Deus é Fiel

Deus é Fiel

terça-feira, 3 de junho de 2014

Bíblia: manual divino para um lar abençoado


“O que acha uma mulher acha uma coisa boa e alcançou a benevolência do Senhor” (Pv 18.22).
A família nuclear é composta por três membros: pai, mãe e filho. O presente estudo tem como objetivo analisar a mulher como parte essencial do lar.
Salomão faz distinção entre a mulher sábia e a ímpia.  Sobre a sábia Salomão afirma que esta edifica a casa (Pv 14.1), enquanto, a tola (ímpia) destrói.
De forma sintética cinco mulheres que aparecem no Antigo Testamento, especialmente nos livros de Gênesis e de Êxodo, são fundamentais para a compreensão da importância da mesma no que compreende um lar abençoado.
Eva por ser tentada no jardim do Éden favorece a compreensão de que o paraíso terrestre não livra o ser humano da tentação. A esposa de Noé é um exemplo a ser notado, mesmo que esta seja anônima.  Léia e Raquel se dividem entre o mal me quer e bem me quer. E por fim, Joquebede a mãe de Moisés, figura importante pela dedicação de mãe e pelo exemplo de fé.
Eva: a prova que mesmo no paraíso a tentação é possível
Adão ao olhar para a sua mulher pôs lhe o nome de Eva, isto é, vida (Gn 3.20). Pois, Eva é a mãe de todos os seres humanos. Há registros de que Eva teve juntamente com seu esposo sessenta (60) filhos, trinta e três (33) homens e vinte e sete (27) mulheres.
1- As concupiscências.  Eva vivia no paraíso, porém tanto ela como o seu esposo não estavam livres da tentação. O evangelista João relata na primeira epístola sobre a concupiscência dos olhos, da carne e a soberba da vida (1 Jo 2.16). Eva foi tentada pelo o olhar, ação que a conduziu, ao desejo físico e se transformou na soberba da vida, ser igual a Deus.
2- O lar abençoado não estar livre da tentação. Por mais que a família seja feliz, unida e comunicativa, a tentação é um mal a ser vencido.
Adão e Eva sofreram no paraíso por não obedecerem a Deus. Para viver na plenitude de um lar feliz a dedicação torna-se um elemento fundamental, porém, dedicar-se e não vigiar é perder o que foi ganho; e destruir o que foi construído.
A esposa de Noé indica que o companheirismo motiva conquistas
1- Anônima de nome, mas conhecida pela obra. É fácil citar o nome da esposa de Adão, de Abraão, de Isaque, de Moisés, porém o nome da esposa de Noé não aparece na narrativa Sagrada. Mas, o não aparecer na narrativa Bíblica não omite o grau de importância da esposa de Noé para a sua família como para as gerações posteriores.
No desenrolar da vida de uma pessoa mesmo que o nome da mãe não seja notável ao ponto de ser reconhecido, isto não retira o valor da educação outorgado pela mãe ao filho. Ou seja, o anonimato do nome não retira o valor da obra executada.
Leia, mal me quer; Raquel bem me quer
1- Léia. O nome Léia do hebraico tem como significado vaca selvagem. Jacó não trabalhou sete anos para casar-se com Léia. O esforço de Jacó era para casar-se com Raquel. Portanto, Léia torna-se o exemplo comum do mal me quer, ou seja, o modelo típico de relacionamento que existe por cumprimento de acordos, mas não por amor.
O tipo de relacionamento que representa o modelo do mal me quer é desprovido do amor. Pois, é constituído pela propagação de mentiras e trapaças (Gn 29.25).
2- Raquel. O nome Raquel do hebraico significa ovelha. Por Raquel o patriarca trabalhou quatorze anos. Raquel é o modelo de mulher virtuosa, o tipo exclusivo que se define como: conselheira, amiga e companheira.
Joquebede modelo de fé e dedicação
1- A fé em esconder a criança (Hb 11. 23). Anrão e Joquebede não temeram o rei do Egito e por três meses esconderam Moisés da perseguição egípcia que era feita aos meninos judeus.
Proteção é a ação de Deus em guardar os teus filhos do mal. O mal corresponde a tudo aquilo que de alguma maneira tem como ostentação a destruição da tranquilidade outorgada por Deus aos teus filhos. Moisés era mais uma dádiva outorgada ao casal Anrão e Joquebede, pois no Antigo Testamento não ter filho era sinônimo de castigo para o casal. Por isso, que nos Salmos está escrito: “Bem aventurado aquele que teme ao Senhor e anda nos seus caminhos... A tua mulher será como a videira frutífera aos lados da tua casa; os teus filhos, como plantas de oliveira, à roda da tua mesa” (Sl 128.1,3).
Pelas ações, as cinco mulheres citadas, são exemplos para que os lares dos cristãos sejam abençoados. Com Eva a aprendizagem de que as tentações ocorrem no dia a dia, porém, cabe ao cristão vencê-la. Com a esposa de Noé torna-se notável o papel da mulher para que o lar seja virtuoso. Léia e Raquel indicam o valor das escolhas no dia a dia do relacionamento. E Joquebede a importância da glória de Deus para a formação da família.

