Deus é Fiel

Deus é Fiel

sábado, 16 de março de 2013

Subsídio da lição – ELISEU E A ESCOLA DOS PROFETAS.


A palavra-chave para a 12ª lição deste 1º trimestre é “ESCOLA DE PROFETAS”. A palavra-chave, ESCOLA DE PROFETAS, corresponde a um lugar, em que funciona uma instituição voltada para o ensino. A Escola de Profetas instituição do Antigo Testamento tinha como objetivo primordial a transmissão de valores morais e espirituais aos discentes.
A Escola de Profetas não ensinava aos discentes a profetizar, pois a profecia é de origem divina, ou seja, é mensagem provinda de Deus para alguém, com isto percebe se que a Escola de Profetas transmitia os valores culturais e espirituais de Israel, tendo em vista a passagem cronológica da nação israelita que de fato teve sua origem com a escolha do patriarca Abraão, foi formada no Egito e estabelecida como nação forte no auge dos governos de Davi e Salomão. Portanto, a escola de profetas era uma instituição preocupada com os valores espirituais de Israel.
I – A INSTITUIÇÃO DAS ESCOLAS DE PROFETAS.
1- Noção de organização e forma.
2- Noção de organismo e função.
Comentário: A Escola de Profetas era uma organização e para isto necessitava de espaço físico para atender a demanda necessária de alunos. E por outra ótica a Escola era um organismo vivo, isto é, tinha uma relação direta para com Deus.
Como organismo a Escola de Profetas venceu reinos e anos. O surgimento da referida Escola se deu nos dias ministeriais de Samuel, homem integro e temente a Deus que preocupava com a educação dos filhos da nação israelita, porém a Escola como organismo cresceu, frutificou e se fortaleceu, tal fortalecimento se concretizou nos dias dos profetas Elias e Eliseu.
II – OS OBJETIVOS DAS ESCOLAS DE PROFETAS.
1- Treinamento.
2- Encorajamento.
Comentário: Segundo a UNESCO a educação em pleno século XXI deverá firma-se nos seguintes pilares: Aprender a conhecer, Aprender a fazer, Aprender a viver com os outros e Aprender a ser.
A Escola dos Profetas já vivenciava os pilares da educação moderna e isto de maneira mais ampla. Pois, Aprender a conhecer, os filhos dos profetas aprendiam a conhecer e a prosseguir em conhecer ao Senhor, sendo que tais conhecimentos levariam a depender de maneira espontânea e confiante em Deus. Aprender a fazer, aqui estar o pragmatismo, aprendendo para por em prática valores morais e espirituais, outorgando de fato por meio de ações melhorias a comunidade. Aprendendo a viver com os outros, a Escola ensinava o valor da ação conjunta. Por fim, Aprender a Ser, ser servo, ser humilde, ser submisso (note que pediram a Eliseu permissão – v.2) e a ser dependente (pediram a presença do líder – v.3).
Portanto, a Escola de Profetas por meio de treinamentos outorgava encorajamento aos alunos e os despertavam para a excelência ministerial.
III – O CURRÍCULO DAS ESCOLAS DE PROFETAS.
1- A Escritura.
2- A experiência.
Comentário: No currículo havia a valorização da Palavra de Deus e também a valorização da experiência dos lideres que por meio da vivencia intima com Deus outorgavam instruções aos filhos dos profetas.
Louvo a Deus pelo credenciamento dos CURSOS DE TEOLOGIA no Brasil, porém noto que muitas instituições foram formadas sem compromisso com Deus e sem nenhum compromisso com a Palavra de Deus. É uma abertura e valorização para ministros da Palavra, entretanto poderá tornar-se, em consequência gravíssima na vida daqueles que não saberá diferenciar entre o secular, o questionador e o espiritual. Mas, não podemos esquecer que é uma conquista para instituições compromissadas com a Palavra de Deus. Cabe a nós pregarmos e ensinarmos a Palavra.
Por outro lado é necessário receber instruções de pessoas que possuem experiências com Deus na jornada ministerial.
IV – A METODOLOGIA DA ESCOLA DE PROFETAS.
1- Ensino através do exemplo.
2- Ensino através da Palavra.
Comentário: O ensino era realizado por meio da oralidade, valorizando a experiência com Deus. E o ensino se fortalecia com a vida digna do mestre. Nossas atitudes fora da Igreja serão mais fortes do que nossas palavras espirituais.  Leia para seus alunos a frase que estar abaixo e após as colocações dos mesmos pergunte a eles: Que proporção ficará para os que nos ouve quando perceberem que nossa atitude fora do púlpito não é a mesma?

