Deus é Fiel

Deus é Fiel

terça-feira, 9 de outubro de 2018

Subsídio da EBD: Para ouvir e anunciar a Palavra de Deus


Para ouvir e anunciar a Palavra de Deus
A maneira como a Palavra do Senhor é recebida pelas pessoas se difere no que corresponde ao tipo de solo, pois o que semeia distribui o ensinamento e instruções da Bíblia Sagrada. Para alguns teólogos as palavras, logos e rhema, se diferem no que corresponde o que está escrito e no que corresponde a ação da Palavra.
A presente lição tem como objetivo geral: destacar a parábola do semeador como uma conclamação a que anunciemos o Evangelho.
A segunda lição tem como texto áureo: Mas o que foi semeado em boa terra é o que ouve e compreende a palavra; e dá fruto, e um produz cem, outro, sessenta, e outro, trinta (Mt 13.23).
Este solo representa as pessoas que “ouvem a Palavra e a entendem, frutificando abundantemente” (GABY & GABY, p. 36).
I – INTERPRETAÇÃO DA PARÁBOLA DO SEMEADOR
O primeiro tópico tem como objetivo específico: esclarecer o significado da parábola do semeador. Porém, a parábola se destaca por ter três elementos principais: o semeador, a semente e o solo.
O semeador corresponde com a pessoa que atua no processo direto da propagação da espécie vegetal a ser cultivada. No contexto da passagem Bíblica se define que o semeador é Jesus e todos aqueles que se entregam com a proclamação da Palavra de Deus.
Já a semente corresponde com a Palavra de Deus a ser semeada, isto é, a ser pregada. Portanto, o retorno não depende daquele que a cultiva, mas sim daquele que a recebe, logo é de responsabilidade dos que semeiam semear a Palavra. [...] Jesus então ressalta que tudo o que o agricultor faz é confiar, sabendo que a semente germinará, crescerá, amadurecerá e, por fim, chegará o momento certo da colheita (GABY apud CONEGERO, 2018, p. 34).
Partindo para a compreensão do solo é necessário observar a seguinte descrição de Fillion:
Esta parábola propõe o seguinte problema: a semente era a mesma. De onde vem, então, a diferença dos frutos produzidos? A resposta não é difícil. A diferença provém das boas ou más condições do terreno no qual o grão caiu da mão do semeador, que fez o melhor possível (2016, p. 140).
Os tipos de solo são:
Solo duro e compactado, isto é, o solo que se refere com as sementes que caíram junto ao caminho.
Solo raso corresponde com o tipo de solo em que as sementes caíram sobre os pedregais.
Solo infrutífero corresponde com o tipo de solo em que as sementes caíram entre espinhos.
Solo fértil corresponde com o tipo de solo em que as sementes caíram em boa terra. [...] Elas tinham profundidade, espaço e umidade para crescer, multiplicar e produzir uma boa colheita (GABY & GABY, 2018, p. 35,36).
II – A IMPORTÂNCIA DE OUVIR O EVANGELHO
O presente tópico tem como objetivo específico: evidenciar a importância de obedecer o Evangelho. Evangelho são boas novas, portanto as boas novas proporcionam:
Ø     Aos que aceitaram a Jesus o acreditar na ação da Palavra e no agir de Deus em fazer algo novo.
Ø     Santificação aos vocacionados à salvação, pois as boas novas proporciona libertação aos cativos e santidade aos libertos. A libertação aos cativos também pode ser definida como santificação pretérita, isto é, a ação do indivíduo em aceitar a Cristo por meio da ação de Jesus no Calvário.
Entretanto, obedecer é a resposta coerente ao ensino da Palavra pregada ou ensinada.
III – O CHAMADO PARA ANUNCIAR O EVANGELHO
O terceiro e último tópico tem como objetivo específico: ressaltar a obrigatoriedade de se anunciar o Evangelho.
A Igreja deve desenvolver três ações que são nítidas na Grande Comissão:
Ø     A evangelização,
Ø     O discipulado
Ø   E o batismo.
A Grande Comissão trata-se da ordenança do Senhor Jesus para com a Igreja, para que esta viesse a pregar o Evangelho, ensinar os novos convertidos, fazendo destes discípulos, e por fim, batizar em no nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo.
A Grande Comissão fornece a força motriz das missões cristãs. Ela também nos lembra de uma realidade vital, Cristo tinha todo o poder (RICHARDS, p. 97).
Logo, a Grande Comissão é o mandamento exclusivo à Igreja, mandamento nítido no texto original, fazei discípulos, termo que aparece no imperativo, isto é, uma ordem.
Referência:
FILLION, Louis-Claude. Enciclopédia da vida de Jesus: Jesus confirma e instrui seus auxiliares e entre a terceira Páscoa e a Festa da Dedicação – Volume 3. Rio de Janeiro: Central Gospel, 2016.
GABY, Wagner Tadeu. GABY, Eliel dos Santos. As Parábolas de Jesus: As verdades e princípios divinos para uma vida abundante. Rio de Janeiro: CPAD, 2018.
RICHARDS. Lawrence O. Comentário Histórico-Cultural do Novo Testamento. Rio de Janeiro: CPAD, 2008.

