Deus é Fiel

Deus é Fiel

terça-feira, 20 de março de 2012

O ministério apostólico

Texto: Paulo, servo de Deus e apóstolo de Jesus Cristo, segundo a fé dos eleitos de Deus e o conhecimento da verdade, que é segundo a piedade, em esperança da vida eterna, a qual Deus, que não pode mentir, prometeu antes dos tempos dos séculos, mas, a seu tempo, manifestou a sua palavra pela pregação que foi confiada segundo o mandamento de Deus, nosso Salvador, a Tito, meu verdadeiro filho, segundo a fé comum: graça, misericórdia e paz, da parte de Deus Pai e da do Senhor Jesus Cristo, nosso Salvador.. Tt 1.1-4.

Apóstolo, termo originário do grego que quer dizer enviado. No Novo Testamento a palavra apóstolo, aparece 79 vezes e corresponde ao significado provindo do grego; enviado. Nos escritos do Novo Testamento Jesus chamou os doze e os enviou para propagarem a mensagem do Reino e de início estes foram os únicos que receberam o título, mas com a propagação do evangelho outros líderes como Paulo também receberam o ministério e o título de apóstolo. Nos dias atuais existem líderes que exercem o ministério apostólico sem possuírem o título. O ministério apostólico é superior ao título. Há alguns que são conhecidos pelo título, mas as suas obras não correspondem ao ministério apostólico.

1- O ministério apostólico de Paulo enfatizado na saudação da carta escrita a Tito

Era comum nas correspondências da antiguidade a apresentação pelo nome e credencias do remetente e também a saudação ao destinatário.

O remetente é Paulo, apóstolo conhecido pela igreja primitiva. Porém, o nome do mesmo antes da conversão era Saulo, que quer dizer pedido. Nome que corresponde ao primeiro rei de Israel e há também correspondência por ambos serem da mesma tribo a de Benjamin. O nome Paulo quer dizer pequeno. A mudança de nome foi realizada pelo próprio Deus. Se o primeiro Saul cometeu erros e não prevaleceu no ministério administrativo da nação israelita o segundo prevaleceria no ministério apostólico.

Como de costume Paulo se apresenta como servo e também como apóstolo. O que difere nesta carta é a utilização das duas credenciais sendo também citadas na carta aos Romanos. Já aos Coríntios nas duas cartas a credencial cita foi apóstolo, o mesmo acontece aos Gálatas, aos Efésios, aos Colossenses, a Timóteo; enquanto, aos Filipenses, somente a credencial de servo e na carta a Filemom a credencial de prisioneiro e nas cartas aos Tessalonicenses as apresentações foram realizadas sem a utilização de credencias.

Servo, primeira credencial de Paulo, por ele mesmo citada a Tito. Servo do grego é “doulos”, trata – se de quem não é livre, que presta serviço de criado e que não pertence a si mesmo.

Apóstolo, segunda credencial de Paulo, por ele mesmo citada a Tito. Nas demais epístolas quando Paulo fazia menção do termo apóstolo tinha como propósito defender o seu ministério e enfatizar a autoridade que o mesmo possuía igualando aos demais. Visto que a sua chamada apostólica não era da parte de homens, nem por intermédio de homem algum (Gálatas 1.1).

O exercício do apostolado Paulino contribuiu e muito para a proclamação da salvação aos pecadores, tendo em vista as três viagens missionárias e as igrejas abertas pelo mesmo. Em segundo, a edificação dos cristãos, daí o nível profundo das epístolas escrita por Paulo. E em terceiro, as mensagens eram cheias de esperança baseadas nas promessas de Deus.

E Paulo saúda Tito expondo os seguintes desejos:

Graça; no Novo Testamento é uma palavra caracteristicamente paulina. A idéia principal da palavra é a de um dom gratuito e imerecido. Também utilizada constantemente nos aniversários dos Imperadores, daí a sua importância no campo militar. Para o cristão tudo é de Deus, Deus o fez e Deus o deu.

Misericórdia; termo que está carregado de emoções ou a compaixão é aqui o amor profundo. No sentido bíblico é muito mais do que um aspecto do amor de Deus é a grandeza e a transcendência de Deus.

Paz; é a tradução da palavra hebraica shalom. Termo que significa tudo quanto contribui para o bem do homem, ou seja, tudo que faz com que a vida seja verdadeiramente vida. A paz provém da fé (Romanos 2.10), provém de Deus (Filipenses 4.7) e a paz é um dom de Cristo (João 20.19,21,26). A paz é o novo relacionamento entre os judeus e gentios (Efésios 2. 14-17).

