Deus é Fiel

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sexta-feira, 4 de fevereiro de 2022

Subsídio para aula da Escola Bíblica Dominical – Lições Bíblicas Jovens – O TERCEIRO SINAL: O PARALÍTICO DE BETESDA

 O TERCEIRO SINAL: O PARALÍTICO DE BETESDA

Conforme a Síntese:

A cura do paralítico de Betesda nos mostra que o Filho de Deus não tinha, e não tem, limitação de qualquer natureza para realizar milagres.

Com base na descrição acima da verdade prática, conclui-se que:

ü    Jesus é o Senhor dos milagres.

ü    Não há limitação para a operação de milagres ministrada por Jesus.

A presente lição tem como objetivos:

Compreender porque João registra várias viagens de Jesus a Jerusalém;

Mostrar que o paralítico teve que esperar muito pelo seu milagre;

E, Conhecer o quadro espiritual dos judeus no tempo do milagre relatado por João.

I – DE VOLTA A JERUSALÉM

O capítulo inicia afirmando que Jesus subiu a Jerusalém para uma festa dos judeus. Há interrogações sobre que festa seria esta, pois os judeus comemoravam três festas, que eram: a festa da páscoa, a festa de pentecostes e a festa dos tabernáculos. Porém, compreende na narrativa joanina que Jesus veio para os seus, mas os seus não o receberam (Jo 1.11), o evangelista mostra por meio das peregrinações de Jesus a Jerusalém a rejeição destes ao ministério do Messias.

Betesda tem como significado casa de misericórdia. O tanque de Betesda transmite a ideia de que Deus é misericordioso. O tanque localizava próximo da porta das ovelhas, ou seja, a porta que tinha como objetivo o acesso das ovelhas para o sacrifício. A porta é um tipo de Cristo, Betesda corresponde a misericórdia, sendo assim, compreende-se que por meio do sacrifício de Jesus na cruz somos conduzidos ao Pai.

Sobre o anjo agitar as águas percebe que:

[...] Essa narrativa de João é objeto de muita discussão entre os estudiosos do Novo Testamento, que debatem sobre o seu real significado, com alguns considerando que o anúncio milagroso das águas era fruto de uma mera crença popular (QUEIROZ, 2022, p. 76).

II – UMA LONGA ESPERA

O paralítico sofria há trinta e oito anos, por ter problema físico correlacionado ao movimento. O paralítico achava-se impossibilitado em movimentar para ser o primeiro a chegar-se no tangue quando a água fosse movimentada. O tangue tem como significado casa de misericórdia, assim sendo, chegou-se até o paralítico o Senhor de toda a misericórdia.

Os judeus questionaram a realização do milagre no sábado, porém é necessário compreender que:

[...] uma vez que o sábado foi feito para o homem, as duas principais exigências, o descanso e a adoração não podem ser exigidas a ponto de se tornarem hostis ao bem-estar do homem, e de fato prejudiciais para a pessoa, ou mutuamente destrutivas. A regra: “Descansarás”, não deve ser aplicada de modo a excluir toda a ação e todo o trabalho; pois a completa inércia não é descanso, e a completa abstinência de trabalho de toda espécie seria, muitas vezes, prejudicial para o bem estar privado e público. Deve-se deixar espaço para atos de “necessidade e misericórdia”; e uma legislação muito categórica e minuciosa em relação ao que são ou não atos de qualquer dessas espécies deve ser evitada, visto que esses assuntos podem variar para diferentes pessoas, tempos e circunstâncias, e os homens podem realmente diferir de opinião em detalhes que são perfeitamente fiéis aos princípios gerais da consagração do sábado (BRUCE, 2007, p. 100, 101).

III – REVELANDO-SE A UMA GERAÇÃO INÍQUA

O assunto central da instrução de Jesus para com os judeus no capítulo cinco corresponde a “Jesus e o Pai”, assim sendo, o nome que o identifica no capítulo é o Cristo, isto é, todo o judeu compreenderia que o nome Cristo indica o ungido. A unção na Antiga Aliança era ministrada a reis, profetas e sacerdotes.

