Deus é Fiel

Deus é Fiel

terça-feira, 4 de outubro de 2016

Não se turbe o vosso coração, palavra de conforto de Jesus aos seus discípulos

Não se turbe o vosso coração, palavra de conforto de Jesus aos seus discípulos
Texto: 1- Não se turbe o vosso coração; credes em Deus, crede também em mim (Jo 14.1).
As palavras de despedida de Cristo causou em seus discípulos o sentimento de tristeza e de perca. Conforme a escrita no original, me tarassestho (gr. Μη ταρασσεσθω), Jesus fala abertamente aos apóstolos, deixem de se perturbar. O motivo para tamanha perturbação era as seguintes palavras: filhinhos, ainda por um pouco estou convosco. Vós me buscareis, e, como tinha dito aos judeus: para onde eu vou não podeis vós ir, eu vo-lo digo também agora (Jo 13.33). Ao perceber a perturbação dos apóstolos o Senhor Jesus outorga palavras de conforto distribuídas em três conselhos:
Primeiro conselho, a ausência do Mestre seria confortada com o amor entre os apóstolos (Jo 13.34,35). Segundo conselho, Jesus voltará (Jo 14.1-3,18). E por último, o terceiro conselho, Jesus enviaria o Consolador (Jo 14.16,17,26).
A igreja nos dias atuais também passa por momentos de perturbação, logo é necessário que os cristãos vivenciem as promessas proferidas pelo Senhor Jesus e com estas promessas os crentes sejam renovados em força para vencer os principados e potestades nos lugares celestinas, e como resultado deverão permanecer firmes até o fim.
Conselhos que antecede e sucede ao de não turbar o coração
Três são os conselhos que objetiva confortar os discípulos, porém o foco deste estudo está no segundo conselho, não retirando a importância dos demais para a compreensão do ministério particular de Cristo. O conselho que antecede fala de amor mútuo entres os apóstolos e o que sucede descreve a respeito do envio do Espírito Santo.
1- Conselho antecedente, a ausência de Cristo confortada com o amor entre os apóstolos. A Igreja em Coríntios aprendeu com o apóstolo Paulo que o amor não busca os seus interesses, não se irrita, nunca falha, tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta (1 Co 13.4-8). Os apóstolos deveriam suportar a ausência de Jesus Cristo então este conselho foi digno de vir em primeiro lugar! Pois, qual consolo pode ser maior para os órfãos do que o amor mútuo? Mesmo em um mundo tão desanimador e triste, enquanto os irmãos em aflição forem verdadeiros uns para com os outros em solidariedade e ajuda recíproca, terão uma infalível fonte de alegria no deserto da tristeza (BRUCE, p.413).
2- Conselho que sucede, o Consolador será enviado para conduzir os crentes em toda verdade. Em continuidade a esta série de estudos a temática a respeito do Consolador terá um bloco exclusivo. Portanto, conforme as palavras de Cristo o Consolador ficará para sempre com os cristãos, pois é conhecido e habita nos crentes, e terá como missão ensinar e lembrar os crentes de tudo que foi ensinado (Jo 14.16,17, 26).
Não se turbe o vosso coração (Jo 14.1-3)
O segundo conselho pode ser resumido nas seguintes palavras: não vos deixareis órfãos; voltarei para vós (Jo 14.18).
Além de escutarem a respeito da partida de seu Mestre os discípulos foram informados a respeito da traição que sucederia de um deles e também da negação que seria proferida pelo apóstolo Pedro a Cristo. Portanto, era uma noite incomum no colegiado apostólico. Para consola-los em meio à turbação, Jesus assim ensina: credes em Deus, credes também em mim; na casa de meu Pai a muitas moradas; e, vos levarei para mim mesmo, para que, onde eu estiver, estejais vós também.
1- Crede em Deus, credes também em mim (v.1). Coração turbado, vida desolada e o fracasso em todas as áreas tem uma solução simples, porém profunda, o crer em Deus. A travessia do mar Vermelho teve como solução simples, porém profunda, o crer em Deus. Assim são caracterizadas as ações dos crentes do passado e do presente nas convicções mais fortes em Deus, pois a questão deferida está na pessoa em que os cristãos deveriam e devem crer.
Crer em Deus faz com que os cristãos pensem de forma correta. Pensar da forma correta é a base de uma atitude correta, e nós começamos a pensar da forma correta quando pensamos em Deus. Assim, em todo o capítulo 14 do Evangelho de João vemos Jesus, o Mestre eterno, falando a nós acerca de Deus (RADMACHER; ALLEN; HOUSE, p. 265).
 2- Na casa de meu Pai a muitas moradas (v.2). Estas palavras foram tão importantes para o apóstolo Pedro que posteriormente assim escreve: bendito seja o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, que, segundo a sua grande misericórdia, nos gerou de novo para uma viva esperança, pela ressurreição de Jesus Cristo dentre os mortos, para uma herança incorruptível, incontaminável e que se não pode murchar, guardada nos céus para vós (1 Pe 1.3,4). No presente o cristão enfrentará tribulações, já no futuro o cristão terá um lugar de descanso, consolo e paz.
3- Jesus retornará (v.3). A segunda vinda de Cristo será dividida em duas fases: na primeira, Ele virá para arrebatar a Igreja, e na segunda, Ele virá com a Igreja para governar sobre a terra por mil anos. Portanto, o arrebatamento será no abrir e fechar de olhos e tem como propósitos: a ressurreição dentre os mortos (1 Co 15.22,23), a transformação dos vivos (1 Co 15.51,52), o arrebatamento dos fiéis e a apresentação da Igreja a Cristo na qualidade de esposa (Ap 19.7-9).
Com palavras motivacionais conclui-se esta análise Bíblica: não se preocupe, existe um lugar maravilhoso esperando por nós. Lá não haverá doença, nem morte, nem traumas ou sofrimento algum. Haverá então uma alegria maravilhosa e sensacional, com as maiores surpresas a cada dia da eternidade. Não se preocupe porque Jesus voltará com poder, glória e majestade, acompanhado de milhões de anjos, justamente nesta época de medo, insegurança e angústia. Está chegando o grande dia em que o Senhor virá nos buscar (HAYNES, p.553).
Referência:
ALLEN, Ronaldo B. RADMACHER, Earl D. HOUSE, H. Wayne. O Novo comentário Bíblico Antigo Testamento. Rio de Janeiro: Editora Central Gospel, 2013.
BRUCE. A.B. O Treinamento dos Doze. Rio de Janeiro: CPAD, 2007.
HAYNES, Gary. Manual bíblico de promessas. Belo Horizonte: Atos, 2010.