2- O ministério apostólico

O ministério apostólico tem como objetivo o aperfeiçoamento dos santos e a edificação do corpo de Cristo (Efésios 4.12) com finalidade até que todos cheguemos à unidade da fé e ao conhecimento do Filho de Deus, a varão perfeito, à medida da estatura completa de Cristo (Efésios 4.13). O dom de apóstolo foi outorgado por Deus para o preparo da igreja e para o crescimento e desenvolvimento espiritual do corpo de Cristo.

O termo apóstolo é usado no Novo Testamento indicando duas maneiras. Uma refere se aos pregadores do evangelho sem importar com sua classe e a outra para a mais elevada ordem da igreja, correspondendo aos discípulos. E por isso, Paulo ao utilizar esta credencial se iguala a Pedro e aos demais discípulos.

Por fim, o termo apóstolo no Novo Testamento se refere a um mensageiro nomeado e enviado como missionário que cuidavam do estabelecimento de igrejas, arriscavam suas vidas pela propagação do evangelho e acima de tudo eram cheios do Espírito Santo e agiam com unção e poder de Deus. Nos dias atuais a necessidade da igreja não é preencher seus púlpitos com pessoas que tenham o título de apóstolo, mas é fundamental que os servos de Cristo desenvolvam o dom ministerial apostólico. Não necessitamos de homens com títulos, mas sim de verdadeiros apóstolos.

terça-feira, 13 de março de 2012

Paracletologia: O batismo no Espírito Santo

Texto: Mas o Espírito expressamente diz que nos últimos tempos, apostatarão alguns da fé, dando ouvidos a espíritos enganadores e a doutrinas de demônios, pela hipocrisia de homens que falam mentiras, tendo cauterizada a sua própria consciência. I Tm 4.1,2.

O batismo no Espírito Santo é um revestimento e derramamento de poder do Alto, com a evidência física inicial de línguas estranhas, conforme o Espírito Santo concede.

Porém, o batismo no Espírito Santo não é salvação. Para alcançar a salvação o meio de apropriação é a fé em Cristo. Também o batismo no Espírito Santo não é santificação. A santificação ocorre de maneira progressiva.

Dentre os efeitos do Batismo no Espírito Santo destacamos a edificação espiritual do próprio crente, pois mediante o falar das línguas o cristão é edificado (I Co 14.4). Outro efeito é a obtenção de maior dinamismo espiritual, ocasionando maior disposição e maior coragem na prática da vida cristã. O batismo é também um meio para Deus outorgar os dons espirituais que são: dons que manifestam o saber de Deus, a palavra da sabedoria, a palavra da ciência e dom de discernimento; dons que manifestam o poder de Deus, fé, dons de cura e operação de maravilhas e, dons que manifestam a mensagem de Deus; profecia, variedade de línguas e interpretação de línguas (I Co 12.7-10).

A promessa do Batismo no Espírito Santo

Convertei-vos pela minha repreensão; eis que abundantemente derramarei sobre vós meu espírito e vos farei saber as minhas palavras (Pv 1.23). No Antigo Testamento, há várias promessas de Deus derramar o Espírito Santo. E a referencia de provérbios identifica que o derramar do Espírito Santo virá sobre a pessoa que aceitar a correção, ou seja, pessoa que busca a cada dia se aproximar mais e mais do Senhor.

Entretanto, no livro do profeta Joel encontra se a citação clara do derramamento do Espírito Santo: e há de ser que, depois, derramarei o meu Espírito sobre toda a carne, e vossos filhos e vossas filhas profetizarão, os vossos velhos terão sonhos, os vossos jovens terão visões. Também sobre os servos e sobre as servas, naqueles dias, derramarei o meu Espírito.

A profecia de Joel é abrangente, não se limita a títulos nem tão pouco a classe social. O texto é claro a toda carne. A profecia é também de abrangência ministerial, velhos e jovens serão renovados e qualificados para o serviço ao Senhor.

A palavra sonhos utilizada no texto de Joel se refere ao sonho que traz uma revelação de Deus sobre seu plano para o momento correspondendo a um indivíduo ou a um grupo. Em Números 12.6-8 estar escrito: ouvi agora as minhas palavras; se entre vós houver profeta, eu, o Senhor, em visão a ele me farei conhecer, ou em sonhos falarei com ele. Não é assim com o meu servo Moisés que é fiel em toda a minha casa. Boca a boca falo com ele, claramente e não por enigmas; pois ele vê a semelhança do Senhor; por que, pois, não tivestes temor de falar contra o meu servo, contra Moisés? Enquanto, Deus falava boca a boca com Moisés com os outros profetas a mensagem seria utilizada por sonhos ou visões.

Além de sonhos a profecia de Joel trata se das visões que os jovens, não normais, pois seriam selecionados, totalmente preparados, com cerca de 20 anos e cheios de vigor teriam percepções. Visões que quer dizer perceber ou prever. A palavra corresponde a visões sobrenaturais e geralmente possuía um destino com o objetivo outorgar uma mensagem ao público.