segunda-feira, 1 de outubro de 2018

Subsídio da EBD: Parábola: Uma lição para a vida


Parábola: Uma lição para a vida
Mais um trimestre para honra e glória de Deus, e também para a edificação da Igreja do Senhor Jesus Cristo, sendo que as Lições Bíblicas deste trimestre terão como tema central: As Parábolas de Jesus, as verdades e princípios divinos para uma vida abundante.
A primeira lição tem como texto áureo: E sem parábolas nunca lhes falava, porém tudo declarava em particular aos seus discípulos (Mc 4.34).
Logo, parábolas era uma ferramenta básica usada por Jesus em Seus ensinamentos (ALLEN; RADMACHER; HOUSE, p. 103).
I – O QUE É PARÁBOLA
O primeiro tópico tem como objetivo específico: distinguir a parábola de outras figuras de linguagem. Portanto, parábola é um símile, uma história, ou objeto ou uma metáfora colocada ao lado de uma verdade espiritual para esclarecer seu significado ou importância.
Portanto, é importante explorar como os ouvintes originais teriam compreendido a metáfora se quisermos entender exatamente o significado da parábola (RICHARDS, p.50).
Pode-se concluir que as parábolas de Jesus:
Relaciona-se com o cotidiano das pessoas.
Tinha como objetivo transmitir uma mensagem que não deixasse dúvida por parte de quem a recebia.
Porém, tendo como base Mateus 13.10-15, percebe-se que: O objetivo dessa parábola era, ao mesmo tempo, revelar a verdade (M t 13.11) e ocultá-la (Mt 13.13). O fato de Jesus ocultar a verdade serviu como juízo para os incrédulos, como aconteceu durante o ministério de Isaías (Is 6.9,10). (ALLEN; RADMACHER; HOUSE, p. 43).
II – CONTEXTO SOCIAL E LITERÁRIO
O segundo tópico tem como objetivo específico: esclarecer o contexto histórico em que as parábolas foram proferidas.
Alguns pontos são essenciais para compreender a mensagem das parábolas do Novo Testamento: o domínio político da época, a sociedade judaica, o silêncio divino e o Reino de Deus.
O domínio político da época estava sobre a hegemonia romana.
A sociedade judaica da época esperava o Messias, por isso, os indivíduos se agrupavam em pelo menos uma das seguintes ramificações religiosa: a dos fariseus, dos saduceus, dos essênios ou a dos zelotes.
Sobre o silêncio de Deus, assim comenta Silva:
Houve um silêncio profético. Nenhum livro considerado inspirado por Deus foi escrito neste período. Ao escriba e sacerdote Esdras coube à responsabilidade de revisar e editar as Sagradas Escrituras, depois que voltou do cativeiro, segundo os mais sábios dos judeus “se a Lei não tivesse sido dada por Moisés, Esdras mereceria a honra de ser o legislador dos hebreus”. Portanto, Esdras era um escriba versado na lei (Ed 7.6).
