Deus é Fiel

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sexta-feira, 17 de junho de 2022

Subsídio para aula da Escola Bíblica Dominical – Lições Bíblicas Jovens – QUANDO SATANÁS ENCHE O CORAÇÃO DO HOMEM

 QUANDO SATANÁS ENCHE O CORAÇÃO DO HOMEM

Conforme o Resumo da Lição:

Deus não considera inocente aquele que se deixa levar pelos enganos de Satanás.

Portanto, a presente lição tem como objetivos:

Mostrar o mover de Deus em Jerusalém;

Conscientizar de que a oferta de Ananias e Safira estava contaminada;

E, Saber que devemos ter cuidado com o nosso coração.

I – A IGREJA DEBAIXO DO ESPÍRITO SANTO

O exercício da fé da Igreja em Atos poderá ser compreendido pelo o seguinte versículo:

E perseveravam na doutrina dos apóstolos, e na comunhão, e no partir do pão, e nas orações (At 2.42).

Quatro atitudes são visíveis no agir da Igreja Primitiva: doutrina dos apóstolos, comunhão, partir do pão e o ato contínuo de orar.

1- Doutrina dos apóstolos. Os apóstolos deram continuidade aos ensinamentos de Jesus, com isto a doutrina dos apóstolos trata se do ensino que eles receberam de Cristo. Doutrina fala se de ensino transformativo, isto é, a aprendizagem motiva a prática. Portanto, doutrina dos apóstolos indica uniformidade da crença em relação a Cristo.

2- Comunhão. O termo no seu original se define como participação e integração. A igreja primitiva vivenciava a necessidade de cada irmão, com isto participavam de suas dores e alegrias e se integravam no propósito de serem um como Jesus e o Pai. Então, comunhão significa compartilhar a própria vida com as outras pessoas, neste caso com os cristãos.

3- No partir do pão. Indica que a igreja se alimentava em conjunto. Podendo descrever o suprir das necessidades de um para com os outros, ou o que se acredita, no partir do pão, se refere à ceia do Senhor. Em suma, no partir do pão, era na prática a festa do amor.

4- Nas Orações. A oração é além de tudo um diálogo entre o cristão e Deus.

O presente tópico outorga olhares também para o exemplo de Barnabé. Tendo como base o livro de Atos (4.36,37; 9.27) fica notório a origem, assim como duas virtudes de Barnabé. No que tange a origem percebe-se que Barnabé era levita, isto é, da tribo de Levi. Já na tangência das virtudes compreende-se que ele era um homem generoso e um homem de fé, pois confiava no poder divino da transformação.

A generosidade trata-se da virtude em que alguém dispõe em sacrificar os próprios interesses em benefício de outrem. Assim também pode ser definida como a virtude em que acrescenta algo ao próximo.

Barnabé é lembrado por confiar no poder divino da transformação, pois:

 Foi preciso fé por parte de Barnabé para trazer Saulo ao convívio dos apóstolos, mas também a certeza de que Deus havia feito uma obra no coração do perseguidor. A oportunidade que Barnabé deu a Saulo foi surpreendente, e a igreja precisa de pessoas como ele, que, com coragem, tragam ao convívio dos santos aqueles que foram alcançados por Jesus. Saulo tinha uma história antes de Jesus, mas o Eterno decidiu mudar o presente e o futuro de Saulo (COELHO, 2020, p. 150).

II – UMA OFERTA CONTAMINADA PELA MENTIRA

A oferta corresponde a uma das partes essenciais do culto. O ato de ofertar indica a generosidade do cristão, assim como corresponde com a real identificação do cristão como adorador do Senhor. Não há obrigatoriedade de valores no ato de ofertar. Válido afirmar que a oferta não poderá ser outorgada com tristeza e nem por necessidade.

Ananias e Safira montaram um conluio e mentiram ao Senhor. O castigo que o casal sofreu não corresponde ao valor ofertado, mas trata-se da mentira criada pelo o casal.

Reter parte do valor que tinham consigo não era necessariamente o problema. O mal que fizeram foi mentir aos apóstolos, transparecendo uma falsa espiritualidade (COELHO, 2022, p. 143).

A pena que o casal sofreu foi a morte. O pecado produz como consequência maior a ocorrência da morte, podendo ser a morte moral, espiritual, a segunda morte (separação eternal de Deus), ou como no caso em análise o sofrimento momentâneo da morte física.

