Deus é Fiel

Deus é Fiel

domingo, 9 de novembro de 2014

EBD: Integridade em tempos de crise



A presente lição tem como palavra chave, integridade. Palavra que é definida por caráter, qualidade de uma pessoa íntegra, honesta, incorruptível, cujos atos e atitudes são irrepreensíveis.
Já a verdade prática afirma que a integridade deve ser a nossa marca, compreender igualmente coração, mente e vontade. Portanto, a integridade está diretamente associada com as faculdades da alma, que são: emoção, conhecimento e vontade.
Ao contrário de Salomão o profeta Daniel na sua velhice não se distanciou de Deus e nem sentiu se ameaçado ao ponto de parar suas atividades espirituais. Por isso, mesmo sendo um homem idoso, o profeta Daniel permaneceu no que tinha aprendido e ensinado no longo dos seus dias de juventude.

Os reis a quem Daniel serviu
Nabucodonosor - Babilônia
Capítulos 1-4
O fato da fornalha.
Nabucodonosor e os sonhos.
Nabucodonosor tornou-se insano por sete anos.
Belsazar – Babilônia
Capítulos 5,7,8
Descrição do fim do império Babilônico.
Dario – Medo-Persa
Capítulos 6,9
Daniel na cova dos leões.
Ciro – Medo-Persa
Capítulos 10-12
O retorno dos exilados.


I – DANIEL, UM HOMEM ÍNTEGRO EM UM MEIO POLÍTICO CORRUPTO (Dn 6.1-6).
1- Dario, reorganiza o governo e delega autoridade administrativa.
2- Daniel se torna alvo de uma conspiração (Dn 6.4,5).
3- O perigo das confabulações políticas.
Comentário:
As ofertas do palácio tinham como objetivo corromper aqueles que provindos de outras culturas, viesse a desenvolver em meio ao convívio dos medos-persas. Porém, Daniel em sua carreira política (assim podemos afirmar, pois Daniel foi escolhido com mais cento e dezenove – 119 – príncipes, sendo o profeta inserido com mais dois para supervisionar os demais, mas com pouco tempo Daniel chamou atenção de Dario que constitui o profeta sobre todo o reino), não se corrompeu, mas permaneceu firme e fiel a Deus.
Os demais príncipes em busca do poder, foram motivados por ciúme e por inveja a destruírem a carreira de Daniel. A conspiração ao profeta Daniel seria desenvolvida por meio dos erros cometidos pelo profeta na atividade pública, porém, não encontraram nada que poderia incriminar a moral de Daniel.
O cristão tem como dever no atual cenário político do Brasil e do Mundo, conhecer o sistema político, econômico e social que regem as ações políticas, e também como missão orar por homens e mulheres que se colocaram à disposição do Reino de Deus para instruir por meio de cargos públicos os princípios da Sagrada Escritura.
Não encontrando erros na atividade pública de Daniel os príncipes buscaram na prática religiosa do profeta a condenação.
II – DANIEL, UM HOMEM ÍNTEGRO QUE NÃO TRANSIGIU COM SUA FÉ EM DEUS (Dn 6.10-16).
1- Nenhuma trama política mudaria em Daniel o seu hábito devocional de oração (Dn 6.10).
2- A momentânea vitória dos conspiradores.
3- Preservando a integridade (Dn 6.18-22).
Comentário:
No segundo tópico a palavra integridade terá como significado na vida de Daniel, solidez, isto é, todo o ser de Daniel estava envolvido com a pessoa de Deus. Logo, os inimigos do profeta conseguiram a aprovação de uma lei para limitar o agir de Daniel ou até mesmo a condenação à morte. Caso Daniel temesse a lei aprovada ele não oraria por um período de trinta dias, se caso continuasse a orar, seria condenado à morte.
Com Daniel se aprende que é possível ser íntegro em meio à corrupção, e pessoas íntegras não escondem nada de ninguém, pois, suas vidas são transparentes.
III – DANIEL NA COVA DOS LEÕES (Dn 6.16-24).
1- Daniel preferiu morrer a se dobrar diante de um edito maligno (Dn 6.16,17).
2- Daniel foi protegido da morte pelo anjo de Deus (Dn 6.22,23).
3- Deus mais uma vez foi glorificado através da vida de Daniel (Dn 6.22,23,25-28).
Comentário:
Deus não livrou Daniel dos atos de seus inimigos, mas por meio de Daniel mostrou que Ele é poderoso para ir além para defender aqueles que o teme.
Deus não livrou Daniel da cova dos leões, mas na cova Deus livrou Daniel dos leões.
Os fragmentos acima mostram que Deus está do controle de todas as coisas não importa a situação Deus está acima de tudo e de todos para abençoar os teus.
O próprio rei sabia que Deus livraria a Daniel, pois assim disse o rei: O teu Deus, a quem tu continuamente serves, que Ele te livre.
Mais uma palavra:
Porém por se tratar de uma atividade para o enlevo espiritual do cristão e ao se tratar também da aproximação para com Deus há quatro inimigos que se apresentam para impedir o diálogo entre o cristão e Deus (oração).
  Os inimigos são; pressa – para com o tempo, gasto em oração e pressa para com o tempo em receber o que foi pedido em oração; desanimo – a perca de ânimos é notável em uma sociedade materialista; distração – é interessante como crianças, celular e pensamentos conseguem tirar a atenção de alguém quando este está a orar; e cansaço – o indivíduo por ter uma vida diária cheia de compromissos à oração é deixada para o último instante do dia, logo o que restará será o cansaço. Vença os inimigos da oração, pondo em prática a oração.
 Veja os motivos que você tem para orar diariamente:
1.            Antes de tudo seja grato a Deus pelo o que Ele tem realizado e também pelas promessas que irão se cumprir em sua vida e de todos os que você ama.
2.            Apresente as suas necessidades diante de Deus.
3.            Apresente as necessidades da sua família.
4.            Apresente as necessidades da sociedade no contexto; cidade, estado e país.
5.            Apresente as pessoas que estão perecendo sem salvação.
6.            Apresente as autoridades; política, legislativa e judiciária.
7.            Clame por uma igreja unida, crescente e avivada.
 Com estes motivos de oração acredito que a sua vida devocional não será mais a mesma e você desfrutará neste pouco de tempo, um grande avivamento da parte de Deus para a sua vida.