No silêncio Deus fala sem palavras e a palavra fala em silêncio. O silêncio de Deus em não levantar profetas e nem inspirar os homens a escrever obras canônicas não quer dizer que Deus estava distante dos judeus, pois no silêncio de Deus manifesta em nós o maior milagre. O milagre que ocorre no período interbíblico para com os judeus é a dedicação sincera deste povo ao Senhor, exemplo claro desta conversão é a origem da festa da dedicação. A festa da Dedicação era anual e iniciava no dia 25 de dezembro e duravam oito dias, era comemorada a dedicação da purificação do templo, que tinha sido profanado por Antíoco Epifanes, que também forçou a helenização dos judeus com a proibição do culto judaico, a observação do sábado, questões alimentares e a circuncisão foi proibida. Antíoco pretendia instalar a estátua de Zeus no templo em Jerusalém. E o pior de tudo foi quando Antíoco predispôs a sacrificar um porco sobre o altar, três anos após tal profanação iniciou-se a festa da dedicação.
A festa da dedicação encontra-se nos relatos do Novo Testamento. Em João 10.22 a festa da dedicação é o acontecimento do capítulo. O assunto do capítulo é Jesus e a sua morte. Enquanto que o nome de Jesus é o Bom Pastor. “Logo, só com a morte de Jesus é possível ter a nossa vida dedicada ao Senhor” (SILVA, Ano 9, p. 45).
Por fim, sobre o Reino de Deus é necessário compreender que:
O Reino de Deus é um dom presente. O Reino possui o Rei presente. Em terceiro o Reino não é a Igreja, mas a Igreja é criada pelo Reino e dá testemunho do Reino, pois a Igreja é a agência do Reino e é a guardadora do Reino. O Reino de Deus é eterno e pertence somente a Ele.
III – COMO LER UMA PARÁBOLA
O terceiro tópico tem como objetivo específico: apresentar as regras básicas para se compreender uma parábola.
As parábolas de Jesus são difíceis de compreender, porque não são apenas histórias para nos entreter, contadas para ilustrar verdades espirituais; antes desafiam a forma como vemos o mundo e até mesmo Deus, e convidam-nos a abraçar uma nova forma de vida, que exige arrependimento e fé... As parábolas são uma convocação para responder a Jesus antes que seja tarde demais. Por essa razão, as parábolas estão no cerne do ministério de Jesus (GUIA CRISTÃO DE LEITURA DA BÍBLIA, p.46,47).
Logo, para compreensão das parábolas é necessário:
Entender a parábola como narrativa das experiências cotidianas. Distinguir o que é explícito do implícito no que corresponde o agir de Deus no contexto literário. E por fim, compreender a exata identificação da aplicabilidade da parábola na vida cotidiana.
Referência:
GUIA CRISTÃO DE LEITURA DA BÍBLIA. Rio de Janeiro: CPAD, 2013.
RADMACHER, Earl D. ALLEN, Ronaldo B. HOUSE, H. Wayne. O Novo comentário Bíblico Velho Testamento. Rio de Janeiro: Editora Central Gospel, 2013.
RICHARDS. Lawrence O. Comentário Histórico-Cultural do Novo Testamento. Rio de Janeiro: CPAD, 2008.
SILVA, Andreson Côrte Ferreira da. Cronologia Bíblica, Revista Manancial. Ano 9, edição 28.

