Deus é Fiel

Deus é Fiel

sábado, 12 de outubro de 2013

Subsídio da lição – Trabalho e Prosperidade.


Subsídio da lição – Trabalho e Prosperidade.
A palavra-chave para a 3ª lição deste 4º trimestre é “TRABALHO”. Trabalho é o conjunto de atividades, produtivas ou criativas, que o homem exerce para atingir determinado fim.
O comentário da presente lição desenvolve quatro metáforas. Antes de compreender as metáforas é necessário conhecer o real significado da palavra, que de fato corresponde com palavras ou expressões que produzem sentidos figurados por meio de comparações.
I – A METÁFORA DO CELEIRO E DO LAGAR.
1- A dádiva que faz prosperar.
2- A bênção que enriquece.
Comentário:
Sendo a prosperidade fruto da obediência torna se necessário entendermos a doutrina bíblica da mordomia cristã no que corresponde ao dízimo e a oferta. O dízimo foi instituído por Deus para que haja mantimento. Porém o dízimo não foi instituído no período da lei, mas sim anterior a dispensação da lei e o próprio Jesus ratificou a observância do dízimo (Mt 23.23). No texto áureo do tema dízimo haverá um mandamento, trazei todos os dízimos, haverá um desafio, fazei prova de mim e também haverá uma promessa se não abrir as janelas do céu (Ml 3.10). Além dos dízimos os ensinos bíblicos sobre mordomia cristã enfatizam também as ofertas. Sobre ofertas existem alguns princípios importantes, analisaremos quatro: o princípio da motivação, o que de fato nos leva a contribuir (2 Co 9.7); o princípio da distribuição, ou seja, o que temos possuímos para distribuir; o princípio da proporção, colheremos pela proporção que plantarmos (2 Co 9.6) e em quarto o princípio da provisão, Deus é fiel e proverá o necessário para as nossas vidas.
Sendo obedientes nos dízimos e nas ofertas colheremos de Deus o melhor para as nossas vidas em todas as áreas, sejam elas; física, emocional, profissional, ministerial e principalmente espiritual.
Se o primeiro meio para alcançar a prosperidade é ser fiel o segundo é ser dedicado ao labor diário, ou seja, é trabalhar. Ninguém alcançará a verdadeira prosperidade sem trabalho, lembrando que o trabalho dignifica o ser humano.
Em terceiro, a prosperidade está relacionada aos cuidados com a obra missionária. Quando o servo de Deus se entrega a obra missionária colherá todos os frutos provindos da dedicação e entrega a proclamação do Reino de Deus.
Em quarto os cuidados com nossos líderes, Paulo assim escreveu aos tessalonicenses: e rogamos-vos, irmãos, que reconheçais os que trabalham entre vós, e que presidem sobre vós no Senhor, e vos admoesta; e que os tenhais em grande estima e amor, por causa da sua obra. Tende paz entre vós (2 Ts 5. 12,13).
O objetivo de Deus prosperar a igreja e a cada um individualmente está associado à manutenção própria de cada pessoa e também o compromisso da igreja como organização, em segundo para que a obra evangelizadora seja exercida, cada cristão deverá ser um verdadeiro evangelista, e esta atividade é desenvolvida pela contribuição, pela oração e pela entrega ao serviço de evangelização, e por fim, Deus nos prospera para que auxiliemos os necessitados. 
II – A METÁFORA DA FORMIGA.
1- As formigas sabem poupar.
2- As formigas sabem ser autônomas.
Comentário:
Além de ensinar os seres humanos a poupar e como ser autônomo as formigas também ensina a investir. O ser humano por si mesmo tem por hábito exercer investimentos em campos específicos da vida. Porém, quando levamos em conta as diferenças torna – se notório a distinção que há no contexto social quando o assunto é aplicações. Por exemplo, há pessoas que aplicam mais tempo, dinheiro e intelecto aos sentimentos, ou seja, aos assuntos emocionais.
Quando o investimento é em pessoas, torna – se uma aplicação pessoal e na Bíblia é conhecido como Lei da Semeadura, onde colheremos pelo que plantamos.
O investimento só é realizado por quem espera a confirmação das promessas de Deus. Logo investir é ter certeza que dias melhores virão.
Recomendações básicas para quem quer investir. Deus tem propósito com e em tudo que acontece na terra. A vontade do Senhor é boa, perfeita e agradável (Rm 12.2), e isto permite a seguinte conclusão, nada acontece por acaso, em tudo Deus tem um propósito definido. Portanto, ao asseguramos tal conclusão não ratificamos aos questionamentos dos críticos que descrevem a aprovação de Deus ao mal, mas devemos entender biblicamente que o mal existe pela existência do pecado. Se Deus quer o melhor para nós é necessário que invistamos em nós mesmos. Se Deus tem um propósito em tudo devo conhecer o propósito dEle para minha vida. O porquê da minha existência, pois ninguém nasceu por acaso.
Uma segunda recomendação é entender que alto investimento requer esforço. Ao fazer diligência por algo o investidor sabe eliminar o que outorgará fruto do que dará prejuízo. É necessário esforçar para não escolher o supérfluo no lugar do rentável.  Portanto, o esforço inicia – se nas escolhas e boas escolhas possibilitam bons resultados.
III – A METÁFORA DO LEÃO.
1- Conhecendo o leão.
2- Matando o leão.
Comentário:
A metáfora do leão ensina que os preguiçosos possuem uma concepção equivocada acerca do trabalho. Porém, transcrevendo para a modernidade iremos observar que a existência do preguiçoso corresponde com a presença de patrocinadores, ou seja, há alguém que banca as regalias.
No Brasil há inúmeras pessoas vivendo com a aposentadoria dos pais ou dos avôs, é triste, porém é verídico.
IV – O TRABALHO E A METÁFORA DOS ESPINHEIROS.
1- Trabalho, prosperidade e espiritualidade.
2- Trabalho, ócio e lazer.
Comentário:
A prosperidade é bíblica. É um dos assuntos que mais é explanado pelos escritores da Escritura Sagrada. Porém, com tantos textos a respeito deste tema muitas são as heresias provindas de correntes contrárias à verdadeira exegese da palavra de Deus. Portanto, todo cristão deverá conhecer os fundamentos bíblicos para se defender dos erros teológicos. Dois são os erros básicos, quando o assunto é prosperidade. Primeiro erro está relacionado ao extremo da teologia da prosperidade, que induz o cristão a viver uma vida de total riqueza e saúde, sem vivenciar os princípios fundamentais da vida cristã moldada pela palavra do Senhor. O segundo erro está relacionado à teologia da miséria, ensino que associa a pobreza a elevado grau de espiritualidade, fato que o cristianismo vivenciou no período da idade média. São erros que muitos cristãos estão associados por falta de conhecimento e para não sermos mais um seguidor de tais heresias é necessário entender sobre a verdadeira prosperidade, os meios para alcançar a prosperidade e os propósitos da prosperidade financeira para o povo de Deus.