A quem fosse ministrada a unção indicava que este alguém desenvolveria um ministério. Sendo Jesus apresentado como o Cristo indica que Ele seria a misericórdia personalizada de Deus por meio da obra da cruz.

Por fim, a manifestação dos judeus em pleno capítulo foi de incredulidade.  

Referência

BRUCE, A.B. O Treinamento dos Doze. Rio de Janeiro: CPAD, 2007.

QUEIROZ, Silas. Jesus, o Filho de Deus: os sinais e ensinos de Cristo no Evangelho de João. Rio de Janeiro: CPAD, 2022.

EBD - Subsídio da Lição: A BÍBLIA COMO UM GUIA PARA A VIDA

 A BÍBLIA COMO UM GUIA PARA A VIDA

É fundamental compreender que o cristão é moldado pela Palavra. Pois, a leitura da Bíblia proporciona sabedoria, o acreditar na Bíblia possibilita salvação e o praticar o que está na Bíblia proporciona santificação.

A lição em apreço apresenta a seguinte descrição na verdade prática:

A Bíblia é um guia seguro para a nossa caminhada cristã. Alicerçados nos ensinos da Palavra de Deus, somos instigados a viver com sabedoria e prudência.

Sendo que a presente lição tem como objetivos específicos: Enfatizar que o crente deve alicerçar a sua vida na Bíblia; Esclarecer que Deus é a fonte da verdadeira sabedoria; e Mostrar que o salvo em Cristo deve viver com sabedoria e prudência.

I – A BÍBLIA É UM ALICERCE PARA A VIDA

A Palavra de Deus conforme o presente tópico é alicerce, luz e é imutável.

No que tange descrever a Palavra de Deus como alicerce compreende-se que trata de ratificar que a Bíblia é a base de sustentação para o ser humano, que é a imagem e semelhança do Senhor. [...] O próprio Cristo é a rocha sobre a qual devemos edificar a nossa casa (1 Co 10.4). É somente pela nossa união com Cristo que podemos ter esperança e segurança. Ele tem as palavras de vida eterna (Jo 6.68). A síntese desse grande ensinamento é que nem as crises dessa vida e nem a eternidade poderá abalar quem está firmado em Cristo e na sua Palavra (Mt 7.25) (BAPTISTA, 2022, p. 69).

Lâmpada para os meus pés é a tua palavra e luz, para o meu caminho (Sl 119.105).

Para Spurgeon um dos benefícios mais práticos dos textos sagrados é a orientação nos atos da vida diária; esta tocha não é enviada pra nos assombrar com seu brilho, mas para nos orientar com a sua instrução (apud BAPTISTA, 2022, p. 70).

A Palavra de Deus não se altera, pois é imutável. Os ensinos da Bíblia servem para as gerações hodiernas, assim como foram regras de fé e prática dos antepassados da igreja cristã. Os ensinos provenientes da Bíblia são inalterados e produz nos cristãos valores permanentes.

[...] Os valores cristãos são permanentes, pois a fonte de autoridade é permanente (Mt 5.18). Não cabe ao cristão contradizer e nem ajustar as Escrituras para atender aos interesses das ideologias pós-modernas. Assim sendo, o comportamento e o caráter do cristão se alicerçam nas doutrinas bíblicas (Ef 2.20) (BAPTISTA, 2022, p. 71).

II – A BÍBLIA NOS TORNA PESSOAS SÁBIAS

A sabedoria humana é tendenciosa e orgulhosa, pois busca a satisfação dos desejos carnais.

Já a sabedoria de origem em Satanás é pretenciosa ao pecado.

Por fim, a sabedoria que tem a sua origem em Deus é libertadora, pois outorga ao ser humano o conhecimento do bem e conduz o mesmo a tomar decisões que agrade a Deus.

Todos que desejam a sabedoria deverão pedir a Deus e a busca-la. Salomão assim escreveu: “eu amo aos que me amam, e os que cedo me buscarem, me acharão” (Pv 8.17). Os que buscarem a sabedoria a encontrarão. Buscar significa desejar e correr atrás para obtê-la.

