Deus é Fiel

Deus é Fiel

terça-feira, 17 de março de 2015

A Doutrina do Espírito Santo - Continuação


Texto: E, no último dia, o grande dia da festa, Jesus pôs-se em pé e clamou, dizendo: se alguém tem sede, que venha a mim e beba. Quem crê em mim, como diz a Escritura, rios de água correrão do seu ventre. E isso disse ele do Espírito, que haviam de receber os que nele cressem; porque o Espírito Santo ainda não fora dado, por ainda Jesus não ter sido glorificado (João 7.37-39).
E, havendo dito isso, assoprou sobre eles e disse-lhes: recebei o Espírito Santo (Jo 20.22)
Até então, sobre a doutrina do Espírito Santo foi estudado a respeito da missão do Espírito Santo e quem de fato é Ele, ratificando ser Ele uma pessoa e ser Ele o próprio Deus.
Em continuação ao estudo a respeito do Espírito Santo, duas verdades a respeito da Terceira Pessoa da Trindade, merece total atenção. A primeira corresponde com os símbolos e a segunda com o batismo no e com o Espírito Santo.
Os símbolos do Espírito Santo
Os símbolos proporciona conhecimento no que se trata a pessoa e obra do Espírito Santo. Logo, cada símbolo é rico, pois ensinam muita coisa a respeito do Espírito do Santo.  Por isso, Horton, assim escreveu: símbolos do Espírito Santo são chaves para o entendimento de sua obra em nosso favor (p.389).
1- Vento. O vento sopra onde quer, ouves a sua voz, mas não sabes donde vem, nem para onde vai: assim é todo que é nascido do Espírito (Jo 3.8). O vento se identifica com a seguinte verdade: o poder do Espírito Santo é invisível.
Os efeitos do vento são nítidos, porém o próprio vento não é visto. Assim também, ocorre com os efeitos do Espírito Santo no ser humano.
2- Água. Símbolo que representa o poder e refrigério sustentador da vida. Este símbolo representa o Espírito Santo como bênção transbordante de Deus. Bênção que refrigera, sustenta, reveste e outorga vida.
3- Fogo. Não extingais o Espírito Santo (1Ts 5.19). Símbolo que representa o poder purificador do Espírito Santo. A segunda verdade sobre o fogo como símbolo é que este corresponde com o batismo com o Espírito Santo.
4- Óleo. Símbolo que descreve a ação do Espírito Santo em consagrar o cristão para o serviço. Na Antiga Aliança três eram os oficiais ungidos, sacerdotes, reis e profetas. Quando o cristão é vocacionado a desenvolver ações no Reino de Deus, percebe-se que o mesmo, foi consagrado, ou seja, foi separado e santificado para servir no Reino.
5- Pomba. Símbolo que representa o Espírito Santo na sua mansidão e na sua atuação pacífica. Para Horton: a pompa é um arquétipo da mansidão e da paz. O Espírito Santo habita em nós. Ele não toma posse de nós, mas nos liga a si mesmo com amor, em contraste às correntes dos hábitos pecaminosos. Ele é manso e, nas tempestades da vida, produz paz (p.389).
