Deus é Fiel

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domingo, 24 de agosto de 2014

EBD: A Verdadeira Sabedoria se Manifesta na Prática


A palavra chave da presente lição é sabedoria. A sabedoria do alto corresponde com o tipo de sabedoria caracterizada pela capacidade de conviver de forma íntegra, ética e respeitosa para com todos.
O temor do Senhor é o princípio da sabedoria (Pv 1.7). “Todos neste mundo devem ser sábios. Ter sabedoria é tão bom como receber uma herança. A sabedoria é melhor do que o dinheiro. A vantagem da sabedoria é que ela conserva a vida da gente” (Ec 7.11,12).
Sabedoria é a capacidade de discernir o que é certo.
Quatro conselhos para que o servo de Deus seja sábio em seus atos.
Primeiro, administre o tempo.
Segundo, fale palavras certas nas horas certas.
Terceiro, trabalhe bastante.
E em quarto, não seja extremista, seja moderado e temperado.
I – A CONDUTA PESSOAL DEMONSTRA SE A NOSSA SABEDORIA É DIVINA OU DEMONÍACA (Tg 3.13-15).
1- Sabedoria não se mostra com discurso (v.13).
2- Inveja e facção (v.14).
3- Sabedoria do alto e sabedoria diabólica (v.15).
Comentário:
Para Tiago a pessoa sábia é definida por dois atos. O primeiro ato é descrito pelo trato que o cristão passa a ter com os outros e o segundo pelas obras desenvolvidas em mansidão.
Duas obras da carne se destacam como elementos existenciais na vida daqueles que não alcançaram a sabedoria divina, são elas: facção e inveja.
Facções ou dissensões. Ensinamentos que fogem do padrão bíblico e que aprove pensamento faccioso. A dissensão tem como objetivo provocar separação na congregação.
Inveja. Para Calvino a inveja corresponde com o tipo de pessoa que se ofende com a excelência de outrem.
COMPARATIVO
Sabedoria do alto
Sabedoria terrena e diabólica
É amorosa
É egoísta
É fiel
É infiel
Coloca Deus em primeiro lugar
Esquece-se da pessoa de Deus
Sabe discernir o certo e o errado
Rejeita o certo e aplaude o errado
Ouve e aprende
Fala e desrespeita os demais
Faz o que é certo
Pratica o que é errado

