dos governadores e não de pastores eclesiásticos que passaram a serem descritos como líderes do povo de Deus no Novo Testamento.

As Escrituras revelam Deus como pastor do seu povo, mas isso se aplica também aos líderes, reis em Israel, como Moisés e Davi, e governantes na atualidade. Um bom rei era um bom pastor; um mau rei era um pastor ruim. O profeta Ezequiel compara os líderes e governantes de Israel a pastores. (SOARES; SOARES, 2022, p. 93)

II – SOBRE OS PASTORES INFIÉIS

Dois monarcas de Judá são categoricamente julgados mediante as palavras do profeta, pois eram esses os reis no período da descrição profética, Jeoaquim e Zedequias (SOARES; SOARES, 2022).

Conforme o texto do profeta Ezequiel (34.3,4) nota-se os pecados de omissão e de comissão.

De comissão (fazer o proibido) porque os pastores comeram a gordura, vestem-se da lã e matam as ovelhas.

Enquanto que o pecado de omissão (deixar de fazer o certo), pois não fortaleceram as fracas, não curaram as doentes, não enfaixaram as quebradas, não trouxeram as desgarradas e não buscaram as perdidas.

[...] Os pastores são responsáveis por seus atos diante de Deus e não estavam agindo com justiça. Por isso, perderão seus postos, mas não está especificada qual será a punição deles. A ênfase reside no livramento das ovelhas da boca deles. (SOARES; SOARES, 2022, p. 97)

Silva acrescenta a respeito dos maus pastores ao relacionar a prática ministerial eclesiástica:

Os maus pastores são apegados ao dinheiro e têm como princípio no desenrolar das atividades pastorais o lucro e não o bem estar espiritual dos membros da igreja (1 Tm 6.10,11). Há outros que são violentos, porém tal manifestação sé se percebe no convívio familiar, sendo que na igreja são homens tranquilos e longânimos, porém nos seus lares são briguentos. E uma terceira característica de tais líderes é o descompromisso com o rebanho de Deus, pois os mesmos são destruidores da unidade das ovelhas e por suas atitudes não cuidam dos membros do corpo de Cristo (Jr 23.2). (REVISTA MANANCIAL, ANO 12, EDIÇÃO 42, p. 56, 57)

III – SOBRE O BOM PASTOR

O Senhor se apresenta como o pastor da nação eleita e afirma que cuidaria das ovelhas dispersas, proporcionando a estas o regresso para a terra santa. O verdadeiro pastor cuida e não espera ser cuidado. O autêntico pastor vai ao encontro das ovelhas e não espera ser visitado. Os líderes dos judeus estavam buscando a própria glória, o próprio crescimento e em suas arrogâncias esqueciam-se de exercer o cuidado para com o rebanho.

 Em suma, Jesus é o bom Pastor e para todos os pastores fiéis ao chamado deverá ser o Senhor Jesus referência para o exercício eficiente e eficaz da vocação ao qual cada líder foi nomeado pelo o Senhor.

Referencias:        

SILVA, Andreson Corte Ferreira da. Conhecendo o chamado: é ter uma vida abnegada e depender do Espírito Santo em suas ações. Revista manancial, Ano 12, ed 42.

SOARES, Esequias; SOARES, Daniele. A justiça divina: a preparação do povo de Deus para os últimos dias no livro de Ezequiel. Rio de Janeiro: CPAD, 2022.

segunda-feira, 14 de novembro de 2022

Lições Bíblicas Jovens – Subsídio para aula da Escola Bíblica Dominical – A LIDERANÇA DE SALOMÃO

A LIDERANÇA DE SALOMÃO

Conforme o resumo da lição:

Salomão é reconhecido como o homem mais sábio de toda a história.

Salomão no contexto bíblico é apresentado com as características naturais de um homem com acertos e com erros. No que tange aos acertos Salomão deixa o legado de homem sábio, assim como se destaca pela construção do templo, porém no aspecto de ações negativas o monarca filho de Davi ensina que o homem não pode afastar de Deus, pois terá como consequência a queda. Portanto, a presente lição tem como objetivos:

Apresentar uma análise da vida de Salomão;

Saber a respeito da liderança de Salomão;

E, Compreender que a liderança de Salomão foi fundamentada em princípios.