Segundo psicólogos, a transmissão de uma mensagem é 7% palavra, 38% voz e 55% expressão corporal.
A Escola de Profetas conquistou crescimento e respeito por ter entre os seus lideres homens como Eliseu que de fato era dedicado com a obra de Deus e tinha como preocupação preparar outros líderes para continuarem a obra do Senhor. Valorize o ensino da Palavra de Deus.

segunda-feira, 11 de março de 2013

Subsídio da lição – OS MILAGRES DE ELISEU.


A palavra-chave para a 11ª lição deste 1º trimestre é “MILAGRE”. A palavra-chave, MILAGRE, corresponde a uma suspensão temporária das leis da natureza, visando à operação sobrenatural de Deus.
Inicie sua aula perguntando: por que o Milagre é uma suspensão temporária das leis da natureza?
Depois enfatize sobre os personagens que você lembrar que foram curados e até mesmo ressuscitados e conclua a linha de pensamento descrevendo que a cura torna – se temporário, pois um determinado dia tais personagens faleceram, ou seja, adoeceram e morreram. Isto corresponde à ação temporária do milagre, por isso, o maior milagre na Bíblia é a salvação do ser humano.
I – OS MILAGRES DE PROVISÃO.
1. A multiplicação dos pães.
2. Abundância de viveres.
Comentário: A lei da procura era maior do que a da oferta! (vinte pães para cem discípulos). O que fazer diante da situação?
O importante é lembrar que a providência é a ação de Deus em governar o planeta terra suprindo a necessidade de todos, principalmente dos que são fiéis a Ele.
O milagre não se explica é aceito pela fé. Pois, o milagre tem como fonte divina, porém, Deus usa instrumentos para que o milagre ocorra. Na passagem que corresponde aos tópicos acima, Deus usou o profeta Eliseu como instrumento para que o milagre ocorresse. Para a concretização de um milagre a fé será necessária e Deus usará alguém como instrumento para que seu nome seja glorificado. O milagre é nosso, mas a glória é de Deus. Nestes últimos dias Deus quer prover o que necessitamos para glória do seu nome. Deus seja louvado.
II – OS MILAGRES DE RESTITUIÇÕES.
1. A ressurreição do filho da sunamita.
2. O machado que flutuou.

Comentário: A narrativa bíblica sobre a sunamita e o seu filho possui três momentos chaves: Deus abençoa a sunamita dando lhe um filho; Deus submeteu a sunamita a uma prova aponto de perder seu filho e, por fim, Deus ressuscitou o filho da sunamita. São trinta versículos que tratam da mulher que morava em Suném. Suném era uma cidade da herança de Issacar que no hebraico tem como significado “lugar de repouso”. O que faltava para a sunamita? Em duas partes está dividida a vida da sunamita o antes de ter o filho e no período pós o filho. No primeiro momento a necessidade principal da sunamita era preencher a ausência de um filho, já no segundo momento o que faltava à sunamita era o restabelecimento da vida do seu filho.
Portanto, o que falta para você?
No contexto do milagre do machado notamos que Deus trabalha com aquilo que é improvável para a ótica humana. O machado pela lei natural não poderia assim como não pode flutuar sobre a água no estado liquido, porém para suprir a necessidade do seu servo Deus fez o improvável para que a bonança viesse aquele grupo de filhos de profetas que estavam reunidos em uma boa obra.

III – OS MILAGRES DE RESTAURAÇÃO.
1. A cura de Naamã.
2. As águas de Jericó.

Comentário: Deus restaurou a saúde de Naamã e também restaurou as águas que eram amargas.
O termo restaurar corresponde a mudar, outorgando formas novas ou diferentes das anteriores. É de fato por em novo estado, assim ocorreu com Naamã que foi curado da lepra e também no momento que as águas amargas tornaram saudáveis. Os instrumentos materiais no último fato analisado do tópico foram: um prato e sal. Prato novo corresponde à dedicação já o sal a purificação, entretanto o milagre foi divino. Nestes últimos dias Deus quer restaurar o que necessita de restauração para glória do seu nome. Deus seja louvado.

