Deus é Fiel

Deus é Fiel

domingo, 8 de maio de 2022

Subsídio para aula da Escola Bíblica Dominical – Lições Bíblicas Jovens – Construindo tudo para a minha glória

 Construindo tudo para a minha glória

Conforme o Resumo da Lição:

Tudo o que conseguimos realizar ou ter em nossa vida vem de Deus, e não reconhecer tal fato pode nos levar a pecar contra o Eterno. Deus é o Senhor de todas as coisas, nEle está no domínio de tudo, logo a Ele pertence a glória e a honra para todo o sempre. Portanto, não reconhecer e não ser grato a Deus por tudo é cair no erro e no desvio da direção exata de Deus para com a vida do ser humano.

A presente lição tem como objetivos:

Saber que Deus honrou a Nabucodonosor;

Mostrar os avisos de Deus para Nabucodonosor;

E, Apontar o preço do orgulho.

I – UM HOMEM QUE SE TORNOU GRANDE

Nabucodonosor rei da Babilônia foi honrado por Deus. Deus outorgou grandeza ao rei da Babilônia, assim também como a Babilônia, porém como era costume da época as nações pagãs agregavam ao monarca a graça soberana sobre os súditos ao ponto de se considerarem deuses.

Deus por três vezes avisou a Nabucodonosor a respeito dos Seus desígnios para com o monarca e para com a Babilônia, porém, mesmo assim Nabucodonosor se apegou em ser digno de honra e de glória, mostrando assim que ele era prepotente, ou seja, totalmente orgulhoso.

No primeiro aviso que corresponde com a interpretação do sonho da estátua Nabucodonosor reconhece que o Deus de Daniel é superior aos deuses da Babilônia.

Assim também acontece com a manifestação da grandeza de Deus para com Nabucodonosor quando este comete o erro de construir uma estátua e requerer que todos os seus súditos se curvem e adorem diante da estátua, portanto os amigos de Daniel não se curvam perante a mesma e por desobedecerem são lançados na fornalha, mas ali estava reservado a grande manifestação do Senhor. Três foram lançados na fornalha, porém quatro era o número de homens que passeavam no meio da fornalha, sendo que o último tinha a semelhança sobrenatural.

Neste segundo aviso Nabucodonosor concluiu que o Deus dos hebreus deveria ser adorado.

II – OS AVISOS DE DEUS

Deus no uso de sua misericórdia pela terceira vez avisa a Nabucodonosor, porém mesmo que tinha sido avisado e alertado ao decorrer de onze meses Nabucodonosor olhando para as suas conquistas não sentiu no dever de reconhecer a grandeza de Deus na vida dele, mas em contra partida se exaltou e gloriou-se na força e poder de sua própria magnificência, fato que fez com que o mesmo vivesse no meio dos irracionais.

  O cristão em todo o tempo precisa reconhecer que Deus é digno de toda honra e glória. Assim como deve compreender que o orgulho e a injustiça andam juntas e se manifestam na vida daqueles que não valorizam a Palavra de Deus.

Os versículos 29 a 37 de Daniel 4 permite compreender que Nabucodonosor não aprendeu com os três avisos em que Deus por sua bondade usou o profeta Daniel para instruir o monarca, mas que por viver em um período como animal irracional o rei da Babilônia teve que compreender que Deus governa por toda a eternidade.

A referência aqui é sobre um período de graça entre a predição da loucura de Nabucodonosor e a sua ocorrência. Talvez Deus tenha aguardado um ano na expectativa de que o monarca pudesse se arrepender e evitar o castigo.

[...] Nabucodonosor ficaria louco como um animal em seus hábitos e sentidos. Entretanto, naquela condição, aprenderia mais a respeito de Deus do que em toda sua vida. Na verdade, esse castigo serviria para que o rei pudesse saber quem Deus é e como Ele estabelece reinos de maneira soberana e os entrega a quem deseja. Nabucodonosor tinha de humilhar-se perante o Senhor antes de ser exaltado outra vez. O castigo divino sempre tem um propósito santo e útil (RADMACHER; ALLEN; HOUSE, 2013, p. 1282).

III – O PREÇO DO ORGULHO

É necessário entender que o orgulho é uma:

Opinião sobre si mesmo extremamente favorável; sentimento de muitíssima confiança e arrogância que é inaceitável entre os crentes, cuja vida deve ser marcada pela humildade (GUIA CRISTÃO DE LEITURA DA BÍBLIA, 2013, p. 811).

De poderoso a um ser irracional, sem poder e sem glória. Antes de poder alimentar nos recintos luxuosos do palácio e dormir em uma bela e confortável cama, o monarca teve que alimentar-se juntamente com os animais, assim como dormir juntamente com os irracionais. Fato que corrobora para com a compreensão da justa justiça de Deus, pois Deus não dá sua glória para outro.

Por fim, se o preço do orgulho é a queda, os que escolherem viverem em plena humildade serão por Deus exaltados. Logo, cabe a cada cristão entender na prática que quem exalta e está no controle de todas as coisas é o Senhor, o único que é digno de toda glória.

