Deus é Fiel

Deus é Fiel

domingo, 21 de agosto de 2022

É chegado o tempo de adorar em espírito e em verdade

É chegado o tempo de adorar em espírito e em verdade

Mas a hora vem, e agora é, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade; porque o Pai procura a tais que assim o adorem (Jo 4.23).

No presente a igreja deverá ser a base para um contexto social temente a Deus, pois é cabível à igreja influenciar e proporcionar a sociedade nova ótica no que tange ao relacionamento do ser humano para com Deus. É nítido que a adoração se concretiza por meio da ministração da Palavra e que por meio da Palavra os verdadeiros adoradores se manifestarão.


É triste observar que nos dias atuais muitos que se apresentam como adoradores utilizam das canções para lançarem sobre os demais membros da igreja sotaques, que de certa maneira não manifesta a verdadeira adoração, mas que de fato no contexto prático provoca a divisão e o regresso do que corresponde para com o propósito do verdadeiro culto.

Adoração: conceito teológico e prático

O louvor é disparadamente para a maioria o que tange como ideia central da adoração, porém a adoração vai além do que se manifesta e ocorre no processo do cântico.

1.1 Conceito teológico. Veneração e reconhecimento são termos que define teologicamente a definição do termo adoração. Veneração a Deus e o reconhecimento da soberania e das obras do Senhor. Portanto, três termos são fundamentais para a exata compreensão da palavra adoração. Primeiro do latim, adorationem, que significa orar para alguém; segundo do hebraico, sãhâ; e, terceiro, do grego, proskyneo, ambos os termos no original significam prostração e reverência.

1.2 Conceito prático. No dia a dia o termo adoração poderá ser definido pela separação das palavras. Ou seja, adora, conceito relacionado por cântico ou louvor; oração, ato de reconhecer que Deus é soberano e tem todas as coisas sobre o Seu domínio; e, por terceiro ação, adoração a Deus é exercida por meio do serviço.

Local para a ocorrência da adoração

A ideia da adoração em determinado local abrange também o aspecto do tempo. No Antigo Testamento a adoração se deu em determinados momentos em montes, com a construção de altares, sendo que nos períodos da saída de Israel do Egito, assim como no reino de Israel a adoração tornou efetivamente desenvolvida no tabernáculo e no templo.

Na Nova Aliança a adoração não se caracteriza por ser desenvolvida no templo ou em outro local. O que diferencia a verdadeira adoração é que ela seja desenvolvida em espírito em verdade. É compreensível que no Novo Testamento a adoração não se dar no templo, mas o fato é que o templo adore ao Senhor. A descrição em que o templo adore ao Senhor indica que cada crente é um templo dedicado ao Senhor.

Porém, a abrangência do templo não se limita aqui neste mundo terreno e transitório. A adoração se dará no céu de glória e se perpetuará por toda a eternidade. Os santos de todos os tempos serão reunidos para viverem a eternidade com o Senhor estes adoradores eternos do Senhor.

Adoração em espírito em verdade

A fala de Jesus a mulher samaritana corresponde ao nível da adoração, pois a adoração não corresponde ao local onde se adora, mas corresponde com a quem se adora.

Nos dias atuais as pessoas outorgam mais ênfase de como se adora ou como desenvolve a liturgia corresponde às práticas e regras musicais, porém é necessário entender que a ênfase deverá ser sempre enfatizada a quem se adora e como se adora por meio de um coração contrito.

A verdadeira adoração está associada ao amor que devotamos a Deus. É um ato permanente na vida do filho de Deus; não pode ser, sob hipótese alguma, uma atitude episódica. Em tudo o que fizemos, há de ser ressaltada nossa atitude de adoração. Até as nossas atividades materiais têm de mostrar ao mundo que somos uma comunidade de adoradores.

Adoração não é contemplação; é, acima de tudo, sérvio que se presta ao Reino de Deus. (ANDRADE, 1997, p. 19)

Portanto, o Pai procura a tais que assim o adorem, que o adore em espírito e em verdade.

Referência:

ANDRADE, Claudionor Corrêa de. Dicionário Teológico: Com definições etimológicas e locuções latinas. Rio de Janeiro: CPAD, 1997.

quarta-feira, 17 de agosto de 2022

Lições Bíblicas Jovens – Subsídio para a aula da Escola Bíblica Dominical –QUEM SEGUE A CRISTO COMPARTILHA A MENSAGEM DA GRAÇA

QUEM SEGUE A CRISTO COMPARTILHA A MENSAGEM DA GRAÇA

Conforme o resumo da lição:

Em Cristo, somos capacitados para ser pregoeiros da verdade, embaixadores do Evangelho do Reino.