Salomão no início do seu reinado pediu a Deus sabedoria para governar um povo grande e numeroso. 

Por fim, a sabedoria é fundamental para uma liderança eficiente e eficaz (Gn 41.39), e também muito importante para a tomada de decisões (At 15.13-34).

A sabedoria divina outorga ao indivíduo saúde física, financeira, emocional e espiritual [...] que possamos conjugar mentes sábias e corações humildes para a glória de Deus (COELHO; DANIEL, 2014, p. 45).

III – A BÍBLIA E A PRUDÊNCIA PARA A VIDA

A prudência corresponde a sabedoria na prática, logo, uma pessoa prudente é uma pessoa que sabe ser sábia, tem cautela em suas práticas, tem discernimento e além de tudo sabe fazer corretamente suas escolhas.

[...] Contudo, convém esclarecer que biblicamente a prudência está unida estreitamente à sabedoria. E, como já visto, a sabedoria procede de Deus (Ef 1.8,9). Por isso, a prudência é sobretudo uma virtude de quem é sábio, e, portanto, habilitado a realizar as escolhas certas (Dt 30.19; Lc 10.42) (BAPTISTA, 2022, p. 77).

Por fim, os benefícios da prudência são: fazer do indivíduo uma pessoa sábia, outorgar ao ser humano o autocontrole, proporcionar na prática ações humildes e além de tudo permite que a pessoa prudente faça escolhas corretas. É necessário compreender que resultados são provenientes de boas escolhas, logo, pessoas prudentes saber fazer boas escolhas.

Referência:

BAPTISTA, Douglas. A Supremacia das Escrituras: a inspirada, inerrante e infalível Palavra de Deus. Rio de Janeiro: CPAD, 2021.

COELHO, Alexandre. DANIEL, Silas. Fé e Obras: ensinos de Tiago para uma vida cristã autêntica. Rio de Janeiro: CPAD, 2014.

segunda-feira, 31 de janeiro de 2022

Igreja em Roma: fundação e liderança

Igreja em Roma: fundação e liderança

Paulo escreveu a Epístola aos Romanos provavelmente quando realizava a sua terceira viagem missionária, quanto estava em Corinto, por volta do ano 57 d.C. sobre a autoria não há dúvida no contexto eclesiástico que Paulo é o autor, pois o primeiro versículo da carta percebe-se que há identificação direta do mesmo como autor, e no período era costume dos escritores das cartas se apresentarem diretamente revelando o nome, assim como a credencial do mesmo.

O apóstolo se apresentou, assim como se identificou com as seguintes credenciais: servo e apóstolo: Paulo, servo de Jesus Cristo, chamado para apóstolo, separado para o evangelho de Deus (Rm 1.1).

Sendo que o apóstolo Paulo teve o apoio de Tércio na escrita da carta: Eu, Tércio, que escrevi esta carta que Paulo ditou para mim, mando saudações a vocês (Rm 16.22).

Sobre a fundação da igreja em Roma há três sugestões que proporciona a compreensão do surgimento da igreja, e são:

Os visitantes de Roma que se converteram a Cristo no dia de Pentecostes (At 2.10,41).

Convertidos de Paulo. Uma explicação mais provável para a origem da igreja de Roma é que ela foi fundada por cristãos que levaram o evangelho à capital do império (CHAMPLI, 2014, p. 723).

E há também a tradição católica em ensinar que o apóstolo Pedro foi o fundador da igreja em Roma, porém, [...] não há qualquer prova. Parece inteiramente inconsistente que esse apóstolo estivesse em Jerusalém ao mesmo tempo em que, segundo dizem, ele trabalhava em Roma. Além do mais, Paulo em toda a sua epístola, não faz menção de Pedro. Seu nome não foi incluído na lista das pessoas a quem enviou saudações (BOYER, 1996, p. 665).

Por fim, conforme Romanos 16.3,4 e 5 havia uma igreja na casa de Priscila e Áquila, fator histórico que proporciona o olhar para a compreensão que a liderança da igreja em Roma conforme a fala de Paulo era administrada por Priscila, uma mulher temente e dedicada ao Senhor.

