O BOM PASTOR E OS PASTORES INFIÉIS
A presente lição tem como verdade prática:
As Escrituras revelam Deus
como o pastor do seu povo, mas isso se aplica também aos líderes eclesiásticos.
Deus dá bons pastores ao seu povo, e também remove os maus.
Com base na verdade prática três pontos essências
são notados:
Deus é o pastor de seu povo;
Deus outorga líderes para conduzir o rebanho
eclesiástico;
Deus não tolera os maus pastores.
A lição em apreço tem como objetivos
específicos: Identificar o rebanho nas Escrituras;
Descobrir os pastores infiéis de Israel; e, Refletir sobre o Bom Pastor.
I – SOBRE O
REBANHO
A respeito da ovelha compreende que se trata
de um animal dócil que é símbolo de sacrifício, que categoricamente descreve a
relação entre Deus e o seu povo. Na relação entre Deus e o seu povo cuja
representação é descrita pelas ovelhas revelam que o rebanho precisa de auxílio
e proteção. O rebanho é frágil, enquanto que Deus é protetor do rebanho.
É válido ressaltar que o termo pastor
utilizado em Ezequiel e em Jeremias trata-se dos líderes da nação, ou seja, dos
governadores e não de pastores eclesiásticos que passaram a serem descritos
como líderes do povo de Deus no Novo Testamento.
As Escrituras revelam Deus
como pastor do seu povo, mas isso se aplica também aos líderes, reis em Israel,
como Moisés e Davi, e governantes na atualidade. Um bom rei era um bom pastor;
um mau rei era um pastor ruim. O profeta Ezequiel compara os líderes e
governantes de Israel a pastores. (SOARES;
SOARES, 2022, p. 93)
II – SOBRE OS
PASTORES INFIÉIS
Dois monarcas de Judá são categoricamente
julgados mediante as palavras do profeta, pois eram esses os reis no período da
descrição profética, Jeoaquim e Zedequias (SOARES; SOARES, 2022).
Conforme o texto do profeta Ezequiel (34.3,4)
nota-se os pecados de omissão e de comissão.
De comissão (fazer o proibido) porque os
pastores comeram a gordura, vestem-se da lã e matam as ovelhas.
Enquanto que o pecado de omissão (deixar de fazer
o certo), pois não fortaleceram as fracas, não curaram as doentes, não
enfaixaram as quebradas, não trouxeram as desgarradas e não buscaram as
perdidas.
[...] Os pastores são
responsáveis por seus atos diante de Deus e não estavam agindo com justiça. Por
isso, perderão seus postos, mas não está especificada qual será a punição
deles. A ênfase reside no livramento das ovelhas da boca deles. (SOARES; SOARES, 2022, p. 97)
Silva acrescenta a respeito dos maus pastores
ao relacionar a prática ministerial eclesiástica:
Os maus pastores são
apegados ao dinheiro e têm como princípio no desenrolar das atividades
pastorais o lucro e não o bem estar espiritual dos membros da igreja (1 Tm
6.10,11). Há outros que são violentos, porém tal manifestação sé se percebe no
convívio familiar, sendo que na igreja são homens tranquilos e longânimos,
porém nos seus lares são briguentos. E uma terceira característica de tais
líderes é o descompromisso com o rebanho de Deus, pois os mesmos são
destruidores da unidade das ovelhas e por suas atitudes não cuidam dos membros
do corpo de Cristo (Jr 23.2). (REVISTA
MANANCIAL, ANO 12, EDIÇÃO 42, p. 56, 57)
III – SOBRE O
BOM PASTOR
O Senhor se apresenta como o pastor da nação
eleita e afirma que cuidaria das ovelhas dispersas, proporcionando a estas o
regresso para a terra santa. O verdadeiro pastor cuida e não espera ser
cuidado. O autêntico pastor vai ao encontro das ovelhas e não espera ser
visitado. Os líderes dos judeus estavam buscando a própria glória, o próprio
crescimento e em suas arrogâncias esqueciam-se de exercer o cuidado para com o
rebanho.
Em suma,
Jesus é o bom Pastor e para todos os pastores fiéis ao chamado deverá ser o
Senhor Jesus referência para o exercício eficiente e eficaz da vocação ao qual
cada líder foi nomeado pelo o Senhor.
Referencias:
SILVA,
Andreson Corte Ferreira da. Conhecendo o
chamado: é ter uma vida abnegada e depender do Espírito Santo em suas
ações. Revista
manancial, Ano 12, ed 42.
SOARES,
Esequias; SOARES, Daniele. A justiça
divina: a preparação do povo de Deus para os últimos dias no livro de
Ezequiel. Rio de Janeiro: CPAD, 2022.
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