Deus é Fiel

Deus é Fiel

sexta-feira, 22 de maio de 2020

Ministério Público: Autoridade de Jesus sobre os demônios e sobre a morte


Ministério Público: Autoridade de Jesus sobre os demônios e sobre a morte
Texto: Disse Jesus: Tirai a pedra. Marta, irmã do defunto, disse-lhe: Senhor, já cheira mal, porque é já de quatro dias. 40- Disse-lhe Jesus: Não te hei dito que, se creres, verás a glória de Deus? 41-Tiraram, pois, a pedra de onde o defunto jazia. E Jesus, levantando os olhos para cima, disse: Pai, graças te dou, por me haveres ouvido. 42-Eu bem sei que sempre me ouves, mas eu disse isto por causa da multidão que está em redor, para que creiam que tu me enviaste. 43- E, tendo dito isto, clamou com grande voz: Lázaro, sai para fora. 44- E o defunto saiu, tendo as mãos e os pés ligados com faixas, e o seu rosto envolto num lenço. Disse-lhes Jesus: Desligai-o, e deixai-o ir. 45- Muitos, pois, dentre os judeus que tinham vindo a Maria, e que tinham visto o que Jesus fizera, creram nele (Jo 11.39-45).
Os demônios são anjos decaídos que rebelaram contra Deus e que optaram em seguir a Satanás. Enquanto, que a morte significa separação do corpo, (parte material), da alma (parte imaterial). Porém, compreende-se Biblicamente que Jesus possui poder sobre os demônios e sobre a morte.
Autoridade de Jesus sobre os Demônios
1- Origem dos Demônios. O apóstolo João escreveu as seguintes palavras em Apocalipse: E foi precipitado o grande dragão, a antiga serpente, chamada o diabo e Satanás, que engana todo o mundo; ele foi precipitado na terra, e os seus anjos foram lançados com ele (Ap 12.9). O presente versículo ratifica ter sido alguns dos milhares de milhares de anjos lançados com satanás, sendo estes nomeados de os seus anjos, ou seja, anjos sobre o domínio do diabo.
Para Bancroft os anjos maus (demônios) são empregados na execução dos propósitos de Satanás, que são diametralmente opostos aos propósitos de Deus, e estão envolvidos nos obstáculos e danos contra a vida espiritual e o bem estar do povo de Deus (2006, p. 301).
Biblicamente percebe-se que satanás é o maioral dos anjos maus:
[...] Este não expulsa os demônios senão por Belzebu, príncipe dos demônios (Mt 12.24), [...], Belzebu. A origem desse nome é incerta, mas dele pode ser construído do hebraico zebul ou “casa” e ball ou “mestre”. Entretanto, não há dúvida de que na época de Jesus essa palavra correspondia ao nome de Satanás (RICHARDS, 2008, p. 103).
[...] Apartai-vos de mim, malditos, para o fogo eterno, preparado para o diabo e seus anjos (Mt 25.41). Este é um versículo crítico para aqueles que objetam que um “Deus amoroso” nunca poderia condenar ninguém a tal terrível inferno. Na verdade, Deus não criou o reino do fogo para os seres humanos, mas sim para Satanás e seus anjos caídos (RICHARDS, 2008, p. 79).
Sobre a origem de Satanás compreende-se que ele foi criado como anjo de Deus, de exalada posição e ordem, possuidor de grande beleza e resplendor pessoais, dotado de poder e sabedoria superiores, até que a iniquidade foi achada nele, quando procurou tomar a posição e as prerrogativas pertencentes a Deus (BANCROFT, 2006, p. 303).
2- Autoridade de Jesus sobre os Demônios. A narrativa da vida pública de Jesus é marcada pela citação de que Ele ao encontrar indivíduos endemoninhados, expulsa destes os demônios, pois se percebe que há profunda correlação entre o anúncio da chegada do Reino de Deus com a expulsão de demônios.
A missão de Cristo também abrangia o ato de expulsar demônios. Fato que é corroborado quando Jesus enviava os discípulos para o campo missionário outorgava a eles o poder para expulsar os demônios (Mt 10.1).
 Autoridade de Jesus sobre morte
A autoridade de Jesus sobre a morte se notabiliza nos seguintes episódios: a ressurreição do filho da viúva de Naim (Lc 7.11-17), a ressurreição da filha de Jairo (Mc 5. 40-42), e na ressurreição de Lázaro (Jo 11.43,44). Em especial, a ressurreição de Lázaro possibilita algumas aprendizagens fundamentais:
1- Quando Jesus chegou a Betânia já havia quatro dias que corpo de Lázaro tinha sido posto na sepultura (Jo 11.18). Era crença por boa parte dos judeus que o espírito de quem morria ficava vagando em terra por três dias, logo, Jesus se apresentou no quarto dia para que todos soubessem que Ele tem poder sobre a morte.
2- Jesus ordenou a ressurreição de Lázaro. Ao mandar tirar a pedra o Senhor Jesus clamou com grande voz: Lázaro, vem para fora (Jo 11.43). Fato que corrobora para com a autoridade de Jesus sobre a morte.
Em suma, Jesus demonstrou dependência e obediência ao Pai. Pois, sendo Ele ungido pelo Espírito Santo, foi obediente ao Pai em toda obra. Portanto, assim deve ser nos dias atuais, pois cabe à igreja clamar com fé, pois a promessa é que as orações serão respondidas se forem feitas no nome de Jesus, pois a Igreja possui a unção e a missão real, a de realizar no nome de Jesus milagres e expulsar demônios (Jo 14.14).
Referência:
BANCROFT. Emery H. Teologia Elementar, doutrina e conservadora. São Paulo: Editora Batista Regular, 2006.
RICHARDS. Lawrence O. Comentário Histórico-Cultural do Antigo Testamento. Rio de Janeiro: CPAD, 2008.