O título da lição assim como o resumo outorgam duas palavras como chaves para a compreensão da lição, são elas: graça e embaixadores. A graça indica um favor imerecido, o crente não merecia, porém Deus por amor tornou-o beneficiado da graça. Uma vez ganho pela graça o cristão torna-se um representante direto do Reino de Deus na terra, ou seja, um embaixador de Cristo Jesus.

A presente lição tem como objetivos:

Explicar as atitudes que proclamam a Cristo;

Compreender que precisamos pregar a todos, toda a mensagem de Jesus Cristo;

E, Conscientizar de que precisamos pregar o amor de Cristo.

I – ATITUDES QUE PROCLAMAM A CRISTO

Atitude é uma descrição que outorga como significado saber fazer acontecer. Logo, o crente precisa entender como fazer acontecer a proclamação do Evangelho. Sendo que a atitude para com a concretização do Evangelho requer das testemunhas o testemunho de uma vida como ato de proclamação, assim como o testemunho de alguém que faz o bem.

O cristão prega com palavras e prega muito mais sem as palavras, isto é, proclama o Evangelho mais pelo o testemunho de uma vida transformada do que pelas palavras ditas com conhecimento sem os efeitos de uma vida totalmente liberta pelo o Senhor Jesus Cristo.

Não importa as ameaças que soframos ou as supostas oportunidades que percamos; devemos proclamar a Cristo com sinceridade, pois somente assim seremos capazes de apresentar ao mundo a diferença entre luz e trevas, santidade e impureza. Não precisamos adocicar a mensagem da Bíblia para ninguém, pois ela já vem carregada no tempero correto; basta-nos seguir a vontade de Deus, que as pessoas serão atraídas pelo seu amor (BRAZIL; OLIVEIRA; BUENO, 2022, p. 92)

Entretanto, uma vida liberta além de demonstrar por meio do testemunho que foi transformada pelo o Senhor Jesus de imediato desenvolverá na prática ações de quem faz o bem. E não há bem maior do que proclamar a Palavra transformadora do Senhor Jesus Cristo por palavras e por testemunho.

II – CRISTO, TODA A MENSAGEM DE TODOS

Jesus Cristo deverá ser pregado a todos os homens. A mensagem pregada pelo o cristão deverá conter a presença de Jesus Cristo. Assim como o tema central da mensagem deverá ser Cristo.

Associando o presente tópico com a argumentação de Bícego a respeito da evangelização quando a crise está instalada compreende-se que Jesus deverá ser pregado e deverá ser o centro da mensagem, pois para vencer as crises é só com uma mensagem cristocêntrica.

Dentre outros motivos que motivam a participação dos crentes à evangelização torna-se necessário citar à situação crítica mundial, que conforme o saudoso pastor Valdir Bícego, situação esta que se resume na palavra crise.

Crise moral:

Divórcio, previsão sexual, orgia, pornografia e drogas.

Crise social:

Violência, fomes e flagelos, falta de moradia, falta de recursos para educação.

Crise econômica:

Inflação, desemprego, concordatas e falências.

Crise política:

Guerras, altos investimentos em armamentos, instabilidades, indefinições e escândalos.

Crise religiosa:

Disseminação de seitas e grupos religiosos. O mundo já conta com milhares de religiões. Na época em que Jesus estava exercendo seu ministério terreno já havia muitas religiões, e foi a respeito delas que o Mestre disse: todos quantos vieram antes de mim são ladrões e salteadores (BÍCEGO, p. 25,26).

III – PREGANDO O AMOR

Deus é amor. A pregação eficiente do Evangelho anuncia o amor divino. E é válido ressaltar que só há pregação onde o amor está presente. Deus é amor (1 Jo 4.8). O amor como atributo expressa a natureza de Deus. Cinco são os aspectos do atributo do amor de Deus: complacência, compaixão, afeição, benevolência e misericórdia.

O aspecto do amor da complacência ensina que Deus concorda com a oração dos fiéis e usa de benevolência para com os teus (Mt 17.5). O amor da compaixão ensina que a ação de Deus está associada com a aflição dos que por Ele são amados (Êx 3.9). O amor da afeição ensina sobre o aspecto da relação íntima entre Deus e o seu povo (Jo 17.23). Já o aspecto da benevolência se define na ação divina em outorgar e usar de bondade (Lc 6.35).

Por fim, o quinto aspecto do amor divino é a misericórdia. Do substantivo hesed (transliteração do hebraico), corresponde com a benignidade, o amor firme, a graça, e com a palavra misericórdia, fidelidade, bondade e devoção. Já o substantivo – eleos – presume necessidade por parte de quem a recebe, e recursos adequados para satisfazer a necessidade daquele que a mostra. Deus age com misericórdia. As misericórdias do Senhor proporcionam ao cristão a possibilidade de sonhar e de lutar para que o melhor de Deus se concretize.

Em suma, o Evangelho deverá ser pregado enfatizando o grande amor de Deus.

