Deus é Fiel

Deus é Fiel

quarta-feira, 1 de junho de 2022

Subsídio para aula da Escola Bíblica Dominical – Lições Bíblicas Jovens – INTERPRETANDO ERRONEAMENTE AS ESCRITURAS

INTERPRETANDO ERRONEAMENTE AS ESCRITURAS

Conforme o Resumo da Lição:

A segunda tentação pela qual Jesus passou nos remete a interpretar e aplicar mal um texto das Escrituras, tentando forçar Deus a fazer a nossa vontade.

A Palavra de Deus proporciona transformação, edifica a igreja e fortalece o cristão. Porém, torna-se necessário para que ocorram os benefícios citados é necessário que a Palavra de Deus seja corretamente interpretada, pois quando não há interpretação coerente ao contexto e a realidade os resultados não serão sintetizados em benefícios.

Portanto, a presente lição tem como objetivos:

Mostrar a mudança de cenário na tentação de Jesus;

Explicar como inimigo distorceu a Palavra de Deus;

E, Conscientizar de que não podemos seguir o exemplo do povo de Deus no deserto.

I – MUDANDO O CENÁRIO DA TENTAÇÃO

Por segundo, satanás tenta a Jesus no que corresponde ao possuir poder. A busca do poder passou a ser notório nas repartições públicas e até nas repartições religiosas em que pessoas fazem de tudo para possuírem o lugar do outro.

A segunda ação do inimigo foi em tentar Jesus a ser notado pelos anjos. Quantos são tentados a serem notados? Quantos são ativos em suas ações para serem notados? Tudo que o cristão desenvolve na obra de Deus deverá ser para honra e glória de Deus.

[...] É preciso ter cuidado e discernimento para que não nos vejamos em lugares “altos”, imaginando que quem nos colocou lá foi Deus. O Senhor pode nos exaltar e nos honrar, mas somente quando formos maduros o suficiente para dar-lhe a devida glória pelo que Ele opera por nosso intermédio (COELHO, 2022, p. 128).

Em sua divindade Jesus foi tentado, mas venceu a satanás dizendo: não tentarás o Senhor, teu Deus (Mt 4.7).

II – DISTORCENDO A PALAVRA DE DEUS

Os anjos são apresentados na Bíblia Sagrada com as seguintes características:

Seres criados (Sl 148.2,5).

Seres espirituais (Hb 1.13,14).

Seres pessoais (2 Sm 14.20).

Seres que não se casam e nem se reproduzem (Mt 22.30; Mc 12.25).

Seres imortais (Lc 20.35,36).

Seres poderosos (Sl 103.20).

Seres dotados de inteligência (2 Sm 14.17,20).

Seres gloriosos (Lc 9.26).

E, por fim, são seres numerosos (Dt 33.2).

É importante compreender também que o termo anjo é na Bíblia aplicado a homens, tendo como significado mensageiro.

Conforme o ofício, os anjos têm como missão adorar ao Senhor.  Louvai-o, todos os seus anjos (Sl 148.2). Todo o universo é chamado a glorificar-se na maravilha que é Deus. Nesta parte inicial, demanda-se o louvor de todos os aspectos dos céus, inclusive das hostes angelicais (RADMACHER; ALLEN; HOUSE, 2013, p. 944).

O segundo ofício destaque dos anjos corresponde em auxiliar os homens mediante as necessidades, pois o anjo do Senhor acampa-se ao redor dos que o temem, e os livra (Sl 34.7). A expressão anjo do Senhor e o nome de Deus costumam ser usados como sinônimos na Bíblia. Tendo o crente a sensação de Deus o rodeando ou pairando sobre ele, não há o que temer – até mesmo nas situações causadas de maior desespero (RADMACHER; ALLEN; HOUSE, 2013, p. 853).

III – O POVO NO DESERTO

Pôr Deus à prova é uma tentação. O povo duvidou da presença de Deus com eles, logo, o povo duvidou das promessas do Senhor. Hoje o que pode tornar o ato dos crentes em um pecado ao Senhor corresponde no agir contrariamente a narrativa bíblica.

Logo, é válido respeitar a exata interpretação das Escrituras Sagradas, assim como evitar participar de reuniões em que não ocorra a legítima interpretação da Bíblia.

Para concluir, percebe-se que satanás utilizou a Palavra de Deus para tentar a Jesus, logo a mera utilização da Bíblia nem sempre indica a vontade de Deus.

Referência

COELHO, Alexandre. O Perigo das tentações: as orientações da Palavra de Deus de como resistir e ter uma vida vitoriosa. Rio de Janeiro: CPAD, 2022.