segunda-feira, 18 de maio de 2020

Subsídio para as Lições Bíblicas Jovens: A BATALHA CONTRA AI


A BATALHA CONTRA AI
A presente lição tem como Síntese: O pecado de um único homem fez com que os hebreus experimentassem a derrota em Ai.
E como objetivos:

Refletir a respeito da derrota dos hebreus na luta contra Ai;
Compreender o motivo que levou os hebreus à derrota;
E, Conscientizar a respeito do arrependimento e da restauração divina.
Sobre o texto do dia pode compreender que:
Se o povo de Deus fizesse três coisas, o Senhor responderia de três maneiras: O povo tinha de se humilhar (ou seja, submeter-se), orar (arrependendo-se) e voltar-se, ou retornar para Ele. Se fizesse assim, Deus iria ouvi-los, perdoar-lhes os pecados e sarar a sua terra (RADMACHER; ALLEN; HOUSE, 2013, p. 691).
I – A DERROTA EM AI
A cidade de Ai era uma pequena cidade a oeste de Jericó. Seu nome significa ruína e alguns inquirem se é possível que o nome aqui tenha alguma influência na interpretação propriamente dita do texto (RADMACHER; ALLEN; HOUSE, 2013, p. 377).
Para triunfar sobre a cidade de Ai, não seria necessário grande quantidade de soldados, por serem poucos o número de inimigos que ali habitavam (Js 7.3).  Porém, a derrota sofrida por parte de Israel deve-se ao pecado cometido por Acã.
Três mil soldados subiram contra aquela cidade. Trinta e seis foram feridos, fato que deixou atormentado o exército de Israel que logo fugiu. Sendo a pior consequência da derrota a alegria que outrora movia os israelitas pela conquista de Jericó, transformou-se em tristeza pela derrota em Ai.
O termo pecado tem como significado errar o alvo. Sendo que o pecado é toda transgressão à vontade de Deus. O resultado da hamartía (palavra grega para pecado) é a morte, isto é, a transgressão traz a separação para com Deus.
As atitudes de Acã, além de violarem as instruções de Deus, também eram uma violação ao décimo mandamento (Êx 20.17). Acã tentou, sem sucesso, esconder seu pecado de Deus, de quem absolutamente nada pode ser escondido (Sl 139.7-12). (RADMACHER; ALLEN; HOUSE, 2013, p. 379).
II – O MOTIVO DA DERROTA: O PECADO
A derrota na cidade de Ai está associada ao pecado cometido. O pecado passa a ser a explicação para as inúmeras derrotas sofridas pelos seres humanos.
A hamartiologia (doutrina Bíblica que estuda o pecado) resume as ações do pecado em três instancias: penalidade, poder e presença.
A penalidade do pecado é real na vida daqueles que não foram justificados em Cristo.
O poder do pecado é notável na vida daqueles que não se santificam em Jesus Cristo.
E a presença do pecado só perpetuará na vida daqueles que não serão glorificados com o Senhor Jesus Cristo.
A resposta de Deus após a ação de Josué de orar prostrado em terra foi: Levanta-te! Por que estas prostrado assim sobre o teu rosto? Israel pecou, e até transgrediram o meu concerto que lhes tinha ordenando, e até tomaram do anátema, e também furtaram, e também mentiram, e até debaixo da sua bagagem o puseram (Js 7.10,11).
A resposta de Deus a Josué e o luto dos líderes reforçaram a importância da santidade. Israel – e não apenas Acã – pecou, e Deus não toleraria esse tipo de coisa (RADMACHER; ALLEN; HOUSE, 2013, p. 378).
III – DEUS ENTREGA A CIDADE DE AI
Se no primeiro momento Israel subiu confiante da vitória e saiu derrotado por causa do anátema. No segundo instante a confiança era por parte dos habitantes da cidade de Ai. Porém, a confiança dos habitantes de Ai não garantiu a vitória para si, pois agora o povo de Israel tinha se santificado diante de Deus, fato que corroborou para com a vitória israelita.
A respeito da vitória pode sintetizar nas seguintes palavras interpretativas de Josué 8.30-35:
A vitória em Jericó, a derrota e o subsequente sucesso em Ai representavam importantes acontecimentos de tomada da terra. Vitórias posteriores, mesmo que tivessem sido tão dramáticas quanto as anteriores, receberam menos atenção individual na narrativa (capítulos 10 e 11) (RADMACHER; ALLEN; HOUSE, 2013, p. 381).
Referência:
RADMACHER, Earl D. ALLEN, Ronaldo B. HOUSE, H. Wayne. O Novo comentário Bíblico Velho Testamento. Rio de Janeiro: Editora Central Gospel, 2013.