Referência

BOYER, Orlando. Pequena Enciclopédia Bíblica. Rio de Janeiro: CPAD, 1996.

CHAMPLIN, R.N. Enciclopédia de Bíblia, Teologia e Filosofia. Vol. 5. São Paulo: Hagnos, 2014.

sexta-feira, 28 de janeiro de 2022

Subsídio para aula da Escola Bíblica Dominical – Lições Bíblicas Jovens – O SEGUNDO SINAL: A CURA DO FILHO DO OFICIAL

O SEGUNDO SINAL: A CURA DO FILHO DO OFICIAL

Conforme a Síntese:

A falta de fé nos impede de receber da graça, do poder e dos milagres de Jesus Cristo.

Com base na descrição acima da verdade prática, conclui-se que:

ü    A ausência da fé impossibilita os crentes em Cristo Jesus desfrutar da graça, do poder e dos milagres do Senhor Jesus.

ü    A fé é o meio que proporciona aos cristãos desfrutar das inúmeras bênçãos do Senhor.

A presente lição tem como objetivos:

Apresentar o contexto do milagre realizado por Jesus na vida do filho do oficial;

Mostrar que a confiança em Jesus contribuiu para a operação do milagre;

E, Saber que fé, convicção e atitude nos levam a experimentar o poder de Deus.

I – O CONTEXTO DO MILAGRE

Em Jerusalém Jesus purificou o Templo, teve com Nicodemos um diálogo que possibilita a compreensão a respeito do novo nascimento, daí Jesus direcionou uma viagem de volta para a Judeia. Sendo que no caminho de retorno em Sicar instruiu a mulher samaritana a respeito da adoração, e já em Caná um oficial pediu que curasse seu filho, sendo este o segundo milagre operado por Jesus e em Caná, porém o efeito da cura se concretizou em Cafarnaum, onde localizava a criança enferma.

Os capítulos 3 e 4 fazem parte do ministério público de Jesus em que Ele atendia a necessidade dos homens. Parte esta conhecida como evangelho anunciado.

Em Jerusalém Jesus pregou para Nicodemos, instruindo a respeito do novo nascimento que tem como efeito ser guiado pelo Espírito Santo.

Em Sicar Jesus pregou para a mulher Samaritana, instruindo a respeito do arrependimento que tem como descrição prática transformar o novo convertido em verdadeiro adorador.

Por fim, em Caná o evangelho é propagado ao oficial do rei em que se aprende que a fé faz a diferença na vida dos que confiam no Senhor, pois basta uma palavra que o milagre ocorrerá.

II – CONFIANÇA EM JESUS

Sobre o oficial do rei conclui-se que:

Era assim conhecido provavelmente por sua grandeza em propriedades ou por ter poder.

Era provavelmente um oficial que servia a Herodes Antipas.

Não era um judeu devoto.

Demonstrou fé em três momentos específicos: ao olhar para Jesus como operador de milagres, ao crê na Palavra de Jesus e no momento em creu em Jesus com toda a sua casa (QUEIROZ, 2022).

Portanto, o maior obstáculo para a não ocorrência do milagre é a ausência da fé, pois o termo fé (gr. πίστις) significa convicção e confiança.

Porém, tendo como base o capítulo 11 da Carta aos Hebreus percebem-se duas definições, sendo que estas definições correspondem com o sentido prático da fé.

Em primeiro, a fé é o firme fundamento das coisas que se esperam (v.1). Fundamento significa essência ou realidade. A fé trata as coisas que se esperam como realidade (RADMACHER; ALLEN; HOUSE, 2013, p. 660).

Por segundo, a fé é a prova das coisas que se não veem (v.1). Prova significa evidencia ou convicção. A própria fé prova que o que é invisível é real, como serão, por exemplo, as recompensas do crente na volta de Cristo, 2Co 4.18 (RADMACHER; ALLEN; HOUSE, 2013, p. 660).