 

domingo, 1 de junho de 2014

EBD - Subsídio da Lição: O Ministério de Mestre ou Doutor.


Os vocacionados por Deus para o ministério do ensino são por Ele chamados para edificar a Igreja de Cristo. Quão fortes são as palavras da verdade prática, pois valoriza o ministério do mestre. No Antigo Testamento os sábios também foram importantes para o fortalecimento da nação israelitas. A estrutura do Antigo Testamento divide em três partes: Lei, Profetas e Escritos. A Lei é a base; os Profetas chamam o povo de vota à Lei; e os Escritos são as respostas do povo à Lei.
O ministério de ensino requer dedicação, disciplina e esforço. Dedicação ao estudo sistemático das Escrituras Sagradas; disciplina no desenrolar a atividade ministerial; e, esforço intelectual no que corresponde à aprendizagem a todos os fatores que o rodeia, como exemplo: culturas, correntes teológicas e dentre outras as questões filosóficas.
I – JESUS, O MESTRE POR EXCELÊNCIA.
1- O mestre da Galileia.
2- O mestre divino.
3- O mestre da humildade.
Comentário:
Jesus usou como didática: o discurso, o método de perguntas e respostas, debates e parábolas. Mas, em todo tempo o ministério de ensino de Jesus foi firmado nas clarezas das palavras e no modelo exemplar de humildade.
Com o nascimento de Jesus, o Verbo revelava a si mesmo para a humanidade. Além de compreender Jesus como Deus, que se encontra no evangelho de João capítulo primeiro.
A vida de Jesus é entendida pelos seus ensinos e divide se em quatro etapas, que são:
1ª Etapa: Ensinando sobre o Reino; os ensinamentos sobre o Reino de Deus através de Jesus podem ser encontrados nas parábolas e nos sermões. (Mt 5 -7; Lc 8. 4-15).
2ª Etapa: Ensinando ou discipulando; Cristo preparou para si discípulos, que deu continuidade a sua obra. Quando Ele escolheu os discípulos, Ele queria ensiná-los para que eles continuassem a obra do Pai em proclamar a mensagem da salvação.
3ª Etapa: Ensinando para enviar; Jesus ensinou a seus discípulos para enviá-los, ou seja, o que Jesus ensinou requeria que fosse ensinado (Mt 28. 19-20; Mc 16.15).
4ª Etapa: Ensinando sobre escatologia; Jesus também falou sobre a doutrina das ultima coisas, (Mt 25).
II – O ENSINO DAS ESCRITURAS NA IGREJA DO PRIMEIRO SÉCULO.
1- Uma ordem de Jesus.                                                 
2- A doutrina dos apóstolos.
3- Ensinamento persistente.
Comentário:
O livro de Atos se resume em três partes básicas, sendo que cada uma delas possui uma abrangência histórica com fatos marcantes para a organização da Igreja.
1- Eventos Pré – Pentecostais
No capítulo um de Atos, notaremos o último discurso de Jesus para com os seus discípulos, a ascensão de Jesus e a escolha de Matias para compor o colégio apostólico, estes fatos marcam a primeira parte do livro de Atos.
2- Eventos Pentecostais
No capítulo dois de Atos, nota se a inauguração da igreja com a descida do Espírito Santo.
3- Eventos Missionários 
Período de proclamação do evangelho. A salvação era anunciada pela igreja. Neste período nomes importantes apareceram no cenário histórico da Igreja, por exemplo: Paulo e Barnabé.
Colunas da Igreja de Atos
E perseveravam na doutrina dos apóstolos, e na comunhão, e no partir do pão, e nas orações (At 2.42).
1- Doutrina dos apóstolos. Os apóstolos deram continuidade aos ensinamentos de Jesus, com isto a doutrina dos apóstolos trata se do que eles receberam do Senhor. Doutrina fala se de ensino transformativo.
2- Comunhão. O termo no seu original se define como participação e integração. A igreja primitiva vivenciava a necessidade de cada irmão, com isto participavam de suas dores e alegrias e se integravam no propósito de serem um como Jesus e o Pai.
3- No partir do pão. Indica que a igreja se alimentava em conjunto. Podendo descrever o suprir das necessidades de um para com os outros.
4- Nas Orações. Você está tendo dificuldade para orar? Você quando dobra os joelhos para um momento de oração percebe que não possui motivos para realizar um clamor? Lembre a oração é além de tudo um diálogo entre o cristão e Deus.
III – A IMPORTANCIA DO DOM MINISTERIAL DE MESTRE.
1- Uma necessidade urgente da igreja.                      
2- A responsabilidade de um discipulado contínuo.
3- Requisitos necessários ao mestre.
Comentário:
O preparo do mestre. O mestre no dia a dia do labor ministerial torna-se conhecedor de todas as áreas das ciências, sejam elas humanas ou exatas. Isto ocorre por necessidade em atender bem aos membros da igreja que, por conseguinte proporciona o suprimento de todas as necessidades da comunidade cristã.
a) Preparo intelectual. Para a preparação de um bom estudo bíblico no mínimo oito horas serão consumidas. Tais horas serão distribuídas em leituras, consultas e anotações. Para preparar um bom estudo o mestre deverá ter preparo intelectual (Jr 3.15).
b) Preparo espiritual. O mestre não poderá esquecer-se de sua aliança com Deus. Antes de exercer o ministério o mesmo deverá compreender que é servo de Deus e tem um céu de glória que o espera. O cuidado espiritual é visível na vida daqueles que tem comunhão com Deus. Pois, sem comunhão com Deus o ministério de ensino não será marcado pela operação divina. O preparo espiritual está associado à oração, a leitura da Bíblia, ao jejum, em suma, a uma vida de santidade diante de Deus (1 Ts 5.23).