O cumprimento da promessa

No livro de Atos capítulo dois é narrada a descida do Espírito Santo, em que o escritor Lucas, escreve: cumprindo se o dia de pentecoste. Seria mais um dia festivo para os israelitas, a festa de pentecoste, ou a festa das semanas, porque a realização acontecia sete semanas depois da páscoa. Era também denominada festa das primícias, pois toda a colheita era dedicada a Deus.

Aquele dia de pentecoste seria diferente por alguns fatos anteriores. Primeiro aquela festa era marcada pela antecedência da páscoa da ressurreição de Cristo. Segundo, as sete semanas da preparação foram marcadas pela manifestação de Cristo aos seus discípulos. E em terceiro, Jesus deu uma ordem aos seus discípulos: e eis que sobre vós envio a promessa de meu Pai; ficai, porém, na cidade de Jerusalém, até que do alto sejais revestidos de poder (Lc 24.49). O dia de pentecoste de Atos dois é antecedido pela ascensão de Jesus, e o mesmo faz questão de falar de dois assuntos fundamentais da fé cristã: o retorno de Jesus e a descida do Espírito Santo. Isto se cumpre dez dias após a ascensão.

Para o recebimento do batismo é necessário a unidade, pois além de estarem todos reunidos em um mesmo lugar, estavam antes de tudo unidos com um mesmo propósito.

Para que ocorra o batismo, três condições são fundamentais: um candidato, um ministro e um elemento em que o candidato será imerso. Quando o batismo em ênfase é no Espírito Santo, o candidato é o crente, o ministro do batismo é Jesus Cristo e o meio em que o candidato é imerso é o Espírito Santo.

A abrangência da promessa

Com base nas seguintes palavras: porque a promessa vos diz respeito a vós, a vossos filhos e a todos os que estão longe: a tantos quantos Deus, nosso Senhor, chamar (At 2.39), corresponde a abrangência da promessa que é para todos quantos Deus nosso Senhor chamar.

No Novo Testamento tanto os judeus como os gentios foram cheios do Espírito Santo, isto sem ocorrência de acepção de pessoas conforme a profecia de Joel.

Assim, como Deus uso o profeta Joel para profetizar o dia de pentecoste com a descida do Espírito Santo, em Atos capítulo dois, Deus usa o apóstolo Pedro para confortar e esclarecer aos crentes a respeito do batismo no Espírito Santo.

Portanto, para receber o Batismo no Espírito Santo é necessário convicção da promessa, pois o próprio Jesus descreve o batismo como promessa do Pai (Lc 24.49) e viver uma vida de oração, consagração, obediência e por fim, cuidando da espiritualidade. Em suma, o dia de pentecoste é bíblico e o batismo no Espírito Santo é para os dias de hoje.

sábado, 10 de março de 2012

Evangelho de João

É o quarto livro do Novo Testamento. O evangelho é de estilo literário reflexivo e cheio de imagens e figuras de linguagem. A autoria é direcionada para o evangelista João, o discípulo amado. E ao escrever o livro o evangelista João tinha como propósito: “Estes, porém, foram escritos para que creiais que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus, e para que, crendo tenhais vida em seu nome” João 20.31. O alcance do livro é universal, pois a relação direta para a abrangência da mensagem é tanto para judeus, assim também como para gentios, portanto a escrita deste livro é endereçada a igreja no geral, ou seja, ao conjunto de todos os salvos em Cristo.

O livro é divido em quatro partes: primeira, a introdução (Jo 1.1-18); segunda, ministério público de Jesus (Jo 1.19-12.50); terceira, ministério particular de Jesus (Jo 13.1-17.26) e a quarta, acontecimentos finais (João capítulos 18,19,20 e 21).

Na introdução Jesus é apresentado como o Verbo de Deus. Dois pontos são fundamentais para conhecer o verbo. Primeiro, a identidade do verbo. É necessário conhecer de fato quem é o verbo. E como resposta a tais perguntas o evangelista João no primeiro versículo do livro escreve: “No princípio era o verbo (o verbo é eterno), e o verbo estava com Deus (o verbo é distinto de Deus não em essência, mas em pessoa) e o verbo era Deus” (o verbo é Deus). Segundo, na introdução o evangelista cita as obras do verbo, que são: criar (todas as coisas foram feitas por Ele, e sem Ele nada do que foi feito se fez. v.3), iluminar (ali estava a luz verdadeira, que alumia a todo homem que vem ao mundo. v. 9), regenerar (os quais não nasceram do sangue, nem da vontade da carne, nem da vontade do varão, mas da vontade de Deus. v.13) e revelar (Deus nunca foi visto por alguém. O Filho unigênito, que está no seio do Pai, este o fez conhecer. v. 18).