 

quarta-feira, 9 de outubro de 2013

A LIBERDADE QUE CRISTO NOS LIBERTOU


A LIBERDADE QUE CRISTO NOS LIBERTOU
Texto: 1- Estai, pois, firmes na liberdade com que Cristo nos libertou, e não torneis a colocar-vos debaixo do jugo da servidão.
2- Eis que eu, Paulo, vos digo que, se vos deixardes circuncidar, Cristo de nada vos aproveitará.
3- E de novo protesto a todo o homem, que se deixa circuncidar, que está obrigado a guardar toda a lei.
4- Separados estais de Cristo, vós os que vos justificais pela lei; da graça tendes caído.
5- Porque nós pelo Espírito da fé aguardamos a esperança da justiça.
6- Porque em Jesus Cristo nem a circuncisão nem a incircuncisão tem valor algum; mas sim a fé que opera pelo amor. (Gálatas 5.1-6).
INTRODUÇÃO
A liberdade outorgada por Jesus Cristo proporciona ao cristão viver em plena harmonia com os membros da comunidade cristã e com os quais não fazem parte da igreja de Cristo. E por serem livres os cristãos são fortalecidos a viverem conforme a fé, o amor e a esperança. Virtudes que identificam com a real situação daqueles que querem viver conforme os padrões proposto por Deus nas Escrituras Sagradas.
I – LIBERTOS PARA A LIBERDADE.
1- Definição. A palavra liberdade corresponde com o direito de ir e vir sem nenhuma restrição. No contexto filosófico a palavra poderá ser compreendida de maneira positiva e negativa. Positiva quando a direito e negativa quando a ausência de submissão. Porém, ser liberto é ser livre de limites.
No Novo Testamento há uma citação feita por Cristo que indica o valor do conhecimento “e conhecereis a verdade e a verdade vos libertará” (Jo 8.32). Portanto, a liberdade é conquistada pelo intermédio do conhecimento. Sendo assim o apóstolo Pedro termina sua segunda epístola aconselhando aos irmãos; “crescei na graça e no conhecimento” (2 Pe 3.18). Da mesma forma o médico amado escreveu sobre infância de Jesus revelando que “crescia Jesus em sabedoria, e em estatura, e em graça para com Deus e os homens” (Lc 2.52).
2- Libertos do julgo. A liberdade alcançada pela igreja está somada aos méritos de Jesus na cruz. A dispensação da graça outorga liberdade para todos os que se aproximam de Jesus.
A lei tornou se um julgo para todos que queriam se aproximar de Deus. Pois, a lei condenava o melhor dos homens, por isso, Jesus por amor a humanidade se entregou para que a liberdade fosse conquistada pelos homens. Na cruz o pecado, a morte, a lei, e a própria cruz foram vencidos pela obra do Messias. Entretanto, a obra de Jesus corresponde com sua vida, morte e ressurreição.
II – PERMANECEI FIRMES.
As palavras “permanecei firmes” conduz ao entendimento de duas outras: esforço e cuidado. Palavras que são bases para a compreensão de duas doutrinas básicas da fé cristã: perseverança e santificação.
1- Esforço. Palavra que indica atitude de continuar, de não desistir e de permanecer. A perseverança é compreendida nos escritos de Daniel “tu, porém, vai até o fim: porque repousarás e estarás na tua sorte no fim dos dias” (Dn 12.13). Paulo como bom conselheiro exorta aos gálatas a permanecerem firmes “e não torneis a meter-vos”, ou seja, continuar no que aprendeste e no que recebeste que é a nova maneira de viver.
2- Cuidado. A nova vida requer zelo e compromisso. Logo se conclui que a santificação deverá ser cotidiana. E a santificação é a ação em que se abandona o pecado e passa a desenvolver uma vida pura em toda maneira de viver. Portanto, a santificação poderá ser: pretérita, que estar relacionada ao momento da conversão; presente, que ocorre mediante a palavra de Deus, a oração e a dedicação na casa do Senhor e, futura, quando o que é corruptível se tornar em incorruptível.
III – ESPERANÇA DA JUSTIÇA.
1- Originária da fé. A esperança é uma das três colunas da vida cristã. É juntamente com a fé e o amor que a esperança corrobora com a vida próspera do cristão. Estas três virtudes estão associadas onde uma interfere na demonstração da outra.
São consideradas fontes da esperança: a experiência (Rm 5.4), as Escrituras (Rm 15.4), a consciência de ter sido chamado por Deus (Ef 1.18) e o evangelho (Cl 1.23). Porém, no presente estudo a esperança da justiça é originária da fé (Gl 5.5).
Em suma, a esperança possui os seguintes alicerces: Jesus Cristo (1 Ts 1.3), Deus (1 Tm 4.10) e o olhar para Deus.
2- Outorgada pelo Espírito Santo. Na conversão o cristão passa a desfrutar de inúmeros bens e entre eles a esperança. A esperança é outorgada pelo Espírito Santo. Porém, além de outorgar a esperança o Espírito Santo passa a habitar no novo ser (1 Co 3.16).
IV – A ATUAÇÃO DA FÉ.
1- A fé. Que é o firme fundamento das coisas que se esperam, e a prova das coisas que não se veem (Hb11.1).
Em suma, quando se trata da fé, poderá ser citado conforme a bíblia três tipos: fé natural, fé salvífica e a fé sobrenatural.
2- A atuação da fé. A fé é realizada mediante o amor. Só se tem conhecimento da dimensão da fé quando o cristão ama o seu próximo. Sem o amor a fé em si é morta, pois a mesma passa a ser revestida de orgulho e de pura aparência.
Portanto, a liberdade que Cristo nos libertou, nos outorga paz e pleno conhecimento para que venhamos, como autênticos cristãos, a vivermos de maneira que agrade a Deus. A liberdade foi de fato a doação realizada por Deus em proporcionar nova maneira de viver aos que se entregarem a Cristo e como resultado viver mediante a graça de Deus.

domingo, 6 de outubro de 2013

Subsídio da lição – Advertências Contra o Adultério.