terça-feira, 4 de novembro de 2014

Salmo 23 – O Senhor é meu Pastor


Salmo 23 – O Senhor é meu Pastor
Texto: 1- O Senhor é o meu pastor; nada me faltará.
 2- Deitar-me faz em verdes pastos, guia-me mansamente a águas tranquilas.
3- Refrigera a minha alma; guia-me pelas veredas da justiça por amor do seu nome. (Sl 23.1-3).
O Salmo 23 é o salmo de Davi mais mencionado nas reuniões cristãs. É dividido em três parágrafos, sendo que no primeiro o salmista apresenta Deus como pastor que outorga segurança, que supri as necessidades, que consola e que com autenticidade da justiça assegura tranquilidade para as ovelhas do seu rebanho.
O Senhor é meu pastor
Por mais uma vez o salmista Davi utiliza no salmo o nome Senhor, nome que descreve a aproximação de Deus para com os homens. E que descreve o cuidado especial de Deus para com todos aqueles que se aproximam dEle. E a ação graciosa de Deus é manifestada por meio deste nome no que corresponde o amor e a misericórdia.
1- Uma metáfora. Davi não tinha conhecimento que o salmo 23, se tornaria uma referência para a vida de muitas pessoas, mas tinha como objetivo louvar a Deus com a lembrança de um passado distante, ou seja, período em que o salmista cuidava do rebanho de seu pai.
Davi tinha conhecimento da ação do pastor para com o cuidado das ovelhas, por isso, o mesmo associa o cuidado de Deus para com Israel, pois o Senhor é o pastor da nação eleita e cuida com zelo daqueles que por Ele foram chamados e eleitos.
2- Uma descrição profética. Portanto, o Bom Pastor é o Senhor Jesus. O evangelista João (cap.10) registra em um dos momentos do ministério público de Jesus, onde o Messias é chamado de Bom Pastor e como Bom Pastor o Senhor Jesus daria a sua vida pelas ovelhas (Jo 10.11).
Porém, antes de se apresentar como Bom Pastor, o Senhor Jesus se apresentou como a porta. A primeira descrição de Jesus (porta) refere à entrada e saída, o que corresponde também em ser Jesus a segurança das ovelhas. Nos currais os pastores de ovelhas passavam a noite na porta do curral, lembrando que só existia uma porta, sendo que pela mesma as ovelhas entravam e saiam, e os lobos para atacarem as ovelhas teriam que passar pela porta, porém os mesmos eram impedidos porque ali estaria o pastor das ovelhas.
Na Antiga Aliança os pastores por necessidade garantiam a permaneça das suas ovelhas. Já Nova Aliança o Senhor Jesus como Bom Pastor se entregou por amor e para a salvação de suas ovelhas.
3- Um cuidado sem comparação. Pelo amor existente para com suas ovelhas, Deus outorga bênçãos inefáveis, como por exemplo: a vida, a longevidade, riquezas e honra.
3.1- A vida. Deus é quem dá e tira a vida. Vede agora que eu, eu o sou, e mais nenhum deus há além de mim; eu mato, e eu faço viver; eu firo, e eu saro, e ninguém há que escape da minha mão (Dt 32.39).
3.2- Longevidade. Umas das promessas de Deus para com aqueles que são tementes e humildes é a longevidade, isto é, a promessa de dias com maior espaço de tempo. E verás os filhos de teus filhos e a paz sobre Israel (Sl 128.6).
Para o ser humano a maior ilógica da vida seria o pai enterrar o próprio filho. Logo, Deus sabendo da grande aflição, promete aos seus a oportunidade ver os filhos de teus filhos, isto é, a possibilidade de ver as futuras gerações.
