Deus é Fiel

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domingo, 16 de fevereiro de 2014

Subsídio da lição de EBD: Moisés - Sua Liderança e Seus Auxiliares


Subsídio da lição de EBD: Moisés - Sua Liderança e Seus Auxiliares
A verdade prática apresenta três pontos fundamentais para a compreensão da presente lição, são elas: Deus chama, Deus capacita e Deus envia. Sobre o chamado no contexto Sagrado três são os tipos de chamado: o primeiro chamado é para a salvação, o segundo chamado é para servir e o terceiro chamado é para ser glorificado. A capacitação é o período em que o servo agrega habilidades e competências para a execução do ministério no qual foi chamado.
Em sua liderança Moisés apresenta uma falha enorme a de querer guiar o povo sozinho sem auxiliares, porém ao contrário apresenta uma enorme capacidade de liderança ao aceitar o conselho do seu sogro Jetro. A conclusão que se tira deste anunciado é que o líder não poderá acumular atividades excessivas e que a liderança eficiente e eficaz é aquela presidida por pessoas que sabem ouvir os verdadeiros conselheiros.
O líder tem como missão planejar, organizar e guiar. Na Bíblia há inúmeras citações exemplificadas por seres humanos que serviram a Deus com sinceridade. E de maneira eficiente e eficaz agradaram ao Senhor.
Para uma liderança ser eficiente é necessário que haja harmonia na comunicação, fidelidade ao compromisso assumido e existência de uma visão, pois sem visão não há liderança.
I – O TRABALHO DO SENHOR E OS SEUS OBREIROS.
1- Despenseiro e não dono (Êx 18.13-27).
2- Falta de percepção do líder (Êx 18.14,17).
3- O líder necessita de ajudantes (Êx 18.18).
Comentário:
Liderar um grupo requer habilidades e conhecimento. As habilidades são fundamentais para um bom entrosamento entre líderes e liderados. Já o conhecimento é fundamental para saber conduzir o grupo. Porém, ninguém lidera com apenas o conhecimento, pois a este seguem a perspectiva e a atitude.
O obreiro que reconhece o chamado de Deus possui como qualidades eminentes; fidelidade, submissão, temperança (Tt 1.8), é sincero, reto, temente a Deus e desvia se do mal (Jô 1.1).

