Deus é Fiel

Deus é Fiel

terça-feira, 17 de maio de 2022

AS BASES DO CASAMENTO: AMOR E FIDELIDADE

AS BASES DO CASAMENTO: AMOR E FIDELIDADE 

O amor cristão tem que ser fundamentado, edificado e ter como base o amor a Deus e também o amor ao próximo. E de fato o cônjuge é a pessoa mais próxima que o crente tem e que deve amar de todo o coração. Lembrando que o amor possui duas dimensões: vertical, amor a Deus e, horizontal, amor ao próximo. E os tipos de amor são: Ágape, amor divino; Philis, amor entre amigos; Eros, amor entre os cônjuges, porém há muitos que o define como amor carnal, ou seja, quando o amor corresponde com a paixão; e, Storge, amor conjugal em que o respeito e a harmonia são evidenciados.

I – MATURIDADE: PREPARAÇÃO PARA O CASAMENTO

É vontade de Deus que o homem e a mulher sejam uma única carne. E que se multiplique sem intrigas, sem invejas e sem discórdias; e para que isto ocorra é necessário que o casal tenha o seu próprio cantinho; “quem casa quer casa”.

É válido afirmar que o jovem que pretende casar que tenha maturidade. Porém, as dimensões de tal maturidade são: espiritual, moral e financeira. Espiritual identifica o jovem e a sua relação com Deus, se Deus não for centro da vida de alguém, logo tal pessoa não estará pronta para desfrutar dos benefícios da vida conjugal. Já a maturidade moral corresponde com a vida do jovem e as suas práticas na sociedade. E por fim, financeiro é o tipo de maturidade que corresponde à disposição do indivíduo com o mundo profissional, pobreza não corresponde à inferioridade, porém a preguiça é a virtude dos que sempre serão fracassados.

II – O AMOR ENTRE OS CONSORTES

O esposo deve amar a esposa e não amargurá-la. São muitos os meios pelo qual a esposa é amargurada em sua própria casa, exemplo; quando o cônjuge não a compreende, quando o esposo não a incentiva, quando ela é menosprezada por coisas e dentre outros quando ela não é lembrada.

Amar a esposa é doar se por ela, tanto tempo e carinho. É suprir as necessidades físicas, espirituais e financeiras. É valorizar as qualidades da esposa e reconhecer que os defeitos que ela possui nada mais é que a ausência de atenção do esposo para com ela.

A mulher não amada é comparada a um espelho sem imagem, pois a fisionomia da mesma é o reflexo da dor, e do sofrimento. Não existe o resplendor da beleza feminina, mas sim um conjunto de amarguras. Portanto, as ordenanças ao esposo é amar e tratar bem a sua esposa e fazendo isto o mesmo terá um lar harmonioso.

O esposo constrói a sua esposa conforme as suas qualificações e assim também a esposa. Não espere uma casa bem erguida de um operário sem qualificações e não espere um lar ideal de um esposo ou esposa irresponsável.

III – A FIDELIDADE CONJUCAL

O casamento deverá ser perene conforme os princípios bíblicos. E para que o relacionamento conjugal obtenha sucesso é necessário que a fidelidade tanto do homem como da mulher não seja representada por palavras, mas sim por prática.

A infidelidade produz efeitos para toda a família e quem mais sofrerá com as consequências pós-infidelidade serão os filhos. A palavra infidelidade corresponde ao ato de ser infiel, desleal, ou seja, aquele que trai a um compromisso afirmado diante de testemunhas.

Deus abomina a infidelidade conjugal. Pois, tal prática produz consequência a toda à família que impedem o desenvolvimento intelectual, emocional e até mesmo espiritual dos filhos e de outros tantos.

segunda-feira, 16 de maio de 2022

EBD - Subsídio da Lição: Sendo Verdadeiros

Sendo Verdadeiros

A presente lição apresenta a seguinte descrição na verdade prática:

Jesus chamou de hipócritas as pessoas que praticam boas ações, não por compaixão ou outros bons motivos, mas para obter glória diante dos homens.