RADMACHER, Earl D. ALLEN, Ronaldo B. HOUSE, H. Wayne. O Novo comentário Bíblico Velho Testamento. Rio de Janeiro: Editora Central Gospel, 2013.

EBD - Subsídio da Lição: Nossa segurança vem de Deus

 Nossa segurança vem de Deus

A lição “Nossa segurança de Deus” apresenta a seguinte descrição na verdade prática:

Não podemos colocar a nossa esperança nas riquezas deste mundo, mas sim em Deus.

Lembrando que a ansiedade é a palavra-chave para melhor compreensão da lição, e assim entende que:

Ansiedade é um termo utilizado para descrever a experiência subjetiva de uma tensão desagradável e de inquietação que acompanham o conflito ou ameaça psíquica. Trata-se de um estado emocional normal, uma característica biológica da conduta humana, sentida como antecipação a momentos de perigos reais ou imaginários (LOPES, 2017, p. 171).

Sendo que a presente lição tem como objetivos específicos: Contrastar a riqueza do Céu com a riqueza da Terra; Descrever a idolatria ao dinheiro; e, Demonstrar a quietude espiritual em Deus.

I – RIQUEZA DO CÉU E RIQUEZA DA TERRA

Servir as riquezas do céu e buscar a servir categoricamente as riquezas da terra é chegar à conclusão de impossibilidade, pois há de agradar a um e desagradar a outro.

O amor ao mundo corresponde a ser recíproco com as questões mundanas, isto é, corresponde com o ato prático de aceitar a prática do pecado, visto que o pecado é todo ato contrário a vontade do Senhor. Assim como também o pecado pode ser definido como errar o alvo ou até mesmo de maneira prática pode ser definido conforme a narrativa do Antigo Testamento, em ser o pecado transgressão a Lei do Senhor.

Jesus no presente contexto histórico não si posiciona contrariamente a posse de bens matérias, mas a ênfase corresponde na não aceitação do Mestre no ato de amar as riquezas desta terra.

É importante compreender que:

[...] Os tesouros desta terra podem envolver bens materiais, dinheiro, casas, filhos, homens e mulheres, carros, posição social, cargos, cultura, trabalho. É quando o seu coração se volta para alguma coisa demasiadamente, vivendo somente para elas, que consiste o perigo. Nós podemos ter e desfrutar de todas essas coisas, mas Jesus nos alerta para que não deixemos que elas se transformem em nossos tesouros (GOMES, 2022, p. 116).

Portanto, não há erro no que tange o cristão possuir bens matérias, pois Deus prospera e honra os que são fiéis. E quando Deus prospera o crente outorga a este, condições para ser um agente direto do Reino de Deus em contribuir para com que a mensagem do Reino chegue a todos os que estão distantes.

II – IDOLATRIA AO DINHEIRO

O cristão não deve amar o dinheiro, pois a raiz de todos os males está no amor para com as riquezas, logo quando o amor se estabelece aos bens materiais percebe-se que a idolatria foi estabelecida.

Portanto, o objetivo de Deus prosperar a igreja e a cada um individualmente, está associado à manutenção própria de cada pessoa e também o compromisso da igreja como organização, em segundo para que a obra evangelizadora seja exercida, cada cristão deverá ser um verdadeiro evangelista, e esta atividade é desenvolvida pela contribuição, pela oração e pela entrega ao serviço de evangelização, e por fim, Deus nos prospera para que os cristãos auxiliem os necessitados.

O apóstolo Paulo assim escreveu a Timóteo:

Porque o amor ao dinheiro é a raiz de toda espécie de males; e nessa cobiça alguns se desviaram da fé e se transpassaram a si mesmos com muitas dores (1 Tm 6.10).

O texto é claro ao expor que o amor ao dinheiro é a raiz de todos os males, pois por causa dele pessoas se casam e se divorciam, outros por causa dele mentem e matam.

[...] o amor ao dinheiro contribui para que dois erros aconteçam na vida do crente. O primeiro, ele se afasta de Deus e do seu trabalho, fracassando na fé. O segundo, a cobiça faz uma troca, o gozo que o crente sentia de servir e de adorar a Deus com alegria e contentamento agora é substituído pela inveja, pelo egoísmo e pelas dores (GOMES, 2022, p. 120).

Por isso, Agur assim escreveu:

Duas coisas te pedi; não mas negues, antes que morra: afasta de mim a vaidade e a palavra mentirosa; não me dês nem a pobreza nem a riqueza; mantém-me do pão da minha porção acostumada; para que, porventura, de farto te não negue e diga: Quem é o Senhor? Ou que, empobrecido, venha a furtar e lance mão do nome de Deus (Pv 30.7-9).

Por fim, o dinheiro é um excelente servo, porém é um péssimo patrão.

