Deus é Fiel

Deus é Fiel

terça-feira, 12 de agosto de 2014

Salmo 4 – Salmo de concessão da verdadeira alegria, paz e segurança.


Texto: 1- Responde-me quando clamo, ó Deus da minha justiça; na angústia, me tens aliviado; tem misericórdia de mim e ouve a minha oração.
2- Ó homens, até quando tornareis a minha glória em vexame, e amareis a vaidade, e buscareis a mentira?
 3- Sabei, porém, que o SENHOR distingue para si o piedoso; o SENHOR me ouve quando eu clamo por ele.
4- Irai-vos e não pequeis; consultai no travesseiro o coração e sossegai.
5- Oferecei sacrifícios de justiça e confiai no SENHOR.
6- Há muitos que dizem: Quem nos dará a conhecer o bem? SENHOR, levanta sobre nós a luz do teu rosto.
7- Mais alegria me puseste no coração do que a alegria deles, quando lhes há fartura de cereal e de vinho.
8- Em paz me deito e logo pego no sono, porque, SENHOR, só tu me fazes repousar seguro.
O presente salmo faz parte dos salmos de lamentação individual, mas tem como diferencial a expressão desenvolvida pelo salmista em confiar em Deus em meio à dor física. O Salmo possui como descrição “salmo de Davi para o cantor-mor, sobre Neguinote”. O termo cantor-mor seleciona o presente salmo a uma coleção antiga de salmos usados no louvor do templo. Já o termo neguinote indica que o salmo deveria ser acompanhado por instrumentos de cordas.
Para compreensão do texto, o mesmo é dividido em duas partes. Na primeira, há uma comparação entre Deus e o ser humano. Já na segunda parte percebe-se no salmo as concessões de Deus para os que são fiéis.
Alegria, paz e segurança são as concessões de Deus para os que nEle confiam.
Deus versus o Homem.
1- Conhecendo a pessoa de Deus. Na narrativa bíblica percebe-se que os nomes possuíam elevado grau de importância, por ser o nome uma descrição da pessoa. No Salmo 4, Deus é apresentado por dois de seus nomes: o próprio nome Deus (v.1) em uma única vez e o nome Senhor (vv.3,5,6,7)  em cincos vezes.
O nome Deus quando usado e citado indica poder. Logo, o nome Deus indica que Ele (Deus) é Todo Poderoso e tem poder absoluto. Quando o salmista usa o nome Deus no primeiro verso associa ao nome a capacidade de Deus em ouvir e atender com misericórdia as orações.
Já o nome Senhor quando citado outorga ênfase ao amor de Deus. Davi por cinco vezes utiliza o nome Senhor, pois o salmista tratava da ação divina em separar, isto é, em santificar (v.3), em atender ao clamor (v.3), em outorgar segurança (v.5), em revelar a glória (v.5) e em outorgar proteção paterna (v.8).
2- Conhecendo o homem. Dois tipos de indivíduos são enfatizados pelo salmista: os que são separados e queridos de Deus (v.3) e os ímpios que difamam aqueles que possuem relação íntima com Deus, que também amam a vaidade e que buscam a mentira (v.2).
 Três atitudes são desenvolvidas pelos ímpios: difamação, amor à vaidade e proliferação da mentira.
Difamação corresponde com a retirada da fama de alguém. Na citação do salmo ela se encontra explícita da seguinte maneira: “até quando convertereis a minha glória em infâmia?”. Já a atitude de amor à vaidade indica orgulho e apego ao que é vão. E por fim, a terceira atitude, a de anunciar o que não é verdadeiro, e sobre esta atitude, na Bíblia encontra-se escrito que o diabo é o pai da mentira (Jo 8.44).
Concessões divina para os que nEle confiam.
1- Alegria. A alegria pode ser manifestada mediante acontecimentos como: casamento, gravidez, nascimento de um filho, aprovação em um concurso, porta de emprego, dentre outros. Porém, o salmista Davi no presente salmo relatava sobre a alegria da salvação. E esta alegria é superior à alegria motivada pelo pão e pelo vinho, pois se trata da alegria motivada pela presença do Senhor.
2- Paz. Na atual conjectura a violência tornou-se um evento natural. Pois, se tornou comum assistir noticiários em que os lares se revoltaram contra a si mesmo. Três são as relações existentes nos lares: conjugal, entre os cônjuges; filial, entre pais e filhos; e, consanguínea, entre irmãos. Logo, a ausência da paz se encontra em todos estes relacionamentos familiares.
O desfrutar da paz ocorre em três dimensões: paz com Deus, paz com o próximo e paz consigo (Rm 5.1;12.18).
3- Segurança. Ação divina em proteger os seus filhos de todos os males outorgando a estes uma noite segura, por isso, que está escrito: “não temerás espanto noturno”, (Sl 91.5) sendo que no salmo 91, a palavra noite indica proteção de Deus, pois no mesmo salmo as palavras: espanto, seta, peste e mortandade referem-se com o tipo de mal.
Portanto, o Salmo 4, demonstra o perfil de dois tipos de indivíduos e revela com clareza a pessoa de Deus, por meio de seus nomes e por meio das ações desenvolvidas por Deus em outorgar alegria, paz e segurança aqueles que nEle confiam.