Subsídio para a aula da Escola Bíblica Dominical: Edificados sobre o Fundamento dos Apóstolos e dos Profetas


Edificados sobre o Fundamento dos Apóstolos e dos Profetas
A verdade prática permite compreender que Jesus Cristo é a pedra basilar da Igreja, que está edificada por meio dos ensinamentos dos apóstolos e do testemunho dos profetas. Sendo que a presente lição tem como objetivo geral: Ensinar que Cristo é a base da Igreja e estamos alicerçados na doutrina dos apóstolos e no testemunho dos profetas; e, como objetivos específicos:

Explicar que no Antigo Testamento Deus habitou no Tabernáculo e no Templo, mas que no Novo habita em nós por meio do Espírito Santo.
Apresentar o fundamento da Igreja como a doutrina dos apóstolos e testemunho dos profetas.
Refletir que somos Templo do Espírito Santo e devemos viver em santidade.
Lembrando que o texto áureo permite compreender que:
Os apóstolos e os profetas são citados aqui como fundamento [edifício] da Igreja porque eles ajudavam a edificar a Igreja sobre a Pedra angular, que é Cristo, e eram Suas testemunhas. Em outras palavras, a Igreja primitiva foi estabelecida a partir dos ensinamentos e da pregação dos apóstolos e profetas (At 2). Contudo, o próprio Cristo é a Pedra sobre a qual a Igreja está edificada (1 Co 3.11). A pedra da esquina era a primeira pedra, a base, o alicerce, colocada no ângulo de uma construção [para dar-lhe firmeza, solidez]. Os construtores alinhavam o restante da estrutura sobre a pedra angular, principal (1           Pe 2.1-9) (RADMACHER; ALLEN; HOUSE, 2013, p.506).
I – UM EDIFÍCIO ESPIRITUAL
No Antigo Testamento Deus se manifestou tanto no Tabernáculo, assim como também no Templo. A manifestação de Deus nestes recintos passou a ser definida na teologia pelo o termo teofania, palavra que descreve a Manifestação da divindade em figura humana. Tem por objetivo ministrar as revelações do Supremo Ser. Tais manifestações podem incluir a voz e até mesmo a imagem de entes celestiais (Jz 13.15-22) (ANDRADE, 1997, p. 232).
Porém, na Nova Aliança Deus habita nos crentes transformados pelo Espírito Santo. Não sabeis vós que sois o templo de Deus e que o Espírito de Deus habita em vós? (1 Co 3.16).
Já a descrição neotestamentária em ser Cristo a pedra angular, pode concluir-se que:
Jesus é a pedra mais importante (pedra principal). Pedra que sustenta todo o edifício.
II – O FUNDAMENTO: APÓSTOLOS E PROFETAS
Sobre os dons ministeriais de apóstolos e profetas podemos aprender que:
O dom ministerial de apóstolo é aquele que se sintetiza em ser um ministério abrangente, isto é, dom que abrange as habilidades de profeta, evangelista, pastor e doutor. O termo apóstolo tem como significado aquele que é envaido em nome de alguém, ou seja, o apóstolo é embaixador de Cristo.
Já o dom de profeta corresponde com aquele que fala em nome de alguém, proporcionando um elo entre o dono da mensagem com os receptores da mensagem. O dom profético tem como significado claro a pregação da Palavra.
Portanto, a respeito da descrição fundamento dos apóstolos e dos profetas, assim explica Baptista:
Embora não se possa desassociar das pessoas e do ofício que ocupavam, o que constitui o fundamento da Igreja não é o ministério apostólico, mas, sim, a doutrina que os apóstolos ensinavam à Igreja, ou seja, as Escrituras (At 2.42; 2 Tm 3.16). (BAPTISTA, 2020, p. 94).
III – EDIFICADOS PARA MORADA DE DEUS
Todo edifício bem ajustado cresce, sendo o crescimento do cristão desenvolvido e mantido por meio da santificação. Santificar quer dizer separar para o uso de, ou consagrar para. Exemplificando estes termos compreende que o cristão foi santificado, ou separado, para o uso exclusivo de Deus, assim como pode dizer que, o cristão foi santificado, ou consagrado para Deus.
Ser santificado em Cristo outorga ao crente desenvolver e manter o desfrutar da comunhão com o Senhor. A comunhão plena com Deus ocorrerá com a glorificação do cristão em Cristo. O que corresponde com a santificação futura. Sobre a santificação futura percebe-se que esta só ocorrerá na glorificação dos cristãos. Logo, santificação futura corresponde com a vitória definitiva sobre o pecado, neste caso sobre a presença do pecado.
Por fim, para concluir com Pedro (1.15-19) se aprende três motivos pelos quais os cristãos devem se santificar diariamente: primeiro, Deus é Santo; segundo, Deus conhece e julga de maneira justa; e, terceiro, os cristãos são remidos pelo sangue de Jesus.
Referência:
ANDRADE, Claudionor Corrêa. Dicionário Teológico, com definições etimológicas e locuções latinas. Rio de Janeiro: CPAD, 1997.
BAPTISTA, Douglas Roberto de Almeida. A Igreja Eleita, Redimida pelo Sangue de Cristo e Selada com o Espírito Santo da Promessa. Rio de Janeiro: CPAD, 2020.
RADMACHER, Earl D. ALLEN, Ronaldo B. HOUSE, H. Wayne. O Novo comentário Bíblico Novo Testamento. Rio de Janeiro: Editora Central Gospel, 2013.