III – VIVENDO A QUIETUDE ESPIRITUAL EM DEUS

Deus é quem outorga a vida e mantem o corpo. Logo, o Senhor Jesus instrui os ouvintes a compreenderem que não há necessidade de andar ansiosos pelo que haveis de comer ou vestir (v.25).

Portanto, o cuidado de Deus para com os seus filhos torna-se nítida no comparativo que Jesus associa entre o prover de Deus para com as aves e os lírios. As aves são alimentadas por Deus e os lírios são mantidos em formosura pelo poder de Deus (vv. 26-30).

Conforme o versículo 33 os bens matérias no que corresponde ao comer e ao vestir são benefícios de Deus para com aqueles que buscam primeiro o Reino de Deus e a sua justiça. Neste trecho Jesus [...] ensina lembra seus ouvintes de que Deus, como Pai, conhece e satisfará cada necessidade, libertando seus filhos para concentrarem seus esforços em seu reino e em sua justiça (RICHARDS, 2008, p.36).

Referência:

GOMES, Osiel. Os valores do Reino de Deus: a relevância do Sermão do Monte para a Igreja de Cristo. Rio de Janeiro: CPAD, 2022.

LOPES, Jamiel de Oliveira. Psicologia pastoral: a ciência do conhecimento humano como aliada ministerial. Rio de Janeiro: CPAD, 2017.

RICHARDS. Lawrence O. Comentário Histórico-Cultural do Novo Testamento. Rio de Janeiro: CPAD, 2008.

terça-feira, 31 de maio de 2022

FAMÍLIA QUE EDUCA

FAMÍLIA QUE EDUCA

A palavra que de certa forma resume a missão dos pais para com os filhos é educação. Educação é o processo diretivo que proporciona o desenvolvimento das capacidades físicas, intelectuais e morais das crianças e do adulto, visando a melhor integração do indivíduo na sociedade.

Na ótica secular a educação conforme a UNESCO deverá firma-se nos seguintes pilares: Aprender a conhecer, Aprender a fazer, Aprender a viver com os outros e Aprender a ser. Portanto, a educação dos filhos pertence aos pais. Vale ressaltar que a escola e a igreja contribuem para processo educacional, porém a responsabilidade é totalmente dos pais, pois são os pais que conduz as crianças ao recinto em que o processo educacional ocorre.

I – RESPONSABILIDADE DE QUEM?

É normal no contexto social as pessoas lançarem a responsabilidade sobre os outros, porém todos devem compreender que a responsabilidade da educação intelectual e espiritual dos filhos é de âmbito inicial conferente ao ato de ser pai. O pai ensina sem conhecer as letras, pois a dedicação em conduzir as crianças ao meio de ensino estará sendo o elo motivacional para o processo educacional ocorra.

[...] aos pais, cabe transmitir valores como verdade, honra e respeito, mostrar aos filhos a importância que têm na sociedade e o valor da boa educação em seu próprio desenvolvimento, bem como discipliná-los quanto ao reconhecimento de valores de ordem, tais como cumprimento de horários, segurança e respeito ao próximo. Educar é missão dos pais, não da escola (LOBO, 2016, p. 171).

No contexto social compreende ainda que há instituições que devem contribuir com a educação da geração não alfabetizada, e estas instituições são: o Estado, a escola, a igreja e principalmente a família.

Sobre a atuação da escola Lobo complementa “[...] a escola tem por função instruir – transmitir informações cada vez mais precisas e atualizadas capazes de formar cidadãos aptos ao mercado de trabalho, capacitando-os para o exercício de sua cidadania” (2016, p. 171).

Mas, de certa maneira tem ocorrido a terceirização do processo educacional das crianças. Autores sociais repassam a sua responsabilidade para terceiros, exemplo: os pais, passando a responsabilidade para professores de banca, ou até mesmo para com a mídia.

II – EDUCAR NOBRE MISSÃO DOS PAIS

O termo educar corresponde a criar uma criança, isto é, cuidar com instruções para a vida. Sendo que, quando alguém é preparado para a vida o mesmo é instruído a viver mediante alguns valores. Dentre tantos valores que os pais passam aos filhos temos: amor, verdade, justiça, retidão, etc.

Educa a criança no caminho em que deve andar; e até quando envelhecer não se desviará dele (Pv 22.6).

O pai ensina pelo ato de conduzir o filho, assim como ensina pelo ato de estar com o filho. Pois, desde cedo o cristão é instruído sobre a Palavra do Senhor. E o responsável pelo ensino bíblico na igreja é o pastor. Por isso, é fundamental que o pai leve o seu filho nos cultos de ensino e esteja com o seu filho, pois o mesmo passará a amar a Palavra do Senhor e a respeitar a liderança eclesiástica.

