Deus é Fiel

Deus é Fiel

sábado, 12 de janeiro de 2013

Subsídio da lição – A longa seca sobre Israel.


A palavra-chave para a 3ª lição deste 1º trimestre é “SECA”. A palavra-chave Seca corresponde a um tempo seco, falta ou ausência de chuva.
A verdade prática desta lição apresenta os objetivos que motivou a seca sobre Israel no período em estudo: disciplinar e demonstrar a soberania divina sobre os homens.
A ausência de chuva não foi um fenômeno climático, notificando que fenômeno climático é imprevisível, mas foi um fenômeno profético, pois Deus atendeu a oração de Elias e por três anos e seis meses não choveu sobre a terra (Tg 5.17).
Deus controla a história assim também como Deus controla os fenômenos naturais e só voltou a chover após a oração de Elias.
I – O PORQUÊ DA SECA.
1. Disciplinar a nação.
2. Revelar a divindade verdadeira.
Comentário: Logo surge a seguinte interrogação; por que a nação necessitava de disciplina? Como resposta, teremos a ausência da fidelidade a Deus e a apostasia espiritual. Disciplina trata se de correção explicativa, ou seja, maneira pela qual chegamos ao conhecimento de algo ou de um fato.
Portanto, a idolatria tinha proporcionado à divisão do coração do povo israelita. O povo não voltava mais para Deus estavam presos em seus cultos pagãos. Baal era a divindade da vez. Para os povos que cultuavam a Baal o tinha como o deus do trovão, do raio e da fertilidade.
Os israelitas se entregaram a liturgia pagã. Passaram a cultuar ao deus da fertilidade e para ter fertilidade deveria haver chuva e ninguém melhor para proporcionar chuva ao povo do que Baal. Portanto, Baal não passava de uma farsa religiosa. Por isso, Deus guia o profeta Elias a revelar por meio de uma disputa quem de fato era o verdadeiro Deus.
II – OS EFEITOS DA SECA.
1. Escassez e fome.
2. Endurecimento ou arrependimento.
Comentário: Os efeitos da seca são crescentes:
1º escassez.
2º fome.
3º crise geral.
4º morte.
Portanto, o profeta Elias demonstrou que o único Deus que prover e supri a necessidade do ser humano é o Deus de Abraão.
Entretanto, os efeitos da seca no contexto espiritual na época de Elias foram:
1º endurecimento: Acabe com Jezabel endureceram ainda mais à mensagem do Senhor. O rei Acabe chegou a confrontar o profeta Elias.
2º arrependimento: após Deus revelar que Ele de fato era Senhor o povo caiu sobre os seus rostos e disse: Só o Senhor é Deus! (1 Re 18.39).
III – A PROVISÃO DIVINA NA SECA.
1. Provisão pessoal.
2. Provisão coletiva.
Comentário: Deus tem cuidado dos seus servos e por termos a garantia da segurança provinda de Deus devemos socorrer aos necessitados.
Os decretos de Deus são:
 
Ø  Criação; decreto de Deus que deu origem a todas as coisas.
 
Ø   Providência; é a ação de Deus em governar o planeta terra suprindo a necessidade de todos, principalmente dos que são fiéis a Ele.
 
Ø  Redenção; após o pecado a humanidade tornou se necessitada do socorro Divino no que corresponde a redenção.

Ø  Consumação; decreto que trata da vitória final de Deus em todas as suas obras.

O tópico trata se da ação de Deus em prover o necessário para os que a Ele são fiéis. Um dos motivos que Deus tem nos abençoado é para que nós venhamos a socorrer aos que são desprovidos de recursos básicos, como exemplo é notório a atividade exercida por Obadias que sustentou com pão e água os profetas de Deus.

IV- AS LIÇÕES DEIXADAS PELA SECA.

1. A majestade divina.

2. O pecado tem o seu custo.

Comentário: A seca deixou como lição para os israelitas que Deus é majestoso. A majestade de Deus é notória em seus atributos. Onipotência, Deus é poderosos; Onipresença, Deus presente estar em todos os lugares e Onisciência, Deus sabe de todas as coisas.