Uma das palavras-chave para a compreensão da presente lição é hipocrisia que corresponde com a atitude exterior que esconde uma realidade interior; prática de dizer uma coisa, mas fazer outra; atitude condenada pelas Escrituras (GUIA CRISTÃO DE LEITURA DA BÍBLIA, 2013, p. 804).

Sendo que a presente lição tem como objetivos específicos: Contrastar o ato de dar esmola com a hipocrisia; colaborar no auxílio ao próximo sem alarde; e, concluir que Deus contempla o bem que realizamos.

I – O ATO DE DAR ESMOLAS E A HIPOCRISIA

Em Mateus capítulo 6 três princípios éticos são descritos como ações a serem concretizadas pelos os cristãos conforme o evangelista, que são: dar esmolas, orar e jejuar. Ambas as ações não devem ser executadas com o objetivo de ser o crente em Cristo a notoriedade visível, pois ao que dar esmola não saiba a mão esquerda o que faz a direita (Mt 6.3); assim como ao orares entre no aposento e fechando a porta, ore ao teu Pai que vê e está em oculto (Mt 6.6); e, ao jejuardes unge a cabeça e lava o rosto para que aos homens não pareça que jejuas (Mt 6.17,18).

O ato da caridade pode ser categoricamente associado com as palavras de Tiago que assim escreveu em sua Epístola:

Se alguém entre vós cuida ser religioso, e não refreia a sua língua, antes engana o seu coração, a religião desse é vã. A religião pura e imaculada para com Deus e Pai, é esta: Visitar os órfãos e as viúvas nas suas tribulações, e guardar-se da corrupção do mundo (Tg 1.26,27).

A falsa religião é composta por pessoas que querem um reino próprio e visam o bem próprio. Já a verdadeira religião visa o Reino de Deus, o bem do próximo e o guardar da corrupção. Portanto, duas missões da igreja são nítidas no presente texto: a assistência social aos desprovidos e a missão evangelizadora, pois apenas por meio da pregação da Palavra de Deus o homem não se corromperá com os manjares deste mundo.

II – AUXILIANDO O PRÓXIMO SEM ALARDE

A verdadeira motivação em auxiliar o próximo deve ser a de glorificar a Deus e contribuir para com o bem de quem precisa, lembrando que assim quem ajuda ao necessitado está agindo para o alívio da dor de alguém, assim como está adorando ao Senhor.

Porém, muitos eram motivados a darem esmola para serem ovacionados e engrandecidos no meio dos judeus, fato que não corresponde com o procedimento do cristão.

O papel do crente é agir com generosidade, pois a generosidade trata-se da virtude em que alguém dispõe em sacrificar os próprios interesses em benefício de outrem. Assim também pode ser definida como a virtude em que se acrescenta algo ao próximo. Nunca desejando a ostentação e aplausos para si, mas que o nome de Deus seja glorificado.

Ao dar prioridade a Deus naquilo que faz para com alguém, o cristão nunca agirá de modo contrário, querendo fama, popularidade, nome, reconhecimento por parte dos homens. Para viver sem qualquer intenção de exibição, da glorificação do eu, o que é preciso é só olhar para o exemplo de Cristo (Mt 11.29), e em tudo nos deu exemplo (Jo 13.15), pois em seu viver sempre procurou agradar ao Pai e fazer a sua vontade (GOMES, 2022, p. 94).

O auxílio a alguém, assim como o ato de ofertar nunca poderá ser feito como desenvolviam os fariseus e como desenvolvem hoje os políticos que tem como objetivo serem notabilizados pela sociedade, toda ação deverá ser desenvolvida sem alarme, ser voluntária e ser discreta.

III – DEUS CONTEMPLA O BEM QUE REALIZAMOS

Deus é onisciente, ou seja, a onisciência indica que Deus não é limitado pelo aspecto intelectual, porque Ele sabe todas as coisas (Hb 4.13). Logo, a onisciência divina é perfeita, pois conhece o externo assim como interior de cada ser humano. É perfeita por também conhecer as coisas em sua essência o que leva a compreender que nada está oculto do saber e do agir de Deus.