Lopes ratifica a respeito dos valores culturais ao afirmar que “[...] A criança aprende os valores culturais em casa, na escola, na igreja, através dos jornais, revistas em quadrinhos, rádio, televisão, etc” (2017, p. 219).

Os pais cristãos deverão ser parceiros da educação dos filhos. Devem matricular os filhos em uma boa escola e sempre estarem presentes no dia a dia escolar dos filhos. Compreende que é dever e direito dos pais ir à escola dos filhos.

III – A EDUCAÇÃO NOS TEXTOS SAGRADOS

O ensino na Escritura Sagrada é manifestado de duas maneiras básicas. Primeiro, o ensino era dever dos pais, sendo que os pais deveriam ensinar os filhos por meio de narrativas bíblicas. E por segundo, os judeus participavam das atividades que eram realizadas nas sinagogas.

Segundo dados históricos as sinagogas que significa assembleia ou congregação, teve origem no período em que os judeus estavam exilados na Babilônia. Para serem edificados espiritualmente os judeus conforme as práticas diárias acharam por bem construírem locais para reuniões espirituais e também para discutirem questões sociais entre elas o futuro de seus filhos, pois as sinagogas eram também o lugar de educar os filhos. Jesus ensinou e curou nas sinagogas (Lc 6.6-11).

Em suma, os filhos são herança do Senhor, verdade que indica que os filhos são bênçãos de Deus para os pais. Portanto, aos pais estar inserida a responsabilidade de ensinarem os filhos a amarem a Palavra de Deus e também a irem constantemente à igreja. Educação é dever do Estado e direito do cidadão, porém, biblicamente esta é uma das funções pertencente aos pais.

Referência

LOBO, Marisa. Famílias em perigo: o que todos devem saber sobre a ideologia de gênero. Rio de Janeiro: Editora Central Gospel, 2016.

LOPES, Jamiel de Oliveira. Psicologia pastoral: a ciência do conhecimento humano como aliada ministerial. Rio de Janeiro: CPAD, 2017.

 

quarta-feira, 25 de maio de 2022

Subsídio para aula da Escola Bíblica Dominical – Lições Bíblicas Jovens – PEDRAS PODERIAM SE TORNAR PÃES

PEDRAS PODERIAM SE TORNAR PÃES

Conforme o Resumo da Lição:

A primeira tentação de Jesus foi para que Ele confiasse no próprio poder para prover as suas necessidades, ao invés de confiar e obedecer a Deus.

É necessário compreender que um dos objetivos da tentação para o cristão é o fortalecimento.  Pois, ninguém cresce na fé, sem passar por tentação. Isto porque as provas exercitam a fé do cristão. Logo, a tentação passa a ser uma disciplina que educa o cristão a ser forte, porém, quando este não é vencido pela tentação.

Se associar a tentação com a tribulação perceberá que após tribulação surgirá à paciência, a experiência e a esperança (Rm 5.3-5), isto é, a tentação quando vencida proporciona fortalecimento, aumenta a paciência, desenvolve a experiência e como resultado proporciona a esperança.

Por fim, a tentação não é motivo para o isolamento do cristão, mas torna-se motivo de alegria, pois ao vencer a tentação o prêmio será a coroa da vida (Tg 1.12).

Portanto, a presente lição tem como objetivos:

Mostrar como se deu o início da tentação de Jesus no deserto;

Explicar como foi a chegada do inimigo no deserto para tentar Jesus;

E, Conscientizar de que “nem só de pão” o homem viverá.

I – O INÍCIO DA TENTAÇÃO

O presente tópico possui três pontos de contato, que são: o batismo de Jesus, a condução do Espírito Santo a pessoa de Jesus ao deserto e manifestação de Satanás.

Sobre o batismo de Jesus compreende-se que a natureza de Jesus foi nitidamente manifestada. O batismo foi o marco inicial do ministério terreno de Jesus. Assim como, no batismo de Jesus a voz do Pai foi categórica em afirmar que Ele (Jesus) é o filho amado que o Pai agrada.

Ao ser batizado o Espírito Santo conduziu Jesus para o deserto. Dois fatores são importantes para que o cristão compreenda a ação do Espírito Santo. Primeiro fator, o Espírito Santo guia os filhos de Deus. Em segundo, a oração e o jejum são armas espirituais essenciais para que haja êxito no ministério.

Por fim, Satanás se apresenta a Jesus com o intuito de tenta-lo. Vale ressaltar que o termo satanás tem como significado adversário e tem como ação acusar os que são fiéis a Deus. Para Bancroft ao observar a posição de satanás e as suas obras, perceber-se que há pontos característicos da ação do mal.