Responsabilidade do Obreiro.
Existem na Bíblia figuras que representam a missão do obreiro.
Em Isaías 43.10, diz; Vós sois as minhas testemunhas... Toda testemunha tem como responsabilidade testificar de algo ou de alguém. Logo o obreiro tem como missão testificar do Reino de Cristo.
Em Mateus 5.13, diz; Vós sois o sal da terra... O sal só é fazendo. O obreiro só é obreiro se fazer a preservação.
Em Mateus 5.14, diz; Vós sois a luz do mundo... Aqui estar mais uma missão do obreiro iluminar.
Em João 15.5, diz; Eu sou a videira, vós, as varas... Segundo o texto lido se as varas estiverem ligas ou unidas na videira, produzirão frutos. O obreiro tem como missão produzir frutos.
Em 2 Coríntios 3.2, diz; vós sóis a nossa carta... A carta instrui, logo o obreiro tem como missão instruir aqueles que estão ligados diretamente ou indiretamente a sua pessoa.
Em 2 Coríntios 5.20, diz; de sorte que somos Embaixadores... O obreiro é representante direto de Cristo Jesus.
Em 1 Pedro 4.10, diz; cada um administre aos outros...O mordomo tem como função básica distribuir. O obreiro como mordomo de Cristo tem a missão de distribuir aos outros o dom como recebeu, como bons despenseiros da multiforme graça de Deus.
Por acumular atividades e por não ter um momento específico para refletir sobre suas ações o líder perde a capacidade de aprender pelos sentidos. A falta de percepção é a ausência de habilidades que outorgue conhecimento ao líder, sendo que este conhecimento é proveniente dos sentidos (tato, paladar, olfato, audição e a visão).
O sucesso da liderança se encontra no grupo de apoio. Não há um líder bem-sucedido sem um grupo de auxiliares (Davi tinha Joabe e Jesus possuía doze apóstolos).
II – OS AUXILIARES DE MOISÉS NO MINISTÉRIO.
1- Deus levanta auxiliares (Êx 18.21).
2- Os auxiliares de Moisés (Êx 18.25).
Comentário:
Moisés de fato era o líder de Israel, porém, conforme o conselho de Jetro ele deveria separar homens capazes, homens tementes a Deus, homens de verdade, homens que aborreces a avareza para auxiliá-lo na liderança da nação escolhida, e uns estaria na frente de mil, outros de cem, outros de cinquenta e outros de dez (Êx 18.21).
Lição maravilhosa tirada de Êxodo 18.21 é a limitação do líder em número de pessoas que estarão na sua responsabilidade. Há líderes que tranquilamente conduzirá mil pessoas, porém a outros que com tranquilidade conduzirá no máximo dez. Sendo mil ou dez, todo líder necessitará de auxiliares.  Nos dias atuais o pastor como líder do rebanho terá como auxiliares:
O diácono. A palavra no grego tem como significado servo. A missão do diácono conforme o texto de Atos 6. 1-6 é servir às mesas e cuidar das viúvas. Há exemplo de excelentes diáconos na Bíblia, Estevão e Filipe.
O presbítero. A palavra no grego quer dizer o mais idoso. O presbítero é indicado no Novo Testamento como pastor, como educador cristão e ainda como administrador dos bens materiais da congregação.
O evangelista. No grego indica o mensageiro de boas novas. É o missionário da igreja local que leva o evangelho a lugares que necessitam ouvir a mensagem da salvação. Também é considerado o melhor amigo do pastor.
III – QUALIDADES DE MOISÉS COMO LÍDER.
1- Mansidão e humildade (Nm 12.3).
2- Piedoso e obediente.
3- File (Nm 12.7; Hb 3.2,5).
Comentário:
Mansidão é a capacidade de enfrentar problema sem que se perca a calma. O problema é existente, porém a tranquilidade do líder é apaziguadora.
Humildade é a demonstração da personalidade e do caráter da pessoa de forma que a submissão é notória e autêntica.
Piedade indica amor e respeito. Moisés amava e respeitava o povo que estava sobre os seus cuidados.
Obediência é fazer com que o confiado seja concretizado. O pecado entrou na humanidade porque Adão representante da Aliança das obras desobedeceu a Deus.
Fiel é aquele que não retrocede a uma ordem. Vive conforme o que ensina e ensina o que vive.
Mais uma palavra
Três são as características básicas na vida de um obreiro eficaz. São elas; boa reputação, cheio do Espírito Santo e cheio de sabedoria.
Boa reputação relaciona se ao posicionamento ético e moral do obreiro. Ou seja, que este tenha boa fama na sociedade.
Cheio do Espírito Santo se relaciona com o recebimento do batismo e também indica que o ministério será profético sob a inspiração do Espírito Santo.
Em suma o obreiro deve ser sábio. A sabedoria indica a capacidade de julgar corretamente e agir prudentemente.

terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

AÇÕES DE JESUS AO CURAR


AÇÕES DE JESUS AO CURAR

1- E alguns dias depois entrou outra vez em Cafarnaum, e soube-se que estava em casa.
2- E logo se ajuntaram tantos, que nem ainda nos lugares junto à porta cabiam; e anunciava-lhes a palavra.
3- E vieram ter com ele conduzindo um paralítico, trazido por quatro.
4- E, não podendo aproximar-se dele, por causa da multidão, descobriram o telhado onde estava, e, fazendo um buraco, baixaram o leito em que jazia o paralítico.
5- E Jesus, vendo a fé deles, disse ao paralítico: Filho, perdoados estão os teus pecados.
6- E estavam ali assentados alguns dos escribas, que arrazoavam em seus corações, dizendo:
7- Por que diz este assim blasfêmias? Quem pode perdoar pecados, senão Deus?
8- E Jesus, conhecendo logo em seu espírito que assim arrazoavam entre si, lhes disse: Por que arrazoais sobre estas coisas em vossos corações?
9- Qual é mais fácil? Dizer ao paralítico: Estão perdoados os teus pecados; ou dizer-lhe: Levanta-te, e toma o teu leito, e anda?
10- Ora, para que saibais que o Filho do homem tem na terra poder para perdoar pecados (disse ao paralítico),
11- A ti te digo: Levanta-te, toma o teu leito, e vai para tua casa.
12- E levantou-se e, tomando logo o leito, saiu em presença de todos, de sorte que todos se admiraram e glorificaram a Deus, dizendo: Nunca tal vimos. (Mc 2.1-12).
Duas são as ações produzidas por Jesus no momento em que Ele ministrava a cura sobre os enfermos. Primeiramente Jesus perdoava os pecados para em seguida ministrar a cura física.
PANORAMA DO TEXTO
O texto apresenta algumas curiosidades que terão destaque especial no presente estudo. Primeiramente o paralítico era um indivíduo sofredor, em segundo mesmo sendo sofredor o paralítico não era um ser desamparado, e em terceiro a entrada na casa para a obtenção do milagre foi cheia de dificuldade, porém a saída foi triunfante.
1- Sofredor incapacitado. Paralítico é a pessoa que não possui os membros em funcionamento eficiente, logo a incapacidade é notória para a execução das atividades. Se as atividades não poderiam ser realizadas pelo paralítico isto indica que ele era uma pessoa dependente de outras para ter suas necessidades supridas. Incapaz e dependente dos outros resulta em sofrimento. Por ser paralítico o homem era incapaz e também era sofredor.
2- Sofredor, mas não desamparado pelos amigos. Em tudo somos atribulados, mas não angustiados; perplexos, mas não desanimados; perseguidos, mas não desamparados; abatidos, mas não destruídos (2 Co 4.8,9). Paulo escreveu à igreja de Coríntios afirmando a existência da perseguição, porém deixou registrado que a igreja não estava desamparada.
O paralítico era sofredor, porém não estava desamparado, pois ele tinha amigos. O cultivo da amizade segundo Salomão outorga o surgimento de um irmão na angústia (Pv 17.17). O cultivar a amizade se concretiza na doação de atenção e tempo. O próprio Deus outorga valor à amizade, pois Ele chamou Abraão de amigo (Is 41.8). E com os ensinos do apóstolo Paulo torna-se notório que o amigo não desampara o companheiro, mas se faz presente no momento da angústia e torna-se útil para o ministério (2 Tm 4.9-11).