IV – OS MILAGRES DE JULGAMENTO.
1. Maldição dos rapazinhos.
2. A doença de Geazi.

Comentário: No ministério de Eliseu os milagres são também analisados no âmbito do julgamento de Deus, também em dois momentos.
Primeiro: maldição dos rapazinhos. Episódio que nos ensina a não inserimos oposição àqueles que foram levantados por Deus. Pois, as consequências serão destrutivas. Na minha caminhada ministerial aprendi que se posicionarmos a servir aos homens que por Deus foram chamados seremos abençoados em tudo.
Segundo: a doença de Geazi. Geazi mentiu usando o nome de Eliseu. A mentira é pecado. Para Geazi as consequências foram maiores, pois o mesmo usou o nome do profeta Eliseu para se beneficiar. A pessoa de Deus ninguém engana e lembre o juízo pertence a Deus e não cabe a nós julgarmos ou aplicarmos o julgamento a alguém deixa com Deus. E Deus seja louvado no seu agir para abençoar os teus.

Pontos fundamentais da vida de Eliseu.
(1) Pede uma porção dobrada de graça, 2:9.
(2) Divide o Jordão, 2:14.
(3) Sara as águas, 2:19-22.
(4) Amaldiçoa os rapazes que zombaram dele, 2:23-24.
(5) Consegue água para um exército, 3:15-20.
(6) Aumenta o azeite da viúva, 4:1-7.
(7) Ressuscita a um menino, 4:18-37.
(8) Purifica o alimento nocivo, 4:38-41.
(9) Alimenta a multidão, 4:42-44.
(10) Sara a Naamã, o leproso, 5:5-15.
(11) Faz que Gezi fique leproso, 5:20-27.
(12) Faz flutuar o ferro de um machado, 6:1-7.
(13) Revela os planos do rei da Síria, cap. 6.
(14) Provoca cegueira nos sírios, 6:18-20.
(15) Profetiza abundância para uma cidade açoitada pela fome, 7:1-18.
(16) Garante à mulher sunamita a restauração da sua terra, 8:3-6.
(17) Profetiza a exaltação de Hazael, 8:7-15.
(18) Ordena a unção de Jeú como rei, 9:1-6.
(19) Conserva o poder profético até em seu leito de morte, 13:14-19.
(20) O poder divino se manifesta em seu túmulo, mesmo após a sua morte, 13:20-21. O segredo de seu poder seu desejo de receber porção dobrada de graça o capacitou a viver numa atitude de contínua vitoria. Porém o que mais chama atenção na vida de Eliseu é o inicio do seu ministério. A primeira obra desenvolvida por Eliseu foi lavar as mãos do profeta Elias (2 Rs 3.11).
Para termos um ministério brilhante é necessário que o mesmo seja iniciado no serviço a Deus e também no serviço aqueles que Deus tem levantado.
 

terça-feira, 5 de março de 2013

LEVITAS, MAESTROS DE DEUS.

