Deus é Fiel

Deus é Fiel

quinta-feira, 14 de julho de 2022

Subsídio para aulas da EBD: A SUTILEZA DA IMORALIDADE SEXUAL

A SUTILEZA DA IMORALIDADE SEXUAL

Ao observar a Verdade Prática compreende-se que toda forma do ato sexual fora do casamento é pecado, porém compreende-se que o sexo no casamento é uma bênção do Senhor para com os consortes, tanto para o físico, assim como para com a perpetuação por meio da multiplicação.

As Escrituras condenam toda forma de prática sexual fora da esfera do casamento constituído por Deus.

A palavra-chave para ter a devida aplicabilidade da lição é imoralidade.

I – REVOLUÇÃO SEXUAL

O objetivo do presente tópico é explicar a revolução sexual na sociedade atual. Devem-se levar em conta a partir dos anos de 1960 período que proporcionou a ampliação da contracultura, isto é, a sociedade mundial começou a trilhar por ideologias contrárias aos princípios preestabelecidos pela comunidade ocidental, destaque para: a nudez e a legalização do aborto.

[...] Ao mesmo tempo em que se firma como um novo paradigma para a sexualidade humana, esse modelo cultural descontrói os valores morais cristãos. Seus efeitos não são vistos apenas na cultura secular, que já se rendeu por completo a seus apelos, mas também tem causado grande impacto e influenciado de forma drástica a igreja evangélica. (GONÇALVES, 2022, p. 31)

É válido também compreender o período posterior aos anos de 1980, década que se destacou pela ampliação da ótica pornográfica, assim como a normalidade social da prática do sexo antes e fora do casamento.

[...] Cada vez mais, práticas que fugiam da forma tradicional de expressar a sexualidade ganharam aprovação popular. O sexo livre, praticado fora da esfera do casamento, e a infidelidade conjugal tornaram-se práticas cada vez mais normais dentro desse novo paradigma cultural. (GONÇALVES, 2022, p. 30)

É válido salutar que a prática do aborto vai contra ao princípio da vida estabelecido por Deus que está presente no sexto mandamento. Princípio que categoricamente estabelece o direito do indivíduo viver.

II – AS PRINCIPAIS DISTORÇÕES DA SEXUALIDADE SADIA

Pontuar a pecaminosidade do relacionamento pré-conjugal, extraconjugal e homossexual é o objetivo específico do presente tópico.

O presente tópico permite a compreensão dos seguintes atos pecaminosos: a fornicação, o adultério e a homossexualidade.

Fornicação: a relação sexual entre jovens sem haver a venda do corpo e sem corresponder com a traição de um terceiro se resume em fornicação.

Adultério: para muitos eruditos a prática do adultério corresponde com a traição entre casais e, de fato adultério tem como significado dormir em cama estranha.

Outro termo associado ao presente tópico corresponde com o homossexualismo que está interligado com a famosa ideologia de gênero. Vale afirmar que o termo ideologia pode ser definido como o estudo da ideia, porém no seu abranger corresponde com o conjunto de ideias que se propõe a orientar o comportamento, a maneira de pensar e de agir das pessoas, seja individualmente, seja em sociedade (BAPTISTA, 2018, p.17).

Portanto, a ideologia de gênero corresponde com a propagação das ideias centrais da ausência de sexo, composta por ativistas que justificam seus preceitos dizendo que o indivíduo nasce neutro, pois o ser masculino e feminino são construções culturais impostas pela sociedade no decorrer da história.

A bandeira dos ativistas da ideologia de gênero é justificada pela presença dos problemas sociais, ou seja, instruindo a sociedade sobre as questões de gênero, para eles, a sociedade estará resolvendo problemas históricos, porém os seres humanos poderão e deverão viver sem preconceito, mas não podemos impor a uma criança uma fantasia de sexo “plural” como forma de felicidade, pois estaremos mudando a natureza das coisas, o curso da história, e veremos em um futuro bem próximo o retorno como problemas sociais gerados pelas relações conflitantes que se desenvolveram. O ser humano não é tecnologia, portanto não pode ser tratado com ela, e sim com amor e direitos (LOBO, 2016, p.18).

Por fim, percebe-se que a ideologia marxista por meio do seu idealizador e seguidores tem como objetivo por meio da ideologia de gênero destruir o modelo de família monogâmico, patriarcal e heterossexual.

III – O PADRÃO BÍBLICO PARA UMA SEXUALIDADE SADIA

O sexo como intimidade corresponde ao conhecimento que os cônjuges possuem sobre ambos. Identifica-se com avanços sem se envolverem em pecados da carne. Trata-se da alegria provinda do ato, pois existem pessoas que veem no ato sexual uma obrigação e não em uma fonte de prazer e alegria. Uma psicóloga afirmou:

É muito comum ver no meu consultório mulheres que se submetem ao desejo do outro sem ter vontade só por medo de perdê-lo. Isso faz com que ela passe a temer o sexo.

Se a cama não for uma bênção será uma maldição.

Portanto, na concepção biológica o sexo é um ato reprodutivo, já na psicologia o sexo descreve um ato de união.