Subsídio da lição – Advertências Contra o Adultério.
A palavra-chave para a 2ª lição deste 4º trimestre é “ADULTÉRIO”. Adultério é a violação da regra de fidelidade conjugal imposta aos cônjuges pelo compromisso matrimonial.
Adultério tem como significado dormir em cama alheia. O adultério é um ato condenado pela Palavra do Senhor sendo que no Antigo Testamento a pessoa que adulterasse deveria ser apedrejado (Lv 20.10).
O sexo em si não é pecado se o mesmo for realizado no casamento. Porém, antes ou fora do casamento o sexo deixa de ser uma bênção e passa a ser uma maldição.
A concupiscência dos olhos e da carne são fatores decisivos para as traições conjugais. Por isso, cabe a cada um dos cônjuges a vigilância e o dever de não alimentar a mente com pensamentos contrários ao bem estar conjugal e assim também não alimentar a visão daquilo que se transformará em transtorno familiar.
 A sequência fundamental das nossas vidas deverá ser: Deus, família e ministério. O primeiro rebanho do pastor é a sua família. Para com a família devemos prestar os cuidados fundamentais que são deveres do pastor.
I – CONSELHOS SOBRE A SEXUALIDADE HUMANA.
1- Uma dádiva divina.
2- Uma predisposição humana.
Comentário:
Sexualidade corresponde ao conjunto dos fenômenos da vida sexual, qualidade sexual, em fim aos fenômenos ligados ao sexo.
O sexo em si não é pecado se o mesmo for realizado no casamento. Porém, antes ou fora do casamento o sexo deixa de ser uma bênção e passa a ser uma maldição.
Como bênção o sexo proporciona maior harmonia entre os cônjuges e é o meio pelo qual Deus em sua bondade outorga a possibilidade da vida se perpetuar, ou seja, por meio do sexo há a procriação, porém o sexo tem finalidades além da procriação.
Já como maldição o sexo é realizado fora do casamento. De tal ação se percebe o aumento das DST que dentre tantos é mais um problema social. Logo o sexo passa a ser um meio de dor e de angustia social.
Dica: Inicie o tópico com um comparativo “o sexo como bênção e o sexo como maldição”.
II – AS CAUSAS DA INFIDELIDADE.
1- Concupiscência.
2- Carências.
Comentário:
Existem veículos que são verdadeiras armadilhas do diabo para corromper os cristãos, por exemplo: a TV e a internet. Tais veículos possuem grande abrangência e um formidável poder de persuasão o que levam crianças e adultos ao palmilhar do pecado.
 Há três maneiras que o pecado se manifesta por meio da atividade sexual. Fornicação, relação sexual que envolva os jovens. Prostituição, venda do corpo, ou seja, atividade sexual por moeda. Adultério, relação sexual que envolva pessoas casadas. Porém, o sexo antes e fora do casamento é pecado.
Para uma vida sexual bem sucedida é fundamental o respeito aos padrões bíblicos que são: monogamia, fidelidade conjugal e o amor ao cônjuge.
III – AS CONSEQUÊNCIAS DA INFIDELIDADE.
1- Perda da comunhão familiar.
2- Perda da comunhão com Deus.
Comentário:
Viver bem com o cônjuge é fundamental para viver próximo de Deus. Lar sem traição é de fato um lar vivo e cheio de esperança, isto indica que Deus está presente. Porém, se de repente a infidelidade for consumada as consequências serão gravíssimas não apenas para quem a praticou, mas para toda a família. Ao cristão vitima de traição cabe perdoar se tiver condição, pois Deus outorga força e restauração para aqueles que o busca.
Assim como José cada cristão deverá fugir da aparência do mal. Se José ficasse alguns segundos ouvindo as conversas da esposa de Potifar o mesmo não resistiria em manter fiel a Deus. Da mesma forma, se José deixasse que a mulher o acariciasse o mesmo não seria fiel a Deus. Portanto, fuja de toda tentação e principalmente das virtuais. Honre o seu cônjuge e outorgue lhe o respeito necessário e sempre beba a água da mesma cisterna.
IV – CONSELHOS DE COMO SE PREVENIR CONTRA A INFIDELIDADE.
1- Sexo com intimidade.
2- Apego à Palavra de Deus e à disciplina.
Comentário:
O sexo com intimidade corresponde ao conhecimento que os cônjuges possuem sobre ambos. Identifica-se com avanços sem se envolverem em pecados da carne. Trata-se da alegria provinda do ato, pois existem pessoas que veem no ato sexual uma obrigação e não em uma fonte de prazer e alegria. Uma psicóloga afirmou: “é muito comum ver no meu consultório mulheres que se submetem ao desejo do outro sem ter vontade só por medo de perdê-lo. Isso faz com que ela passe a temer o sexo.” Se a cama não for uma bênção será uma maldição.
Deus abomina a infidelidade conjugal. Pois, tal prática produz consequência a toda à família que impedem o desenvolvimento intelectual, emocional e até mesmo espiritual dos filhos e de outros tantos.
Os dez mandamentos passam a ser de fato um resumo dos valores éticos e divide estes valores em duas dimensões: ética com Deus (Divina) e ética com os homens (humana).