Portanto, o Deus que conhece todas as coisas é o mesmo que recompensará o cristão por toda a ação desenvolvida. Assim sendo, é necessário que a ação de doar aos que necessitam não pode ser para glorificação própria, mas de fato deve ser um ato que outorgue adoração ao Deus criador de todas as coisas que por sua onisciência retribuirá a cada um, segundo as suas obras.

Referências

GOMES, Osiel. Os valores do Reino de Deus: a relevância do Sermão do Monte para a Igreja de Cristo. Rio de Janeiro: CPAD, 2022.

GUIA CRISTÃO DE LEITURA DA BÍBLIA. Rio de Janeiro: 2013.

quarta-feira, 11 de maio de 2022

CASAMENTO: UNIÃO LEGÍTIMA ENTRE UM HOMEM E UMA MULHER

CASAMENTO: UNIÃO LEGÍTIMA ENTRE UM HOMEM E UMA MULHER 

Casamento é a união legítima entre um homem e uma mulher. No princípio Deus estabeleceu por meio da criação duas grandes obras: a criação do homem e da mulher conforme a sua imagem e semelhança e em segundo, por meio do homem e da mulher no que a tange a união à constituição da família.

O casamento Bíblico possui duas características indissociáveis, a monogamia e a heterossexualidade.

I – CASAMENTO E O PRINCIPIO DA MONOGAMIA

Monogamia corresponde ao processo social de união entre um homem e uma mulher. Já bigamia, é o desenrolar social da junção de um homem com duas mulheres. Enquanto que a poligamia descreve o relacionamento de um homem com até mais de duas mulheres. Porém, a poligamia ou bigamia trás como consequências: invejas, intrigas, brigas e amarguras. São exemplos de caso de bigamia na Bíblia: Lameque (Gn 4.19), Esaú (Gn 26.34,35), e Elcana (1 Sm 1.4-8).

II – O CASAMENTO BÍBLICO TEM A HETEROSSEXUALIDADE COMO PRINCÍPIO

O primeiro mandamento é cultural, ou seja, multiplicai e enchei a terra, logo o ciclo da vida corresponde ao nascer, crescer, reproduzir, envelhecer e morrer. Como haverá crescimento populacional se houver união entre pessoas do mesmo sexo? A Bíblia define o pecado como tudo aquilo que separa o homem de Deus e cita meios pelo qual o pecado é desenvolvido e também é praticado, exemplos: adultério, prostituição, fornicação e homossexualismo são práticas condenadas por Deus (Lv 18.22; Rm 1.26).

III – CASAMENTO E A INDISSOLUBILIDADE

Os valores familiares sofrem ataques espirituais que provocam a violência no seio da família e cria a contra cultura aos princípios de Deus para com o lar cristão.

Os termos “uma só carne” indica que na união de um homem e uma mulher há de fato uma junção de culturas e de sentimentos que serão vividos em uma nova roupagem a roupagem do amor. Não haverá duas culturas e não serão dois sentimentos. Será de fato e na prática uma única carne.

Porém, nos dias modernos nota-se como a separação tem se multiplicado. Que apresenta como causa o orgulho, infidelidade, ausência de amor, meios de comunicação e ausência de harmonia. E como consequências a demonstração clara das sequelas de um relacionamento fracassado.

EBD - Subsídio da Lição: Não retribua pelos padrões humanos

Não retribua pelos padrões humanos

A presente lição apresenta a seguinte descrição na verdade prática:

O cristão não deve guardar rancor e nem buscar a vingança. Antes, deve vencer o mal com o bem. Dessa forma, ele demonstra que verdadeiramente teve o seu caráter transformado por Cristo.

Uma das palavras-chave para a compreensão da presente lição é vingança que tem como significado revanche pessoal; e pode ser agregado no sentido prático o seguinte teor significativo em ser um ato errado, pois, a justiça tem de ser deixada nas mãos de Deus ou com as autoridades que Ele escolheu (GUIA CRISTÃO DE LEITURA DA BÍBLIA, 2013, p. 816).