sábado, 9 de agosto de 2014

EBD: A Fé se manifesta em obras


A palavra chave da presente lição é manifestação. A palavra manifestação tem como significado, ato de dar a conhecer, revelação ou expressão. Porém, a presente lição trabalha com duas outras palavras que são fundamentais para a compreensão de um dos principais temas da Escritura Sagrada.
Estas palavras são: fé e obras. E a doutrina bíblica enfatizada pelas palavras é a doutrina da salvação.
As obras tem poder para definir a salvação de alguém? Não, o que as obras demonstram é que tal pessoa possui um desejo adente em ajudar o próximo. E no caso descrito por Tiago o cristão que assim faz demonstra a salvação, pois a fé sem as obras é morta, logo a fé com as obras é viva.
Sobre a lição assim escreve Coelho: “... veremos a importância de manifestar nossa fé por meio de nossas obras. Veremos quais exemplos Tiago mostra de fé e obras sendo utilizadas para que o povo de Deus tenha modelos práticos a seguir, e a partir dessa nova visão de vida, ser um canal de bênçãos”.
I – DIANTE DO NECESSITADO, A NOSSA FÉ SEM OBRAS É MORTA (Tg 2.14-17).
1- Fé e obras.
2- O cristão e a caridade.
3- A “morte” da fé.
Comentário:
O primeiro tópico desperta a curiosidade para duas verdades: primeira verdade, as obras não são eficazes ao ponto que venha salvar alguém e a segunda verdade, se resume em que todo cristão possui como dever praticar boas obras como efeito da salvação em Cristo.
A única obra que tem poder para salvar o ímpio e justificá-lo dos pecados, corresponde com a obra de Jesus. A obra do Messias se resume nas seguintes palavras: vida, morte e ressurreição.
A vida de Jesus é caracterizada pelos seguintes acontecimentos: nascimento, crescimento, batismo, ministério público e ministério particular. Já a morte e a ressurreição são os acontecimentos finais de Jesus aqui na terra.
Portanto, a única obra que tem poder para salvar é a obra de Jesus. Porém, o crente tem como missão desenvolver obras que proporcione benefício ao próximo.
II – EXEMPLOS VETEROTESTAMENTÁRIOS DE FÉ COM OBRAS (Tg 2.18-25).
1- Não basta crer.
2- Abraão.
3- Raabe.
Comentário:
Não basta crer é necessário agir. A fé é despertada no cristão mediante as obras desenvolvidas por Deus. Quando um doente é curado de forma soberana é notável o despertamento da fé em muitos. Logo, a fé de Abraão e Raabe foi manifestada mediante as ações de Deus em proteger os seus. Porém, a fé em Deus por parte do indivíduo tem que ser manifestada pelas obras e assim aconteceu com Abraão que provou a sua fé em Deus ao obedecê-lo.
Mais uma palavra: Característica do chamado de Abraão
O chamado de Abraão teve características que o diferencia de outros personagens bíblicos.
Em primeiro o chamado de Abraão foi pela fé (Hb 11.8) isto indica que o patriarca não andava por vista (2Cor 5.7), mas por ser justo viveu pela fé, pois o justo viverá pela fé (Rm 1.17) e o mesmo sabia que sem fé é impossível agradar a Deus (Hb 11.6).
Segundo, o chamado de Abraão exigiu a mudança de localidade. A mudança foi de Ur dos caldeus para ir a Canaã (Gn 11.31). A primeira mudança que Deus requer do ser humano ao chamá-lo é que o mesmo mude de atitudes. Atitude é a tendência de uma pessoa de julgar tais objetos como bons ou ruins, desejáveis ou indesejáveis. Portanto, há atitudes que menosprezam o próprio ser das pessoas, tais como atitudes egoístas, que não visualizam a vontade de Deus para si.
E em terceiro o chamado de Abraão teve um preço a ser pago. A renúncia da terra, da parentela e da casa são demonstrações do preço elevado pago por Abraão (Gn 12.1). Abraão renunciou a terra natal, o conforto do lar, os amigos, o tradicional estilo de vida, o direito de habitar entre os teus, o direito de ter uma velhice tranquila e o direito de dirigir a sua própria vida.
Será que você esta pronto para pagar tal preço?
Renunciar é abrir mão de bens pessoais para servir a outros conforme a vontade de Deus.
III – A METÁFORA DO CORPO SEM O ESPÍRITO PARA EXEMPLIFICAR A FÉ SEM OBRAS (Tg 2.26).
1- Uma analogia do corpo sem espírito.
2- Da mesma maneira: fé sem obras é morta.
Comentário:
Morte significa a separação. A morte física é a separação do corpo para com o espírito. A morte espiritual é quando o indivíduo separa de Deus. A morte eterna tem como significado a separação eterna do indivíduo para com Deus. Por fim, Tiago trata da fé que sem as obras é morta, logo a fé só é viva se esta se manifestar por meio das obras.
Referência:
COELHO, Alexandre. DANIEL, Silas. Fé e Obras, ensinos de Tiago para uma vida cristã autêntica. Rio de Janeiro: CPAD, 2014.