A partir do versículo dezenove do capítulo um ao capítulo doze, Jesus atende as necessidades dos homens. Duas são as divisões do ministério público apresentado no livro em análise. No início do ministério de Jesus em atender as necessidades dos homens, teremos os testemunhos, da parte dos homens a respeito de Jesus (Jo 1.19-54), o testemunho do sinal (Jo 2.1-12) e o testemunho da morte e da ressurreição prevista (Jo 2.13-25). Em continuação o evangelista cita os acontecimentos que compõem o evangelho anunciado (Capítulos 3 e 4). Já na segunda divisão teremos a partir do capítulo cinco a manifestação de fé e incredulidade. A partir daí os acontecimentos serão fundamentais, assim como os nomes de Jesus que serão apresentados, também como o assunto do capítulo e por fim, a manifestação de fé ou incredulidade.

Nos capítulos treze ao dezessete Jesus atende as necessidades dos discípulos. Jesus e seu exemplo (capitulo 13). Jesus e seu Pai (capítulo 14). Jesus e seus discípulos (capítulo 15). Jesus e o Espírito Santo (capítulo 16). E Jesus e sua oração (capítulo 17).

Já nos capítulos finais teremos o julgamento de Jesus, sacrifício de Jesus, a ressurreição de Jesus e o epílogo. Estes dados históricos compreende os acontecimentos finais do ministério de Jesus.

E sobre a autoria do evangelho pertencer ao apóstolo João é ratificada por provas históricas e provas do próprio livro. As provas históricas correspondem aos primeiros teólogos (Tertuliano, Irineu, Clemente de Alexandria e Justino), ao primeiro historiador (Eusébio) e a prova das testemunhas vivas (Policarpo e Papias). Já as provas do próprio livro são indiretas, porém são provas autênticas e por exegese bíblica o discípulo amado é o apostolo João o escritor do quarto evangelho.

terça-feira, 6 de março de 2012

Paracletologia: Conhecendo e defendendo a doutrina do Espírito Santo contra heresias.

Texto: Mas o Espírito expressamente diz que nos últimos tempos, apostatarão alguns da fé, dando ouvidos a espíritos enganadores e a doutrinas de demônios, pela hipocrisia de homens que falam mentiras, tendo cauterizada a sua própria consciência. I Tm 4.1,2.
E eu rogarei ao Pai, e Ele vos dará outro Consolador, para que fique convosco para sempre, o Espírito da verdade, que o mundo não pode receber, porque não o vê, nem o conhece; mas vós o conheceis, porque habita convosco e estará em vós. Jo 14.16,17.

Conforme escreveu o apóstolo Paulo nos últimos tempos apareceriam falsas doutrinas de ordem demoníaca. É fundamental compreender que um dos alvos de satanás é desviar os cristãos da verdade, por isso, os demônios são especializados em omitir e alterar a verdade Bíblica, um bom exemplo é quando Jesus foi tentado por satanás, porém, pela Palavra Jesus venceu o inimigo da mesma maneira nos dias atuais o cristão vencerá as falsas doutrinas pela Palavra de Deus. E nos últimos dias muitos ensinos contrários a doutrina do Espírito Santo tem sido enfocada. Os erros se repetem sobre a pessoa do Espírito Santo. Para muitos o Espírito Santo não é uma pessoa e sim uma força, erro cometido pelas Testemunhas de Jeová. E outro erro gravíssimo é sobre a manifestação do Espírito Santo, especificamente o batismo no Espírito Santo.

I – Conhecendo o Espírito Santo pelas ações.

O Espírito Santo é uma pessoa, esta verdade é possível por razões básicas, como: Ele age como uma pessoa, o Espírito Santo tem características de uma pessoa e Ele é tratado como uma pessoa.

As ações desenvolvidas pela pessoa do Espírito Santo são: Ele vive nos crentes (Jo 14.17), ensina os crentes (Jo 14.26), testifica de Cristo (Jo 15.26), fala com os crentes (At 8.29), intercede pelos crentes (Rm 8.26), santifica os crentes (Rm 1.4) e dentre tantas outras operações renova o crente (Sl 104.30, Tt 3.5).

A terceira pessoa da Trindade possui vontades próprias, pois na Bíblia estar escrito: mas um só e o mesmo Espírito opera todas essas coisas, repartindo particularmente a cada um como quer (I Cor 12.11). Se os dons são distribuídos pela pessoa do Espírito Santo conforme o seu querer é porque Ele tem vontade. Porém, o que mais caracteriza o Espírito Santo a uma pessoa para os seres humanos é a possibilidade dEle se entristecer: “e não entristeçais o Espírito Santo de Deus, no qual estais selados para o Dia da redenção” (Ef 4.30).