TEXTO ÁUREO: Deus é Espírito, e importa que os que o adoram o adorem em espírito e em verdade. (Jo 4.24).
Introdução
O evangelista João no capítulo 4 e versículo 24 revela duas verdades a respeito de Deus: “Deus é Espírito, e importa que os que o adoram o adorem em espírito e em verdade.” Deus é Espírito, logo Deus é uma pessoa, porém Deus não tem um corpo. Estas são as duas verdades encontradas no versículo: Deus é uma pessoa, porém Deus não tem um corpo.
Os levitas são descendentes de Levi que se destacaram no episódio do bezerro de ouro ao não se comprometerem na profanação e por levantarem e agirem contra os idólatras (Êx 6.25;32.26;32.28). Porém, com o passar do tempo os levitas se focaram em duas atividades: o sacerdócio que pertencia a família de Arão e os demais levitas que ficaram com a missão de auxiliarem os sacerdotes.
I – ATRIBUIÇÕES CABIVEIS AOS LEVITAS.
Os levitas estavam divididos em três grupos: os gersonitas, os coatitas e os meratitas.
Asafe foi um dos mais ilustres dos gersonitas que tinham por missão o cuidado com o tabernáculo, ou seja, no serviço e na carga (Nm 3.25,26). Já os coatitas tinha como cargo a arca, a mesa, o candelabro, ou seja, o cuidado com o ministério da tenda da congregação (Nm 3.35). E aos meratitas estava a responsabilidade do ministério da tenda da congregação (Nm 3. 30,31).
1- Auxiliares dos sacerdotes. A função dos levitas estava associada à sua herança que era o Senhor (Nm 18.20) e receberiam das demais tribos 48 cidades (Nm 35.1-7) e tinham como direito receberem os dízimos por herança, pelo seu ministério que exerciam na tenda da congregação (Nm 18.21).
Israel é de fato considerado filho da eleição de Deus. Deus escolheu a Israel para que as nações viessem a ser abençoadas pela obra missionária israelita que era uma obra centrípeta, ou seja, as nações iriam a Israel para aprenderem de Deus. E de fato os levitas eram ministros do Senhor nesta grande obra.
2- Superintendentes da construção. Quando Josias (2 Cr 34.8-21) trabalhou no reparo do templo foram de fato os levitas fundamentais nesta grande obra. Jaate e Obadias, levitas, dos filhos de Merari, foram os superintendentes da obra (v. 12). Superintendente corresponde ao encarregado, ao chefe, ao dirigente, ou ao gerente. Portanto, aos levitas estava inserida a missão de administrar a reforma do templo. Ao superintendente cabe disciplina e habilidades. A disciplina o torna mais eficiente e a habilidade lhe dá maior segurança e garante uma execução bem sucedida nas atividades.
3- Instrumentistas. Os levitas eram peritos em instrumentos de música (2 Cr 32.12). Perito genericamente exprime a ideia de um experto, uma pessoa que pelos seus conhecimentos adquiriu determinados aptidões acima do normal relativo a um sujeito, técnica ou conhecimento. De fato o conhecimento veio por meio de dedicação.
4- Porteiros. Outra missão dos levitas era o cuidado com a casa do Senhor como porteiros (1 Cr 9.22,23). O trabalho de um porteiro requer vigilância. Vigiar é estar alerta com os que necessitam de ajuda e com os que de fato podem trazer transtorno ao ambiente. Sendo assim cabia aos levitas proporcionar segurança e proteção.
5- Confecção de especiarias. O cuidado com os elementos utilizados no culto estava sobre o domínio dos levitas. A eles cabia a função de preparar os elementos fundamentais para que não limitasse o culto ao Senhor. Objetos sagrados, assim como a flor da farinha, o vinho, o azeite, o incenso e a especiaria era missão aos levitas (1 Cr 9.29-32).
6- Cantores. Os cantores são de fato os mais citados quando o assunto é sobre os levitas. Porém, descrever sobre os levitas é ir além da música e do cântico. Entretanto, esta era a missão que no período pós-governo de Davi mais ficou conhecido os levitas. O cântico estar inserido a gratidão, a petição e o agradecimento. Assim se expressavam os levitas com os salmos que foram escritos por eles (1 Cr 9.33; Sl 73).
II – LEVITAS ESCOLHIDOS PARA PROFETIZAREM COM HARPA.