quarta-feira, 6 de agosto de 2014

Salmo 3 – salmo de lamentação

Texto: Eu me deitei e dormi; acordei, porque o Senhor me sustentou (Sl 3.5).
Deus perdoa o pecado cometido pelo ser humano, quando este, se arrepende de seu ato pecaminoso, porém, as consequências não são removidas. Davi o homem segundo coração de Deus cometeu delito ao Senhor. Pediu perdão do seu erro. Mas, mesmo assim presenciou a catástrofe no seio familiar. E umas delas fez com que Davi escrevesse o salmo 3, salmo de lamentação quando o rei fugia do seu filho Absalão.
Lamentação de abertura (vv.1,2).
1- A multiplicação de adversários. Em um paralelismo sinônimo no verso 1, Davi fala da multiplicação de seus inimigos. Foram 40 anos que Israel viveu sobre o governo de Davi e em todo este tempo o monarca vivenciou com a presença de inimigos, porém, no presente texto o que mais abalava o rei era que estes tinham se levantado da sua própria casa.
2- O descredito de Davi perante as pessoas. As pessoas olhavam para o rei e diziam: “não há salvação para ele”. Na fuga de Absalão o rei encontrou com Simei que ia adiante dele amaldiçoando e atirando pedras (2Sm 16.13). O descrédito do indivíduo não permite que o mesmo seja referenciado. O passado de glória é esquecido e cântico proferido por admiradores é sessado. 
Confissão de confiança.
1- Ações de Deus em prol de Davi. “Mas tu, Senhor, és um escudo para mim, minha glória e o que exalta a minha cabeça” (v.3). Enquanto, os contemporâneos do rei diziam que não haveria salvação para o mesmo o salmista expressa e declarava que Deus era o seu escudo, isto é, a sua proteção. E acrescenta que Deus é a sua glória e o que ergue a sua cabeça. Em suma, as ações de Deus para com Davi são: Deus o protege, Deus o sustenta e Deus o estimula a levantar a cabeça.
2- Oração – ação de Davi. “Com minha voz clamei ao Senhor”. O salmista ensina nesta citação que o cristão não poderá depender de terceiros para chegar se a Deus e encontrar a vitória. O salmista estava atravessando momento difícil na sua vida, porém, o mesmo não deixou de clamar ao Senhor e Deus ouviu o clamor desde o seu santo monte, isto é, da morada divina. Portanto, o crente não é esquecido de Deus; “eis que, na palma das minhas mãos, te tenho gravado” (Is 49.16ª).
Ato de fé.
1- Deitar e dormir. Quantas pessoas em dias de provas não conseguem dormir. A noite passa a ser um tormento. Porém, em meio à aflição Davi conseguiu deitar e dormir, porque o Senhor o sustentava.
2- Não temer o numero de inimigos. O segundo ato de fé de Davi é a confiança que ele possuía em Deus mesmo com a multiplicação do número de adversários. O medo é o primeiro ingrediente que notifica a ausência de fé em Deus e passa a ser o elemento decisivo para o acontecimento de fatos desagradáveis na vida do cristão (Jo 3.25).
Retorno à lamentação.
1- Petição a Deus para levantar. Petição de socorro a Deus, pois o salmista sabia que os seus inimigos eram ferozes e cujas forças estavam nas mandíbulas e cujo terror se localizava nos dentes. Porém, o Senhor ao levantar do seu trono outorgaria vitória a Davi.
2- Petição à libertação do perigo imediato. O salmista descreve que a salvação vem do Senhor e o mesmo sabia do perigo iminente que estava a enfrentar, por isso, ele afirma com clareza “a salvação vem do Senhor”. Ninguém poderia e ninguém pode parar o agir de Deus para abençoar o seu povo.
Na caminhada do cristão o mesmo é tentado em tudo, mas é dever do mesmo buscar força em Deus para resistir e vencer as provações. Lembrando que o cair é do homem, porém o levantar é de Deus. O crente não pode deixar de lutar e de servir a Deus por causa de pessoas que se levanta contra, pois Deus muda o cativeiro e faz com que o que amaldiçoava se curve e peça perdão (2Sm 19.18-20).