[...] Desse modo, a completa satisfação sexual envolve emoções, sentimentos, carícias e prazer para ambos os cônjuges. De acordo com as Escrituras, o romance e o dom da sexualidade devem ser usados para o prazer mútuo dentro do contexto do casamento monogâmico e heterossexual (BAPTISTA, 2018, p. 95).

Referência:

BAPTISTA, Douglas. Valores Cristãos, enfrentando as questões morais de nosso tempo. Rio de Janeiro: CPAD, 2018.

GONÇALVES, José. Os ataques contra a Igreja de Cristo: As sutilezas de Satanás nestes dias que antecedem a volta de Jesus Cristo. Rio de Janeiro: CPAD, 2022.

LOBO, Marisa. Família em perigo, o que todos devem saber sobre a ideologia de gênero. Rio de Janeiro: Editora Central Gospel, 2016.

sexta-feira, 8 de julho de 2022

Lições Bíblicas Jovens – Subsídio para aula da Escola Bíblica Dominical –Ser discípulo: uma jornada de aprendizagem

Ser discípulo: uma jornada de aprendizagem

Conforme o resumo da lição:

A jornada com Jesus de Nazaré é um convite ao melhoramento contínuo. Lembrando que, O cristão é chamado a uma jornada de aprendizagem. Não existe crente sobre a face da terra que tenha atingido a perfeição. Esse, inclusive, é o significado do conceito de operosidade da salvação cristã. Nosso percurso enquanto seguidores de Cristo constitui-se como um movimento de enriquecimento de dons, talentos, ministérios e vocações.  (BRAZIL; OLIVEIRA; BUENO, 2022, p. 17).

A presente lição tem como objetivos:

Explicar o chamado de Jesus Cristo para os seus filhos(as);

Saber que a vida cristã é feita de escolhas;

E, Mostrar aspectos da nossa jornada ao lado de Jesus Cristo.

I – MAIS QUE UM CHAMADO: UM RETORNO

Por mais de três anos Jesus ensinou doze homens para que os mesmos proclamassem o evangelho. Porém, antes de ensiná-los, Jesus chamou cada um deles pelo próprio nome, e isso, para que os doze se transformassem em pescadores de homens (Mc 1.17). Nota-se que onze dos doze que foram chamados mudaram o curso da história da humanidade. A prova concreta do valor do ministério dos onze apóstolos é a existência da Igreja, pois pelo intermédio destes Jesus outorgou nova direção ao mundo.

O presente tópico permite compreender o chamado para ser salvo, pois o amor nos escolheu, ou seja, Deus primeiramente chama o indivíduo para a salvação; assim como outorga o saber a respeito do chamado para o serviço, isso porque, todos os crentes são chamados para viver a serviço do Reino.

É válido lembrar que nem todos são chamados para trabalhar no ensino da palavra, nem para serem presbíteros e nem para serem bispos. Sendo que na prática o chamado é desenvolvido de forma particular, sendo assim é cabível a cada cristão reconhecer o propósito de Deus em sua vida e desenvolver da melhor maneira possível.

II – A VIDA CRISTÃ É FEITA DE ESCOLHAS

A renúncia é de fato o maior preço a ser pago pelos os que são chamados ao serviço do Reino. Há momentos que a renúncia trata-se de escolher o que proporcionará maior intimidade com Deus. Nota-se que João poderia fazer outras atividades no dia a dia, mas o mesmo preferiu ter intimidade com seu mestre, o Senhor Jesus.  Por escolha o apóstolo Judas era tesoureiro do ministério de Jesus, mas não tinha intimidade com o mestre do ministério. Possuir cargos ou ter credenciais não corresponde a ser íntimo de Deus. A intimidade com Deus se constrói com escolhas e renúncias.

João Batista era filho único e de pais idosos, imagine como era a vida de João Batista, os gostos do profeta era pela ótica humana correspondidos da maneira mais fácil possível. Porém, João abandona o conforto da casa paterna para habitar no deserto (Mt 3.1).

Portanto, quando o crente renuncia desejos próprios para a concretização da vontade de Deus receberá o suporte Divino para a sua vida. Pois, todo aquele que tiver deixado casa, ou irmãos, ou irmãs, ou pai, ou mãe, ou mulher, ou filhos, ou terras, por amor do meu nome, receberá cem vezes tanto e herdará a vida eterna (Mt 19.29).

Quando Deus chama, Deus capacita, Deus envia e Deus supre a caminhada ministerial.

Ao chamar o indivíduo Deus o leva a entender que Ele o escolheu e o nomeou para ir e dar frutos (Jo 15.16). Enquanto que quando Deus capacita, o Senhor muda a natureza e as atitudes para que o cristão seja fiel na sua trajetória. Cristão enviado torna-se embaixador do Senhor (2 Cor 5.20). E por fim, Deus supre em abrir e em fechar portas.

O próprio Jesus renunciou trono, glória e poder para exercer o seu chamado, entretanto foi obediente até à morte de cruz. Pelo que Deus o exaltou soberanamente e lhe deu um nome que é sobre todo o nome (Fp 2.6-11).