1- Profetizar. A profecia trata-se da palavra de Deus no que corresponde a mudança de atos e a prática de atos que agrada ou desagrada a Deus. Cabia aos profetas como mensageiros do Senhor profetizar ao povo. Porém, Davi percebeu que por meio do louvor também haveria possibilidade de ouvir a voz de Deus (1 Cr 25.1). Portanto, os levitas, filhos de Asafe passaram a ter mais uma missão a de profetizarem com harpa.
Profetizar com harpa é além de tudo proporcionar paz e alegria aos descendentes de Israel em qualquer circunstancia (Sl 76.1,2).
2- O cântico como profecia. O Salmo 23 não pertence a um levita, porém o verso 4 transmite uma profecia de esperança “Ainda que eu andasse pelo vale da sombra da morte, não temeria mal algum, porque tu estás comigo; a tua vara e o teu cajado me consola”. Andar pelo vale da sombra da morte é saber que a morte está próxima, porém o Salmo nos outorga confiança em Deus, pois, pela sua palavra todas as coisas poderão ser mudadas e pela sua presença poderemos cantar o hino da vitória.
3- Cânticos modernos. Paulo deixa conselhos à igreja de Éfeso no que concerne ao culto “falando entre vós com salmos, e hinos, e cânticos espirituais, cantando e salmodiando ao Senhor no vosso coração” (Ef 5.19) Entretanto, nos dias atuais, muitos que se dizem levitas estão preocupados mais com os aplausos do que com a adoração, fazendo com que a essência seja perdida. Hinos românticos, hinos de enfrentamento ou de discórdia são mais ouvidos do que hinos que tiveram inspiração do Trono de Deus. Aos levitas de hoje é necessário saber que Deus usa hinos para falar com pessoas e para isto é necessário que o mesmo consagre e dedique naquilo pelo qual Deus o chamou.
III – LEVITA ADORADOR DE DEUS
1- Características da verdadeira adoração. A verdadeira adoração é realizada em espírito e em verdade (Jo 4.23). O termo em espírito indica o nível em que a adoração é realizada. Enquanto, o termo em verdade corresponde à sinceridade exercida no momento da adoração, pois a verdade é a característica de Deus encarnada na pessoa de Jesus.  A adoração não poderá ser realizada carnalmente, deverá ser em espírito, pois corresponde ao momento em que apresentamos o nosso corpo morto para o pecado e como templo do Espírito Santo. O nosso corpo deverá ser apresentado em sacrifício vivo, santo e agradável a Deus (Rm 12.1).
2- Características do verdadeiro adorador. Deus procura por verdadeiros adoradores, portanto os autênticos adoradores deverão possuir as seguintes características:
a) o verdadeiro adorador tem uma vida de oração. A oração é o diálogo realizado entre o cristão e Deus, e de fato na oração também exercemos a gratidão a Deus pelos seus feitos na nossa vida.
b) o verdadeiro adorador tem uma vida de testemunho. É reconhecido pelos outros pelo temor ao Senhor e como homem ou mulher de Deus.
c) o verdadeiro adorador é conhecedor da Palavra de Deus. A Bíblia é a palavra de Deus e a adoração é um ato de gratidão a Deus, portanto o verdadeiro adorador deverá conhecer a Palavra de Deus.
d) o verdadeiro adorador busca a excelência na adoração.  Em tudo que o cristão realiza busca agradar a Deus e assim fazendo está buscando a excelência na adoração.
e) o verdadeiro adorador abandona o pecado. Viver em pecado é viver longe da presença de Deus e não ter a adoração reconhecida por Deus, pois o pecado nos afasta da presença do Senhor.
f) o verdadeiro adorador não escolhe o lugar para adorar a Deus. O verdadeiro adorador sabe que a adoração não relacionada ao lugar, mas está relacionada ao nível e a característica da adoração.
CONCLUSÃO
Os levitas tinham como missão o cuidado da obra do Senhor, eram auxiliares dos sacerdotes e desenvolviam com primazia as suas obrigações. Assim, como nós também eles tinham os seus limites, porém dentro deste limite buscavam fazer o melhor para Deus. Como levitas desta geração cabem a nós Igreja do Senhor Jesus, desenvolvermos com primazia o nosso chamado valorizando a nossa identidade cristã.