III – FÉ, CONVICÇÃO E ATITUDE

A fé é eficazmente resumida para compreensão em duas palavras: convicção e atitude. Convicção corresponde a acreditar em algo ou alguém por meio de evidências que a comprovem, logo a fé é descrita pela palavra convicção, ou seja, A fé se agarra à promessa. A fé está fundamental naquilo que vemos, mas está ancorada na palavra de Cristo. Fé é certeza e convicção (LOPES, 2015  apud QUEIROZ, 2022, p. 68).

Já atitude é saber fazer acontecer.  Atitude foi o elemento presente na vida dos heróis da fé, pois:

É exatamente isso que vemos na vida dos heróis da fé. Eles são identificados pelas atitudes que tomaram: Abel ofereceu a Deus maior sacrifício do que Caim; Noé preparou a Arca; Abraão saiu sem saber para onde ia e ofereceu Isaque quando foi provado; Moisés recusou ser chamado filho da filha de Faraó (Hb 11.4,7,8,17,24). Há sempre um verbo, uma ação. Que Deus nos dê uma vida assim, de plena atuação espiritual. Pela fé e na força do Espírito Santo (QUEIROZ, 2022, p. 69).

Referência

RADMACHER, Earl D. ALLEN, Ronaldo B. HOUSE, H. Wayne. O Novo comentário Bíblico Novo Testamento. Rio de Janeiro: Editora Central Gospel, 2013.

QUEIROZ, Silas. Jesus, o Filho de Deus: os sinais e ensinos de Cristo no Evangelho de João. Rio de Janeiro: CPAD, 2022.

quarta-feira, 26 de janeiro de 2022

EBD - Subsídio da Lição: COMO LER AS ESCRITURAS

 COMO LER AS ESCRITURAS

Torna-se necessário introduzir o presente subsídio citando a seguinte frase:

Ler e estudar as Escrituras são um dever e um privilégio (BAPTISTA, 2022, p. 57).

A presente lição apresenta a seguinte descrição na verdade prática:

As técnicas de interpretação auxiliam na compreensão da Bíblia, mas não são infalíveis; por isso, não podem ser colocadas acima da autoridade da Palavra de Deus.

Sendo que a presente lição tem como objetivos específicos: Expor que a Bíblia precisa ser interpretada; Pontuar os pressupostos pentecostais para a leitura da Bíblia; e, Apresentar os princípios básicos de interpretação bíblica.

I – A BÍBLIA PRECISA SER INTERPRETADA

A exegese e a hermenêutica fazem parte da Teologia Exegética. Campo de estudo teológico que tem como objetivo compreender o texto Sagrado. A compreensão torna-se possível quando o estudante da Bíblia procura responder as seguintes perguntas: O que o texto disse? E o que o texto quer dizer?

A exegese e a hermenêutica podem ser diferenciadas com a seguinte descrição: a hermenêutica é o método, enquanto a exegese é a prática do método para interpretar os significados conforme o contexto histórico e cultural da época.

[...] Por exemplo, o estudo das línguas bíblicas, dos fatos da história, das questões sociopolíticas das particularidades da cultura e dos recursos literários usados no texto sagrado coopera para a compreensão do real significado das palavras inspiradas (Ef 3.10-18). Portanto, a exegese não deve e não pode ser menosprezada durante a leitura e o estudo da Bíblia (BAPTISTA, 2022, p. 57).

Em virtude da necessidade de interpretar a Bíblia é necessário que o cristão compreenda que a primeira regra para o uso coerente da analise interpretativa das Escrituras Sagradas é que a Bíblia interpreta a própria Bíblia. Assim sendo, o conhecimento inicial das línguas utilizadas na escrita dos originais é necessária para que haja coerência na interpretação. As línguas utilizadas de maneira majoritária foram o hebraico e o grego.

II – PRESSUPOSTOS PENTECOSTAIS PARA LER A BÍBLIA

A autoridade da Bíblia é a primeira justificativa para o cristão por em prática a leitura das Escrituras. O Senhor Jesus em seus ensinos ratificou a autoridade do Antigo Testamento, assim também, os apóstolos confirmaram a autoridade divina nos escritos narrados na Antiga Aliança.

