Deus é Fiel

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domingo, 7 de junho de 2020

Subsídio para a aula da Escola Bíblica Dominical: Atributos da Unidade da Fé: Humildade, Mansidão e Longanimidade


Atributos da Unidade da Fé: Humildade, Mansidão e Longanimidade
A verdade prática permite compreender que A unidade na Igreja depende de que os crentes evidenciem no cotidiano a humildade, a mansidão e a longanimidade. Sendo que a presente lição tem como objetivo geral: Mostrar que a unidade na Igreja de Cristo é o resultado da humildade, mansidão e longanimidade na vida dos crentes; e, como objetivos específicos:

Explicar que a humildade é uma virtude indispensável para a comunhão.
Enfatizar que a mansidão produz crentes que promovem a paz e a conciliação.
Frisar que a longanimidade capacita o crente a ser tolerante com as falhas alheias.
Lembrando que o texto áureo permite compreender que:
A segunda metade de Efésios, como a de muitas epístolas de Paulo, enfatiza a conduta cristã como evidência das doutrinas e crenças expressas na primeira metade da carta. Observe que a vida cristã não é comparada aqui ao ato de correr ou ficar parado, mas ao ato de andar. A expressão andeis como é digno significa que a vida do cristão deve condizer com a excelência do chamado que ele recebeu de Cristo (RADMACHER; ALLEN; HOUSE, 2013, p.508).
I – PARA HAVER UNIDADE É PRECISO HUMILDADE
A humildade é a marca do verdadeiro seguidor de Jesus. E compreende-se que a Humildade é a ausência completa do orgulho. Sua origem vem do latim “húmus” que significa “filhos da terra”. Etimologicamente, humildade também deriva “homem” (homo) e “humanidade” (GABY & GABY, 2018, p. 149).
Assim sendo, humildade descreve a respeito de quem vem de baixo (de quem é comum), de quem reconhece o seu papel e respeita o comando de outro (isto é, é submisso aos superiores).
A humildade foi à virtude que Jesus enfatizou na noite da santa ceia aos seus discípulos, pois ao lavar os pés dos apóstolos o Mestre ensinou que Ele não veio para ser servido, mas para servir (Jo 13). Portanto, a humildade é atitude que deverá ser desenvolvida por todos os cristãos resumida na seguinte descrição: servir e não ser servido.
II – PARA HAVER UNIDADE É PRECISO MANSIDÃO
A palavra mansidão é uma forma variada do termo grego προΰτης (proutês), significa gentileza, humildade, cortesia, consideração, força, suavidade e amabilidade. Na língua portuguesa mansidão apresenta a ideia de ausência de dinâmica e de ânimo. Porém, a mesma pode ser também definida na prática pela palavra tolerância.
No NT a palavra mansidão é descrita de duas maneiras:
É mais do que alguma coisa delicada e graciosa. É o segredo da conquista e do poder, porque os mansos são bem-aventurados e herdarão a terra (Mt 5.5). Prautes faz do homem um rei entre os demais.