domingo, 3 de agosto de 2014

EBD: A Verdadeira Fé não faz Acepção de Pessoas


A palavra chave da presente lição é acepção. Predileção por alguém, tendência em favor de pessoas por sua classe social, isto é nomeado de acepção. No contexto histórico em que foi escrito a Epístola de Tiago, os cristãos viviam em uma época em que as pessoas eram discriminadas por sua condição social, econômica, física e até por deficiência.
Porém, a Palavra de Deus nivela todas as pessoas, pois todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus (Rm 3.23). E por meio do Senhor Jesus o quadro de vida daqueles que se entregam ao Senhor Jesus é mudado. Por exemplo:
O pobre passa a ter uma vida próspera (Sl 1.3; Dt 28.12,13). “... dá o seu fruto na estação própria, e cujas folhas não caem, e tudo quanto fizer prosperará”.
A estéril dá a luz a filhos (Sl 113.9). “Faz com que a mulher estéril habite em família e seja alegre mãe de filhos? Louvai ao Senhor”.
I – A FÉ NÃO PODE FAZER ACEPÇÃO DE PESSOAS (Tg 2.1-4).
1- Em Cristo a fé é imparcial.
2- O amor de Deus tem de ser manifesto na igreja local.
3- Não sejamos perversos (v.4).
Comentário:
Com base nos quatro primeiros versículos do capítulo dois (DANIEL, p.73,74), há quatro razões bíblicas para a não acepção de pessoas: primeira, acepção de pessoas desonra a fé; segunda razão, a motivação do cristão é o amor, e o amor lança fora todo tipo de acepção; terceira razão, a acepção de pessoas é um elemento oposto à verdadeira religião; e como quarta razão, Deus tem outorgado aos pobres a oportunidade de conhecer o Reino de Deus.
Quando o amor está presente no meio dos cristãos o acolhimento aos visitantes é comum não importando a marca da vestimenta. Pois, o amor quando desenvolvido não mede a pessoa pela condição, mas o acolhe mediante a existência do ser humano ali presente.
O cristão não deve julgar a pessoa pela roupa. Os crentes que receberam a carta de Tiago consideravam uma pessoa fina ao vestir uma roupa fina e elegante, já julgava uma pessoa comum por vestir uma roupa simples. Não é a roupa, mas sim a recepção. A recepção não pode escolher e secionar pessoas, pois a pessoa bem recepcionada voltará a visitar o recinto, e sendo estas descrentes terão maior possibilidade de congregarem com os membros da presente igreja.
II – DEUS ESCOLHEU OS POBRES AOS OLHOS DO MUNDO (Tg 2.5-7).
1- A soberana escolha de Deus.
2- A principal razão para não desonrar o pobre (v.6).
3- Desonraram o Senhor.
Comentário:
Três verdades que sintetizam o segundo tópico da lição. Deus escolheu, está escolhendo e escolherá pessoas que economicamente são consideradas pobres. Desonrar a pessoa por sua condição financeira é pecado. E ao desonrar uma pessoa Cristo estará sendo desonrado pelo crente.
Quando a afirmação de que Deus tem escolhido é citada percebe-se que o amor de Deus é universal e incondicional. Deus amou a todos e por amar a todos Deus entregou o seu único filho. Jesus venceu a cruz, venceu satanás, venceu a enfermidade, venceu a lei e venceu o pecado para que todos aqueles que nEle creem sejam salvos.
Pecado é erra o alvo. Cristo chamou e enviou os teus para pregarem o evangelho transformador. Se o cristão prega o evangelho, mas não vive a mensagem do evangelho está pecando. Logo, ao praticar a acepção de pessoas o crente em Cristo está pecando.
E por fim, ao praticar a acepção de pessoa o crente estará desonrando a Cristo.
III – A LEI REAL, A LEI MOSAICA E A LEI DA LIBERDADE (Tg 2.8-13).
1- A Lei Real.
2- A Lei Mosaica.
3- A Lei da Liberdade.
Comentário:
A lei Real se resume no segundo mandamento “amarás o teu próximo como a ti mesmo”.
A Lei Mosaica se resume nas seguintes palavras “ao desobedecer a um princípio da lei o indivíduo estará quebrando ao mesmo tempo toda a lei”.
A Lei da Liberdade se resume nas seguintes palavras “pelo Evangelho Cristo nos libertou”.
Mas uma palavra
A TUTORIA DA LEI
1- A Lei revela a justiça de Deus. Logo que a lei revela a justiça divina também demonstra a injustiça por parte dos homens. “Estávamos sobre a custódia da lei” isto indica que a lei aprisionava os homens por serem os mesmos injustos. 
A injustiça humana era notável até mesmo na vida de personagens que viviam em conformidade com Deus. Por exemplo: Noé após o dilúvio ao se embriagar (Gn 9.21), Abraão ao mentir (Gn 12.11-13; 20.2), Davi ao transgredir cinco dos dez mandamentos (2 Sm 11.4,14,24,27), Uzias ao agir como sacerdote (2 Cr 26.16), dentre outros casos.
Em suma, a lei indicava que os homens eram injustos em suas obras e incapazes de se salvarem, sendo que a justiça de Deus se manifesta na pessoa e na obra de Jesus Cristo.
2- A lei é responsável pelo ensino até a manifestação de Cristo. Anterior ao ministério do Senhor Jesus a lei definia a educação dos judeus o que Calvino vai considerar a lei com a infância. Calvino ainda dizia que a lei era o gramático da teologia que ao conduzir a criança até certo ponto os entregavam a fé que completava a graduação das pessoas. Para ele o apóstolo “Paulo associou os judeus a crianças por viverem conforme os ensinos da lei, e nós os da graça com a fase adulta”.
Referência:
CALVINO, João. Gálatas. São Paulo: Editora Fiel, 2007.
COELHO, Alexandre. DANIEL, Silas. Fé e Obras, ensinos de Tiago para uma vida cristã autêntica. Rio de Janeiro: CPAD, 2014.