domingo, 23 de setembro de 2018

Subsídio da EBD: Entre a Páscoa e o Pentecostes


Entre a Páscoa e o Pentecostes
A presente lição se desenvolve na explanação de duas grandes festas: Páscoa e Pentecostes. Descritivamente correspondem com o Calvário e o dia de Pentecostes em Atos dos Apóstolos, logo a presente lição desperta a Igreja do século XXI a se posicionar e a viver uma vida conduzida pelo Espírito Santo da Verdade, vivenciando assim, o autêntico avivamento.
Portanto, o avivamento ou reavivamento, é a operação sobrenatural do Espírito Santo, na Igreja de Cristo, cujo principal objetivo é reconduzi-la à sua condição primordial de corpo espiritual do Filho de Deus. Essa ação do Espírito Santo só é possível por intermédio destes fatores: retorno à Palavra de Deus, à oração, à santidade, à comunhão e ao serviço cristão (ANDRADE, 2018, p. 152).
Entretanto, a presente lição tem como objetivo geral:
Conscientizar de que sem a Páscoa, não há Pentecostes; e, sem o Pentecostes, a Páscoa perde a sua eficácia.
E como objetivos específicos:
Mostrar que Cristo é a nossa Páscoa.
Reconhecer a importância do Pentecostes, a Festa das Primícias.
Explicar o significado do Dia de Pentecostes.
I – CRISTO, NOSSA PÁSCOA
1- Definição.
2- Cerimônia pascoal.
3- Simbologia
Comentário:
A páscoa conforme o significado é passagem, ou seja, é a comemoração do êxodo e da libertação dos israelitas do Egito. De iniciou a páscoa era comemorada com: um cordeiro assado, pães asmos e ervas amarga.
O cordeiro servia como recordação do sacrifício, o pão asmos correspondia com a pureza e ervas amarga lembraria os israelitas da servidão amarga do Egito (Êx 12.8).
Celebrar a páscoa é para quem tem comunhão com Deus, pois a páscoa refere se a passagem o que corresponde ao passado, tornando-se um memorial (Êx 12.14). Portanto, a páscoa é para quem tem lembrança. Lembrança do que foi feito não pelo o homem, mas por Deus. Portanto, quem tirou o povo do Egito não foi o merecimento e nem a força do povo israelita, mas a ação foi divina, sendo assim para a glória de Deus (Dt 26.8,9). E por fim, celebrar a páscoa é para quem espera em Deus.
Champlin comenta sobre a dupla significação da páscoa:
A redenção dos judeus da servidão do Egito, como uma questão histórica, que envolve, naturalmente, muitas implicações e símbolos morais e religiosos... Festa da natureza. A páscoa incluía uma festa agrícola que envolvia as primícias (ver Lev 23.10) oferecidas ao templo, em Jerusalém, em tempos posteriores (2014, p. 100).
Então se compreende que a páscoa foi o último juízo de Deus sobe o Egito e a libertação dos israelitas da escravidão egípcia por meio do sacrifício pascal.