Referências

BÍCEGO, Valdir. Manual de Evangelismo: aprendendo a ganhar almas para Cristo. Rio de Janeiro: CPAD, 2007.

BRAZIL, Thiago; OLIVEIRA, Marcelo; BUENO, Telma. Imitadores de Cristo: ensinos extraídos das Palavras de Jesus e dos apóstolos. Rio de Janeiro: CPAD, 2022.

terça-feira, 16 de agosto de 2022

Subsídio para a aula da EBD: A SUTILEZA DO ENFRAQUECIMENTO DA IDENTIDADE PENTECOSTAL

A SUTILEZA DO ENFRAQUECIMENTO DA IDENTIDADE PENTECOSTAL

A Verdade Prática outorga a compreensão que a doutrina pentecostal se diferencia por dois elementos básicos, que são: o batismo no Espírito Santo e o falar em línguas.

A doutrina do Batismo no Espírito Santo e o falar em línguas como sua evidência são um distintivo pentecostal mantido pela nossa igreja.

Portanto, a palavra-chave para ter a devida aplicabilidade da lição é enfraquecimento. Entende-se que ao enfraquecer uma doutrina os opositores estarão enfraquecendo a base formadora de um determinado grupo social, logo, a sutileza do inimigo ao buscar enfraquecer a doutrina pentecostal propõe alterar a base do Evangelho de Jesus Cristo.

É válido lembrar que o batismo no Espírito Santo é o,

Revestimento de poder que segundo os evangelhos e os Atos dos Apóstolos, segue-se à verdadeira conversão a Cristo Jesus. Torando-se realidade no cenáculo, na casa de Cornélio e entre os doze de Éfeso, a experiência do batismo no Espírito Santo fez-se padrão na vida dos seguidores do Nazareno. (ANDRADE, 1997, p. 48)

I – O PENTECOSTALISMO BÍBLICO

O objetivo do presente tópico é Conceituar o Pentecostes Bíblico. Há dois textos fundamentais para a compreensão do presente tópico, Joel 2.28 que trata do Espírito Santo como promessa e Atos 2.1-4 que ratifica pela concretização a promessa proferida em Joel.

O Espírito Santo operava no contexto histórico do Velho Testamento por meio de manifestações e não por habitar nos convertidos ao Senhor. Assim sendo Deus usa o profeta Joel para profetizar a respeito da operação do Espírito Santo em período futuro. Entretanto, no livro do profeta Joel encontra se a citação clara do derramamento do Espírito Santo:

E há de ser que, depois, derramarei o meu Espírito sobre toda a carne, e vossos filhos e vossas filhas profetizarão, os vossos velhos terão sonhos, os vossos jovens terão visões. Também sobre os servos e sobre as servas, naqueles dias, derramarei o meu Espírito.

A profecia de Joel é abrangente, e não se limita a títulos nem tão pouco a classe social. O texto é claro a toda carne. A profecia é também de abrangência ministerial, velhos e jovens serão renovados e qualificados para o serviço ao Senhor.

A palavra sonhos utilizada no texto de Joel se refere ao sonho que traz uma revelação de Deus sobre seu plano para o momento correspondendo a um indivíduo ou a um grupo.

Além de sonhos a profecia de Joel trata se das visões que os jovens, não normais, pois seriam selecionados, totalmente preparados, com cerca de 20 anos e cheios de vigor seriam. Visões que quer dizer perceber ou prever. A palavra corresponde a visões sobrenaturais e geralmente possuía um destino com o objetivo outorgar uma mensagem ao público.

Já em Atos percebe-se que se cumpriu o que estava escrito em Joel. O Espírito Santo foi derramado sobre todos os que estavam no cenáculo e assim à igreja cristã iniciou sua atividade correlacionada com a propagação do Evangelho transformador.

II – O DISTINTIVO PENTECOSTAL DE NOSSA IGREJA

O tópico em apreço tem como objetivo específico Identificar o distintivo pentecostal de nossa igreja. Portanto, é necessário entender-se que os dons espirituais são atuais e que o falar em línguas estranhas é a evidência física para a compreensão que alguém é batizado no Espírito Santo.

O fenômeno pentecostal do falar em línguas estranhas (gr. Glossolalia) tem dois aspectos. O primeiro é o falar línguas estranhas como evidência do batismo com o Espírito Santo. O segundo é o dom de variedade de línguas (RENOVATO, 2021, p. 61).

A atualidade dos dons espirituais permite compreender ainda que o batismo no Espírito Santo é a engrenagem para que o cristão palmilhe mediante a atuação do Espírito Santo na concretização dos dons espirituais.