A outra lição deixada pela seca é que o pecado tem o seu preço.  O pecado antes de ser consumado demonstra ser prazeroso e sem consequências, porém quando consumado o pecado revela o seu alto preço que de fato é catastrófico. O pecado pode ser atraente e desejável, mas tem efeitos catastróficos.

Como conclusão fica aqui registrado as últimas linhas da conclusão da revista: “até mesmo em uma escassez violenta a graça de Deus revela-se de forma maravilhosa”.

quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

Subsídio da lição – Elias, o tisbita.

A palavra-chave para a 2ª lição deste 1º trimestre é “Vocação”. A palavra-chave Vocação trata-se da escolha, chamado e também da de disposição.
Elias não é conhecido por seu passado anterior ao chamado ministerial e nem também é conhecido por sua família. De fato há um silêncio bíblico no que corresponde à família e o passado do profeta, mas no decorrer de sua trajetória Elias torna-se um arauto nas mãos de Deus.
I – A IDENTIDADE DE ELIAS.
1. Sua terra e sua gente.
2. Sua fé e seu Deus.
Comentário: Nos dias atuais há grande número de pessoas que migram de denominação para tornarem notórios, ou seja, conhecidos. Porém, com o profeta Elias aconteceu diferentemente a região em que ele nasceu e cresceu tornou-se conhecida por causa dele e não ele por causa do local em que nasceu. Tisbe, lugarejo situado na região de Gileade.
A fé de Elias é notória quando o mesmo coclama os profetas de Baal para um duelo que tinha como finalidade provar quem era de fato o verdadeiro Senhor, o Deus de Abraão ou Baal e, também no episódio da chuva.
O próprio nome Elias já indica que Deus é Deus e era neste Deus verdadeiro e justo que Elias confiava.
II – O MINISTÉRIO PROFÉTICO DE ELIAS.
1. Sua vocação.
2. A natureza do seu ministério.
Comentário: Cada ser humano tem uma chamada especifica. Elias abrange esta verdade. No contexto bíblico muitos homens foram chamados para desenvolverem algo para Deus. Tal atividade nós chamamos de missão nobre. Para o seu período e posterior a ele Elias se notificou por sua dedicação leal a Deus.
O ministério de Elias era de natureza divina, pois na descrição bíblica perceberemos a autoridade espiritual que tinha o profeta Elias. Para ser detentor de tal autoridade espiritual, logo o profeta não agia de si mesmo, mas sim com inspiração do Todo Poderoso.
III – ELIAS E A MONARQUIA.
1. Buscando a justiça.
2. A restauração do culto.
Comentário: o profetísmo é um grande movimento entre o século nove e quatro a.C., onde que é considerado como um dos pontos mais característico da religião bíblica. Elias faz parte da primeira repartição da divisão do profetísmo a dos profetas anteriores. Período em que a profecia tinha como ênfase olhar para trás, ou seja, para o que tinha passado.
Acabe foi confrontado duramente por Elias em seu ministério, porém isto ocorreu por causa da maneira injusta de Acabe agir.
Elias tinha como missão restaurar o altar de Deus em Israel. Porém, notemos que as dez tribos se afastaram de Deus por serem movidas por seus líderes. Os lideres temeram a perca da unidade das tribos e da submissão das mesmas para com o reino do norte que construíram altares a outras divindades e também expulsaram os sacerdotes de Deus de entre as suas tribos.
IV – ELIAS E A LITERATURA BÍBLICA.
1. No Antigo Testamento.
2. No Novo Testamento.
Comentário: No Antigo Testamento o ministério de Elias é notável por duas causas: primeira, Elais abriu o caminho para outros profetas e segunda, o ministério de Elias era escatológica.
Com Elias inicia se de fato a tradição profética.
Nos dias de Jesus o profeta Elias era de fato um dos profetas com maior popularidade no meio dos israelitas. Sendo assim Jesus enfatizou a conduta e dedicação de Elias em suas citações. Portanto, o profeta Elias é citado e respeitado na narrativa do Novo Testamento.
A mensagem de Elias tinha como propósito o arrependimento dos israelitas.

terça-feira, 25 de dezembro de 2012

Subsídio da lição – Malaquias – A sacralidade da família.