domingo, 2 de outubro de 2016

Subsídio para aula da E.B.D: A Providência de Deus em tempos de Difíceis

A Providência de Deus em tempos de Difíceis
Com fortes palavras o comentarista inicia a lição de número dois: estamos vivendo em um mundo em crise. Mas o Reino de Deus não está em crise.
Percebe que as crises tornaram-se comuns em todos os recintos, e assim, alcança todos os níveis até os ministeriais, pois a crise hoje em dia se manifesta no âmbito social, econômico, político, espiritual e ministerial. Porém, mesmo em meio às crises a Igreja de Cristo desfruta do imenso amor de Deus.
I – PROVISÃO DIVINA EM UM MUNDO CAÓTICO
No primeiro tópico fica claro que a provisão de Deus é diária, a obediência faz com que o cristão experimente a provisão de Deus, e para receber a provisão divina é necessário que o crente creia.
A provisão de Deus é diária. O deserto é lugar de manifestação e de revelação. No deserto as pessoas serão manifestadas, não a quem elas aparentam ser, mas quem de fato elas são. Logo, isto é uma revelação direta. Nos dias atuais com o avanço tecnológico e com os efeitos da globalização a sociedade não busca entender e aceitar o ser humano, mas querem conhecer o que as pessoas possuem. Não o que tem, mas quem são as pessoas. No deserto por quarenta anos Deus supriu a necessidade de Israel enviando maná e cordonizes. Nos dias atuais não é diferente, Deus continua a prover na vida de cada crente diariamente.
A obediência faz com que o cristão experimente a provisão de Deus. Elias foi obediente à voz de Deus indo ao ribeiro de Querite. Por ter sido obediente, o profeta Elias recebeu de Deus o suprimento diário de suas necessidades.
O caminho da desobediência é descendente. Um abismo chama outro abismo. De queda em queda, de deslize em deslize, esse profeta fujão vai parar no fundo do poço, ou seja, na barriga de um grande peixe (LOPES, p.47).
Para receber a provisão divina é necessário que o crente creia. Crede no Senhor, vosso Deus, e estareis seguros; crede nos seus profetas e prosperarei (2 Cr 20.20b). A viúva em Sarepta creu na palavra do profeta Elias e com os seus olhos contemplou a provisão divina até que as chuvas voltaram a cair.
Não importa como o mundo se encontra, Deus proverá o melhor para os que permanecerem fiéis a Ele.
II – UM MUNDO CAÓTICO
Primeira João 5.19, é o versículo base para a compreensão do presente tópico, pois assim está escrito: sabemos que somos de Deus e que todo o mundo está no maligno. O versículo divide em duas partes: somos de Deus e o mundo está no maligno.
Os apóstolos são de Deus, ou seja, Ele é a fonte de suas atitudes e posturas (1Jo 2.19). Satanás não toca naquele que nasceu de Deus (1 Jo 5.18), mas tem todo o mundo em suas garras e sob seu domínio (RADMACHER; ALLEN; HOUSE, p. 738).
Somos de Deus. Frase que tem como significado, somos salvos em Deus. A salvação é estuda em três tempos: passado (a entrega do indivíduo à Cristo), presente (uma vida de santificação), e futura (quando o cristão encontrar com o Senhor Jesus Cristo).
O mundo está no maligno. Frase que explica muitas das ocorrências de ordem espiritual na sociedade como, por exemplo: roubo, assassinatos e dentre outros a violência.
A globalização, uma ideia inteligente desses tempos, é um modo de preparar o mundo para o advento do Anticristo. Não é um termo isolado e técnico dos cientistas políticos. Tem na sua estrutura um plano diabólico que esconde as verdadeiras razões satânicas sob o manto colorido da união das nações, do ecumenismo religioso, da liberdade individual das pessoas (CABRAL, p.24).
Mudanças no contexto político e econômico muitas das vezes terão o domínio da ordem espiritual, isto é, o controle de Satanás. Crises são resultados das escolhas humanas, porém, não se pode tirar a ordem espiritual como explicação de inúmeras crises.
III – CARACTERÍSTICAS DO MUNDO ATUAL
Os fatores culturais que caracterizam a sociedade atual estão resumidos nas seguintes palavras: humanismo, relativismo e secularização.
Percebe-se que as características do mundo atual têm produzido danos para com os princípios éticos dos cristãos. Pois, os humanistas tornam se amantes de si mesmos; os relativistas negam toda lei que tem como objetivo orientar a vida das pessoas, principalmente se estes estiverem base no legado cristão; e, a secularização, que se caracteriza por ser uma força intelectual e espiritual que objetiva contradizer as verdades bíblicas.
Tais fatores culturais instigam o orgulho, a avareza, a fornicação, a desestruturação familiar, e por fim, a separação dos crentes para com o criador.
Assim conclui Cabral:
Para um mundo em crise, nenhuma outra instituição será capaz de responder aos anseios da humanidade senão a Igreja de Cristo (p.31).
Referência:
ALLEN, Ronaldo B. RADMACHER, Earl D. HOUSE, H. Wayne. O Novo comentário Bíblico Antigo Testamento. Rio de Janeiro: Editora Central Gospel, 2013.
CABRAL, Elienai. O Deus de toda provisão, esperança e sabedoria divina para a Igreja em meio às crises. Rio de Janeiro: CPAD, 2016.

