Deus é Fiel

Deus é Fiel

quarta-feira, 6 de novembro de 2013

CEIFANDO CONFORME A SEMEADURA


CEIFANDO CONFORME A SEMEADURA

Texto: 1- Irmãos, se algum homem chegar a ser surpreendido nalguma ofensa, vós, que sois espirituais, encaminhai o tal com espírito de mansidão; olhando por ti mesmo, para que não sejas também tentado.
 2- Levai as cargas uns dos outros, e assim cumprireis a lei de Cristo.
 3- Porque, se alguém cuida ser alguma coisa, não sendo nada, engana-se a si mesmo.
 4- Mas prove cada um a sua própria obra, e terá glória só em si mesmo, e não noutro.
 5- Porque cada qual levará a sua própria carga.
 6- E o que é instruído na palavra reparta de todos os seus bens com aquele que o instrui.
 7- Não erreis: Deus não se deixa escarnecer; porque tudo o que o homem semear, isso também ceifará.
 8- Porque o que semeia na sua carne, da carne ceifará a corrupção; mas o que semeia no Espírito, do Espírito ceifará a vida eterna.
 9- E não nos cansemos de fazer bem, porque a seu tempo ceifaremos, se não houvermos desfalecido.
 10- Então, enquanto temos tempo, façamos bem a todos, mas principalmente aos domésticos da fé. (Gálatas 6.1-10).
INTRODUÇÃO
O apóstolo Paulo faz menção do crente espiritual, isto é, Paulo enfatiza aos crentes da Galáxia que eles eram espirituais (v.1). Porém, cabe a nós buscar nos escritos paulinos, assim como nos demais escritos do Novo Testamento sobre os tipos de crentes existentes na igreja.
Outro fator marcante que deverá ser estudado corresponde com a ação dos cristãos na sociedade. Tais ações deverão ser focadas no auxílio em levar as cargas uns dos outros, em que cada um prove seu labor, e por fim, fazer o bem a todos principalmente aos domésticos da fé.
I – TIPOS DE CRENTES.
Paulo escreveu aos Coríntios “ora, o homem natural não compreende as coisas do Espírito de Deus, porque lhe parecem loucura; e não pode entende-las, porque elas se discernem espiritualmente. Mas o que é espiritual discerne bem tudo, e ele de ninguém é discernido” (1 Co 2.14,15), conforme os versículos há três classes de pessoas: o natural, o carnal e o espiritual. Porém, quando a temática é concernente aos cristãos fica nítida a existência do crente carnal e do espiritual.
1- Crente Espiritual. Conforme os últimos versículos estudados do capítulo anterior (Gl 5), percebe-se que o cristão espiritual desenvolve as qualidades de autêntico servo de Deus. Sendo assim o cristão é conhecido pelos frutos do Espírito e pelos frutos produzidos pelo mesmo (Gl 5.22-26; Jo 15.16).
Dois fatores são claros na vida do cristão espiritual. Em primeiro lugar, estes foram regenerados por Deus, isto é, nasceram de novo, da água e do espírito (Jo 3.1-6). Em segundo lugar, os cristãos espirituais são guiados pelo Espírito Santo (Rm 8.14), isto indica que os mesmos são filhos de Deus.