3.3- Riquezas. O Espírito Santo outorga habilidades para o ser humano desenvolver atividades necessárias para que por meio destas conquistem o suprimento necessário para a manutenção da sua própria vida. Belzalel e Aoliabe foram por Deus agraciados com sabedoria para trabalharem com ouro, prata, cobre e também foram habilitados para bordar em pano, fazendo invenções (Êx 35.30-35).
3.4- Honra. O reconhecimento é uma atitude requerida por todos e que seja proveniente da parte dos outros. Para os que temem ao Senhor e são humildes, Deus outorga honra e proporciona honra da parte dos outros.
Características das ovelhas
1- Animais medrosos. As ovelhas só se deitavam quando se sentiam seguras. Sem segurança as ovelhas não descansavam, por isso, Jesus disse que Ele é a porta, ou seja, Ele outorga segurança necessária para as suas ovelhas.
2- Sedentos por verdes pastos. As ovelhas eram mantidas com alimentos nutritivos. O cristão para continuar firme necessita receber alimento e a Palavra de Deus possui os nutrientes necessários para uma vida espiritual eficiente e eficaz.
3- Que necessitam de águas tranquilas. Águas turbulentas eram requeridas pelas ovelhas. Portanto, Davi assim escreve: guia-me mansamente a águas tranquilas.
Alma ferida
1- Alma ferida tem como significado. Inúmeras pessoas estão nestes últimos dias com a alma ferida, isto é possível porque o indivíduo é uma criatura humana com inteligência e sentimentos, é um ser vulnerável a fragilidades físicas e emocionais, e pela vida social há pessoas que sobrecarregam com emoções alheias e esquece-se de tratar das suas próprias emoções.
No salmo 31.10,12, Davi assim expressou a situação frágil que vivia: porque a minha vida está gasta de tristeza e os meus anos, de suspiro, estou esquecido no coração deles, como um morto; sou como um vaso quebrado.
A alma ferida poderá ter como causa o sentimento de culpa, o insucesso e dentre outros, a rejeição desenvolvida pelas pessoas que estão envolta do indivíduo.
2- Natureza amorosa de Deus. Com sua voz tranquila Deus outorga refrigério para as suas ovelhas e pela sua própria Natureza Deus outorga justiça.
Portanto, no salmo 23, o salmista Davi se lembra do seu passado como pastor de ovelhas (1 Sm 16.11), e faz uma metáfora falando da pessoa de Deus, como sendo o pastor que cuida do seu povo, Israel.
Também, outros dois temas importantes são compreendidos no salmo 23: as caraterísticas das ovelhas e o cuidado de Deus para com as pessoas que estão com a alma ferida.

domingo, 2 de novembro de 2014

EBD: A Queda do Império Babilônico


A presente lição tem como palavra-chave profanação. A palavra profanação tem como significado, desrespeito ou violação do que é santo.
 Para compreensão da presente lição é necessário que a interpretação do sonho de Nabucodonosor, interpretação desenvolvida por Daniel seja lembrada na introdução da presente lição.
Resumo da interpretação:
Parte
Material
Império
Período de dominação
Cabeça
Ouro
Babilônia
606-539 a.C
Braços e peito
Prata
Médio-Persa
539-331 a.C
Ventre e coxas
Bronze
Grego
331-146 a.C
Pernas e pés
Ferro e barro
Romano
146 a.C-476 d.C.
Pedra cortada...
Representa o reino de Cristo intervindo nos reinos do mundo.