terça-feira, 29 de julho de 2014

Davi um dos escritores do livro de Salmos


Texto: E, depois, pediram um rei, e Deus lhes deu, por quarenta anos, a Saul, filho de Quis, varão da tribo de Benjamim. E, quando este foi retirado, lhes levantou como rei a Davi, ao qual também deu testemunho e disse: Achei a Davi, filho de Jessé, varão conforme o meu coração, que executará toda a minha vontade. Da descendência deste, conforme a promessa levantou Deus a Jesus para Salvador de Israel (Atos 13.21-23).
O livro de Salmos é composto por 150 cânticos que estão distribuídos em 2.461 versos. Os escritores dos Salmos são diversos, entre eles: Davi, Moisés, Salomão, Asafe e para alguns estudiosos os salmos anônimos são de autoria de Jeremias, Ageu e Zacarias. Os salmos são de adoração, de confissão, de arrependimento, de louvor e de adoração.
O livro de Salmos
O livro de Salmos é o segundo mais citado no Novo Testamento com 116 citações. Jesus ao fazer menção da terceira parte do Antigo Testamento assim expressou: que se cumprisse tudo o que de mim estava escrito na Lei de Moisés, nos Profetas e nos Salmos (Lc 24.44). Logo, o próprio Mestre deu ênfase ao livro de Salmos como sendo livro importante para a compreensão do Reino de Deus.
O livro pode ser classificado nas seguintes categorias: louvor, ação de graças, súplica e sapienciais.
Os salmos de Louvor enaltecem a soberania de Deus. Preparado está o meu coração, ó Deus; cantarei e salmodiarei com toda a minha alma. Despertai, saltério e harpa! Eu despertarei ao romper da alva. Louvar-te-ei entre os povos, Senhor, e a ti cantarei salmos entre as nações. Porque a tua benignidade se eleva acima dos céus, e a tua verdade ultrapassa as mais altas nuvens (Sl 108.1-4).
Os salmos de ação de graça engrandecem a pessoa de Deus pela ação divina em abençoar, proteger e outorgar vitória a seu povo. Se não fora o Senhor, que esteve ao nosso lado, ora, diga Israel: Se não fora o Senhor, que esteve ao nosso lado, quando os homens se levantaram contra nós, eles, então, nos teriam engolido vivos, quando a sua ira se ascendeu contra nós; então, as águas teriam transbordado sobre nós, e a corrente teria passado sobre a nossa alma; então, as águas altivas teriam passado sobre a nossa alma (Sl 124.1-5).
os salmos de súplica ensinam que a confiança do servo de Deus deverá estar firmada na confiança que o Senhor agirá conforme a sua vontade. Salvo-nos, Senhor, porque faltam os homens benignos; porque são poucos os fiéis entre os filhos dos homens (Sl 12.1).
Por fim, os salmos sapienciais, isto é, os salmos que ensinam a perceber a vontade divina. SENHOR, tu me sondaste, e me conheces. Tu sabes o meu assentar e o meu levantar; de longe entendes o meu pensamento. Cercas o meu andar, e o meu deitar; e conheces todos os meus caminhos.