Finalmente, devemos notar que pelo menos três vezes esta qualidade está ligada ao próprio Jesus... Esta mansidão é da própria essência do caráter de Jesus (BARCALY, 2010, p.111).
A mansidão não é um fruto do Espírito em que o cristão se torna um covarde, mas que outorga ao servo de Deus uma atitude interior que se transforma em ações graciosas, como por exemplo: amor, cortesia, tolerância e suavidade.
Ser manso não retira do cristão a ação de firmeza contra o pecado.
O grande exemplo Bíblico de mansidão é Moisés. Ora, Moisés era homem mui manso, mais do que todos os homens que havia sobre a terra (Nm 12.3).
Mansidão conforme Números 12.3 pode ter como significado paciência e humildade. Palavras que se encontra na tradução da Bíblia King James Atualizada:
 Ora, Moisés era um homem muito paciente e o mais humilde dos homens de sua época (Nm 12.3). Portanto, a mansidão de Moisés pode ser definida por dependência do profeta para com Deus.
Para Gomes mansidão pode ser assim definida:
A mansidão pode ser entendida como uma qualidade suavizante, como uma canção que tranquiliza a alma mais angustiante, como um médico que trata seu paciente com toda delicadeza, como um pastor que cuida da ovelha com todo carinho. Ela não expressa falta de coragem, disposição, mas é o lenitivo que traz o melhor alívio para quem está sofrendo (GOMES, 2016, p.122).
Já para Horton:
A mansidão não é autorrebaixamento ou fazer pouco de si mesmo. Pelo contrário, é uma humildade genuína que não se considera importante demais para realizar as tarefas humildes. Não assume ares de grandeza ou imponência no sentido de deixar de ser cortês, atencioso e gentil com todas as pessoas. É modesta, mas bem-disposta a dar sua contribuição quando algo precisa ser feito (apud, GOMES, 2016, p.123).
III – PARA HAVER UNIDADE É PRECISO LONGANIMIDADE PARA O EXERCÍCIO DO PERDÃO
A longanimidade define o indivíduo que tem como qualidade, grandeza de ânimo, indivíduo corajoso em meio às adversidades e que age em favor de alguém, termo também relacionado com o ato de ser bondoso ou generoso.
O Senhor não retarda a sua promessa, ainda que alguns a têm por tardia; mas é longânimo para conosco, não querendo que alguns se percam, senão que todos venham a arrepender-se (2 Pe 3.9).
Referência:
BARCLAY, W. As Obras da Carne e o Fruto do Espírito. São Paulo: Vida Nova, 2010.
GABY, Wagner Tadeu. GABY, Eliel dos Santos. As Parábolas de Jesus: As verdades e princípios divinos para uma vida abundante. Rio de Janeiro: CPAD, 2018.
GOMES, Osiel. As Obras da Carne e o Fruto do Espírito, como o crente pode vencer a verdadeira batalha espiritual travada diariamente. Rio de Janeiro: CPAD, 2016.
RADMACHER, Earl D. ALLEN, Ronaldo B. HOUSE, H. Wayne. O Novo comentário Bíblico Novo Testamento. Rio de Janeiro: Editora Central Gospel, 2013.