III – CUIDADO COM O CORAÇÃO

O cuidado para com o coração se resume na seguinte descrição: Deus provê o necessário.

Deus cuida dos seus em qualquer situação ou circunstância. Válido relembrar dos israelitas no deserto. Deus não abandonou o povo, pelo o contrário, no deserto Deus cuidou do povo suprindo todas as necessidades. Assim como preparou um povo vitorioso no deserto, isto por Sua Palavra e por Sua Presença.

Ananias e Safira na morte ensina que há pessoas que são unidas com propósitos voltados para a maldade, no caso específico, unidos em prol da mentira. É cabível ao cônjuge, repreender o outro quando está se desviando dos princípios do Evangelho, pois um lar na presença do Senhor será vitorioso e gozará de todos os benefícios provenientes de Deus.

Referência

COLEHO, Alexandre. Os Bons e Maus exemplos: aprendendo com homens e mulheres da Bíblia. Rio de Janeiro: CPAD, 2020.

COELHO, Alexandre. O Perigo das tentações: as orientações da Palavra de Deus de como resistir e ter uma vida vitoriosa. Rio de Janeiro: CPAD, 2022.

quarta-feira, 15 de junho de 2022

EBD - Subsídio da Lição: A bondade de Deus em nos atender

 A bondade de Deus em nos atender

A lição “A bondade de Deus em nos atender” apresenta a seguinte descrição na verdade prática:

Deus é um Pai amoroso que concede aos seus filhos aquilo que realmente é bom para eles.

É importante frisar que:

Na Bíblia, a bondade não é compreendida apenas por uma definição de termos, mas, sim, de essência, posto que Deus é bom por natureza, dEle emana todos os bons atos de bondade, pois Ele é amor (GOMES, 2022, p. 139).

Sendo que a presente lição tem como objetivos específicos: Compreender o significado da bondade de Deus; Conscientizar de que só existem dois caminhos; e, Advertir contra a mentira dos falsos profetas.

I – A BONDADE DE DEUS

O meio para receber, encontrar e obter porta aberta, é: pedir, buscar e bater. Porque aquele que pede recebe; e o que busca encontra; e, ao que bate, se abre (v.8). Lembrando que Jesus instrui aos ouvintes a respeito da lei da semeadura quando assim expressou: Portanto, tudo o que vós quereis que os homens vos façam, fazei-lho também vós, porque esta é a lei e os profetas (v12).

Portanto, aqui Jesus retorna o assunto da oração, e incentiva seus ouvintes a pedirem, buscarem e a baterem (RICHARDS, 2008, p. 36).

Vale ressaltar que a bondade de Deus se manifesta quando as orações são atendidas, e estas serão atendidas pelas seguintes verdades:

a) Orações que são feitas segundo a vontade de Deus: e esta é a confiança que temos nele, que se pedirmos alguma coisa segundo a Sua vontade, Ele nos ouve (1Jo 5.14).

b) Orações que são feitas em nome de Jesus: e tudo quanto pedirdes em meu nome, eu o farei, para que o Pai seja glorificado no Filho. Se me pedirdes alguma coisa em meu nome, eu a farei. (Jo 14.13,14).

c) Quando vivemos em plena comunhão com Deus e com sua palavra: se vós permanecerdes em mim, e as minhas palavras permanecerem em vós, pedi o que quiserdes, e vos será feito (Jo 15.7).

II – HÁ DOIS CAMINHOS PARA ESCOLHER

Há uma porta larga e um caminho espaçoso que conduz à perdição. Mas, há o caminho apertado e uma porta estreita que conduz à vida. Sendo que a maioria das pessoas neste mundo tem as mesmas atitudes dos escribas e fariseus. Elas simplesmente acreditam na salvação pelas boas obras, Jesus faz uma interpretação muito diferente da Lei, a regra de vida daqueles que o seguiram. Ele a coloca ao nível do coração e, ao fazer isso, exclui muitos de Seu Reino (RADMACHER; ALLEN; HOUSE, 2013, p. 103).

A porta estreita indica que dá para passar apenas uma pessoa, verdade que para Gomes (2022) teologicamente corresponde com a impossibilidade de passar por ela quem tenha muita bagagem que corresponda com a justiça pessoal, o egoísmo, a avareza e até mesmo com o rancor.

Os dois caminhos indicam que há uma direção a ser seguida. O caminho espaçoso corresponde com a direção que finaliza na perdição. Já o caminho apertado corresponde com a direção que finaliza com a consumação conforme a vontade divina, em que o cristão estará eternamente com o Senhor.