A respeito da posição de satanás percebe-se que:

Ele é o príncipe da potestade do ar (Ef 2.2).

Príncipe deste mundo (Jo 14.30).

O deus deste século (2 Co 4.4).

Já no que se refere às obras de satanás se destacam:

Deu origem ao pecado tanto no universo como na raça humana (Ez 28.15; Gn 3.13).

Causa sofrimentos (At 10.38).

Causa a morte (Hb 2.14).

Atrai ao mal (1 Ts 3.5).

Inspira pensamentos e propósitos iníquos (Jo 13.2).

E dentre outros, apossa-se dos homens (Jo 13.27). (BANCROF, 2006, pp. 305 a 308).

II – A CHEGADA DO INIMIGO

A primeira tentativa de satanás em levar Jesus a pegar foi por meio da necessidade física, pois havia 40 dias de consagração, logo o mestre estaria com fome.

As necessidades físicas são sempre utilizadas pelo inimigo para levar pessoas a se corromperem, como por exemplo: há políticos corruptos, porque a pobreza corrompe. Ou seja, políticos que comprovam votos por intermédio de cestas básicas.

Portanto, o inimigo em suas ciladas desperta a ganância no íntimo do ser humano para que este venha a desejar a posse de bem matérias ao ponto de passar por cima de tudo e de todos.

III – “NEM SÓ DE PÃO”

Deus supriu a necessidade do povo israelita no deserto fato que corrobora com as palavras do Senhor Jesus ao descrever que não só de pão viverá o homem, ou seja, o homem vive mediante o cuidado de Deus.

Conforme o livro de Êxodo (13.18) Deus guiou o povo de Israel pelo caminho do deserto para fazer do povo israelita uma grande e extraordinária nação. Porém, com tantos milagres surge a grande interrogação: por que os israelitas continuavam a murmurar? Outra pergunta é: o porquê Deus escolheu a Israel?

Percebe-se que Deus escolheu a Israel para mostrar a sua glória ao mundo, pois, o Egito era a grande potência da época enquanto Israel era um povo escravo. Segundo, Deus escolheu a Israel para outorgar ao mundo as Escrituras Sagradas. E por terceiro, Deus escolheu Israel para entregar o Salvador ao mundo. Por fim, no deserto é lugar de aprender a depender de Deus e reconhecer os limites humanos.

E por depender de Deus e reconhecer os limites humanos compreende-se que nem só de pão viverá o homem, mas de toda a palavra que sai da boca de Deus (Mt 4.4).

Referência:

BRANCROFT. Emery H. Teologia Elementar: doutrina e conservadora. São Paulo: Editora Batista Regular, 2006.

terça-feira, 24 de maio de 2022

QUANDO A FAMÍLIA ESTÁ EM CONFLITO

QUANDO A FAMÍLIA ESTÁ EM CONFLITO

A palavra conflito tem como significado direções opostas definidas por pessoas antagônicas. Sociologicamente há dois meios no contato social para a solução de conflito em uma instituição, podendo ser esta a família.

Em primeiro lugar, o conflito poderá ser resolvido de maneira provisória o que é chamado de acomodação, e por segundo, a solução poderá ser definitiva, o que é chamada de solução por assimilação. Biblicamente percebem-se dois elementos que são fundamentais para dissipar o conflito na família: graça e amor. A graça deverá ser buscada enquanto o amor deverá ser exercido. Todavia, não há problema insolúvel para Cristo Jesus, por isso, o apóstolo Pedro assim escreve a igreja dispersa “lançando sobre Ele toda vossa ansiedade, pois Ele tem cuidado de vós” (1 Pe 5.7). Cristo tem cuidado da igreja e da família, e de fato, continuará cuidando.

 

I – CÔNJUGES EM DESARMONIA

 

Para evitar o desentendimento entre os cônjuges é necessário que cada um outorgue ao seu parceiro confiança, carinho e se dedique integralmente ao bem estar do relacionamento, pois a infidelidade é um transtorno para a convivência a dois.

Lopes acrescenta alguns elementos essenciais para que ocorra harmonia em um relacionamento, que são: sabedoria, temperança, capacidade de perdoar, fidelidade a Deus, honestidade, sinceridade e comunhão estreita com Deus. Sobre a temperança pode ser compreendido que:

Ter temperança é: ter domínio próprio (Gl 5.22); é não perder a cabeça nas horas difíceis (Pv 13.16); é ter controle sobre as emoções (Pv 15.1,18); é ser prudente (Is 52.13); é ser longânimo (Pv 14.29; 16.32).

[...]