II – ONDE PREVALECEM A INVEJA E SENTIMENTO FACCIOSO, PREVALECE TAMBÉM O MAL (Tg 3.16).
1- A maldade do coração humano.
2- A inveja e facção instauram a desordem.
3- Obras perversas.
Comentário:
A maldade do coração humano no presente texto corresponde com o orgulho que se desenvolve no indivíduo. Há pessoas que querem ser servidas e não se põem como servos para servirem àqueles que necessitam da graça divina.
Quando a atitude do indivíduo é motivada pelo orgulho, pela inveja ou pela facção, haverá no seio da instituição injustiças e perseguições.
Injustiça logo se define com a ausência do que é justo. Um bom exemplo de injustiça foi o ato da esposa de Potifar ao jovem José, isto é, o jovem foi condenado por algo que não tinha feito.
Os fariseus perseguiram a Jesus, assim como em seguida também perseguiram a igreja do Senhor tendo como justificativa o desvio do ensinamento de Moisés, porém o que estava presente era a atitude de perseguição a Cristo realizada por uma religião.
ATITUDES IMPROPRIAS PARA COM O PRÓXIMO QUE DEVEM SER EVITADAS.
O relacionamento humano é afetado por práticas impróprias, e entre elas: a inimizade, a porfia, a emulação, a ira, a peleja, a dissensão, a heresia e a inveja.
1- Inimizade. Corresponde com ações e intensões agressivas. São reais em pessoas que não sentem o mínimo de amor pelo próximo.
2- Porfias. É o resultado da inimizade. Ou seja, a porfia é indicada pela falta de amor, pela presença de briga, pela oposição e pela luta por superioridade.
3- Emulações. É o desejo de ser superior aos outros. De fato corresponde com a vontade em ser o primeiro sempre. Emulações ou ciúmes que por Calvino é definida pela palavra ofensa em ver o outro o excedendo.
4- Iras. Fúria explosiva demonstrada por palavras e por ações. Paulo aconselha a igreja em Éfeso “não se ponha o sol sobre a vossa ira” (Ef 4.26), porém, anteriormente o apóstolo tinha escrito “irai-vos e não pequeis”, isto é, os membros da igreja em Éfeso deveriam impedir de suscitar da ira as seguintes obras da carne: a porfia, a peleja e a dissensão.
5- Pelejas. Luta com ambição para ganhar seguidores que aprovem suas ideias.
6- Dissensões. Ensinamentos que fogem do padrão bíblico e que aprove pensamento faccioso. A dissensão tem como objetivo provocar separação na congregação.
7- Heresias. Grupos de indivíduos que destroem a unidade da igreja, e para isto, utilizam da palavra de Deus com ensinamentos errôneos. Para tais pessoas vale o lema apologético: “texto sem contexto, torna-se pretexto para o surgimento de heresias”.
8- Invejas. Para Calvino a inveja corresponde com o tipo de pessoa que se ofende com a excelência de outrem.
III – AS QUALIDADES DA VERDADEIRA SABEDORIA (Tg 3.17,18).
1- Características da verdadeira sabedoria.
2- Mais sete características.
3- O fruto da justiça (v.18).
Comentário:
O sábio semeia o fruto da justiça.
FRUTOS INTERLIGADOS AO RELACIONAMENTO PESSOAL
Para alcançar um relacionamento satisfatório com Deus e com o próximo o indivíduo deverá está bem consigo mesmo, pois não há possibilidade de desenvolver um relacionamento agradável com Deus e não amar a si mesmo, isto é uma impossibilidade.
1- Fé. A fé como fruto do Espírito está relacionada com a fidelidade. Ser fiel a alguém corresponde a estar bem consigo e a entender o valor e os efeitos da fidelidade. A ausência da fidelidade no mundo estar associada com a multiplicação da iniquidade, porém, quando a fidelidade se manifesta não há lugar para a insegurança.
2- Mansidão. O fruto conhecido com mansidão dá sabedoria à pessoa que passa a agir com autoridade e também sabe submeter de forma humilde. Mansidão é a prática correta da humildade.
3- Temperança. É capacidade de controlar a si mesmo. Três são os pontos fundamentais para serem controlados: a língua, as paixões e os desejos que são contrários à vontade de Deus.
Referência:
CALVINO, João. Gálatas. São Paulo: Editora Fiel, 2007.
COELHO, Alexandre. DANIEL, Silas. Fé e Obras, ensinos de Tiago para uma vida cristã autêntica. Rio de Janeiro: CPAD, 2014.