III – A NOSSA JORNADA AO LADO DO MESTRE

O treinamento desenvolvido por Jesus mudou o destino e os valores dos discípulos e teve como objetivos:

a) Preparo intelectual. E estai preparados para responder com mansidão e temor a qualquer que vos pedir a razão da esperança que há em vós (1 Pe 3.15).

b) Preparo espiritual. O discípulo não poderá esquecer-se de sua aliança com Deus. Antes de exercer o ministério o mesmo deverá compreender que é servo de Deus e tem um céu de glória que o espera. O cuidado espiritual é visível na vida daqueles que tem comunhão com Deus. Pois, sem comunhão com Deus o ministério dos discípulos não seria marcado pela operação divina. O preparo espiritual está associado à oração, a leitura da Sagrada Escritura, ao jejum, em suma, a uma vida de santidade diante de Deus (1 Ts 5.23).

Referência

BRAZIL, Thiago; OLIVEIRA, Marcelo; BUENO, Telma. Imitadores de Cristo: ensinos extraídos das Palavras de Jesus e dos apóstolos. Rio de Janeiro: CPAD, 2022.


quarta-feira, 6 de julho de 2022

Subsídio para aulas da EBD: A SUTILEZA DA BANALIZAÇÃO DA GRAÇA

 A SUTILEZA DA BANALIZAÇÃO DA GRAÇA

Ao observar a Verdade Prática compreende-se que a graça não é barata e que a graça quando se torna eficiente na vida do cristão demonstrará atitude de arrependimento, proporcionará novo comportamento, o que basicamente se define em desenvolver no crente uma nova vida.

A graça de Deus não é barata. Ela requer arrependimento, novo comportamento, ou seja, nova vida em Cristo.

A palavra-chave para ter a devida aplicabilidade da lição é banalização.

I – COMPREENDENDO A GRAÇA

O objetivo do presente tópico é explicar a natureza da graça. É válido lembrar que a graça é:

Favor imerecido concedido por Deus à raça humana. Através da graça, o homem é capacitado a compreender, a aceitar e a usufruir, imediatamente, dos benefícios do Plano de Salvação.

O objetivo da graça é duplo: 1) Salvar o homem do pecado; e 2) Restringe a ação deste, levando o homem a viver nas regiões celestiais em Cristo Jesus.

A graça, segundo ensina o apóstolo Paulo, é operada mediante fé. (ANDRADE, 1997, p. 141)

Portanto, a graça é divina por origem, a graça vem de Deus, assim como a graça é imerecida, pois o homem em sua vida conduzida pelo pecado não é merecedor do agir divino, porém Deus por sua infinita bondade outorga ao ser humano a oportunidade de chegar-se a Sua presença, ou seja, a graça é um favor imerecido.

Assim, observamos que o cerne da doutrina da graça está no fato de que mesmo a humanidade merecendo ser condenada, Deus por sua infinita graça a quer salvar. Em outras palavras, Deus poderia e pode ser contra o homem, mas, por causa de sua graça, Ele fica a seu favor. Isso é claramente mostrado de forma objetiva na encarnação de Jesus Cristo, o Filho de Deus. (GONÇALVES, 2022, p. 19)

II – A GRAÇA NO CONTEXTO BÍBLICO

Após a queda o homem distanciou do Senhor, revelando a necessidade da humanidade em aproxima-se de Deus, logo, compreende-se a necessidade da graça por parte do ser humano, assim como se percebe que a graça se estende. Assim sendo, apresentar a graça no contexto bíblico é o objetivo específico do presente tópico.

A graça divina justifica já o homem em sua prática pecaminosa se autocondena. 

[...] De fato, Deus é justo e sua justiça exigia a punição do pecado. Contudo, o mesmo Deus que é justiça também é amor. Se a sua justiça exigia a punição do pecador, por outro lado o seu amor exigia a sua redenção [...]. (GONÇALVES, 2022, p. 19)

O amor de Deus é a manifestação direta da graça reconciliadora para com os homens. Portanto, os homens não possuem capacidade para retribuir a Deus tão grande salvação, mas em contra partida deve ser grato a Deus por maravilhosa obra desenvolvida para o bem espiritual da humanidade.

O crente precisa conhecer três verdades básicas: quão grande é o nosso pecado, quão grande é a graça de Deus que nos redimiu e quão grande deve ser nossa gratidão a Deus por sua graça (STAM apud POMMERENING, 2017, p. 83).

III – A GRAÇA NO CONTEXTO DA REFORMA

Classificá-la no contexto histórico da Reforma Protestante é o objetivo específico do tópico em apreço. No período histórico em que ocorreu a Reforma percebe-se que o olhar teológico ou a prática da religiosidade da época voltava-se para a importância das obras, menosprezando o valor da graça. Até que Martinho Lutero foi despertado pela Palavra do Senhor: o justo viverá pela fé.

Historicamente compreende-se que a Reforma Protestante está firmada em cinco princípios, que são:

A verdadeira religião estar baseada nas Escrituras Sagradas – Religião Bíblica.

A religião deve ser racional e inteligente – Religião Racional.