Precisamos ter controle sobre nossas ações. Há emoções que, se não forem controladas, provocam um grande estrago no relacionamento familiar. A ira, por exemplo, pode levar a pessoa a um estado de loucura e perda total da razão (LOPES, 2017, p. 219).

Para que não haja desentendimento entre os cônjuges há quatro conselhos essenciais:

Primeiro, administre o tempo, ou seja, se há tempo para tantas coisas dedique parte do tempo ao cônjuge.

Segundo, fale palavras certas nas horas certas, há inúmeros casais que são carinhosos e dedicados a transmitir palavras a outras pessoas, porém quando se trata do cônjuge, o indivíduo não se desenvolve da mesma maneira.

Terceiro, trabalhe bastante, isto é, sempre busque dá o de melhor para o seu cônjuge.

E em quarto, não seja extremista, seja moderado e temperado.

II – PAIS AUSENTES

A ausência dos pais na vida dos filhos passa a ser uma brecha para a existência de conflitos. Fato que corrobora para que terceiros sejam responsáveis pela educação dos filhos e estas pessoas serão remuneradas, ou por serem parentes, se dedicarão a cuidarem dos filhos de outros. Moisés teve como bênção celestial o livramento da morte e o privilégio de ser criado por sua própria mãe.

É preocupante a ausência dos pais, pois na ausência dos pais, o tempo das crianças será preenchido pela companhia de amigos que poderá de certa maneira influenciar com instruções que não são provenientes de Deus.

Outro dilema é a dimensão da mídia na formação de nossas crianças. O que afetará até mesmo na atenção da criança. É natural hoje em dia o indivíduo conseguir manter atento a uma locução no máximo sete minutos e depois ficar desatento e passar a ter atenção depois de alguns minutos, pois é assim nos intervalos das programações. Olha a dimensão do problema.

Infelizmente, os filhos são massificados pela mídia e pelos seus programas nocivos que desvalorizam a família e vão de encontro aos valores morais e espirituais (LOPES, 2017, p. 348).

Por fim, o que mais tem afetado o relacionamento familiar é a ausência de Deus. Se Deus não tiver presente os resultados devastadores dos conflitos serão enormes, porém na presença dEle a família terá a condição exata para triunfar sobre toda a afronta do inimigo. 

Referência

LOPES, Jamiel de Oliveira. Psicologia pastoral: a ciência do conhecimento humano como aliada ministerial. Rio de Janeiro: CPAD, 2017.

domingo, 22 de maio de 2022

EBD - Subsídio da Lição: Orando e jejuando como Jesus ensinou

Orando e jejuando como Jesus ensinou

A presente lição apresenta a seguinte descrição na verdade prática:

A oração e o jejum são disciplinas espirituais que potencializam sensivelmente a vida piedosa do crente.

Oração é palavra-chave que outorga a compreensão da presente lição e é necessário saber que:

A oração é, primeiramente, uma forma de relacionamento. Quem ora quer se relacionar, conversar, ser respondido, abrir o coração e levar suas percepções e anseios a Deus. Oração é diálogo e troca; é uma ação que implica liberdade e aconchego com aquele a quem nos dirigimos (TEDESCO, 2020, p. 9).

Sendo que a presente lição tem como objetivos específicos: Conceituar a oração como um diálogo com o Pai; Explicar a oração que Jesus ensinou; e, Relacionar oração e jejum.

I – A ORAÇÃO É UM DIÁLOGO COM O PAI

A oração corresponde ao ato da adoração. Logo, é de natureza espiritual e permite que o cristão demonstre maior intimidade com o Senhor. Na oração o cristão glorifica a Deus, assim como faz os pedidos conforme suas necessidades. As necessidades apresentadas pelo o crente a Deus na oração correspondem com pedidos matérias, físicos e além de tudo pedidos espirituais.

A oração é a comunicação entre o cristão, filho de adoção, e o Pai, o Deus Único e Todo Poderoso. A oração proporciona ao crente encorajamento, confiança e renovo.

O cristão é encorajado a tomar decisões após a oração (At 10.23). É notório que os resultados são provenientes de escolhas e não há melhor maneira para tomar decisões do que após consultar a vontade do Senhor.

Ao ter uma vida de constante oração o cristão revela que possui intimidade com Deus e também confia na ação miraculosa do Senhor. Nota-se a confiança no Senhor presente nas palavras de Davi: Ainda que eu andasse pelo vale da sombra da morte, não temeria mal algum, porque tu estás comigo; a tua vara e o teu cajado me consolam (Sl 23.4). Portanto, quem ora confia em Deus.