Não havendo ainda palavra alguma na minha língua, eis que logo, ó Senhor, tudo conheces. Tu me cercaste por detrás e por diante, e puseste sobre mim a tua mão. Tal ciência é para mim maravilhosíssima; tão alta que não a posso atingir
(Sl 139.1-6).
Davi, homem segundo o coração de Deus.
O nome Davi é de origem hebraica e tem como significado aquele que é amado ou predileto. Davi é o personagem que mais aparece na Bíblia Sagrada com 1.105 citações. Foi o segundo rei de Israel no período da unificação e governou o país por 40 anos e deixou como legado a conquista de Jerusalém. A cidade de Jerusalém também é conhecida como: Jebus (Jz 19.10), Sião (Sl 87.2), Ariel (Is 29.1), Cidade de Justiça (Is 1.26), Santa Cidade (Is 48.2), a cidade do grande Rei (Mt 5.35), a cidade de Davi (2 Sm 5.7). Conforme as narrativas dos livros históricos do velho testamento Davi expulsou os jebuseus de Jerusalém (2 Sm 5.7).
1- Davi o homem. Deus falou a Saul por intermédio de Samuel que já tinha buscado um homem segundo o seu coração (1Sm 13.14). A primeira análise a ser feita de Davi na Bíblia Sagrada é a de Davi como homem. Deus não falou que estava à procura de um semideus, mas sim de um homem. Assim como todos os homens Davi também cometeu agravos como: adultério (2Sm 11.4), assassinato (2Sm 11.14,15) dentre outros.
2- Davi o guerreiro. Como guerreiro Davi venceu Golias (1Sm 17. 32-58), liderou os exércitos de Israel em frente aos conflitos outorgando várias vitórias. O que levou as mulheres a cantarem “Saul feriu os seus milhares, porém Davi os seus dez milhares” (1Sm 18.7).
3- Davi o poeta. Dos cento e cinquenta salmos na Bíblia, setenta e três são atribuídos a Davi. Dentre tantos salmos pertencentes a Davi os mais citados são os de número, 1 e 23. Como poeta Davi foi inspirado por Deus a escrever os salmos (2Sm 23.2).
4- Davi o rei. Quando Jacó abençoou os seus filhos reservou a Judá a seguinte bênção: “O cetro não se arredará de Judá, nem o legislador dentre seus pés, até que venha Siló; e a ele se congregarão os povos” (Gn 49.10). Como rei Davi já se encontrava nos planos de Deus. Segundo a narrativa bíblica Davi foi tirado do curral de ovelhas para ser chefe de Israel (1Cr 17.7).
5- Davi o servo. Assim Paulo citou em seu sermão na sinagoga; “Porque, na verdade, tendo Davi, no seu tempo, servido conforme a vontade de Deus, dormiu, e foi posto junto de seus pais, e viu a corrupção” (At 13.36). O segredo do sucesso de Davi encontra se no seu ato de ser servo. No ministério particular de Jesus, aonde as necessidades dos discípulos foram supridas, nota-se que Jesus sendo Mestre e Senhor lava os pés dos discípulos (Jo 13). O segredo para ser abençoado é servir a Deus de todo o coração.