Em suma, a caminhada do cristão se resume em escolhas. [...] Caso escolhamos viver um cristianismo que permite tudo, nosso destino estará comprometido, porém se optarmos em viver uma vida santa, entrando pela porta estreita e trilhando o caminho apertado, nosso futuro será maravilhoso (GOMES, 2022, p. 143).

III – A MENTIRA DOS FALSOS PROFETAS

Profeta é aquele que recebe de Deus a mensagem, e tem como missão transmitir a mensagem aos destinatários da palavra do Senhor. Porém, o falso profeta é aquele que diz em nome de Deus, sem que Deus tenha falado. Diz representar a Deus sem que Deus o tenha escolhido e sem que Deus o envie.

Por isso, é necessário que o crente tenha cuidado com as aparências, lembrando que os falsos profetas serão detectados pelos os frutos, pois O futuro aqui prova a real essência ou natureza do que a coisa é, apontando para duas coisas: os ensinos e as obras desses impostores (GOMES, 2022, p. 144).

Referência:

GOMES, Osiel. Os valores do Reino de Deus: a relevância do Sermão do Monte para a Igreja de Cristo. Rio de Janeiro: CPAD, 2022.

RADMACHER, Earl D. ALLEN, Ronaldo B. HOUSE, H. Wayne. O Novo comentário Bíblico Novo Testamento. Rio de Janeiro: Editora Central Gospel, 2013.

RICHARDS. Lawrence O. Comentário Histórico-Cultural do Novo Testamento. Rio de Janeiro: CPAD, 2008.

terça-feira, 14 de junho de 2022

BENEFÍCIOS PROVENIENTES DO CULTO DOMÉSTICO

BENEFÍCIOS PROVENIENTES DO CULTO DOMÉSTICO

Culto corresponde ao ato de adorar ou homenagear a uma divindade em quaisquer de suas formas. Sendo que doméstico corresponde ao desenvolvimento de uma prática desenvolvida no próprio lar. Portanto, culto doméstico trata-se do ato de adorar a Deus no lar do cristão. Porém, percebe-se que a uma necessidade de resgatar-se o culto doméstico, pois percebe o esfriamento espiritual em alguns lares, assim como o tempo diante dos aparelhos de celulares e televisores tornam-se superiores ao tempo doado para com o culto a Deus.

I – COMPREENDENDO O CULTO DOMÉSTICO

O culto doméstico é o momento de adoração a Deus em família, também é o momento de aprendizagem de uns para com os outros e por fim, é o momento de comunhão entre pais e filhos, entre esposo e esposa e, entre irmãos e irmãos, ou até mesmo entre famílias diferentes.

Lembrando que o louvor corresponde com:

Adoração de Deus, dando-lhe a devida honra como Criador de todas as coisas e como Salvador de seu povo (GUIA CRISTÃO DE LEITURA DA BÍBLIA, 2013, p. 808).

Portanto o culto doméstico é a adoração em família. Tendo como livro base para o ensino e edificação a Palavra de Deus. E como elemento e ato essencial a oração, pois:

A oração é um aprendizado. Jesus precisava ensinar os discípulos e deu-lhes um padrão de oração que a igreja nunca esqueceu. Os cristãos de todas as épocas enfrentam as mesmas lições, disciplinas e privilégios do crescimento em Deus (GUIA CRISTÃO DE LEITURA DA BÍBLIA, 2013, p. 498).

II – CULTO EM FAMÍLIA

O culto doméstico não precisa respeitar a liturgia da igreja. A liturgia da igreja corresponde a uma norma que respeita ao padrão ministerial ou até mesmo o respeito à cultura da localidade. O culto doméstico deverá exercer entre tantos, acerto a definição do dia da semana e o horário em que o trabalho será executado.

João Wesley foi criado com 18 irmãos, seus pais nunca omitiram tempo a Palavra de Deus, e narra a história desta família que os mesmos reuniam constantemente para adorarem a Deus. Há citações de que em cultos doméstico realizados pela família Wesley havia a presença de 100 vizinhos reunidos para ouvirem a Palavra de Deus.