terça-feira, 2 de junho de 2020

Ministério Público de Jesus: Ensinado por Parábolas


Ministério Público de Jesus: Ensinado por Parábolas
Texto: E sem parábolas nunca lhes falava, porém tudo declarava em particular aos seus discípulos (Mc 4.34).
Há no Novo Testamento, em média 40 parábolas que foram contadas pelo Senhor Jesus, compreende-se que estas foram proferidas com a finalidade em expor as verdades e princípios divinos para uma vida abundante. Lembrando que as parábolas era uma ferramenta básica usada por Jesus em Seus ensinamentos (RADMACHER; ALLEN; HOUSE, 2013, p. 103).
Conceituando
Conforme Richards: Parábola é um símile, uma história, ou objeto ou uma metáfora colocada ao lado de uma verdade espiritual para esclarecer seu significado ou importância (2008, p. 50).
Portanto, pode-se afirmar que as parábolas de Jesus relacionam-se com o cotidiano das pessoas e tinham como objetivo transmitir uma mensagem que não deixasse dúvida por parte de quem a recebia.
Porém, tendo como base Mateus 13.10-15, percebe-se que: O objetivo dessa parábola era, ao mesmo tempo, revelar a verdade (Mt 13.11) e ocultá-la (Mt 13.13). O fato de Jesus ocultar a verdade serviu como juízo para os incrédulos, como aconteceu durante o ministério de Isaías (Is 6.9,10). (RADMACHER; ALLEN; HOUSE, 2013, p. 43).
Contexto da Época
Há quatro pontos essenciais para compreender a mensagem das parábolas do Novo Testamento: o domínio político da época, a sociedade judaica, o silêncio divino e o Reino de Deus.
O domínio político da época estava sobre a hegemonia romana. Enquanto, sociedade judaica esperava o Messias, por isso, os indivíduos se agrupavam em pelo menos uma das seguintes ramificações religiosa: a dos fariseus, dos saduceus, dos essênios ou a dos zelotes.
Já no tange o silêncio de Deus, assim comenta Silva:
No silêncio Deus fala sem palavras e a palavra fala em silêncio. O silêncio de Deus em não levantar profetas e nem inspirar os homens a escrever obras canônicas não quer dizer que Deus estava distante dos judeus, pois no silêncio de Deus manifesta em nós o maior milagre (SILVA, Ano 9, p. 45).
Por fim, sobre o Reino de Deus é necessário compreender que o Reino de Deus é um dom presente. O Reino possui o Rei presente. Em terceiro o Reino não é a Igreja, mas a Igreja é criada pelo Reino e dá testemunho do Reino, pois a Igreja é a agência do Reino e é a guardadora do Reino. O Reino de Deus é eterno e pertence somente a Ele.
A Parábola do Bom Samaritano (Lc 10. 30-37)
A parábola do Bom Samaritano apresenta os seguintes personagens: um viajante, os salteadores, o sacerdote, o levita, o samaritano e o hospedeiro.
O viajante de Jerusalém para Jericó é o personagem que receberá a atenção do samaritano, isto é, a demonstração de amor, porém é o mesmo personagem que recebeu a rejeição por parte do sacerdote e do levita, apesar de ter sido violentado pelos os salteadores.
Os salteadores representam aqueles que possuem como filosofia de vida: o que é seu é meu. Ou seja, os ladrões vivem por tirarem o que pertence ao próximo.
O sacerdote e o levita terão na parábola a mesma descrição filosófica: o que é meu é meu, logo, o que é meu não pertence ao próximo.
Já o samaritano descreve na ação a filosofia de vida pertencente aos servos de Deus, o que é meu é seu, isto é, filosofia de vida que expressa a realidade do amor ao próximo.
Já o hospedeiro corresponde aquele que está de prontidão para receber e atender com dedicação os necessitados.
Para Champlin o próximo pode ser:
a) [...] uma pessoa inteiramente desconhecida. (b) O próximo pode ser uma raça diferente, e até mesmo desprezada.  (c) O “próximo” pode ser pessoa de outra religião, até mesmo conhecida como herética. (d) Contudo, os cuidados de Deus por toda a humanidade devem manifestar-se na vida de todos quantos são chamados pelo nome (apud GABY & GABY, 2018, p. 96).
Por fim, para entender as parábolas como narrativa das experiências cotidianas é necessário distinguir o explícito do implícito no que corresponde o agir de Deus no contexto literário. Lembrando que por meio das parábolas o Senhor Jesus proporcionou excelentes sermões a respeito do Reino de Deus.
Referência:
GABY, Wagner Tadeu. GABY, Eliel dos Santos. As Parábolas de Jesus: As verdades e princípios divinos para uma vida abundante. Rio de Janeiro: CPAD, 2018.
GUIA CRISTÃO DE LEITURA DA BÍBLIA. Rio de Janeiro: CPAD, 2013.
RADMACHER, Earl D. ALLEN, Ronaldo B. HOUSE, H. Wayne. O Novo comentário Bíblico Novo Testamento. Rio de Janeiro: Editora Central Gospel, 2013.
RICHARDS. Lawrence O. Comentário Histórico-Cultural do Novo Testamento. Rio de Janeiro: CPAD, 2008.
SILVA, Andreson Côrte Ferreira da. Cronologia Bíblica. Revista Manancial. Ano 9, edição 28.