III – MANTENDO A CHAMA PENTECOSTAL ACESA

Conscientizar a respeito da manutenção de nossa identidade pentecostal é o objetivo do presente tópico. O tópico em apreço permite compreender a abrangência da promessa, pois:

A promessa vos diz respeito a vós, a vossos filhos e a todos os que estão longe: a tantos quantos Deus, nosso Senhor, chamar (At 2.39).

Neste versículo fica claro que o batismo com o Espírito Santo possui uma abrangência, isto é, todos quantos Deus, nosso Senhor, chamar. No Novo Testamento tanto os judeus como os gentios foram cheios do Espírito Santo, isto sem acepção de pessoas, conforme a profecia de Joel.

Assim, como Deus usou o profeta Joel para profetizar o dia de pentecoste com a descida do Espírito Santo, em Atos capítulo dois, Deus usa o apóstolo Pedro para confortar e esclarecer aos crentes a respeito do batismo com o Espírito Santo.

Portanto, para receber o Batismo com o Espírito Santo é necessário, convicção da promessa, pois o próprio Jesus descreveu o batismo como promessa do Pai (Lc 24.49) e em segundo, viver uma vida de oração, consagração, obediência e o cuidado com a espiritualidade. Em suma, o dia de pentecoste é bíblico e o batismo com o Espírito Santo é para os dias de hoje. E cabe a cada cristão não apagar a chama do Espírito Santo, pois assim escreveu o apóstolo Paulo: não extingais o Espírito (1Ts 5.19).

Referência:

ANDRADE, Claudionor Corrêa de. Dicionário Teológico: Com definições etimológicas e locuções latinas. Rio de Janeiro: CPAD, 1997.

RENOVATO, Elinaldo. Dons Espirituais e Ministeriais: Servindo a Deus e aos homens com poder extraordinário. Rio de Janeiro: CPAD, 2021.

sábado, 13 de agosto de 2022

Lições Bíblicas Jovens – Subsídio para a aula da Escola Bíblica Dominical –QUEM SEGUE A CRISTO ANDA EM FIDELIDADE

QUEM SEGUE A CRISTO ANDA EM FIDELIDADE

Conforme o resumo da lição:

O soldado, o agricultor e o atleta são excelentes imagens para refletir sobre a fidelidade de cada crente no Reino de Deus.

Lembrando que A fidelidade cristã é um processo de enriquecimento contínuo, isto é, não existe um ápice de lealdade que se atinja e de lá não se siga mais nada. O ideal do fluxo ininterrupto da comunhão com Deus é um fato incontroverso nas Escrituras: amor, fidelidade, conhecimento. São todas categorias que a Bíblia apresenta como participantes de uma sucessão permanente de progresso. (BRAZIL; OLIVEIRA; BUENO, 2022, p. 79)

A presente lição tem como objetivos:

Mostrar que precisamos ser fiéis ao Senhor como um soldado;

Saber o significado de ser fiel como um atleta;

E, Compreender que precisamos ser fiéis como um agricultor.

I – FIEL COMO UM SOLDADO

Um princípio básico que destaca o soldado é que no desenvolver de suas atribuições o soldado possui foco de vida estabelecido. Principalmente quando o soldado está na guerra o mesmo não se perde em seus pensamentos, pois tal perca conduzirá a ações que o conduza a uma derrota.

O soldado é também, além de ser definido por possuir foco, fiel até mesmo em momentos improváveis. No sofrimento o soldado deverá manter fidelidade aos seus princípios até que custe a própria vida.

[...] Somos chamados para sermos cristãos e, assim sendo, cada vez mais focados na missão divina que nos foi conferida, sem nenhum embaraço, lutando a peleja da vida como bom guerreiro de Jesus Cristo (BRAZIL; OLIVEIRA; BUENO, 2022, p. 85)

Assim como o soldado o cristão deverá manter a fidelidade para com Deus, tendo foco em sua caminhada e missão, assim como não perder de vista a identidade cristã em meio ao sofrimento.

Fiel é a condição daquele que, podendo fazer inúmeras outras escolhas, persiste em seguir no seu relacionamento com alguém. No caso da fidelidade ao Senhor, essa constância comunal implica numa completa rejeição da idolatria, o que seria a materialização da infidelidade ao Criador. (BRAZIL; OLIVEIRA; BUENO, 2022, p. 80)

Portanto, a maior lição que o cristão deverá aprender do soldado em sua prática que corrobora para com a fidelidade corresponde com a disciplina, pois quem tem foco e é obediente até em meio ao sofrimento se notifica por ser uma pessoa disciplinada aos princípios estabelecidos.

II – FIEL COMO UM ATLETA

Enquanto que o soldado outorga o ensino da fidelidade associada ao ato da disciplina voltada para com o foco estabelecido, o atleta ensina que a fidelidade se associa com a dedicação, abnegação e seriedade. A dedicação dos atletas no período do Novo Testamento chamou a atenção do apóstolo Paulo no que tange a dedicação para alcançar uma coroa corruptível, os atletas se dedicavam por terem o autocontrole do corpo, fator que se torna indispensável para o crente nos dias atuais.