A palavra portuguesa páscoa vem do termo hebraico pesach, cujo sentido é passar por sobre, uma referência à páscoa original, relatada no livro de Êxodo, quando o anjo da morte passou por sobre os filhos de Israel, mas destruiu todos os primogênitos do Egito (CHAMPLIN, 2014, p.102).
II – O PENTECOSTES, A FESTA DAS PRIMÍCIAS
1- Definição.
2- O cerimonial.
3- A simbologia.
Comentário:
A festa de pentecoste ou a festa das semanas, pois a realização desta festividade acontecia sete semanas após a páscoa. Era também denominada festa das primícias, pois toda a colheita era dedicada a Deus. Enquanto, a páscoa era realizada em cerimônia doméstica, a festa de pentecoste era desenvolvida em uma cerimônia pública. Portanto, a palavra pentecostes deriva do grego pentkostes que significa quinquagésimo, o que se refere aos cinquenta dias após a Festa dos pães asmos.
A simbologia da festa das primícias corresponde diretamente com as almas que os cristãos apresentam a Cristo por meio da evangelização.
A descrição da festa de pentecostes pode ser:
Um período de alegria. Ofertas voluntárias incluindo os primeiros frutos da colheita do trigo (GUIA CRISTÃO DE LEITURA DA BÍBLIA, p.122).
E a razão poderá ser definida da seguinte maneira:
Para agradecer com alegria pelas bênçãos de Deus na colheita (GUIA CRISTÃO DE LEITURA DA BÍBLIA, p.122).
III – O DIA DE PENTECOSTES
1- Cristo, cordeiro Pascal.
2- O Pentecostes do Espírito Santo.
3- As primícias da Igreja Cristã.
Comentário:
No capítulo dois de Atos é narrado o fenômeno que se refere com a descida do Espírito Santo, em que o escritor Lucas, escreve: cumprindo se o dia de pentecoste. Seria mais um dia festivo para os israelitas, a festa de pentecoste. Porém, aquele dia de pentecoste seria diferente por alguns fatos. Primeiro aquela festa era marcada pela antecedência da páscoa com a ressurreição de Cristo. Segundo, as sete semanas da preparação foram marcadas pela manifestação de Cristo aos seus discípulos. E em terceiro, Jesus deu uma ordem aos seus discípulos: e eis que sobre vós envio a promessa de meu Pai; ficai, porém, na cidade de Jerusalém, até que do alto sejais revestidos de poder (Lc 24.49).
Para o recebimento do batismo é necessário à unidade, pois além de estarem todos reunidos em um mesmo lugar, estavam antes de tudo unidos com um mesmo propósito.
Para que ocorra o batismo, três condições são fundamentais: um candidato, um ministro e um elemento em que o candidato será imerso. Portanto, quando o batismo em ênfase é no Espírito Santo, o candidato é o crente, o ministro do batismo é Jesus Cristo e o meio em que o candidato é imerso é o Espírito Santo.
Referência:
ANDRADE, Claudionor de. Adoração Santidade e Serviço: os princípios de Deus para a sua Igreja em Levítico. Rio de Janeiro: CPAD, 2018.
CHAMPLIN. R.N. Enciclopédia de Bíblia, Teologia e Filosofia. Volume 5. São Paulo: Hagnos, 2014.
GUIA CRISTÃO DE LEITURA DA BÍBLIA. Rio de Janeiro: CPAD, 2013.