Porém, a maior conquista da família Wesley foi à certeza de “Eu e minha casa serviremos ao Senhor”. Pais não forma filhos, mas fazem dos seus filhos verdadeiros discípulos. Os pais não somente ensinam com palavras, mas também com atitudes e escolhas. Os filhos estão a observar e a vigiar todos os passos e decisões que seus pais tendem a palmilhar e a tomarem. Cada aprendizagem se demonstra na ação da criança. 

III – BENEFÍCIOS PROVENIENTES DO CULTO DOMÉSTICO

O único meio de restaurar a sociedade é salvando a família. O termo salvação tem como significado livramento de um perigo eminente. Portanto, é de responsabilidade dos pais restaurar a sociedade e isto só será possível com a salvação da família, sendo que isto se concretizará por meio do culto doméstico. E segue-se que alguns benefícios provenientes do culto doméstico:

Primeiro, torna o ambiente familiar agradável, fazendo com que a comunhão entre os membros da família seja fortalecida. [...] Para ter comunhão uns com os outros precisamos ter comunhão com Deus, por intermédio do Senhor Jesus Cristo. A verdadeira comunhão é partilhar nosso conhecimento sobre o Senhor e a experiência com Deus – Pai, Filho e Espírito Santo – uns com os outros (GUIA CRISTÃO DE LEITURA DA BÍBLIA, 2013, p. 576).

Segundo, conduz os filhos a terem uma fé firme e inabalável na pessoa de Jesus Cristo.

Terceiro, outorga força e equilíbrio para enfrentar e vencer os obstáculos do cotidiano.

E em quarto, o culto doméstico outorga glória a Deus.

Em suma, os pais não estão formando filhos, mas, estão preparando discípulos para que os mesmos venham a andar com seus próprios pés. E quão arda e longa é a caminhada da vida.

Referências

GUIA CRISTÃO DE LEITURA DA BÍBLIA. Rio de Janeiro: 2013.

sexta-feira, 10 de junho de 2022

EBD - Subsídio da Lição: Sendo cautelosos nas opiniões

Sendo cautelosos nas opiniões

A lição “Sendo cautelosos nas opiniões” apresenta a seguinte descrição na verdade prática:

Quando julgamos as pessoas, nos colocamos em uma posição que não compete a nós, seres imperfeitos e falhas.

Sendo que a presente lição tem como objetivos específicos: Compreender que não devemos julgar precipitadamente o outro; conscientizar de que devemos primeiramente olhar para nós mesmos; e, afirmar que não somos julgados pelo severidade de Deus.

I – NÃO DEVEMOS JULGAR O OUTRO

O ato de julgar permite ao juiz outorgar a justificação do ato, assim como a condenação do mesmo.

Porém, no presente texto:

[...] “não julgueis” refere-se a uma atitude crítica e cáustica com relação a outros. Por que? Jesus dá três razões poderosas.

Em primeiro lugar, a maneira como tratamos os outros definirá a maneira como eles nos tratam (7.2). Em segundo lugar, estar alertas às nossas próprias faltas já é um trabalho suficiente (7.3-5). E, em terceiro lugar, se os outros não valorizam o que você valoriza (“Nem deiteis aos porcos as coisas pérolas [7.6], sua condenação irá enfurece-los ao invés de convencê-los do pecado (RICHARDS, 2008, p. 33).

Não cabe ao cristão julgar. Mas, é de responsabilidade de cada cristão o ato de se examinar, pois quando busca o argueiro no olho do próximo, estará omitindo a trave no próprio olho.

[...] não tenhamos um espírito e arbitrário para condenar os outros, nem queiramos ter a posição de Deus, que é o verdadeiro juiz, pois conhece a pessoa por dentro e por fora, mesmo assim, é misericordioso (Mt 5.7). Ao julgarmos alguém, sejamos criteriosos e cheios de amor, misericórdia e compaixão. Por vezes, julgamos uma pessoa quando praticamos os mesmos pecados e as condenamos severamente (GOMES, 2022, p. 128).

II – DEVEMOS PRIMEIRAMENTE OLHAR PARA NÓS MESMOS

Três cuidados devem ser desenvolvidos na prática por cada cristão quando a temática é o juízo, são elas: o exagero, a crítica inconsistente e o julgamento precipitado.

O julgamento exagerado no contexto social pode englobar atitudes estereotipas, pois o indivíduo poderá ser condenado por fazer parte de determinado grupo ou por ser originado de determinado lugar. Biblicamente poderá ser compreendido por se tratar da ausência do conhecimento prévio.