terça-feira, 19 de agosto de 2014

Salmo 5 – Salmo de bênção divina aos justos


Salmo 5 – Salmo de bênção divina aos justos

Texto: 1- Ó SENHOR Deus, ouve as minhas palavras e escuta os meus gemidos!
 2- Meu Rei e meu Deus, atende o meu pedido de ajuda, pois eu oro a ti, ó SENHOR!
3- De manhã ouves a minha voz; quando o sol nasce, eu faço a minha oração e espero a tua resposta.
 4- Tu não és Deus que tenha prazer na maldade; tu não permites que os maus sejam teus hóspedes.
5- Tu não suportas a presença dos orgulhosos e detestas os que praticam o mal.
 6- Acabas com os mentirosos e desprezas os violentos e os falsos.
7- Mas, por causa do teu grande amor, eu posso entrar nos pátios da tua casa e ajoelhar com todo o respeito, voltado para o teu santo Templo.
 8- Ó SENHOR Deus, ajuda-me a fazer a tua vontade e faze com que o teu caminho seja reto e plano para mim! Que os meus inimigos vejam que tu estás comigo!
9- Não se pode confiar no que eles dizem, pois só pensam em destruir. A sua conversa é uma bajulação macia, mas está cheia de engano e morte.
 10- Condena e castiga-os, ó Deus! Que os próprios planos deles os façam cair na desgraça! Expulsa-os da tua presença, pois eles muitas vezes quebram as tuas leis e se revoltam contra ti.
11-Mas os que buscam abrigo em ti ficarão contentes e sempre cantarão de alegria porque tu os defendes. Os que te amam encontram a felicidade em ti.
12- Pois tu, ó SENHOR Deus, abençoas os que te obedecem, a tua bondade os protege como um escudo.
O salmo em estudo é mais um dos salmos que tem como autoria o rei Davi. É considerado um salmo de lamentação e foi escrito em um período de aflição em que os inimigos de Davi se levantaram contra ele e contra o seu reinado. Mentiras e jactâncias eram armas utilizadas pelos os inimigos do salmista. As mentiras a respeito do monarca e a arrogância dos inimigos produziam em Davi aflição. O Salmo possui como descrição “salmo de Davi para o cantor-mor, sobre Neilote”. O termo cantor-mor seleciona o presente salmo a uma coleção antiga de salmos usados no louvor do templo. Já o termo neilote indica que o salmo deveria ser acompanhado por instrumentos de sopro.
Oração ao Senhor em tempo de dificuldade
Na oração de Davi três nomes de Deus se apresentam: Rei, Deus e Senhor.
O salmista ao chamar Deus de Rei esta definindo as suas necessidades. Quando alguém chama a Deus de Rei diretamente estaria demonstrando necessidades no que corresponde a cura, mas a cura que Davi requeria da parte de Deus corresponde com a cura da alma, pois o mesmo estava aflito.
Já o segundo nome de Deus utilizado por Davi define que o mesmo reconhecia em quem confiava, pois o nome Deus descreve e outorga ênfase ao poder do Senhor.
E por terceiro o nome Senhor que corresponde com a ação de Deus em outorgar ênfase ao seu amor pelos seus filhos. Daí vale citar as palavras de Jesus no sermão da montanha: E qual dentre vós é o homem que, pedindo-lhe pão o seu filho, lhe dará uma pedra? E, pedindo-lhe peixe, lhe dará uma serpente? Se vós, pois, sendo maus, sabeis dar boas coisas aos vossos filhos quanto mais vosso Pai, que está nos céus, dará bens aos que lhe pedirem? (Mt 7.9-11).
Tempo difícil não omite o desejo de louvar ao Senhor
O louvor a Deus deverá ser realizado em espírito e em verdade porque Deus é Espírito. Quando o crente louva Deus aplana o teu caminho, ou seja, Deus revela a sua vontade. O louvor é desenvolvido mediante a bondade do Senhor.
1- Características do verdadeiro adorador. Deus procura por verdadeiros adoradores, portanto os autênticos adoradores deverão possuir as seguintes características:
a) o verdadeiro adorador tem uma vida de oração. A oração é o diálogo realizado entre o cristão e Deus, e de fato na oração também exercemos a gratidão a Deus pelos seus feitos na nossa vida.
b) o verdadeiro adorador tem uma vida de testemunho. É reconhecido pelos outros pelo temor ao Senhor e como homem ou mulher de Deus.
c) o verdadeiro adorador é conhecedor da Palavra de Deus. A Bíblia é a palavra de Deus e a adoração é um ato de gratidão a Deus, portanto o verdadeiro adorador deverá conhecer a Palavra de Deus.
d) o verdadeiro adorador busca a excelência na adoração.  Em tudo que o cristão realiza busca agradar a Deus e assim fazendo está buscando a excelência na adoração.
e) o verdadeiro adorador abandona o pecado. Viver em pecado é viver longe da presença de Deus e não ter a adoração reconhecida por Deus, pois o pecado nos afasta da presença do Senhor.
f) o verdadeiro adorador não escolhe o lugar para adorar a Deus. O verdadeiro adorador sabe que a adoração não relacionada ao lugar, mas está relacionada ao nível e a característica da adoração.
Alegria em tempo difícil
Por fim, o salmista Davi descreve sobre a alegria em confiar no Senhor e cita os motivos: primeiro, Deus os defendes; segundo, em Deus estes se gloriem porque amam a Deus; terceiro, o Senhor os abençoará; e, por quarto, Deus usará a sua benevolência como de um escudo.
Logo, as aflições são momentos que caracterizam parte da vida dos seres humanos, porém, estes momentos não podem definir o insucesso do cristão, porque Deus é que garante a alegria do crente em meio às aflições.