segunda-feira, 4 de março de 2013

ESCRIBA, GUARDIÃO DA LEI


TEXTO: Este Esdras subiu de Babilônia; e era escriba hábil na Lei de Moisés, dada pelo Senhor, Deus de Israel; e, segundo a mão do Senhor, seu Deus, que estava sobre ele, o rei lhe deu tudo quanto lhe pedira. (Ed 7.6).
Introdução
Os escribas eram no início apenas escrivães, que tinha como objetivo do ofício copiar as Escrituras. Porém, com o passar do tempo, tornaram conhecedores da Lei e assim, passaram a interpretá-la. Tal circunstancia os torna mestres da lei ou eruditos bíblicos.
I – ESCRIBAS, MESTRES DA LEI.
1- Conhecendo os escribas. Os escribas eram os doutores da Lei. No princípio os escribas eram apenas escreventes, cuja função era copiar as Escrituras. A escrita primitiva da Bíblia era manuscrito, e tudo era realizado pelos escribas de modo laborioso, lento e oneroso. Laborioso, pois correspondia à entrega do escriba ao trabalho. Lento, pois era um trabalho que não deveria ter falhas e nem borrões, deveria ser perfeito. Oneroso, cujo trabalho tinha despesas.
Portanto, de copiadores os escribas passaram a serem doutores da Lei, ou seja, conhecedores da Lei. Segundo as tradições judaicas Moisés é de fato a maior autoridade da Lei em todos os tempos, porém, Esdras o sacerdote e também escriba é a segunda maior autoridade da Lei.
A Lei trata-se dos cinco primeiros livros da Bíblia Sagrada que são: Gênesis, Êxodo, Levítico, Números e Deuteronômio. São pelos judeus também chamados de Torá. Lei tem como significado seta, ou seja, seta que indica o caminho. Na Bíblia Sagrada, vários são os nomes tais como: Lei (Js 8.34), Lei de Moisés (Js 8.31), Livro da Lei (2 Re 22.11) Lei do Senhor (2 Cr 12.1) e Lei de Deus (Ed 7.14).
2- Funções do escriba. Duas eram as funções do escriba: primeira função, copiar as Escrituras sem borrões e havia uma entrega disciplinar ao trabalho; segunda função, ensinar as Escrituras. O trabalho de um escriba no copiar as Escrituras deveria ser perfeito. A cada erro o trabalho era reiniciado, pois Deus é santo, portanto a Escritura não deveria ser cometida de falhas nos manuscritos.
II – ESDRAS ESCRIBA POR EXCELÊNCIA.
1- Ofícios executados por Esdras. Esdras segundo a tradição judaica morreu com a idade de 120 anos e em vida exerceu a atividade ministerial de sacerdote, escriba e escritor.
Como sacerdote Esdras tinha a função de levar o povo a Deus. Cuja missão era pedir perdão pelos pecados cometidos e de fato interceder para que dias melhores viesse ao povo de Israel. E como escriba Esdras tinha como missão copiar e ensinar a Lei. E como escritor Esdras é um dos quarenta homens que estão agrupados como escritores de livros que compõem a Escritura Sagrada.
2- Legado de um escriba. Na Bíblia encontraremos citações que corroboram para o ministério bem sucedido de Esdras como escriba. Esdras era de fato escriba hábil (Ed 7.6), que tinha preparado seu coração para buscar a Lei do Senhor, e para cumprir, e para ensinar em Israel os estatutos e os direitos da Lei (Ed 7.10).
Ministério bem sucedido abrange atitude, dedicação e santificação. Esdras teve como atitude preparar o coração para buscar a Lei do Senhor, com esta atitude o sacerdote e também escriba era de fato um homem preocupada em se posicionar diante do Senhor em santidade, pois não há santidade sem a palavra do Senhor (Jo 17.17, Sl 119.9), e por fim, Esdras era dedicado no cumprir e no ensinar os estatutos (Ed 7.10).
3- Legado de um sacerdote. Em Neemias 8. 2,4 e 5 há três maneiras em que se refere a Esdras: e Esdras, o sacerdote (v.2), e Esdras, o escriba (v.4) e Esdras abriu o livro (v.5). Como sacerdote Esdras conduziu a Lei até ao povo e como escriba Esdras ensinou ao povo abrindo a Lei perante os olhos do povo e juntamente com os auxiliares de tal evento leram o livro da Lei de Deus, e declarando e explicando o sentido faziam que, lendo, se entendesse (Ne 8.8). De fato, houve avivamento nesta atitude nobre de Esdras em levar a Lei perante a congregação (Ne 8.2).
As consequências no meio cristão quando não há exposição da Palavra de Deus são catastróficas. Segundo os escritos do profeta Oseias na ausência do conhecimento da Palavra de Deus a destruição será completa, “o meu povo foi destruído” (Os 4.6), e também, ministros são rejeitados por rejeitarem o conhecimento do Senhor.