Sendo que a presente lição tem como objetivos específicos: Avaliar que a vingança não é de natureza do Reino. Validar que o amor é a expressão natural do Reino; e, Valorizar a busca pela perfeição na perspectiva do Reino de Deus.

I – A VINGANÇA NÃO É NATUREZA DO REINO

A Lei de Talião é historicamente conhecida pela frase: olho por olho, dente por dente. Que tem como significado o que o homem fizer colherá ou pagará com a mesma intensidade. Assim compreende que a Lei de Talião era a prática da justiça e tinha como alvo impedir a vingança ou a prática de ações injusta.

Porém, os fariseus interpretavam a Lei do Talião para justificarem o uso da vingança, é válido citar que Deus proíbe em sua Palavra de maneira intensa a prática da vingança pessoal.

Os escribas e fariseus [...] só pensavam na execução, que revelava um espírito legalista, sem qualquer ato de misericórdia para com o próximo. Jesus interpretava de modo bem diferente e diz que seus seguidores não devem nunca agir dominados pelo sentimento de ódio, vingança, pelo contrário, eles devem manifestar atitudes que revelem um espírito cheio de amor, generosidade e compassividade para com quem precisa (GOMES, 2022, p. 73).

Por fim, o presente tópico sintetiza que no coração do cristão não pode haver sentimento de vingança; a vingança pertence a Deus; vença o mal com o bem; e, o salvo prega e vive o amor.

II – O AMOR É A EXPRESSÃO NATURAL DO REINO

As quatro ilustrações utilizadas por Jesus que se referem com a prática do amor como expressão do Reino outorga como compreensão:

Virar a outra face; ou seja, usar não como aos padrões do mundo, mas ser amoroso, perdoar, assim como usar de brandura e tolerância.

Arrastar para o tribunal: ou seja, perdoe antes que uma briga judiciária inicie.

Obrigar a fazer algo: ou seja, ao ser obrigado a fazer algo duplique a ação com amor e misericórdia, isto é, caminhe a segunda milha.

Fazer alguma coisa por alguém: ou seja, usar de bondade com os que precisam deste ato.

Por fim, o amor tem efeitos impactantes. Seguem-se alguns destes efeitos do amor:

a) O amor perdoa: o ódio provoca brigas, mas o amor cobre todas as transgressões (Pv 10.12).

b) O amor edifica: o amor que edifica requer abnegação, ou seja, limitação da própria liberdade para não enfraquecer as convicções de outros cristãos (1 Co 8.1).

III – BUSCANDO A PERFEIÇÃO DE CRISTO

O termo amor na língua grega tem três termos que o explica categoricamente que são: ágape, philis e eros.

Ágape, amor de Deus. O termo amor do latim, amorem, corresponde à dedicação afetiva. Deus doou o seu único filho para a salvação da humanidade (Jo 3.16), não há em toda história da humanidade prova maior de amor do que esta.

Dentre os atributos divinos o amor é considerado um dos mais altos e mais sublimes. O amor é um dos atributos morais de Deus. Deus é amor (1 Jo 4.8). Tal dedicação afetiva é altruísta, pois aceita o mundo inteiro em meio à natureza pecadora da humanidade (Rm 5.8).

Philis, amor entre amigos. A amizade poderá ser exercida entre pessoas de sexos diferentes, entre crianças, entre parentes e assim por diante. Todavia, por mais que o cristão tenha inúmeros amigos o amigo de fato se revelará no dia da angústia. O amigo será aquele que rejeitará nossas emoções pecaminosas e conduzirá o próximo para mais perto de Deus. Em todo o tempo ama o amigo; e na angústia nasce o irmão (Pv 17.17).