Quatro pessoas proporcionaram ajuda e foram fundamentais na cura do paralítico.
3- Entrada dificultosa, saída triunfante. O Senhor guardará a tua entrada e a tua saída, desde agora e para sempre (Sl 121.8). Entrada abençoada não quer dizer entrada triunfante. Com José torna-se notório que a entrada poderá ser cheia de dificuldades, por exemplo: ser humilhante, ser árdua e sem expectativas.
Já com o paralítico percebe se que não havia possibilidades para acesso ao recinto, pois estava ali uma multidão. Sendo a multidão um empecilho o paralítico e seus amigos não desistiram, mas encontraram o meio certo para chegar se a Cristo. Por fim, a entrada foi recheada de dificuldades, mas a saída foi triunfante, pois o homem que chegou naquela casa, carregado por quatro amigos saiu dali carregando a sua cama.
A aplicação clara do texto permite entender que os empecilhos de outrora se tornarão em plateia da pessoa triunfante.
JESUS PERDOANDO PECADOS.
Os escribas acertaram que só Deus pode perdoar pecados, porém erram em não saber que Jesus é Deus.
Duas explicações são fundamentais para entender porque Jesus primeiramente perdoava os pecados para depois ministrar o milagre físico. Como primeira explicação por ser o pecado um empecilho à vontade de Deus. E como segunda explicação sendo a pessoa curada espiritualmente se abria a porta para a cura física.
A entrega de Jesus na cruz foi para que a humanidade viesse à presença de Deus. Com o pecado original a incapacidade e a depravação tornaram em elementos presentes na vida humana. Em suma, o ser humano é incapaz de salvar-se a si mesmo, isto é, incapacidade total. E toda natureza humana foi atingida pelo pecado e, isto é, depravação total. Os resultados do pecado original foram: a culpa, a corrupção e a morte.
O pecado leva o indivíduo à condição de separado da presença de Deus. Por isso, Jesus curou o paralítico para que ele se aproximasse da presença de Deus.
JESUS CURANDO OS ENFERMOS
1- Autoridade de Jesus. A autoridade do Messias se manifesta nas seguintes circunstâncias:
a) No perdoar pecados – autoridade de Deus.
b) No curar as pessoas – autoridade sobre as enfermidades.
c) No expulsar demônios – autoridade sobre o mundo espiritual.
d) No acalmar o vento – autoridade sobre a natureza.
e) Em possuir a chave do inferno e da morte – autoridade sobre a morte e o inferno.
2- Curas efetuadas por Jesus. Outro fato marcante do ministério de Jesus é que os milagres operados por Ele possuem quatro categorias.
1ª categoria é o de Curas. A narrativa dos evangelhos citam trinta e cinco milagres operados por Jesus, com o seguinte objetivo “creiais que Jesus é o Cristo, o filho de Deus”.
2ª categoria é o de Libertação. Nesta categoria os evangelistas registraram que Jesus não só expulsava demônios, mas também perdoava os pecados.
3ª categoria é o de Autoridade sobre a natureza. Jesus acalmou o vento e transformou água em vinho.
4ª categoria é o de ressurreição. Jesus deu de volta a vida para pessoas que a tinha perdido, por isso a bíblia diz; que Jesus é a ressurreição e a vida.