Batismo no Espírito Santo e o batismo com o Espírito Santo
1- O batismo no Espírito. Corresponde com o ato da conversão e foi obtido no momento da regeneração. Batismo no Espírito Santo indica que cada cristão tem o Espírito Santo e que o Espírito Santo habita no cristão.
2- O batismo com o Espírito Santo. O batismo com o Espírito Santo é um revestimento e derramamento de poder do alto, com a evidência física inicial de línguas estranhas, conforme a vontade do Espírito Santo.
Porém, o batismo com o Espírito Santo não é salvação. Para alcançar a salvação o meio de apropriação é a fé em Cristo. Também o batismo com o Espírito Santo não é santificação. A santificação ocorre de maneira progressiva.
Dentre os efeitos do Batismo com o Espírito Santo se destaca a edificação espiritual do próprio crente, pois mediante o falar em línguas o cristão é edificado (1Co 14.4). Outro efeito é a obtenção de maior dinamismo espiritual, ocasionando maior disposição e maior coragem na prática da vida cristã.
O batismo é também um meio em que Deus outorga os dons espirituais, que são:
Dons que manifestam o saber de Deus: a palavra da sabedoria, a palavra da ciência e dom de discernimento.
 Dons que manifestam o poder de Deus: fé, dons de cura e operação de maravilhas.
Dons que manifestam a mensagem de Deus: profecia, variedade de línguas e interpretação de línguas (1Co 12.7-10).
3- A abrangência da promessa. Porque a promessa vos diz respeito a vós, a vossos filhos e a todos os que estão longe: a tantos quantos Deus, nosso Senhor, chamar (At 2.39), Neste versículo fica claro que o batismo com o Espírito Santo possui uma abrangência, isto é, todos quantos Deus, nosso Senhor, chamar.
No Novo Testamento tanto os judeus como os gentios foram cheios do Espírito Santo, isto sem acepção de pessoas, conforme a profecia de Joel.
Assim, como Deus usou o profeta Joel para profetizar o dia de pentecoste com a descida do Espírito Santo, em Atos capítulo dois, Deus usa o apóstolo Pedro para confortar e esclarecer aos crentes a respeito do batismo com o Espírito Santo.
Portanto, para receber o Batismo com o Espírito Santo é necessário, convicção da promessa, pois o próprio Jesus descreveu o batismo como promessa do Pai (Lc 24.49) e em segundo, viver uma vida de oração, consagração, obediência e o cuidado com a espiritualidade. Em suma, o dia de pentecoste é bíblico e o batismo com o Espírito Santo é para os dias de hoje. E cabe a cada cristão não apagar a chama do Espírito Santo, pois assim escreveu o apóstolo Paulo: não extingais o Espírito (1Ts 5.19).
Referência:
HORTON, Stanley M. Teologia Sistemática, uma perspectiva Pentecostal. Rio de Janeiro: CPAD, 2003.