Eros, amor entre os cônjuges. Tipo de amor em que há conotação sexual. Amor em que há submissão e dedicação (Ef 5.22-25). Quando a esposa auxilia o esposo em tudo, tal entrega é possível pelo amor (Tt 2.4). Da mesma forma quando o esposo é presente, é amigo e é protetor isto inclui o amor. Quando a submissão, a humildade, a mansidão, a paciência e a tolerância são presentes em um lar, logo o amor é à base desta família.

Porém, para melhor compreensão o amor (eros) é associado às conotações sexuais e o amor (storge) à conotação familiar.

Portanto, o amor de Deus é incondicional, enquanto o amor entre amigos e entre familiares são condicionais. Logo, o amor incondicional é a descrição exata do amor de Deus que é perfeito, e assim cabe ao cristão ser perfeito como perfeito é o vosso Pai que está no céu (Mt 5.48).

Referências

GOMES, Osiel. Os valores do Reino de Deus: a relevância do Sermão do Monte para a Igreja de Cristo. Rio de Janeiro: CPAD, 2022.

GUIA CRISTÃO DE LEITURA DA BÍBLIA. Rio de Janeiro: 2013.

domingo, 8 de maio de 2022

Subsídio para aula da Escola Bíblica Dominical – Lições Bíblicas Jovens – Construindo tudo para a minha glória

 Construindo tudo para a minha glória

Conforme o Resumo da Lição:

Tudo o que conseguimos realizar ou ter em nossa vida vem de Deus, e não reconhecer tal fato pode nos levar a pecar contra o Eterno. Deus é o Senhor de todas as coisas, nEle está no domínio de tudo, logo a Ele pertence a glória e a honra para todo o sempre. Portanto, não reconhecer e não ser grato a Deus por tudo é cair no erro e no desvio da direção exata de Deus para com a vida do ser humano.

A presente lição tem como objetivos:

Saber que Deus honrou a Nabucodonosor;

Mostrar os avisos de Deus para Nabucodonosor;

E, Apontar o preço do orgulho.

I – UM HOMEM QUE SE TORNOU GRANDE

Nabucodonosor rei da Babilônia foi honrado por Deus. Deus outorgou grandeza ao rei da Babilônia, assim também como a Babilônia, porém como era costume da época as nações pagãs agregavam ao monarca a graça soberana sobre os súditos ao ponto de se considerarem deuses.

Deus por três vezes avisou a Nabucodonosor a respeito dos Seus desígnios para com o monarca e para com a Babilônia, porém, mesmo assim Nabucodonosor se apegou em ser digno de honra e de glória, mostrando assim que ele era prepotente, ou seja, totalmente orgulhoso.

No primeiro aviso que corresponde com a interpretação do sonho da estátua Nabucodonosor reconhece que o Deus de Daniel é superior aos deuses da Babilônia.

Assim também acontece com a manifestação da grandeza de Deus para com Nabucodonosor quando este comete o erro de construir uma estátua e requerer que todos os seus súditos se curvem e adorem diante da estátua, portanto os amigos de Daniel não se curvam perante a mesma e por desobedecerem são lançados na fornalha, mas ali estava reservado a grande manifestação do Senhor. Três foram lançados na fornalha, porém quatro era o número de homens que passeavam no meio da fornalha, sendo que o último tinha a semelhança sobrenatural.

Neste segundo aviso Nabucodonosor concluiu que o Deus dos hebreus deveria ser adorado.

II – OS AVISOS DE DEUS

Deus no uso de sua misericórdia pela terceira vez avisa a Nabucodonosor, porém mesmo que tinha sido avisado e alertado ao decorrer de onze meses Nabucodonosor olhando para as suas conquistas não sentiu no dever de reconhecer a grandeza de Deus na vida dele, mas em contra partida se exaltou e gloriou-se na força e poder de sua própria magnificência, fato que fez com que o mesmo vivesse no meio dos irracionais.

  O cristão em todo o tempo precisa reconhecer que Deus é digno de toda honra e glória. Assim como deve compreender que o orgulho e a injustiça andam juntas e se manifestam na vida daqueles que não valorizam a Palavra de Deus.