LOPES, Hernandes Dias. Jonas, um homem que preferiu morrer a obedecer a Deus. São Paulo: HAGNOS, 2008.

segunda-feira, 26 de setembro de 2016

Subsídio para aula da E.B.D: A Sobrevivência em tempos de crise

A Sobrevivência em tempos de crise
Para melhor compreensão a respeito da prosperidade há três perguntas sobre esta temática que devem ser respondidas:
O que é prosperidade?
Como alcançar a prosperidade?
Qual o objetivo da prosperidade?
Mas, antes é necessário compreender que quando se trata de dinheiro na igreja os cristãos tornam-se propícios a cometerem dois erros: erro teológico e erro prático.
O erro teológico corresponde com justificativa teórica sem fundação Bíblica que conduz o indivíduo a omitir contribuição à obra de Deus. É necessário compreender que dinheiro no Reino de Deus trata-se de uma temática essencialmente espiritual. Já o erro prático corresponde com a concretização da omissão, isto é, o indivíduo deixa de contribuir financeiramente para com o crescimento da obra de Deus.
O que é prosperidade?
É a ação de Deus em prover na vida do cristão. Há quatro decretos divinos que descrevem a relação entre Deus e os homens. Os decretos de Deus são: criação, providência, restauração e consumação. A providência corresponde com a ação de Deus em cuidar dos seus.
Sobre a providência divina escreve Andrade:
Resolução tomada de antemão por Deus visando a consecução de seus planos e decretos, a preservação de quanto Ele criou e a salvação do ser humano. Acha-se a providência divina fundamentada nos atributos metafísicos e morais de Deus (p. 210).
A providência de Deus é o cuidado sobre todas as suas obras. É exercida na preservação de suas criaturas, no prover as necessidades de suas criaturas, na prosperidade dos santos e dentre tantas na proteção dos santos. A providência divina deve ser reconhecida na prosperidade, na adversidade, nas calamidades públicas, no sustento diário e os esforços humanos são vãos sem ela (Sl 127.1,2; Pv 21.31). Assim acrescenta Champlin o propósito da providência de Deus consiste em preservar a vida não somente a duração da vida terrena, mas também a sua qualidade e suas realizações (p. 487).
Como alcançar a prosperidade?
A prosperidade pode ser conquistada por meio do trabalho, da fidelidade, do cuidado para com a obra missionária e por meio do cuidado para com os líderes espirituais.
Ninguém conquista a prosperidade se não for dedicado ao trabalho. Muitos cristãos estão desempregados por não serem dedicados no que fazem ou por falta de princípios éticos. Para o apóstolo Paulo se alguém não quiser trabalhar, não coma também (2 Ts 3.10).
A prosperidade se concretiza por meio da fidelidade nos dízimos e nas ofertas (Ml 3.10).
O cuidado para com a obra missionário permite a igreja local a possibilidade em desfrutar da prosperidade divina, assim como o cuidado individual do crente para com a obra missionária permite que o mesmo seja alcançado com o prover divino sobre a sua vida.
E não só o cuidado para com a obra missionária, mas também o cuidado para com os líderes. Amigos de pastores são por Deus abençoados. Que a igreja nestes últimos dias venha investir na obra missionária e amar os vossos pastores.
Qual o objetivo da prosperidade?
A prosperidade de Deus na vida do crente possui três objetivos centrais.
Primeiro, o próprio cuidado do cristão, isto no que corresponde o cuidado para com o suprimento das próprias necessidades, alimentação, vestimentas, remédios, dentre outros.
Segundo, o cuidado para com o próximo. Deus prospera os teus servos para que estes venham a contribuir para o suprimento das necessidades das pessoas próximas.
Em terceiro, Deus prospera os teus para que haja um cuidado destes para com a obra de Deus na terra.
Uma palavra sobre CRISE
Com base nos Escritos Sagrados, sobre a segunda ocorrência de tempestade envolvendo os discípulos, percebe-se que a segunda ocorrência não foi tão impetuosa como a primeira, mas nesta torna-se notório a presença de um fenômeno físico, espiritual, político, econômico e ministerial, resumidamente descritos pela palavra crise.