2- Crente Carnal. Porém, mesmo sendo transformado pelo Espírito Santo o cristão é por natureza levado a inclinar para o pecado, entretanto o espiritual saberá facilmente desviar de toda aparência do mal (1 Tes 5.22). Mas, isto não ocorre com todos, pois há inúmeras pessoas que deixam se levar por desejos carnais e abandonam de fato a fé em Cristo.
O principal perigo para os cristãos carnais é o de desviar da pura e sincera devoção a Jesus, fato que os membros da igreja em Coríntios vivenciaram (1 Co 11.3). Desviar quer dizer morrer espiritualmente, isto é, separar de Deus. O que é claro na vida dos crentes carnais é o menosprezo que os tais fazem da Palavra de Deus.
Em suma, a advertência para os cristãos carnais é voltar para Cristo, enquanto há oportunidade, pois para ser cristão espiritual é necessário saber fazer escolhas. E por mais que haja pessoas que ensine a verdade cabe a cada indivíduo escolher a que rumo tomar. Por isso, é necessário que o crente se esforce para vencer plenamente a natureza pecaminosa.
No versículo 8 Paulo fala sobre o semear para a própria carne, frase que tem como significado a busca pela satisfação própria, ou das concupiscências  da carne que têm como efeitos a destruição.
II – ATITUDES DO CRENTE ESPIRITUAL.
1- Dedicam com a edificação dos membros da igreja de Cristo. Deus outorgou aos homens habilidades ministeriais, a alguns o ministério apostólico, e outros para profetas, e outros a evangelistas, e a outros pastores e doutores (Ef 4.11). Cinco ministérios conforme a carta de Paulo aos irmãos em Éfeso, porém é permitido citar que tais dons foram e são outorgados para que haja o aperfeiçoamento dos santos e também a edificação dos mesmos (Ef 4.12).
Já na carta escrita aos Romanos o apóstolo Paulo enfatiza o ministério de ensino “se é ensinar que haja dedicação ao ensino” (Rm 12.7). Lembrando que o ensino está relacionado com o ministério de doutores da carta aos Efésios.
2- Auxiliam os demais cristãos no conduzir as cargas. João Calvino escreveu que o termo cargas no presente texto (Gl 6.2) corresponde com fraqueza ou pecado. Aos cristãos espirituais cabe instruir aos demais a viverem uma vida justa em toda a maneira.
Não corresponde no presente texto omitir ou ceder aos pecados cometidos por outros, mas a função de aliviar as cargas. O profeta Isaias escreveu; “um ao outro ajudou e ao seu companheiro disse: esforça-te” (Is 41.6).
3- Provam seu próprio labor. As conquistas próprias não poderão se comparar com as dos outros, pois o sentimento de grandeza é despertado e o orgulho surge como inimigo ao crescimento espiritual. Por isso, é fundamental que cada um prove o seu labor, isto é, que o cristão se apresente perante Deus como servo fiel e útil (Lc 17.10).
Portanto, cada cristão deverá exercer com dedicação o seu chamado. Isto indica que a semente está sendo semeada para o Espírito, isto é, para a vida espiritual, onde a ótica se prende para os céus e não para as coisas da terra.
O cristão espiritual preocupa com as coisas do céu, enquanto que o carnal com as coisas da terra.