segunda-feira, 18 de agosto de 2014

EBD: O cuidado com a Língua


EBD: O cuidado com a Língua
A palavra chave da presente lição é língua. A língua é um órgão muscular, situado na boca e na faringe, responsável pelo paladar e auxiliar na mastigação, na deglutição e na produção de sons. Já a verdade prática assim cita a respeito da ação da língua: “a nossa língua pode destruir vidas, portanto, sejamos cuidadosos com o que falamos”.
A presente lição desperta a cada um que está envolvido com o ensino da bíblia para os três tipos de pecado praticados pelas pessoas. Os três tipos da prática do pecado são: pecado por pensamentos, por obras e por palavras.
I – A SERIEDADE DOS MESTRES (Tg 3.1,2).
1- O rigor com os mestres.       
2- A seriedade com os mestres na igreja (v.1).
3- Perfeição que domina o corpo (v.2).
Comentário:
O ofício dos mestres possui grande influência na vida das pessoas, por isso, os tais serão muito mais cobrados. Ser mestre indica que a honra é grande e quando a honra é grande, também grande é a responsabilidade.
A responsabilidade do mestre se resume na exposição dos princípios da Escritura Sagrada. O oficial do ensino é responsável pelo bem sucedido processo de avivamento na igreja local. Se a igreja é voltada para o evangelismo isto porque existe alguém que a influenciou a evangelizar. Da mesma forma isto acontece com todas as demais ações desenvolvidas pela igreja.
A influência de um mentor que seja mestre na vida de um indivíduo se associa no sucesso que este terá em meio às atividades a serem desenvolvidas.
Em sua obra, Cinco Níveis da Liderança, John Maxwell cita a frase do pastor Rick Warren: “você pode impressionar as pessoas à distância, mas tem de chegar perto para influenciá-las”. Com base na declaração acima se resume que o mestre é aquele que impressiona à distância e que influencia na proximidade.
O cristão deverá usar a língua para quatro coisas especificas:
Primeira: louvar a Deus. “tudo que tem fôlego, louve ao Senhor” (Sl 150.1).
Segunda: propagar a justiça de Deus. “E assim a minha língua falará da tua justiça e do teu louvor, todo o dia” (Sl 35.28).
Terceira: transmitir conhecimento. “O sábio de coração será chamado prudente, e a doçura dos lábios aumentará o ensino” (Pv 16.21).
Quarta: a de abençoar. “de uma mesma boca procede a bênção...” (Tg 3.10).
II – A CAPACIDADE DA LÍNGUA (Tg 3.3-9).
1- As pequenas coisas no governo do todo (vv.3-5).       
2- A língua também é um fogo (v .6,7).
3- Para dominar a língua.
Comentário:
A língua é a parte do corpo humano que mais resiste ao controle do comportamento. Por isso, Tiago define a língua a um fogo que está cheia de peçonha mortal.
A ação desenvolvida pela língua pode acabar com uma pessoa assim como poderá acabar com a própria vida do indivíduo.