Salomão tem inspirado não somente líderes religiosos, mas também os de todos os seguimentos, sendo de longe uma das maiores referências a ser seguidas no que tange à liderança, principalmente por aqueles que têm a experiência e o propósito de honrarem a Deus na sua função como líder. (TORRALBO, 2022, p. 93)

I – SALOMÃO: UMA ANÁLISE INICIAL

A palavra escolha passa a ser chave para compreender o primeiro tópico. Deus escolheu Salomão dentre todos os filhos de Davi (1 Cr 28.5), assim como Salomão escolheu pedir a Deus sabedoria para liderar o povo de Israel (2 Cr 1.10). Na vida compreende-se que haverá momentos em que escolhas serão tomadas pelo o próprio indivíduo, como se percebe que há momentos que Deus escolhe pessoas certas, para o tempo certo, tendo como finalidade exercer o ministério certo, corroborando assim para com a vontade divina.

A busca pelo o poder revela para a sociedade quem são as pessoas e quais são suas reais atitudes. Deus já tinha estabelecido que Salomão sucedesse a Davi, porém, Adonias filho de Davi, conspirava para assumir o trono no lugar de seu pai. Entretanto, Salomão por meio dos relatos bíblicos não manifestou ações para requerer o direito do trono, pois quem chama é Deus, quem faz promessa é Deus, logo, Deus é quem cumprirá a promessa no tempo certo.

É importante destacar que Salomão não nasceu com a sabedoria com a qual exerceu a sua liderança, mas recebeu-a de Deus quando a pediu a Ele em um momento específico da sua trajetória (2 Cr 1.10). Deve-se ressaltar ainda o princípio de que a Bíblia ensina que Deus é a fonte da verdadeira sabedoria (Tg 1.5-6). (TORRALBO, 2022, p. 96)

Sobre a sabedoria de Salomão fica nítido o destaque do mesmo no cenário do mundo antigo (1 Rs 10.9), assim como nos dia do Senhor Jesus, pois o próprio Mestre faz alusão dos saberes do monarca (Mt 12.42).

II – A LIDERANÇA DE SALOMÃO

Salomão como líder se destaca por ser influenciador, participativo e visionário.

Liderança influencia por ações, palavras e pela presença. Todo bom líder deverá ser conhecido pelas palavras direcionadas e pela presença necessária. A presença do líder é necessária no momento de dor de um dos liderados, assim como no momento de alegria de um dos membros do corpo associado.

Liderança participativa é aquela que permite que outros tenham espaço para exercer as habilidades, somando as habilidades dos líderes com os liderados o conjunto terá as conquistas possíveis.

Salomão foi uma escolha divina cuja finalidade era expandir aquilo que o seu pai Davi estabelecera. A sua liderança participativa foi resultado da sua capacidade de reconhecer não ser ele o detentor de toda a capacidade e de todos os recursos necessários para cumprir a sua missão e, por isso, permitiu, possibilitou e facilitou o acesso de outras pessoas, inclusive de liderados, para a cooperação mútua da missão que lhe fora confiada. (TORRALBO, 2022, p. 99)

Líder sem visão não prospera. Pois, toda liderança próspera possui no contexto prático a ótica visionária de ver o que os outros não conseguem enxergar. Liderar é conduzir pessoas, de fato, liderar é permite que pessoas cresçam e que conquistem patamares maiores.

III – UMA LIDERANÇA FUNDAMENTADA EM PRINCÍPIOS

Os princípios que se destacam na vida de Salomão são: a dependência diante de Deus e o andar de maneira justa.

A presença do Senhor é que permite e outorga a todos serem bem-sucedidos, principalmente quando se trata da liderança, pois quando Deus é a base do cristão, o mesmo terá resiliência diante de todos os problemas (Pv 24.10), assim como saberá ouvir (Pv 18.13) e outorgará oportunidades para que os outros trabalhem em conformidade diante do cenário (Pv 18.17).

Por fim, um dia findará a liderança de todos os líderes, entretanto, as marcas do líder ficarão. Marcas, de quem foi justo ou não. De quem agiu mediante os princípios bíblicos ou simplesmente desobedeceu a Deus.

Oxalá que Deus outorgue aos líderes da atualidade as habilidades necessárias para que o Reino dos Céus cresça.