O Espírito Santo é entristecido pelas ações carnais como: mentira contra os irmãos, iras que provocam pecados, quando ao diabo é outorgado lugar, quando furtamos e quando proferimos aquilo que não edifica (Ef 4.25-29).

II – Conhecendo o Espírito Santo pelos nomes.

O Espírito Santo é Deus. Deus Pai é a plenitude da divindade invisível. Deus Filho é a plenitude da divindade manifesta. E o Espírito Santo é a plenitude da divindade operante na criação. Logo, para conhecer o Espírito Santo é necessário conhecer e entender os nomes a respeito do mesmo que é citado na Bíblia.

Em Atos 5.3,4 o Espírito Santo é chamado de Deus. O nome Deus mostra que Ele é poderoso. Tão poderoso que criou os céus e a terra, portanto, o Espírito Santo tem poder absoluto. São importantes também as descrições que se encontram na Bíblia relacionando o Espírito Santo com o nome Deus, ou seja, o Espírito de Deus: e o Espírito de Deus se movia (Gn 1.2), relaciona ao poder do Espírito Santo; e o Espírito de Deus apoderou dele (I Sm 10.10) relaciona a profecia e por fim, e todos que são guiados pelo Espírito de Deus são filhos de Deus (Rm 8.14), logo aqui a associação se refere a direção promovida pelo Espírito Santo.

O Espírito Santo guia o crente pela Escritura Sagrada e pela consciência transformada. Paulo escreve a Timóteo e classifica os falsos mestres por terem cauterizado a consciência, isto indica a perca da sensibilidade para com as coisas de Deus. Esta perca é definida por escolhas direcionadas pelo ego humano.

Portanto, quando na Bíblia o Espírito Santo é chamado de Espírito de Deus a Ele estar associado poder, profecia e direção.

Já na segunda carta aos Coríntios está escrito: e todos nós com o rosto desvendado, contemplando, como por espelho, a glória do Senhor, somos transformados de glória em glória, na sua própria imagem, como pelo Espírito do Senhor (II Cor 3.18). Quando o Espírito Santo é chamado de Senhor, o mesmo é associado ao amor de Deus. Portanto, devemos a nossa salvação ao verdadeiro amor do Espírito Santo como do Pai e do Filho (Rm 15.30).

III – Conhecendo o Espírito Santo pelos símbolos

O símbolo torna concretas as coisas abstratas. O vento por ser uma força poderosa é um símbolo do Espírito Santo (Jo 3.8). E a água por ser necessária ao sustento da vida torna se um dos símbolos da terceira pessoa da trindade, com esta verdade, definimos: o Espírito é indispensável para a vida espiritual (Jo 7.39). Já o fogo representa uma força purificadora, por isso, o fogo como símbolo do Espírito Santo indica a atuação do mesmo em purificar (Is 6.6,7. At 2.3).

Além destes o Espírito Santo têm como símbolos o óleo (At 10.38), que indica consagração e também a pompa que indica mansidão e paz, virtudes provindas da pessoa do Espírito Santo.

Portanto, para conhecer uma pessoa é realizada uma análise ao que se trata a personalidade (o ser das pessoas), as características (o ser físico das pessoas) e as manifestações da pessoa (o ser social das pessoas). Por isso, o Espírito Santo é uma pessoa; Ele age como uma pessoa, Ele possui características de uma pessoa e Ele tratado como uma pessoa.

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Relacionamento do cristão com o ministério no qual foi chamado

Texto: Mas tu sê sóbrio em tudo, sofre as aflições, faze a obra de um evangelista, cumpre o teu ministério. II Tm 4.5

Tudo foi criado por Ele e para Ele (Cl 1.16 b). E o ser humano é a coroa da criação, criados e formados para a glória de Deus. Mas, o propósito de Deus ao criar o ser humano não se resume a adoração no campo do louvor e da oração, mas sim também, ao campo da ação. Adoração possui no mínimo três características: o cântico, a oração e a ação.

A ação do cristão corresponde à missão da igreja. Deus elegeu a igreja como sacerdócio real, a nação santa, o povo adquirido, para que anuncieis as virtudes daquele que vos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz (I Pe 2.9), portanto é missão da igreja evangelizar, ensinar, batizar e atender as necessidades dos desamparados (Mt 28.19,20; Tg 1.27). Se evangelizar, ensinar, batizar e ajudar aos necessitados é a missão do povo eleito, logo estas devem ser a tarefas executadas por cada crente.

Cabe a esposa cristã que o seu marido não é convertido ganhá-lo pelo procedimento (I Pe 3.1) e aos pais ensinar o menino no caminho em que deve andar (Pv 22.6). Tais atitudes de ser o exemplo e educar tornam os cristãos ativos a sua missão: fazer discípulos.