A palavra-chave para a 13ª lição deste 4º trimestre é “Família”. A palavra-chave Família trata-se das pessoas aparentadas, que vivem, em geral, na mesma casa, particularmente o pai, a mãe e os filhos.
 Porém, além de conceitos diferentes outorgados pelas ciências, a família não é composta de um único tipo, mas de no mínimo dos seguintes tipos.
·      Família Nuclear – também conhecida como família elementar é a configuração constituída pelo pai, mãe e filhos.

·  Família Extensiva – trata-se da família abrangente a nuclear que amplia a sua constituição com a presença de sogro, sogra, avôs, tios, primos...

· Família Abrangente – trata - se da família que inclui membros por afinidade, ou seja, por laços afetivos.

· Família Monoparental – trata-se, da família que os irmãos possuem uma mesma mãe e não um mesmo pai. Ou seja, mesma mãe e pai diferente ou mesmo pai e mãe diferente.

· Família Recomposta – trata-se do desfeito do núcleo marital, ou seja, separação do casal ou a morte de um dos membros deste núcleo e o outro se casa com outra pessoa.

· Família Adotiva – trata-se, da adoção. Quando uma criança é adota a mesma passa a ter um lar, uma família.
Os dois pontos fortes da mensagem de Malaquais são: o relacionamento do povo com Deus e com a família.
I – O LIVRO DE MALAQUIAS.
1. Contexto histórico.
2. Vida pessoal de Malaquias.
3. Estrutura e mensagem.
Comentário: Não há relatos que identifique o tempo e a família de Malaquias, porém por narrar que em seu período existia indiferença religiosa quanto aos temas: relacionamento familiar e o dizimo percebe-se que o período em que viveu o profeta foi o período em que Neemias ausentou se de Jerusalém.
O nome Malaquias tem como significado “meu mensageiro”, e as mensagens contidas no livro do profeta Malaquias foram pregadas várias décadas após os profetas Ageu e Zacarias e antes de Esdras e Neemias. Tal citação torna-se verdadeira por dois motivos: primeiro, o templo já tinha sido reconstruído e segundo o pessimismo e o ceticismo combatidos por Esdras e Neemias ainda imperavam sobre os judeus.
II – O JUGO DESIGUAL
1. A paternidade de Deus.
2. A deslealdade.
3. O casamento misto.
Comentário: A bíblia outorga à paternidade de Deus a seguinte divisão no que corresponde aos filhos do Senhor.
Filho por formação: Adão.
Filhos por criação: os Anjos.
Filhos por eleição: Israel;
Filhos por adoção: a Igreja.
Os judeus foram desleais a Deus em não manter o concerto estabelecido no Sinai, que proíbe a união matrimonial com cônjuges estrangeiros. E por consequência o relacionamento misto tornou se uma abominação ao Senhor.
III – DEUS ODEIA O DIVÓRCIO
1. O relacionamento conjugal.
2. O compromisso do casamento.
3. A vontade de Deus.
Comentário: Para este último tópico deixo como conselho aos professores a utilização das seguintes perguntas, cada uma relacionado ao subtópico.
Quais são os efeitos do divórcio?
Por que os compromissos afirmados sobre o altar são facilmente desfeitos?
Por que a poligamia e o divórcio são obstáculos aos propósitos de Deus para a família?

terça-feira, 18 de dezembro de 2012

Subsídio da lição – Zacarias – O reinado messiânico.