sábado, 8 de fevereiro de 2014

Jó e sua esposa: das percas a restituição


Jó e sua esposa: das percas a restituição
Jó é um bom exemplo de pessoa que compreendeu a alegria do Senhor. Ele perdeu tudo o que tinha, mas não a sua integridade com Deus, pois a alegria do Senhor o sustentava. Jó era o homem mais rico do Oriente (Jó 1.3), mas por provação de Deus teve como dissabor perder tudo que possuía. Em sua soberania, Deus permitiu que o patriarca fosse provado, para mostrar a Satanás que o homem que confia no Senhor pode perder tudo o que possui, mas nunca deixará de confiar em Deus.
I – O DIA DA ANGÚSTIA.
O profeta Naum escreveu “O Senhor é bom, uma fortaleza no dia da angústia, e conhece os que confiam nele” (Na 1.7). Já o monarca e sábio Salomão assim expressou sobre o dia da angústia: “Se te mostrares frouxo no dia da angústia, a tua força será pequena” (Pv 24.10).
1- Mensageiro de más notícias. O dia angústia é desenrolado por notícias indesejáveis. Assim ocorreu com o patriarca Jó, pois naquele dia só chegaram a ele pessoas para lhe informar sobre as percas.
Por fim, o dia da angústia é também o dia de más notícias.
2- As quatro percas de Jó. A provação do patriarca se resume na palavra perca e elas foram:
A primeira perca foi a dos bens matérias: em questão de segundos o patriarca perdeu toda riqueza.
Quinhentas juntas de bois e as quinhentas jumentas foram tomadas pelos sabeus (notáveis por suas riquezas e por suas mercadorias).
Sete mil ovelhas foram queimadas por fogo que desceu do céu.
Três mil camelos foram tomados pelos caldeus.
Segunda perca foi a morte de seus filhos: antes que o terceiro mensageiro terminasse a mensagem, o quarto já aproximava e transmitia a mais dolorosa de todas as más notícias daquele dia: “a morte dos filhos”.
A terceira foi a perca da saúde: Jó foi ferido com uma chaga maligna da cabeça aos pés.
A quarta perca foi a do incentivo da esposa: as palavras da esposa de Jó foram: amaldiçoa a Deus e morre (Jó 2.9).
Em suma, o dia da angústia é o dia de percas.
II – A PERCA DA ESPERANÇA.
“Amaldiçoa a Deus e morre”. Estas palavras da esposa de Jó indica que ela não tinha mais esperança, ou seja, ela não acreditava na mudança da situação. Para ela o certo era que seu esposo morreria. Ele não resistiria à situação, pois estava se agravando.
Mas, o patriarca Jó pensava diferente “sei que meu Redentor vive” (Jó 19.25). Para que o milagre ocorra é necessário que haja confiança nas promessas de Deus.
A esperança de Jó era tão notável que ele permaneceu íntegro ao Senhor mesmo com tantas percas. Pessoas que não são firmes nas promessas em meio as tribulações se afastam do Senhor. Isto ocorre porque tais indivíduos não estão firmados na Rocha que é Jesus.
III – A RESTITUIÇÃO.
Deus abençoou a Jó de maneira que ele recebeu tudo em dobro. Porém, isto ocorreu após a oração de Jó por seus amigos. Um empecilho grave que impede os cristãos de serem abençoados é a negligência a oração. E outro empecilho é a oração limitada também conhecida como a oração para o eu: eu quero, eu preciso. Entretanto com o patriarca Jó a lição é diferente, pois é necessário orar e orar por amigos que nos abandonaram em momentos difíceis ou foram acusadores e não apoiadores.
Portanto, da vivência de Jó fazendo aplicação à nossa vida deveremos entender que tudo ocorre para o nosso bem (Rm 8.28).

sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

Subsídio da lição de EBD: Os Dez Mandamentos do SENHOR.