I – Os tipos de Chamados

Na leitura bíblica três serão os tipos de chamados encontrados; chamados das trevas para a maravilhosa luz, chamados para servir e chamados para a glorificação.
Pelos escolhidos missões nobres foram executadas.

Noé teve como missão executar a tarefa de construir uma arca e apregoar a mensagem de arrependimento.

Jonas teve como missão executar a tarefa de pregar a mensagem de arrependimento em Nínive.

Moisés teve como missão guiar, proteger, amar, em suma, liderar um povo numeroso no deserto.

Davi teve como missão firmar o reino israelita.

Elias teve como missão dentre tantas, ungir a Eliseu como sucessor.

Os doze tiveram como missão pregar o evangelho primeiro às ovelhas perdidas da casa de Israel, a curar os enfermos, a limpar os leprosos, a ressuscitar os mortos e a expulsar os demônios (Mt 10. 6-8).

II – Obra de um Evangelista

O evangelista é aquele que proclama o evangelho de Cristo. O termo evangelista só ocorre três vezes na Bíblia Sagrada (At 21.8;Ef 4.11; II Tm 4.5), Que como dom corresponde a proclamação da mensagem cristã apregoada com carisma e dedicação.

A obra do evangelista é pregar a palavra em tempo e fora de tempo (II Tm 4.2), porém a indagação que surge é como pregar?

A maneira de pregar deverá levar em conta o teor da mensagem. A mensagem do evangelista deverá ser bibliocêntrica e cristocêntrica. Pois, o livro central para a exposição do evangelho é a Bíblia e a pessoa a ser anunciada é Jesus Cristo.

Porém, a mensagem deverá ser simples e objetiva. Quem estará recebendo a instrução será um indivíduo que não é conhecedor da Escritura Sagrada.

Por outro lado, a mensagem evangelística deverá ser constantemente repetida. E toda mensagem evangelística tem como teor fundamental a mensagem da cruz juntamente com a doutrina da ressurreição. Mensagem evangelística só é evangelística com a narrativa do sacrifício perfeito.

Cerca de noventa e cinco por cento daqueles que vêm à salvação fazem através da exposição do evangelho por uma testemunha. Restando apenas cinco por cento pela exposição da mensagem realiza por outros meios, como por exemplo: pela televisão.
Esta verdade acima se torna autêntica por ser o cristão um evangelista que além de ganhar a pessoa para Cristo passa a ensiná-la. O discipulado é importante. E ao fazer discípulos o evangelista passa para a sua segunda missão a que envolve a preparação para o batismo.

Portanto, o evangelista deverá ser em tudo moderado e sofrer as aflições com paciência e cumprir o seu ministério. Para realçar a exortação ao jovem Timóteo o apóstolo Paulo assim conclui o seu ministério: combati o bom combate, acabei a carreira, guardei a fé (II Tm 4.7).



segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

Relacionamento do cristão com a palavra de Deus - Bíblia

Texto: Toda Escritura divinamente inspirada é proveitosa para ensinar, para redargüir, para corrir, para instruir em justiça, para que o homem de Deus seja perfeito e perfeitamente instruído para toda boa obra. II Tm 3.16,17.

A Bíblia é a Palavra de Deus. Crendo ou não a Bíblia é a Palavra de Deus. Nela há registros de dados históricos importantes para o conhecimento da humanidade, isto é, na Bíblia há informações do passado, assim como também encontraremos relatos do presente e diferentemente de outros livros nela há importantes registros do futuro, doutrina bíblica conhecida como escatologia.

A abrangência das Escrituras Sagrada compreende os tempos da construção da vida humana: passado, presente e futuro. Esta verdade sobre as Escrituras se relaciona com o seu Autor. Deus é onipotente, onipresente e onisciente. Todas as coisas giram sobre o conhecimento de Deus. Ele sabe tudo e sobre esta verdade de saber todas as coisas, Deus revela na Bíblia, o que há de acontecer.

I – A Bíblia é inspirada por Deus.

A aceitação da inspiração das Escrituras corresponde a provas externas e internas. As provas externas são aquelas autenticadas por ciências seculares, e por vidas transformadas pelo evangelho, enquanto as internas são as provas contidas no próprio livro Sagrado.
Por inspiração da Bíblia queremos dizer que os escritores (cerca de quarenta) foram capacitados por Deus.

1- Provas Externas.

A Bíblia expõe passo a passo os impérios antigos fornecendo dados importantes para ciências como: a geografia, arqueologia, a história, a paleontologia e assim por diante.
Por mais que um cientista de tais áreas queira se opor a Bíblia em algum momento notará que a verdade dos fatos estão registrados na Escritura Sagrada. Um grande exemplo é a aceitação que a terra é esférica conforme escreveu o profeta Isaías.