A bíblia ensina que o Espírito Santo constrói a igreja, habita na igreja e que governa a igreja. Quando alguém recebe Jesus como Salvador o mesmo passa a fazer parte da igreja, isto é, o Espírito Santo que aplicou a salvação na pessoa está construindo a igreja. E quando pessoas são levantas para instruir a igreja, estas estão sendo levantas pelo Espírito Santo que governa a igreja, porém, o governo do Espírito Santo para com a igreja também se dá pela bíblia e pela consciência do cristão. Logo, pela obra do Espírito Santo o cristão poderá controlar a própria língua.
III – NÃO PODEMOS AGIR DE DUPLA MANEIRA (Tg 3.10-12).
1- Bênção e maldição (v.10).    
2- Exemplo da natureza (vv.11,12.
3- Uma única fonte.
Comentário:
A língua poderá ser portal de benção e de maldição. Por isso, o cristão não poderá utilizar a língua para proferir mentiras, fofocas, calúnias e difamações.
O relacionamento humano é afetado por práticas impróprias, e entre elas: a inimizade, a porfia, a emulação, a ira, a peleja, a dissensão, a heresia e a inveja. Sendo que a maioria das obras da carne tem como meio de manifestação a língua.
1- Inimizade. Corresponde com ações e intensões agressivas. São reais em pessoas que não sentem o mínimo de amor pelo próximo.
2- Porfias. É o resultado da inimizade. Ou seja, a porfia é indicada pela falta de amor, pela presença de briga, pela oposição e pela luta por superioridade.
3- Emulações. É o desejo de ser superior aos outros. De fato corresponde com a vontade em ser o primeiro sempre. Emulações ou ciúmes que para Calvino é definida pela palavra ofensa em ver o outro o excedendo.
4- Iras. Fúria explosiva demonstrada por palavras e por ações. Paulo aconselha a igreja em Éfeso “não se ponha o sol sobre a vossa ira” (Ef 4.26), porém, anteriormente o apóstolo tinha escrito “irai-vos e não pequeis”, isto é, os membros da igreja em Éfeso deveriam impedir de suscitar da ira as seguintes obras da carne: a porfia, a peleja e a dissensão.
5- Pelejas. Luta com ambição para ganhar seguidores que aprovem suas ideias.
6- Dissensões. Ensinamentos que fogem do padrão bíblico e que aprove pensamento faccioso. A dissensão tem como objetivo provocar separação na congregação.
7- Heresias. Grupos de indivíduos que destroem a unidade da igreja, e para isto, utilizam da palavra de Deus com ensinamentos errôneos. Para tais pessoas vale o lema apologético: “texto sem contexto, torna-se pretexto para o surgimento de heresias”.
8- Invejas. Para Calvino a inveja corresponde com o tipo de pessoa que se ofende com a excelência de outrem.
Referência:
CALVINO, João. Gálatas. São Paulo: Editora Fiel, 2007.
COELHO, Alexandre. DANIEL, Silas. Fé e Obras, ensinos de Tiago para uma vida cristã autêntica. Rio de Janeiro: CPAD, 2014.
MAXWELL, John C. Cinco níveis da liderança, passos comprovados para maximizar seu potencial. Rio de Janeiro: CPAD, 2012.