domingo, 3 de novembro de 2013

Subsídio da lição – O EXEMPLO PESSOAL NA EDUCAÇÃO DOS FILHOS.


Subsídio da lição – O EXEMPLO PESSOAL NA EDUCAÇÃO DOS FILHOS.

A palavra-chave para a 6ª lição deste 4º trimestre é “INFLUÊNCIA”. A palavra influência tem como significado ação ou efeito de influir, isto é, fazer fluir, correr para dentro.
Porém, na presente lição outras palavras poderão ser utilizadas como referência para a ministração da aula, são elas: liderança, ética e educação.
Quando os pais passam para a condição de mentores, isto é, motivando e inspirando seus filhos, os mesmos tornam conhecidos como líderes eficazes e eficientes.
Conforme o Dicionário Aurélio Buarque de Holanda “ética” é o estudo dos juízos de apreciação que se refere à conduta humana susceptível de qualidade do ponto de vista do bem e do mal. Etimologicamente a palavra “ética” vem do grego “ethos” e tem como significado conduta e está diretamente relacionado com costumes. Logo, se conclui que ética e moral são palavras sinônimas.
A ética é uma virtude social, pois a mesma está diretamente relacionada com as pessoas e suas relações. Por ser uma virtude entende se que a ética é uma disposição habitual para agir, sendo que a ação é desenvolvida sobre a premissa do caráter, pois a ética está entre os extremos, por isso, o excesso e a deficiência tornam se elementos a serem evitados para que haja harmonia no meio social.
Segundo a UNESCO a educação em pleno século XXI deverá firma-se nos seguintes pilares: Aprender a conhecer, Aprender a fazer, Aprender a viver com os outros e Aprender a ser.
A Escola dos Profetas já vivenciava os pilares da educação moderna e isto de maneira mais ampla. Pois, Aprender a conhecer, os filhos dos profetas aprendiam a conhecer e a prosseguir em conhecer ao Senhor, sendo que tais conhecimentos levariam a depender de maneira espontânea e confiante em Deus. Aprender a fazer, aqui estar o pragmatismo, aprendendo para por em prática valores morais e espirituais, outorgando de fato por meio de ações melhorias a comunidade. Aprendendo a viver com os outros, a Escola ensinava o valor da ação conjunta. Por fim, Aprender a Ser, ser servo, ser humilde, ser submisso (note que pediram a Eliseu permissão – v.2) e a ser dependente (pediram a presença do líder – v.3).
I – A IMPORTANCIA DOS LIMITES.
1- Satisfazendo necessidades, não vontades.
2- Presença versus agressão.
Comentário:
Os pais não somente ensinam com palavras, mas também com atitudes e escolhas. Os filhos estão a observar e a vigiar todos os passos e decisões que seus pais tendem a palmilhar e a tomarem. Cada aprendizagem se demonstra na ação da criança.  
Três são as benevolências de Deus que todo ser humano deseja: riqueza, honra e vida (Pv 22.4), porém, tais benevolências são outorgadas para pessoas humildes e tementes a Deus. O temor ao Senhor e a humildade são duas armas fundamentais para que as próximas gerações desenvolvam práticas em conformidade aos padrões da Escritura Sagrada.
II – ENSINADO ATRAVÉS DO EXEMPLO (VALORES).
1- ética da personalidade.
2- Ética do caráter.
Comentário:
Aquele que planta colherá. Os pais como agricultores estão à espera da concretização do cultivo plantado em seus filhos. Pais como agricultores têm como principais virtudes a esperança e a confiança.
Ninguém prepara pessoas para uma vida delinquente. Assim escreveu certo obreiro: “quando eu era capelão na penitenciária de Arkansas, nos Estados Unidos, dos 1.700 presos, só um se criara num lar onde havia culto doméstico. Mais tarde, soube que esse prisioneiro foi libertado porque provaram a sua inocência”. Tal cidadão foi criado segundo os valores cristãos.
Os valores são passados principalmente quando há interação entre: Deus, pais e filhos. O lazer é fundamental para que pais e filhos desfrutem do amor familiar. Portanto, são nestas horas que os filhos aprendem com os pais. Pois, estes momentos são fundamentais para a formação do caráter e da índole dos filhos.
III – EDUCAÇÃO INTEGRAL.
1- Desenvolvimento mental.
2- Desenvolvimento moral.
Comentário:
Os pais como exemplo dos filhos são de fato verdadeiros sacerdotes. Pois, não forçam os filhos a tomarem uma decisão, mas os ensinam a tomarem a decisão certa. Primeiramente tais pais oram a Deus para que a vontade do Senhor seja concretizada na vida dos filhos. Com tal atitude os filhos compreendem que seus pais são limitados, porém passam a entender que os seus pais são dependentes de Deus. O exemplo passa a ser fundamental para que as próximas gerações reconheçam a importância da vida.
Em segundo, os pais se transformam em modelos certos para que seus filhos sejam bem sucedidos.
Como ministros de Deus na vida dos filhos os pais são verdadeiros símbolos de alguém que soube confiar em Deus acima de todas as circunstâncias.
O único meio de restaurar a sociedade é salvando a família. O termo salvação tem como significado livramento de um perigo eminente. E da maneira que anda a sociedade percebe se que o perigo é eminente e jaz a porta. Portanto, é de responsabilidade dos pais restaurar a sociedade e isto só será possível com a salvação da família, sendo que isto se concretizará por meio do culto doméstico.