A trajetória de um atleta não corresponde com facilidade, mas outorga por meio da disciplina e dedicação à conquista da glória. Pois, para alcançar o objetivo que é o pódio o atleta precisa ter abnegação e paciência, assim como renunciar desejos próprios e do momento para vitórias futuras.

III – FIEL COMO UM AGRICULTOR

O agricultor tem como características além da disciplina em ser dedicado a atividades trabalhosas que requer paciência, ser totalmente zeloso para com o trabalho de suas mãos.

É necessário entender que o plantio é desafiador e requer do agricultor paciência e esperança. Paciência no aguardar no espaço de tempo o desenvolvimento até os frutos, já esperança em saber que o fruto se concretizará como resultado de fatores externos e principalmente pela ação do seu trabalho.

Referências

BRAZIL, Thiago; OLIVEIRA, Marcelo; BUENO, Telma. Imitadores de Cristo: ensinos extraídos das Palavras de Jesus e dos apóstolos. Rio de Janeiro: CPAD, 2022.

segunda-feira, 8 de agosto de 2022

Subsídio para a aula da EBD: A SUTILEZA DA RELATIVIZAÇÃO DA BÍBLIA

A SUTILEZA DA RELATIVIZAÇÃO DA BÍBLIA

A Verdade Prática outorga a compreensão que a Bíblia é a Palavra de Deus inspirada, inerrante e infalível. Essas são três características que diferencia a Bíblia de todos os demais livros escritos e lidos pela humanidade.

A Bíblia é a inspirada, a inerrante e a infalível Palavra de Deus. Por isso, não podemos relativizá-la.

Portanto, a palavra-chave para ter a devida aplicabilidade da lição é relativização. Termo que está associado ao relativismo que segundo Andrade é uma:

Concepção filosófica, segundo a qual nada é definitivamente certo, por depender de contingências e condicionamentos.  Sob esta ótica, caem por terra os princípios da ética e da verdade.

O relativismo moral tem sido utilizado pelos ditadores para destruir os princípios da liberdade e da fé em Deus. (1997, p. 216)

I – A BÍBLIA E O ESPÍRITO DESTA ERA

O objetivo do presente tópico é Destacar os aspectos desconstrucionistas e relativistas a respeito da Bíblia. Dois serão os olhares para a compreensão do tópico: primeiro olhar, instrução ideológicas da política esquerdista em que impõe em seus pensamentos aos indivíduos a necessidade de desconstruir o que já sabem para criar novos horizontes do saber; e, segundo, a ideia principal do relativismo, que nada é absoluto.

Ao associar o pensamento relativista no ato de descontruir percebe-se que o objetivo filosófico está em retirar a autoridade da igreja em interpretar a Bíblia. Lembrando que igreja utiliza como base o princípio hermenêutico que o texto interpreta o próprio texto tendo como análise o autor, o tempo e por fim a aplicabilidade para os dias modernos. Já teóricos desconstrucionistas argumentam que o leitor é o real proprietário da interpretação do texto e não o autor do texto (GONÇALVES, 2022, p. 84).

O cristão não pode esquecer que a função do Espírito em relação à Palavra de Deus é aplicar o sentido do texto, não o mudar. (GONÇALVES, 2022, p. 85)

II – A BÍBLIA E O POLITICAMENTE CORRETO

Explicar o processo de construção de narrativas para criminalizar a opinião doutrinariamente conservadora da Bíblia é o objetivo específico do presente tópico.

Politicamente correto é um conceito que tem como descrição afirmar que os padrões conservadores são antiquados e retrógados. Pois, criaram a ideia de uma nova moralidade, novos princípios éticos, tornando o olhar e a afirmação dos conservadores como algo errado, sendo assim para os relativistas os princípios defendidos pela a igreja devem ser descontruídos, isto porque a nova moralidade tem o aborto como um modelo correto, fato negado pela igreja.

A finalidade do politicamente correto é criminalizar a opinião da igreja. Exemplo:

A igreja é contra a prática homossexual, o que para os relativistas é algo a ser desconstruído.

A igreja é contra o aborto, o que para os relativistas deve ser praticado, pois se trata de um direito do corpo feminino.

A igreja defende a família tradicional formada por um homem e uma mulher, o que para os relativistas é mais um pensamento a ser descontruído.

Portanto, podem tentar silenciar a igreja, porém a igreja é a agência de Deus nesta terra que categoricamente defende os princípios afirmados na Bíblia a respeito da família, da vida e da salvação que é unicamente alcançada em Cristo Jesus.