A religião é pessoas cada um pode se aproximar do Senhor – Religião Pessoal.

A religião não pode e nem dever ser formalista, mas deverá ser espiritual – Religião Espiritual.

A religião nacional corresponde à ênfase outorgada pela igreja aos elementos culturais – Religião Nacional.

Portanto, é válido sintetizar a reforma protestante em: soli Deo Gloria (glória somente a Deus), sola fide (somente a fé), sola Gratia (somente a graça), sola Chistus (somente Cristo), e sola scriptura (somente as Escrituras).

IV – A GRAÇA NO CONTEXTO CONTEMPORÂNEO

O menosprezo da ação graça é visível no cenário atual, porém cabe aos defensores do Reino de Deus propagarem, assim como defenderem o valor da graça, pois compreende-se que a salvação é de graça, mas o seu preço custou caro. Pontuar a graça no contexto contemporâneo é o objetivo específico do presente tópico.

Por fim, duas palavras monergismo e sinergismo merecem bastante atenção por parte dos estudantes da Bíblia. Não são palavras presentes nos escritos Sagrados, porém o seu conteúdo sim. O termo monergismo corresponde com a “doutrina que atribui a conversão do ser humano única e exclusivamente ao Espírito Santo” (ANDRADE,1997, p.183). O monergismo tem sido defendido pelos calvinistas. Já o termo sinergismo corresponde com a doutrina em que atribui a conversão do ser humano mediante a ação do Espírito Santo e a fé do indivíduo, isto é, uma cooperação divino-humana.

Referências

ANDRADE, Claudionor Corrêa de. Dicionário Teológico: Com definições etimológicas e locuções latinas. Rio de Janeiro: CPAD, 1997.

GONÇALVES, José. Os ataques contra a Igreja de Cristo: As sutilezas de Satanás nestes dias que antecedem a volta de Jesus Cristo. Rio de Janeiro: CPAD, 2022.

POMMERENING, Claiton Ivan. A obra da Salvação, Jesus Cristo é o caminho a verdade e a vida. Rio de Janeiro: CPAD, 2017.

quarta-feira, 29 de junho de 2022

Subsídio para aulas da EBD: AS SUTILEZAS DE SATANÁS CONTRA A IGREJA DE CRISTO

AS SUTILEZAS DE SATANÁS CONTRA A IGREJA DE CRISTO

Ao observar a Verdade Prática compreende-se a origem e a forma como os ataques contra a igreja são conduzidos, assim como entende que cada cristão tem como missão combater o bom combate com a utilização das armas espirituais.

De forma sutil e sorrateira, o Diabo desfere ataques à Igreja. É preciso que cada crente saia ao combate com as armas espirituais dadas por Deus.

A palavra-chave para ter a devida aplicabilidade da lição é sutileza. Termo que tem como significado: perspicácia, habilidade, simplicidade; de fato, corresponde com o indivíduo (ser) que tem como característica e atua de forma sutil.

I – A IGREJA SOB ATAQUE

O objetivo do presente tópico é mostrar que a Igreja está sob ataque de Satanás. Logo, para entender o presente tópico torna-se necessário, primeiramente conhecer Satanás e suas ações maléficas para depois entender que a sutileza do mesmo se manifesta de forma externa e interna ao seio da Igreja.

 Sobre a origem de Satanás compreende-se que ele foi criado como anjo de Deus, de exalada posição e ordem, possuidor de grande beleza e resplendor pessoais, dotado de poder e sabedoria superiores, até que a iniquidade foi achada nele, quando procurou tomar a posição e as prerrogativas pertencentes a Deus. (BANCROFT, 2006, p. 303)

No que se refere a Satanás possuir personalidade percebe-se que:

Ele fala e possui capacidade argumentativa (Jó 1.9-11).

Ele possui conhecimento, pois ele conhecia a vida de Jó (Jó 1.10).

E além de tudo Satanás é perspicaz (Ef 6.11).

E tendo como base Efésios 6.11 conclui se que Deus é a proteção do cristão contra o mal e o maligno. Paulo usou a armadura usada pelo soldado romano em combate como uma alegoria da proteção espiritual que o cristão desfruta, tendo a salvação, a justiça, o evangelho e a Palavra, a fé, a paz como poderosas armas à sua disposição para combater o bom combate e vencer. (RADMACHER; ALLEN; HOUSE, 2013, p. 514)

A sutileza de Satanás contra a Igreja ocorre de forma externa, principalmente utilizando dos meios políticos e jurídicos, enquanto que no cenário interno Satanás atua de forma que os princípios do cristianismo sejam abandonados, exemplo:

[...] Dessa forma, práticas que anteriormente eram vistas como pecaminosas ou inadequadas para o líder cristão, tais como o adultério e o divórcio, são cada vez mais aceitas sem maiores contestações. Não é incomum vermos grandes líderes envolvidos em escândalos sexuais e, da mesma forma, trocando suas esposas por outras mais jovens. (GONÇALVES, 2022, p. 15)

II – A NATUREZA DO ATAQUE

Descrever a natureza do ataque é o objetivo específico do presente tópico. Portanto, a natureza do ataque é natureza espiritual e moral.