Ele é o que está assentado sobre o globo da terra, cujos moradores são para ele como gafanhotos; ele é o que estende os céus como cortina e os desenrola como tenda para neles habitar. Is 40.22.
Esta verdade só foi aceita no campo cientifico no século XVIII. Entretanto, o testemunho da ciência corrobora para a inspiração da Bíblia.

Outro exemplo de inspiração bíblica são as provas contidas nas vidas transformadas pela palavra de Deus.

2- Provas Internas.

Trata-se do testemunho da própria Bíblia. Pela sua unidade em que os sessenta e seis livros escritos por homens diferentes não se tornam livros diferentes, mas se complementam e simultaneamente se corroboram. Também pela sua exposição sem comparação em apresentar o que nunca tinha sido descrito no que se trata da salvação, do homem, e principalmente dentre tantos assuntos do próprio Deus. E por fim, das profecias e seus cumprimentos.

Outra prova interna de grande importância é o testemunho de Cristo, tanto em palavras, obras e ressurreição.

II – O valor da Bíblia.

Nas cartas de Paulo ao jovem Timóteo a informações a respeito do que não se pode ensinar advertir a alguns que não ensinem outra doutrina (I Tm 1.3) e também a presença da abordagem legalista e rebelde desconsiderando a autoridade da Bíblia.

1- O relacionamento com a Bíblia Sagrada possui um custo.

Quando decidimos seguir o caminho que é definido pela Escritura passamos a ser alvos de perseguições e aflições (II Tm 3.11).

2- O relacionamento com a Bíblia provoca conflito.

Entre a antiga maneira de viver e ao permanecer naquilo que aprendemos e de que fomos inteirados (II Tm 3.14).

Na carta do apóstolo Paulo aos romanos a citações no que corresponde a características do velho homem: murmuradores, aborrecedores, presunçosos, inventores de males, desobedientes ao pai e à mãe, infiéis aos contratos, sem afeição natural, irreconciliáveis e sem misericórdia (Rm 1. 30,31).

Porém, a nova vida em Cristo é movida pelo fruto do Espírito que são: amor, gozo, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fé, mansidão, temperança (Gl 5. 22).

3- Valores proporcionados pela Escritura Sagrada.

A Escritura é proveitosa para ensinar, ou seja, proporcionar o conhecimento que outorga libertação e conhecereis a verdade e a verdade vos libertará (Jo 8.32).

Há proveito na Bíblia para redargüir. Aqui tem como missão central condenar atos que desagrada a Deus.

Ao ser redargüido o indivíduo poderá ser corrigido, isto é ser restaurado ao estado correto. Por isso, que Jesus na oração sacerdotal pediu ao pai para nos santificar na verdade, pois a tua Palavra é a verdade (Jo 17.17).

E por fim, ao sermos conhecedores da verdade, e a cada dia buscarmos a santidade assim estaremos prontos para sermos instruídos em justiça. Ser instruídos em justiça é além de tudo viver para Deus.

A palavra de Deus proporciona libertação ao mais vil pecador de todos os homens, por isso a Bíblia não é um livro simples como a filosofia dos grandes pensadores que na sua época (dos filósofos) são autênticas, mas em outro período não passam de simples pensamentos. E para peroração assim escreveu João Calvino: leia os escritos dos maiores oradores e filósofos do mundo, reconheço que te atrairão, deleitarão e comoverão as tuas afeições de modo maravilhoso; mas se te dedicares, em seguida, à leitura da Palavra de Deus, ela te afetará tão poderosamente, entrará tão profundamente no teu coração, tomará posse de tal maneira dos teus sentimentos mais íntimos, que o poder da oratória e o da filosofia parecerá como nada em comparação com ela.

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Relacionamentos Frutíferos

Texto: Paulo, apóstolo de Jesus Cristo, segundo o mandado de Deus, nosso Salvador, e do Senhor Jesus Cristo, esperança nossa, a Timóteo, meu verdadeiro filho na fé: graça, misericórdia e paz, da parte de Deus, nosso Pai, e da de Cristo Jesus, nosso Senhor. I Tm 1.1,2

Como indivíduos racionais vivemos sobre a harmonia produzida dos relacionamentos que mantemos no cotidiano. A verdade é que a sociedade moderna se apega e cultiva relacionamentos impróprios ou relacionamentos por interesse. Há pessoas que se relacionam somente com aqueles que poderão em algum momento serem possíveis soluções de problemas.

Mas, todo ser humano deverá analisar quais os tipos benéficos de relacionamentos. E para isto é necessário que o indivíduo tenha relações com pessoas preparadas. Como exemplo a relação com um mentor, tendo como exemplo clássico os apóstolos com o Senhor Jesus e Josué com Moisés. Pois, o relacionamento com o mentor proporciona visão de vida. Andar com pessoas que possuem objetivos certos nos possibilita a vivermos sobre a busca de realizações de planos e a criações dos mesmos. Por conseguinte é necessário relacionarmos com indivíduos que comungam dos mesmos ideais que defendemos.
A carta de Paulo a Timóteo demonstra tipos fundamentais de relacionamentos e como nos devemos comportar com a manutenção dos mesmos.