Os versículos 29 a 37 de Daniel 4 permite compreender que Nabucodonosor não aprendeu com os três avisos em que Deus por sua bondade usou o profeta Daniel para instruir o monarca, mas que por viver em um período como animal irracional o rei da Babilônia teve que compreender que Deus governa por toda a eternidade.

A referência aqui é sobre um período de graça entre a predição da loucura de Nabucodonosor e a sua ocorrência. Talvez Deus tenha aguardado um ano na expectativa de que o monarca pudesse se arrepender e evitar o castigo.

[...] Nabucodonosor ficaria louco como um animal em seus hábitos e sentidos. Entretanto, naquela condição, aprenderia mais a respeito de Deus do que em toda sua vida. Na verdade, esse castigo serviria para que o rei pudesse saber quem Deus é e como Ele estabelece reinos de maneira soberana e os entrega a quem deseja. Nabucodonosor tinha de humilhar-se perante o Senhor antes de ser exaltado outra vez. O castigo divino sempre tem um propósito santo e útil (RADMACHER; ALLEN; HOUSE, 2013, p. 1282).

III – O PREÇO DO ORGULHO

É necessário entender que o orgulho é uma:

Opinião sobre si mesmo extremamente favorável; sentimento de muitíssima confiança e arrogância que é inaceitável entre os crentes, cuja vida deve ser marcada pela humildade (GUIA CRISTÃO DE LEITURA DA BÍBLIA, 2013, p. 811).

De poderoso a um ser irracional, sem poder e sem glória. Antes de poder alimentar nos recintos luxuosos do palácio e dormir em uma bela e confortável cama, o monarca teve que alimentar-se juntamente com os animais, assim como dormir juntamente com os irracionais. Fato que corrobora para com a compreensão da justa justiça de Deus, pois Deus não dá sua glória para outro.

Por fim, se o preço do orgulho é a queda, os que escolherem viverem em plena humildade serão por Deus exaltados. Logo, cabe a cada cristão entender na prática que quem exalta e está no controle de todas as coisas é o Senhor, o único que é digno de toda glória.

Referências

GUIA CRISTÃO DE LEITURA DA BÍBLIA. Rio de Janeiro: 2013.

RADMACHER. Earl D.; ALLEN, Ronald B.; HOUSE. H. Wayne. O Novo comentário Bíblico Velho Testamento. Rio de Janeiro: 2013.

quarta-feira, 4 de maio de 2022

EBD - Subsídio da Lição: Expressando palavras honestas

 Expressando palavras honestas

A presente lição apresenta a seguinte descrição na verdade prática:

Fazer um juramento ou uma promessa é algo muito sério. Por isso, o cristão deve cuidar para não prometer ou votar aquilo que não vai ter condições de cumprir.

Sendo que a presente lição tem como objetivos específicos: Afirmar que não devemos jurar nem pelos Céus nem pela Terra; Enfatizar que nossas palavras devem ser “sim” e “não”; Pontuar a honestidade com as palavras.

I – NÃO DEVEMOS JURAR NEM PELOS CÉUS NEM PELA TERRA

Conforme Números 30.2 quando um juramento for feito o mesmo deverá ser verdadeiro, assim como um voto deverá ser exercito de acordo com as palavras ditas, pois: “Quando um homem fizer voto ao Senhor, ou fizer juramento, ligando a sua alma com obrigação, não violará a sua palavra: segundo tudo o que saiu da sua boca, fará”.

O ponto-chave é claro: aquele que faz voto tem a obrigação de manter a sua palavra. Votos que são feitos ao Senhor devem ser cumpridos (Dt 23.21-23; Ec 5.1-7) (RADMACHER; ALLEN; HOUSE, 2013, p. 301a).

A proibição de fato corresponde com juramentos falsos que além de serem aleatórios utilizam o nome do Senhor em vão, pois no contexto veterotestamentário o juramento apresentava como propósitos a descrição prática com sinceridade e santidade (Lv 11.44).