Para Bruce:
O capítulo 6 do Evangelho de João está repleto de acontecimentos. Ele nos fala de um grande milagre, de um grande entusiasmo, de uma grande tempestade, de um grande sermão, de um uma grande apostasia e de uma grande provação de fé e fidelidade sofrida pelos doze discípulos (p.141).
Crise Física: Uma multidão seguiu a Jesus por causa dos milagres que por Ele foram operados (Jo 6.2). A enfermidade corresponde com a crise física, pois é manifestada pela incapacidade do ser humano obter a cura por si mesmo e também pelo fato de passar por uma doença.
A crise física é ratificada pela herança de Adão deixada à humanidade, isto é, a morte, a culpa e a corrupção.
A morte é o castigo que se define na experiência física terminal, e as doenças são definidas pela ação, em que há um enfraquecimento da matéria, sendo, portanto uma herança da desobediência adâmica.
Portanto, a igreja tem desenvolvido com majestade o seu ministério real. O ministério real da igreja corresponde com a autoridade outorgada por Jesus à mesma para no nome dEle proporcionar cura e liberação para as vidas que estão enfermas e oprimidas.
Crise Política: A multidão queria arrebatar e fazer de Jesus rei (Jo 6.15). Nesta informação percebe-se que a crise política era existencial no meio dos israelitas. Não havia uma liderança eficiente e eficaz, por isso, conforme os seus interesses os israelitas queriam Jesus como rei.
A crise política na atualidade é notável pelo significado da palavra dos que são agentes da mesma, pois o termo político (πολιτικός, grego), significa aquele que olha para os outros, e isto não é real.
Crise Econômica: Com cinco pães e dois peixinhos Jesus alimentou uma multidão de quase cinco mil homens (Jo 6.9,10). A falta de alimentação permite inserir como análise a crise econômica que corresponde com a ausência de recursos para o suprimento das necessidades.
No mundo a cada seis segundo uma pessoa morre desnutrida. O dado indica que a desigualdade é grande, enquanto alguns têm outros nada possuem. Mas, nos últimos anos no Brasil a ação poderosa de Deus em prosperar os fiéis tem sido nítida.
Crise Espiritual: A mensagem de Jesus para os discípulos não foi agradável fazendo com que muitos dos seus discípulos tornassem para trás, porém, o apóstolo Pedro deixa a solução para a crise espiritual “para quem iremos nós? Tu tens as palavras da vida eterna”. (Jo 6.68).
Os indicadores da crise espiritual são:
Indisponibilidade para ouvir a Palavra, para orar, para ir à igreja, em suma, fazer aquilo que Deus o nomeou para fazer.
A crise espiritual conforme a citação do pastor Shedd pode ser comparada à necessidade do avivamento: pois, quando escutamos a palavra e não sentimos nada, quando a oração não passa de reza, quando ganhar dinheiro empolga mais que ganhar almas, quando o entretenimento empolga mais que a palavra, quando pecado consumado não cria nenhuma preocupação na consciência e quando há divisão.
Crise Ministerial: Jesus ao retornar para os discípulos andando sobre as águas despertou o medo por parte dos apóstolos, porém ao se revelar, Pedro pediu autorização para ir ao encontro do Mestre. Ao aproximar de Jesus o apóstolo sentido o vento, temeu e começou a ir para o fundo (Mt 14.29,30). Neste momento percebe-se a existência da crise ministerial.
O principal indicador da crise ministerial é ausência de visão no que corresponde ao Reino de Deus. Logo, o ministério não será frutífero, e faltará eficiência e eficácia.
Para vencer as crises é necessário que três âncoras sejam lançadas sobre as diversidades.
A primeira âncora corresponde com a determinação em conhecer as palavras de vida eterna.
Já a segunda âncora indica a percepção muito clara nas alternativas.
E a terceira, descreve a capacidade de sobreviver à tempestade.
Referência:
ANDRADE, Claudionor Corrêa de. Dicionário Teológico. Rio de Janeiro: CPAD, 1997.
BRUCE, A.B. O Treinamento dos Doze. Rio de Janeiro: CPAD, 2007.