Os ataques são conduzidos por espíritos enganadores, isto é, por demônios, assim sendo conclui-se que os ataques são de ordem espiritual. Para Bancroft os anjos maus (demônios) são empregados na execução dos propósitos de Satanás, que são diametralmente opostos aos propósitos de Deus, e estão envolvidos nos obstáculos e danos contra a vida espiritual e o bem estar do povo de Deus (2006, p. 301).

O propósito é denegrir espiritualmente e moralmente os que representam a Deus, por isso, é necessário que o crente seja vigilante e lute de forma espiritual, pois a luta é espiritual, tornando assim uma batalha espiritual que corresponde com a atuação dos cristãos por meio da pregação do Evangelho (atividade desenvolvida com oração e jejum), objetivando a libertação dos que se encontram cativos, pois há seres malignos que conspiram contra tudo o que pertence a Deus.

III – AS ESFERAS DO ATAQUE

Elencar as esferas do ataque é o objetivo específico do presente tópico.

É necessário entender que primeiramente o ataque se dar na esfera religiosa, fator determinante para a atuação de Satanás é a apostasia. A apostasia é adultério espiritual, ou seja, é traição a Deus. Assim comenta Lima:

 

Apostasia (gr. apostasia) significa desvio, afastamento, abandono. Tem o sentido também de revolta, rebelião, no sentido religioso. Numa definição clara, apostasia quer dizer abandono da fé [...] Apostasia, no original do Novo Testamento, vem do verbo aphistemi, com o sentido de rejeitar uma posição anterior, aderindo a posição diferente e contraditória à primeira fé, repelindo-a em favor de nova crença. (2015, p. 23)

A apostasia é o abandono premeditado da fé. E conforme os ensinos bíblicos é tipo de adultério espiritual. No contexto ministerial há líderes que se apostataram da fé, abraçando posições que outrora eram rejeitas pelo mesmo. Porém, o maior problema causado por tal atitude se refere ao desvio de uma comunidade. Líderes que mudam suas concepções erroneamente levam consigo inúmeras pessoas. E pelo o passar do tempo percebe o fracasso espiritual de inúmeras famílias. Logo, é necessário que o cristão seja vigilante para não cair em tentação.

Enquanto que na esfera social o cristão é atacado constantemente pela mídia e pela cultura, porém em cada momento o mesmo deverá ser integro com Cristo e com os ensinamentos recebidos do Senhor.

IV – A IGREJA PROTEGIDA

Por fim, pontuar os instrumentos de proteção da Igreja é o objetivo do específico do quarto tópico. A Palavra e a oração são instrumentos eficazes para proporcionar a vitória espiritual.

A Palavra e a oração possui poder santificador que se caracteriza em permitir que o crente tenha uma vida espiritual que agrade ao Senhor, assim como permita que este se desvie de toda bandeja que tenha como objetivo desviar o crente de seu alvo que é o Senhor Jesus.

Portanto, que o crente a cada dia medite na Palavra do Senhor e o busque em oração.

Referências

BRANCROFT. Emery H. Teologia Elementar, doutrina e conservadora. São Paulo: Editora Batista Regular, 2006.

GONÇALVES, José. Os ataques contra a Igreja de Cristo: As sutilezas de Satanás nestes dias que antecedem a volta de Jesus Cristo. Rio de Janeiro: CPAD, 2022.

LIMA, Elinaldo Renovato de. O Final de todas as coisas, esperança e glória para os salvos. Rio de Janeiro: CPAD, 2015.

RADMACHER, Earl D. ALLEN, Ronaldo B. HOUSE, H. Wayne. O Novo comentário Bíblico Novo Testamento. Rio de Janeiro: Editora Central Gospel, 2013.

terça-feira, 28 de junho de 2022

FAMÍLIA: CÉLULA FORMATIVA DA IGREJA

FAMÍLIA: CÉLULA FORMATIVA DA IGREJA

No contexto social cinco são as instituições que estão diretamente relacionadas com o indivíduo, são elas: família, escola, estado, empresa e igreja. As duas instituídas diretamente instituídas por Deus são: a família e igreja. A família é a única instituição fundada antes ao pecado e que mesmo após o pecado tem continuado com plena existência. Na atualidade percebe-se que a família é perseguida e afrontada, porém, a mesma encontra repouso e segurança na igreja. Pois, a igreja é a instituição fundada por Deus para propagar o Reino e ensinar sobre o Reino. A igreja local é o ambiente em que a família se formará socialmente, culturalmente, moralmente e espiritualmente.

I – FAMÍLIA: BASE DA IGREJA

Existe família sem igreja, porém não existe igreja sem família. Tal frase faz entender que a família influencia a igreja local. Se a família estiver bem, a igreja estará bem. Porém, caso a família esteja passando por crise, tal crise poderá afetar diretamente a igreja. Por isso, o primeiro lugar para descobrir o líder autêntico é na família. Pois, se o mesmo é um bom pai e um bom esposo estará apito para ser um bom dirigente local.