terça-feira, 29 de outubro de 2013

FRUTOS DO ESPÍRITO


FRUTOS DO ESPÍRITO
Texto: 22- Mas o fruto do Espírito é: amor, gozo, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fé, mansidão, temperança.
 23- Contra estas coisas não há lei.
 24- E os que são de Cristo crucificaram a carne com as suas paixões e concupiscências.
 25- Se vivemos em Espírito, andemos também em Espírito.
 26- Não sejamos cobiçosos de vanglórias, irritando-nos uns aos outros, invejando-nos uns aos outros. (Gálatas 5.22-26).
INTRODUÇÃO
O evangelista João registra as seguintes descrições do fruto: produtividade (dá fruto – Jo 15.2), abundância (mais fruto ou muito fruto – Jo 15.2,5,8) e a permanência do fruto (Jo 15.16).
No presente capítulo Jesus é apresentado como videira verdadeira, o Pai é apresentado como lavrador e os cristãos como varas (Jo 15.1,2). As varas frutíferas são limpas pela palavra para darem mais frutos (Jo 15.3), logo se percebe o poder da palavra para santificar e moldar o estilo de vida dos cristãos; tanto para com Deus, como para com o próximo e também para consigo mesmo.
I – FRUTOS INTERLIGADOS AO RELACIONAMENTO COM DEUS.
O homem foi criado para manter ralação direta com Deus, porém, com o surgimento do pecado este relacionamento foi alterado. Mas, com a obra realizada por Jesus na cruz foi proporcionado à abertura de um novo relacionamento sendo este agora debaixo da graça.
1- Amor. O termo utilizado indica amor divino (ágape) que é imutável, sacrificial e espontâneo. Por amou Jesus foi entregue para salvar a humanidade (Jo 3.16). Quando este amor é operante na vida do indivíduo o mesmo passa a amar até mesmo os inimigos (Mt 5.44).
Este amor não corresponde com sentimentos e nem com ações que esperam recompensas, porém trata-se de um dom divino.
2- Alegria. O relacionamento com Deus quando é espontâneo produz júbilo. Sendo que a alegria como fruto do Espírito corresponde com o amor exultante e se manifesta na tribulação (2 Co 7.4).
A alegria está relacionada com uma vida de comunhão com Deus.
3- Paz. Como fruto do Espírito a paz corresponde com o amor em repouso, isto é, ação divina que tranquiliza o cristão.
O desfrutar da paz ocorre em três dimensões: paz com Deus, paz com o próximo e paz consigo (Rm 5.1;12.18).
II – FRUTOS INTERLIGADOS AO RELACIONAMENTO COM OS OUTROS.
Assim como o pecado afetou o relacionamento do homem para com Deus, também afetou o relacionamento do homem para com o seu próximo. Basta acompanhar o noticiário para perceber que o relacionamento entre os seres humanos tem sido afetado pelo pecado e como tal afetação tem proporcionado catástrofes enormes, porém, quando o ser humano faz aliança com Deus o relacionamento com próximo também é restaurado.
1- Longanimidade. Corresponde com a paciência contínua, isto é, a paciência que leva o indivíduo a suportar a falta de amabilidade dos outros para consigo. É o saber esperar a vontade de Deus no tempo de Deus (Ec 3.1).
2- Benignidade. É o amor em ação para com o próximo, pois é a condição que o cristão desenvolve em expressar ternura e gentileza para todos que estão a sua volta. Logo, é a atitude de fazer o bem.
3- Bondade. O fruto da bondade indica que houve capacitação divina em transformar o indivíduo em bom cidadão. Deus não transforma o homem para ser bom para com uns e mal para com outros. Quando o indivíduo é transformado pelo sangue carmesim o Espírito de Deus produz transformação, ou seja, desenvolve um novo ser.
III – FRUTOS INTERLIGADOS AO RELACIONAMENTO PESSOAL.
Para alcançar um relacionamento satisfatório com Deus e com o próximo o indivíduo deverá está bem consigo mesmo, pois não há possibilidade de desenvolver um relacionamento agradável com Deus e não amar a si mesmo, isto é uma impossibilidade.
1- Fé. A fé como fruto do Espírito está relacionada com a fidelidade. Ser fiel a alguém corresponde a estar bem consigo e a entender o valor e os efeitos da fidelidade. A ausência da fidelidade no mundo estar associada com a multiplicação da iniquidade, porém, quando a fidelidade se manifesta não há lugar para insegurança.
2- Mansidão. O fruto conhecido com mansidão dá sabedoria à pessoa que passa a agir com autoridade e também sabe submeter de forma humilde. Mansidão é a prática correta da humildade.
3- Temperança. É capacidade de controlar a si mesmo. Três são os pontos fundamentais para serem controlados: a língua, as paixões e os desejos que são contrários à vontade de Deus.
E os que são de Cristo crucificaram a carne com as suas paixões e concupiscências. O versículo indica a vitória sobre a carne, logo os frutos do Espírito são desenvolvidos para esta finalidade de vencer os desejos exagerados da carne e os mesmos são identificadores da real transformação ocorrida na vida do cristão.

sábado, 26 de outubro de 2013

Subsídio da lição – O CUIDADO COM AQUILO QUE FALAMOS.