A palavra-chave para a 12ª lição deste 4º trimestre é “Messias”. A palavra-chave Messias trata-se da pessoa na qual se concretizavam as aspirações de salvação ou redenção.
É de suma importância saber quem é de fato Jesus para nós, pois a verdade prática declara que Jesus é o Salvador do mundo e Rei do Universo.
Notemos que se fossemos escrever a história bíblica teríamos como tema: Deus e o seu povo. Na narrativa desta história teríamos a seguinte divisão:
Introdução: que é caracterizada pelas promessas feitas por Deus, principalmente a Abraão.
Capítulo 01 – Formação: o êxodo caracteriza este capítulo que chamamos de formação.
Capítulo 02 – Reformação: o exílio não representou o fim para os israelitas, mas de fato foi um novo começo, portanto exílio é a palavra que nos faz entender o segundo capítulo da história; Deus e o seu povo.
Capítulo 03 – Transformação: mesmo no exílio o povo não retornou plenamente para Deus daí vem o terceiro capítulo desta história que é a transformação que só é possível graças à obra redentora de Jesus Cristo na cruz.
Conclusão: se a introdução trata-se das promessas à conclusão corresponde à consumação com a vinda de Jesus.
E é de fato o profeta Zacarias que focaliza a primeira e a segunda vinda de Jesus Cristo como cumprimento da esperança judaica.
I – O LIVRO DE ZACARIAS.
1. Contexto histórico.
2. Vida pessoal.
3. Estrutura e mensagem.
4. Unidade literária.
Comentário: de fato Zacarias é profeta do período pós-exílio o que corresponde a ter como temática ministerial a valorização que deveria ter os judeus para com o templo. Zacarias foi contemporâneo de Ageu e juntos foram motivadores para a reconstrução do templo.
Provavelmente o profeta Zacarias foi criado por seu avô, pois o seu pai teria morrido ainda quando ele era uma criança. Tinha como ofício além de profeta o de sacerdote. Como sacerdote Zacarias tinha a missão de levar as necessidades do povo a Deus e como profeta Zacarias trazia ao povo a palavra de Deus.
Sobre o livro:
Esboço do livro de Zacarias
Primeira parte
Palavras proféticas e a reedificação do templo
Capítulos 1 ao 8.
Segunda parte
A palavra profética a respeito de Israel e do Messias
Capítulos 9 ao14.
Tema do livro
O Messias de Israel

II – PROMESSA DE RESTAURAÇÃO.
1. Sião.
2. Zelo do Senhor.
3. Restauração de Jerusalém.
Comentário: a palavra Jerusalém, tem por significado, habitação de paz. A cidade de Jerusalém também é conhecida como: Jebus (Jz 19.10), Sião (Sl 87.2), Ariel (Is 29.1), Cidade de Justiça (Is 1.26), Santa Cidade (Is 48.2), a cidade do grande Rei (Mt 5.35), a cidade de Davi (2 Sm 5.7).
O zelo do Senhor para Sião se concretizará na vinda do mesmo para habitar nesta cidade formosa. Por isso, notemos que Zacarias desenvolve bem a respeito da vindo do Messias e a caracteriza de maneira primordial as duas vindas de Cristo.

A vinda de Cristo
Primeira Vinda
Veio e se entregou na cruz por nós
Segunda Vinda
Primeira fase
Arrebatamento da Igreja.
Segunda fase
Instaurar o reino milenar.

III – O REINO MESSIANICO.
1. A pergunta pela paz.
2. A paz universal.
3. A orla da veste de um judeu.
Comentário: o milênio será instaurado na terra pelo Senhor Jesus logo após o arrebatamento e o término da grande tribulação. No milênio haverá de fato paz literal, pois Cristo revelará ao mundo que nesta terra de fato é possível existir paz.
Portanto, na porção final do livro do profeta Zacarias a esperança na vinda de um enviado especial de Deus é novamente mencionada. Zacarias lança da parte de Deus a promessa de que um dia Deus intervirá na história mundial por meio de seu enviado especial, o Messias, e a este caberá a missão de conduzir todos os povos em adoração ao Deus vivo e verdadeiro.