CHAMPLIN. R.N. Enciclopédia de Bíblia, Teologia e Filosofia. Volume 5. São Paulo: Hagnos, 2014.

terça-feira, 20 de setembro de 2016

Pedro, o discípulo que negou a Jesus

Pedro, o discípulo que negou a Jesus
Texto: 36- Disse-lhe Simão Pedro: Senhor, para onde vais? Jesus lhe respondeu: Para onde eu vou não podes, agora, seguir-me, mas, depois, me seguirás. 37- Disse-lhe Pedro: por que não posso seguir-te agora? Por ti darei a minha vida. 38- Respondeu-lhe Jesus: tu darás a tua vida por mim? Na verdade, na verdade te digo que não cantará o galo, enquanto me não tiveres negado três vezes (Jo 13.1).
O apóstolo Pedro é destaque nas citações dos Evangelhos nos instantes em que Jesus transmite aos discípulos ensinamentos concernente a vida cristã. O nome Pedro (gr. Πετρος; transliteração, Petros) tem como significado pedregulho, isto é, pedra grande ou grande quantidade de pedras miúdas, significado que também corresponde ao nome aramaico Cefas que significa rocha. A mudança de Simão (aquele que ouviu) para Pedro é caracterizada pela missão que ele estava prestes a realizar.
A Igreja é edificada sobre Cristo a pedra angular, logo Jesus representa a estrutura espiritual em que a Igreja está edificada, porém Pedro e os demais apóstolos tornaram se em os alicerces da Igreja visível, fato que se comprova na estrutura ministerial, sendo os apóstolos os primogênitos na propagação do Evangelho. Compreender a vida do apóstolo Pedro conforme a Bíblia Sagrada é fundamental que a vida do apóstolo seja didaticamente esquematizar em duas partes: Pedro antes de negar a Jesus, ouvinte falante; e, Pedro depois de ter negado a Jesus, ouvinte praticante.
Pedro o ouvinte falante
O apóstolo Pedro foi chamado para servir, sabendo bem que muitos ensinamentos ele receberia de Jesus Cristo passou a ser um dos três discípulos mais próximo do Mestre.
1- Pedro e o chamado para o apostolado. Ao contemplar Pedro e André trabalhando no ramo da pesca no mar da Galileia Jesus assim os vocacionam: vinde após mim, e eu vos farei pescadores de homens (Mt 4.19). De acordo com as quatro listas em que aparecem os nomes dos discípulos o apóstolo Pedro é citado em primeiro lugar (Mt 10.2; Mc 3.16; Lc 6.14; At 1.13). Portanto, Pedro de pescador de peixes passa a ser pescador de almas.
2- Pedro e suas declarações. Antes de negar a Jesus três declarações de Pedro merecem profunda atenção.
2.1- Declaração a respeito de Cristo. Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo (Mt 16.16). Ao dizer que Jesus era o Cristo, o apóstolo define a missão do Messias e ratificava o cumprimento das profecias a respeito do Ungido. E ao declarar que Jesus era o Filho do Deus vivo, Pedro estava literalmente dizendo que Jesus é o próprio Deus.
2.2- Declaração de quem conhecia e valorizava a liderança de Cristo. Senhor, para quem iremos nós? (Jo 6.68). Com Jesus presente o apóstolo Pedro tinha o conhecimento que tudo ocorreria da melhor maneira possível. O lugar é menos importante do que a presença de quem estará com o cristão em sua caminhada, pois se o cristão está com Cristo muitas serão as bênçãos divinas sobre a vida do mesmo.
2.3- Declaração no que concernia a doação da vida. Por ti darei a minha vida (Jo 13.37). De fato Pedro doou a sua vida a Cristo e conforme as tradições o apóstolo foi crucificado de cabeça para baixo, doando assim a sua vida ao seu Mestre.
3- A negação de Pedro. A negação de Pedro transmite algumas lições:
Até os mais fortes podem falhar. A autopreservação às vezes controla alguns indivíduos. O herói da fé poderá se tornar em um covarde mediante a pergunta de alguém. Até os homens mais espirituais podem cair nos pecados mais terríveis (CHAMPLIN, p. 477).
Pedro ouvinte praticante
1- O arrependimento de Pedro. E, virando-se o Senhor, olhou para Pedro, e Pedro lembrou-se da palavra do Senhor, como lhe tinha dito: antes que o galo cante hoje, me negarás três vezes. E, saindo Pedro para fora, chorou amargamente (Lc 22.61,62). O arrependimento de Pedro foi positivo, pois ele reconheceu que tinha pecado e voltou para Deus, ação diferente da de Judas que se suicidou.
2- A declaração de amor de Pedro a Cristo. Por três vezes Pedro responde, tu sabes que te amo (Jo 21.15-17). Reconhecendo suas limitações e seu erro o apóstolo Pedro ao ser indagado por duas vezes se amava (ágape) ao Senhor Jesus lhe responde que o amava como amigo. Portanto, na terceira vez Jesus lhe pergunta se Pedro lhe amava como amigo, assim Pedro chora e responde que o amava como amigo. Provavelmente na mente de Pedro se passava, no momento da terceira pergunta, que amigo de verdade não nega o outro, porém, Pedro declara o seu amor a Cristo.
3- Pedro e sua missão no livro de Atos. Há dois principais nomes no livro de Atos o de Pedro e o de Paulo. Até o capítulo doze o apóstolo Pedro é o destaque e há três pontos a serem observados: Pedro o pregador do Evangelho, Pedro o líder dos demais apóstolos e Pedro instrumento de Deus para a concretização de milagres.
3.1- Pedro o pregador do Evangelho. Após o recebimento do Espírito Santo o apóstolo Pedro pregou uma mensagem com as seguintes palavras conclusivas: saiba, pois, com certeza, toda casa de Israel que a este Jesus, a quem vós crucificastes, Deus o fez Senhor e Cristo (At 2.36). Mensagem que conduziu a Jesus quase três mil almas (At 2.41). Já na segunda mensagem do apóstolo quase cinco mil almas se renderam aos pés do Senhor Jesus (At 4.4).
3.2- Pedro o líder entre os apóstolos. Na escolha do sucessor de Judas percebe-se que o apóstolo Pedro demonstra o perfil de um líder entre os demais discípulos (At 1.15).
 3.3- Pedro instrumento de Deus para a concretização de milagres. Jesus vocacionou a Pedro dando-lhe poder sobre os espíritos imundos, para os expulsarem e poder para curar pessoas enfermas (Mt 10.2). Sendo assim conforme o evangelista Lucas pessoas eram postas onde Pedro passasse para que pelo menos a sua sombra cobrisse os enfermos, entretanto conclui-se que todos eram curados (At 5.15,16).
Ao contrário de Judas o apóstolo Pedro esteve presente na última instrução do Senhor Jesus aos discípulos, fato que conduz o apóstolo a se comprometer com a propagação do Reino de Deus. A boa comunicação terá como resultado a prática. O cristão não poderá se limitar a ser um ouvinte falante, mas deverá ser ouvinte praticante, isto é, tudo o que receber de Cristo deverá divulgar.
Referência:

CHAMPLIN. R.N. Enciclopédia de Bíblia, Teologia e Filosofia. Volume 4. São Paulo: Hagnos, 2014.

