Subsídio para aula da Escola Bíblica Dominical – VONTADE – O QUE MOVE O SER HUMANO
Conforme a Verdade Prática da lição:
Guiado por Deus, a vontade é
uma bênção extraordinária, vital para a existência humana.
Da verdade prática compreende-se que:
A vontade humana deverá
ser guiada por Deus;
Quando a vontade é guiada
por Deus, torna-se uma bênção para o dia-a-dia do ser humano.
É válido lembrar que os objetivos da presente
lição são:
Explicar o conceito
bíblico de vontade como capacidade dada por Deus para escolher e agir;
Mostrar como os desejos
podem escravizar o ser humano, mas também como a redenção em Cristo capacita o
crente a vencer a carne e viver guiado pelo Espírito;
E, Ensinar a identificar o
processo de tentação, compreendendo como o desejo se desenvolve até o pecado.
Vontade é a palavra-chave da presente lição.
I – VONTADE:
MOTIVAÇÃO E AÇÃO
O presente tópico permite compreender a
respeito de dois importantes temas teológicos: compreensão sobre o livre-arbítrio
e o entendimento a respeito do arrependimento.
É necessário entender que o
livre-arbítrio corresponde com o “instituto que
nos faculta escolher entre o bem e o mal. Do uso que fazemos deste instrumento,
prestaremos contas ao Supremo Juiz no último dia. Sem o livre-arbítrio, o homem
jamais poderia firmar-se como criatura racional e moralmente livre”
(Andrade, 1997, p. 174).
Enquanto que o arrependimento
trata-se do reconhecimento do erro e a volta para com Deus. Muitos reconhecem o
erro cometido, no entanto, não retornam para Deus, fato que permite concluir
que o arrependimento não foi eficaz, pois o arrependimento que permite mudança
de vida das pessoas, trata-se do ato em que as pessoas reconhecem os agravos e
ao terem total entendimento da falha, elas retornam para Deus, deixando assim
de praticarem todo ato pecaminoso.
O homem tem o livre-arbítrio
em escolher voltar para Deus ou não, daí entende-se que o indivíduo possui
vontade. A vontade do homem revela os mais profundos desejos do mesmo, assim
como também identifica as fraquezas do indivíduo.
II – DESEJOS: DA ESCRAVIDÃO À REDENÇÃO
Tendo como base a carta de Paulo aos Romanos
5.9-11 compreende-se que há três benefícios da justificação:
Temos justificação (v.9). Ser justificado é
ser absorvido, isto é, é ser declarado justo. Justificação é um termo derivado
do grego dikaió, indica que o indivíduo foi declarado justo. Portanto, ser
justificado, indica que o cristão foi declarado justo pela obra de Jesus no
calvário.
Temos salvação (v.10). Já foi descrito em
texto anterior a respeito do poder do pecado na vida do indivíduo que é
definido no aprisionar e no condenar. Logo, seremos salvos pela sua vida, não
corresponde a algo futuro, mas corresponde ao fato que o cristão alcançou a
emancipação do poder do pecado.
Temos a reconciliação (v. 11). A aproximação
para com Deus por parte do indivíduo indica que houve mudança de atitude. Ter a
reconciliação é saber: Deus, que outrora tinha o pecador como Seu inimigo,
agora o considera íntegro.
III – O ENSINO
SOBRE OS DESEJOS EM TIAGO
Para a maioria dos cristãos a tentação é apenas diabólica, porém, é
notório que Tiago não enfatiza a origem da tentação à Satanás, mas expõe com
clareza o indivíduo como fonte, isto é, pela própria concupiscência.
Os servos de Deus deverão fugir de três terríveis inimigos que tem
levado muitos a serem vencidos pela tentação.
Eles são: o dinheiro, o orgulho e as questões sexuais.
O dinheiro é um bom servo, porém, é um péssimo patrão (1 Tm 6.10). Já o
orgulho corresponde com o sentimento de superioridade e de independência.
Enquanto, que o sexo tem se tornado um problema enorme no seio da sociedade. O
sexo após o casamento e entre o casal não é uma maldição, mas uma benção do
Senhor, porém quando ocorrido fora da instituição acima citada transforma se em
um terrível mal.
Para vencer a tentação o cristão deverá ser dependente de Deus,
desenvolver uma vida de oração, prática constante da fé e conhecer a Palavra do
Senhor (Jo 17.17).
Referências:
ANDRADE, Claudionor Corrêa. Dicionário Teológico, com definições
etimológicas e locuções latinas. Rio de Janeiro: CPAD, 1997.

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