Subsídio da lição de EBD: Os Dez Mandamentos do SENHOR.
O relacionamento entre Deus e Israel teve seu auge no momento em que Deus outorgou o decálogo a Moisés (Êx 20.1-17), ensinado aos israelitas que na vida há deveres e direitos.
Segundo os versículos um ao sete é dever de todo o povo israelita adorar e respeitar o nome de Deus. Já nos versículos seguinte encontramos os direitos que são; direito ao descanso (v.7), direito ao respeito na própria casa (v.12), direito a vida (v.13), direito a fidelidade conjugal (v.14), direito a segurança (v.15) e direito ao respeito na sociedade (vv.16,17).
I – PROPÓSITO DA LEI.
1- O Decálogo (Êx 20.3-17).
2- Objetivos do Concerto divino.
Comentário:
O decálogo é um resumo da lei moral de Deus. Dez mandamentos em duas tábuas. Do primeiro ao quarto mandamento na primeira tábua. Do quinto ao décimo na segunda tábua. Na primeira tábua encontrava os mandamentos que estavam diretamente relacionados com a vida do indivíduo para com Deus com direção vertical. Já a segunda tábua com sentido horizontal trata dos mandamentos que outorgam ligação entre o indivíduo e o seu próximo. O decálogo corresponde com a ética cristã: amar a Deus acima de todas as coisas (sentido vertical) e amar o próximo como a si mesmo (sentido horizontal).
Os motivos do decálogo são tríplices:
Prover um padrão de justiça, pois os dez mandamentos proporcionam a formação do caráter e da conduta do ser humano. O caráter corresponde com o modo de ser de cada indivíduo. E a conduta corresponde com o modo de agir. Ambas se definem no Ser e no Fazer.
Identificar e expor a malignidade do pecado, pois os dez mandamentos expõe os seguintes tipos de pecado: idolatria, desrespeito, desonra, assassinato, traição, roubo, concupiscência...
Pecado é tudo aquilo que separa o servo do seu Senhor. Logo, os dez mandamentos tem como propósito identificar o pecado, por isso, Paulo escreveu “pela lei vem o conhecimento do pecado” (Rm 5.20).

Revelar a santidade de Deus, Deus é Santo e isto se torna evidente com os dez mandamentos. Pois, se a lei revela o pecado e requer que aquele que aproxima de Deus não peque, logo se conclui que Deus é Santo.
Algo a mais
A TUTORIA DA LEI.
A Lei revela a justiça de Deus. Logo que a lei revela a justiça divina também demonstra a injustiça por parte dos homens. “Estávamos sobre a custódia da lei” isto indica que a lei aprisionava os homens por serem os mesmos injustos.
A injustiça humana era notável até mesmo na vida de personagens que viviam em conformidade com Deus. Por exemplo: Noé após o dilúvio ao se embriagar (Gn 9.21), Abraão ao mentir (Gn 12.11-13; 20.2), Davi ao transgredir cinco dos dez mandamentos (2 Sm 11.4,14,24,27), Uzias ao agir como sacerdote (2 Cr 26.16), dentre outros casos.
Em suma, a lei indicava que os homens eram injustos em suas obras e incapazes de se salvarem, sendo que a justiça de Deus se manifesta na pessoa e na obra de Jesus Cristo.
A lei é responsável pelo ensino até a manifestação de Cristo. Anterior ao ministério do Senhor Jesus a lei definia a educação dos judeus o que Calvino vai considerar com a infância.
Calvino ainda dizia que a lei era o gramático da teologia que ao conduzir a criança até certo ponto os entregavam a fé que completava a graduação das pessoas. Para ele o apóstolo “Paulo associou os judeus a crianças por viverem conforme os ensinos da lei, e nós os da graça com a fase adulta”.
II – OS DEZ MANDAMENTOS (Êx 20. 1-17).
1- O primeiro mandamento.
2- O segundo mandamento.
3- O terceiro mandamento.
4- O quarto mandamento.
Comentário:
O primeiro mandamento indica que Deus é único. O segundo mandamento indica que não há por parte humana um meio para descrever em fórmula a pessoa de Deus. O terceiro mandamento indica que o nome de Deus representa Ele mesmo, por isso, é necessário respeito ao usar o nome do Senhor.
Já o quarto mandamento guardar sábado é o único não citado no Novo Testamento. Isto por que este mandamento era um sinal para os israelitas. A lição que se pode tirar deste mandamento para os dias atuais está no significado da palavra sábado que quer dizer cessar ou interromper, isto é, o ser humano não poderá ser escravo do trabalho.
Porém, no que corresponde ao guardar o sábado como meio de salvação há um equivoco, pois a salvação só é possível pelo sacrifício de Cristo na cruz. Na Nova Aliança o guardar o sábado não é uma obrigação.
III – A CONTINUAÇÃO DOS MANDAMENTOS DIVINOS.
1- O quinto mandamento.
2- O sexto mandamento.
3- O sétimo mandamento.
4- O oitavo mandamento.
5- O nono mandamento.
6- O décimo mandamento.
Comentário:
A perfeita relação entre pais e filhos está inserida nos dez mandamentos. A ética cristã está associada a duas dimensões: divina e humana. A ética na sua dimensão humana inicia-se com o relacionamento entre filhos e pais.
Sexto mandamento corresponde com o direito à vida. Por isso, assumimos um compromisso em favor da vida e totalmente contra o aborto e a eutanásia.
Sétimo mandamento corresponde com o direito à fidelidade do cônjuge. Porém, torna se fundamental entender que às traições ocorrem mais por dois motivos básicos: concupiscência e carência.
Oitavo mandamento corresponde com o direito de possui o que lhe pertence e não ser obstruído por outros.
Nono mandamento com o direito a não difamação.
Décimo mandamento com o respeito ético a tudo que pertence ao próximo.

terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

AÇÕES DE JESUS NA SINAGOGA.


AÇÕES DE JESUS NA SINAGOGA.
Entraram em Cafarnaum e, logo no sábado, indo ele à sinagoga, ali ensinava.
E maravilharam-se da sua doutrina, porque os ensinava como tendo autoridade, e não como os escribas.
E estava na sinagoga deles um homem com um espírito imundo, o qual exclamou, Dizendo:
Ah! que temos contigo, Jesus Nazareno? Vieste destruir-nos? Bem sei quem és: o Santo de Deus.
E repreendeu-o Jesus, dizendo: Cala-te, e sai dele.
Então o espírito imundo, convulsionando-o, e clamando com grande voz, saiu dele.
E todos se admiraram, a ponto de perguntarem entre si, dizendo: Que é isto? Que nova doutrina é esta? Pois com autoridade ordena aos espíritos imundos, e eles lhe obedecem!
E logo correu a sua fama por toda a província da Galiléia. (Mc 1.21-28).
Segundo dados históricos as sinagogas que significa assembleia ou congregação, teve origem no período em que os judeus estavam exilados na Babilônia.  Os judeus para serem edificados espiritualmente conforme as suas práticas acharam por bem construir locais para reuniões espirituais e também para discutirem questões sociais e, entre elas o futuro de seus filhos, pois a sinagoga era um lugar especifico para a educação das crianças.  Jesus em seu ministério público, isto é, o período que Jesus outorgou tempo para propagar as boas novas de Justiça a todos os homens viu as sinagogas com dois objetivos básicos: ensinar e curar. (Lc 6.6-11).
SINAGOGA CASA DE REUNIÃO
Jesus sendo o Mestre dos mestres poderia muito bem não comparecer nas Sinagogas, porém o Mestre Jesus não estava em busca de aplausos e nem mesmo atrás de novidades correlacionadas com a informação. A pretensão de Jesus era outorgar conhecimento sobre o Reino de Deus e outorgar paz para as almas aflitas (Mc 1.21; Mt 11.28).
1- Sinagoga versus o Templo. Na narrativa bíblica percebe-se que as sinagogas eram bem distintas do templo. No templo ocorriam os sacrifícios e rituais conforme a Lei. Já nas sinagogas as orações e pregações eram realizadas constantemente.
O templo era único, enquanto as sinagogas estavam espalhadas por toda região onde houvesse judeus. Logo, o templo se restringia a poucos, já a sinagoga era o lugar certo para a compreensão de Deus e da sua vontade. No templo se reunia a elite judaica, porém na sinagoga estavam pessoas com prontidão para aprenderem a Lei.
No templo havia três portas conhecidas pelos seguintes nomes: Caminho, Verdade e Vida. A porta conhecida como caminho conduzia o bom judeu ao sacrifício e a purificação. Já porta conhecida como Verdade conduzia o judeu a uma vida de oração e de satisfação. Por fim, a porta conhecida como Vida indicava a presença de Deus. No lugar Santo do Santo apenas o sumo sacerdote poderia chegar e apenas uma vez por ano tendo uma corda marrada ao seu corpo caso estivesse em pecado fosse tirado puxado pelos sacerdotes.
As mulheres não podiam de maneira alguma tomar frente dos trabalhos nas sinagogas. Para elas cabia ouvir e aprender sem manifestação alguma. Caso houvesse quinhentas mulheres presentes e menos de dez homens a realização da atividade do dia não poderia ser iniciado.
PRIMEIRA AÇÃO DE JESUS NA SINAGOGA – ENSINO.
Paulo escreveu: “se é ensinar, haja dedicação ao ensino” (Rm 12.7). Ninguém ensinou e nem falou como Jesus, assim concluíram os oficiais que foram até Ele para prendê-lo (Jo 7.46). Conforme Mc 1.22, Jesus ensinava como tendo autoridade e o seu ensino era diferente dos ensinos dos escribas.
Os escribas do período de Jesus não tinham autoridade no ensino por três motivos: não dedicavam ao ensino, não eram humildes e não conheciam de fato o motivo pelo qual foram chamados. Como escribas eles deveriam saber a real motivação que levou a ser escrito o livro de Jonas. O livro de Jonas foi escrito para servir de estímulo a qualquer mestre ou professor a melhorar seus métodos de ensino, pois tal livro é didático e os escribas deveriam conhecer o propósito pelo qual foram vocacionados, porém Jesus é o Mestre dos mestres.
Em seu ministério Jesus ministrou os ensinos bíblicos com quatro propósitos definidos. O primeiro propósito foi ensinar sobre o Reino de Deus. O segundo propósito dos ensinos do Mestre foi discipular pessoas para que estas viessem a serem alicerçadas com e pelo autêntico ensino do Evangelho. Terceiro propósito do ensino de Jesus era preparativo, isto é, Jesus ensinava para enviar seus discípulos. E por fim, o quarto propósito era ensinar sobre os assuntos escatológicos.
Em suma, os ensinos de Jesus despertava a admiração por parte do público.
SEGUNDA AÇÃO DE JESUS NA SINAGOGA – LIBERTAR.
Entre os presentes na sinagoga havia um homem cativo por espírito imundo. O ensino produzido por Jesus provocou a manifestação demoníaca de forma que o espírito imundo “exclamou, dizendo Ah! Que temos contigo, Jesus Nazareno? Vieste destruir-nos? Bem sei quem és: o Santo de Deus” (Mc 1.24).
O presente texto (Mc 1.24-26) deixa bem nítida algumas verdades:
A primeira verdade estar relacionada com a quantidade de demônios. Marcos escreve primeiramente “espírito imundo”, porém, dando continuidade ele narra a fala do espírito no plural “temos... destruir-nos”, logo se conclui que havia demônios e não um demônio.
Já a segunda verdade é o repúdio a Cristo por parte dos demônios.
Terceira verdade estar relacionada com o reconhecimento da santidade de Jesus por parte do espírito imundo. O ser humano que quer viver em santificação desperta o ódio e o desespero aos espíritos imundos.
Já a última verdade se resume com a autoridade de Jesus sobre os espíritos imundos. A igreja tem que saber que o nome de Jesus é poderoso para libertar todos aqueles que necessitam de milagre.
Portanto, assim como Jesus ensinou e libertou na sinagoga nos dias atuais a igreja precisa compreender que a missão continua sendo a mesma. Quando o evangelho é ensinado pelos obreiros da igreja moderna Jesus estar trabalhando e agindo para o bem daqueles que nEle espera, por isso, é necessário que a igreja continue firme e constante, sempre abundante na obra do Senhor (1 Co 15.58).

segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

Subsídio da lição de EBD: A Peregrinação de Israel no Deserto até o Sinai.


Subsídio da lição de EBD: A Peregrinação de Israel no Deserto até o Sinai.
Para início de contato a seguinte indagação torna-se fundamental: Por que estudar o Antigo Testamento? Os argumentos serão: quantidade, autoridade, unidade e utilidade.
O primeiro argumento quantidade torna-se notório pelos três quartos (3/4) que o Antigo Testamento representa da Bíblia.
Já sobre a autoridade percebe-se pela narrativa dos evangelistas em que Jesus e os apóstolos outorgam valor à mensagem do Antigo Testamento (Mt 5.17,18).
Uma terceira razão é a unidade, pois há nos dois Testamentos uma interação em mensagem e em propósito (Hb 1.1,2). O Antigo Testamento não é anulado pelo Novo e assim vice versa.
E por última razão está a utilidade da mensagem, por exemplo, Deus conduziu os israelitas no deserto, logo se conclui que Deus conduzirá a sua Igreja. Da mesma forma que Deus levantou pessoas certas para estarem na liderança dos israelitas nos dias hodiernos também haverá pessoas de Deus para auxiliarem a condução do novo Israel pelos caminhos da vida.
I – ISRAEL PEREGRINA PELO DESERTO.
1- Israel chega a Mara (Êx 15.23).
2- Rumo ao Sinai (Êx 16.1).
Comentário:
Mara do hebraico quer dizer amargoso, o surgimento do termo está associado com o poço de água salobra no deserto de Sur. O deserto de Sur ficava entre o Egito e a Palestina e conforme o termo original quer dizer muralha. Para os israelitas a certeza da presença de Deus era notória, pois o que eles presenciaram no Mar Vermelho foi à mão de Deus. Porém, agora estava em um deserto conhecido como muralha e seriam provados por meio de um poço de água salobra. Sempre após uma conquista haverá um teste final. Os israelitas em sua maioria murmuraram, ou seja, foram reprovados.
 O maná não foi um fenômeno natural... Foi uma provisão. Sobre providência cabe entender que é um dos decretos de Deus. Decreto este em que Deus governa o mundo e de fato governa suprindo as necessidades dos seus.
Foram quarenta anos no deserto e em média foram três milhões de pessoas que saíram do Egito. E agora? Comer o que? Viver de qual maneira? O que Israel deveriam fazer era confiar no Senhor. Pois, o maná que tem como significado o que é isto? Passou a ser o mantimento diário dos israelitas no deserto. Assim como os israelitas necessitavam do maná diariamente, também a igreja necessita da presença de Jesus diariamente.
II – ISRAEL NO MONTE SINAI.
1- O monte Sinai (Êx 19.2).
2- A peregrinação no Sinai.
Comentário:
Os anos dos israelitas no deserto ensinam cinco limites humanos que são:
1-  Limite em confiar. Logo após a travessia do mar vermelho que foi precedido pelo cântico de Moisés e pela dança de Miriam com as mulheres israelitas é revelado o primeiro limite de uma pessoa que estar no deserto o de confiar. Pela primeira vez é citado o que tornou presente na palmilhação dos israelitas no deserto (Ex 15.24), a murmuração, que neste caso foi com a seguinte pergunta: o que havemos de beber? Demonstração direta que o povo não confiava em Deus que os tirou do Egito.
2- Limite em participar. Já nos capítulos dezenove e vinte de Êxodo o povo israelita tem a oportunidade de ouvir a voz de Deus, porém os mesmos disseram a Moisés: Fala tu conosco, e ouviremos; e não fale Deus conosco, para que não morramos (Ex 20.19). O povo não conseguiu se relacionar com Deus que os tinha tirado do Egito. Logo o que impede o indivíduo relacionar com Deus é o pecado.
3- Limite em conquistar. De doze homens que foram enviados para espiar a terra de Canaã apenas dois continuaram crendo que a conquista seria real, pois quem tinha prometido era o criador dos céus e da terra. Mas os outros tiveram medo dos habitantes da terra que eram poderosos e gigantes, e cujas cidades eram fortes e grandes (Nm 13.28,33). O terceiro limite do povo israelita no deserto é o medo. Se Deus é por nós o que temeremos?
4- Limite em socializar. Corá, Datã e Abirão são exemplos de pessoas que não possuí habilidades para o relacionamento. Estes levantaram contra a liderança de Moisés, porém ao mesmo tempo estava levantado contra a direção de Deus (Nm 16.1-3). Pois, quem tinha escolhido e enviado a pessoa de Moisés para guiar o povo no deserto foi o Deus de Abraão, de Isaque e de Jacó.
5- Limite em Ouvir. Os israelitas poderiam ouvir as palavras de Calebe “Subamos animosamente e possuamo-la em herança; porque, certamente, prevaleceremos contra ela” (Nm 13.30). Deste episódio suje a seguinte pergunta: a quem estamos escutando? Os que creem na promessa? Ou os que têm medo dos gigantes?
III – A IDOLATRIA DOS ISRAELITAS.
1- O bezerro de ouro (Êx 32.2-6).
2- Cuidado com a idolatria.
3- A idolatria no coração.
Comentário:
A idolatria surge no Período do Dilúvio a Abraão. A narrativa histórica expõe que a construção da torre de babel se formalizaria em culto idólatra. Portanto, aqui suje a idolatria no contexto histórico da humanidade.
Imagine quantas consequências à humanidade já sofreu por causa do pecado de idolatria adorando aquele que não nada pode fazer (Sl 115. 4-8).
Todavia, um ídolo é tudo aquilo que ocupa o lugar de Deus na vida humana – Antônio Gilberto.