De modo algum jureis não significa que ão devemos prestar os juramentos solenes e oficiais (Gn 22.16; Sl 110.4; 2 Co 1.23), mas devemos evitar aqueles que fazemos em conversas normais. Tais juramentos demonstram que as palavras da pessoa não são confiáveis (RADMACHER; ALLEN; HOUSE, 2013, p. 26b).

Além dos líderes religiosos dos dias de Jesus realizarem juramentos falsos, os mesmos profanavam com palavras, tinham esses como objetivos impressionar o povo fazendo menção de lugares que diretamente estavam relacionados com Deus, lembrando que “Quando se usava o nome de Deus com palavras falsas, já estavam cometendo a profanação” (GOMES, 2022, p. 73).

II – NOSSAS PALAVRAS DEVEM SER “SIM” E “NÃO”

A palavra do cristão deverá ser verdadeira e sábia, assim como também deverá ser inspiradora como escreveu o salmista: O meu coração ferve com palavras boas, falo do que tenho feito no tocante ao Rei. A minha língua é a pena de um destro escritor (Sl 45.1). Logo, por serem palavras verdadeiras, sábias e inspiradoras compreende-se que são palavras norteadas pelo o sim ou pelo o não.

Portanto, Seja, porém, o vosso falar: Sim, sim; Não, não; porque o que passa disto é de procedência maligna (Mt 5.37).

Entretanto, o dizer sim ou não corresponde a honestidade nas palavras, pois o simples sim  e não é o suficiente, posto que temos uma nova vida em Cristo Jesus, o dono da verdade (Jo 14.6) (GOMES, 2022, p. 73).

III – HONESTIDADE COM NOSSAS PALAVRAS

Ser honesto é o contrário de uma pessoa dissimulada. Corresponde a uma pessoa verdadeira com caráter e principalmente por apresentar conformidade com Deus. É válido ressaltar que ter conformidade com Deus se sintetiza em conhecer a Deus, ser justo diante de Deus e principalmente em ser reto diante da presença do Senhor.

O cristão que anda em conformidade com o Senhor de fato corrobora para com a descrição Bíblica, é possível ser diferente e andar em santidade em um mundo que jaz no maligno. Verdade que se corrobora na seguinte descrição de Gomes:

Ainda que pareça impossível ser honesto com nossas palavras nesse mundo em que a plataforma é construída com ardis mentirosos, é possível sim viver com honestidade em nossas palavras, mas somente para os que realmente vivem em Cristo e têm a Palavra no seu coração. As Escrituras Sagradas mostram que nosso Deus é justo (Ap 15.3), e as três pessoas da Trindade vivem nessa verdade (Jo 14.6; 15.26) (2022, p. 76).

Por fim, em todo o instante e em qualquer situação o cristão deverá dar bom testemunho.

Referências

GOMES, Osiel. Os valores do Reino de Deus: a relevância do Sermão do Monte para a Igreja de Cristo. Rio de Janeiro: CPAD, 2022.

RADMACHER. Earl D.; ALLEN, Ronald B.; HOUSE. H. Wayne. O Novo comentário Bíblico Velho Testamento. Rio de Janeiro: 2013a.

RADMACHER. Earl D.; ALLEN, Ronald B.; HOUSE. H. Wayne. O Novo comentário Bíblico Novo Testamento. Rio de Janeiro: 2013b.

terça-feira, 3 de maio de 2022

FAMÍLIA, OBRA PRIMA DE DEUS

 

FAMÍLIA, OBRA PRIMA DE DEUS

 

A palavra família tem como significado grupo de pessoas ligadas por casamento, filiação ou adoção. Entretanto, percebe-se que a vivência da família no contexto social pode ser descrito pelos os tipos diferentes da instituição em análise, que são: Família Nuclear (também conhecida como família elementar que é a configuração constituída pelo pai, mãe e filhos), Família Extensiva (trata-se da família abrangente a nuclear que amplia a sua constituição com a presença do sogro, da sogra, dos avôs, dos tios, dos primos), Família Abrangente (trata-se da família que inclui membros por afinidade, ou seja, por laços afetivos), Família Monoparental (trata-se, da família que os irmãos possuem uma mesma mãe e não um mesmo pai, ou o contrário), Família Recomposta (trata-se do desfeito do núcleo marital, ou seja, separação do casal ou a morte de um dos membros deste núcleo e o outro se casa), Família Adotiva (trata-se, da adoção, isto é, quando uma criança é adota a mesma passa a ter um lar, uma família).