segunda-feira, 17 de setembro de 2018

Subsídio da EBD: As Orações dos Santos no Altar de Ouro


As Orações dos Santos no Altar de Ouro
Há quatro termos para definir e explicar à maneira em que se procede as orações: deprecações, orações, intercessões e ações de graças (1Tm 2.1). Logo, como o apóstolo Paulo instruiu o jovem Timóteo, assim também Cristo instruiu os discípulos a respeito da importância da oração.
Deprecação corresponde com súplicas em favor da necessidade pessoal ou de outra pessoa. Já o termo oração se define pela palavra diálogo ou prece. Enquanto, a palavra intercessões sugere aproximar-se com confiança colocando-se no lugar de outro, isto é, interceder é pedir em favor de alguém. E por último, ações de graças, isto é, uma atitude de louvor a Deus por todos os feitos e benefícios desenvolvidos para com os teus.
Portanto, a presente lição tem como objetivo geral conscientizar de que a nossa oração é a maior oferenda que podemos apresentar ao Pai Celeste. E como objetivos específicos:
Mostrar que somente o sumo sacerdote poderia entrar no lugar santíssimo.
Reconhecer que as orações dos santos são qual incenso precioso.
I – O LUGAR SANTÍSSIMO
1- O Lugar Santo.
2- O altar do incenso.
3- A composição do incenso.
4- A cerimônia.
Comentário:
O tabernáculo possuía 45,72m de comprimento e 22,86m de largura, e era dividido em três partes: átrio, lugar santo e lugar santíssimo. Porém, a parte interna que abrangia o lugar santo e lugar santíssimo possuía 13,71m de comprimento e 4,57m de largura.
a) O átrio. O acesso para o átrio era conhecido pelos os judeus por caminho. Este era o lugar de sacrifício onde havia dois objetos: o altar do holocausto e a pia.
No altar do holocausto três elementos eram presenciados constantemente: o fogo, a fumaça e o sangue. Fogo e fumaça correspondem com a ira de Deus manifestada pela corrupção humana. Enquanto, o sangue significava vida santificada.
Quando o sacerdote era consagrado lavava o corpo e depois os pés e as mãos, isto é, santificado para andar com Deus (os pés) e santificado para servir a Deus (as mãos).
b) Lugar Santo. A porta de acesso ao Santo era conhecida por verdade e era sustentada por cinco colunas conhecidas como os cincos dedos de Deus. Nesta repartição havia três objetos: o candelabro de ouro, a mesa dos pães e o altar do incenso.
c) Lugar Santíssimo. O véu que separava o lugar santo do santíssimo era chamado de vida. Havia nesta repartição apenas uma peça, a arca da aliança. Lugar que significava a presença de Deus. Sendo que dentro da arca havia três objetos: o maná, a vara de Arão e as tábuas da aliança. 
O maná era o alimento outorgado por Deus (Jeová Jiré, Deus da providência), a vara indicava a soberania de Deus e as tábuas salientavam a justiça de Deus. Portanto, o átrio corresponde com o lugar da reconciliação, o santo é o lugar da santificação, e o santíssimo é o lugar da glorificação com e em Cristo Jesus.
Por fim, é necessário compreender que o altar do incenso apresenta Jesus como o mediador “Porque há um só Deus e um só mediador entre Deus e os homens, Jesus Cristo, homem” (1 Tm 2.5).
II – AS ORAÇÕES DOS SANTOS
1- A receita para uma oração perfeita: nosso incenso.
2- A oração como sacrifício ao Senhor.
3- A oração dos santos na Grande Tribulação.
Comentário:
É da responsabilidade da igreja interceder por todos os homens (1 Tm 2.1,2). Porém, o Espírito Santo conduz o cristão a orar como convém (Rm 8.26) fazendo com que as orações sejam respondidas.
 Porém, há muitas orações que não são atendidas pelas seguintes verdades:
a) Orações que são feitas com palavras repetitivas e vazias:
b) Orações que são feitas com corações ambiciosos: “pedis e não recebeis, porque pedis mal, para o gastardes em vossos deleites” (Tg 4.3).
c) Orações que são feitas com amargura no coração por alguém: “quando estiverdes orando, perdoai se tendes alguma coisa contra alguém, para que também vosso Pai que está no céu, vos perdoe as vossas ofensas” (Mc 11.25-26).
Porém, há muitas orações que são atendidas pelas seguintes verdades:
a) Orações que são feitas segundo a vontade de Deus: “e esta é a confiança que temos nele, que se pedirmos alguma coisa segundo a Sua vontade, Ele nos ouve” (1 Jo 5.14).
b) Orações que são feitas em nome de Jesus: “e tudo quanto pedirdes em meu nome, eu o farei, para que o Pai seja glorificado no Filho. Se me pedirdes alguma coisa em meu nome, eu a farei.” (Jo 14.13,14).
c) Quando vivemos em plena comunhão com Deus e com sua palavra: “se vós permanecerdes em mim, e as minhas palavras permanecerem em vós, pedi o que quiserdes, e vos será feito” (Jo 15.7).
Em suma, a presente lição destaca dois pontos fundamentais: o Lugar Santo e a oração. Que a cada dia Deus outorgue por meio da oração aos teus servos o gozo da Sua santidade.