quarta-feira, 13 de maio de 2020

Subsídio para as Lições Bíblicas Jovens: Derrotando o Primeiro Inimigo


Derrotando o Primeiro Inimigo
A presente lição tem como Síntese: Em algum momento da nossa trajetória terrena enfrentaremos alguns inimigos. Mas em Jesus somos mais que vencedores. E como objetivos: Conhecer os primeiros inimigos dos hebreus a serem derrotados na Terra Prometida; Mostrar as estratégias utilizadas pelos hebreus para tomar Jericó; e, Conscientizar de que Deus se mostra forte para com aqueles que nEle confiam..
Sobre o texto do dia pode compreender que:
As provações e as dificuldades listadas no versículo v.35 não apenas não podem nos separar do amor de Cristo, mas também nos tornam mais do que vencedores, pois elas nos forçam a depender cada vez mais de Deus (RADMACHER; ALLEN; HOUSE, 2013, p.386).
I – A PRIMEIRA BATALHA DOS HEBREUS NA TERRA PROMETIDA
Jericó era uma cidade forte, por isso era necessário muito esforço e inúmeras lutas para conquistá-la. Fato que explica o motivo de 10 dentre os 12 espias terem se assombrado e temido os homens que por Jericó guerreava. Fato que ocorreu trinta e oito anos antes da conquista.
Já sobre a liderança de Josué os espias que foram enviados sofreram a perseguição do rei de Jericó, que não estava brincando em serviço administrativo, e tinha como intensão matar aqueles espias.
Conclui-se o presente tópico em compreender que a vitória sobre Jericó só ocorreria com a ação divina.
II – A ESTRATÉGIA DE DEUS PARA A BATALHA DE JERICÓ
Segundo relatos arqueológicos a muralha possuía dois muros; um interno e outro externo. O muro interno possuía 4 metros de largura, enquanto o externo possuía 2 metros e eram separados por uma distancia de 5 metros, sendo que ambos possuíam 10 metros de altura, daí o nome, muralha.
Três seriam as medidas utilizadas por Josué para adentrar em Jericó:
Primeira medida, passar por cima;
Segunda medida, cavar um túnel;
E como terceira medida, perfurar a muralha.
Nenhuma destas medidas foi por Deus apresentada, logo, se por acaso algumas delas fossem aplicadas seriam soluções humanas para vencer os desafios da muralha.
Sob a orientação divina os israelitas deveriam rodear a cidade de Jericó uma vez por dia, sendo repetida esta prática por seis dias, porém no sétimo dia a cidade deveria ser rodeada por sete vezes. Somando um total de treze vezes. Sendo que na prática da ação em rodear a cidade iriam pela ordem: homens armados, sete sacerdotes e a Arca do Senhor (Js 6. 1-27).
 Em suma, três coisas foram fundamentais para a conquista de Jericó: a Arca de Deus, a ação humana em obedecer a Deus e o tempo.
III – DEUS SE MOSTRA FORTE PARA COM OS QUE CONFIAM NELE
O presente tópico proporciona um olhar minucioso para com Josué e para com Raabe, sendo que ambos se encontram na lista dos heróis da fé.
A respeito de Josué pode-se descrever que ele foi o sucessor de Moisés e teve como missão guiar o povo israelita à conquista da terra prometida. Percebe-se que a biografia de Josué é marcada por qualidades no que corresponde à coragem e a prestação de serviço (tanto a Moisés como a Deus), e por fim, também é marcada pela conquista de Canaã.
Já a respeito de Raabe compreende que ela não teve orgulho em seu povo, mas ao contrário acolheu em paz os espias. Seguem-se algumas características de Raabe:
a) Raabe foi uma mulher corajosa ao ponto de acolher os espias em paz (Hb 11.31).
b) Raabe tinha um coração bom.
c) Raabe foi uma mulher de fé.
d) Raabe soube fazer escolhas.
A fé de Raabe é mencionada em Hebreus como exemplo de salvação pela fé.
Referência:
RADMACHER, Earl D. ALLEN, Ronaldo B. HOUSE, H. Wayne. O Novo comentário Bíblico Novo Testamento. Rio de Janeiro: Editora Central Gospel, 2013.

sábado, 9 de maio de 2020

Subsídio para a aula da Escola Bíblica Dominical: Cristo é a nossa reconciliação com Deus


Cristo é a nossa reconciliação com Deus
A verdade prática permite compreender que Ao morrer na Cruz do Calvário, Cristo reconciliou os eleitos desfazendo a inimizade entre Deus e os homens. Sendo que a presente lição tem como objetivo geral: Conscientizar que por meio do sacrifício vicário, Cristo desfez a inimizade e, entre dois povos, criou um – a Igreja; e, como objetivos específicos:

Pontuar sobre a inimizade que existia entre Deus e os homens.
Explicar que pela paz, Cristo fez um “Novo Homem”.
Evidenciar que pela cruz fomos reconciliados com Deus
Lembrando que o texto áureo permite compreender que:
A parede de separação que estava no meio de judeus e gentios era retratada de forma vívida por uma parede separando o átrio dos gentios do átrio dos judeus, no templo. Havia um aviso de que qualquer não-judeu que ultrapassasse o pátio dos gentios receberia a morte imediata e súbita (RADMACHER; ALLEN; HOUSE, 2013, p.505).
I – CRISTO DESFEZ A INIMIZADE ENTRE OS HOMENS
Existia uma barreira espiritual e literal que separava os judeus dos gentios, sendo que com a derrubada desta barreira Deus outorga acesso à sua presença e livre entrada no santuário celestial (Ef 2.18;Hb 10.19).
No que corresponde ao tripé da lei mosaica compreende que não existe mais de uma lei o que existe são os preceitos da lei. E os preceitos da lei estão divididos em três: morais, cerimoniais e civis.
Os preceitos morais visavam à normalização das relações sociais, e têm como ponto essencial os dez mandamentos. Sobre o preceito moral da lei, assim Baptista comenta: [...] exceto o rito da guarda do sábado, permanece em vigor como padrão de conduta, mas não como meio de salvação (ver Ef 2.8,9). O entendimento da validade da lei moral para nossos dias é de vital importância contra os extremos, tanto do legalismo como da licenciosidade (2020, p.81).
Já os preceitos cerimoniais visavam à normalização do sacerdócio levítico.
Enquanto, os preceitos civis visavam à normalização das normas jurídicas e a prática da vida social dos israelitas. Ou seja, a lei civil ou judicial diz respeito ao israelita como cidadão (BAPTISTA, 2020, p.81).
Em suma, a obra vicária de Jesus no calvário aboliu a necessidade da observância ritualística, pois no que corresponde ao tripé dos preceitos da lei, tanto o civil como o cerimonial não cabe à Igreja seguir, sendo que o preceito cerimonial foi revogado em Cristo.
II – PELA PAZ, CRISTO FEZ UM NOVO HOMEM
O termo paz proporciona o desenvolvimento de relacionamentos satisfatórios, sustentados pela harmonia, mantidos com saúde, integridade e bem-estar.
A paz é condição fundamental para progredirmos na união, para acolhermos os ministérios de outras pessoas e para aprendermos, ainda que através dos fracassos. O exercício dos dons deve levar à maior união e paz [...] Por isso, é fundamental aprendermos a tratar com ternura uns aos outros e a buscar o sumo bem de todos (HORTON, 1996, p.489).
A paz tem sua origem em Deus, isto é, paz de Deus. Porém, também há possibilidade do ser humano viver a paz com Deus, sendo que a possibilidade para tamanho ato só é possível mediante a justificação.