III – A BÍBLIA E O OUTRO EVANGELHO

Hermeneuticamente não há metodologia fora da Bíblia Sagrada para compreender e interpretar as Escrituras. Assim como não outro evangelho a ser pregado e obedecido como regra cotidiana.

Paulo assim escreveu:

Assim, como já vo-lo dissemos, agora de novo também vo-lo digo. Se alguém vos anunciar outro evangelho além do que já recebestes, seja anátema (Gl 1.9).

[...] A preocupação de Paulo com a pureza da mensagem do evangelho é revelada quando ele afirma que quem ensinasse um evangelho falso seria destruído por Deus. (RADMACHER; ALLEN; HOUSE, 2013, p. 483)

Em suma, pontuar as novas metodologias e teologias a partir da relativização da Bíblia é o objetivo do tópico em apreço.

IV – A BÍBLIA, SEMPRE ATUAL PALAVRA DE DEUS

Afirmar que a Bíblia é um livro revelado e inspirado por Deus é o objetivo específico do presente tópico. Há um versículo escrito por Paulo que outorga a compreensão necessária ao tópico em apreço.

Toda a Escritura é inspirada por Deus, e útil para ensinar, para repreender, para corrigir e para formar na justiça (2 Tm 3.16).

O termo inspirado é acompanhado pela descrição, por Deus, que no original irá aparecer na Escritura da seguinte maneira, Θεοπνεύστοϛ, que corresponde com soprado por Deus, logo, toda a Escritura foi soprada por Deus, isto é, inspirada por Deus.

Assim, a frase “Toda Escritura é inspirada por Deus” se refere à Bíblia inteira, aos seus 66 livros. A inspiração da Bíblia é especial e única. Não existe na Bíblia um livro mais inspirado e outro menos inspirado. Todos têm o mesmo grau de inspiração e autoridade (SOARES, 2017, p.14).

Porque jamais uma profecia foi proferida por efeito de uma vontade humana. Homens inspirados pelo Espírito Santo falaram da parte de Deus (2 Pe 1.21).

A profecia não tem sua origem na vontade humana, mas os homens foram inspirados pelo Espírito Santo e proferiram toda a Escritura por vontade Divina.

Referência:

ANDRADE, Claudionor Corrêa de. Dicionário Teológico: Com definições etimológicas e locuções latinas. Rio de Janeiro: CPAD, 1997.

GONÇALVES, José. Os ataques contra a Igreja de Cristo: As sutilezas de Satanás nestes dias que antecedem a volta de Jesus Cristo. Rio de Janeiro: CPAD, 2022.

RADMACHER, Earl D. ALLEN, Ronaldo B. HOUSE, H. Wayne. O Novo comentário Bíblico Novo Testamento. Rio de Janeiro: Editora Central Gospel, 2013.

SOARES, Esequias. A Razão da nossa fé: assim cremos, assim vivemos. 1. ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2017.

quarta-feira, 3 de agosto de 2022

Lições Bíblicas Jovens – Subsídio para a aula da Escola Bíblica Dominical –QUEM SEGUE A CRISTO COMPREENDE O REINO DE DEUS

QUEM SEGUE A CRISTO COMPREENDE O REINO DE DEUS

Conforme o resumo da lição:

A compreensão clara do que seja o Reino de Deus é fundamental para todo aquele que deseja seguir a Jesus.

Lembrando que [...] como discípulos de Jesus, podemos viver neste mundo com um senso claro e bíblico da realidade do Reino. E mais: quanto mais conhecemos o Reino de Deus, mais conheceremos a natureza caída do mundo (BRAZIL; OLIVEIRA; BUENO, 2022, p. 68)

A presente lição tem como objetivos:

Mostrar o que é o Reino de Deus;

Saber o que não é o Reino de Deus;

E, Compreender que precisamos viver de acordo com o Reino de Deus.

I – O QUE É O REINO DE DEUS

O presente tópico tem como descrição proporcionar ao cristão o conhecimento a respeito do Reino de Deus, lembrando que a simplicidade do Evangelho do Reino, assim como o Reino se manifesta no agora, assim como no povir.

Quando Jesus começou seu ministério anunciou o seguinte: “O tempo está cumprindo, e o Reino de Deus está próximo. Arrependei-vos e crede no evangelho” (Mc 1.15; também Mt 3.2 e Lc 4.43). Nos Evangelhos Sinóticos (Mateus, Marcos e Lucas), Jesus usa o termo “Reino de Deus” ou outra expressão similar, “Reino dos céus”, por volta de 90 vezes. (GUIA CRISTÃO DE LEITURA BÍBLICA, 2013, p. 57)

O tempo está cumprindo indica o agora do Reino, enquanto o Reino de Deus está próximo corresponde com o povir do Reino.