EBD: O Cuidado ao Falar e a Religião Pura


A leitura Bíblica em classe poderá ser dividida em três partes com três profundos ensinos da parte de Deus, e são eles: “Princípios para uma boa comunicação, o cristão e a Palavra de Deus e as ações da verdadeira religião”.
Para uma boa comunicação é necessário prontidão para ouvir, cautela no falar e cautela no agir.
O cristão é moldado pela Palavra. “A leitura da Bíblia proporciona sabedoria, o acreditar na Bíblia possibilita salvação e o praticar o que está na Bíblia proporciona santificação”.
E as ações da verdadeira religião se resumem no cuidar das viúvas e no praticar a Palavra de Deus.
I – PRONTO PARA OUVIR E TARDIO PARA FALAR (Tg 1.19,20).
1- Pronto para ouvir.
2- Tardio para falar.
3- Controlar a sua ira.
Comentário:
O cristão tem que ser pronto para ouvir e tardio para falar. O que Tiago expõe corresponde com o dever do cristão, isto é, com atitudes que proporcione uma boa comunicação.
O termo prontidão deriva do grego que tem como significado rapidez. Logo é de responsabilidade do crente ouvir para depois falar. Porém, quando o assunto corresponde com o falar o cristão deverá ser sábio para não atropelar a realidade pelo impulso das palavras.
“O meu coração ferve com palavras boas; falo do que tenho no tocante ao rei; a minha língua é a pena de um destro escritor” (Sl 45.1).
As palavras boas deverão adentrar no interior do servo de Deus e ao adentrar que proporcione palavras dirigidas com sabedoria. Por fim, as palavras dirigidas do crente deverão: edificar os que ouvem, ensinar os que ouvem e influenciar os que ouvem.
Maxwell cita a seguinte frase de Rick Warren, “Você pode impressionar as pessoas à distância, mas tem de chegar perto para influenciá-las. (MAXWELL, p.112).
A palavra expressada da maneira certa e no momento certo eleva o grau de admiração das pessoas. Por isso, que o cristão não poderá se irar por palavras inseridas fora da regra da boa comunicação: pronto para ouvir e tarde para falar.
II – PRATICANTE E NÃO APENAS OUVINTES DA PALAVRA (Tg 1.21-25).
1- Enxertai-vos da Palavra.
2- Praticai a Palavra.
3- Persevere ouvindo e agindo.
Comentário:
Conhecimento da Bíblia proporciona vida abençoada
Espiritualmente. “Santifica-os na verdade; a tua palavra é a verdade” (Jo 17.17). Vida espiritual abençoada é proporcionada pelo conhecimento da Palavra de Deus.
Fisicamente. “Se vos estiverdes em mim, e as minhas palavras estiverem em vós, pedireis tudo o que quiserdes, e vos será feito” (Jo 15.7). O conhecimento da Escritura proporciona uma vida abençoada fisicamente.
Financeiramente. “Crede no Senhor, vosso Deus, e estarei seguros; crede nos seus profetas e prosperareis” (2 Cr 20.20b). A Palavra de Deus quando conhecida pelo cristão proporciona a este bênção financeira.
Emocionalmente. “Pode uma mulher esquecer-se tanto do filho que cria, que se não compadeça dele, do filho do seu ventre? Mas, ainda que esta se esquecesse, eu todavia, me não esquecerei de ti” (Is 49.15). O conhecimento do Senhor proporciona alívio e segurança ao cristão.
Ministerialmente. “Toda Escritura divinamente inspirada é proveitosa para ensinar, para redarguir, para corrigir, para instruir em justiça, para que o homem de Deus seja perfeito e perfeitamente instruído para toda boa obra” (2 Tm 3.16,17). O conhecimento do chamado proporciona despertamento para com a leitura da Bíblia.
A Bíblia é a palavra de Deus revelada aos homens e nela Deus é revelado como Pai e Senhor.  E é a Bíblia a única regra de fé e prática do cristão, por isso, é dever do cristão conhecer as Escrituras Sagradas. Por fim, a Bíblia proporciona uma vida abençoada em todas as áreas.
III – A RELIGIÃO PURA E VERDADEIRA (Tg 1.26,27).
1- A falsa religiosidade.
2- A verdadeira religião.
3- Guardando da corrupção.
Comentário:
A falsa religião é composta por pessoas que querem um reino próprio e visam o bem próprio. Já a verdadeira religião visa o Reino de Deus, o bem do próximo e o o guarda da corrupção.
Duas missões da igreja de Cristo são nítidas no presente texto: a assistência social aos desprovidos e a missão evangelizadora, pois apenas por meio da pregação da Palavra de Deus o homem não se corromperá com os manjares deste mundo.
Referência:
COELHO, Alexandre. DANIEL, Silas. Fé e Obras, ensinos de Tiago para uma vida cristã autêntica. Rio de Janeiro: CPAD, 2014.
MAXWELL, John C. Cinco Níveis da Liderança. Rio de Janeiro: CPAD, 2012.