Subsídio da lição – O CUIDADO COM AQUILO QUE FALAMOS.

A palavra-chave para a 5ª lição deste 4º trimestre é “LÍNGUA”. Língua é o órgão muscular, responsável pelo paladar e auxilia na mastigação e na deglutição, e na produção de sons e da fala.
A fala é de fato um dos dons naturais indispensável para o relacionamento humano. É claro que o relacionamento entre pessoas se dá sem a comunicação verbal, porém, a comunicação verbal facilita e outorga sabor ao processo da socialização entre os indivíduos.
Mas, a presente lição tem como objetivo descrever os benefícios e prejuízos provindos do uso da língua.

I – O PODER DAS PALAVRAS.
1- Palavras que matam.
2- Palavras que vivificam.
Comentário:
Salomão assim faz comparação “a boca do justo é manancial de vida, mas a violência cobre a boca dos ímpios” (Pv 10.11), já Paulo escreve para a igreja em Éfeso da seguinte maneira “Não saia da vossa boca nenhuma palavra torpe, mas só a que for boa para promover a edificação, conforme a necessidade, para que beneficie aos que a ouvem “ (Ef 4.29). Nestes dois versículos percebe-se que as palavras possuem efeitos, e estes são para a morte ou para a vida.
Quando as palavras são direcionadas por pessoas que temem a Deus, mesmo que sejam palavras duras, serão para edificação, logo serão palavras para a vida. Porém, quando os que transmitem as palavras são pessoas sem laços com o Senhor as palavras serão direcionadas para a perdição. Por isso, é fundamental entender que o poder das palavras estar relacionado com o contexto e com quem fala.
II – CUIDADOS COM A LÍNGUA.
1- Evitando a tagarelice.
2- Evitando a maledicência.
Comentário:
Observe a estória a seguir: “Um homem, procurou um sábio e disse-lhe: - Preciso contar-lhe algo sobre alguém! Você não imagina o que me contaram a respeito de... Nem chegou a terminar a frase, quando Sócrates ergueu os olhos do livro que lia e perguntou: - Espere um pouco. O que vai me contar já passou pelo crivo das três peneiras? - Peneiras? Que peneiras? - Sim. A primeira é a da verdade. Você tem certeza de que o que vai me contar é absolutamente verdadeiro? - Não. Como posso saber? O que sei foi o que me contaram! - Então suas palavras já vazaram a primeira peneira. Vamos então para a segunda peneira: a bondade. O que vai me contar, gostaria que os outros também dissessem a seu respeito? - Não! Absolutamente, não! - Então suas palavras vazaram, também, a segunda peneira. Vamos agora para a terceira peneira: a necessidade. Você acha mesmo necessário contar-me esse fato, ou mesmo passá-lo adiante? Resolve alguma coisa? Ajuda alguém? Melhora alguma coisa? - Não... Passando pelo crivo das três peneiras, compreendi que nada me resta do que iria contar. E o sábio sorrindo concluiu: - Se passar pelas três peneiras, conte! Tanto eu, quanto você e os outros iremos nos beneficiar. Caso contrário, esqueça e enterre tudo. Será uma fofoca a menos para envenenar o ambiente e fomentar a discórdia entre irmãos. Devemos ser sempre a estação terminal de qualquer comentário infeliz! Da próxima vez que ouvir algo, antes de ceder ao impulso de passá-lo adiante, submeta-o ao crivo das três peneiras porque: Pessoas sábias falam sobre ideias; Pessoas comuns falam sobre coisas; Pessoas medíocres falam sobre pessoas.
III – O BOM USO DA LÍNGUA.
1- Quando a língua edifica o próximo.
2- Nossa língua adorando a Deus.
Comentário:
Porque Esdras tinha disposto o coração para buscar a lei do Senhor, e para cumprir, e para ensinar em Israel os seus estatutos e os seus juízos” (Ed 7.10), nestas letras se percebe o tríplice propósito de Esdras: buscar, isto é aprender; cumprir, isto é, praticar o que aprendeu e, ensinar, isto é, passar adiante o que aprendeu e o que se praticou.
Logo, o bom uso da língua será notável nos bons conselhos, nas exortações e nos ensinos bíblicos.
IV – SALOMÃO E TIAGO.
1- Uma palavra ao aluno.
2- Uma palavra aos mestres.
Comentário:
Tiago escreve que “todos tropeçam em muitas coisas” (Tg 3.2), porém, o que se admira no escrito de Tiago é que o mesmo cita com maior ênfase o tropeço com o uso da língua e para este o apóstolo faz provenientes comentários:

Comparações com o uso da Língua
Freios
O freio controla o animal e o domínio próprio domina a língua do cristão.
Leme
O leme controla o navio, assim também a língua controla a direção do cristão.
Mundo
A língua é comparada ao mundo injusto.
Veneno
Trata se da língua que destrói.
Árvore
A língua deverá ser comparada a árvore que dá bons frutos.

Para concluir “Com o coração vibrando de boas palavras recito os meus versos em honra do rei; seja a minha língua como a pena de um hábil escritor” (Sl 45.1).

terça-feira, 22 de outubro de 2013

OBRAS DA CARNE


OBRAS DA CARNE
Texto: 19- Porque as obras da carne são manifestas, as quais são: adultério, fornicação, impureza, lascívia,
20- Idolatria, feitiçaria, inimizades, porfias, emulações, iras, pelejas, dissensões, heresias,
21- Invejas, homicídios, bebedices, glutonarias, e coisas semelhantes a estas, acerca das quais vos declaro, como já antes vos disse, que os que cometem tais coisas não herdarão o reino de Deus. (Gálatas 5.19-21).
INTRODUÇÃO
A constituição do homem é tríplice: espírito, alma e corpo. O ser humano possui faculdades que o distingue dos demais seres criados por Deus. As faculdades do espírito humano se resumem em fé e consciência, já o intelecto, a vontade e as emoções são faculdades pertencentes à alma, e por fim, os cinco sentidos completam as faculdades do corpo: paladar, visão, tato, olfato e audição.
Entretanto, Adão representante da humanidade no pacto das obras deixou como herança a culpa, a corrupção e a morte. Logo, as obras da carne são demonstrações físicas e espirituais da degeneração humana.
I – PECADOS SEXUAIS.
Os quatros tipos de pecados que correspondem com atos sexuais estão diretamente ligados com a desobediência do sétimo mandamento “não adulterarás” (Êx 20.14).
1- Adultério. Em algumas versões o termo utilizado é prostituição (pornéia), isto é, imoralidade sexual. Para muitos eruditos a prática do adultério corresponde com a traição entre casais e, de fato adultério tem como significado dormir em cama estranha.
Na Escritura Sagrada a infidelidade é apresentada em três níveis. No caso de Davi e Bate-Seba (2 Sm 11), ocorre o encontro de uma única noite. Já no caso de Sansão e Dalila (Jz 16), ocorre o caso confuso. Por fim, os filhos de Eli representam o vício sexual (1 Sm 2.22).
2- Fornicação. A relação sexual entre jovens sem haver a venda do corpo e sem corresponder com a traição de um terceiro se resume em fornicação.
3- Impureza. Correspondem com pecados sexuais, atos pecaminosos e vícios. Porém, este tipo de pecado é alimentado por pensamentos e desejos da alma (Ef 5.3, Cl 3.5).
4- Lascívia. Corresponde com o pecado da sensualidade. Tal prática conduz as pessoas ao ponto de perderem a vergonha. Por isso, tornou se natural no presente contexto civilizatório a falta de decência e a perca do pudor.
II – FALSA RELIGIOSIDADE.