Que governe bem a sua própria casa, tendo seus filhos em sujeição, com toda a modéstia. (Porque, se alguém não sabe governar a sua própria casa, terá cuidado da igreja de Deus?) (1 Tm 3.4,5).

É responsabilidade de todo chefe de família fazer da sua casa uma igreja. Ou seja, não pode focar nos filhos a importância de ir à igreja se a casa não for uma igreja. Antes de ir à igreja tem que entender que o cristão é membro da igreja de Cristo.

Há uma frase voltada para a educação importantíssima “para aprender a pessoa tem que sentir o sabor” que categoricamente pode-se aplicar da seguinte maneira: muitos crentes não sentiram ainda o sabor de ser membro do corpo de Cristo Jesus.

 

A imagem da igreja como um corpo tendo Cristo como a Cabeça enfatiza o fato de a igreja ser um organismo vivo, não uma organização.

Da mesma maneira que a imagem da igreja como um prédio, a dependência dela do Senhor é enfatizada, mas também aprendemos a importante verdade de que nenhum membro do corpo é descartável – nem de importância extraordinária (GUIA CRISTÃO DE LEITURA DA BÍBLIA, 2013, p. 508).

II – FAMÍLIAS SÃO ACOLHIDAS NA IGREJA

Não há igreja perfeita, pois a igreja é formada por seres humanos. A igreja é humana e espiritual. Como humana a igreja é representada pela incapacidade do ser humano, isto indica que a igreja é composta de pessoas falhas. Porém, Deus é quem capacita e santifica a cada membro da igreja e isto se concretiza pela leitura da Bíblia, pela oração e pela presença do cristão no culto.

Uma determinada família não poderá se fechar, ou seja, não poderá ausentar dos outros lares. Pois a igreja é a junção de famílias e nesta junção se tem a comunidade.

Na modernidade a família cristã estar sofrendo por não exercer com prioridade o diálogo, pois na ausência da comunicação entre os familiares, terceiros tornarão se íntimos e, darão conselhos e tais conselhos tenderá a ruína. É importante compreender que os melhores amigos das crianças cristãs devem de fato estar na igreja, assim como os melhores amigos da família devem ser de fato os membros da igreja.

A falta de diálogo tem sido ocasionada pela maior atenção outorgada à mídia e também, pela indisponibilidade de tempo ocasionada pela agitação no mercado de trabalho.

Sobre a família do pastor o que deverá ser focado é que o pastor como a sua família são seres humanos limitados que comentem os seus erros, porém estão ao mesmo tempo preservando a salvação.

III – A FAMÍLIA É FORTALECIDA NA IGREJA EM QUE CONGREGA

A unidade da família passa a ser vítima de ameaças internas e externas. Em muitas ocasiões a família é responsável pela decomposição da mesma. As muitas prerrogativas da vida, a busca incessante de realizações individuais, a falta de tempo, a falta de diálogo, a falta de compreensão, tornam-se os motivos para o fim da família.

Com a convivência constante na igreja a família se fortalece, pois o percurso entre a casa e a igreja local os membros da família tem a oportunidade para dialogar, sorrir e até mesmo desenvolver planos.

Certamente a família vivencia expectativas e frustrações. E as expectativas fazem com que os membros da família tenham contato com o mundo exterior. E é neste contato direto com o exterior que as frustrações aparecem.

Sendo assim, a ida até a igreja, permite que a família nuclear tenha a oportunidade para vencer as frustações. Na igreja os membros da família adoram a Deus, aprendem a respeito da Palavra de Deus e compreendem a profundidade das promessas de Deus, tanto para com o indivíduo, assim como para com todos os membros da família.

Em suma, a família foi criada para que houvesse relacionamentos frutíferos. Porém, pelo aumento do pecado a família tem sido vítima do esfriamento do amor. Portanto, a família é dádiva de Deus ao homem e cabe ao mesmo cuidar e zelar da família em um mundo cheio de afronta, lembrando que a constância da família na igreja, proporcionará que a mesma seja fortalecida no Senhor.

Referências

GUIA CRISTÃO DE LEITURA DA BÍBLIA. Rio de Janeiro: 2013.

terça-feira, 21 de junho de 2022

Subsídio para aula da Escola Bíblica Dominical – Lições Bíblicas Jovens – DEUS PROVÊ O ESCAPE

 DEUS PROVÊ O ESCAPE

Conforme o Resumo da Lição:

Onde houver humanidade, ali haverá tentações, mas Deus provê o escape, para que não venhamos a cair.

Portanto, a presente lição tem como objetivos:

Refletir a respeito do exemplo do povo de Deus no deserto;

Conscientizar de que Deus provê para nossa vitória;

E, Saber que o Senhor concede o escape.

I – O EXEMPLO DO POVO DE DEUS NO DESERTO

Para Tiago irmão do Senhor Jesus nenhuma tentação é proveniente de Deus (Tg 1.13), sendo que o sofrimento do justo está associado com a desobediência de Adão no Jardim do Éden, pois todos pecaram e distanciaram de Deus (Rm 5.12).