terça-feira, 27 de maio de 2014

Bíblia: manual divino para o crescimento da Igreja local


“E perseverando unânimes todos os dias no templo e partindo o pão em casa, comiam juntos com alegria e singeleza de coração, louvando a Deus e caindo na graça de todo o povo, E todos os dias acrescentava o Senhor à igreja aqueles que se haviam de salvar” (At 2.46,47).
Os capítulos 12, 13 e 14 da primeira carta de Paulo à igreja de Coríntios apresentam três palavras chave para o crescimento da igreja.
Eclesiologia é a ciência bíblica que estuda a igreja quanto à origem e a missão. Tal estudo proporciona conhecer a igreja, enquanto, igreja local e igreja universal.
As palavras apresentadas pelo apóstolo Paulo são: poder, amor e ordem. Logo, a igreja que busca crescer em todos os aspectos possui como obrigação buscar o poder proveniente de Deus, amar a Deus acima de todas as coisas e o próximo como a si mesmo, e por fim, desenvolver toda atividade eclesiástica com ordem e decência.
Poder elemento indispensável para o crescimento da igreja
Porque não me envergonho do evangelho de Cristo, pois é o poder de Deus para salvação de todo aquele que crê, primeiro do judeu e também do grego (Rm 1.16).
1- Conceito de poder. A palavra poder do grego significa energia. E no Novo Testamento em nenhuma vez a palavra poder faz referência ao poder humano. Mas, ao contrário corresponde com o poder eficaz de ressuscitar os mortos, ao poder eficaz no desenvolver o ministério, ao poder eficaz dentro da igreja, e também ao poder eficaz ao derrotar a ação do pecado. A igreja que possui o poder de Deus é viva. E é palco dos milagres. Pois milagres é promessa de Deus.
2- Dons espirituais. Os dons espirituais estão divididos em três grupos.
2.1- Dons de Revelação. Os dons de revelação são divididos em três: palavra da sabedoria, palavra da ciência e discernimento de espíritos. Os dons de revelação manifestam o saber de Deus. Estes dons são outorgados para que haja aconselhamento e orientação à igreja do Senhor. Logo, os dons de revelação demonstram o agir provedor de Deus para com a igreja.
2.2- Dons de Poder. E os três tipos de dons que compõe esta classificação são: dom de fé, dons de curar e dom de operação de maravilhas. Estes dons estão à disposição da igreja e para recebê-los é necessário que haja a busca do cristão em oração.
2.3- Dons de Elocução. Os dons de elocução correspondem com os tipos de dons em que Deus exprime sua vontade. Elocução significa dicção, locução ou expressão. Nesta classificação encontram-se os dons de profecia, variedades de línguas e o dom de interpretação, ambos possuem como propósito edificar, exortar e consolar a Igreja de Jesus.
3- Palavra chave para poder. Para obter o poder divino é necessário que o servo o Senhor ore sem cessar, isto é, que o cristão tenha comunhão com Cristo. A oração é o meio e a possibilidade para a concretização do milagre.
Quando na igreja local ocorre a manifestação do poder de Deus a possibilidade de crescimento é real.
Amor virtude indispensável para o crescimento da igreja
Portanto, procurai com zelo os melhores dons; e eu vos mostrarei um caminho ainda mais excelente (1 Co 12.31).
1- Conceito de amor. Na língua grega, quatro são as palavras usadas para expressar e definir o termo amor: eros, amor carnal; philis, amor entre amigos; storge, amor entre o casal; e ágape, amor divino.
2- Amor: caminho mais excelente. Paulo apresenta três motivos para explicar o amor como o caminho mais excelente. O primeiro corresponde com a futilidade dos dons sem o amor. Já o segundo motivo indica a natureza do amor. E por terceiro áulo apresenta o amor com caráter eterno.
2.1- A futilidade dos dons sem o amor. O exercício dos dons espirituais sem o amor é comparável a uma religião pagã e a uma atividade sem proveito (1 Co 13.1-3).
2.2- A natureza do amor. Por ser sofredora, benigna, decente, justa e por não agir de maneira invejosa a caridade não falha, porque tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta (1 Co 13. 4-7).
2.3- O caráter eterno do amor. Três são as virtudes indispensáveis ao cristão: amor, fé e esperança. Porém, a maior delas é o amor (1 Co 13.8-13).
3- Palavra chave para amor é evangelização. O ganhador de almas tem como característica básica o amor para com as vidas necessitadas. Não tem como ser um evangelista aprovado sem possuir amor pelas almas. O perfil do ganhador de almas se resume nas seguintes condutas: conduta espiritual, conduta disciplinar e conduta pedagógica (2 Tm 2.15).
Ordem fator decisivo para o crescimento da igreja
Mas faça-se tudo decentemente e com ordem (1Co 14.40).
O culto deverá ser realizado com decência e com ordem. O respeito com a palavra e a pregação são indicadores diretos que o cristão foi instruído.
O culto não poderá ser realizado de qualquer maneira. Deus não é Deus de confusão. Por isso, é necessário que na liturgia do culto haja cânticos e pregação da palavra, e pela parte de Deus, as manifestações espirituais serão notórias.
Porém, o que não poderá ocorrer na congregação é a desordem, pois a ordem é fator decisivo para o crescimento da igreja.
Portanto, o poder, o amor e a ordem são elementos fundamentais para o crescimento da igreja. Sendo que o poder é a capacitação divina para que o crente seja revestido de poder. Já o amor corresponde com os princípios éticos desenvolvidos pelo cristão. E a ordem é a desenvoltura das atividades cristãs.