Em suma, a Babilônia perderia a supremacia mundial para outro reino, representado pelos braços e pelo peito de prata, que conforme o desenrolar histórico é representado pelo império Médio- Persa fato que ocorreu nos dias em que Belsazar profanava os utensílios consagrados para a obra do Senhor, isto é, os utensílios do templo de Salomão que foram levados pelos babilônicos no cativeiro.
Com a morte de Nabucodonosor, o seu filho passou a governar em leu lugar, Evil Merodaque, que foi assassinado por seu cunhado, sendo assim Evil Merodaque foi sucedido por Nabonido, genro de Nabucodonosor. Nabonido teve como corregente o seu filho Belsazar.
I – O FESTIM PROFANO DE BELSAZAR
1- A zombaria de Belsazar.
2- A insensatez e a crueldade do autocrata Belsazar.
3- Uma festa profana.
Comentário:
Para ser bem sucedido no que faz cabe a cada indivíduo realizar a coisa certa na hora, estar no lugar certo na hora certa, falar a coisa certa na hora certa. Porém, quando o indivíduo faz a coisa errada e ainda na hora errada o caos será escrito na vida de tal pessoa, e isto foi o que aconteceu com Belsazar. O nome Belsazar significa que o deus baal proteja o rei.
Nabonido estava guerreando, enquanto seu filho Belsazar estava profanando os utensílios consagrados ao Deus de Abraão, de Isaque e de Jacó. Como regente do império Belsazar deveria auxiliar o pai na proteção, porém, o mesmo cometia ações contrárias aos desígnios de Deus.
A festa era dedicada aos deuses da Babilônia, e era desenvolvida com orgias sexuais e com o consumo de muita bebida. Porém, a situação se agravou quando Belsazar utilizou os objetos consagrados a Deus.
II – O IRREVOGÁVEL JUÍZO DE DEUS
1- O dedo de Deus escreve na parede (Dn 5.5).
2- A rainha lembrou-se do profeta Daniel (Dn 5.6-12).
3- Daniel entra na presença de Belsazar (Dn 5.13).
Comentário:
Quando Deus manifesta a sua glória é natural que haja alegria, porém quando a manifestação divina corresponde com o juízo o silêncio tomará conta do recinto, isto aconteceu com a festa que era dirigida por Belsazar. Ninguém conseguia decifrar a mensagem na parede até que a rainha lembrou-se de Daniel.
Como aplicação a presente lição ensina que Deus não se esquece daqueles que tem um chamado, mesmo que pessoas queiram ocultar e eliminar aqueles que foram chamados por Deus. Logo, lembrou-se de Daniel e o profeta foi fundamental para a decifração da mensagem na parede.
III – A SENTENÇA CONTRA BELSAZAR E A QUEDA DA BABILÔNIA
1- Os sábios não decifraram as palavras escritas na parede (5.15).
2- As quatro palavras misteriosas (Dn 5.25).
3- O fim repentino do império babilônico (vv.30,31).
Comentário:
Com a morte de Nabucodonosor o sábio Daniel ficou ausente do centro administrativo do império babilônico por um período de mais ou menos de 20 anos, porém com a incapacidade dos sábios da babilônia o profeta Daniel foi chamado à presença de Belsazar, sendo que a pessoa que se lembrou do mesmo foi a filha de Nabucodonosor, esposa de Nabonido e mãe de Belsazar.
As palavras escritas na parede foram:
Mene, mene: que têm como significado, contar ou contado.
Tequel: que significa pesado.
Parsim: que significa dividido.
Portanto, o significado para Belsazar era: cortou Deus o teu reino e o acabou; pois, pesado foste na balança e foste achado em falta; e, dividido foi o teu reino e deu-se aos medos e aos persas.
Mais uma palavra de algo que foi citado em lição anterior
Há três tipos de sabedoria: a humana, a diabólica e a divina.
A sabedoria humana é tendenciosa e orgulhosa, pois busca a satisfação dos desejos carnais.
Já a sabedoria de origem em Satanás é pretenciosa ao pecado.
Por fim, a sabedoria que tem a sua origem em Deus é libertadora, pois outorga ao ser humano o conhecimento do bem e conduz o mesmo a tomar decisões que agrade a Deus.
Todos que desejam a sabedoria deverão pedir a Deus e a busca-la. Salomão assim escreveu: “eu amo aos que me amam, e os que cedo me buscarem, me acharão” (Pv 8.17). Os que buscarem a sabedoria a encontrarão. Buscar significa desejar e correr atrás para obtê-la.
Salomão no início do seu reinado pediu a Deus sabedoria para governar um povo grande e numeroso. 
Por fim, a sabedoria é fundamental para uma liderança eficiente e eficaz (Gn 41.39), e também muito importante para a tomada de decisões (At 15.13-34).