domingo, 15 de março de 2015

Subsídio para a E.B.D – Não Cobiçarás


Subsídio para a E.B.D – Não Cobiçarás
O décimo mandamento outorga direito ao indivíduo em ter privacidade.
O pecado, quando definido em relação ao décimo mandamento, passa a ser identificado com o desejo ardente de possuir ou conseguir alguma coisa que pertence ao próximo (Lições Bíblicas, 1º Trimestre 2015, p.85).
Para Coelho: a cobiça é uma das formas mais tristes de tratarmos aquilo que os outros têm. O cobiçoso sempre vai desejar aquilo que não possui e será consumido por esse tipo de sentimento, pois vai se achar sempre inferior aos outros. Nunca estará contente com o que já possui (p.76).
Conforme Coelho o cobiçoso é uma pessoa identificada pela baixa alto-estima, pois o mesmo se ver de forma inferior aos outros. Sendo que este nunca estará satisfeito com o que possui.
I – O DÉCIMO MANDAMENTO
1- Abrangência.
2- Objetivos.
3- Contexto.
4- Esclarecimento.
Comentário:
A cobiça estar associada com a concupiscência. A concupiscência passa a ser o desejo exagerado. Tanto que o texto bíblico assim define:
Não cobiçarás a casa do teu próximo,
Não cobiçaras a mulher do teu próximo,
Nem o servo do seu próximo,
Nem a sua serva,
Nem o seu boi,
Nem o seu jumento,
Nem coisa alguma do teu próximo (Êx 20.17).
O mandamento é único, não cobiçaras, porém a explicação é abrangente: o espaço físico, o espaço emotivo, o espaço financeiro do próximo não poderá ser cobiçado.
A parte final do versículo assim está descrita: nem coisa alguma do teu próximo. Esta última parte diretamente se associa com a cobiça ao espaço espiritual da pessoa. É triste, porém é uma realidade, muitos cobiçam a posição ministerial de seus líderes, isto é, espaço ministerial e espiritual.
A desobediência do décimo mandamento se associa com os seguintes tipos de pecado: sensualidade, luxúria e dentre tantas o orgulho.
Sensualidade: são atos diretamente ligados aos sentidos, e tem como objetivo despertar a atenção do outro para a intimidade.
Luxúria: é o despertar de uma intensa emoção pelo corpo.
Orgulho: elevação para si, sentimento de superioridade. O orgulho foi o motivo que levou satanás a transgredir contra a Lei de Deus.
II – COBIÇA
1- Significado.
2- Cobiçar.
3- O texto paralelo.
Comentário:
A cobiça desenvolve nos indivíduos o despertamento para a prática de outras ações pecaminosas, exemplo:
 Não cobiçarás a casa do teu próximo – habitação – quando consumada, a cobiça dará origem ao furto.
Não cobiçaras a mulher do teu próximo – intimidade do próximo – quando consumada a cobiça dará origem o adultério, ou até o estrupo.
Nem o servo do seu próximo,
Nem a sua serva – propriedade serviçal – poderá consumar na injustiça social.
Nem o seu boi,
Nem o seu jumento – instrumento de trabalho – também associado ao furto.
Nem coisa alguma do teu próximo (Êx 20.17).
III – A VINHA DE NABOTE
1- Proposta recusada.
2- O direito de propriedade.
3- O pecado de Acabe e Jezabel.
4- O casal não contava com uma testemunha verdade.
Comentário:
Há no contexto político o direito do governo em tomar para si terras, isto é, previsto caso as terras sejam favoráveis para beneficiar alguma ação no que tange o bem para a sociedade. Claro que tais ações são feitas por meio legais (porém, que beneficie o governo).
A história de Nabote em rejeitar a proposta de Acabe se repete no cenário atual, quando o proprietário de uma terra não aceita a proposta do governo por meio da indenização, o mesmo poderá perder seu direito de posse e receber o valor que o governo quiser outorgar e como quiser pagar. Esta é a realidade...
Para concluir: o que Deus ordena abrange todas as coisas que o próximo possui. Não é meu dever cobiçar o que meu próximo tem, pois isso nos induz a querer retirar dele o que ele tem. A cobiça é o princípio de uma vida insatisfeita, que esquece o que já recebeu de Deus e fixa seu olhar naquilo que ainda não se tem (p.77).
Referência:
COELHO, Alexandre. DANIEL, Silas. Uma Jornada de Fé. Rio de Janeiro: CPAD, 2013.