terça-feira, 12 de agosto de 2014

Salmo 4 – Salmo de concessão da verdadeira alegria, paz e segurança.


Texto: 1- Responde-me quando clamo, ó Deus da minha justiça; na angústia, me tens aliviado; tem misericórdia de mim e ouve a minha oração.
2- Ó homens, até quando tornareis a minha glória em vexame, e amareis a vaidade, e buscareis a mentira?
 3- Sabei, porém, que o SENHOR distingue para si o piedoso; o SENHOR me ouve quando eu clamo por ele.
4- Irai-vos e não pequeis; consultai no travesseiro o coração e sossegai.
5- Oferecei sacrifícios de justiça e confiai no SENHOR.
6- Há muitos que dizem: Quem nos dará a conhecer o bem? SENHOR, levanta sobre nós a luz do teu rosto.
7- Mais alegria me puseste no coração do que a alegria deles, quando lhes há fartura de cereal e de vinho.
8- Em paz me deito e logo pego no sono, porque, SENHOR, só tu me fazes repousar seguro.
O presente salmo faz parte dos salmos de lamentação individual, mas tem como diferencial a expressão desenvolvida pelo salmista em confiar em Deus em meio à dor física. O Salmo possui como descrição “salmo de Davi para o cantor-mor, sobre Neguinote”. O termo cantor-mor seleciona o presente salmo a uma coleção antiga de salmos usados no louvor do templo. Já o termo neguinote indica que o salmo deveria ser acompanhado por instrumentos de cordas.
Para compreensão do texto, o mesmo é dividido em duas partes. Na primeira, há uma comparação entre Deus e o ser humano. Já na segunda parte percebe-se no salmo as concessões de Deus para os que são fiéis.
Alegria, paz e segurança são as concessões de Deus para os que nEle confiam.
Deus versus o Homem.
1- Conhecendo a pessoa de Deus. Na narrativa bíblica percebe-se que os nomes possuíam elevado grau de importância, por ser o nome uma descrição da pessoa. No Salmo 4, Deus é apresentado por dois de seus nomes: o próprio nome Deus (v.1) em uma única vez e o nome Senhor (vv.3,5,6,7)  em cincos vezes.
O nome Deus quando usado e citado indica poder. Logo, o nome Deus indica que Ele (Deus) é Todo Poderoso e tem poder absoluto. Quando o salmista usa o nome Deus no primeiro verso associa ao nome a capacidade de Deus em ouvir e atender com misericórdia as orações.
Já o nome Senhor quando citado outorga ênfase ao amor de Deus. Davi por cinco vezes utiliza o nome Senhor, pois o salmista tratava da ação divina em separar, isto é, em santificar (v.3), em atender ao clamor (v.3), em outorgar segurança (v.5), em revelar a glória (v.5) e em outorgar proteção paterna (v.8).
2- Conhecendo o homem. Dois tipos de indivíduos são enfatizados pelo salmista: os que são separados e queridos de Deus (v.3) e os ímpios que difamam aqueles que possuem relação íntima com Deus, que também amam a vaidade e que buscam a mentira (v.2).
 Três atitudes são desenvolvidas pelos ímpios: difamação, amor à vaidade e proliferação da mentira.
Difamação corresponde com a retirada da fama de alguém. Na citação do salmo ela se encontra explícita da seguinte maneira: “até quando convertereis a minha glória em infâmia?”. Já a atitude de amor à vaidade indica orgulho e apego ao que é vão. E por fim, a terceira atitude, a de anunciar o que não é verdadeiro, e sobre esta atitude, na Bíblia encontra-se escrito que o diabo é o pai da mentira (Jo 8.44).
Concessões divina para os que nEle confiam.
1- Alegria. A alegria pode ser manifestada mediante acontecimentos como: casamento, gravidez, nascimento de um filho, aprovação em um concurso, porta de emprego, dentre outros. Porém, o salmista Davi no presente salmo relatava sobre a alegria da salvação. E esta alegria é superior à alegria motivada pelo pão e pelo vinho, pois se trata da alegria motivada pela presença do Senhor.
2- Paz. Na atual conjectura a violência tornou-se um evento natural. Pois, se tornou comum assistir noticiários em que os lares se revoltaram contra a si mesmo. Três são as relações existentes nos lares: conjugal, entre os cônjuges; filial, entre pais e filhos; e, consanguínea, entre irmãos. Logo, a ausência da paz se encontra em todos estes relacionamentos familiares.
O desfrutar da paz ocorre em três dimensões: paz com Deus, paz com o próximo e paz consigo (Rm 5.1;12.18).
3- Segurança. Ação divina em proteger os seus filhos de todos os males outorgando a estes uma noite segura, por isso, que está escrito: “não temerás espanto noturno”, (Sl 91.5) sendo que no salmo 91, a palavra noite indica proteção de Deus, pois no mesmo salmo as palavras: espanto, seta, peste e mortandade referem-se com o tipo de mal.
Portanto, o Salmo 4, demonstra o perfil de dois tipos de indivíduos e revela com clareza a pessoa de Deus, por meio de seus nomes e por meio das ações desenvolvidas por Deus em outorgar alegria, paz e segurança aqueles que nEle confiam.