terça-feira, 28 de outubro de 2014

Salmo 63 – A presença de Deus é anelada por Davi


Salmo 63 – A presença de Deus é anelada por Davi
Texto: 1- Ó Deus, tu és o meu Deus; de madrugada te buscarei; a minha alma tem sede de ti; a minha carne te deseja muito em uma terra seca e cansada, onde não há água.
 2- Para ver a tua fortaleza e a tua glória, como te vi no santuário.
3- Porque a tua benignidade é melhor do que a vida; os meus lábios te louvarão.
4- Assim, eu te bendirei enquanto viver; em teu nome levantarei as minhas mãos (Sl 63.1-4).
O Salmo 63 é um salmo real, isto é, um salmo que ressalta Deus com Rei. O salmo está dividido em três parágrafos; sendo que no primeiro, Deus é apresentado como Todo Poderoso, e ao mesmo tempo Davi anela a presença divina (vv. 1-4); já no segundo parágrafo, o salmista medita em Deus pelas vigílias da noite (vv. 5-8); e no terceiro parágrafo, Davi encontra alegria em Deus (vv. 9-11).
O presente salmo possivelmente corresponde com o período em que Davi fugia do rei Saul, logo o salmo é utilizado para agradecer a Deus pelo cumprimento da promessa em fazer de Davi rei sobre Israel.
Davi foi chamado quando cuidava das ovelhas de seu pai (2 Sm 7.8) para ser governador de Israel. Portanto, quando Deus faz promessa, Deus concretiza a promessa.
A presença de Deus
1- Davi anelava a presença de Deus. De madrugada te buscarei; a minha alma tem sede de ti (v. 1). Ambas as descrições demonstram que Davi desejava a presença de Deus. O fato de buscar a presença de Deus pela madrugada indica que o salmista queria se aproximar mais de Deus. Tal verdade é demonstrada com a sede na alma.
Porém, a minha carne te deseja, também demonstra que o salmista se encontrava longe do santuário. Por estar longe do lugar em que se adorava a Deus, o salmista trona-se um grande mestre na prática de busca ao Senhor, pois o próprio Jesus disse, importa que o adore em espírito e em verdade (Jo 4.24).
Davi cita dois meios para chegar à presença do Senhor; primeiro meio, através da oração e o segundo por meio da meditação.
Oração é um diálogo entre o crente e Deus, enquanto a meditação corresponde com o pensar e lembrar no que Deus tem feito e tem como promessa.
A meditação era desenvolvida por Davi nas vigílias da noite. Na cultura judaica a vigília era dividia em três partes: a primeira era conhecida como o principio das vigílias e correspondia com o período do por do sol até às 10 horas da noite; já a segunda, conhecida como a vigília da meia noite, ia das 10 horas até às duas da manhã; e por fim, a terceira vigília, conhecida como a vigília da manhã, indo das duas até o nascer do sol. O certo é que Davi meditava no Senhor nas vigílias da noite.
2- A presença de Deus manifestada no longo da cronologia bíblica. No período Antediluviano Deus se manifestava diretamente a Adão, já nos períodos seguintes Deus passou a manifestar por meio de teofania. Teofania corresponde com a manifestação da divindade em figura humana, tendo como objetivo ministrar as revelações de Deus para com os homens.
Posteriormente a presença de Deus tornou-se notória por meio da arca da aliança. A arca da aliança ficava na parte conhecida como o Santo do Santo no tabernáculo, local onde apenas o sumo sacerdote entreva, e por uma única vez por ano.
Porém, o verbo se fez carne e habitou entre nós, e vimos a sua glória como a glória do Unigênito do Pai, cheio de graça e verdade (Jo 1.14).
Após cumprir o seu ministério o Mestre retornou ao céu, mas enviou para a igreja o Espírito Santo que constrói a igreja, reside na igreja e governa a igreja.
3- A presença de Deus proporciona. Dentre tantos benefícios provenientes proporcionados pela presença de Deus, três merecem uma análise mais cautelosa: salvação, milagre e providência.
A salvação corresponde com a libertação de um perigo iminente. Quem salva o homem de todos os perigos é o Senhor, por isso Davi apresenta em suas palavras a situação da terra em que o mesmo se encontrava, o salmista precisava de socorro e quem poderia salvá-lo do perigo de fato seria o Senhor Todo Poderoso.
Outro benefício produzido pelo Senhor proporcionado pela sua presença é a operação de milagres. O milagre é nosso a glória pertence a Deus, frase que possui valor importantíssimo quando a história dos dez leprosos é lembrada (Lc 17. 11-19).
A presença de Deus também proporciona o suprimento de toda a necessidade (Fp 4.13).
A meditação proporciona
Em quatro versos o salmista Davi descreve duas ações notáveis quando o servo de Deus passa a meditar na pessoa do Senhor, a primeira é o reconhecimento da ação divina e a segunda ação, é aproximação para com a presença de Deus.
1- O reconhecimento da ação divina. Deus é reconhecido pelo salmista como o seu auxílio, isto é, Davi alcançou todas as conquistas na vida não porque ele era determinado, corajoso e forte, mas porque o salmista era dependente de Deus.
A determinação, a coragem e a força entram como virtudes fundamentais para que o salmista viesse a ser dependente de Deus.
2- A aproximação para com a presença de Deus. Meditar na Palavra de Deus ou na lembrança do que Deus realizou na própria vida, proporciona ao cristão à aproximação para com Deus, a minha alma te segue de perto, a tua destra me sustenta (v. 8).
Ninguém consegue retirar as bênçãos de Deus da vida daqueles que por Deus foram abençoados, portanto, qualquer que por Ele e nEle crê se gloriará, ou seja, será por Ele abençoado.
No terceiro parágrafo o salmista encontra alegria na presença do Senhor, e isto por permanecer na promessa, por meditar ou no preencher a sua mente com a sabedoria divina e por reconhecer a ação de Deus na sua vida. Tais desenvolvimentos vivenciados por Davi ensinam aos cristãos nos dias hodiernos que para alcançar a presença do Senhor é necessário depender exclusivamente de Deus.