domingo, 25 de maio de 2014

EBD - Subsídio da Lição: O Ministério de Pastor


O pastor tem como ofício conduzir o rebanho a Deus. Sendo que na condução do rebanho o pastor sofrerá ataques do inimigo para que o mesmo venha a desistir da chamada.
O pastor tem como missão apascentar o rebanho de Deus. Por personagens importantes no cenário bíblico notamos que Deus é comparado a um pastor (Sl 23.1) que outorga segurança e sustento ao rebanho. Dentre os oficias de Deus no contexto sagrado notaremos no Novo Testamento a presença importante do pastor como elemento essencial para a edificação, união e aperfeiçoamento dos santos, porém nestes últimos dias devemos ter cuidado com os falsos pastores que são de fato aproveitadores do rebanho e não ministros do evangelho.
I – JESUS, O SUMO PASTOR.
1- Jesus é o pastor supremo.
2- O pastor conhece as suas ovelhas.
3- O pastor dá a vida pelas ovelhas.
Comentário:
Jesus é o sumo pastor por dois motivos básicos: Ele conhece suas ovelhas e por suas ovelhas Ele deu a própria vida. Logo, Jesus passa a ser o exemplo para todos aqueles que querem desenvolver um ministério aprovado. Com base na vida de Jesus torna-se notável que as lideranças da igreja atual não poderão de maneira alguma desistir de alguém, pois tais pessoas são amadas por Deus.
As atividades do ministério pastoral estão divididas em três missões: doutrinária, pastoral e administrativa.
Jesus exerceu com clareza o ministério pastoral no que corresponde a missão doutrinária, pois Ele ensinou, pregou de maneire expositiva e defendeu apologética a Bíblia Sagrada.
A função pastoral também foi desenvolvida com clareza pelo Senhor Jesus, pois Ele evangelizou e aconselhou.
Já a função administrativa na divisão dos recursos é visível no ministério do Senhor Jesus nas duas multiplicações dos pães.
Com base na vida do Senhor Jesus os atuais pastores deverão exercer com sabedoria o chamado no qual foram vocacionados sem omitir a missão: doutrinária, pastoral e administrativa.
II – AS CARACTERÍSTICAS DO VERDADEIRO PASTOR.
1- Um caráter íntegro.
2- Exemplo para os fiéis e os infiéis.
3- Exemplo para a família.
Comentário:
O pastor e a família. O líder cristão é qualificado à administração da igreja quando for aprovado na liderança da sua própria casa (1 Tm 3.4). Assim como é de responsabilidade dos pais não provocar a ira e nem irritar aos filhos (Ef 6.4; Cl 3.21), cabe ao pastor como líder ser exemplo dos demais no governo e no relacionamento do próprio lar. E como esposo é dever do pastor amar a esposa e não amargurá-la. São muitos os meios em que a esposa é amargurada em sua própria casa, exemplo; quando o cônjuge não a compreende, quando o esposo não a incentiva, quando ela é menosprezada por coisas e dentre outros quando ela não é lembrada. Amar a esposa é doar se por ela, tanto tempo e carinho. É suprir as necessidades físicas, espirituais e financeiras.
Competências do pastor aprovado. O líder do rebanho quando aprovado é definido como pastor competente. Logo, se percebe que o mesmo é bem-sucedido por desenvolver três competências duráveis: o conhecimento, a perspectiva e a atitude.
Conhecimento corresponde a todo acervo de informação que o pastor possui a respeito de sua especialidade, ou seja, o saber.  Já a perspectiva corresponde ao saber fazer, isto é, significa a capacidade de colocar o conhecimento em ação. E a atitude é o saber fazer acontecer.
III – O MINISTÉRIO PASTORAL.
1- A missão do pastor.
2- Uma missão polivalente
3- O cuidado contra os falsos pastores.
Comentário:
Deus chama homens para exercerem as mais distintas tarefas em sua obra, sendo que um dos mais nobres dos ofícios ministeriais é o ministério pastoral. No ofício pastoral o ministro de Deus exerce inúmeras funções, como: o ensino da Palavra, a evangelização, o socorro aos necessitados, a liderança e o aconselhamento. Porém, logo abaixo analisaremos as tarefas primordiais ao labor do ministério pastoral.
1- Aperfeiçoamento dos crentes. Não existe ninguém perfeito. Porém, a missão do pastor é ensinar a Palavra de Deus com finalidade o desenvolvimento do cristão. O ciclo da vida humana passa pelos seguintes estágios: nascimento, crescimento, reprodução, envelhecimento e morte. Entretanto, a vida cristã possui como ciclo: o novo nascimento, o crescimento espiritual e a vida eternal com Cristo. Para vencermos a segunda morte é necessário que sejamos obedientes a Palavra de Deus. O apóstolo Pedro escreveu em sua segunda epístola “cresçamos na graça e no conhecimento” (2 Pe 3.18), logo quando somos instruídos por homens de Deus, somos edificados na Palavra do Senhor para sermos aperfeiçoados em Cristo Jesus.
2- Capacitar os crentes. Na missão pastoral de capacitar os cristãos o ministro do evangelho se apresenta como: instrutor e motivador.
a) Como Instrutor. O pastor ensina a Palavra de Deus para que o cristão seja bem-sucedido em todas as áreas da vida. Na área espiritual, o objetivo é que o cristão cresça na presença de Deus. Já na área física, que haja saúde (3 Jo 2). E na área financeira para que haja prosperidade em tudo quanto fizer (Sl 1.3).
b) Como Motivador. De fato o pastor estimula os crentes a alcançar alvos e manter os valores cristãos em harmonia com as atividades sociais. O pastor como motivador reconhece em suas ovelhas o chamado de Deus para cada uma. Sendo conhecedor do chamado de Deus para com as ovelhas o pastor como líder espiritual motivará as suas ovelhas a servirem a Deus da melhor maneira possível. Em suma, o pastor como motivador desperta o chamado de Deus na vida dos membros da igreja.
3- Preservar a unidade do corpo de Cristo. A unidade da igreja deverá ser preservada. A igreja é a união de pessoas diferentes que possuem hábitos diversos e são imperfeitas em si mesmas. Por tal realidade entendemos que haverá discórdias, invejas, ciúmes e outras tantas obras da carne. Quando isto ocorre notamos que a unidade está sofrendo um colapso. Sem unidade do reino não haverá crescimento do reino (Mt 12.25). E para que a unidade do corpo de Cristo seja preservada cabe ao ministro do evangelho exercer com eficácia o ensino autêntico e poderoso da Palavra de Deus.
4- A administração eclesiástica. Administrar é planejar, organizar, dirigir e controlar. O pastor como administrador estabelece objetivos para a igreja (planeja), direciona os recursos (organiza), motiva ao delegar funções (dirigir) e controla os resultados.
Porém, como administrador o pastor não poderá ser um líder exclusivista e nem mesmo centralizador. Um bom exemplo de líder que reconheceu a importância do auxilio de outros na liderança foi Moisés, isto só ocorreu após o conselho de Jetro que percebeu desordem e ineficiência de Moisés no atendimento aos israelitas (Êx 18.13,14).
Características dos maus pastores. Os maus pastores são apegados ao dinheiro e tem como principio no desenrolar das atividades pastorais o lucro e não o bem estar espiritual dos membros da igreja (1 Tm 6.10-11). Há outros que são violentos, porém tal manifestação só se percebe no convívio familiar, sendo que na igreja são homens tranquilos, porém nos seus lares são briguentos. E uma terceira característica de tais líderes é o descompromisso com o rebanho de Deus, pois os mesmos são destruidores da unidade das ovelhas e por suas atitudes não cuidam dos membros do corpo de Cristo (Jr 23.2).