terça-feira, 10 de março de 2015

A Doutrina do Espírito Santo


A Doutrina do Espírito Santo

Texto: Mas aquele Consolador, o Espírito Santo, que o Pai enviará em meu nome, vos ensinará todas as coisas e vos fará lembrar de tudo quanto vos tenho dito (João 14.26).
Há um só Deus existente em três pessoas: Pai, Filho e Espírito Santo. A doutrina do Espírito Santo permite aos cristãos o conhecimento da Terceira Pessoa da Trindade no que se trata: o Espírito Santo é Deus e o Espírito Santo é uma pessoa.
O nome Consolador se refere à relação do Espírito Santo com os homens. Consolador significa advogado, ou seja, aquele que foi chamado para o outro lado, ou em defesa de.  
O Espírito Santo é uma pessoa e o Espírito Santo é Deus
1- O Espírito Santo é uma pessoa. Há três razões determinantes em afirmar que o Espírito Santo é uma pessoa.
A primeira afirmação indica que Ele age como uma pessoa, pois o Espírito Santo ensina (Jo 14.26), testifica de Cristo (Jo 15.26), fala com os salvos (At 8.29) e chama os obreiros (At 15.26). Somente uma pessoa pode ensinar a outros, testificar de outro, falar com outros e chamar a outros.
Já a segunda afirmação em ser o Espírito Santo uma pessoa está diretamente associada às características de uma pessoa. Pois, o Espírito Santo possui conhecimento (1 Co 2.1), possui vontade (1 Co 12.11) e ama (Rm 15.30). Apenas uma pessoa se caracteriza pelo conhecimento, pela vontade e pelo amor, e estas características definem que o Espírito Santo é Deus.
E a terceira característica em ser o Espírito Santo uma pessoa é porque na Bíblia Ele é tratado como uma pessoa. Dois exemplos corroboram esta afirmativa, o primeiro em Efésios 4.30, quando Paulo aconselha a não entristecer o Espírito Santo e o segundo quando Jesus ensinou a respeitou da blasfêmia contra a Terceira Pessoa da Trindade (Mt 12.31).
2- O Espírito Santo é Deus. Assim como há três razões que caracteriza ser o Espírito Santo uma pessoa, percebe-se que também há três razões que define ser o Espírito Santo Deus.
2.1- O Espírito Santo tem os atributos de Deus. O Espírito Santo é eterno (Hb 9.14), logo, Ele não é limitado pelo tempo, pois Ele existe deste toda a eternidade. Bancroft afirma: assim como a eternidade é atributo ou característica da natureza de Deus, semelhantemente a eternidade pode ser e é atribuída ao Espírito Santo como uma das distinções pessoais no Ser de Deus (p.188).
Ele é eterno, sempre foi, é e será. Não tem princípio nem fim. O Espírito Santo não apareceu repentina e abruptamente quando foi enviado à terra para dar poder aos crentes, depois da ascensão de Cristo. Fiel, constante e amoroso – Ele é e sempre será o mesmo e, o eterno Espírito Santo, jamais deixará você cair. Ele é o mesmo, ontem, hoje e sempre (HINN, p 53).
O Espírito Santo também é onisciente, pois o Espírito penetra todas as coisas, ainda as profundezas de Deus (1 Co 2.10).
O Espírito Santo também é onipresente (Sl 139.7-10) e onipotente (Gn 1.2), para Hinn a onipotência do Espírito Santo é demonstrada em três atos poderosos: criação, trazer o universo do nada; animação, dar vida ao que estava sem vida; e ressurreição, trazer vida da morte (p.51).
2.2- O Espírito Santo tem os nomes de Deus. Ele é chamado de Espírito de Deus (1 Co 3.16), nome que indica ser Ele Deus. Sendo Ele Deus percebe-se que Ele é o poder e a energia pessoais da Divindade (BANCROFT, p.188).