Porém, as consequências não param por aí, há mais efeitos como, por exemplo, a ausência de crescimento. O apóstolo Pedro escreveu na sua segunda epístola; “antes, crescei na graça e conhecimento de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo” (2 Pe 3.18). Portanto, não havendo explanação da Palavra de Deus não há crescimento, ou seja, o povo não é edificado.
Os judeus afirmam que se a Lei não tivesse sido dada por Moisés, Esdras mereceria a honra de legislar os hebreus.
III – ESCRIBAS NO NOVO TESTAMENTO.
1- Atitudes não louváveis. Nos dias de Jesus os escribas são citados pelos evangelistas com características totalmente contrárias as virtudes de Esdras.
a) os escribas buscavam reconhecimento e honra humana (Mc 12. 38-40). O orgulho foi de fato o motivo principal que deu origem ao pecado (Is 14.14). Os líderes não são chamados e empossados para serem reconhecidos e aplaudidos por seus conterrâneos, mas unicamente para glorificarem a Deus por meio do exercício eficaz do chamado.
b) os escribas buscavam falhas em Jesus (Lc 6.7). E por serem doutores da Lei os mesmos não conheciam o Filho do Homem como Senhor do sábado (Lc 6.5).
c) os escribas buscavam matar a Jesus (Lc 22.2). De fato os sacerdotes e escribas temiam ao povo, porém como propósito os mesmo desejavam matar a Jesus.
 2- Escribas, mestres sem autoridade no ensino. Jesus ensina princípios espirituais e morais no Sermão da Montanha, como: as beatitudes (Mt 5.1-12), a identidade cristã em ser sal e luz (Mt 5.13-16), e outras questões básicas da vida cristã (esmola, oração e jejum – Mt 6.1-18). Quando Jesus concluiu seu Sermão da Montanha a multidão admirou da sua doutrina e comparou o ensino de Jesus superior ao dos escribas, pois Jesus ensinava com autoridade e os escribas não.
Porém, o que torna um ensino com a presença ou não de autoridade é:
a) A dedicação à aprendizagem: um bom exemplo de tal dedicação é a do escriba Esdras que preparou o seu coração para buscar a Lei do Senhor (Ed 7.10). Ao contrário de Esdras eram os escribas neotestamentário que não se preparam ao buscar conhecimento na Lei do Senhor. Se não há dedicação no ensino não a autoridade, Paulo escreve à igreja em Roma e enfatiza que “se é ensinar, haja dedicação ao ensino” (Rm 12.9).
b) A humildade: nos dias de Jesus os escribas buscavam reconhecimentos por parte dos homens por aquilo que eram (Mc 12.38-40). Logo, os escribas eram orgulhosos por serem escribas e não por terem a oportunidade de servirem a Deus, que é o dono de todas as coisas e estar no controle de todas as coisas (Is 40.22). Jesus sendo Senhor e Mestre não teve por usurpação ser servido por seus discípulos, mas pelo contrário serviu aos discípulos (Jo 13.14). Se não há humildade não haverá autoridade, pois a humildade é o reconhecimento de que a obra pertence a Deus.
c) Conhecimento do chamado: quando o indivíduo conhece o motivo pelo qual foi chamado, logo conhece aquele que o chamou. À pessoa de Deus nós devemos oferecer o melhor. Fomos chamados para servir e devemos obedecer e agradar ao Senhor no serviço cristão. Se não há conhecimento do chamado não haverá autoridade no ensino.
Os escribas do período de Jesus não tinham autoridade no ensino por três motivos: não dedicavam ao ensino, não eram humildes e não conheciam de fato o motivo pelo qual os mesmo eram escribas. Como escribas eles deveriam saber a real motivação que levou a ser escrito o livro de Jonas. O livro de Jonas foi escrito para servir de estímulo a qualquer mestre ou professor a melhorar seus métodos de ensino, pois tal livro é didático e os escribas deveriam conhecer o seu real propósito, porém Jesus é o Mestre dos mestres.
CONCLUSÃO
Com os oficiais chamados de escriba aprendemos que a dedicação é importante para exercermos de maneira eficaz aquilo pelo qual Deus nos vocacionou para realizarmos em sua obra. E o nosso trabalho deverá ser executado com dedicação e humildade. Pois, os que assim exercem o seu ofício serão lembrados por seus legados, assim como foi Esdras.
 