Referências

Torralbo, Elias. Liderança na igreja de Cristo: escolhidos por Deus para servir. Rio de Janeiro, CPAD, 2022.

sexta-feira, 11 de novembro de 2022

Lições Bíblicas Jovens – Subsídio para aula da Escola Bíblica Dominical – A LIDERANÇA DE DAVI

A LIDERANÇA DE DAVI

Conforme o resumo da lição:

O líder deve ter o seu coração alinhado à vontade de Deus, sendo obediente em todo o tempo.

Davi é de fato um dos maiores vultos da história no que tange a liderança geopolítica. Direcionou a nação de Israel no período áureo da historiografia hebraica proporcionando conquistas e ampliação do reino. Portanto, a presente lição tem como objetivos:

Mostrar que Davi era um homem segundo o coração de Deus;

Conhecer a liderança de Davi;

E, Apresentar os aspectos práticos da liderança de Davi.

[...] A vida de Davi, o processo de treinamento a que foi submetido e o seu modelo de liderança são mais atuais do que geralmente se costuma imaginar, primeiro porque ele foi uma escolha divina, e depois porque ele, de fato, foi um líder bem-sucedido. (TORRALBO, 2022, p. 77)

I – DAVI, UM HOMEM SEGUNDO O CORAÇÃO DE DEUS

A nomenclatura Davi tem como significado amado, termo de origem hebraica. O personagem aparece nas citações Bíblicas em 1.105 referências, tornando assim o nome mais citado nas Escrituras Sagradas. Sendo que um dos versículos que mais chama atenção é o de Atos 13.22, pois Davi é apresentado como o varão conforme o coração de Deus.

Dois elementos são fundamentais para compreender a descrição Bíblica: achei a Davi varão conforme o meu coração. Os elementos são:

a) Davi possuía grande desejo em fazer a vontade divina.

b) Davi reconhecia as suas fragilidades, fato que o conduzia a se arrepender dos pecados quando estes eram acometidos.

Saul não conseguia obedecer ao Senhor, o ódio tinha tomado conta de seu coração, fatos que o impossibilitava de fazer a vontade de Deus. Quando o ser humano é tomado pelo ódio, o mesmo não consegue realizar as coisas de forma formidável, principalmente quando se trata de fazer a vontade de Deus, aí é que se percebe a imperfeição. Deus tinha escolhido a Davi, porém o ciúme de Saul foi o empecilho para a não realização de uma transição bem-sucedida.

Por fim, em suas limitações Davi reconhecia os seus erros e pedia ao Senhor:

Cria em mim um coração puro, ó Deus, e renova dentro de mim um espírito estável. Não me expulses da tua presença, nem tires de mim o teu Santo Espírito. Devolve-me a alegria da tua salvação e sustenta-me com um espírito pronto a obedecer (Sl 51.10-12).

A liderança segundo o coração de Deus desenvolverá três pilares essências que são: os princípios espirituais, o preparo intelectual e os valores familiares (TORRALBO, 2022, p. 79).

II – A LIDERANÇA DE DAVI

A liderança de Davi é definida por três descrições básicas:

Davi era cheio do Espírito Santo.

Davi era centrado em Deus.

Davi tinha como foco as pessoas.

Fator que define a liderança de sucesso é ser dependente de Deus, ser cheio de Deus e ter como foco as pessoas.

No que tange ser dependente de Deus abrange em ser voltado para com as coisas que agradam ao Senhor, por exemplo, ter uma vida volta para com a Palavra, possuir uma vida de oração e além de tudo andar de forma em que não envergonhe o Evangelho.

Uma das principais missões de um líder cristão é a formação de pessoas, quer dizer, o foco da verdadeira liderança espiritual deve ser pessoas, e, em momentos de angústia, o líder será tentado a esquecer-se do bem-estar dos seus liderados para cuidar dos seus próprios interesses. (TORRALBO, 2022, p. 87)

Já no que corresponde ser focado em pessoas, toda liderança deverá entender que o sucesso do direcionar pessoas é compreender as necessidades dos liderados e as suprir, seja por meio de instruções ou no ato de estender as mãos.

III – ASPECTOS PRÁTICOS DA LIDERANÇA DE DAVI

Na prática Davi ensina que as alianças devem ser honradas. O pacto deverá ser ratificado, assim como as condições devem ser obedecidas para que as promessas sejam concretizadas.