segunda-feira, 1 de junho de 2020

Subsídio para a aula da Escola Bíblica Dominical: A Intercessão pelos Efésios


A Intercessão pelos Efésios
A verdade prática permite compreender que Devemos interceder pelos eleitos de Cristo para que eles sejam fortalecidos de poder, vivam em comunhão e exercitem o amor de Deus. Sendo que a presente lição tem como objetivo geral: Apreender a eficácia da oração no fortalecimento, restauração e crescimento espiritual da Igreja de Cristo; e, como objetivos específicos:
Refletir acerca dos propósitos da oração do apóstolo Paulo no poder do Espírito.
Destacar a necessidade de a Igreja estar arraigada e fundada no amor de Deus.
Conscientizar de que Deus é capaz de fazer muito além do que pedimos.
Lembrando que o texto áureo permite compreender que:
Pai e família são palavras que estão relacionadas no texto original. Todas as famílias formadas por pessoas e anjos provêm de Deus, seu Criador (RADMACHER; ALLEN; HOUSE, 2013, p.508).
I – CORROBORADOS COM O PODER DO ESPÍRITO
Os propósitos da oração de Paulo conforme os versículos em análise são:
Que a Igreja em Éfeso fosse corroborada com poder do Espírito (v. 16), isto é, que a Igreja fosse fortalecida pelo poder que emana do Espírito Santo.
Assim também Paulo orou para que a Igreja fosse a habitação de Cristo (v. 17). Sendo que o termo original usado pelo apóstolo permite compreender que a petição de Paulo ao Senhor era para que a Igreja fosse a habitação permanente de Deus, e não uma habitação transitória.
Corroborando com os argumentos acima, seguem-se as descrições argumentativas abaixo:
Parece que Paulo estava falando daquela segunda experiência do cristão na qual o Espírito Santo purifica e fortalece o coração. Portanto, ser corroborados pelo Espírito, ter Cristo no íntimo e estar arraigados em amor é o princípio básico para o crescimento cristão. Devemos estar arraigados como uma árvore e fundados no amor que Deus tem por nós e nos dá.
O verbo habite vem de uma palavra grega usada para designar moradia, residência permanente (RADMACHER; ALLEN; HOUSE, 2013, p.508).
II – ARRAIGADOS E FUNDADOS EM AMOR
As virtudes são qualidades morais e também intelectuais que caracterizam o indivíduo conduzindo-o à prática do bem. O cristão é seguidor de Jesus Cristo. O termo Cristo tem como significado ungido, e apenas os reis, sacerdotes e profetas eram ungidos na sociedade judaica. Sendo seguidor de Cristo indica que o cristão tem os sentimentos de Jesus Cristo e pratica as obras do Messias. Assim sendo a vida de Jesus proporciona aos cristãos a terem uma vida de fé, esperança e amor. Estas virtudes identificam o autêntico servo de Deus.
Sendo que o termo amor do grego αγάπη, tem como significado afeição o que estima a mais sublime virtude cristã.  Porém, refere-se ao amor de Deus ou de Cristo aos homens Rm 5.8. Também se define como sendo a essência de Deus 1 Jo 4.8, 16. Assim também como pode caracterizar o amor de homens, a Deus ou a Cristo, Jo 5.42; ou a outras pessoas 2 Co 8.7 (GINGRICH & DANKER, 1993, p. 10).
Lembrando que o amor de Cristo é tão grande que vai além de nosso entendimento. A plenitude de Deus implica a abundância de dons que procedem dele (RADMACHER; ALLEN; HOUSE, 2013, p.508).
Portanto, no que corresponde a intensidade do amor de Cristo compreende que só por intermédio dEle que o cristão pode desfrutar a grandeza do amor, assim como praticá-lo.
III – A BÊNÇÃO DE DEUS EXCEDE O PENSAMENTO HUMANO
Esses dois versículos formam uma doxologia, louvor, a Deus, em que Paulo mostra que o Senhor pode fazer tudo muito mais abundantemente além de qualquer coisa que pedimos. Nem o amor de Deus nem Seu poder são limitados pela imaginação humana (RADMACHER; ALLEN; HOUSE, 2013, p.508).
O apóstolo Paulo utiliza o termo περισσοϛ (perissos) que tem como significado estar a mais, exceder, ultrapassar em número ou em medida, resumidamente pode ser definido em ser mais que o suficiente. Outros termos que podem definir a palavra abundantemente no Novo Testamento são: deixar sobrar, superabundar, abundar ricamente, riqueza de alguém, e ir além de certa medida.
O muito mais abundantemente de Deus é pós-estabelecido ao dia da angústia e é o resultado das orações e dos pensamentos desenvolvidos em Cristo Jesus.
Referência:
GINGRICH, F. Wilbur. DANKER, Frederick W. LÉXICO DO NOVO TESTAMENTO GREGO / PORTUGUÊS. São Paulo: Edições Vida Nova, 1993.
RADMACHER, Earl D. ALLEN, Ronaldo B. HOUSE, H. Wayne. O Novo comentário Bíblico Novo Testamento. Rio de Janeiro: Editora Central Gospel, 2013.

sexta-feira, 29 de maio de 2020

Subsídio para as Lições Bíblicas Jovens: As Lutas dos Hebreus no Tempo da Conquista


As Lutas dos Hebreus no Tempo da Conquista
A presente lição tem como Síntese: É Deus quem nos concede a vitória; Ele quem nos livra das mãos dos nossos inimigos.
E como objetivos:

Explicar como foi a conquista dos reinos do Sul de Canaã e quais os milagres contemplados;
Expor como foi a conquista dos reinos do Norte de Canaã e quais as circunstâncias dessa guerra;
E, Conscientizar de que a conquista da Terra Prometida foi um milagre de Deus.
Já sobre o texto do dia pode compreender que:
A maravilhosa intervenção de Deus na história humana para libertar os israelitas do Egito foi a pedra angular da fé no Antigo Testamento (Sl 17.7; 118.16; Êx 15.6). Cada geração de israelitas tinha por obrigação relatar à geração seguinte o que Deus tinha feito por ela. Sua narrativa não consistia simplesmente na história nacional, mas também em uma verdadeira descrição do caráter de Deus (Dt 8).
Tua destra tornou-se um mote de redenção em Israel.
Te agradaste deles. A escolha de Israel como povo de Deus deu-se apenas por Sua graça (Sl 4.3; Rm 11) (RADMACHER; ALLEN; HOUSE, 2013, p. 862).
I – OS REINOS DO SUL (JS 10)
O capítulo 10 permite compreender que contrário a Raabe que entendeu a obra de Deus mediante ao povo de Israel e retornou ao Senhor em arrependimento, assim como os gibeonitas que temeram ao ponto de enganarem a Josué, diferentemente cinco reis cananeus optaram por se unirem e atacarem a cidade de Gibeão (v. 5). Porém, conforme os versículos 10-13 não foi a presença de Josué e seus guerreiros que garantiu a vitória a Gibeão, mas a intervenção divina: O Senhor os conturbou (RADMACHER; ALLEN; HOUSE, 2013, p. 385).
A chave da descrição do milagre encontra nos seguintes versículos:
Então Josué falou ao Senhor, no dia em que o Senhor deu os amorreus nas mãos dos filhos de Israel, e disse na presença dos israelitas: Sol, detém-te em Gibeom, e tu, lua, no vale de Ajalom.
E o sol se deteve, e a lua parou, até que o povo se vingou de seus inimigos. Isto não está escrito no livro de Jasher? O sol, pois, se deteve no meio do céu, e não se apressou a pôr-se, quase um dia inteiro ( Js 10.12,13).
A respeito do livro do Reto entende que ele não faz parte dos livros contidos na Bíblia Sagrada, sendo que nenhuma parte desta obra chegou aos dias hodiernos. Já a respeito da detenção do Sol e da Lua compreende que houve um grande milagre que ocorreu por meio da oração de um homem, pois:
A expressão o Senhor pelejará é o auge deste fato narrado. O autor de Josué maravilha-se (talvez fazendo uma citação do Livro de Jasar), não porque havia acontecido um milagre, mas porque Deus ouvira a voz de um homem e lutou a favor de Israel de forma grandiosa. Esta é a prova cabal de que uma pessoa pode receber a atenção do Senhor nas orações (RADMACHER; ALLEN; HOUSE, 2013, p. 385).
II – OS REINO DO NORTE (Js 11)
O presente tópico apresenta três versículos como chave para compreender a vitória de Israel sobre os inimigos localizados ao norte.
Saíram, pois estes, e todos os seus exércitos com eles, muito povo, em multidão como a areia que está na praia do mar; e muitíssimos cavalos e carros.
Todos estes reis se ajuntaram, e vieram e se acamparam junto às águas de Merom, para pelejarem contra Israel.
E disse o Senhor a Josué: Não temas diante deles; porque amanhã, a esta mesma hora, eu os darei todos feridos diante dos filhos de Israel; os seus cavalos jarretarás, e os seus carros queimarás a fogo (Js 11. 4-6).
Sobre os inimigos de Israel compreende duas coisas essenciais: eram muitos e se uniram por terem como objetivo comum, derrotar a Israel. Porém, o versículo seis é a chave para compreender o milagre divino para com a nação eleita, pois, Deus consola a Josué dizendo não temas e garantiu que outorgaria no dia seguinte a vitória sobre os inimigos.
Portanto, o fato não é a grandeza do inimigo, mas se Deus peleja pelos seus, por isso Paulo escreveu: Se Deus é por nós, quem será contra nós? (Rm 8.31b).
III – CONQUISTANTO O IMPOSSÍVEL
O presente tópico destaca que Moisés foi lembrado, fato que corrobora com a atitude que deverá ser executada pela Igreja, pois nenhum líder que no decorrer de sua vida que tenha contribuído para o crescimento do Reino de Deus na Terra poderá ser esquecido por sua dedicação.
Assim também como ratifica as vitórias de Josué sobre 31 reinos que integravam sete nações que descendiam de Cão, o filho de Noé, logo:
A primeira parte do livro de Josué está agora completa. Os israelitas destruíram seus inimigos com a ajuda de Deus e conquistaram finalmente a Terra Prometida. A partir deste trecho bíblico, a terra é dividida e o povo de Israel é assentado no território, muitos anos após a primeira promessa ser feita aos seus ancestrais (RADMACHER; ALLEN; HOUSE, 2013, p. 389).
Referência:
RADMACHER, Earl D. ALLEN, Ronaldo B. HOUSE, H. Wayne. O Novo comentário Bíblico Velho Testamento. Rio de Janeiro: Editora Central Gospel, 2013.