[...] A tentação ocorre no coração e na mente de pessoas de carne e osso. Ela não acontece em objetos ou bens, mesmo que esses sejam usados para potencializar a tentação. Ela pode ser impulsionada pela própria pessoa ou motivada por Satanás, mas a sua prática sempre será humana. (COELHO, 2022, p. 154)

O termo tentação tem como significado (do grego, peirasmos), prova, provação ou teste. Compreende-se que ser tentado não é pecado; pecado é ceder à tentação. Logo, pecado é transgredir a Lei de Deus. O pecado poderá ser cometido por palavras, por ações ou por pensamentos. Dois virtuosos homens foram tentados, porém não cedeu a tentação, são eles: José e Jó.

José foi tentado, porém, não pecou (Gn 39.12).

Jó foi tentado, porém, não pecou (Jó 3.9).

Um dos objetivos da tentação para o cristão é o fortalecimento.  Pois, ninguém cresce na fé, sem passar por tentação. Isto porque as provas exercitam a fé do cristão. Logo, a tentação passa a ser uma disciplina que educa o cristão a ser forte, porém, quando este não é vencido pela tentação.

Se associar a tentação com a tribulação perceberá que após tribulação surgirá à paciência, a experiência e a esperança (Rm 5.3-5). Isto é, a tentação quando vencida proporciona fortalecimento, aumenta a paciência, desenvolve a experiência e como resultado proporciona a esperança.

Por fim, a tentação não é motivo para o isolamento do cristão, mas torna-se motivo de alegria, pois ao vencer a tentação o prêmio será a coroa da vida (Tg 1.12).

II – O QUE DEUS PROVÊ PARA NOSSA VITÓRIA

O presente tópico apresenta três respostas para com a ação divina em provê em prol dos cristãos, são: O Espírito Santo, que guia; a Palavra, que encoraja e fortalece; e, a fé, ou seja, a certeza do operar de Deus em qualquer circunstância.

O Espírito Santo guia e habita no cristão (Jo 16.13; 1Co 3.16).

A Palavra de Deus proporciona ao cristão andar com integridade aos princípios do Senhor.

No grego πιστιϛ significa fé, confiança, compromisso, fidelidade, confiabilidade, lealdade e comprometimento.

[...] frequentemente significa a confiança expressa numa vida de fé. Nesse contexto, significa fidelidade. A fidelidade reflete a natureza do nosso Pai celeste. Ele é fidedigno. Sua paciência para conosco nunca se esgota, por mais vezes que o tenhamos decepcionado. Ele tem um compromisso conosco, à altura do seu grande plano de redenção! Devemos refletir diante dos outros as características divinas (HORTON, 1996, p. 491).

Portanto, a fidelidade é uma virtude desenvolvida pela ação do Espírito Santo, quanto mais o cristão se consagra a Deus, por meio da leitura das Sagradas Escrituras, da presença na Igreja tendo como objetivo adorar a Deus, e por meio da oração e jejum, o cristão desenvolverá as virtudes do Espírito. Deus é fiel. A fidelidade de Deus corresponde a um atributo moral, que expressa à majestade de sua natureza. A fidelidade de Deus é constatada no cumprimento das promessas.

Fidelidade é uma palavra importante, pois descreve o homem em cujo serviço fiel podemos confiar e cuja palavra podemos aceitar sem reservas. Descreve o homem com a fidelidade inflexível de Jesus Cristo e a total fidedignidade de Deus (BARCLAY, 2010, p. 105).

III – O ESCAPE

Para compreender o presente estudo é necessário entender que: não pode subestimar o inimigo, assim como evitar a solidão e andar em constante vigilância.

Sobre a vigilância é válido citar que está diretamente relacionada com os cuidados próprios para com a vida espiritual, assim como para com a vinda do Senhor Jesus. No que corresponde com a vida espiritual é necessário que o cristão venha dedica-se a cada dia ao Senhor, já no que corresponde à vinda de Jesus é necessário que os cristãos estejam atentos para com os sinais.

Para o bom andamento da vida cristã a vigilância é necessária para que o cristão não caia em pecado, proporcionando a este o afastamento de tudo aquilo que desagrada à pessoa de Deus.

Conforme Mateus 26.41, vigiar corresponde a estar acordado, ou seja, está atento para manter-se fiel a Deus, portanto o estar vigilante para manter a fidelidade ao Senhor Jesus e nunca se apartar dele. Trata-se de uma advertência solene a todos os crentes em todos lugares e em todas as épocas para viverem atentos em todos os momentos da vida (Ef. 6.18) (SOARES & SOARES, 2018, p.144).

Referência

BARCLAY, W. As Obras da Carne e o Fruto do Espírito. São Paulo: Vida Nova, 2010.

COELHO, Alexandre. O Perigo das tentações: as orientações da Palavra de Deus de como resistir e ter uma vida vitoriosa. Rio de Janeiro: CPAD, 2022.

HORTON, S.M. Teologia Sistemática. Rio de Janeiro: CPAD, 1996.