Além de honrar as alianças o líder eficiente deverá ser justo no andar, no falar e no ser líder. Ser justo compreende em ser honesto para com as descrições étnicas e práticas.

Mas, o que mais caracteriza o bom líder é ter uma vida contrita diante de Deus, o líder Davi se desta por ser um homem segundo o coração de Deus.

Ter o coração alinhado à vontade de Deus fará de você um líder seguro não em suas próprias condições ou capacidade pessoais, mas, sim, na certeza de que a sua liderança tem no Senhor a fonte, e isso o levará a uma consciência de que liderar como um cristão é servir a Deus e aos seus propósitos diante do seu povo. Nesse sentido, você terá a garantia de que é o Senhor quem sustentará tanto a sua vida quanto a sua liderança, tornando-as bem-sucedidas e com frutos que glorificam a Deus e que sejam duradouros. (TORRALBO, 2022, p. 91)

Referências

Torralbo, Elias. Liderança na igreja de Cristo: escolhidos por Deus para servir. Rio de Janeiro, CPAD, 2022.

terça-feira, 8 de novembro de 2022

Subsídio para aulas da EBD: A RESPONSABILIDADE É INDIVIDUAL

A RESPONSABILIDADE É INDIVIDUAL

A presente lição tem como verdade prática:

Para além da responsabilidade individual, a Palavra de Deus se posiciona contra o fatalismo, isto é, contra a ideia de que tudo está determinado por um rígido destino.

O determinismo resume que tudo o que há de acontecer já está determinado, tanto no que corresponde aos fatos, assim como com as pessoas que estarão envolvidas. Porém, Deus desde a criação outorgou ao ser humano o livre arbítrio, ou seja, o ser humano tem liberdade de agir conforme seus preceitos, lembrando que todo aquele que pecar será responsabilizado por seus atos.

A lição em apreço tem como objetivos específicos: Explicar a máxima usada em Israel; Expor a respeito da abrangência da salvação; e, Pontuar a reação de Israel.

I – SOBRE A MÁXIMA USADA EM ISRAEL

Um dos erros da sociedade moderna é buscar transferir a culpa de seus erros para outras pessoas. Adão lançou a responsabilidade para Eva, que, por sua vez lançou a responsabilidade para a serpente. Direcionar a outros a culpa dos próprios erros é omitir a própria responsabilidade diante do Senhor.

Os pecados do povo foram acumulados geração após geração, mas o castigo do cativeiro era responsabilidade daquela geração. Tanto os exilados na Babilônia como os que estavam em Judá e em Jerusalém acreditavam ou se justificavam numa ideia falsa de que estavam pagando pelos pecados dos pais, mesmo depois da destruição de Jerusalém (Lm 5.7). Javé, entanto, proibiu enfaticamente o povo de pronunciar essa máxima: Tão certo como eu vivo, diz o Senhor Deus, vocês nunca mais repetirão esse provérbio em Israel (18.3). Na profecia de Jeremias, essa proibição é escatológica, depois a restauração de Israel (Jr 31.29). (SOARES; SOARES, 2022, p. 87)

Por isso, a palavra chave para o estudo em foco é responsabilidade. Quem de fato se representa diante do Senhor é o próprio indivíduo, o que retira a obrigação do outro sobre si. Logo, a responsabilidade está associada com o reconhecimento. Cada seguidor do Senhor deverá compreender que há liberdade e responsabilidade para prosseguir diante do Deus de Abraão, de Isaque e de Jacó.

II – SOBRE A SALVAÇÃO PARA TODOS OS SERES HUMANOS

Expor a respeito da abrangência da salvação é o objetivo do presente tópico que tem como descrição afirmar o livre arbítrio. Dois versículos categoricamente ratificam para a verdade da predestinação universal e não para com a predestinação individual.

E não quereis vir a mim para terdes vida (Jo 5.40).

O Senhor não retarda a sua promessa, ainda que alguns a têm por tardia; mas é longânimo para conosco, não querendo que alguns se percam, senão que todos venham a arrepender-se (2Pe 3.9).