sábado, 15 de dezembro de 2012

Os três gemidos


Texto: Porque sabemos que toda a criação geme e está juntamente com dores de parto até agora. E não só ela, mas nós mesmos, que temos as primícias do Espírito, também gememos em nós mesmos, esperando a adoção, a saber, a redenção do nosso corpo. Porque, em esperança, somos salvos. Ora, a esperança que se vê não é esperança; porque o que alguém vê, como o esperará? Mas, se esperamos o que não vemos com paciência o esperamos. E da mesma maneira também o Espírito ajuda as nossas fraquezas; porque não sabemos o que havemos de pedir como convém, mas o mesmo Espírito intercede por nós com gemido inexprimíveis. E aquele que examina os corações sabe qual é a intenção do Espírito; e é ele que segundo Deus intercede pelos santos. Rm 8.22-26.
A palavra gemido do grego, stenazó, significa sentimento de pesar interior, exprime dor moral e física. É de fato suspirar, causar dor, afligir, entristecer, prantear e padecer.
Até o próprio Deus se condói do gemido dos necessitados (Sl 12.5) e levanta do seu trono e põe a salvo aqueles que nEle confiam.
Portanto, Paulo ao escrever a carta à igreja em Roma transmite no capítulo oito os três gemidos: o gemido da natureza, o gemido da igreja e o gemido do Espírito Santo.
I – Carta aos Romanos.
1. Autor. O apóstolo dos gentios era possuidor de dois nomes, Saulo, que significado o desejado ou escolhido, e Paulo, que significa pequeno. O apóstolo Paulo escreveu 13 epístolas que são fundamentais para a compreensão da fé cristã. Dentre tantas virtudes do apóstolo notamos que ele era uma pessoa decidida, e também um detentor de conceitos firmes e de muita atitude. Na última epístola escrita por Paulo o mesmo o define como: soldado, atleta e mordomo “combati o bom combate, acabei a carreira, guardei a fé” 2 Tm 4.7. Como soldado o apóstolo enfrentou hostilidades espirituais utilizando a capacidade de um atleta e sendo sábio e prestativo como um mordomo.
As cartas de Paulo poderão ser divididas em:
a) Quando o fim é a principal preocupação. As cartas sobre esta temática são: 1 e 2 Tessalonicenses.
b) Quando a igreja é a principal preocupação. As cartas são: 1 e 2 Coríntios.
c) Quando o evangelho é a principal preocupação.  As cartas são: Gálatas e Romanos.
d) Quando a prisão é uma realidade. As cartas são: Filipenses,Colossenses, Filemom e Efésios.
e) Quando a morte se aproxima. As cartas são: 1 e 2 Timóteo e Tito.
2. Propósito. Porque não me envergonho do evangelho de Cristo, pois é o poder de Deus para salvação de todo aquele que crê, primeiro do judeu e também do grego. Porque nele se descobre a justiça de Deus de fé em fé, como está escrito: Mas o justo viverá da fé (Rm 1.16,17), aqui está o propósito da epístola aos Romanos. Além do propósito da epístola também notamos a entrega do apóstolo Paulo à propagação do evangelho. Pois, no evangelho há poder.
3. Lições do capítulo oito. Há lições importantes do capítulo oito da carta aos romanos que são fundamentais para os cristãos de todas as épocas.
Nenhuma condenação há para os que estão em Cristo (v.1), está é a primeira lição encontrada no capítulo que indica a qualidade de libertação que temos em Jesus pela sua obra. E a obra de Jesus torna-se notória na sua vida, morte e ressurreição.