domingo, 20 de julho de 2014

EBD: Gerados pela Palavra da Verdade


A verdade prática ratifica uma das verdades bíblica: “somente aqueles que foram gerados pela Palavra da Verdade são guiados pelo Espírito Santo”. Logo, duas doutrinas merecem atenção no que corresponde ser gerados e ser guiados, e elas são: regeneração e santificação.
A regeneração corresponde com a ação divina em tornar o indivíduo uma nova criatura, enquanto a santificação corresponde com a separação e com o progresso do cristão na dimensão espiritual.
 I – A RELAÇÃO ENTRE OS POBRES E OS RICOS DA IGREJA (Tg 1.9-11).
1- Os pobres na Igreja do primeiro século.
2- Os ricos na Igreja Antiga.
3- Perante Deus, pobres e ricos são iguais.
Comentário:
Socialmente a pobreza é um fator decisivo para a exclusão de uma pessoa. A exclusão gerada pela pobreza limita o indivíduo de participar de atividades recreativas, educacionais e até mesmo de ser beneficiada pelos próprios direitos, como por exemplo: saúde de qualidade, educação de qualidade e a segurança etc.
No contexto social eclesiástico a pobreza é notória na vida de muitos dos membros, assim como a riqueza é visível na vida de outros tantos. Jesus disse que os pobres sempre estariam presentes no contexto histórico da humanidade (Jo 12.8).
Os cristãos não poderão se limitar na ótica de que todos os pobres são destituídos da glória de Deus e que todos os ricos são avarentos e egoístas. Os pobres no seio da igreja, assim como os que estão na redondeza são pessoas dignas de assistência social. Logo, a responsabilidade de assistir os necessitados nas suas fragilidades pertence aqueles a quais Deus os abençoou financeiramente.
O propósito da prosperidade divina se resume nas seguintes citações:
O objetivo de Deus prosperar a igreja e a cada um individualmente está associado à manutenção própria de cada pessoa e também o compromisso da igreja como organização.
Em segundo para que a obra evangelizadora seja exercida, cada cristão deverá ser um verdadeiro evangelista, e esta atividade é desenvolvida pela contribuição, pela oração e pela entrega ao serviço de evangelização.
 E por fim, Deus prospera a cada cristão para que o mesmo auxilie os necessitados. 
Pastor Daniel assim escreve: “Jesus não pregou a pobreza como uma virtude. Ser rico e ser pobre não tem nada a ver com caráter ou qualidade de vida espiritual” (COELHO; DANIEL, p.51).
II – DEUS SÓ FAZ O BEM (Tg 1.16,17).
1- Não erreis (v.16).
2- Todo dom e boa dádiva vêm de Deus.
3- A origem de tudo o que é bom está no Pai das Luzes.
Comentário:
O cristão a cada dia deverá buscar a presença de Deus. Porém, isto não indica que o mesmo não sofrerá tentação e provações. As tentações são humanas, e por isso, cabe ao cristão não se deixar ser levado pela concupiscência. No relato bíblico quatro mundo são nítidos: o mundo cósmico, o mundo humano, mundo material e mundo espiritual.
O mundo cósmico corresponde com toda a criação de Deus.
O mundo humano corresponde com os seres humanos que por Deus foram e são amados.
O mundo material está diretamente relacionado com os prazeres materiais da vida, e é corresponde a este mundo que o cristão não pode errar, ou deixar se levar pela concupiscência. 
E o mundo espiritual corresponde com o mundo invisível.
A principal de todas as dádivas de Deus para o cristão se encontra no versículo 17 da carta de Tiago, que é a regeneração. Regeneração é a ação de Deus em tirar o homem do mundo. Tal ação só tornou-se possível pelo amor de Deus que foi revelado em Cristo Jesus na cruz.
III – PRIMÍCIAS DE DEUS ENTRE AS CRIATURAS (Tg 1.18).
1- Algo que somente Deus faz.
2- A Palavra da verdade.
3- O propósito de Deus.
Comentário:
O propósito de Deus é salvar a todos, pois isto é agradável (1 Tm 2.4). E os que são regenerados por Deus tornam se as primícias do Senhor.
O presente tópico trás três temáticas importantes no contexto doutrinário.
A regeneração é um milagre proveniente do Pai...” Regeneração é o ato de nascer de novo. Milagre que se dá na vida de quem aceita a Cristo como o único e suficiente Salvador (ANDRADE, p.215).
“... podemos aplicar essa verdade afirmativa que somos filhos de Deus...” No contexto bíblico quatro são os tipos diferentes de filhos de Deus. Primeiro, o filho de formação, Adão. Segundo, os filhos de criação, os anjos. Terceiro, os filhos da eleição, Israel. Quarto, os filhos de adoção, a igreja.
“Escolhido por Deus e nomeado por Ele para proclamar as virtudes do Senhor neste mundo”. Isto corresponde com o chamado de Deus. Três são os chamados de Deus na vida do cristão. Chamado para a salvação. Chamado para o ministério. E por fim, o chamado para a glorificação.
Referência:
ANDRADE, Claudionor Corrêa. Dicionário Teológico, com definições etimológicas e locuções latinas. Rio de Janeiro: CPAD, 1997.
COELHO, Alexandre. DANIEL, Silas. Fé e Obras, ensinos de Tiago para uma vida cristã autêntica. Rio de Janeiro: CPAD, 2014.