segunda-feira, 10 de setembro de 2018

Subsídio da EBD: Os Pães da Proposição


Os Pães da Proposição
Na Escritura Sagrada Jesus se apresenta como o pão da vida, logo todos os que creem nEle terão a vida eterna (Jo 6.47,48). O capítulo seis do Evangelho de João tem como assunto Jesus e os homens, e apresenta a multiplicação dos pães como acontecimento principal, sendo que o nome de Jesus no presente capitulo é, Jesus o Pão da Vida.
Portanto, a presente lição tem como objetivo geral compreender que a Palavra de Deus é o alimento que nos sustenta a alma, o coração e o próprio corpo. E como objetivos específicos:
Mostrar o significado dos pães da proposição.
Reconhecer a Palavra de Deus como pão da vida.
Conscientizar de que Jesus Cristo é o Pão que desceu do céu.
Os pães da proposição são também conhecidos como: os pães da presença, pão sagado (1 Sm 21.6) e pão contínuo (Nm 4.7). Pão da presença e sagrado, pois se localizava no Santo Lugar e pão contínuo, pois sempre estava posto sobre a mesa.
I – OS PÃES DA PROPOSIÇÃO
1- A mesa dos pães.
2- Os pães da proposição.
3- A simbologia dos pães.
Comentário:
Os pães ficavam em uma mesa de acácia (duas características definem a importância da acácia: era de cor majestosa e era resistente a insetos) de 70 cm de altura, 90 cm de comprimento e 45 cm de largura, sendo toda banhada a ouro. Sobre ela ficavam doze pães em duas fileiras. Pães produzidos pelos coatitas que eram responsáveis pelo cargo da arca, da mesa, e do candelabro, ou seja, o cuidado com o ministério da tenda da congregação (Nm 3.35).
Para os israelitas os pães simbolizavam a providência divina. Por serem também conhecidos como os pães da presença percebe-se que os israelitas tinham a presença de Deus outorgando sustento para a peregrinação em direção a Terra Prometida.
Simbolizando as doze tribos de Israel os pães correspondiam com o cuidado de Deus para com cada tribo israelita. E também se notabiliza por significar a comunhão dos israelitas para com Deus, pois, os sacerdotes os comiam no Lugar Santo (Lv 24.9).
II – A PALAVRA DE DEUS O PÃO DA VIDA
1- A Palavra de Deus é vida.
2- A Palavra de Deus é o sustento diário.
3- A Palavra de Deus é o nosso sustento específico.
Comentário:
Por ser a Palavra de Deus o Pão da Vida, percebe-se que o conhecimento desta outorga bênção espiritual, física, financeira, emocional e ministerial. Portanto, a Palavra de Deus é vida, sustento e sustento específico (isto é, sustento ímpar).
1- A Palavra de Deus proporciona vida abençoada espiritualmente. “Santifica-os na verdade; a tua palavra é a verdade” (Jo 17.17). Vida espiritual abençoada é proporcionada pelo conhecimento da Palavra de Deus.
2- A Palavra de Deus proporciona vida abençoada fisicamente. “Se vos estiverdes em mim, e as minhas palavras estiverem em vós, pedireis tudo o que quiserdes, e vos será feito” (Jo 15.7). O conhecimento da Escritura proporciona uma vida abençoada fisicamente.
3- A Palavra de Deus proporciona vida abençoada financeiramente. “Crede no Senhor, vosso Deus, e estarei seguros; crede nos seus profetas e prosperareis” (2 Cr 20.20b). A Palavra de Deus quando conhecida pelo cristão proporciona a este bênção financeira.
4- A Palavra de Deus proporciona vida abençoada emocionalmente. “Pode uma mulher esquecer-se tanto do filho que cria, que se não compadeça dele, do filho do seu ventre? Mas, ainda que esta se esquecesse, eu todavia, me não esquecerei de ti” (Is 49.15). O conhecimento do Senhor proporciona alívio e segurança ao cristão.
5- A Palavra de Deus proporciona vida abençoada ministerialmente. “Toda Escritura divinamente inspirada é proveitosa para ensinar, para redarguir, para corrigir, para instruir em justiça, para que o homem de Deus seja perfeito e perfeitamente instruído para toda boa obra” (2 Tm 3.16,17). O conhecimento do chamado proporciona despertamento para com a leitura da Bíblia.
A Bíblia é a palavra de Deus revelada aos homens e nela Deus é revelado como Pai e Senhor.  É a Bíblia a única regra de fé e prática do cristão, por isso, é dever de todo o cristão conhecer as Escrituras Sagradas. Por fim, o conhecimento da Bíblia proporciona uma vida abençoada em todas as áreas.
III – JESUS CRISTO, O PÃO QUE DESCEU DO CÉU
1- Jesus, o pão da vida.
2- Jesus, o pão de nossa comunhão com o Pai.
3- Dai-lhes vós de comer.
Comentário:
Jesus como o Pão que desceu do céu permite compreender a revelação de Deus por intermédio do Verbo (Jo 1.1), sendo que por meio de sua morte na cruz a comunhão com o Pai tornou-se possível, logo é imprescindível que cada cristão pregue a Palavra, em todo tempo, para que os que se encontram sedentos possam se saciar do Pão que liberta, que transforma e que leva para o céu de glória.
A um mundo faminto e desesperançado, ofereçamos o que, de fato, pode sustentá-lo: a Palavra de Deus. Soa-nos ouvidos, a ordem urgente e irresistível do Mestre: “Dai-lhes vós de comer”. Se temos o Evangelho, por que retardar a evangelização de nosso bairro? Se começarmos a falar de Jesus à nossa vizinha, em breve o nosso país experimentará um grande avivamento. Não nos esqueçamos da Obra Missionária. Regiões, como o Leste da Europa e o Oriente Médio, clamam por nossa intervenção (ANDRADE, 2018, p. 138).
Referência:
ANDRADE, Claudionor de. Adoração Santidade e Serviço: os princípios de Deus para a sua Igreja em Levítico. Rio de Janeiro: CPAD, 2018.