Os dez mandamentos
Mandamentos
Dimensão ética
Não terás outros deuses diante de mim.
Ética em sua dimensão divina. É vertical e é correspondente ao relacionamento do homem com Deus.
Não farás para ti imagem de escultura, nem alguma semelhança do que há em cima nos céus, nem em baixo na terra, nem nas águas debaixo da terra.
Não tomarás o nome do SENHOR teu Deus em vão
Lembra-te do dia do sábado, para o santificar.
Honra a teu pai e a tua mãe, para que se prolonguem os teus dias na terra que o SENHOR teu Deus te dá.
Ética em sua dimensão humana. É horizontal e é correspondente ao relacionamento do homem com a sociedade. Sendo que esta dimensão ética se inicia com o relacionamento entre filhos e pais. E surge o sétimo mandamento com relação direta ao casal. Mandamento que no qual enfatiza a fidelidade conjugal.
Não matarás.
Não adulterarás.
Não furtarás.
Não dirás falso testemunho contra o teu próximo.
“Não cobiçarás a casa do teu próximo, não cobiçarás a mulher do teu próximo, nem o seu servo, nem a sua serva, nem o seu boi, nem o seu jumento, nem coisa alguma do teu próximo.”

terça-feira, 1 de outubro de 2013

AS DUAS ALIANÇAS


AS DUAS ALIANÇAS

Texto: 21- Dizei-me vós, os que quereis estar debaixo da lei: não ouvis vós a lei?
22- Porque está escrito que Abraão teve dois filhos, um da escrava e outro da livre.
23- Todavia, o que era da escrava nasceu segundo a carne, mas o que era da livre, por promessa.
24- o que se entende por alegoria; porque estes são os dois concertos: um, do monte Sinai, gerando filhos para a servidão, que é Agar.
25- Ora, esta Agar é Sinai, um do monte da Arábia, que corresponde à Jerusalém que agora existe, pois é escrava com seus filhos.
26- Mas Jerusalém que é de cima é livre, a qual é mãe de todos nós; (Gálatas 4.21-26).
INTRODUÇÃO
Segundo João Calvino a doutrina possui dois aspectos distintos: a lei e o evangelho. No presente texto a lei está associada com a Aliança do Sinai que tem como referência a pessoa de Agar. Já o evangelho está associado com a Aliança da Graça tendo como referência no texto a pessoa de Sara.
I – A ALIANÇA DO SINAI.
1- Filhos para a servidão. Nos versículos acima citados há uma alegoria em que Agar é apresentada como escrava e Sara como senhora. Agar é apresentada como mãe de todos os que nasceram sobre o regime da lei. Pessoas que encontraram dificuldades para se aproximarem de Deus foram limitadas a livre acesso a presença do Senhor.
Um fato marcante é que a maioria dos acontecimentos da antiga aliança ocorreu no deserto. E o deserto é sinônimo de limite.
Limite em confiar. Logo após a travessia do mar vermelho que foi precedido pelo cântico de Moisés e pela dança de Miriam com as mulheres israelitas é revelado o primeiro limite de uma pessoa que estar no deserto o de confiar. Pela primeira vez é citado o que tornou presente na palmilhação dos israelitas no deserto (Ex 15.24), a murmuração, que neste caso foi com a seguinte pergunta: o que havemos de beber? Demonstração direta que o povo não confiava em Deus que os tirou do Egito.
Limite em participar. Já nos capítulos dezenove e vinte de Êxodo o povo israelita tem a oportunidade de ouvir a voz de Deus, porém os mesmos disseram a Moisés: Fala tu conosco, e ouviremos; e não fale Deus conosco, para que não morramos (Ex 20.19). O povo não conseguiu se relacionar com Deus que os tinha tirado do Egito. Logo o que impede o indivíduo relacionar com Deus é o pecado.
Limite em conquistar. De doze homens que foram enviados para espiar a terra de Canaã apenas dois continuaram crendo que a conquista seria real, pois quem tinha prometido era o criador dos céus e da terra. Mas os outros tiveram medo dos habitantes da terra que eram poderosos e gigantes, e cujas cidades eram fortes e grandes (Nm 13.28,33). O terceiro limite do povo israelita no deserto é o medo. Se Deus é por nós o que temeremos?