segunda-feira, 19 de setembro de 2016

Subsídio para aula da E.B.D: A Evangelização Integral nesta última Hora

Subsídio para aula da E.B.D: A Evangelização Integral nesta última Hora
A Verdade Prática assim está definida: falemos de Cristo a todos, em todo tempo e lugar, por todos os meios.
A evangelização integral foi desenvolvida pela igreja primitiva que em poucas décadas pregou o Evangelho até os confins da terra. A pregação do Evangelho deverá ser realizada com ordem e com amor, porém o poder de Deus não poderá se ausentar, pois é mediante a graça divina que as manifestações sobrenaturais ocorrem.
Certamente existem muitos métodos para este nobre e grandioso ministério. Ao olhar para o exemplo de Cristo aprendemos que, embora sejam vários os meios, jamais podemos perder de vista o fim, a conversão da alma (SILVA, p. 36).
I – O QUE É EVANGELIZAÇÃO INTEGRAL
Conforme a lição em estudo, a evangelização integral é a proclamação simultânea do Evangelho em todos os âmbitos: local, nacional e transcultural, tendo como propósito a apresentação das Boas-Novas aos não salvos em Jesus Cristo. Sendo que a ação da evangelização integral deverá ser realizada através da proclamação do Evangelho em Jerusalém, Judéia, Samaria e confins da terra (At 1.8b).
Isto significa que os discípulos que formam a igreja de Jesus devem ser testemunhas dEle em Jerusalém, Judéia, Samaria e confins da terra ao mesmo tempo. A igreja deve anunciar a Cristo em todos os rincões, por mais longínquos e remotos que sejam, ao mesmo tempo que o anuncia em sua própria cidade, estado, região ou país. Isto só é possível pela ação do Espírito Santo, que a faz obedecer a Comissão, enviando missionários por todas as tribos, línguas, povos e nações (PAULA, p.54).
A palavra avivamento significa acordar e viver. Em outras situações no Novo Testamento a palavra significa ressuscitar (Rm 14.9). Porém, na narrativa da parábola do filho pródigo o termo reviveu (Lc 15.32) corresponde à mudança de vida, que iniciou se com um desejo, foi alimentado pela humildade e por fim, foi concretizado por uma ação (Lc 15.18,20). O avivamento abrangente deverá ser provindo de um coração desejo e anelante à vontade de Deus, que também seja humilde, pois na obra do Senhor não há lugar para estrelas, pois a glória pertence a Ele que é Senhor de tudo e de todos (Rm 11.33-36).
O avivamento tem como ponto inicial o indivíduo e se propaga às instituições (família, empresa, estado, escola e igreja) e se concretiza com o evangelho pregado em testemunho a todas as gentes (Mt 24.14).
II – DISCIPULADO INTEGRAL
O discipulado integral tem as seguintes características: doutrinação, integração, treinamento e identificação.
Doutrinação: ensino eficiente e eficaz das verdades centrais da fé cristã. As doutrinas bíblicas deverão ser ensinadas, a doutrina da salvação, doutrina do pecado, doutrina do homem, doutrina da igreja, dentre outras.
Integração: é a ação da igreja no ato de receber o novo convertido e conduzi-lo aos trabalhos da igreja.
Treinamento: o cristão salvo deverá conduzir outras pessoas para os pés do Senhor Jesus Cristo. Logo, o crente deverá ser trenado para pregar o Evangelho.
Identificação: o novo crente após ser ganho, integrado e trenado para a propagação do Evangelho deverá se identificar como seguidor de Jesus Cristo. A identificação do cristão é definida pela palavra santificação.
A santificação não será vista, nestes últimos dias da Igreja sobre a Terra, como um adereço em sua teologia ou em seus atos litúrgicos. Se nos voltarmos à Bíblia Sagrada, constataremos que a santificação é a doutrina insubstituível à peregrinação daqueles que, renunciando ao presente século, apegam-se a eternidade. Sem a santificação ninguém verá o Senhor. É o que nos adverte o apóstolo em sua epístola aos crentes hebreus.
Se não retornarmos a uma vida santa, como haveremos de pregar o evangelho integral? Certa vez, um evangelista da Idade Média convocou os seus discípulos e ordenou-lhes: vão e preguem o evangelho. Se for necessário, usem as palavras (ANDRADE, p.156).
III – A IGREJA DA EVANGELIZAÇÃO INTEGRAL
A igreja deverá sempre promover a pregação do evangelho. A promoção do evangelho desenvolvida pela igreja faz com esta seja conhecida como igreja evangelística ou igreja missionária.  
A igreja missionária existe para a realização da missão evangelística.
Já a comissão corresponde com o dever da igreja em se situar como agência evangelizadora, pois nenhuma instituição poderá substituir a igreja nesta missão.
Por fim, a evangelização deverá ser mantida. A evangelização é feita com oração, com o envio de pessoas e com dinheiro. Quando o cristão doa oferta ao trabalho missionário Deus o prospera em tudo. Lembrando que a prosperidade está relacionada aos cuidados com a obra missionária. Quando o servo de Deus se entrega a obra missionária colherá todos os frutos provindos da dedicação e entrega à proclamação do Reino de Deus
Referência:
ANDRADE, Claudionor Corrêa de. O desafio da Evangelização. Rio de Janeiro: CPAD, 2016.
PAULA, Oséas Macedo de. Manual de Missões. Rio de Janeiro: CPAD, 1997.