Na tangência do Novo Testamento percebe-se que os primeiros cristãos aprovaram e vivenciaram a autoridade dos escritos dos apóstolos e demais escritores do Novo Testamento. Portanto, a autoridade da Bíblia é o primeiro pressuposto para os cristãos lerem, praticarem e crerem nas Escrituras Sagradas.

Ao ler a Bíblia o Espírito Santo outorga por meio da iluminação a compreensão prática dos textos. Logo, a compreensão prática permite compreender que por meio do conhecimento da Palavra de Deus o crente desfrutará de maior comunhão por meio da oração, presença na igreja e na prática do jejum. Em suma, o conhecimento da Bíblia produz a santificação.

[...] A iluminação não aumenta e nem altera a Bíblia; apenas elucida o que já foi revelado pelo Espírito. Assim, o conhecimento da Palavra produz comunhão com Deus, vida de oração, obediência e santificação (2 Pe 1.3-10) (BAPTISTA, 2022, p. 63).

Por fim, a leitura da Bíblia proporciona uma vida abençoada em todas as esferas das relações do ser humano.

III – REGRAS BÁSICAS DE INTERPRETAÇÃO

A Bíblia é a sua própria interprete. Esta é a primeira regra para a interpretação eficaz dos textos Sagrados.

A Bíblia interpreta a si mesma, pois há coesão na objetividade de seus relatos, lembrando que o tema central da Bíblia é Jesus, logo, os pentateucos, os profetas, os escritos e os livros históricos do Antigo Testamento têm como foco mostrar para o Caminho.

Enquanto que o Novo Testamento mostra que os biográficos, o histórico, as cartas e o profético demonstram como Cristo viveu, morreu e ressuscitou, assim como a igreja primitiva seguiu no Caminho, como instruiu no Caminho e como será a consumação de todas as coisas sob a liderança de Jesus Cristo.

É importante na interpretação da Bíblia a compreensão que há abundância de linguagens na narrativa, sendo as principais linguagens presentes: o tipo, os símbolos, as metáforas e as parábolas.

No que corresponde ao sentido do texto é importante registrar que:

A mensagem da Bíblia encerra dois grandes sentidos.

1. O literal. É o sentido natural das palavras como em Atos caps. 27 e 28. A acidentada viagem de Paulo a Roma.

2. O figurado. A Bíblia é rica em linguagens figurada. O sentido figurado é expresso através de várias categorias de figuras de linguagens. As principais são os tipos, os símbolos, as metáforas e parábolas (SILVA, 1999, p. 58).

Entretanto, um cuidado é necessário e essencial para a igreja nos dias hodiernos, usar o texto Sagrado para justificar correntes ideológicas, pois é o texto Sagrado que define o que é certo e o que é errado e não a corrente filosófica e o comportamento dos indivíduos que deverão conduzir se a Escritura é coerente ou não as suas práticas e ideologias.

Referência:

BAPTISTA, Douglas. A Supremacia das Escrituras: a inspirada, inerrante e infalível Palavra de Deus. Rio de Janeiro: CPAD, 2021.

SILVA, Antônio Gilberto da. Manual da Escola Bíblica. Rio de Janeiro: CPAD, 1999.

terça-feira, 25 de janeiro de 2022

A purificação do Templo

 A purificação do Templo

E achou no templo os que vendiam bois, e ovelhas, e pombos, e os cambiadores assentados. E tendo feito um azorrague de cordéis, lançou todos fora do templo, também os bois e ovelhas; e espalhou o dinheiro dos cambiadores, e derribou as mesas; E disse aos que vendiam pombos: Tirai daqui estes, e não façais da casa de meu Pai casa de venda. E os seus discípulos lembraram-se do que está escrito: O zelo da tua casa me devorou (Jo 2.14-17).

O presente texto tem como objetivo responder a seguinte pergunta: Gostaria de tirar uma dúvida no capítulo 2.13-16, quer dizer que não podemos vender coisas na igreja? Tipo: feijoada, bazar...