A Terceira Pessoa da Trindade também é conhecido pelo nome Espírito de Deus, nome que está associado a poder, profecia e direção. O Espírito de Deus pairava sobre as águas (Gn 1.2), aqui associado ao poder de criar. O Espírito de Deus se apoderou dele, e profetizou (1 SM 10.10), aqui associado à comunicação. Por fim, todos os que são guiados pelo Espírito de Deus são filhos de Deus (Rm 8.14), aqui associado à direção.
2.3- O Espírito Santo faz as obras que somente Deus pode fazer. Três são as obras divinas nítidas na pessoa do Espírito Santo: criação, predição e regeneração (Gn 1.2, Jo 3.1-7).
Missão do Espírito Santo
O Espírito Santo nos dias hodiernos age por meio de três missões: convencer o mundo (Jo 16.8-11), guiar os cristãos (Jo 16.13) e glorificar a Cristo (Jo 16.14).
1- Convencer o mundo. No ministério particular do Senhor Jesus, Ele afirmou aos discípulos que o Espírito Santo convenceria o mundo do pecado, do juízo e da justiça.
Jesus estava falando do mundo humano (Jo 3.16), mundo que representa a humanidade, logo corresponde com o mundo que Deus amou.
Portanto, convencer o mundo primeiramente do pecado, porque o pecado significa agir erroneamente em relação à vontade de Deus. O pecado separa o homem de Deus, logo se o homem é convencido do pecado o mesmo se aproxima de Deus.
Convencer o homem da justiça significa outorgar ao ser humano o conhecimento da natureza da justiça e a necessidade do indivíduo recebê-la.
Obra de Jesus na cruz foi totalmente justa. Isso é demonstrado pelo Pai quando Ele esvazia o sepulcro onde o corpo do Filho fora colocado, revelando que ficou satisfeito com o pagamento justo de Cristo e o aceitando a junto a si novamente (ALLEN; RADMACHER;HOUSE, p.270).
Convencer o homem do juízo, ou seja, conduzir o ser humano a reconhecer que satanás foi julgado na cruz, logo na conjectura espiritual não tem como o indivíduo ser neutro, pois será ele filho de Deus ou filho do pai da mentira.
2- Guiar os cristãos. A ação do Espírito Santo em guiar os cristãos é entendida nas seguintes descrições: o Espírito Santo chama e Ele orienta em serviço.
O Espírito Santo chama para o serviço (At 13.2,4), logo é Ele que capacita pessoas a desenvolverem trabalhos específicos. O Espírito Santo também orienta os servos a desenvolverem o serviço de maneira que pessoas sejam conduzidas à luz e ao amor de Deus (BANCROFT, p.197).
Ele guiará em toda a verdade, se refere à verdade necessária para se tornar um cristão maduro e totalmente capacitado (ALLEN; RADMACHER;HOUSE, p.271). Maturidade do cristão se define nas palavras: conhecimento, isto é, conhecimento de Deus, amor e unidade. Logo, o Espírito Santo guia o crente a buscar o conhecimento de Deus, a amar o próximo e a viver em união com e no corpo de Cristo.
3- Glorificar a Cristo. Define-se em tornar Jesus conhecido. Portanto, o Espírito Santo proporciona a pregação do Evangelho, a salvação de almas e com estas obras, o mesmo glorifica a pessoa do Senhor Jesus Cristo.
Portanto, até aqui se percebe que para conhecer o Espírito Santo é necessário entender que Ele é uma pessoa e que Ele é Deus. Sendo que o Espírito Santo de Deus continua a operar na vida daqueles que se entregaram totalmente a pessoa de Cristo.