[...] Quem julga sem base, sem verdade, está procurando virar para o lado, esconder a verdade (GOMES, 2022, p. 129).

No que tange o juízo ser determinado por atitudes críticas inconsistentes compreende-se que se trata do enxergar no outro os erros espirituais e não perceber nos próprios atos a prática do pecado.

[...] O julgamento inconsistente gosta das mesmas redondas para falar de pessoas que, por vezes, não conhece de verdade; isso gera preconceitos, impedindo que se enxergue as boas qualidades que elas possuem (GOMES, 2022, p. 131).

Por fim, o ato de tomar por juízo menosprezando que cabe a cada cristão agir com amor e por ação dependente da graça de Deus. A graça de Deus salva o mais indigno dos homens, enquanto que o julgamento precipitado é chegar a conclusão que o indivíduo não é digno de salvação, fato que é verdadeiramente um grande erro.

III – E SE FÔESSEMOS JULGADOS PELA SEVERIDADE DE DEUS

Dentre tantos tipos de juízos tratados na Bíblia, cinco merecem atenção: o julgamento dos pecados dos crentes na cruz de Cristo (Jo 13.31); o julgamento das obras dos crentes diante do Tribunal de Cristo (Rm 14.10); o julgamento das nações vivas, na parousia de Cristo (Mt 25.32); o julgamento de Israel, na volta de Cristo (Ez 20.33, Mt 19.28); e, o julgamento do Grande Trono Branco (Ap 20.11-15).

Portanto, mediante a descrição do presente tema compreende-se que Deus aos justos atua com bondade, enquanto aos injustos e infiéis Ele opera com severidade (Rm 11.22).

Referência:

GOMES, Osiel. Os valores do Reino de Deus: a relevância do Sermão do Monte para a Igreja de Cristo. Rio de Janeiro: CPAD, 2022.

RICHARDS. Lawrence O. Comentário Histórico-Cultural do Novo Testamento. Rio de Janeiro: CPAD, 2008.

quarta-feira, 8 de junho de 2022

Subsídio para aula da Escola Bíblica Dominical – Lições Bíblicas Jovens – ANTECIPANDO OS PLANOS DE DEUS

ANTECIPANDO OS PLANOS DE DEUS

Conforme o Resumo da Lição:

Não devemos antecipar o que Deus tem para nós, barganhando com Ele a nossa adoração e serviço.

Portanto, a presente lição tem como objetivos:

Refletir a respeito da glória deste mundo;

Conscientizar de que não devemos antecipar o que Deus tem para nós;

E, Saber quem devemos adorar.

I – A GLÓRIA DESTE MUNDO

Por terceiro, satanás tenta a Jesus no que corresponde ao possuir poder. A busca do poder passou a ser notório nas repartições públicas e até nas repartições religiosas em que pessoas fazem de tudo para possuírem o lugar do outro.

O inimigo continua desejando a adoração de todos, principalmente dos servos de Deus. Para ele, uma adoração dividida já surte o efeito desejado, pois sabe que um coração dividido vai tentar agradar a dois senhores, e isso Deus não aceita (COELHO, 2022, p. 130).

Em sua missão Jesus foi tentado, mas venceu a satanás dizendo: ao Senhor, teu Deus, adorarás e só a ele servirás (Mt 4.10).

II – NÃO ANTECIPE O QUE DEUS TEM PARA VOCÊ

Há pessoas que utilizam dos métodos direcionados por Satanás para prosseguirem em suas ações pecaminosas, exemplo: utilizam da mentira, do engano, da corrupção e de todo ato pecaminoso para alcançarem seus desígnios. Porém, os que por Deus são conduzidos não precipitam pelo palmilhar da mentira, mas buscam andar na verdade.

Para vencer a tentação de ser notado é necessário que o cristão compreenda o propósito de seu chamado, assim como entenda que o segredo de um ministério próspero está no ato da submissão a Deus. A submissão trata-se da obediência a alguém, pois corresponde a um ato descritivo do interior do indivíduo, pois este obedece por ser submisso.

O título do presente tópico permite a compreensão referente ao valor da paciência. Paciência corresponde ao ato de saber o tempo certo e esperar com total harmonia sem acelerar atos que possivelmente desequilibre o palmilhar que seja conforme a vontade do Senhor.