No campo sociológico é natural a seguinte afirmação “todos os caminhos leva o homem a Deus”, porém, no contexto bíblico isto é uma mentira, pois só um Caminho leva o homem à pessoa de Deus, isto é, Jesus Cristo o Caminho (Jo 14.6).
1- Idolatria. Adoração a ídolos. Na sociedade pós-dilúvio e consequentemente após o período marcado pela bravura e agilidade de Ninrode (Gn 10.8-12) surgiu a prática do pecado de idolatria. Imagine quantas consequências a humanidade já sofreu por causa do pecado de idolatria adorando aquele que nada pode fazer (Sl 115. 4-8).
2- Feitiçaria. Pecado em praticar o mal com ou sem o auxílio de demônios. Tal pecado está relacionado com o espiritismo, com magia negra e com o culto a demônios (Ap 9.20,21; 22.15).
III – ATITUDES IMPROPRIAS PARA COM O PRÓXIMO.
O relacionamento humano é afetado por práticas impróprias, e entre elas: a inimizade, a porfia, a emulação, a ira, a peleja, a dissensão, a heresia e a inveja.
1- Inimizade. Corresponde com ações e intensões agressivas. São reais em pessoas que não sentem o mínimo de amor pelo próximo.
2- Porfias. É o resultado da inimizade. Ou seja, a porfia é indicada pela falta de amor, pela presença de briga, pela oposição e pela luta por superioridade.
3- Emulações. É o desejo de ser superior aos outros. De fato corresponde com a vontade em ser o primeiro sempre. Emulações ou ciúmes que por Calvino é definida pela palavra ofensa em ver o outro o excedendo.
4- Iras. Fúria explosiva demonstrada por palavras e por ações. Paulo aconselha a igreja em Éfeso “não se ponha o sol sobre a vossa ira” (Ef 4.26), porém, anteriormente o apóstolo tinha escrito “irai-vos e não pequeis”, isto é, os membros da igreja em Éfeso deveriam impedir de suscitar da ira as seguintes obras da carne: a porfia, a peleja e a dissensão.
5- Pelejas. Luta com ambição para ganhar seguidores que aprovem suas ideias.
6- Dissensões. Ensinamentos que fogem do padrão bíblico e que aprove pensamento faccioso. A dissensão tem como objetivo provocar separação na congregação.
7- Heresias. Grupos de indivíduos que destroem a unidade da igreja, e para isto, utilizam da palavra de Deus com ensinamentos errôneos. Para tais pessoas vale o lema apologético: “texto sem contexto, torna-se pretexto para o heresias”.
8- Invejas. Para Calvino a inveja corresponde com o tipo de pessoa que se ofende com a excelência de outrem.
IV – ASSUNTOS RELACIONADOS COM O DOMÍNIO PRÓPRIO.
1- Homicídio. Ato de matar alguém.
2- Bebedice. Uso de bebidas que provocam alterações físicas.
3- Glutonaria. Descontrole no uso de alimentos, sendo que tal pecado está também relacionado com o envolvimento com drogas e sexo.
O apóstolo Paulo termina a citação sobre as obras da carne da seguinte maneira “os que cometem tais coisas não herdarão o reino de Deus”. Portanto, deixemos toda obra carnal que põe aos frutos do Espírito.