Por fim, a oração proporciona renovo físico e espiritual. O rei Ezequias estava enfermo com uma doença mortal e a palavra do Senhor através do profeta Isaías para o monarca era: põe a tua casa em ordem, porque morrerás e não viverás (Is 38.1). Porém, após a oração feita por Ezequias, a palavra do Senhor veio como renovo físico: ouvi a tua oração e vi as tuas lágrimas; eis que acrescentarei aos teus dias quinze anos (Is 38.5).

II – A ORAÇÃO QUE JESUS ENSINOU

Tendo como base Mateus 6.5-9, compreende-se que a oração deverará ser:

Diferente da ação dos fariseus que buscavam aparecer diante da sociedade para assim obter o próprio galardão. E quando orares, não sejas como os hipócritas; pois se comprazem em orar em pé nas sinagogas, e às esquinas das ruas, para serem vistos pelos homens. Em verdade vos digo que já receberam o seu galardão (v.5).

Deveria ser discreta: Mas tu, quando orares, entra no teu aposento e, fechando a tua porta, ora a teu Pai que está em secreto; e teu Pai, que vê em secreto, te recompensará publicamente (v.6). O que não significa que a oração em público é proibida. Jesus questionou os fariseus por buscarem glória própria por meio da vida piedosa.

A oração tem que ter propósito definidos não pode ser pura repetição de palavras: E, orando, não useis de vãs repetições, como os gentios, que pensam que por muito falarem serão ouvidos. Não vos assemelheis, pois, a eles; porque vosso Pai sabe o que vos é necessário, antes de vós lho pedirdes (vv 7,8).

Por fim, segue-se a instrução de Jesus referente a oração modelo, isto é, a oração do Pai Nosso, pois a oração do Pai-Nosso é altruísta, ou seja, ela direciona o cristão a amar o próximo e a olhar para a coletividade e não para o individualismo. Também ensina o crente a ser reciproco: perdoa-nos as nossas dividas, assim como nós perdoamos aos nossos devedores (Mt 6.12). E por último, conforme o presente tópico compreende-se que a oração do Pai-Nosso conduz o crente a confiar em Deus, pois Deus é quem livra o cristão de todo tipo de mal.

 

Lembremos: o nosso Mestre amado nos revela que a vitória sobre as dificuldades sé é possível orando e vigiando (Mt 26.41). Logo, façamos dessas práticas uma rotina diária de devoção e permitamo-nos ser conduzidos pelo Santo Espírito (TEDESCO, 2020, p. 123).

III – ORAÇÃO E JEJUM

O jejum significa abster-se de alimento por determinado tempo. A abstinência poderá ser total ou parcial. O jejum tem como objetivo aprimorar o exercício da oração e da meditação e como alvo primordial aproximar o cristão de Deus.

Tipos de Jejum. O jejum poderá ser parcial quando compreende apenas a abstinência de determinados alimentos. Também poderá ser total quando o indivíduo abstém de todo tipo de alimento com exceção de água. E por fim, um terceiro tipo de jejum é o absoluto quando a abstinência compreende a todo tipo de alimento e também com a ausência do consumo de água.

Jejum no Antigo Testamento. A prática do jejum no Antigo Testamento é descrita com as seguintes razões: como expressão de arrependimento (1 Sm 7.6), como desejo de vida (2 Sm 12.16), como precedente a uma ação (Et 4.16), como meio a benevolência e proteção Divina (Ed 8. 21-23) e como fortalecimento do espírito em meio aos desejos egoístas da alma (Sl 69.10).

Jejum no Novo Testamento. A prática do jejum no Novo Testamento é descrita com as seguintes razões: como forma de submissão e adoração ao Senhor (At 12.2), como forma de escolher e enviar missionários (At 12.3) e como consagração ao Senhor tanto no orar por pessoas (Mt 17.21), assim como no implantar igrejas (At 14.23).

O ensino de Jesus sobre o jejum. Jesus reprovou a atitude dos fariseus que tinham como objetivo a aprovação e admiração dos homens. Nos ensinos de Cristo o jejum é fruto da alegria (Mt 6.16), o jejum requer dedicação, pois é feito para glória de Deus (Mt 6.17) e não é ato de penitência (Mt 6.18).

Referências

TEDESCO, Marcos. Ensina-nos a orar: exemplos de pessoas e orações que marcaram as escrituras. Rio de Janeiro: CPAD, 2020.

quarta-feira, 18 de maio de 2022

Subsídio para aula da Escola Bíblica Dominical – Lições Bíblicas Jovens – A Tentação de fugir do julgamento de Deus

A Tentação de fugir do julgamento de Deus

Conforme o Resumo da Lição:

Os israelitas deveriam aceitar o julgamento de Deus, mas foram tentados a buscar a ajuda dos egípcios, por isso foram repreendidos pelo Senhor. De Deus ninguém foge. Deus está no controle de todas as coisas. A tentação no presente período histórico corresponde com a busca dos israelitas, nos dias do profeta Jeremias, em encontrar o escape do julgamento divino tendo como respaldo a ajuda por parte dos egípcios.