segunda-feira, 9 de março de 2015

Subsídio para a E.B.D – Não Darás Falso Testemunho


Subsídio para a E.B.D – Não Darás Falso Testemunho
O nono mandamento outorga ao indivíduo o direito de não ser difamado perante a sociedade.
A palavra chave para compreender o nono mandamento na prática diária é a palavra mentira. Mentira tem como significado palavra de negação da verdade ou negações falsas ditas a alguém e sobre alguém.
O mandamento corresponde a uma relação diária com as pessoas em que a verdade não é estabelecida como meio de comunicação. O falso testemunho está no mesmo nível de pecado com o assassinato, o adultério e o furto.
I – O NONO MANDAMENTO
1- Abrangência.
2- Objetivo.
3- Contexto.
Comentário:
Os dez mandamentos possui um código de ética em dois sentidos. O vertical e o horizontal. No sentido vertical, a ética tem como princípio a ligação entre o homem e Deus, já no sentido horizontal a ética se identifica com a relação entre os indivíduos. Quando o indivíduo pratica falso testemunho contra o próximo este está quebrando uma aliança direta com Deus e neste ponto tornando infiel para com Deus.
Os objetivos do nono mandamento são a defesa da honra e a defesa da fé. Da honra, pois o transmitir de falso testemunho implanta na vítima uma má reputação. Já na defesa da fé, trata-se da defesa da integridade da vítima para com Deus. Portanto, o nono mandamento tem como objetivo geral, não proporcionar que a mentira dita sobre alguém prevaleça como verdade perante a sociedade.
O nono mandamento proíbe levantar falso testemunho. Neste sentido, protege a reputação das pessoas contra a calúnia. Ele também estabelece uma base concreta para o antigo sistema israelita de justiça. De acordo com as antigas leis de Israel, uma pessoa era considerada culpada ou inocente com base na declaração de uma testemunha fidedigna (Dt 17.6). O falso testemunho arruinava gradativamente a justiça (ALLEN; RADMACHER;HOUSE, p.166).
II – O PROCESSO
1- Responder em juízo.
2- Falso testemunho.
3- O próximo.
Comentário:
O processo do nono mandamento descreve que o falso testemunho não pode ser propagado, pois a interpretação do mandamento ensina que a pessoa não poderia contar algo consciente o que estaria contando se tratava de uma mentira que atingiria a honra e a fé de outra pessoa, sendo esta inocente.
O nono mandamento também ensina que quando for o cristão posto diante de uma situação, em que terá que testemunhar por alguém, este deverá falar apenas a verdade. Sendo importante não tomar dores e partido por outro sem conhecer os fatos que estão inseridos no processo.
Quem é o próximo?
No contexto em que foi escrito o mandamento, tratava se de todo os israelitas e até dos estrangeiros.
Já nos dias de Jesus o próximo passa a serem todos sem acepção de pessoa.
Para Coelho:
Por meio deste mandamento, Deus ordenou que tivéssemos duas atitudes: não mentir nem falar falsamente das pessoas que nos estão próximas. Esse mandamento afeta diretamente os hábitos de pessoas que não controlam o que falam, que falam sem pensar e, pior pessoas que sempre caluniam seu próximo (p. 76).
III – A VERDADE
1- Antigo Testamento.
2- Novo Testamento.
3- O que é a verdade.
Comentário:
Compreendendo a palavra verdade:
Emet, termo hebraico que significa verdade, firmeza, veracidade.
As palavras derivadas são: emunnah, fé, fidelidade, firmeza; amen, verdadeiramente, de fato, assim seja.
Aleheia, grego, verdade.
Palavras derivadas: lanthano/letho, ocultar ou encobrir algo a alguém.
Veridas, em latim, significa verdade, precisão, rigor, exatidão de um relato.
IV – O CUIDADO COM A MENTIRA
1- As testemunhas.
2- Os danos.
3- O pecado da mentira.
Comentário:
Ninguém poderia e pode ser julgado e condenado por uma só testemunha. Mesmo em caso aonde mais de uma testemunha foi ouvida, pessoas inocentes já foram condenadas.
Os efeitos do falso testemunho são maléficos e podem levar alguém à prisão ou à morte. Logo, na Antiga Aliança a pena para quem tinha proferido o falso testemunho era a morte.
As formas de propagar o falso testemunho são: calúnia, injúria e a difamação. Todas essas formas de falso testemunho são passíveis de condenação penal e são igualmente condenadas por Deus (COELHO, p.76).
Pecado é tudo aquilo que tira o homem de Deus. Pecado é tudo aquilo que faz o homem errar o alvo. Portanto, a mentira é pecado. Quem profere mentira tem como pai o diabo que é o pai da mentira (Jo 8.44).
O diabo veio para matar, roubar e destruir (Jo 10.10). A mentira dita por várias vezes torna-se uma verdade, assim dizia Mussolini, e de fato na conjectura atual, a mentira sobre um líder em questões de segundos diante dos olhares da sociedade torna-se uma verdade, daí a difamação passa a ser grande.
Por fim, a mentira causa danos para a família, para os filhos, para a igreja, em suma para a sociedade.
Referência:
ALLEN, Ronaldo B. RADMACHER, Earl D. HOUSE, H. Wayne. O Novo comentário Bíblico Antigo Testamento. Rio de Janeiro: Editora Central Gospel, 2013.
COELHO, Alexandre. DANIEL, Silas. Uma Jornada de Fé. Rio de Janeiro: CPAD, 2013.