sábado, 9 de agosto de 2014

EBD: A Fé se manifesta em obras


A palavra chave da presente lição é manifestação. A palavra manifestação tem como significado, ato de dar a conhecer, revelação ou expressão. Porém, a presente lição trabalha com duas outras palavras que são fundamentais para a compreensão de um dos principais temas da Escritura Sagrada.
Estas palavras são: fé e obras. E a doutrina bíblica enfatizada pelas palavras é a doutrina da salvação.
As obras tem poder para definir a salvação de alguém? Não, o que as obras demonstram é que tal pessoa possui um desejo adente em ajudar o próximo. E no caso descrito por Tiago o cristão que assim faz demonstra a salvação, pois a fé sem as obras é morta, logo a fé com as obras é viva.
Sobre a lição assim escreve Coelho: “... veremos a importância de manifestar nossa fé por meio de nossas obras. Veremos quais exemplos Tiago mostra de fé e obras sendo utilizadas para que o povo de Deus tenha modelos práticos a seguir, e a partir dessa nova visão de vida, ser um canal de bênçãos”.
I – DIANTE DO NECESSITADO, A NOSSA FÉ SEM OBRAS É MORTA (Tg 2.14-17).
1- Fé e obras.
2- O cristão e a caridade.
3- A “morte” da fé.
Comentário:
O primeiro tópico desperta a curiosidade para duas verdades: primeira verdade, as obras não são eficazes ao ponto que venha salvar alguém e a segunda verdade, se resume em que todo cristão possui como dever praticar boas obras como efeito da salvação em Cristo.
A única obra que tem poder para salvar o ímpio e justificá-lo dos pecados, corresponde com a obra de Jesus. A obra do Messias se resume nas seguintes palavras: vida, morte e ressurreição.
A vida de Jesus é caracterizada pelos seguintes acontecimentos: nascimento, crescimento, batismo, ministério público e ministério particular. Já a morte e a ressurreição são os acontecimentos finais de Jesus aqui na terra.
Portanto, a única obra que tem poder para salvar é a obra de Jesus. Porém, o crente tem como missão desenvolver obras que proporcione benefício ao próximo.
II – EXEMPLOS VETEROTESTAMENTÁRIOS DE FÉ COM OBRAS (Tg 2.18-25).
1- Não basta crer.
2- Abraão.
3- Raabe.
Comentário:
Não basta crer é necessário agir. A fé é despertada no cristão mediante as obras desenvolvidas por Deus. Quando um doente é curado de forma soberana é notável o despertamento da fé em muitos. Logo, a fé de Abraão e Raabe foi manifestada mediante as ações de Deus em proteger os seus. Porém, a fé em Deus por parte do indivíduo tem que ser manifestada pelas obras e assim aconteceu com Abraão que provou a sua fé em Deus ao obedecê-lo.
Mais uma palavra: Característica do chamado de Abraão
O chamado de Abraão teve características que o diferencia de outros personagens bíblicos.
Em primeiro o chamado de Abraão foi pela fé (Hb 11.8) isto indica que o patriarca não andava por vista (2Cor 5.7), mas por ser justo viveu pela fé, pois o justo viverá pela fé (Rm 1.17) e o mesmo sabia que sem fé é impossível agradar a Deus (Hb 11.6).
Segundo, o chamado de Abraão exigiu a mudança de localidade. A mudança foi de Ur dos caldeus para ir a Canaã (Gn 11.31). A primeira mudança que Deus requer do ser humano ao chamá-lo é que o mesmo mude de atitudes. Atitude é a tendência de uma pessoa de julgar tais objetos como bons ou ruins, desejáveis ou indesejáveis. Portanto, há atitudes que menosprezam o próprio ser das pessoas, tais como atitudes egoístas, que não visualizam a vontade de Deus para si.
E em terceiro o chamado de Abraão teve um preço a ser pago. A renúncia da terra, da parentela e da casa são demonstrações do preço elevado pago por Abraão (Gn 12.1). Abraão renunciou a terra natal, o conforto do lar, os amigos, o tradicional estilo de vida, o direito de habitar entre os teus, o direito de ter uma velhice tranquila e o direito de dirigir a sua própria vida.
Será que você esta pronto para pagar tal preço?
Renunciar é abrir mão de bens pessoais para servir a outros conforme a vontade de Deus.
III – A METÁFORA DO CORPO SEM O ESPÍRITO PARA EXEMPLIFICAR A FÉ SEM OBRAS (Tg 2.26).
1- Uma analogia do corpo sem espírito.
2- Da mesma maneira: fé sem obras é morta.
Comentário:
Morte significa a separação. A morte física é a separação do corpo para com o espírito. A morte espiritual é quando o indivíduo separa de Deus. A morte eterna tem como significado a separação eterna do indivíduo para com Deus. Por fim, Tiago trata da fé que sem as obras é morta, logo a fé só é viva se esta se manifestar por meio das obras.
Referência:
COELHO, Alexandre. DANIEL, Silas. Fé e Obras, ensinos de Tiago para uma vida cristã autêntica. Rio de Janeiro: CPAD, 2014.