quarta-feira, 27 de maio de 2020

Ministério Público: Autoridade de Jesus em perdoar pecados


Ministério Público: Autoridade de Jesus em perdoar pecados
Texto: 5- E Jesus, vendo a fé deles, disse ao paralítico: Filho, perdoados estão os teus pecados. 6- E estavam ali assentados alguns dos escribas, que arrazoavam em seus corações, dizendo: 7- Por que diz este assim blasfêmias? Quem pode perdoar pecados, senão Deus? 8- E Jesus, conhecendo logo em seu espírito que assim arrazoavam entre si, lhes disse: Por que arrazoais sobre estas coisas em vossos corações? 9- Qual é mais fácil? Dizer ao paralítico: Estão perdoados os teus pecados; ou dizer-lhe: Levanta-te, e toma o teu leito, e anda? 10- Ora, para que saibais que o Filho do homem tem na terra poder para perdoar pecados (disse ao paralítico), 11- A ti te digo: Levanta-te, toma o teu leito, e vai para tua casa. 12- E levantou-se e, tomando logo o leito, saiu em presença de todos, de sorte que todos se admiraram e glorificaram a Deus, dizendo: Nunca tal vimos (Mc 2.5-12).
A autoridade em perdoar pecados corresponde à autoridade divina, logo quando Jesus perdoava pecados em seu ministério terreno, indicava e indica que Ele é Deus, pois apenas Deus é que pode perdoar pecados.
Conceito e origem do pecado
1- Conceito do termo pecado. O termo pecado tem como significado errar o alvo. Sendo que o pecado é toda transgressão à vontade de Deus. O resultado da hamartía (palavra grega para pecado) é a morte, isto é, a transgressão traz a separação para com Deus. A hamartiologia (doutrina Bíblica que estuda o pecado) resume as ações do pecado em três instancias: penalidade, poder e presença.
A penalidade do pecado é real na vida daqueles que não foram justificados em Cristo. O poder do pecado é notável na vida daqueles que não se santificam em Jesus Cristo. E a presença do pecado só perpetuará na vida daqueles que não serão glorificados com o Senhor Jesus Cristo.
2- Origem do pecado. Orgulho e desobediência são as duas palavras que explicam categoricamente a origem do pecado. Lembrando que o pecado teve sua origem no Céu, por meio do orgulho de Satanás, que queria ser igual a Deus, sendo o orgulho o vício que explica a origem do pecado (Is 12.12-14). Porém, na conjuntura humana a origem do pecado está associada com a desobediência de Adão, em comer do fruto do conhecimento do bem e do mal (Gn 3.3,5-7).
3- Consequências do pecado. Perca da presença de Deus, tornando homem à imagem deturbada de Deus; a penalização no limite da vida, tornando o homem mortal (Rm 6.23); e, conclui-se que as consequências são universais, pois pelo pecado de um só homem todos pecaram e assim as consequências passaram a todos os homens (Rm 5.19).
Porém, tratando especificamente de Adão e Eva, após a consumação do pecado perceberam que estavam nus (Gn 3.7), tiveram medo de Deus e se esconderam (Gn 3.8-10), e por fim foram expulsos do jardim (Gn 3.23,24).
O perdão para os pecadores
1- Filho, perdoados estão os teus pecados (Mc 2.5). As palavras ditas pelo Senhor Jesus eram as mesmas palavras ditas pelo sacerdote ao terminar o sacrifício no Templo. O ato de perdoar sem exigir a passagem pelo sacrifício deixou os escribas presentes enfurecidos ao pondo de dizerem que Jesus falava blasfêmia (Mc 2.6,7).
O poder manifestado de Jesus ao curar o paralítico descreve a Sua autoridade sobre o pecado. Autoridade divina, sendo que no próprio texto Jesus se apresenta como o Filho do Homem (Mc 2.10).
2- Ensino a respeito da necessidade prática do perdão. Na parábola do Filho Pródigo há um profundo ensinamento que passa de maneira despercebida por quem a lê, isto é, ao associar o estudo da parábola com princípios da hermenêutica. Pois, era costume dos pais ao receberem os filhos prendê-los em público e baterem neles para testemunho de todos os presentes do ato desobediente e de menosprezo do filho. Outra ação era também considerada, muitos pais preferiam matar o filho, a matar um novilho para comemorar o retorno daquele que se havia perdido.
Entretanto, Jesus por meio da parábola está ensinando que é dever do cristão perdoar.
3- A obra vicária que outorga o perdão. Jesus ofereceu a si mesmo como sacrifício, sendo Ele o verdadeiro e eficaz sacrifício que aplacou a justa ira de Deus contra o pecado que reina nas ações da humanidade (Hb 7.27; 9.23,28). Logo, Jesus foi o sacrifício completo, que não necessitou e nem necessita que outro sacrifício seja realizado, pois por meio desta obra o pecado pode ser coberto (na Antiga Aliança o sangue do cordeiro era posto sobre o propiciatório da Arca, obra que tinha como significado o cobrir do pecado), porém, o sacrifício de Jesus de fato perdoa o pecador, lançando ao esquecimento toda ação pecaminosa por parte dos indivíduos, isto ocorre quando há o verdadeiro arrependimento (Is 43.25).
A cruz não era para Jesus, então o Messias é o substituto, por ser o substituto percebe-se que a morte de Cristo na cruz é vicária, isto é, substitutiva.
Por fim, João assim escreveu a respeito do perdão de Jesus: Se dissermos que não temos pecado, enganamo-nos a nós mesmos, e não há verdade em nós. Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados, e nos purificar de toda a injustiça. Se dissermos que não pecamos, fazemo-lo mentiroso, e a sua palavra não está em nós (1 Jo 1.8-10). Portanto, Jesus ensinou a respeito do perdão, assim como também perdoou, pois Ele tem autoridade sobre o poder do pecado.