I – O relacionamento com o pai na fé.

O apóstolo Paulo endereça a carta a Timóteo e o chama de meu verdadeiro filho na fé ( I Tm 1.2), sendo assim os desejos de pai para filho é identificado nas palavras; graça, misericórdia e paz. Quem é o pai que não deseja aos seus filhos o dom gratuito de Deus, a ação compassiva em atos de misericórdia de Cristo para os seus filhos. Assim como Paulo possuía de Deus a graça, a misericórdia e a paz, assim o mesmo desejava isto como elementos presentes no ministério de Timóteo, que ainda como jovem já era obreiro fiel e exemplo para os demais (I Tm 4.12).
Além dos desejos presentes na saudação Paulo tinha total confiança em Timóteo (v.3), por este ter ficado em Éfeso e combatido as heresias. A confiança é conquistada por aqueles que obedecem.
Como mentor do jovem Timóteo nos versículos 18 e 19 do primeiro capítulo, Paulo recomenda ao jovem obreiro a ser militante segundo o chamado de Deus.
Para militar segundo o chamado de Deus Timóteo deveria valorizar o dom que tinha sido confirmado através de profecias (I Tm 4.14). Sem permitir o desprezo de outros a sua baixa idade pelos padrões da cultura judaica (I Tm 4.12). Para os judeus quando um homem alcançava idade de 40 anos chegava se ao período de entendimento e já aos 50 anos a idade de aconselhamento. Logo, a descrição indicada é que Timóteo possuía idade abaixo de 40 anos.
Porém o auge dos conselhos do apóstolo está no versículo 16 do capítulo 4, tem cuidado de ti mesmo e da doutrina, persevera nestas coisas; porque, fazendo isto, te salvarás, tanto a ti mesmo como aos que te ouvem.

II – Relacionando com a sociedade.

É dever de todo cristão orar pelas autoridades, fazendo pelos mesmos deprecações, ou seja, súplica de perdão; orações, ou seja, mediando por proteção; intercessão, ou seja, pedido em favor do sucesso das mesmas e além de tudo fazer ações de graças por todos os homens. Com os seguintes propósitos termos uma vida quieta e sossegada em toda piedade e honestidade (I Tm 2.2) e também pela salvação de todos os homens (I Tm 2.4).

III – Relacionando com a igreja.

Por congregarmos em uma determinada igreja, comungamos com a visão de trabalho e também com a linhagem teológica ensinada e propagada por esta assembléia. E ao fazermos parte buscamos propagar os ensinamentos bíblicos cada um conforme o seu chamado. Porém, a alguns que desejam o episcopado (I Tm 3.1). Que Paulo considera excelente obra deseja e assim como instrutor Paulo expõe as qualificações indispensáveis para a liderança eclesiástica: irrepreensível, marido de uma só mulher, que tenha filhos fiéis, não soberbo, não iracundo, não dado ao vinho, não espancador, não ganancioso, dado a hospitalidade, amigo do bem, moderado, justo, santo, temperado, retendo firme a Palavra, capaz de admoestar com a sã doutrina e capaz de convencer os contradizentes (I Tm 3. 2-6, Tt 1.5-9).

IV – Relacionando com a família.

Como cristãos devemos cuidar primeiro da nossa família (I Tm 5.8). Proporcionando para os mesmos cuidados médicos, sociais e principalmente espirituais.
No cotidiano tornou se natural as separações de casais, as constantes brigas, o aumento das doenças venéreas, a gravidez indesejada, os abortos provocados e o aumento de filhos órfãos de pais vivos. Todos estes fenômenos possuem como motivo básico na maioria das vezes o sexo antes ou fora do casamento. E cabe ao cristão ser marido de uma mulher sendo ele obreiro ou não. Não é permitido ser um namorador. Mas é um dever ser fiel (I Tm 3.2).
E por fim, cabe ao cristão ser excelente administrador da sua casa (I Tm 3.5).

Para obtermos relacionamentos frutíferos cabe a cada indivíduo o reconhecimento de que não somos melhores do que os outros e nem tanto piores. Todos os homens são dependentes de Deus e temos a mesma origem. Mas, é pertencente aos seres humanos o cultivo das relações. E para isto cabe a cada um responder as seguintes perguntas. Com quem eu ando? Onde ando? O que faço? E com quem faço? Estas e outras perguntas ao serem postas em prática da maneira correta proporcionaram relacionamentos frutíferos.