sábado, 8 de setembro de 2018

Abram-se as portas e adoremos ao Rei


Abram-se as portas e adoremos ao Rei
O presente tema descreve a abertura das portas para que o cristão adore ao Rei. Há três palavras gregas que outorgam excelente descrição para a compreensão de um elemento tão comum no dia-a-dia de todos os indivíduos.
A primeira palavra, θυρα, outorga acesso, oportunidade, ou seja, acesso livre e abundante a privilégios e bênçãos. Já a segunda palavra, θυρεόϛ, porta ou pedra fechando uma entrada, proteção ou escudo. E como terceira palavra, θυρίϛ, pequena porta, isto é, uma janela que corresponde com a prosperidade proveniente de Deus para os que são fiéis.
Cristo a porta que outorga livre acesso ao Pai
O Senhor Jesus assim disse a respeito de si mesmo: Eu Sou a porta. Qualquer pessoa que entrar por mim, será salva. Entrará e sairá; e encontrará pastagem (Jo 10.9).
Portanto, a primeira porta que cada indivíduo deverá passar chama-se porta da salvação, pois ninguém conseguirá adorar a Deus sem ter o sentimento de Cristo Jesus (Fp 2.5), sentimento este presente na vida daqueles que receberam a Jesus como Salvador.
A porta da salvação corresponde com a saída do mundo, e tendo acesso a entrada no rol de membros do corpo de Cristo, com os seguintes privilégios:
Nome escrito no livro da vida (Fp 4.3).
Direito a vida eterna com Cristo (Jo 3.16).
Tornando-se morada do Espírito Santo (1 Co 3.16).
Sendo capacitado pelo Espírito Santo por meio dos dons espirituais (1 Co 12.8-10).
E dentre outros, viver mediante o fruto do Espírito (Gl 5.23).
Em suma, os que recebem estes privilégios tem como atitude a adoração ao Senhor, logo, abra-se a porta da salvação e adoremos ao Rei, porém para que esta porta fosse aberta foi necessário o sacrifício vicário de Cristo no calvário.
Porta como passagem da perseguição à vitória
A porta da salvação outorga privilégios, já a porta como passagem da perseguição para à vitória outorga proteção, portanto, a passagem da perseguição à vitória é garantida pelo o agir de Deus.
O apóstolo Paulo assim escreveu: Que diremos, pois, a estas coisas? Se Deus é por nós, quem será contra nós? (Rm 8.31). Muitos cristãos se preocupam com ameaças externas provenientes de pessoas ou até mesmo ameaças provenientes das hostes espirituais, porém, Paulo proporciona a seguinte compreensão se Deus é por nós quem será contra nós? A interrogação não deverá ser quem será contra nós? Mas, Deus é por nós? Pois, sendo Deus por nós não haverá leões, covas, exércitos, doenças que definirão o fim, mas em contra partida escreverão que Deus está no controle de todas as coisas e agindo Deus quem impedirá (Is 43.13).
Logo, assim como os israelitas foram protegidos por Deus do exército egípcio ao passarem pelo Mar Vermelho, os cristãos nos dias hodiernos serão também por Deus protegidos de todo o levante contra a integridade que proporciona a aliança destes com Cristo. Em fim, a presença de Jesus garante proteção (Mt 28.20).
A proteção divina proporciona aos cristãos a atitude da adoração, logo, abra-se a porta da proteção e adoremos ao Rei, porém para que esta porta seja aberta é necessário que os cristãos andem com Cristo.
Θυρίϛ, abra-se a porta da prosperidade
A descrição prosperidade no âmbito religioso tem sido alvo de críticas a aplausos, e de interpretações corretas a conclusões totalmente errôneas. Portanto, o que não se pode omitir é que Deus no desenvolver dos decretos proporciona aos seres humanos a prosperidade.
Prosperidade é a materialização que permite o olhar do ser humano ao poder contemplar o cuidado de Deus na manutenção da vida com todos os recursos, e não só na ótica generalizada, mas também no olhar impar, o cuidado de Deus para com aqueles que são fiéis no cumprimento às ordenanças presentes na Escritura Sagrada.
O profeta Isaias escreveu: Se quiserdes, e obedecerdes, comereis o bem desta terra (Is 1.19). Se quiserdes, significa desejo ou vontade, não é pecado querer o melhor, pecado é permitir que coisas tenham o poder de tirar o olhar do cristão do alvo que é Cristo, porém trabalhar para possuir o melhor não é pecado quando este não tira o olhar do cristão da pessoa de Cristo. E obedecerdes, aqui sim Isaias permite associar a prosperidade com a fidelidade, pois quando o cristão é fiel no pouco, Deus outorga abundância de viveres.
Por meio do trabalho honesto o cristão alcança a prosperidade e também adora a Deus.
Por meio da fidelidade nos dízimos e ofertas o cristão adora a Deus.
No administrar corretamente seus bens os cristãos adoram a Deus.
A prosperidade divina proporciona aos cristãos a atitude da adoração, logo, abra-se a porta da prosperidade e adoremos ao Rei, porém para que esta porta seja aberta é necessário que os cristãos obedeçam a Cristo.
 A aplicabilidade da porta como passagem poderá sintetizar na necessidade de receber a Cristo como Salvador, andar com Cristo e obedecer a Cristo. Pois, a promessa de Deus é que as portas levantem as cabeças para a entrada do Rei da Glória que é o Senhor dos Exércitos, fato que proporcionará a adoração que perpetuará por toda a eternidade (Sl 24.9,10).