SILVA, Roberto S. O Perfil do ganhador de almas. Goiânia: Manancial Edições; Mundial Gráfica, 2014. 

terça-feira, 13 de setembro de 2016

Judas Iscariotes, discípulo que tomou o bocado molhado

Judas Iscariotes, discípulo que tomou o bocado molhado
Texto: E, tendo Judas tomado o bocado, saiu logo. E era já noite (Jo 13.30).
Judas Iscariotes tornou-se conhecido pela traição a Jesus. O nome Judas tem como significado o louvado e Iscariotes, homem de Queriote. Com base na definição do nome compreende que Judas nasceu para louvar, porém conforme os relatos históricos sintetiza que Judas é associado com características indignas: ladrão e traidor.
Assim como os demais apóstolos, Judas foi vocacionado para servir a Cristo no ministério terreno, porém por ambição e por inspiração diabólica, de possível ministério vitorioso, Judas torna-se vilão nos anais da história cristã.
Para melhor compreensão a respeito da vida de Judas didaticamente é necessário dividi-la em duas partes: Judas antes o bocado molhado e Judas pós o bocado molhado.
Antes o bocado molhado Judas recebeu de Cristo o chamado e a função honrosa de cuidar da bolsa, mas já dava sinais de desobediência e infidelidade (Jo 12.6). Na segunda fase destaca-se o ato do beijo que explica a traição de Judas a Cristo.
O chamado de Judas
Conforme a descrição do NT percebe-se a presença de três tipos de chamados definidos por Deus para com os homens. Deus chama o homem para ser salvo. Deus chama o homem para servir. E por fim, Deus chama o homem para ser glorificado com Ele no céu. Com Judas não foi diferente. Deus chamou Judas para ser bem-sucedido no ministério apostólico, porém, este não conseguiu manter-se firme até o fim.
1- Judas chamado, instruído e enviado. Judas quando vocacionado por Cristo recebeu poder sobre espíritos imundos, para expulsá-los e para curar as pessoas que eram cometidas por enfermidades e por males (Mt 10.1). Ao escolher os discípulos Jesus instrui-os para serem enviados e na primeira missão os apóstolos deveriam cobrir uma área de 120 a 200 Km.
Mateus registra no capítulo dez a missão dos doze. Há algo importante a ser observado no capítulo, pois no versículo um, os doze são chamados de discípulos, isto é, aprendizes, já no versículo dois os doze são chamados de apóstolos que significa autoridade constituída. 
Logo, Judas foi aprendiz de Cristo e recebeu de Cristo autoridade para curar os enfermos, limpar os leprosos, ressuscitar os mortos e para expulsar os demônios (Mt 10.8).
Assim como Judas nem todos os que são chamados permanecerão fiéis até o fim nas atribuições da vocação.
2- Judas recebeu função honrosa. Havia pessoas que honravam o ministério de Jesus. Lucas registra o nome de algumas destas pessoas: Marai Madalena, Joana e Suzana (Lc 8.2,3). Conforme os costumes da época era costume que alguns mestres recebessem ajuda financeira da parte de mulheres ricas. Portanto, havia a necessidade de alguém do grupo tornar-se tesoureiro e Jesus atribui esta função ao apóstolo Judas.
Quando se trata de dinheiro na igreja os cristãos tornam-se propícios a cometerem dois erros: erro teológico e erro prático.
O erro teológico corresponde com justificativa teórica sem fundação Bíblica que conduz o indivíduo a omitir a contribuição à obra de Deus. É necessário compreender que dinheiro no Reino de Deus trata-se de uma temática essencialmente espiritual. Já o erro prático corresponde com a concretização da omissão, isto é, o indivíduo deixa de contribuir financeiramente para com o crescimento da obra de Deus.
O ministério de Jesus foi sustentado por pessoas piedosas e para a administração dos recursos financeiros Ele nomeou Judas para cuidar da bolsa (Jo 12.6).
A saída de Judas
Já era noite quando Judas saiu da presença de Jesus. Judas saiu para as trevas naturais, porém ele já se encontrava nas trevas espirituais. A saída tinha como propósito a traição. Entretanto, Iscariotes não só entregou o local onde estaria Jesus, mas também conduziu uma multidão armada e com um beijo identificou quem era o Mestre (Mt 26.47,48).
O beijo era a maneira de saudar, porém o discípulo não poderia iniciar a saudação, Judas quebra o protocolo e com um beijo não saudando a Cristo, mas indicando para a multidão quem era Cristo. Logo, este não foi o beijo da saudação, mas o beijo da traição.
De discípulo vocacionado para um ministério brilhante e sendo honrado a servir a Cristo como administrador financeiro Judas abandona por 30 moedas de prata, equivalente a um terço do perfume em que Maria lavou os pés de Jesus.
Enquanto, Maria honrou a Jesus demonstrando ao ungir os pés um gesto de devoção e ao ungir a cabeça um gesto de honra, Judas ao contrário, demonstra menosprezo e infidelidade.
A morte de Judas
Conforme Mateus:
E ele, atirando para o templo as moedas de prata, retirou-se e foi-se enforcar (Mt 27.5).
Sobre a morte de Judas assim escreve Lucas:
Ora, este adquiriu um campo com o galardão da iniquidade e, precipitando-se, rebentou pelo meio, e todas as suas entranhas se derramaram (At 1.18).
Ao analisar as duas citações conclui-se que Judas foi-se enfocar em uma árvore que estava no alto de um precipício e provavelmente o galho da árvore ou a corda teria se quebrado e o corpo ao ser precipitado rebentou ao meio.
Por fim, Judas era um homem materialista e ansiava para obter poder no reino terreno. Por tal visão Judas foi desmoralizado em cada ensinamento do Senhor Jesus, perdendo então a motivação por não compartilhar a visão messiânica. Judas rejeita ao ministério do Messias e decide trair o Mestre. Judas se arrependeu (Mt 27.3), mas de maneira negativa, isto é, reconheceu o pecado, porém não voltou para Cristo, tendo como resultado um ato ainda pior, o suicídio.