 

domingo, 20 de outubro de 2013

Subsídio da lição – Lidando de forma correta com o dinheiro.


Subsídio da lição – Lidando de forma correta com o dinheiro.

A palavra-chave para a 4ª lição deste 4º trimestre é “DINHEIRO”. Dinheiro é o meio pelo qual o indivíduo conquista elementos necessários para o suprimento das necessidades como, por exemplo: alimento e vestimenta.
Patativa do Assaré, assim define os efeitos do dinheiro na sociedade capitalista:

Dinheiro transforma tudo,
Dinheiro é quem leva e traz,
Eu nem quero nem dizer
Tudo o que o dinheiro faz.
Que ele pra tudo tá pronto,
Ele é cabreiro e traidor,
É carrasco e é vingativo,
Só presta pra ser cativo,
Não presta pra ser senhor.
(Gonçalves, José. Sábios Conselhos para um viver Vitoriosos. Rio de Janeiro: CPAD, 2013).
Quando o dinheiro torna-se senhor das pessoas, as mesmas fazem de tudo para conquistá-lo, como por exemplo: a prática da violência, do assassinato e até mesmo o patrocínio de guerras.
Porém, quando o dinheiro é analisado e visto como servo, o mesmo serve para que Deus seja glorificado (oferta para missões) e também para que a família venha a desfrutar de regalias que contribuem para a harmonia do lar.
I – O CUIDADO COM AS FIANÇAS E EMPRÉSTIMOS.
1- O fiador.
2- Empréstimo.
Comentário:
O cristão deverá ser vigilante nas atividades correspondes ao uso correto do dinheiro. Porém, a questão do dinheiro deverá ser analisada também pela ótica da fiança e do empréstimo.
Responsabilizar pelas obrigações dos outros é cultivar intrigas com familiares, ou seja, assumir compromisso de pessoas extra o lar é assumir riscos que afetarão a harmonia com a esposa e com os filhos.
II – O CUIDADO COM O LUCRO FÁCIL.
1- Evitando a usura.
2- Evitando o suborno.
Comentário:
Emprestar dinheiro ou alimentos com usura é pecado. Sendo que pecado é tudo aquilo que se transforma em uma barreira entre o indivíduo e Deus. Quando é emprestado algo e a devolução é superior ao valor isto se concretiza em agiotagem, porém, no caso do cristão o que se deve levar em conta é, que o cristão é guiado pelo Espírito Santo. As atitudes, as ações e as emoções do cristão são conduzidas pelo governo do Espírito Santo que se resume em duas formas: o governo do Espírito realizado pela bíblia e o realizado pela consciência do indivíduo convertido.
 Outra maneira fácil de possuir lucros que não agrada a Deus é a subordinação a atitudes que não trarão benefícios e nem correspondem com os princípios da ética cristã. Isto é, a venda do silêncio enquanto uns são beneficiados por meio da corrupção. Certo dia fui interrogado a respeito da minha definição sobre o ser humano e respondi que “o indivíduo é um ser corrupto”. A corrupção juntamente com a morte e a culpa foram às heranças deixadas por Adão à sua descendência.
 III – O USO CORRETO DO DINHEIRO.
1- Para promover valores espirituais.
2- Para promover o bem-estar social.
Comentário:
O cristão deverá ser responsável com o salário que ganha pela prestação de serviço seguindo os seguintes passos:
O primeiro passo é: reconhecer quem outorga as habilidades e a oportunidade de trabalho. Logo, se percebe que todos os indivíduos são dependes de Deus para poderem executar suas atividades e para às realizarem com precisão, porque quem capacita é Deus. Deus tem outorgado dons naturais para que nós tenhamos uma vida próspera. Se reconhecermos que Deus tem nos abençoado seremos fiéis a Ele nos dízimos e nas ofertas.
O segundo passo é: reconhecer o preço pago pelo salário. Ninguém ganha dinheiro dormindo ou de braços cruzado. Portanto, um preço foi pago por este salário, por isso, o indivíduo deverá limitar o consumo próprio para não afetar a convivência familiar.
E por fim, o terceiro passo é saber administrar o salário. A administração do salário deverá ser focada nas receitas e nas saídas. Segue – se uma planilha para análise.

Planilha de Consumo Mensal
DESPESAS - Fixas
VENC
VALOR
Água
 
 
Internet
 
 
Mercado
 
 
Quitanda
 
 
Farmácia
 
 
Mensalidade - Escola
 
 
Aplicação
 
 
Energia
 
 
Aluguel
 
 
Combustível
 
 
Prestações
 
 
Lazer
 
 

Portanto, precisamos utilizar o salário com sabedoria, a fim de honrarmos nossos compromissos, e glorificarmos ao Senhor em todas as áreas de nossa vida.
IV – BUSCANDO O EQUILÍBRIO FINANCEIRO.
1- Buscando a suficiência.
2- Buscando o que é virtuoso.
Comentário:
Duas coisas te pedi; não mas negues, antes que morra: Afasta de mim a vaidade e a palavra mentirosa; não me dês nem a pobreza nem a riqueza; mantém-me do pão da minha porção de costume;
Para que, porventura, estando farto não te negue, e venha a dizer: Quem é o Senhor? ou que, empobrecendo, não venha a furtar, e tome o nome de Deus em vão.” (Pv 30.7-9)
Duas coisas são enfatizadas nos versículos acima. A primeira delas a graça para a alma, em que é pedido que o mesmo fosse afastado da vaidade e da palavra mentirosa. Já a segunda e também com valor importante está voltada para a alimentação conveniente, isto é, possuir o necessário.