Deus conosco não teremos inimigos à altura (v.31) a grande questão do versículo não é quem será contra nós, mas se Deus é por nós.
Em Cristo somos mais do que vencedores (v. 37), a nossa vitória está garantida pela obra que Cristo Jesus consumou por nós.
II – O gemido da natureza.
1. É motivado pelo pecado. Pelo pecado de um só homem todos tornaram pecadores (Rm 5.12), sendo assim, Deus enviou o seu filho unigênito para morrer em nosso lugar e nos livrar de toda condenação provinda do pecado. O pecado é toda transgressão contra a lei de Deus. O pecado tem como salário a morte (Rm 6.23) e dentre todas as consequências do pecado a que mais transmite dor, sofrimento e gemido é a morte, pois a morte física é a separação do corpo para com o espírito.
2. É o gemido que exprime aflição. O primeiro gemido é da natureza que abrange os seres inanimados e animados. As catástrofes físicas são de fato o gemido da natureza, não porque há vida na terra (terra planeta, como chama alguns de mãe terra), mas trata-se do cumprimento profético. A pobreza que tanto mata no dia a dia é também um dos causadores do gemido da natureza animada, em seis segundos morrem uma criança de fome ou doença relacionada à mesma, dados de 2010. Tal exemplo somará vários gemidos: gemido do que sofre a fome, gemido dos que perdem o filho, gemido pela incapacidade de resolver os problemas sociais.
Portanto, o gemido da natureza indica que o pecado deturpou a criação.
III – O gemido da igreja.
1. É motivado pelo anelo de gozar a eternidade ao lado do Senhor. Estamos aqui, mas não somos daqui. A nossa morada está nos céus de onde esperamos o nosso Salvador (Fp 3.20), e na casa do Pai há muitas moradas (Jo 14.2).
2. É o gemido profético. O gemido da igreja é profético, pois mostra o futuro. Trata-se do gemido da adoção concretiza e também da glória do porvir, pois ainda não é manifestado o que havemos de ser, mas sabemos que, quando ele se manifestar, seremos semelhantes a ele; porque assim como é o veremos (1 Jo 3.2).
3. Gemido que revela duas virtudes do cristão: paciência e esperança. Dentre tantas virtudes do cristão no texto encontraremos duas que de fato caracterizam muito bem o autêntico cristão: paciência e esperança. Tornamos pacientes mediante as tribulações e assim sendo tornamos experientes e esperançosos (Rm 5.3-5).
IV - Gemido do Espírito Santo.
1. Revela que não estamos sozinhos. Aos discípulos Jesus disse que não os deixaria órfãos (Jo 14.18), mas enviaria o consolador (Jo 14. 16-17). A missão do Espírito Santo é tríplice: convencer o homem do pecado, do juízo e da justiça (Jo 16.7), guiar os crentes (Jo 16. 13) e glorificar a Jesus (Jo 16. 14).
2. Ensina que há poder na oração. No dia 6 de agosto de 1945, último ano da 2ª Guerra Mundial os Estados Unidos lançou às 8 horas e 15 minutos na cidade Hiroshima uma bomba atômica que matou de imediato 50 mil pessoas e feriu mais 80 mil pessoas somando no contexto geral 130 mil pessoas morreram no lançamento da pomba atômica em Hiroshima, enquanto que, Deus ouviu a oração de Ezequias e enviou um anjo e matou 185 mil pessoas, portanto, o poder da oração de Ezequias foi quase duas vezes mais explosivo do que a bomba atômica. Você não está sozinho o Espírito Santo é com você e o gemido do Espírito Santo é forte para destruir exércitos, quão mais poderoso será para fazer com que você continue sendo mais do que vencedor.