Para responder a pergunta acima, duas outras deverão ser utilizadas no momento em que lemos o texto. Primeira, o que o texto quis dizer no período em que foi escrito? E, segunda, o que texto quer dizer nos dias atuais?

A primeira permite o desenvolvimento prático da exegese, enquanto a segunda outorga a aplicabilidade, tendo como objetivo que o cristão viva em conformidade com a vontade do Senhor.

Portanto, no que tange a compreensão do texto para o período em que foi escrito é necessário entender o seguinte ponto essencial:

E achou no templo os que vendiam e os cambiadores.

Deus não é contra o comércio, todo judeu é exímio empreendedor, porém o local e como o comércio estava sendo desenvolvido não eram conforme a vontade de Deus. Sobre o local compreende que o Templo é local de adoração e não de negociação de produtos e de ofertas. Ofertas, por quê? Por ser empreendedor os judeus começaram a negociar os animais que eram oferecidos em sacrifício no templo, assim o judeu no ato de deslocar para Jerusalém para a prática da adoração não precisaria sair de sua casa com a oferta, compraria no próprio Templo, o que inicialmente parecia ser benéfico, mas por outro lado a venda era uma extorsão desenvolvida pelos comerciantes sob a proteção dos sacerdotes.

[...] Um estudo fascinante das circunstâncias econômicas do povo da Jerusalém do século I observa que os preços das frutas eram entre três a seis vezes mais caros na cidade do que no campo! Mas isto não se pode comparar com os preços inflacionados exigidos em Jerusalém pelos pombos para sacrifício, que eram aproximadamente cem vezes mais do que se cobrava nas áreas rurais! A casa de Deus não havia somente sido convertida em um mercado por aqueles comerciantes que compravam e vendiam ali sob a proteção dos príncipes dos sacerdotes. Ela havia se transformado num mercado, onde os pobres, para quem a lei de Deus fazia a provisão necessária, tornavam-se vítimas de extorsão (RICHARDS, 2008, p. 201).

Os que vendiam e os cambiadores estavam no lugar certo, o Templo, porém fazendo a coisa errada, cuidando de seus próprios interesses materiais. Cuidado este fora do padrão, pois os lucros eram absurdos. Sendo que a resposta de Jesus em dizer que a casa de meu Pai é casa de oração, indica que os que vendiam e os cambiadores estavam transformando a casa do Senhor em um comércio.

Já no que tange a aplicabilidade é válido dizer que na casa do Senhor não poderá ter um olhar direto para a comercialização em que interesses pessoais sejam supridos.

Mas, enquanto a venda como hoje é desenvolvida para auxílio a projetos evangelísticos ou a departamentos não há uma associação direta com a motivação em que teve Jesus de expulsar os comerciantes do Templo, porém alguns cuidados devem ser observados e praticados, que são:

A venda de produtos no interior da igreja não é permitido por algumas denominações (o que no meu ver dentro da igreja é inaceitável qualquer comercialização mesmo que seja para a própria obra, na parte externa tranquilamente).

Venda com objetivo obter lucros absurdos e ainda utiliza a seguinte frase para justificar: é para ajudar a obra de Deus.

Venda no momento posterior ao culto, pois cantina aberta no momento do culto é o escape justificável daqueles que gostam de saírem, principalmente no momento da mensagem.

Por fim, todo cristão tem que saber que a primeira fonte para que projetos evangelísticos e as festividades dos departamentos ocorram com os recursos necessários, os dízimos e as ofertas não devem ser sonegados.

Referência:

RICHARDS, Lawrence O. Comentário Histórico-cultural do Novo Testamento. Rio de Janeiro: CPAD, 2008.

sexta-feira, 21 de janeiro de 2022

Subsídio para aula da Escola Bíblica Dominical – Lições Bíblicas Jovens – VOCÊ PRECISA NASCER DE NOVO

 VOCÊ PRECISA NASCER DE NOVO

Conforme a Síntese:

A mensagem de Jesus é bem clara: não basta ser religioso.