Limite em socializar. Corá, Datã e Abirão são exemplos de pessoas que não possuí habilidades para o relacionamento. Estes levantaram contra a liderança de Moisés, porém ao mesmo tempo estava levantado contra a direção de Deus (Nm 16.1-3). Pois, quem tinha escolhido e enviado a pessoa de Moisés para guiar o povo no deserto foi o Deus de Abraão, Isaque e de Jacó.
Limite em Ouvir. Os israelitas poderiam ouvir as palavras de Calebe “Subamos animosamente e possuamo-la em herança; porque, certamente, prevaleceremos contra ela” (Nm 13. 30). Deste episódio suje a seguinte pergunta: a quem estamos escutando? Os que creem na promessa? Ou os que têm medo dos gigantes?
2- A lei gerou discípulos. Dentre os discípulos gerados no período da lei podem ser citado os profetas e sacerdotes. Um dos oficiais de Deus no Antigo Testamento foram os sacerdotes. A missão principal do sacerdote era possibilitar a relação entre o homem e Deus. Ou seja, tinha como missão levar o homem até Deus por meio de sacrifícios e pela oração intercessora. Jesus em seu ministério foi Sacerdote perfeito, pois por meio da sua morte, Ele Jesus foi o próprio sacrifício oferecido ao Pai para a salvação de todos que creem.
No Antigo Testamento o homem deveria aproximar se de Deus através de um sacrifício e manter-se junto de Deus por meio da intercessão. O sacerdote era responsável pelo sacrifico e também pela intercessão. Logo, o sacerdote era o elo entre o homem e Deus. Ao contrário do profeta que era o elo entre Deus e o homem.
O profeta era o elo entre Deus e o homem, ou seja, o ministério profético corresponde à atividade de entregar a mensagem de Deus a quem lhe é direcionada. No Antigo Testamento a palavra de Deus foi direcionada a líder político (1 Sm 15.10-23), a líder religioso (1 Sm 2.27-36) e a profeta (1 Re 13.20-22) por meio do ministério profético.
II – A ALIANÇA DA GRAÇA.
1- Filhos para a liberdade. Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isso não vem de vós; é dom de Deus (Ef 2.8). Salvação é a liberdade provinda da ação divina em entregar o seu único filho para que os seres humanos venham a ter conhecimento da verdade e serem libertos pelo conhecimento da verdade do evangelho (Jo 8.32).
2- Os discípulos gerados da graça. O evangelho proporciona salvação a todos que se entregam a Cristo. E todos os salvos são discípulos do Senhor para propagarem a palavra da salvação. Por isso, a igreja primitiva era firmada em quatro pilares: “E perseveravam na doutrina dos apóstolos, e na comunhão, e no partir do pão, e nas orações” (At 2.42).
Doutrina dos apóstolos. Os apóstolos deram continuidade aos ensinamentos de Jesus, com isto a doutrina dos apóstolos trata se do que eles receberam do Senhor. Doutrina fala se de ensino transformativo. Práticas cristãs em que o amor deixa de ser um simples sentimento e passa a ser motivo de ações frutíferas.
Comunhão. O termo no seu original se define como participação e integração. A igreja primitiva vivenciava a necessidade de cada irmão, com isto participavam de suas dores e alegrias e se integravam no propósito de serem um como Jesus e o Pai.
No partir do pão. Indica que a igreja se alimentava em conjunto. Podendo descrever o suprir das necessidades de um para com os outros.
Nas Orações. A oração é além de tudo um diálogo entre o cristão e Deus. Na oração há demonstração de reconhecimento do cristão para com Deus como provedor, sustentador, pai, conselheiro e pastor.
Portanto, com a pregação do evangelho todos os que ouvirem a mensagem sagrada terão o livre arbítrio de escolherem se serão escravos do pecado ou livres pela graça. Cabe a igreja de Cristo não silenciar mediante os limites proporcionados pela perseguição do inimigo, mas em meio às dificuldades e obstáculos continuar firme no propósito de pregar o evangelho transformador.

domingo, 29 de setembro de 2013

Subsídio da lição – O Valor dos Bons Conselhos.