quarta-feira, 6 de agosto de 2014

Salmo 3 – salmo de lamentação

Texto: Eu me deitei e dormi; acordei, porque o Senhor me sustentou (Sl 3.5).
Deus perdoa o pecado cometido pelo ser humano, quando este, se arrepende de seu ato pecaminoso, porém, as consequências não são removidas. Davi o homem segundo coração de Deus cometeu delito ao Senhor. Pediu perdão do seu erro. Mas, mesmo assim presenciou a catástrofe no seio familiar. E umas delas fez com que Davi escrevesse o salmo 3, salmo de lamentação quando o rei fugia do seu filho Absalão.
Lamentação de abertura (vv.1,2).
1- A multiplicação de adversários. Em um paralelismo sinônimo no verso 1, Davi fala da multiplicação de seus inimigos. Foram 40 anos que Israel viveu sobre o governo de Davi e em todo este tempo o monarca vivenciou com a presença de inimigos, porém, no presente texto o que mais abalava o rei era que estes tinham se levantado da sua própria casa.
2- O descredito de Davi perante as pessoas. As pessoas olhavam para o rei e diziam: “não há salvação para ele”. Na fuga de Absalão o rei encontrou com Simei que ia adiante dele amaldiçoando e atirando pedras (2Sm 16.13). O descrédito do indivíduo não permite que o mesmo seja referenciado. O passado de glória é esquecido e cântico proferido por admiradores é sessado. 
Confissão de confiança.
1- Ações de Deus em prol de Davi. “Mas tu, Senhor, és um escudo para mim, minha glória e o que exalta a minha cabeça” (v.3). Enquanto, os contemporâneos do rei diziam que não haveria salvação para o mesmo o salmista expressa e declarava que Deus era o seu escudo, isto é, a sua proteção. E acrescenta que Deus é a sua glória e o que ergue a sua cabeça. Em suma, as ações de Deus para com Davi são: Deus o protege, Deus o sustenta e Deus o estimula a levantar a cabeça.
2- Oração – ação de Davi. “Com minha voz clamei ao Senhor”. O salmista ensina nesta citação que o cristão não poderá depender de terceiros para chegar se a Deus e encontrar a vitória. O salmista estava atravessando momento difícil na sua vida, porém, o mesmo não deixou de clamar ao Senhor e Deus ouviu o clamor desde o seu santo monte, isto é, da morada divina. Portanto, o crente não é esquecido de Deus; “eis que, na palma das minhas mãos, te tenho gravado” (Is 49.16ª).
Ato de fé.
1- Deitar e dormir. Quantas pessoas em dias de provas não conseguem dormir. A noite passa a ser um tormento. Porém, em meio à aflição Davi conseguiu deitar e dormir, porque o Senhor o sustentava.
2- Não temer o numero de inimigos. O segundo ato de fé de Davi é a confiança que ele possuía em Deus mesmo com a multiplicação do número de adversários. O medo é o primeiro ingrediente que notifica a ausência de fé em Deus e passa a ser o elemento decisivo para o acontecimento de fatos desagradáveis na vida do cristão (Jo 3.25).
Retorno à lamentação.
1- Petição a Deus para levantar. Petição de socorro a Deus, pois o salmista sabia que os seus inimigos eram ferozes e cujas forças estavam nas mandíbulas e cujo terror se localizava nos dentes. Porém, o Senhor ao levantar do seu trono outorgaria vitória a Davi.
2- Petição à libertação do perigo imediato. O salmista descreve que a salvação vem do Senhor e o mesmo sabia do perigo iminente que estava a enfrentar, por isso, ele afirma com clareza “a salvação vem do Senhor”. Ninguém poderia e ninguém pode parar o agir de Deus para abençoar o seu povo.
Na caminhada do cristão o mesmo é tentado em tudo, mas é dever do mesmo buscar força em Deus para resistir e vencer as provações. Lembrando que o cair é do homem, porém o levantar é de Deus. O crente não pode deixar de lutar e de servir a Deus por causa de pessoas que se levanta contra, pois Deus muda o cativeiro e faz com que o que amaldiçoava se curve e peça perdão (2Sm 19.18-20).