Deus sabe que a paciência é uma disciplina com a qual temos de lidar, e que nos fará estar mais próximos dEle. Deus é paciente. Sua longanimidade é conhecia na Bíblia, e Ele se utiliza dela para cumprir os seus desígnios para conosco. Há um tempo reservado para que a nossa vitória venha às nossas mãos. Depois da cruz, o mesmo Jesus recebeu do Pai, de forma completa, o que Satanás estava lhe oferecendo de forma limitada – todo o poder (COLHEO, 2022, p 133).

III – A QUEM DEVEMOS ADORAR

A verdadeira adoração é realizada em espírito e em verdade (Jo 4.23). O termo em espírito indica o nível em que a adoração é realizada. Enquanto, o termo em verdade corresponde à sinceridade exercida no momento da adoração, pois a verdade é a característica de Deus encarnada na pessoa de Jesus. 

A adoração não poderá ser realizada carnalmente, deverá ser em espírito, pois corresponde ao momento em que o cristão apresenta o seu corpo morto para o pecado. O corpo deverá ser apresentado em sacrifício vivo, santo e agradável a Deus (Rm 12.1).

Deus procura por verdadeiros adoradores, portanto os autênticos adoradores deverão possuir as seguintes características:

a) o verdadeiro adorador tem uma vida de oração. A oração é o diálogo realizado entre o cristão e Deus, e de fato na oração também o crente exerce a gratidão a Deus.

b) o verdadeiro adorador tem uma vida de testemunho. É reconhecido pelos outros pelo temor ao Senhor e como homem ou mulher de Deus.

c) o verdadeiro adorador é conhecedor da Palavra de Deus. A Bíblia é a palavra de Deus e a adoração é um ato de gratidão a Deus, portanto o verdadeiro adorador deverá conhecer a Palavra de Deus.

d) o verdadeiro adorador busca a excelência na adoração.  Em tudo que o cristão realiza busca agradar a Deus e assim fazendo está buscando a excelência na adoração.

e) o verdadeiro adorador abandona o pecado. Viver em pecado é viver longe da presença de Deus e não ter a adoração reconhecida por Deus, pois o pecado afasta o homem da presença do Senhor.

f) o verdadeiro adorador não escolhe o lugar para adorar a Deus. O verdadeiro adorador sabe que a adoração não relacionada ao lugar, mas está relacionada ao nível e a característica da adoração.

Referência

COELHO, Alexandre. O Perigo das tentações: as orientações da Palavra de Deus de como resistir e ter uma vida vitoriosa. Rio de Janeiro: CPAD, 2022.

quarta-feira, 1 de junho de 2022

Subsídio para aula da Escola Bíblica Dominical – Lições Bíblicas Jovens – INTERPRETANDO ERRONEAMENTE AS ESCRITURAS

INTERPRETANDO ERRONEAMENTE AS ESCRITURAS

Conforme o Resumo da Lição:

A segunda tentação pela qual Jesus passou nos remete a interpretar e aplicar mal um texto das Escrituras, tentando forçar Deus a fazer a nossa vontade.

A Palavra de Deus proporciona transformação, edifica a igreja e fortalece o cristão. Porém, torna-se necessário para que ocorram os benefícios citados é necessário que a Palavra de Deus seja corretamente interpretada, pois quando não há interpretação coerente ao contexto e a realidade os resultados não serão sintetizados em benefícios.

Portanto, a presente lição tem como objetivos:

Mostrar a mudança de cenário na tentação de Jesus;

Explicar como inimigo distorceu a Palavra de Deus;

E, Conscientizar de que não podemos seguir o exemplo do povo de Deus no deserto.

I – MUDANDO O CENÁRIO DA TENTAÇÃO

Por segundo, satanás tenta a Jesus no que corresponde ao possuir poder. A busca do poder passou a ser notório nas repartições públicas e até nas repartições religiosas em que pessoas fazem de tudo para possuírem o lugar do outro.

A segunda ação do inimigo foi em tentar Jesus a ser notado pelos anjos. Quantos são tentados a serem notados? Quantos são ativos em suas ações para serem notados? Tudo que o cristão desenvolve na obra de Deus deverá ser para honra e glória de Deus.

[...] É preciso ter cuidado e discernimento para que não nos vejamos em lugares “altos”, imaginando que quem nos colocou lá foi Deus. O Senhor pode nos exaltar e nos honrar, mas somente quando formos maduros o suficiente para dar-lhe a devida glória pelo que Ele opera por nosso intermédio (COELHO, 2022, p. 128).