terça-feira, 11 de dezembro de 2012

Avivamento é renovação

Texto: E puseram a arca de Deus em um carro novo e a levaram da casa de Abinadabe, que está em Geba; e Uzá e Aiô, filhos de Abinadabe, guiavam o carro novo...E, chegando à eira de Nacom, estendeu Uzá a mão à arca de Deus e segurou-a, porque os bois a deixavam pender. Então, a ira do Senhor se acendeu contra Uzá, e Deus o feriu ali por esta imprudência; e morreu ali junto à arca de Deus...E temeu Davi ao Senhor naquele dia e disse: Como virá a mim a arca do Senhor?...E sucedeu que, quando os que levavam a arca do Senhor tinham dado seis passos, sacrificava ele bois e carneiros cevados. 2 Sm 6.3,6,7,9,13.
A palavra avivamento significa acordar e viver. A igreja de Coríntios estava passando por crise espiritual. A igreja valorizava os dons espirituais mais do que manter uma vida de comunhão com o Senhor. Havia pecado no seio da igreja, havia desordem nas reuniões e faltava atitude cristã e comunhão para com Deus. Portanto, havia a necessidade de renovar espiritualmente.
A igreja dos dias hodiernos muitas das vezes preocupa em inovar para conquistar. Quando nos preocupamos em inovar para agradar ao ser humano perderemos o foco maior da nossa existência, que é o de servir ao Senhor.
Muitas igrejas ao inovarem retiraram a palavra dos púlpitos e igualaram os templos ao comercio e palmilharam pelo sincretismo religioso.
I – Davi entre o inovar e o renovar.
A arca era de fato o símbolo da presença de Deus. E aos levitas foi confiado e outorgado a missão de guardar e conduzir a arca (Dt 31.9), que também é chamada de a Arca da Aliança ou a Arca do Testemunho.
Quando Deus está presente haverá; prosperidade, cura e libertação. Sendo a arca o símbolo da presença do Senhor proporcionou à casa de Obede- Edon bênçãos inefáveis (2 Sm 6.11).
1. Davi e a inovação. Pela instrução Divina a Moisés, caberia aos levitas à missão de guardar e conduzir a arca do Senhor. Esta de fato era a liturgia cerimonial do conduzir a arca. Porém, Davi como rei de Israel gozando do status adquirido proporcionou mudança no conduzir a arca. Olhando de maneira simplista o conduzir a arca por meio de carro e bois (2 Sm 6.3,6) não afetaria em nada, mas é de fato o nada que provoca catástrofes sociais, naturais, econômicas e até mesmo, espirituais. Ao inovar a liturgia consagrada pelo e ao Senhor os israelitas presentes que somavam trinta mil visualizaram a morte de Uzá (2 Sm 6.8).
2. Davi e a renovação. O incidente proporcionou na vida do monarca a renovação. Ser avivado é uma questão possível para aqueles que querem. No dia a dia muitas são as catástrofes que servem para despertar e renovar a vida daqueles que estão parados. Após o incidente Davi preocupado faz a seguinte interrogação: Como virá a mim a arca do Senho? (2 Sm 6.9) ao passar três meses e saber que a casa de Obede tinha sido abençoada Davi faz conforme o querer de Deus, “e sucedeu que, quando os que lavavam a arca do Senhor tinham dado seis passos, sacrificava ele bois e carneiros cevados (2 Sm 6.13).
Portanto, a cada um de nós cabe uma determinada função, lembrando que cada função deverá ser conduzida conforme o propósito de Deus. A função de Davi era proporcionar segurança aos levitas no momento em que eles conduzissem a arca e também servir ao Senhor com cântico. Porém, Davi fez o que não cabia a ele, inovar a liturgia consagrada por Deus.
Quando inovamos não mudamos um simples estilo de vida, mas alteramos uma prática consagrada a Deus.
II – Inovar e Renovar.
De fato as palavras são sinônimas, porém, o termo inovar corresponde a induzir novidades ou mudanças, enquanto a palavra renovar tem como significado fazer ou ficar outra vez como novo, substituir por mais novo.
Quando falamos de estratégias é necessário inovar as mesmas de acordo a cada necessidade, pois a inovação quando voltada a não alteração do padrão bíblico e com finalidade maior unir os crentes e evangelizar aos pecadores é de grande importância,
Todavia, é necessário irmos além. Devemos renovar nossas atitudes e aproximarmos mais e mais de Deus.
Quando desfrutamos de uma vida renovada teremos como atitude básica permanecer no que aprendemos. Cristo no seu ministério particular, ou seja, o ministério de Jesus com os seus discípulos, Ele nos outorga lições importantes sobre o permanecer.
O nome de Jesus no capítulo 15 do evangelho de João é a “Videira verdadeira” e o assunto do capítulo é: “Jesus e seus discípulos”. No versículo 16 Jesus assim expressou: não me escolhestes vós a mim, mas eu vos escolhi a vós, e vos nomeei, para que vades e deis fruto, e o vosso fruto permaneça, a fim de que tudo quanto em meu nome pedirdes ao Pai Ele vos conceda.
Por três vezes Jesus fala sobre permanecer com sentido diferente: permanecer no meu amor (v.9), tenho vos dito isto para que a minha alegria permaneça em vós (v.11) e o vosso fruto permaneça (v.16).
Portanto, a nossa atitude deverá ser; permanecer na Palavra (v.7) manter a alegria da salvação (Sl 51.12) e vivermos em união (Jo 17.20,21).