A paz em Deus é uma realidade mediante a obra de Cristo na cruz. Portanto, para a obtenção da paz: sacrifícios são necessários; renunciar é preciso; e dedicação para com a vida das demais pessoas é indispensável.
A existência da paz no interior do indivíduo é possível. E compreende que paz é Boas Novas e a missão da Igreja é propagar as Boas Novas em Cristo Jesus.
Por fim, a paz é o relacionamento certo em todas as esferas da vida (BARCLAY, 2010, p.85,86).
Certo dentro do lar (1Co 7.12-16).
Certo entre judeus e gentios (Ef 2.14-17).
Certo que deve existir dentro da Igreja (Ef 4.3).
Certo entre os homens (Hb 12.14).
Certo entre o homem e Deus (Rm 5.1).
III – PELA CRUZ, RECONCILIADOS COM DEUS NUM CORPO
O homem estava distante de Deus, sendo que por meio do ministério da reconciliação o Senhor Jesus desfez a inimizade que existia entre o Criador e a criatura. Inimizade é a definição exata da ausência de paz. Sendo que o presente tópico centraliza duas dimensões desta inimizade: vertical (inimizade para com Deus) e horizontal (inimizade para com o próximo).
A inimizade para com Deus é perceptível nas palavras de Paulo: Porquanto a inclinação da carne é inimizade contra Deus, pois não é sujeita à lei de Deus, nem, em verdade, o pode ser (Rm 8.7). A inclinação para com a carne tem como fruto a inimizade para com Deus, e não é submissa a lei de Deus e nem pode ser.
Já a inimizade entre as pessoas é real e um bom exemplo torna-se notório na escrita de Lucas: E no mesmo dia, Pilatos e Herodes entre si se fizeram amigos; pois dantes andavam em inimizade um com o outro (Lc 23.12).
Referência:
BAPTISTA, Douglas Roberto de Almeida. A Igreja Eleita, Redimida pelo Sangue de Cristo e Selada com o Espírito Santo da Promessa. Rio de Janeiro: CPAD, 2020.
BARCLAY, William. As Obras da Carne e o Fruto do Espírito. São Paulo: Vida Nova, 2010.
HORTON. Stanley M. Teologia Sistemática: Uma perspectiva Pentecostal. Rio de Janeiro: CPAD, 1996.
RADMACHER, Earl D. ALLEN, Ronaldo B. HOUSE, H. Wayne. O Novo comentário Bíblico Novo Testamento. Rio de Janeiro: Editora Central Gospel, 2013.

segunda-feira, 4 de maio de 2020

Subsídio para as Lições Bíblicas Jovens: O Encontro com Deus


O Encontro com Deus
A presente lição tem como Síntese: Ninguém que tem um encontro com Deus permanece da mesma maneira. E como objetivos: Mostrar os preparativos para a tomada de Jericó; Entender as circunstâncias em que Deus apareceu a Josué; e, Refletir a respeito do significado do diálogo entre Deus e Josué.
Sobre o texto do dia pode compreender que:

A ordem dada a Josué de descalçar os sapatos dos pés é praticamente idêntica àquela dada a Moisés na sarça flamejante (Êx 3.5). Isso reforça o tema abordado no livro de Josué acerca da substituição de Moisés no papel de líder de Israel. Josué defronta-se com o Deus vivo, exatamente como aconteceu com Moisés (Êx 33.9-11). João 1.18 sugere vigorosamente que tais acontecimentos consistiam de aparições do Salvador, Jesus, pré-encarnado, e não de Deus, o Pai, que não pode ser visto (Jo 6.46) (RADMACHER; ALLEN; HOUSE, 2013, p.374).
I – A ANTESSALA DA BATALHA
Josué entra em destaque no contexto histórico da Bíblia Sagrada como um grande líder conduzido pelo temor ao Senhor. E no presente tópico compreende algumas lições fundamentais para se aplicar aos líderes da modernidade:
A primeira lição corresponde à dependência – Josué se retirou sozinho, certamente para refletir, orar e estabelecer (Lição, p. 41). O sucesso ministerial está na dependência para com Deus. Portanto, o líder cristão, assim como cada cristão tem que possuir como prática diária comunhão com o Senhor, que se notabiliza com a prática da oração.
Já a segunda lição está relacionada com o desenvolvimento de uma estratégia – Para o desenvolvimento de estratégias é necessário que o indivíduo conheça o lugar da batalha e o inimigo a ser enfrentado.
O jovem cristão tem que conhecer que o mundo é o local em ocorre diariamente a batalha espiritual, assim como o diabo, a carne e o mundo tornam-se os inimigos a serem vencidos.
II – DEUS SE REVELA A JOSUÉ
Compreende que o homem que se apresentou a Josué corresponde com a manifestação do Senhor Jesus Cristo, isto é, corresponde com uma teofania.
Teofania é um termo teológico utilizado para descrever a Manifestação da divindade em figura humana. Tem por objetivo ministrar as revelações do Supremo Ser. Tais manifestações podem incluir a voz e até mesmo a imagem de entes celestiais (Jz 13.15-22) (ANDRADE, 1997, p. 232).
Verdade que é corroborada por Radmacher, Allen e House:
Acredita-se que o homem a que se refere este versículo se tratava do próprio Deus, ou talvez de Cristo. Muitos especialistas conectam a aparição deste homem aqui, o comandante do exército de Israel, com o Anjo do Senhor citado em outros momentos [...] (RADMACHER; ALLEN; HOUSE, 2013, p.374).
III – DEUS FALA A JOSUÉ
Em resposta a pergunta de Josué (És tu dos nossos, ou dos nossos inimigos?) o homem respondeu que não, mas venho agora como príncipe do exército do SENHOR. A resposta fez que Josué se prostrasse e adorasse.
Sobre a adoração compreende que se trata de louvor, a adoração e a reverência a Deus, tanto em público quanto em particular. É a celebração da excelência de Deus, e, por meio da adoração, damos honra ao nome do Senhor (GUIA CRISTÃO DE LEITURA DA BÍBLIA, p.790).
Da palavra hebraica shaha compreende que adoração é o ato de curvar diante de Deus, enquanto a palavra hebraica abad transmite como definição o serviço a Deus. Portanto, adoração no Antigo Testamento corresponde ao ato de servir e de se inclinar diante de Deus.
Já no Novo Testamento a palavra grega proskuneo identifica a adoração com a prestação de homenagem ao ponto de beijar a mão. E as palavras grega latreía que significa serviço no ato contínuo do culto e leitougia que corresponde com a organização no culto.
Referência:
ANDRADE, Claudionor Corrêa. Dicionário Teológico, com definições etimológicas e locuções latinas. Rio de Janeiro: CPAD, 1997.
GUIA CRISTÃO DE LEITURA DA BÍBLIA. Rio de Janeiro: CPAD, 2013.
RADMACHER, Earl D. ALLEN, Ronaldo B. HOUSE, H. Wayne. O Novo comentário Bíblico Velho Testamento. Rio de Janeiro: Editora Central Gospel, 2013.

sábado, 2 de maio de 2020

Subsídio para a aula da Escola Bíblica Dominical: A Condição dos Gentios sem Deus


A Condição dos Gentios sem Deus
A verdade prática permite compreender que Outrora sem Deus, por meio de Cristo os gentios tornam-se descendência de Abraão e herdeiros das promessas. Sendo que a presente lição tem como objetivo geral: Esclarecer de que modo os gentios estiveram privados da promessa messiânica; e, como objetivos específicos:

Conceituar espiritualmente a circuncisão e a incircuncisão.
Explicar a antiga condição dos gentios sem Deus e sem Cristo.
Afirmar que desprovidos de Deus os gentios marchavam para a perdição eterna.
Lembrando que o texto áureo permite compreender que:
Uma vez que o sinal da aliança abraâmica era a circuncisão, os judeus orgulhosamente se referiam a si mesmos como os da circuncisão. De um modo muito menos delicado, eles chamavam os gentios de os da incircuncisão [ou incircuncisos] (RADMACHER; ALLEN; HOUSE, 2013, p.505).
I – CHAMADOS INCIRCUNCISÃO
Três passagens Bíblicas outorgam saberes essenciais sobre circuncisão:
Gn 17.10,11: Disse mais Deus a Abraão: Tu, porém, guardarás o meu concerto, tu e a tua semente depois de ti, nas suas gerações. Este é o meu concerto, que guardareis entre mim e vós e a tua semente depois de ti: Que todo macho será circuncidado. Utilizado a frase presente na revista da repartição correspondente à Leitura Diária, compreende que a circuncisão tornou-se um sinal de distinção entre judeus e gentios.
 Êxodo 19.5,6: agora, pois, se diligentemente ouvirdes a minha voz e guardardes o meu concerto, então, sereis a minha propriedade peculiar dentre todos os povos; porque toda a terra é minha. E vós me sereis reino sacerdotal e povo santo. Estas são as palavras que falarás aos filhos de Israel. Logo, a circuncisão apontava para a santificação.
Gálatas 6.15: Porque, em Cristo Jesus, nem a circuncisão nem a incircuncisão têm virtude alguma, mas sim o ser uma nova criatura. E sobre este texto Bíblico pode compreender que:
A razão por que ele estava crucificado para o mundo, e o mundo, para ele, era esta: em Cristo, a quem o apóstolo estava espiritualmente unido, o que tem valor é ser uma nova criatura. Todas as outras coisas têm de ser descartadas; têm de perecer! Estou me referindo às coisas que obstruem a regeneração por parte do Espírito [...] Ou seja, se alguém deseja ser considerado pertencente ao reino de Cristo, seja nascido de novo pelo Espírito de Deus; não viva mais para si mesmo, nem para o mundo; seja ressuscitado para “novidade de vida” (Rm 6:4). Já considerando as razões que levaram Paulo a concluir que nem a circuncisão nem a incircuncisão têm algum valor. A verdade do evangelho absorve e desfaz todas as sombras da lei (CALVINO, 2007, p.171).
II – ESTRANHOS AO CONCERTO DA PROMESSA
O tópico poderá ser sintetizado na seguinte frase:
Ser estranho ao concerto da promessa é viver uma vida sem Cristo, assim como ser totalmente separado da comunidade de Israel e ser desconhecedor dos pactos de reiterações da promessa messiânica.
Os gentios por não viverem em Cristo não tinham esperança, pois Deus não lhes estendeu a mão para estabelecer uma relação baseada em uma aliança. No entanto, o sangue [derramado] de Cristo poderia trazer os gentios de volta ao seu Criador (RADMACHER; ALLEN; HOUSE, 2013, p.505).
De fato os gentios estavam incluídos na promessa da aliança estabelecida entre Deus e (para com) Abraão: abençoar todas as famílias da terra (Gn 12.3). Porém, a diversidade cultura entre eles, principalmente no olhar para a religiosidade proporcionou a criação de uma separação entre ambos os povos (Ef 2.12).
III – SEM ESPERANÇA E SEM DEUS
O tópico anterior apresenta em análise da Epístola que os gentios viviam sem Cristo fato que corroborará para uma vida sem esperança.  Sendo que o vocábulo esperança é usado de duas maneiras diferentes. No primeiro caso significa grande coragem, aquela que permanece firme a despeito de todas as tentações. No segundo caso, indica a salvação infinita que a esperança obterá; no presente versículo (Rm 8.24) podem estar em foco ambos os aspectos (LUTERO apud CHAMPLIN).
Logo, os gentios por estarem sem esperança estava desprovidos da coragem espiritual, fato que explica o desconhecimento dos mesmos para com a promessa do Messias, assim como permite compreender que os gentios estavam incertos da salvação e pior ainda, desconheciam o Caminho para a salvação.
Referência:
CALVINO, João. Gálatas. São José dos Campos-SP: Editora Fiel, 2007.
CHAMPLIN. R.N. Enciclopédia de Bíblia, Teologia e Filosofia. Volume 2. São Paulo: Hagnos, 2014.
RADMACHER, Earl D. ALLEN, Ronaldo B. HOUSE, H. Wayne. O Novo comentário Bíblico Novo Testamento. Rio de Janeiro: Editora Central Gospel, 2013.