segunda-feira, 25 de maio de 2020

Subsídio para as Lições Bíblicas Jovens: Os Gibeonitas Enganam Josué


Os Gibeonitas Enganam Josué
A presente lição tem como Síntese: Precisamos estar vigilantes quanto àqueles que, com artifícios mentirosos, tenta nos fazer abandonar a nossa fé.
E como objetivos:

Conhecer os inimigos que se uniram contra o povo de Deus;
Explicar a astúcia dos gibeonitas;
E, Expor como o juízo e a misericórdia de Deus atuaram no episódio dos gibeonitas.
Sobre o texto do dia pode compreender que:
Andar prudentemente significa pisar com cautela. Devemos observar por onde andamos para não termos contato com influências indesejáveis (RADMACHER; ALLEN; HOUSE, 2013, p. 511).
Não pode esquecer que a vitória sobre Jericó e Aí fez com que os povos circunvizinhos temessem à Israel. Compreende então que vitórias e conquistas sobre terminados grupos ou situações, proporcionam o surgimento de novos inimigos, que por meio de artimanhas, se aproximam e utilizam de mentiras para conseguirem a concretização de seus propósitos.
I – OS INIMIGOS SE UNEM CONTRA ISRAEL
Três pontos são essências no presente tópico:
A inveja dos inimigos proporcionou a união de povos opostos por uma mesma causa, destruir a Israel. Inveja é um desejo violento de possuir o bem alheio; desgosto ou pesar pelo bem ou felicidade de outrem. O primeiro passo para a compreensão dos efeitos da inveja na convivência social é saber que a inveja está presente no coração do homem desde a queda.  E como segundo passo, para a compreensão dos efeitos da inveja é saber que a inveja gera maldade. Maldade ou crueldade é a ação de algo fora da ética que ocasiona danos à saúde.
Portanto, a pessoa maldosa foi gerada pela inveja. Inveja é o mesmo que cobiça, e é regularmente traduzida em algumas versões pelas seguintes expressões: avareza, avidez, intuito ganancioso e principalmente pela palavra concupiscência. Entretanto, inveja poderá ser definida como o desejo de sacrificar o próximo em lugar de si mesmo, não meramente apenas no que corresponde a dinheiro.
A unidade dos inimigos contra Israel reuniu grande número de pessoas. A vitória de Israel motivou a união dos inimigos que se encontravam em desarmonia.
Astúcia e mentira são os vícios dos inimigos do povo de Deus. A astúcia corresponde à arte de enganar, enquanto a mentira descrever a ausência da verdade, manifestada pela omissão ou pela propagação de mentiras.
II – A ASTÚCIA DOS GIBEONITAS
Sendo a astúcia a arte do engano, percebe-se que os gibeonitas enganaram perfeitamente Josué.  
Os gibeonitas utilizaram do visual e da fala para enganar o líder Josué. No contexto moderno a Igreja do Senhor Jesus deverá tomar cuidado específico com a aparência de quem diz ser sem ser, assim como cuidado específico de quem fala ter sem nada ter.
A astúcia dos gibeonitas foi bem eficiente que enganou a Josué ao ponto deste não pedir a direção divina para a concretização do acordo com os embaixadores. Assim sendo é necessário cuidado específico da parte dos cristãos para não tomar decisões sem o consentimento divino.
III – UMA HISTÓRIA DE JUÍZO E MISERICÓRDIA
A liderança cristã deverá manter a palavra até mesmo quando esta for enviada e trazer consigo consequências.
[...] Foi resolvido mante-se a palavra, pois fora dada com juramento, mas os gibeonitas seriam obrigados a servir em obras públicas. E assim, esse povo evitou o perigo que os ameaçava (JOSEFO, 2015, p. 243).
Nas palavras de Josefo percebe-se que os gibeonitas foram punidos ao serviço. Josué os deu como rachadores de lenha e tiradores de água para a congregação e para o altar (Js 9.27). Mas, percebe-se que ao mesmo tempo os gibeonitas foram beneficiados, pois foram libertos do perigo que os ameaçavam, a destruição.
Referência:
JOSEFO, Flávio. História dos Hebreus. Rio de Janeiro: CPAD, 2015.
RADMACHER, Earl D. ALLEN, Ronaldo B. HOUSE, H. Wayne. O Novo comentário Bíblico Novo Testamento. Rio de Janeiro: Editora Central Gospel, 2013.

sexta-feira, 22 de maio de 2020

Subsídio para a aula da Escola Bíblica Dominical: O Ministério da Unidade Revelado