terça-feira, 20 de maio de 2014

Bíblia: manual divino para uma vida abençoada ministerialmente



“Toda Escritura divinamente inspirada é proveitosa para ensinar, para redarguir, para corrigir, para instruir em justiça, para que o homem de Deus seja perfeito e perfeitamente instruído para toda boa obra” (2 Tm 3.16,17).

Charles Spurgeon dizia que nem todos são chamados para trabalhar no ensino da palavra, nem para serem presbíteros e nem bispos. Sendo que na prática cabe a cada um reconhecer o propósito de Deus em sua vida e desenvolver o chamado da melhor maneira possível. Portanto, com base nos exemplos abaixo se torna notório que o chamado é pessoal.
Moisés teve como missão guiar, proteger e amar. Ou seja, Moisés liderou um povo numeroso no deserto. Sendo que Moisés foi chamado para ser profeta e líder de uma tão grande congregação.
Davi teve como missão firmar o reino israelita. Sendo que a vida de Davi é conhecida pelas suas poses: de homem, de servo, de poeta, de guerreiro e de rei.
Elias teve como missão dentre tantas, ungir a Eliseu como sucessor. Porém, o que marca na vida de Elias é o ministério profético.
Já os doze tiveram como missão pregar o evangelho, primeiramente às ovelhas perdidas da casa de Israel, a curar os enfermos, a limpar os leprosos, a ressuscitar os mortos e a expulsar os demônios (Mt 10. 6-8).
Chamados para servir
1- Homens que tiveram um chamado nobre. Aos escolhidos Deus outorgou missões nobres para serem executadas.
Noé teve como missão executar a tarefa de construir uma arca e apregoar a mensagem de arrependimento (Gn 6. 13-22).
Jonas teve como missão executar a tarefa de pregar a mensagem de arrependimento em Nínive (Jn 1.2).
Moisés teve como missão guiar, proteger, amar, em suma, liderar um povo numeroso no deserto (Êx 3.8).
2- Os benefícios por servir a Cristo. Os benefícios por servir a Cristo são para a vida presente aqui na terra e para a vida futura nos céus de glória (Mt 19. 29). A demonstração de que aqui na terra o cristão será abençoado estar presente na citação do apóstolo Paulo ao escrever que em Jesus o crente pode todas as coisas (Fl 4.13).
3- Propósitos do chamado. Um dos propósitos do chamado é poder exercer uma missão nobre que glorifique o Senhor Jesus. E dentre outras o chamado de Deus na vida do crente tem como propósito:
a) O aperfeiçoamento dos santos (Ef 4.12).
b) E a edificação do corpo de Cristo (Ef 4.12).
4- Poder espiritual concedido aos que possuem o chamado. Aos chamados Deus outorga poder espiritual. Este poder não é para que o cristão venha a ser superior aos outros e a se vangloriar, mas o poder é outorgado para que vidas venham a ser abençoadas e libertas em Cristo Jesus (Mc 16.16-18).
Paulo bom exemplo de ministério bem sucedido
Saulo, o mesmo que Saul, tem como significado o desejado, e em sua prática de fé judaica tornou-se conhecido como o assolador da igreja primitiva (At 8.3), invadia as casas, arrastava e lançava na prisão os cristãos, porém Deus o chamou para ser propagador do evangelho aos gentios, reis e aos filhos de Israel (At 9.15).