Ambos os textos foram escritos por discípulos do Senhor Jesus, sendo que os dois textos ratificam para a liberdade de o indivíduo chegar-se até a presença do Senhor. No primeiro escrito por João está bem nítido que não quereis vir, enquanto que Pedro demonstra que o desejo (antropomorfismo) do Senhor Jesus é que ninguém se perca.

O pastor Claudionor Andrade sintetiza a doutrina da predestinação conforme João 3.16 da seguinte maneira:

a) A predestinação é universal. Ou seja, Deus, em seu profundo e inigualável amor, predestinou todos os seres humanos à vida eterna. Ninguém foi predestinado ao lago de fogo que, conforme bem o acentuou Jesus, fora preparado para o diabo e aos seus anjos.

b) Mas o fato de o homem ser predestinado à vida eterna não lhe garante a bem-aventurança ao lado de Deus, é necessário, pois, que creia no Evangelho. E, assim, será havido por eleito.

Por conseguinte, a predestinação é universal; e a eleição é particular (1997, p. 207).

A ideia de uma vez salvo, salvo para sempre é anulada pelas seguintes palavras escritas por Ezequiel:

Mas, desviando-se o justo da sua justiça, e cometendo a iniquidade, fazendo conforme todas as abominações que faz o ímpio, porventura viverá? De todas as justiças que tiver feito não se fará memória; na sua transgressão com que transgrediu, e no seu pecado com que pecou, neles morrerá (Ez 18.24).

O desviar da justiça faz com o justo torne-se injusto e perca o legado espiritual amplamente construído diante de outras testemunhas, pois o ser humano morrerá no pecado que pecou.

III – SOBRE A REAÇÃO DE ISRAEL

Não é o meu caminho direito? Não são os vossos caminhos torcidos? (Ez 18.25).

O versículo no seu corpo transmite duas perguntas que são na hermenêutica conhecidas como perguntas retóricas, isto é, perguntas que tem o sentido de afirmar e não interrogar algo. Portanto, o versículo afirma que o caminho do Senhor é direito, e que os caminhos trilhados pelo o homem são torcidos.

Lembrando que Deus é justo e santo. Logo, Deus é justo e misericordioso. Por ser misericordioso Deus outorga oportunidade para que o ser humano se arrependa de seus pecados.

O arrependimento é descrito no desenvolvimento prático por reconhecer que pecou e por deixar o pecado e passar a servir ao Senhor.

Referencias:        

ANDRADE, Claudionor Corrêa. Dicionário Teológico, com definições etimológicas e locuções latinas. Rio de Janeiro: CPAD, 1997.

SOARES, Esequias; SOARES, Daniele. A justiça divina: a preparação do povo de Deus para os últimos dias no livro de Ezequiel. Rio de Janeiro: CPAD, 2022.

terça-feira, 1 de novembro de 2022

Lições Bíblicas Jovens – Subsídio para aula da Escola Bíblica Dominical – EXEMPLOS DE LIDERANÇA FEMININA

EXEMPLOS DE LIDERANÇA FEMININA

Conforme o resumo da lição:

Em toda a Bíblia é possível identificar a mulher como parte do propósito de Deus, inclusive ocupando posições de destaque, tanto no Antigo como no Novo Testamento. Deus em seu propósito tem levantado mulheres para referenciar na história de Israel, assim como na história da igreja, por meio do exemplo e da dedicação, lembrando que a presente lição tem como objetivos:

Mostrar a posição das mulheres nas Escrituras Sagradas;

Conhecer alguns exemplos de liderança feminina;

E, Apresentar uma resposta bíblica ao feminismo.

É impossível fazer uma análise sincera sobre liderança na Bíblia sem levar em conta o exemplo de mulheres como: Sara, Raabe, Débora, Rute, Ana, Ester, dentre outros exemplos de liderança feminina. Mulheres que, com sabedoria, ousadia e brilhantismo, acompanharam e auxiliaram os seus maridos em tempos de grandes provações e exerceram importantes papéis na história; mulheres que lutaram ousada e corajosamente libertando o seu país de grandes massacres; e mulheres que geraram e educaram filhos que se tornaram libertadores e grandes líderes do povo de Deus. (TORRALBO, 2022, p. 66)

I – A MULHER NAS ESCRITURAS SAGRADAS

A mulher em sua natureza demonstra total importância para com a sociedade, assim também para com a família nuclear, valor este ratificado desde o momento da criação. Na bíblia a importância da liderança da mulher está ratificada na função pedagógica e administrativa (Pv 1.8; 6.20; 1Tm 5.9-10,14; Nm 27.8; Pv 31.16). Lembrando que o próprio Jesus priorizou o ministério feminino desde o momento em que Ele curou, libertou, evangelizou e perdoou as mulheres.