Em sua divindade Jesus foi tentado, mas venceu a satanás dizendo: não tentarás o Senhor, teu Deus (Mt 4.7).

II – DISTORCENDO A PALAVRA DE DEUS

Os anjos são apresentados na Bíblia Sagrada com as seguintes características:

Seres criados (Sl 148.2,5).

Seres espirituais (Hb 1.13,14).

Seres pessoais (2 Sm 14.20).

Seres que não se casam e nem se reproduzem (Mt 22.30; Mc 12.25).

Seres imortais (Lc 20.35,36).

Seres poderosos (Sl 103.20).

Seres dotados de inteligência (2 Sm 14.17,20).

Seres gloriosos (Lc 9.26).

E, por fim, são seres numerosos (Dt 33.2).

É importante compreender também que o termo anjo é na Bíblia aplicado a homens, tendo como significado mensageiro.

Conforme o ofício, os anjos têm como missão adorar ao Senhor.  Louvai-o, todos os seus anjos (Sl 148.2). Todo o universo é chamado a glorificar-se na maravilha que é Deus. Nesta parte inicial, demanda-se o louvor de todos os aspectos dos céus, inclusive das hostes angelicais (RADMACHER; ALLEN; HOUSE, 2013, p. 944).

O segundo ofício destaque dos anjos corresponde em auxiliar os homens mediante as necessidades, pois o anjo do Senhor acampa-se ao redor dos que o temem, e os livra (Sl 34.7). A expressão anjo do Senhor e o nome de Deus costumam ser usados como sinônimos na Bíblia. Tendo o crente a sensação de Deus o rodeando ou pairando sobre ele, não há o que temer – até mesmo nas situações causadas de maior desespero (RADMACHER; ALLEN; HOUSE, 2013, p. 853).

III – O POVO NO DESERTO

Pôr Deus à prova é uma tentação. O povo duvidou da presença de Deus com eles, logo, o povo duvidou das promessas do Senhor. Hoje o que pode tornar o ato dos crentes em um pecado ao Senhor corresponde no agir contrariamente a narrativa bíblica.

Logo, é válido respeitar a exata interpretação das Escrituras Sagradas, assim como evitar participar de reuniões em que não ocorra a legítima interpretação da Bíblia.

Para concluir, percebe-se que satanás utilizou a Palavra de Deus para tentar a Jesus, logo a mera utilização da Bíblia nem sempre indica a vontade de Deus.

Referência

COELHO, Alexandre. O Perigo das tentações: as orientações da Palavra de Deus de como resistir e ter uma vida vitoriosa. Rio de Janeiro: CPAD, 2022.

RADMACHER, Earl D. ALLEN, Ronaldo B. HOUSE, H. Wayne. O Novo comentário Bíblico Velho Testamento. Rio de Janeiro: Editora Central Gospel, 2013.

EBD - Subsídio da Lição: Nossa segurança vem de Deus

 Nossa segurança vem de Deus

A lição “Nossa segurança de Deus” apresenta a seguinte descrição na verdade prática:

Não podemos colocar a nossa esperança nas riquezas deste mundo, mas sim em Deus.

Lembrando que a ansiedade é a palavra-chave para melhor compreensão da lição, e assim entende que:

Ansiedade é um termo utilizado para descrever a experiência subjetiva de uma tensão desagradável e de inquietação que acompanham o conflito ou ameaça psíquica. Trata-se de um estado emocional normal, uma característica biológica da conduta humana, sentida como antecipação a momentos de perigos reais ou imaginários (LOPES, 2017, p. 171).

Sendo que a presente lição tem como objetivos específicos: Contrastar a riqueza do Céu com a riqueza da Terra; Descrever a idolatria ao dinheiro; e, Demonstrar a quietude espiritual em Deus.

I – RIQUEZA DO CÉU E RIQUEZA DA TERRA

Servir as riquezas do céu e buscar a servir categoricamente as riquezas da terra é chegar à conclusão de impossibilidade, pois há de agradar a um e desagradar a outro.

O amor ao mundo corresponde a ser recíproco com as questões mundanas, isto é, corresponde com o ato prático de aceitar a prática do pecado, visto que o pecado é todo ato contrário a vontade do Senhor. Assim como também o pecado pode ser definido como errar o alvo ou até mesmo de maneira prática pode ser definido conforme a narrativa do Antigo Testamento, em ser o pecado transgressão a Lei do Senhor.