domingo, 3 de março de 2013

Subsídio da lição – HÁ UM MILAGRE EM SUA CASA.


A palavra-chave para a 10ª lição deste 1º trimestre é “PROVISÃO”. A palavra-chave, PROVISÃO, ato ou efeito de prover, provimento, abastecimento e fornecimento.
Os decretos de Deus são:
Ø  Criação; decreto de Deus que deu origem a todas as coisas.
Ø   Providência; é a ação de Deus em governar o planeta terra suprindo a necessidade de todos, principalmente dos que são fiéis a Ele.
Ø  Redenção; após o pecado a humanidade tornou se necessitada do socorro Divino no que corresponde a redenção.
Ø  Consumação; decreto que trata da vitória final de Deus em todas as suas obras.
A lição tratará da ação de Deus em prover o necessário para os que a Ele são fiéis. Um dos motivos pelo qual Deus nos tem abençoado é para que nós venhamos a socorrer aqueles que são desprovidos de recursos básicos.
I – A MOTIVAÇÃO DO MILAGRE.
1. A necessidade humana.
2. A misericórdia divina.
Comentário: O milagre foi motivado por duas questões: a primeira trata-se da necessidade da mulher e a segunda corresponde à ação misericordiosa de Deus. O lar é sinônimo de descanso e de proteção. Entretanto, não são assim em todas as famílias, existem famílias em que a paz é inexistente, isto por falta de elementos necessários ao convívio no lar. Nos dias hodiernos muitos líderes tem se destacado na mídia e principalmente em empreendedorismo empresarial, porém os mesmos não conquistaram sucesso na vida conjugal e nem mesmo com os próprios filhos.
O relato bíblico de 2º Reis capítulo 4, descreve a história de uma viúva que teria o perdão de uma dívida do falecido marido, com a retirada de seus dois filhos, para tonarem servos do credor. Porém, o texto mostra que onde há necessidades, haverá possibilidades de milagres pela misericórdia do Senhor.
II – A DINÂMICA DO MILAGRE.
1. Um pouco de azeite.
2. Uma fé obediente.
Comentário: O profeta Eliseu inicia uma pergunta da seguinte maneira; declara-me. Este termo expõe o conhecimento de causa por parte da viúva. Ninguém melhor do que ela para descrever o que possuía ou o que se passava em sua casa. A mulher tinha perdido o marido que era dos filhos dos profetas e servo de Eliseu e tinha como padrão de vida o temor ao Senhor. E agora estava preste a perder os seus filhos.
Na indagação do profeta surgi uma lição; as soluções do problema estão mais próximas do que imaginamos. O pagamento da dívida não seria solucionado com uma campanha de assistência social liderada pelo profeta. Imagine a voz do profeta Eliseu conclamando os irmãos israelitas para que em uma reunião coletasse ajuda financeira para aquela viúva. A resolução de um problema estar relacionado com a ação do indivíduo, pois se o mesmo desiste de lutar como vencerá?
Por outra ótica notemos que a viúva desconhecia a solução e nem imaginava que a vitória estaria na sua própria casa.
III – OS INSTRUMENTOS DO MILAGRE.
1. O instrumento humano.
2. O instrumento divino.
Comentário: No histórico de 2º Reis capítulo 4, encontramos uma perfeita definição para visão. Saiba a quem procurar quando não souber aonde ir. A viúva foi ao encontro do profeta e este ato foi definitivo para a sua vitória. Visões para uma família vitoriosa não pode ser limitada e nem se restringir a pessoas perversas. Não é qualquer pessoa. Mas, a pessoa ideal.
Lembrando que a primeira pessoa a ser procurada é a pessoa de Deus. E em seguida aquelas pessoas em que percebemos a presença de Deus não as que se autoproclamam como sendo de Deus sem serem. De fato Deus usa homens e mulheres como instrumentos para que pessoas sejam abençoadas. Neste contexto Deus usou Eliseu para a operação de milagre.
IV – O OBJETIVO DO MILAGRE.
1. Uma resposta ao sofrimento.
2. Glorificar a Deus.
Comentário:
Milagres proporcionam
Evangelismo
Notemos que na realização de milagres as portas para a evangelização se abrem, com isto entendemos que os milagres proporcionam a pessoa curada a ouvir a palavra de Deus.

Glorificação
O milagre é nosso e a glória é de Deus. Esta verdade é clara na cura dos dez leprosos citados pelo evangelista Lucas no capítulo 17 e versículos 11 – 19, onde dez homens foram curados, porém somente um voltou para agradecer. Foi o único que entendeu: o milagre é nosso e a glória é de Deus.

A vitória
Imaginemos uma mulher que há doze anos padecia de um fluxo de sangue, ao chegar por detrás de Jesus, tocou a orla da veste com uma determinação; se eu tão somente tocar a sua veste, ficarei sã. (Mt 9.21)
Concluiremos com o seguinte versículo (Ex 15.26 b) Porque Eu sou o Senhor, que te sara.