[...] O “Reino de Deus”, para os ouvintes de Jesus, era uma forma de descrever a que se assemelharia a vida sem a ocupação romana, a vida apenas sob o governo de Deus e, por conseguinte, a experiência de receber as bênçãos por ser o povo especial do Senhor. O retrato do reino incluía esperanças geográficas (a terra de Israel), políticas (libertação do governo romano), como também renovação religiosa (adoração no Templo) e ética (obediência perfeita à Torá de Deus). (GUIA CRISTÃO DE LEITURA BÍBLICA, 2013, p. 58)

Portanto, Jesus é de fato a descrição máxima do Reino de Deus, assim como a presença do Reino se notifica com a participação do cristão na igreja local, ambiente em que o crente vivenciará a experiência transformadora do Reino de Deus. (BRAZIL; OLIVEIRA; BUENO, 2022, p. 70)

II – O QUE NÃO É O REINO DE DEUS

Portanto, quando se ler sobre o Reino de Deus é necessário compreender que:

O Reino de Deus é um dom presente. Pois, o Reino de Deus não se limita ao domínio dinâmico de Deus, mas é utilizado para designar e abranger a dádiva da vida e da salvação pelo intermédio do Senhor e Salvador Jesus Cristo.

O Reino possui o Rei presente. Deus é o Senhor do Reino, logo, Deus é quem busca, Deus é quem convida, Deus é paternal e Deus é quem julga.

Em terceiro o Reino não é a Igreja, mas a Igreja é criada pelo Reino e dá testemunho do Reino, pois a Igreja é a agência do Reino e é a guardadora do Reino.

O Reino de Deus é eterno e pertence somente a Ele. O Senhor está no controle de todas as coisas. Os decretos de Deus deixa esta verdade notável, quando se aprende que os decretos de Deus são eternos, são para a sua glória e são imutáveis. E os decretos de Deus se manifestam na criação, na providência divina, na restauração espiritual e na consumação de todas as coisas.

III – VIVENDO O REINO

Os participantes do Reino de Deus são discípulos de Deus. O termo discípulo (grego, μαθητης) tem como significado: discípulo, um estudante; e, discípulo, um seguidor de um mestre. Porém, após a morte de Jesus o termo discípulos passou a ter como descrição, seguidor de Jesus Cristo, isto é, o discípulo é um cristão autêntico.

Por fim, o discípulo como participante do Reino de Deus é aquele que tomou uma decisão: a de seguir a Jesus. Ou seja, é aquele que tem uma relação pessoal com Jesus com uma caminhada dinâmica.

[...] viver no Reino de Deus não tem lugar para síndrome narcisista, orgulho e desejo desenfreado pelas primeiras posições. A natureza do Reino de Deus dá-se na humildade, simplicidade e mansidão. Assim, ele é poderoso para transformar as vidas de pessoas que não conhecem a Deus. (BRAZIL; OLIVEIRA; BUENO, 2022, p. 77)

Referências

BRAZIL, Thiago; OLIVEIRA, Marcelo; BUENO, Telma. Imitadores de Cristo: ensinos extraídos das Palavras de Jesus e dos apóstolos. Rio de Janeiro: CPAD, 2022.

GUIA CRISTÃO DE LEITURA BÍBLICA. Rio de Janeiro: CPAD, 2013.

Subsídio para a aula da EBD: A SUTILEZA DAS IDEOLOGIAS CONTRÁRIAS À FAMÍLIA

A SUTILEZA DAS IDEOLOGIAS CONTRÁRIAS À FAMÍLIA

Ao observar a Verdade Prática compreende-se que a sociedade tem apresentado na contemporaneidade ideias que vão na contra mão dos ensinos Bíblicos, pois Biblicamente a família tem como características destacáveis por ser heterossexual, monogâmica e indissolúvel, porém a sociedade tem como foco desestruturar esse princípio.

Dentre os muitos perigos que a sociedade contemporânea enfrenta estão aqueles de natureza ideológica que planejam destruir a família.

A palavra-chave para ter a devida aplicabilidade da lição é família.

I – FAMÍLIA, PROJETO DE DEUS

O objetivo do presente tópico é Abordar a família como um projeto especial de Deus.

Lembrando que a família é uma instituição. Na sociedade cinco instituições são categoricamente estudas pela sociologia, que são: o Estado, a escola, a empresa, a igreja e a família. Vale ressaltar que existe família que não possui credo e nem participam de cultos religiosos, porém não existe igreja sem família. Verdade que permite compreender que a família é a célula mater da sociedade.

Por ser a célula mater compreende-se que a família está presente em todas as repartições sociais, fator que permite entender que a família é a base da sociedade. Logo, caso deseje alterar a cultura de um determinado grupo social, altere a sua célula mater, esta é a descrição dos que são contrários a verdade Bíblia da existência da família heterossexual, monogâmica e indissolúvel.