Jesus no presente contexto histórico não si posiciona contrariamente a posse de bens matérias, mas a ênfase corresponde na não aceitação do Mestre no ato de amar as riquezas desta terra.

É importante compreender que:

[...] Os tesouros desta terra podem envolver bens materiais, dinheiro, casas, filhos, homens e mulheres, carros, posição social, cargos, cultura, trabalho. É quando o seu coração se volta para alguma coisa demasiadamente, vivendo somente para elas, que consiste o perigo. Nós podemos ter e desfrutar de todas essas coisas, mas Jesus nos alerta para que não deixemos que elas se transformem em nossos tesouros (GOMES, 2022, p. 116).

Portanto, não há erro no que tange o cristão possuir bens matérias, pois Deus prospera e honra os que são fiéis. E quando Deus prospera o crente outorga a este, condições para ser um agente direto do Reino de Deus em contribuir para com que a mensagem do Reino chegue a todos os que estão distantes.

II – IDOLATRIA AO DINHEIRO

O cristão não deve amar o dinheiro, pois a raiz de todos os males está no amor para com as riquezas, logo quando o amor se estabelece aos bens materiais percebe-se que a idolatria foi estabelecida.

Portanto, o objetivo de Deus prosperar a igreja e a cada um individualmente, está associado à manutenção própria de cada pessoa e também o compromisso da igreja como organização, em segundo para que a obra evangelizadora seja exercida, cada cristão deverá ser um verdadeiro evangelista, e esta atividade é desenvolvida pela contribuição, pela oração e pela entrega ao serviço de evangelização, e por fim, Deus nos prospera para que os cristãos auxiliem os necessitados.

O apóstolo Paulo assim escreveu a Timóteo:

Porque o amor ao dinheiro é a raiz de toda espécie de males; e nessa cobiça alguns se desviaram da fé e se transpassaram a si mesmos com muitas dores (1 Tm 6.10).

O texto é claro ao expor que o amor ao dinheiro é a raiz de todos os males, pois por causa dele pessoas se casam e se divorciam, outros por causa dele mentem e matam.

[...] o amor ao dinheiro contribui para que dois erros aconteçam na vida do crente. O primeiro, ele se afasta de Deus e do seu trabalho, fracassando na fé. O segundo, a cobiça faz uma troca, o gozo que o crente sentia de servir e de adorar a Deus com alegria e contentamento agora é substituído pela inveja, pelo egoísmo e pelas dores (GOMES, 2022, p. 120).

Por isso, Agur assim escreveu:

Duas coisas te pedi; não mas negues, antes que morra: afasta de mim a vaidade e a palavra mentirosa; não me dês nem a pobreza nem a riqueza; mantém-me do pão da minha porção acostumada; para que, porventura, de farto te não negue e diga: Quem é o Senhor? Ou que, empobrecido, venha a furtar e lance mão do nome de Deus (Pv 30.7-9).

Por fim, o dinheiro é um excelente servo, porém é um péssimo patrão.

III – VIVENDO A QUIETUDE ESPIRITUAL EM DEUS

Deus é quem outorga a vida e mantem o corpo. Logo, o Senhor Jesus instrui os ouvintes a compreenderem que não há necessidade de andar ansiosos pelo que haveis de comer ou vestir (v.25).

Portanto, o cuidado de Deus para com os seus filhos torna-se nítida no comparativo que Jesus associa entre o prover de Deus para com as aves e os lírios. As aves são alimentadas por Deus e os lírios são mantidos em formosura pelo poder de Deus (vv. 26-30).

Conforme o versículo 33 os bens matérias no que corresponde ao comer e ao vestir são benefícios de Deus para com aqueles que buscam primeiro o Reino de Deus e a sua justiça. Neste trecho Jesus [...] ensina lembra seus ouvintes de que Deus, como Pai, conhece e satisfará cada necessidade, libertando seus filhos para concentrarem seus esforços em seu reino e em sua justiça (RICHARDS, 2008, p.36).

Referência:

GOMES, Osiel. Os valores do Reino de Deus: a relevância do Sermão do Monte para a Igreja de Cristo. Rio de Janeiro: CPAD, 2022.

LOPES, Jamiel de Oliveira. Psicologia pastoral: a ciência do conhecimento humano como aliada ministerial. Rio de Janeiro: CPAD, 2017.

RICHARDS. Lawrence O. Comentário Histórico-Cultural do Novo Testamento. Rio de Janeiro: CPAD, 2008.