domingo, 26 de outubro de 2014

EBD: Deus abomina a soberba


EBD: Deus abomina a soberba

A presente lição tem como palavra-chave, soberba. A soberba é definida como comportamento excessivamente orgulhoso, arrogância e presunção.
Nabucodonosor é o personagem a ser observado com primazia nesta lição, porém, como Nabucodonosor outros nomes nos relatos bíblicos devem ser lembrados, e dentre estes nomes, um ser de origem angelical e outro humano.
O de origem angelical iniciou uma rebelião no céu. Elemento indiscutível que ocorre com pessoas soberbas é a prática de desenvolver rebeliões. Já o exemplo humano demonstrado é o caso de Herodes que pela soberba foi condenado.
Nabucodonosor e Herodes apresenta semelhança no desenrolar de suas atitudes, no apresentar da soberba e se diferem no que corresponde às consequências, Nabucodonosor virou bicho e Herodes foi comido por bicho.
I – A PROVA DA SOBERANIA DIVINA (Dn 4.1-3)
1- Nabucodonosor, chamado Deus para um desígnio especial (Jr 25.9).
2- A soberba de Nabucodonosor.
3- Nabucodonosor proclama a soberania de Deus (Dn 4.1-3).
Comentário:
Nabucodonosor foi levantado por Deus e ao mesmo tempo gozou de honrarias permitidas por Deus. Ao império governado por Nabucodonosor foi outorgado crescimento econômico e ampliação da extensão territorial. Porém, o que não se pode esquecer é que Deus levantou Nabucodonosor com o seguinte objetivo: punir a Israel. E a causa de tal punição se explica pelo abandono dos israelitas para com Deus. O fator histórico que explica o afastamento dos israelitas para com Deus é o caso mais antigo no histórico da humanidade, ou seja, a idolatria. Por idolatria o povo de Israel foi condenado e o governador da nação levantada como punitiva foi chamado por Deus de servo (Jr 25.9).
Monarca levantado por Deus alcançou prosperidade pelo beneplácito divino, mas mesmo assim Nabucodonosor tornou o homem a querer a soberania como sua, isto é, o sentimento que afetou satanás no céu também afetou a Nabucodonosor na terra.
 A soberba é notável nas palavras de Nabucodonosor: “não é esta a grande Babilônia que eu edifiquei para a casa real, com a força do meu poder e para glória da minha magnificência?”. Antes de terminar as suas palavras Nabucodonosor ouviu uma voz do céu que disse: “passou de ti o reino” (Dn 4. 30,31) e em seguida foi morar no meio dos animais e só saiu dali quando olhou para o céu e reconheceu que Deus é quem tem o domínio sempiterno e cujo reino é de geração a geração.
  II – DEUS FALA NOVAMENTE A NABUCODONOSOR POR MEIO DE SONHOS (Dn 4.4-9)
1- Deus adverte Nabucodonosor através de um sonho.
2- Daniel é convocado (Dn 4.8).
3- Daniel ouve o sonho e dá a sua interpretação (Dn 4.19-26).
Comentário:
Anterior ao episódio em que o monarca passa a conviver com os bichos, Deus mostra em sonho a Nabucodonosor a grandeza e a importância do reino que o mesmo governava. O sonho é descrito da seguinte maneira: havia uma árvore forte, alta e conhecida pelos moradores da terra; também possuía folhas formosas, cujas folhas proporcionavam sombra para os animais, e possuía frutos abundantes; e, por fim, um vigia desceu do céu e deu ordem para a destruição da árvore e ainda disse que o coração de homem se transformaria em coração de animal.
Após ficar por quase uma hora em silêncio, Daniel descreveu o significado do sonho de Nabucodonosor, a árvore representada no sonho era de fato o monarca, cujo histórico era conhecido e respeitado pelas nações da época; porém, por sua soberba se transformaria em um animal.
Mesmo ao mostrar o juízo caso não houvesse arrependimento de Nabucodonosor, é por Deus apresentado a misericórdia, pois, “o tronco com suas raízes seria deixadas na terra”, ou seja, Deus não queria por fim ao histórico e nem com a vida de Nabucodonosor. Logo, Deus outorgou oportunidade para o monarca se arrepender.
Quem de fato é o vigia?
Há diversidade de respostas para a pergunta acima, para alguns seria o próprio Deus, em teofania, para outros seria o Senhor Jesus, porém, o que prevalece é que se trate de um anjo designado por Deus para executar a vontade do Todo Poderoso.
 III – A PREGAÇÃO DE DANIEL
1- A pregação de Daniel.
2- O pecado de Nabucodonosor em relação aos pobres.
Comentário:
A pregação de Daniel demonstra para a igreja que o evangelho deve ser pregado a todas as pessoas não importando a condição financeira. Percebe que os anos na Babilônia foram marcados pela manifestação divina e pela pregação dos ensinos bíblicos. Em meio aos pequenos ou pobres estava o profeta Ezequiel, enquanto no meio dos líderes e poderosos estava o profeta Daniel. Deus nos levantou profeta na Babilônia (Jr 29.15).
O profeta era o elo entre Deus e o homem, ou seja, o ministério profético corresponde à atividade de entregar a mensagem de Deus a quem lhe é direcionada. No Antigo Testamento a palavra de Deus foi direcionada a líder político (1 Sm 15.10-23), a líder religioso (1 Sm 2.27-36) e a profeta (1 Re 13.20-22) por meio do ministério profético. Daniel foi este elo, transmitindo conselho a Nabucodonosor.
O provável é que Nabucodonosor não utilizava de misericórdia para com os pobres. O conselho de Daniel era que Nabucodonosor se arrependesse e não praticasse mais o que era contrário à vontade de Deus.