Os dois próximos parágrafos foram retirados do texto FAMÍLIA, OBRA PRIMA DE DEUS postado neste blog no dia 03 de maio de 2022.

No que tange os propósitos de Deus para com a família visíveis em Adão e Eva compreende-se que a unidade e a procriação são planos de Deus para com a formação do lar. Unidade, pois “deixará o homem o seu pai e a sua mãe, e apegar-se-á à sua mulher, e serão ambos uma carne” (Gn 2.24), esta unidade corresponde a tornar-se uma carne unificada, cimentada, isto é, sólida. A relação do propósito com a procriação corresponde com a descrição de Gênesis 1.28 que está escrito: “Frutificai e multiplicai-vos, e enchei a terra”.

Para com as demais famílias de forma generalizada Deus tem como plano a proteção, a prosperidade e principalmente a salvação. Ao patriarca Abraão o Senhor prometeu que “em ti serão benditas todas as famílias da terra” (Gn 12.3). Pode definir no presente texto que a bênção da promessa da salvação seria propagada para com todas as nações.

II – FUNDAMENTOS DA FAMÍLIA CRISTÃ

Elencar os fundamentos da família cristã é o objetivo do presente tópico. Portanto, os fundamentos da família cristã são a união monogâmica, a união heterossexual e a união indissolúvel.

Sobre a união ser monogâmica entende-se que:

Na perspectiva bíblia, o casamento é feito entre um homem e uma mulher debaixo da ordem divina (Gn 2.24). Isso é muito sério e tem que ser levado em consideração. Paulo disse que não podemos nos conformar com o modelo ou estilo de vida dessa sociedade (Rm 12.1,2). Por exemplo, é dito para os jovens hoje que antes de se casarem podem experimentar o sexo para ver se combinam com seu parceiro, contudo, a Bíblia ensina justamente o oposto. (GOMES, 2022, p. 63)

Na citação acima também se torna visível que o casamento é heterossexual, pois o casamento é feito entre um homem e uma mulher, homem e mulher permite entender que o casamento é monogâmico, assim como é heterossexual por se trata de um homem e uma mulher.

Por fim, o terceiro fundamento corrobora para o entendimento que o casamento é indissolúvel, ou seja, o casamento deverá ser desfeito apenas por dois atos. Primeiro o ato da própria vida com a morte de um dos cônjuges. Segundo com o ato de traição, ou seja, o adultério. Porém, o propósito do Senhor é o que Deus uniu não separe o homem.

III – A SUTILEZA DA NOVA CONFIGURAÇÃO FAMILIAR

Na sociedade brasileira ocorreu no ano de 2011 a legalidade da união homoafetiva, tal ação corrobora para entender que a sutileza da nova configuração de família está mais presente na sociedade do que a igreja imagina, portanto Esclarecer as sutilezas da nova configuração familiar é o objetivo do presente tópico.

A sutileza se manifesta em duas etapas básicas. Primeiramente nos meios institucionais tornando a ideia natural para que os indivíduos sociais aceitem sem discriminarem (isto é, aceitem forçadamente). Porém, uma vez tendo imposto a ideia na sociedade partem para os moldais legais, isto é, com aprovação de leis que ratifiquem suas ideias.

É válido entender que a ideologia de gênero:

[...] rouba símbolos, significados da cultura e da história para descontextualizá-los, elaborando seus enunciados a fim de que pareçam técnicos, científicos, com algum valor tradicional. Além disso, recorre à manipulação do discurso das eras antigas para dar sustentação e credibilidade ao que apregoa, ainda que seja mais uma ideologia marxista ou invenção matematicamente criadas (LOBO, 2016, p. 20)

IV – PRINCÍPIOS BÍBLICOS PARA UMA FAMÍLIA SÓLIDA

Por fim, a família assim como a igreja tem papel fundamental na defesa e proteção dos princípios bíblicos para com a formação da família, logo, o objetivo do presente tópico é Apontar os princípios bíblicos para uma família sólida.

Cabe aos pais a transmissão dos valores cristãos, lembrando que o livro a ser utilizado para a educação cristã é Bíblia Sagrada. É cabível também a igreja a instrução para com os valores cristãos, assim como deverá enfatizar em seus cultos de forma contínua trabalhos voltados para com a família, por exemplo, a realização de:

Seminário para a família.

Semana da família.

Ministração de cultos de ensino tendo como série a compreensão da família como instituição cristã.

Portanto, que nestes tão difíceis dias o Senhor abençoe e proteja a família cristã.

Referência:

GOMES, OSIEL. Os valores do Reino de Deus: a relevância do sermão do monte para a igreja de Cristo. Rio de Janeiro: CPAD, 2022.

LOBO, Marisa. Famílias em perigo: o que todos devem saber sobre a ideologia de gênero. Rio de Janeiro: Central Gospel, 2016.