Subsídio da lição – O Valor dos Bons Conselhos.
A palavra-chave para a 1ª lição deste 4º trimestre é “SABEDORIA”. Sabedoria corresponde a grande instrução, ciência, erudição ou saber.
No último trimestre deste ano de 2013 estaremos estudando de maneira sistemática os livros bíblicos de Provérbios e Eclesiastes. E ambos os livros foram escritos por Salomão.
Salomão enfatiza em seus provérbios bons conselhos que revelam a sabedoria divina. Quatros deles merecem atenção quando o assunto é ser bem sucedido:
O primeiro é trabalhar bastante.
O segundo é administrar o tempo.
O terceiro é falar a coisa certa na hora certa.
E por fim, o quarto é não ser extremista. Isto é, o cristão deverá ter equilíbrio próprio.
I – JOIAS DA LITERATURA SAPIENCIAL.
1- O livro de Provérbio.
2- O livro de Eclesiastes.
Comentário:
O pastor Valtair Miranda define em sua obra Fundamentos da Teologia Bíblica, o livro de Provérbios como “a sabedoria nossa de cada dia”, já o livro de Eclesiastes como “a busca pelo sentido da vida”.
Na narrativa bíblica três personagens são separados como homens brilhantes em conhecimento; José, Daniel e Salomão. E dentre os sessenta e seis livros o que valoriza e inspira a questão fundamental da sabedoria é o livro de Gênesis.
Salomão em fase adulta escreve o livro de Provérbios demonstrando conhecimento de fatos e outorgando conselhos principalmente a juventude. Já o livro de Eclesiastes foi escrito quando Salomão estava em sua terceira idade e não possuía a mesma força que tinha na sua juventude, por isso, a ênfase é que tudo é vaidade.
II – A SABEDORIA DOS SANTOS.
1- A inteligência dos sábios.
2- A sabedoria de Salomão.
Comentário:
Salomão cujo nome significa pacifico (1 Cr 22.9), filho de Davi com Bete-Seba (2 Sm 12.24) reinou sobre Israel quarenta anos (1 Re 11.42). Foi destacável ao construir o templo, tornou se notável por escrever três livros e alcançou fama e riqueza mediante a escolha perfeita (1 Re 3.9).
Ampliou o seu reino através de casamentos políticos, por isso encontramos a citação de que Salomão teve 700 mulheres e 300 concubinas e suas mulheres lhe perverteram o coração (1 Re 11.3).
Sobre Salomão podemos ainda citar que a ele pertencia três mil provérbios e mil e cinco cânticos (1 Re 4.32). E dos cento e cinquenta salmos o mesmo escreveu dois: 72 e 127.

Área da vida.
Referência
Honrar os pais
Pv 1.8, 4.1.
Criar filhos
Pv 22.6.
Trabalho
Pv 6.6-8.
Conduzir a sexualidade
Pv 5.18.
Usar bem as palavras
Pv 15.1.

III – AS FONTES DA SABEDORIA.
1- A sabedoria popular.
2- A sabedoria divina.
Comentário:
A sabedoria popular poderá ser obtida por três pontos fundamentais: observação, percepção e atenção. Observação indica estar de olho ou alerta. Percepção é a capacidade de assimilar. E atenção indica estar de prontidão para agir.
Porém, a Sabedoria divina que foi outorgada a Salomão está relacionada diretamente com a oração feita pelo mesmo. Mas, além do pedido de Salomão em ter entendimento para conduzir o povo de Israel na narrativa da bíblia está escrito outros dois pontos fundamentais para que ele viesse a ser considerado o maior sábio, e estes são: o rei amava a Deus e andava segundo os estatutos de Davi seu pai (1 Re 3.3-15).
IV – O PROPÓSITO DA SABEDORIA.
1- Valores éticos e morais.
2- Valores espirituais.
Comentário:
 A ética cristã se resume na palavra amor. Porém, a presente temática é dividida em duas dimensões. A dimensão vertical que corresponde com o amor do indivíduo para com Deus e a dimensão horizontal que corresponde com o amor do indivíduo para com o seu próximo.
Ao enfatizar sobre o temor do Senhor se percebe que há no presente livro um valor espiritual.

terça-feira, 24 de setembro de 2013

A harmonia produzida pelo Evangelho.