sábado, 25 de outubro de 2014

E Ele mesmo deu uns para Mestres


Texto: E Ele mesmo deu uns para apóstolos, e outros para profetas, e outros para evangelistas, e outros para pastores e doutores (Ef 4.11).
Jesus é quem chama, capacita e envia. Nas últimas instruções outorgada aos discípulos, Jesus assim afirmou: Não me escolhestes vós a mim, mas eu vos escolhi a vós, e vos nomeei, para que vades e deis fruto, e o vosso fruto permaneça, a fim de que tudo quanto em meu nome pedirdes ao Pai ele vos conceda (Jo 15.16).
Desta forma a igreja cresceu e continua a crescer, pois a igreja é um organismo, e por isso, o crescimento é constante. E com o crescimento da Igreja a mesma passa a necessitar de novos colaboradores para o seu crescimento. Portanto, assim sendo, Jesus lavanda oficiais para que a obra cresça em graça e em conhecimento, para não ser conduzida por vento de doutrina e nem pelo o engano dos homens (Ef 4.14).
Características do chamado
1- Divina. O chamado tem como característica primordial ser de origem Divina. Portanto, Deus é quem de fato chama, capacita e envia. O propósito do envio daquele que foi chamado é para que dê fruto e estes frutos permaneçam (Jo 15.16).
2- Pessoal. Charles Spurgeon dizia que nem todos são chamados para trabalhar no ensino da palavra, nem para serem presbíteros e nem para serem bispos. Sendo que na prática cabe a cada um reconhecer o propósito de Deus em sua vida.
Nos exemplos abaixo se percebe que o chamado é pessoal.
Moisés teve como missão guiar, proteger e amar. Ou seja, Moisés liderou um povo numeroso no deserto.
Davi teve como missão firmar o reino israelita.
Elias teve como missão dentre tantas, ungir a Eliseu como sucessor.
Os doze tiveram como missão pregar o evangelho, primeiramente às ovelhas perdidas da casa de Israel, a curar os enfermos, a limpar os leprosos, a ressuscitar os mortos e a expulsar os demônios (Mt 10. 6-8).
Os oficiais de Deus
1- Apóstolo. Como dom ministerial o apóstolo é aquele que tem um ministério abrangente, isto é, dom que abrange as habilidades de profeta, evangelista, pastor e doutor. O termo apóstolo tem como significado aquele que é envaido em nome de alguém, ou seja, o apóstolo é embaixador de Cristo.
2- Profeta. Aquele que fala em nome de alguém proporcionando um elo entre o dono da mensagem com os receptores da mensagem. O dom profético tem como significado claro a pregação da Palavra.
3- Evangelista. O terceiro dom ministerial citado em Efésio (4.11) é o de evangelista. O evangelista é o obreiro que especialmente tem como vocação a proclamação do Evangelho de Jesus.
O termo evangelista tem como significado o proclamador de boas novas. O vocábulo é encontrado três vezes no Novo Testamento (At 21.8; Ef 4.11; 2 Tm 4.5). A vida do evangelista se baseia em três palavras: um homem (At 21.8), um dom (Ef 4.11) e um trabalho (2 Tm 4.5).
Um homem, por que não pode esquecer que o evangelista é um homem chamado, capacitado e enviado por Deus.
Um dom, o dom em ação é a definição de ministério, logo o evangelista é um ser capacitado por Deus para realizar a proclamação das boas novas.
O evangelista tem como missão um trabalho glorioso que é almejado pelos anjos: o de proclamar o evangelho (1 Pe 1.12).
4- Pastor. Deus chama homens para exercerem as mais distintas tarefas em sua obra, sendo que um dos mais nobres dos ofícios ministeriais é o ministério pastoral. No ofício pastoral o ministro de Deus exerce inúmeras funções, como: o ensino da Palavra, a evangelização, o socorro aos necessitados e a liderança.
5- Doutor. O ministério de ensino requer dedicação, disciplina e esforço. Dedicação ao estudo sistemático das Escrituras Sagradas; disciplina no desenrolar a atividade ministerial; e, esforço intelectual no que corresponde à aprendizagem de todos os fatores que o rodeia, como exemplo: culturas, correntes teológicas e dentre outras as questões filosóficas.
O valor da Bíblia.
Nas cartas de Paulo ao jovem Timóteo há informações a respeito do que não se pode ensinar, ou seja, advertir a alguns que não ensinem outra doutrina (1 Tm 1.3) e também há instruções a respeito da presença da abordagem legalista e rebelde que desconsidera a autoridade da Bíblia.
1- O relacionamento com a Bíblia provoca conflito. Entre a antiga maneira de viver e ao permanecer naquilo que aprendeu e de que foi inteirado (2 Tm 3.14).
Na carta do apóstolo Paulo aos romanos há citações no que corresponde com as características do velho homem: murmuradores, aborrecedores, presunçosos, inventores de males, desobedientes a pai e a mãe, infiéis aos contratos, sem afeição natural, irreconciliáveis e sem misericórdia (Rm 1. 30,31).
Porém, a nova vida em Cristo é movida pelos frutos do Espírito, que são: amor, gozo, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fé, mansidão, temperança (Gl 5. 22)
2- Valores proporcionados pela Escritura Sagrada.
A Escritura é proveitosa para ensinar, ou seja, proporcionar o conhecimento que outorga libertação; e conhecereis a verdade e a verdade vos libertará (Jo 8.32).
Há proveito na Bíblia para redarguir. Aqui tem como missão central condenar atos que desagradam a Deus.
Ao ser redarguido o indivíduo poderá ser corrigido, isto é, ser restaurado ao estado correto. Por isso, que Jesus na oração sacerdotal pediu ao pai para santificar os discípulos na verdade, pois a tua Palavra é a verdade (Jo 17.17).
Portanto, na Escola Bíblica Dominical o aluno é despertado e equipado para desenvolver com eficiência e eficácia o chamado de Deus, pois no exercício ministerial do mestre pessoas são estimuladas, equipadas e desenvolvidas para a realização da obra do Senhor. Valorize os mestres, seja aluno da EBD.