segunda-feira, 12 de setembro de 2016

Subsídio para aula da E.B.D: A Evangelização Real na Era Digital

A Evangelização Real na Era Digital
A Verdade Prática assim está definida: na era da informação instantânea, somente o Evangelho Eterno para dar esperança à humanidade.
Nos últimos anos a humanidade tem presenciado os maiores avanços na área tecnológica. O capitalismo se notabilizou na sua quarta etapa, assim chamada de capitalismo técnico-científico-informacional. E as atuais gerações estão movidas para e pela geração Z.
A dita geração Z pode ser entendida como a continuação da geração Y, nascidos em plena era da globalização, informação e virtualização, apenas potencializam as características e marcas comportamentais de seus antecessores. A rapidez em suas ações, expectativas e necessidades, acompanham a velocidade em que obtêm as informações na WEB (GIOVELLI, p.301).
Nos séculos XX e XXI percebem-se as seguintes gerações: belle époque (1920-1940), baby boomers (1945-1964), X (1965-1984), Y (1984-2000) e Z (após 2000).
A geração Belle Époque ou tradicional foi marcada com o desenvolvimento industrial e pela urbanização. A geração baby boomers foi marcada pela disciplina, honra, respeito e organização. Já a geração X é marcada pela influência da TV, pois as brincadeiras deixaram de ser o único entretenimento das crianças. A Y é a geração marcada pela grande influência da tecnologia, pois nesta geração vem o advento do videogame e a internet possibilitou que esta geração desenvolvesse todo o potencial.
Portanto, a evangelização na era digital deverá abranger todas as gerações, ganhando-as para Cristo.
I – PECADORES DIGITAIS NAS MÃOS DE UM DEUS REAL
Conforme o tópico em análise os meios digitais proporciona para os que são dominados pela mídia na sua ação mais obscura a cometerem pecados terríveis. O personagem bíblico a ser estudado é Davi.
Davi, homem segundo o coração de Deus (1 Sm 13.14) cometeu pecados terríveis por passar parte do seu tempo em lugar errado, ou fazendo a coisa errada no lugar certo.
Davi em um ato errado desobedeceu do sexto ao décimo mandamento do decálogo.
Não matarás, Davi mandam um e-mail fatal, o correio eletrônico facilita-nos o dia a dia, encurta-nos as distâncias e ajuda-nos a resolver pendências. Infelizmente, essa ferramenta tão útil vem sendo utilizada também para arruinar reputações, caluniar e até matar (Revista, p.86). Isto é, Davi ao enviar uma carta a Joabe arquitetava a morte de Urias.
Não adulterarás, Davi conduz Bate-Seba para o Palácio e comete adultério. Há inúmeros conteúdos em sites que alimenta o desejo pecaminoso das pessoas e serve de motivação ao pecado da traição.
Não furtarás, Davi furta a Bate-Seba para desfrutar com ela de um momento prazeroso para a carne.
Não darás falso testemunho, Urias na sua inocência leva até Joabe a própria condenação.
Não cobiçarás, todo o processo do pecado de Davi se iniciou na cobiça, pois Davi cobiçou a mulher do próximo. Assim, ocorre com muitos por não utilizarem da maneira correta os meios de informação, pois cobiçam o que pertence ao próximo.
II – CONSERTANDO A REDE PARA CRISTO
Evangelizar por meio das redes sociais requer vocação por parte do evangelista, a mensagem deverá ser bíblica e cristocêntrica, e o evangelista deverá ter habilidades específicas.
Há três tipos de chamados na Bíblia por parte de Deus ao homem. Deus chama o homem para ser salvo. Deus chama o homem para servir. Deus chama o homem para ser glorificado.
Ao chamar o homem para servir, Deus proporciona meios para que este pregue o Evangelho. Na atualidade as redes sócias é um meio importante para a propagação do Evangelho.
A mensagem a ser pregada deve ser bíblica e deve ter Cristo como centro. Não é recomendável que o cristão crie discussões religiosas ou discuta religião nas redes sociais. Pois, o cristão deverá olhar para a internet como uma ferramenta para pregar-se a Cristo o único que salva e liberta o pecador de seus vícios.
III – EVANGELHO REAL PARA PESCADORES DIGITAIS
Com Habacuque aprende que a evangelização dos pecadores digitais deve ser clara, breve e objetiva.
Já a lição recebida por parte de Eliseu trata-se que o cristão ao utilizar as redes sociais não poderá perder a reputação de servo de Deus ou de homem de Deus, pois através do testemunho demonstrado pelas redes sociais alcançaremos muitos para o Reino de Cristo.
Com Paulo aprende que as redes sociais outorgará a oportunidade para a evangelização. Portanto, caberá ao cristão a estratégia para iniciar o processo da evangelização. Qual é o ponto de contato? Descubra e pregue o Evangelho.
Por fim, com Filipe se aprende que o Evangelho puro e santo deverá prevalecer sobre todo tipo de heresia.
Em suma, o Evangelho deve ser pregado. No facebook compartilhe mensagens bíblicas, textos bíblicos e vídeos que proporcione paz para as outras pessoas. No whatsapp um meio instantâneo de comunicar permite que o cristão de maneira objetiva pregue o Evangelho.
Portanto, em tempo e fora de tempo o crente deve pregar o Evangelho. Utilize os meios digitais da melhor maneira para a propagação do Evangelho.
Referência:

Giovelli, Graziellu Rita Marques. Manual de gestão de pessoas e RH. São Paulo: DCL, 2012.