Tendo como base o Evangelho de Lucas compreende que:

O livro de Lucas enfatiza o amor de Jesus por todos os tipos de pessoas, inclusive os que não eram muito estimados na época (como as mulheres, os publicanos, os leprosos, paralíticos, cegos, coxos; os párias). (ALLEN; RADMACHER; HOUSE, p. 174)

No evangelho de Lucas percebe-se que o Mestre Jesus outorgou atenção para com as mulheres, pois as mesmas foram contempladas com ações do Deus de Israel, e podem ser citadas: Isabel (Lc 1.5-25), Maria (Lc 1.26-56), Ana (Lc 2.36-38), A viúva de Naim (Lc 7.11-15), dentre outras.

A valorização outorgada por Jesus para com as mulheres desperta à sociedade dos dias hodiernos a sensibilizar para com as atividades desenvolvidas pelas mulheres em pleno século XXI, sensibilizar no que corresponde a valorizar o ministério da liderança feminina.

II – MULHERES NA LIDERANÇA

No que tange a liderança feminina referente ao ministério profético na Bíblia dois importantes nomes serão referenciados: Hulda e Débora (2 Rs 22.14,20; Jz 4.4). Débora além de ser profeta foi levantada por Deus para também ser juíza do povo israelita. Na liderança a presente juíza reconhecia a autoridade divina em sua vida, assim como foi essencial para conduzir Baraque a compreender o plano divino, por fim, Débora não abandonou os princípios da particularidade da glória ser pertencente apenas a Deus (TORRALBO, 2022).

Outro exemplo importante de liderança é Priscila no Novo Testamento, que para a maioria dos comentaristas bíblicos a presente referência desenvolveu a liderança da igreja a qual o apóstolo Paulo a cumprimenta primeiramente que o esposo da mesma.

Priscila e o seu marido foram mais do que cooperadores nos trabalhos de Paulo, mas também foram leais ao ponto de negarem-se a si mesmos para o bem do apóstolo e da Igreja de Cristo, e, com isso, Priscila apresenta-se como exemplo de que a mulher não só pode, como também deve estar envolvida na expansão do Reino de Deus na terra mediante a cooperação por meio da liderança. (TORRALBO, 2022, p. 72)

No ministério do serviço encontra-se também em destaque o exemplo de Lídia que tornou conhecida pela hospitalidade (At 17.15), é válido afirmar que [...] uma verdadeira liderança deve ser servidora e generosa e que é possível cumpri-la de diferentes formas, inclusive fortalecendo a liderança de outras pessoas. (TORRALBO, 2022, p. 73)

III – UMA RESPOSTA AO FEMINISMO

O que está fora da narrativa bíblica é verdadeiro extremo da verdade divina. Há o extremo que diminui o valor da mulher na sociedade, assim como diante do Senhor, bem como também há o extremismo em que fomenta o empoderamento feminino ao ponto de negar os princípios bíblicos, e também, propagarem a negação do valor e a importância da família para com a sociedade.

Líderes devem-se atentarem para com as práticas locais, como o meio social que de certa maneira influenciam as jovens da igreja a si identificarem com tais ideologias contrárias a realidade dos ensinos da Bíblia, principalmente sobre o valor e a importância da família, pois:

A verdade de Deus é, portanto, inegociável e absoluta. O modelo de família que glorifica a Deus é o ensinamento nas Escrituras, que, por sua vez, deixa claro que a mulher possui um lugar especial no plano de Deus para a humanidade e por Ele é amada. (TORRALBO, 2022, p. 75)

Referências

RADMACHER, Earl D. ALLEN, Ronaldo B. HOUSE, H. Wayne. O Novo comentário Bíblico Novo Testamento. Rio de Janeiro: Editora Central Gospel, 2013.

Torralbo, Elias. Liderança na igreja de Cristo: escolhidos por Deus para servir. Rio de Janeiro, CPAD, 2022.