Com base na descrição acima da verdade prática, conclui-se que:

ü    É necessário nascer de novo, isto é, nascer da água e do Espírito.

A presente lição tem como objetivos:

Apresentar a clareza da mensagem de Jesus na pregação a Nicodemos;

Saber que Nicodemos foi de fariseu a discípulo;

E, Explicar a respeito do milagre do Novo Nascimento.

I – UMA MENSAGEM CLARA

Ser religioso é ser praticante da fé sem vivenciar a essência da fé. É apresentar o exterior em conformidade com as regras do viver mediante a prática externa e não o ser de fato na essência espiritual. Os fariseus nos tempos de Jesus são para os dias de hoje exemplos claros de pessoas que se apresentam pela religiosidade e não pela essência da fé em Deus.

Portanto, a verdade que os cristãos na atualidade devem compreender é que a religiosidade não salva. A salvação é unicamente na pessoa de Jesus Cristo (At 4.12).

Nicodemos chama Jesus de mestre, descrição frasal que demonstra que Jesus era conhecido pelo clero religioso do período. Há um ponto na história do encontro entre Nicodemos e Jesus que merece atenção. Nicodemos procurou a Jesus a noite, fato que pode ser explicado não por ter Nicodemos vergonha de encontrar com Jesus, mas ao fato de ser Nicodemos um homem compromissado com a prática de sua fé, que requeria de Nicodemos inúmeros encontros no período diurno, sobrando assim o período noturno para apreender com e de Jesus.

II – DE FARISEU A DISCÍPULO

Conforme o evangelista João entende-se que Nicodemos era um fariseu, príncipe ou líder do povo e membro do sinédrio (Jo 3.1; 7.50). O nome Nicodemos significa conquistador do povo.

Os fariseus formavam um partido religioso puritano, que tinham como objetivo a observância da Lei de Moisés.

Eram conhecidos por acreditarem na existência dos anjos, dos demônios e da vida após a morte. Em número de pessoas era considerado um grupo pequeno, porém possuía grande influência na vida social e tinham como componentes a maioria dos escribas. Os dois pesos a este grupo na narrativa do Novo Testamento passam a ser a falta de amor e o orgulho.

Porém, contrário ao foco que se firmou em torno dos fariseus Nicodemos se destacou na convicção em que o Senhor Jesus por realizar milagres deveria ser compreendido e escutado. E no que concerne ao amor o Senhor Jesus no capítulo três do Evangelho de João cita o centro da narrativa Bíblica: porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho Unigênito (Jo 3.16).

Nicodemos foi atraído pelos milagres operados por Jesus, fato que corrobora a narrativa de Deuteronômio 18.19, Se alguém não ouvir as minhas palavras, que o profeta falará em meu nome, eu mesmo lhe pedirei contas, texto que alguns judeus comentam que se algum profeta que não recebeu credenciais de alguma escola judaica, mas que deu sinal por meio de milagres, este deve ser escutado.

III – O MILAGRE DO NOVO TESTAMENTO

O novo nascimento é definido pela palavra regeneração, que significa gerar novamente. Termo grego para regeneração é παλιγγενεσία e significa novo nascimento, regeneração, reprodução, sendo que no sentido moral corresponde com mudança pela graça, sendo a mudança da natureza carnal para uma nova vida, ou mudança de uma vida pecaminosa para uma vida santificada.

Subentende ainda que regeneração pode ser definida pelas seguintes palavras: retorno, renovação, restauração e restituição.

O novo nascimento não corresponde com a reencarnação, nascer em um novo corpo e em uma nova vida, mas corresponde em mudança de vida e de atitudes por passar a ser morada do Espírito Santo. É nascer da água e do Espírito, verdade que corresponde com o arrepender de todos os pecados, e ser submisso e guiado pelo Espírito Santo.

Por fim, o novo nascimento pode ser definido por regeneração, transformação de vida pelo poder atuante do Espírito Santo na vida do pecador (Tt 3.5). (SOARES, 2017, p. 97).

REFERÊNCIA

SOARES, Esequias. A Razão da nossa fé: assim cremos, assim vivemos. 1. ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2017.