1- O chamado de Paulo. De Saulo a Paulo, enquanto o nome Saulo indica o sentimento de desejo, o nome Paulo passa a indicar o sentido de pequeno, pois em meio ao conhecimento de Paulo o evangelho seria propagado mediante a graça transformadora de Cristo (Fp 3.8; 2 Co 12.9). Como bom judeu o apóstolo no período anterior a sua conversão queria ser útil a Deus, por isso, Paulo tornou-se um perseguidor da fé cristã, pois via na mesma uma ameaça aos princípios do judaísmo. Antes a sua conversão, Paulo já se destacava por sua entrega e veemência a uma missão (At 9.2). Logo após a conversão o apóstolo Paulo não perdeu o desejo de ser útil a Deus, sendo assim dedicou com toda veemência à propagação do evangelho chegando a realizar três viagens missionárias (At 13.2,3).
2- Identificação do apóstolo nas epístolas. O apóstolo Paulo em suas 13 cartas se apresenta de três maneiras: servo, apóstolo e prisioneiro. As cartas antigas começam com o nome e credenciais do remetente e também uma saudação ao destinatário. Com estas três credenciais torna-se notório que o apóstolo Paulo exercia com primazia o ministério no qual tinha sido chamado. Como servo (Rm 1.1,Fp 1.1, Tt 1.1), o apóstolo Paulo foi submisso a Deus e não teve medo de assumir riscos em prol do Evangelho. Por tal atitude Paulo foi um servo sofredor (2 Co 11.23-28). Além de servo, Paulo em algumas das suas cartas se apresenta como apóstolo (Rm 1.1,  1Co 1.1, Cl 1.1), como apóstolo Paulo queria demonstrar para as igrejas a validade de seu chamado. E por fim, como prisioneiro Paulo se apresenta a Filemon tanto para demonstrar a sua situação no momento como prisioneiro e para introduzir o assunto que tinha a expor com Filemon (Fm 1.1).
3- Paulo e o fim da carreira. A prática de um chamado estruturado será confirmada no fim da carreira ministerial. Paulo encerra suas atividades ministeriais se apresentado como soldado (combati o bom combate), como atleta (acabei a carreira) e como mordomo (guardei a fé). Como soldado, o apóstolo Paulo foi valoroso e estratégico em sua missão; como atleta, o apóstolo foi incansável e submisso; e como mordomo Paulo concretiza o valor da paciência e da esperança para ser bem sucedido ministerialmente.
Muitos planos são criados e até mesmo são apresentados a outras pessoas, mas de fato poucos são os executados. Na atividade ministerial não é diferente. Muitos deixaram a caminhada ministerial por não esperarem em Deus, pois as lutas, as diversidades, as críticas, as murmurações e principalmente as rejeições foram constantes, porém o alvo que é Cristo não poderá ser abandonado (Hb 12.2). A falta de fé impossibilita o exercício eficaz na obra ministerial.
O primeiro meio que leva muitos a desistência do chamado, são os levantes provindos de pessoas e o segundo meio que distancia muitos da sua vocação é a ausência da fé. Noé é um exemplo de perseverança, mesmo em meio a rejeição da mensagem pregada, ele continuava em sua missão central que era a construção da arca (1Pe 3.20) e se notabilizou como pregoeiro da justiça (2 Pe 2.5).

EBD - Subsídio da Lição: O Ministério de Evangelista.