A HARMONIA PRODUZIDA PELO EVANGELHO
Texto: 12- Irmãos, rogo-vos que sejais como eu, porque também eu sou como vós; nenhum mal me fizestes.
13- E vós sabeis que primeiro vos anunciei o evangelho estando em fraqueza da carne;
14- E não rejeitastes, nem desprezastes isso que era uma tentação na minha carne, antes me recebestes como um anjo de Deus, como Jesus Cristo mesmo.
15- Qual é, logo, a vossa bem-aventurança? Porque vos dou testemunho de que, se possível fora, arrancaríeis os vossos olhos, e mos daríeis.
16-Fiz-me acaso vosso inimigo, dizendo a verdade?
17- Eles têm zelo por vós, não como convém; mas querem excluir-vos, para que vós tenhais zelo por eles.
18- É bom ser zeloso, mas sempre do bem, e não somente quando estou presente convosco.
19- Meus filhinhos, por quem de novo sinto as dores de parto, até que Cristo seja formado em vós;
20- Eu bem quisera agora estar presente convosco, e mudar a minha voz; porque estou perplexo a vosso respeito. (Gálatas 4.12-20).
INTRODUÇÃO
Harmonia não quer dizer ausência de pensamentos discrepantes e nem tão pouco a ausência de conflitos. É natural que nas aglomerações de pessoas haja discórdias por pensamentos, por ações e por palavras, porém o que não é natural para a comunidade cristã é a desarmonia, ou seja, a não aceitação de uns por causa de outros.
Quando há desarmonia em recintos a indicação é que alguns se julgam melhores que outros e querem a posição daquele que exerce a liderança. Assim, como na igreja em apreço na igreja hodierna existe um grupo de pessoas que trabalham para causar separação entre liderança e liderados.
I – HARMONIA NO RECEBER A PREGAÇÃO DO EVANGELHO.
1- A enfermidade de Paulo. Os versículos 13,14 e 15 demonstram que Paulo possuía um problema grave concernente a saúde.
Primeiramente o apóstolo descreve que o evangelho foi anunciado na Galácia estando ele em fraqueza da carne, isto é, estando ele enfermo.
Em segundo o apóstolo escreve que os amados irmãos não o menosprezaram, mas o receberam como anjo de Deus.
E por fim, no versículo quinze o apóstolo escreve que se fosse possível os irmãos tirariam seus olhos e doariam para ele.
O presente parágrafo enfatiza a fragilidade de Paulo, pois sendo o mesmo usado nas mãos de Deus para que milagres acontecessem na vida daqueles que se aproximasse dele era o apóstolo enfermo e necessitado da ação divina.
Logo, se conclui que o milagre tem como fonte a pessoa de Deus, porém Deus em seu ato de misericórdia usa pessoas simples para que o milagre aconteça. Portanto, o milagre é nosso e a glória é de Deus.
2- Paulo foi recebido como anjo. O profeta Malaquias assim escreve sobre os sacerdotes “porque os lábios do sacerdote guardarão a ciência, e da sua boca buscarão a lei, porque ele é o anjo do Senhor dos Exércitos” (Ml 2.7). Ao buscar a lei o sacerdote se tornava detentor do conhecimento e por anunciar a sabedoria absorvida da lei o mesmo era considerado anjo do Senhor. O significado da palavra anjo é mensageiro.
Os membros da igreja receberam o apóstolo Paulo como mensageiro do Senhor. Eles absorviam a palavra ensinada pelo apóstolo como mensagem provinda de Deus.
Para a igreja dos dias atuais é necessário voltar para o ensino bíblico e reconhecer aqueles que por Deus pregam a mensagem bíblica.
II – O CUIDADO NECESSERÁRIO COM OS QUE PREGAM A DESARMONIA.
1- Quem são eles? Paulo em versículos anteriores já tinha alertado os amados irmãos da Galácia sobre os falsos obreiros. No presente parágrafo o apóstolo apresenta uma dolorosa atitude provinda destes maus obreiros. Caso a igreja se apresentasse dividida melhor seria para a influência maléfica de tais obreiros, por isso, os mesmos se apresentavam como divisores da unidade eclesiástica.
Quando alguém se apresenta como divisor em determinada comunidade isto indica que o mesmo por mais que pregue bem, fale bem, cante bem, se vista bem não detém de originalidade divina, pois a vontade de Deus para sua igreja é que a mesma viva em harmonia e seja um como o Filho e o Pai (Jo 17.22,23).
2- O propósito deles. Deter das atenções da igreja (Gl 4.17), este era o propósito dos maus obreiros. Porém, os mesmos agiam na ausência do apóstolo Paulo, buscando a rejeição da igreja para com o ministério paulino, por isso, Paulo no presente parágrafo enfatiza sua chegada à região e qual era de fato sua condição física quando pregou o evangelho aos irmãos e os mesmos não menosprezaram o apostolado paulino, estando ele doente, mas ao contrário o apoiaram.
O carinho de Paulo para os irmãos é tão grande que os chama de “meus filhinhos, por quem de novo sinto as dores de parto, até que Cristo seja formado em vós” (Gl 4.17). Os pais sofrem por seus filhos por estes desenvolverem atitudes contrárias ao que foi ensinado. Por isso, a paternidade requer que os pais sentem com os seus filhos após cada acerto e também após cada erro.
A igreja na Galácia não tinha tido êxito como filhos, isto ocorreu por ouvir maus obreiros que tinham como objetivo provocar a desarmonia na comunidade cristã.