segunda-feira, 2 de março de 2015

Subsídio para a E.B.D – Não Furtarás


Subsídio para a E.B.D – Não Furtarás
O oitavo mandamento outorga direito ao indivíduo em possuir bens, e estes bens não poderão ser furtados.
Na desobediência ao oitavo mandamento percebe-se que a paz será inexistente, pois não haverá respeito pela propriedade do próximo.
Logo, quando não há furto em um ambiente, a paz e o respeito tornam-se notórios e são percebíveis pela sociedade.
I – O OITVAO MANDAMENTO
1- Abrangência.
2- Objetivo.
3- Contexto.
Comentário:
O oitavo mandamento abrange a qualquer negócio com vantagem ilícita e também com ações em que alguém se torna vítima da injustiça.
Para Coelho:
Deus abençoa uma vida produtiva de trabalho, e abençoa os bens trazidos para casa de forma justa. Por isso, Ele espera que a propriedade seja preservada de ataques, e para isso proíbe o furto e o roubo. O furto é a retirada furtiva dos bens de uma pessoa, e o roubo, geralmente, tem o emprego da intimidação ou da violência. Em ambos os casos, Deus condena os bens adquiridos por meios ilícitos.
Não podemos tirar vantagens de outras pessoas, pois isso também é uma forma de furto. Se desejamos ter bens, que sejam adquiridos de forma lícita, permitida por Deus e debaixo da sua bênção. (2013, p.75).
Os objetivos do oitavo mandamento são:
Proteção pelos bens alheios.
Respeito pelos bens alheios.
Proporcionar aos israelitas o entendimento que o trabalho é um recurso para que cada um conquiste o sustento e o suprimento das necessidades próprias.
O oitavo mandamento está diretamente associado com o furto de pessoas. Fenômeno social que na atualidade são chamados de tráfico de pessoas.
II – LEGISLAÇÃO MOSAICA SOBRE O FURTO
1- A pena por furto de bois e ovelhas.
2- Furto à noite com o arrombamento.
3- O ladrão do dia.
Comentário:
O ladrão teria que restituir o que foi roubado, caso não tivesse a condição para a restituição, o mesmo, seria vendido como escravo.
Nos tempos antigos o escravo chegava a tal situação pelos seguintes motivos: pobreza, derrota e dívida.
A pobreza fez com que muitos homens e muitas famílias passassem pela humilhação da escravidão.
Quando um povo era vencido por outro, os moradores da nação vencida eram transformados em escravos.
Por fim, por não conseguir pagar as dívidas, inúmeras pessoas passaram pela humilhação da escravidão. Lembrando que o ladrão ao ser pego no ato pecaminoso e por não ter condição de repor o que teria sido roubado se transformaria em um escravo.
III – SOBRE OS DANOS MATERIAIS
1- Animal solto.
2- A queimada involuntária.
3- O furto e o ladrão.
Comentário:
O oitavo mandamento é categórico na responsabilidade de assegurar o bem-estar da sociedade. Sendo que para que ocorra o bem-estar social é necessário que haja bom senso, pois até na criação dos animais não pode perturbar a paz do vizinho.
IV – O TRABALHO
1- Uma bênção.
2- Os bens.
3- O Novo Testamento.
Comentário:
Sendo a prosperidade fruto da obediência torna se necessário entender a doutrina bíblica da mordomia cristã no que corresponde ao dízimo e a oferta. O dízimo foi instituído por Deus para que haja mantimento. Porém o dízimo não foi instituído no período da lei, mas sim anterior a dispensação da lei e o próprio Jesus ratificou a observância do dízimo (Mt 23.23). No texto áureo do tema dízimo haverá um mandamento, trazei todos os dízimos, haverá um desafio, fazei prova de mim e também haverá uma promessa se não abrir as janelas do céu (Ml 3.10). Além dos dízimos os ensinos bíblicos sobre mordomia cristã enfatizam também as ofertas. Sobre ofertas existem alguns princípios importantes, quatro em especial: o princípio da motivação, o que de fato leva as pessoas a contribuir (2 Co 9.7); o princípio da distribuição, ou seja, o que indivíduo possui, possui para distribuir; o princípio da proporção, a colheita é pela proporção que plantio (2Co 9.6) e em quarto o princípio da provisão, Deus é fiel e proverá o necessário para os seus servos. Sendo obediente nos dízimos e nas ofertas o cristão colherá de Deus o melhor para a sua vida em todas as áreas sejam elas; física, emocional, profissional, ministerial e principalmente espiritual.
Se o primeiro meio para alcançar a prosperidade é ser fiel o segundo é ser dedicado ao labor diário, ou seja, é trabalhar. Ninguém alcançará a verdadeira prosperidade sem trabalho, lembrando que o trabalho dignifica o ser humano.
Em terceiro, a prosperidade está relacionada aos cuidados com a obra missionária. Quando o servo de Deus se entrega a obra missionária colherá todos os frutos provindos da dedicação e entrega a proclamação do Reino de Deus.
Em quarto os cuidados com nossos líderes, Paulo assim escreveu aos tessalonicenses: e rogamos-vos, irmãos, que reconheçais os que trabalham entre vós, e que presidem sobre vós no Senhor, e vos admoesta; e que os tenhais em grande estima e amor, por causa da sua obra. Tende paz entre vós (2 Ts 5. 12,13).
Referência:
COELHO, Alexandre. DANIEL, Silas. Uma Jornada de Fé. Rio de Janeiro: CPAD, 2013.