SOARES & SOARES. Batalha Espiritual: o povo de Deus e a guerra contra as potestades do mal. Rio de Janeiro: CPAD, 2018.

segunda-feira, 20 de junho de 2022

EBD - Subsídio da Lição: A verdadeira identidade do cristão

A verdadeira identidade do cristão

A lição “A verdadeira identidade do cristão” apresenta a seguinte descrição na verdade prática:

No Reino de Deus, não basta ouvir para se identificar com o Salvador, é preciso praticar o que se aprendeu.

É importante frisar que:

Portar a verdadeira identidade é ser idêntico, parecido com Cristo, o Filho de Deus; é viver e andar como Ele andou, exercendo o papel de sal e luz neste mundo; é ser sincero em sua atitudes é ter uma casa, ou melhor, uma vida firmada naquilo que é certo e verdadeiro, de modo que ela permanecerá firme contra todo tipo de tempestade (GOMES, 2022, p. 147).

Sendo que a presente lição tem como objetivos específicos: Explicar como se dará a condenação dos falsos seguidores de Jesus; Conscientizar sobre em quem estamos alicerçados; e, Compreender que Jesus é a nossa verdadeira identidade.

I – A CONDENAÇÃO DOS FALSOS SEGUIDORES DE JESUS

É necessário que o cristão viva da melhor maneira na presença do Senhor. Não basta apenas aparentar ser algo que na prática não confirma as descrições das palavras. Pois, nem todos os que dizem Senhor, Senhor! Entrará no Reino dos Céus.

As palavras devem corroborar com as ações, assim sendo, as ações devem corroborar com as palavras.

Profetizar no nome do Senhor, expulsar demônios no nome do Senhor, e fazer maravilhas no nome do Senhor não indica que a pessoa é por Cristo conhecida. É necessário viver o verdadeiro sentido da espiritualidade com autêntica santidade.

Queridos irmãos, estejamos atentos para uma coisa: apenas a realização de obras espetaculares e milagres não serve como sinal para confirmar ou autenticar que uma determinada pessoa é escolhida ou usada por Deus. Somos alertados na Bíblia quanto aos falsos profetas (Dt 13.1-5) e falsos milagres, os quais se realizam pelo poder de Satanás (2Ts 2.8-12). (GOMES, 2022, p. 150)

O cristão autêntico é aquele que vive em total obediência a Deus, enquanto os que vivem por aparência e em desobediência irão escutar da parte de Cristo “nunca vos conheci; apartai-vos de mim, vós que praticais a iniquidade” (Mt 7.23).

II – EM QUEM ESTAMOS ALICERÇADOS

Duas casas foram construídas, uma sobre a areia e outra sobre a rocha. O alicerce deverá ter como sustentáculo a rocha, pois se for construído na areia não haverá sustentação, vindo os ventos e as tempestades, destruirá a casa.

A vida espiritual não pode ser construída de qualquer maneira, colocando qualquer tipo de material como palha, feno, madeira, ouvindo qualquer pessoa (Sl 1.1,2). Daí a razão de Paulo dizer: “Veja cada um como edifica” (1 Co 3.10,12). É preciso, da parte do edificante, muita sabedoria e prudência na edificação de sua vida espiritual. Quem procura edificar sua vida nas palavras dos homens, e não nas palavras de Cristo, pode ter certeza de que a sua construção cairá, pois somente Jesus edifica a casa (Sl 127.1). (GOMES, 2022, p. 154)

Por fim, na conclusão do sermão, tratando da casa edificada sobre a rocha, Jesus salienta aos ouvintes e que de certa maneira pode categoricamente ser aplicado aos cristãos da atualidade a terem uma vida conduzida por um relacionamento verdadeiro com Jesus. Assim sendo não haverá comparativo entre a prática diária dos cristãos com os fariseus e os escribas, pois é necessário viver debaixo da autoridade de Jesus.

III – JESUS: A NOSSA VERDADEIRA IDENTIDADE

O ministério do Senhor Jesus foi protagonizado por três ações diretas desenvolvidas pelo o Mestre, são elas: a pregação, o ensino e a ministração de cura.

No que tange a pregação, compreende-se que ela tem como foco aqueles que não conhecem a Deus, porém quando as pessoas compreendem a vontade de Deus necessitam de certa maneira prosseguirem por meio da instrução, daí compreende-se a importância do ensino, por fim, a integridade física não foi abandonada pelo o Senhor Jesus que de certa maneira ministrava sobre os enfermos o milagre.

Sendo Jesus a verdadeira identidade do cristão, entende-se que para os dias atuais Ele tem levantado homens e mulheres para ensinarem, pregarem e ministrarem a cura sobre a vida daqueles que necessitam de milagres, pois Ele é o mesmo.

Válido entender na prática que Jesus ensinava e pregava com autoridade. Os cristãos assim também deverão ministrar nestes dias tão difíceis, certo que a unção não corresponde com retórica ou com arte humana, mas compreende a ação espiritual conduzida e ministrada pelo o Espírito Santo. Por fim, o crente por ter Jesus como verdadeira identidade deve de certa maneira ser dependente do Espírito Santo.

 Referência:

GOMES, Osiel. Os valores do Reino de Deus: a relevância do Sermão do Monte para a Igreja de Cristo. Rio de Janeiro: CPAD, 2022.