O Ministério da Unidade Revelado
A verdade prática permite compreender que Deus revelou o mistério que esteve oculto, desde todos os séculos, aos profetas e aos apóstolos do Novo Testamento. Sendo que a presente lição tem como objetivo geral: Estudar o mistério de Deus que esteve oculto e a revelação concedida aos profetas e aos apóstolos; e, como objetivos específicos:

Explicar o mistério oculto de que judeus e gentios seriam um só povo integrante de um mesmo corpo.
Expor como e quando Deus revelou o mistério aos apóstolos e aos profetas.
Mostrar que desde a eternidade o mistério esteve encoberto para ser revelado em tempo oportuno.
Lembrando que o texto áureo permite compreender que:
As pessoas que viveram noutros séculos, antes do Pentecostes, tinham muito conhecimento sobre Deus e Sua graça, como mostra o Antigo Testamento. No entanto, aquele conhecimento não era tão abrangente como a revelação que recebemos em Cristo Jesus. O Antigo Testamento prenunciou que a graça de Deus seria estendida aos gentios (Gn 12.3), mas a igualdade com os judeus em um só Corpo era um segredo nunca revelado antes (RADMACHER; ALLEN; HOUSE, 2013, p.507).
I – O MISTÉRIO OCULTO NO ANTIGO TESTAMENTO
Na dispensação da Graça Deus revela o mistério que estava oculto no Antigo Testamento. Lembrando que dispensação corresponde à administração e quando se refere a Deus, o termo dispensação poderá ser definido como, administração ou controle de Deus no que se refere ao tempo.
Certamente o Senhor Deus não fará coisa alguma, sem ter revelado o seu segredo aos seus servos, os profetas (Am 3.7). Deus revela os seus desígnios anteriormente a concretização dos fatos aos seus profetas. Amós ao ser usando por Deus cita, aos seus servos, enquanto o apóstolo Paulo utiliza o termo ministro (Ef 3.7) que é traduzido também por servo. Em suma, Deus revela os seus desígnios administrativos sobre o tempo aos seus servos.
No que tange ao mistério e os profetas da Antiga Aliança, pode-se compreender que [...] os escritores do Antigo Testamento não apenas conheciam, como também fizeram menção de bênçãos prometidas aos gentios. O patriarca Abraão recebeu a revelação de que a sua descendência seria bênção para todas as famílias da terra. Os profetas Isaías e Malaquias, por exemplo, registraram a inclusão dos gentios no projeto divino (Gn 12.3; 22.18; Is 11.10; 49.6; 54.3; 60.3; Ml 1.11) (BAPTISTA, 2020, p. 103).
II – O MISTÉRIO REVELADO NO NOVO TESTAMENTO
A revelação do mistério foi outorgada por Deus ao apóstolo Paulo. O que permite compreender que não se trata de uma concepção mediante a ciência humana. Lembrando que Paulo de blasfemo, ele se tornou um santo; de fariseu, um apóstolo; e de perseguidor de cristãos, um perseguido por pregar sobre Cristo. Em seguida, coube ao poder e à autoridade divina capacitar Paulo para que este trabalhasse como um ministro de Deus (RADMACHER; ALLEN; HOUSE, 2013, p.507).
Portanto, o mistério revelado é a Igreja, o Corpo de Cristo.
Corpo este que permite a unidade de distintos povos, isto é, a unidade dos judeus com os gentios. Unidade esta corroborada pela ausência de distinção étnica e até ausência de distinção econômica. Verdade ratificada na história, pois no período da Igreja Apostólica, exclusivamente na Era Sombria, percebia se que:
[...] o escravo era tratado igualmente como o livre. Um escravo podia chegar a ser bispo, enquanto seu amo e senhor não passava de simples membro (HURLBUT, 2001, p. 42).
III – O MISTÉRIO PRÉ-ESTABELECIDO POR DEUS
A Igreja é o mistério de Deus revelado que tem como missão a programação das Boas Novas, sendo que o mistério revelado por intermédio da Igreja está pré-estabelecido desde a fundação do mundo e corresponde com a salvação da humanidade.
 Tal mistério agora revelado deve ser anunciado pela própria Igreja conforme os desígnios divinamente preestabelecidos desde a eternidade. Aleluia! (BAPTISTA, 2020, p. 103).
Referência:
BAPTISTA, Douglas Roberto de Almeida. A Igreja Eleita, Redimida pelo Sangue de Cristo e Selada com o Espírito Santo da Promessa. Rio de Janeiro: CPAD, 2020.
HURLBUT. Jesse Lyman. História da Igreja Cristã. São Paulo: Editora Vida, 2001.
RADMACHER, Earl D. ALLEN, Ronaldo B. HOUSE, H. Wayne. O Novo comentário Bíblico Novo Testamento. Rio de Janeiro: Editora Central Gospel, 2013.