A presente lição tem como objetivos:

Mostrar o cenário em Judá quando Jeremias exerceu seu ministério;

Explicar porque é maldito o homem que confia no homem;

E, Conscientizar de que é melhor confiar no Senhor.

I – O CENÁRIO EM JUDÁ

É válido ressaltar primeiramente a respeito do profeta Jeremias que tem como significado do nome, Jeová estabelece.

Jeremias é um dos profetas maiores que teve a vocação ministerial em sua tenra idade, proporcionando assim exercer um longo ministério que corresponde a mais ou menos cinquenta anos.

Característica marcante da profecia de Jeremias é que se tratava constantemente da reprovação para com as atitudes e atos dos israelitas. Porém, o que mais marca o profeta Jeremias corresponde com a marca que o torna conhecido perante a sociedade cristã, o profeta das lágrimas.

Nem sempre o que Deus diz tem um caráter tão agradável aos ouvidos humanos. Antes de ouvirmos as Boas Novas do evangelho, disse certo escritor, é preciso ouvir as más novas sobre nós mesmos. Antes de os hebreus entrarem na Terra Prometida, Deus os havia advertido a que não seguissem os mesmos caminhos dos povos que estavam sendo desalojados de Canaã. Deus prometeu ao seu povo bênção e proteção se eles lhe obedecessem, mas igualmente juízo de não andassem nos seus caminhos (COELHO, 2022, p. 94).

Compreende também que o profeta Jeremias sofreu perseguições por parte de seus contemporâneos, fato decisivo foi o ato de profetizar o que o povo não queria ouvir. Logo, pelo o modo de ser e de viver, o profeta ensina para com as gerações posteriores que o profeta de Deus deve fazer a vontade do Senhor e nunca profetizar conforme os próprios interesses.

O segundo olhar no presente tópico passar a ser visível a atitude degenerativa da nação de Judá perante a vontade de Deus. Jeremias iniciou o ministério profético nos dias do justo rei Josias, porém teve que conduzir o ministério nos dias dos demais reis que prevaricaram e andaram em conformidade com o Senhor.

Se a profecia não agradou o povo, o povo buscou auxílio na nação egípcia em que os judeus imaginavam que teria o respaldo para livra-los dos babilônicos. Até que os egípcios poderiam livrar os judeus dos babilônicos, porém a real situação era que não se tratava de um julgamento diplomático, mas de fato tratava-se de um julgamento divino.

II – MALDITO O HOMEM QUE CONFIA NO HOMEM

Assim diz o Senhor: Maldito o homem que confia no homem, e faz da carne o seu braço, e aparta o seu coração do Senhor! (Jr 17.5).

Para a plena interpretação do texto uma regra fundamental e essencial para compreender a informação trata-se do conhecimento do período histórico, assim como da análise do contexto escrito.

Percebe-se então a situação do povo em desejar o escape ao ter o apoio dos egípcios, estavam então os judeus confiantes no socorro proveniente de uma nação vizinha, mas não voltou o povo para o Senhor, revelando assim um sinal de total desobediência, apartando-se o coração de Deus.

O presente texto não condena o auxílio do irmão ao seu companheiro. O que é questionado no presente contexto histórico é a desobediência dos judeus, assim como a tentativa de fugir do julgamento divino.

A ajuda humana sempre será bem-vinda quando há união entre os irmãos, e se essa união não estiver em desacordo com o que Deus determinou. Mas, no caso dos hebreus, que já haviam perdido a proteção do Senhor, aquela confiança não apenas ia contra o que Deus havia determinado, mas acrescentava um juízo ainda maior (COELHO, 2022, p. 98).

III – É MELHOR CONFIAR NO SENHOR

Bendito o homem que confia no Senhor, e cuja confiança é o Senhor (Jr 17.7).

É bom confiar no Senhor, pois o coração do homem é enganoso, porém o que confia no Senhor nunca será desamparado e nem será enganado. Pois, o que confia no Senhor possui esperança e é comparado a uma árvore plantada junto às águas (Jr 17.8).

Por outro lado, é válido compreender que Deus é justo juiz. No momento exato Deus trará o julgamento dos atos dos homens, assim como dos atos das nações.

Referência

COELHO, Alexandre. O Perigo das tentações: as orientações da Palavra de Deus de como resistir e ter uma vida vitoriosa. Rio de Janeiro: CPAD, 2022.