I – PROPÓSITO DE DEUS PARA COM A FAMÍLIA

A família em si tem dois propósitos específicos que podem ser notados inicialmente no primeiro casal, isto é, Adão e Eva, e por segundo torna-se notável os propósitos de Deus para cada família de forma única.

No que tange os propósitos de Deus para com a família visíveis em Adão e Eva compreende-se que a unidade e a procriação são planos de Deus para com a formação do lar. Unidade, pois “deixará o homem o seu pai e a sua mãe, e apegar-se-á à sua mulher, e serão ambos uma carne” (Gn 2.24), esta unidade corresponde a tornar-se uma carne unificada, cimentada, isto é, sólida. A relação do propósito com a procriação corresponde com a descrição de Gênesis 1.28 que está escrito:Frutificai e multiplicai-vos, e enchei a terra”.

Para com as demais famílias de forma generalizada Deus tem como plano a proteção, a prosperidade e principalmente a salvação. Ao patriarca Abraão o Senhor prometeu que “em ti serão benditas todas as famílias da terra” (Gn 12.3). Pode definir no presente texto que a bênção da promessa da salvação seria propagada para com todas as nações.

Portanto, é necessário compreender que Deus tem também o seu particular para com cada família, assim sendo é necessário que cada lar descubra por meio da oração, da leitura da Bíblia e também por meio do jejum qual é o plano exato de Deus para com o seu lar.

II – FAMÍLIA DEPOIS DA QUEDA

A família foi instituída antes do pecado. O pecado tinha como propósito destruir a família, porém mesmo que o surgimento da família foi anterior à consumação do pecado compreende-se que a família como instituição não foi destruída por causa da transgressão de Adão no jardim. Portanto, satanás atacou a família para vê-la em crise, o mesmo ocorre nos dias atuais, onde que o inimigo continua a atacar a família.

Com a queda do homem veio às consequências de tal escolha: separação para com Deus (isto é, morte espiritual), confronto entre irmãos (Caim e Abel), morte física (que de fato é a pior de todas as dores, a perca de um ente querido), dores de parto e fadiga no desenrolar das atividades relacionadas ao trabalho.

Satanás focou na família de Adão para trazer transtorno ao mundo, assim nos dias de hoje o mesmo continua a focar nos lares dos cristãos para produzir desordem e destruição, portanto é necessário que o crente vigie e ore para não cair em tentação.

III – AMEAÇAS INTERNAS E EXTERNAS PARA COM A UNIDADE DA FAMÍLIA

A unidade da família passa a ser vítima de ameaças internas e externas. Em muitas ocasiões a família é responsável pela decomposição da mesma. As muitas prerrogativas da vida, a busca incessante de realizações individuais, a falta de tempo, a falta de diálogo, a falta de compreensão, tornam-se motivos para o fim da família.

Certamente a família vivência expectativas e frustrações. E as expectativas fazem com que os membros da família tenham contato com o mundo exterior. E é neste contato direto com o exterior que as frustrações aparecem. Na sociedade atual uma das maiores causadora da frustração no seio da família têm sido as drogas, e a cada dia o número de pessoas viciadas tem aumentado, e o número de famílias unidas diminuído.

Por fim, a família é uma dádiva de Deus ao homem e cabe ao mesmo cuidar e zelar da família em um mundo cheio de afronta. Surge uma pergunta básica: Como cuidar da família? Primeiro: reconhecer que o lar depende de Deus para o bem estar. E, por segundo: fazer a parte corresponde a cada um, ou seja, dar a iniciativa em buscar a presença de Deus e instruir o lar na palavra do Senhor.