O terceiro dom ministerial citado em Efésio (4.11) é o de evangelista. O evangelista é o obreiro que especialmente tem como vocação a proclamação do Evangelho de Jesus.
O termo evangelista tem como significado o proclamador de boas novas. O vocábulo é encontrado três vezes no Novo Testamento (At 21.8; Ef 4.11; 2 Tm 4.5). A vida do evangelista se baseia em três palavras: um homem (At 21.8), um dom (Ef 4.11) e um trabalho (2 Tm 4.5).
Um homem, por que não pode esquecer que o evangelista é um homem chamado, capacitado e enviado por Deus.
Um dom, o dom em ação é a definição de ministério, logo o evangelista é um ser capacitado por Deus para realizar a proclamação das boas novas.
O evangelista tem como missão um trabalho glorioso que é almejado pelos anjos: o de proclamar o evangelho (1 Pe 1.12).
I – JESUS ENVIA OS SETENTA (LC 10.1-20).
1-    São poucos os que anunciam.
2-    Enviados para o meio de lobos.
3-    Os sinais e as maravilhas confirmam a palavra.
Comentário:
O chamado dos dozes (Lc 6.12-19). Por mais de três anos Jesus ensinou doze homens para que os mesmos viessem a proclamar o evangelho. Porém, antes de ensiná-los, Jesus chamou cada um deles pelo próprio nome, e isto, para que os doze se transformassem em pescadores de homens (Mc 1.17). Note que onze dos doze que foram chamados mudaram o curso da história da humanidade. A prova concreta do valor do ministério dos onze apóstolos é a existência da Igreja, pois pelo intermédio destes Jesus outorgou nova direção ao mundo.
O número setenta (70) tem grande importância nos estudos da Escritura Sagrada. De setenta nações Deus escolheu e formou a Israel. Com doze apóstolos Jesus selecionou setenta para irem de dois em dois. Eles foram enviados para o meio de lobos, logo o texto tem como ratificação a perseguição que ocorre no cenário cristão. A perseguição às vezes é externa, porém na maioria dos casos é interna.
II – A GRANDE COMISSÃO (Mt 26.19,20;Mc 16.15-20).
1- O alcance da Grande Comissão.
2- O mundo está dividido em dois grupos.
3- A grande Comissão Hoje.
Comentário:
Há três palavras chaves na citação de Jesus registrada pelo evangelista Mateus, são elas: ir, ensinar e batizar.
Na tradução de língua portuguesa todas as palavras estão no sentido gramatical do imperativo, que tem como significado ordem, porém nos textos originais a primeira palavra (ir) não se encontra no imperativo e sim no gerúndio, em sentido de ação, ou seja, o pregar o evangelho não é uma ordem é um dever de todos que aceitam a Cristo como Salvador.
Portanto, na Grande Comissão algo a mais é apresentado, a importância do fazer discípulos.
O mundo se encontra dividido em dois grandes grupos: os creem em Jesus e os que não creem.
Como evangelizar?           
Onde evangelizar?
Quando evangelizar?
A evangelização deverá ser realizada por meio de folhetos, de pergunta com respostas, de literatura, de cartas, da mídia...
Já onde evangelizar? A resposta abrange: casas, escolas, praças, prisões, hospitais...
E a última tem com resposta, em todo o tempo. Em tempos difíceis o evangelho deverá ser anunciado e também em tempo oportuno.
III – O DOM MINISTERIAL DE EVANGELISTA.
1- O termo de evangelista.
2- O papel do evangelista.
3- A finalidade do ministério do evangelista.
Comentário:
Diante do ministério eclesiástico o evangelista possui três obrigações básicas: honrar o bom nome da igreja de Jesus, crer e ser fiel a Cristo.
Qualificações morais do evangelista. Paulo em sua Carta pastoral a Timóteo cita algumas qualificações morais correspondentes ao ministério do evangelista (1 Tm 3.2-7).
a) Homem irrepreensível (v.2): que ninguém o reprenda por falhas ou erros cometidos.
b) Marido de uma só mulher (v. 2): tal qualificação não corresponde à afirmação da monogamia, mas se trata da importância do evangelista ser fiel em seu relacionamento conjugal. Marido de uma só mulher indica que o evangelista deverá ser sempre fiel a sua esposa.
c) Não dado a muito vinho (v.3): o evangelista não poderá ser inclinado ao vinho.
d) Ser bom chefe de família (v.4): dirigir bem a família.
Mais uma Palavra
O evangelismo pessoal possui quatro dimensões:
Altura: conformidade com Deus, ou seja, retidão, justiça e conhecimento de Deus.
Profundidade: santidade, ou seja, todos que se aproximam de Jesus devem ter uma vida separada do mundo, com o objetivo único ser usado por Deus.
Largura: testemunho, as obras possuem mais peso do que as palavras.
Comprimento: estratégia, na evangelização as estratégias é o meio para atingir alvos, ou seja, ter êxito na tarefa exercida.