Referências

GUIA CRISTÃO DE LEITURA DA BÍBLIA. Rio de Janeiro: 2013.

RADMACHER. Earl D.; ALLEN, Ronald B.; HOUSE. H. Wayne. O Novo comentário Bíblico Velho Testamento. Rio de Janeiro: 2013.

quarta-feira, 4 de maio de 2022

EBD - Subsídio da Lição: Expressando palavras honestas

 Expressando palavras honestas

A presente lição apresenta a seguinte descrição na verdade prática:

Fazer um juramento ou uma promessa é algo muito sério. Por isso, o cristão deve cuidar para não prometer ou votar aquilo que não vai ter condições de cumprir.

Sendo que a presente lição tem como objetivos específicos: Afirmar que não devemos jurar nem pelos Céus nem pela Terra; Enfatizar que nossas palavras devem ser “sim” e “não”; Pontuar a honestidade com as palavras.

I – NÃO DEVEMOS JURAR NEM PELOS CÉUS NEM PELA TERRA

Conforme Números 30.2 quando um juramento for feito o mesmo deverá ser verdadeiro, assim como um voto deverá ser exercito de acordo com as palavras ditas, pois: “Quando um homem fizer voto ao Senhor, ou fizer juramento, ligando a sua alma com obrigação, não violará a sua palavra: segundo tudo o que saiu da sua boca, fará”.

O ponto-chave é claro: aquele que faz voto tem a obrigação de manter a sua palavra. Votos que são feitos ao Senhor devem ser cumpridos (Dt 23.21-23; Ec 5.1-7) (RADMACHER; ALLEN; HOUSE, 2013, p. 301a).

A proibição de fato corresponde com juramentos falsos que além de serem aleatórios utilizam o nome do Senhor em vão, pois no contexto veterotestamentário o juramento apresentava como propósitos a descrição prática com sinceridade e santidade (Lv 11.44).

De modo algum jureis não significa que ão devemos prestar os juramentos solenes e oficiais (Gn 22.16; Sl 110.4; 2 Co 1.23), mas devemos evitar aqueles que fazemos em conversas normais. Tais juramentos demonstram que as palavras da pessoa não são confiáveis (RADMACHER; ALLEN; HOUSE, 2013, p. 26b).

Além dos líderes religiosos dos dias de Jesus realizarem juramentos falsos, os mesmos profanavam com palavras, tinham esses como objetivos impressionar o povo fazendo menção de lugares que diretamente estavam relacionados com Deus, lembrando que “Quando se usava o nome de Deus com palavras falsas, já estavam cometendo a profanação” (GOMES, 2022, p. 73).

II – NOSSAS PALAVRAS DEVEM SER “SIM” E “NÃO”

A palavra do cristão deverá ser verdadeira e sábia, assim como também deverá ser inspiradora como escreveu o salmista: O meu coração ferve com palavras boas, falo do que tenho feito no tocante ao Rei. A minha língua é a pena de um destro escritor (Sl 45.1). Logo, por serem palavras verdadeiras, sábias e inspiradoras compreende-se que são palavras norteadas pelo o sim ou pelo o não.

Portanto, Seja, porém, o vosso falar: Sim, sim; Não, não; porque o que passa disto é de procedência maligna (Mt 5.37).

Entretanto, o dizer sim ou não corresponde a honestidade nas palavras, pois o simples sim  e não é o suficiente, posto que temos uma nova vida em Cristo Jesus, o dono da verdade (Jo 14.6) (GOMES, 2022, p. 73).

III – HONESTIDADE COM NOSSAS PALAVRAS

Ser honesto é o contrário de uma pessoa dissimulada. Corresponde a uma pessoa verdadeira com caráter e principalmente por apresentar conformidade com Deus. É válido ressaltar que ter conformidade com Deus se sintetiza em conhecer a Deus, ser justo diante de Deus e principalmente em ser reto diante da presença do Senhor.

O cristão que anda em conformidade com o Senhor de fato corrobora para com a descrição Bíblica, é possível ser diferente e andar em santidade em um mundo que jaz no maligno. Verdade que se corrobora na seguinte descrição de Gomes:

Ainda que pareça impossível ser honesto com nossas palavras nesse mundo em que a plataforma é construída com ardis mentirosos, é possível sim viver com honestidade em nossas palavras, mas somente para os que realmente vivem em Cristo e têm a Palavra no seu coração. As Escrituras Sagradas mostram que nosso Deus é justo (Ap 15.3), e as três pessoas da Trindade vivem nessa verdade (Jo 14.6; 15.26) (2022, p. 76).

Por fim, em todo o instante e em qualquer situação o cristão deverá dar bom testemunho.

Referências

GOMES, Osiel. Os valores do Reino de Deus: a relevância do Sermão do Monte para a Igreja de Cristo. Rio de Janeiro: CPAD, 2022.

RADMACHER. Earl D.; ALLEN, Ronald B.; HOUSE. H. Wayne. O Novo comentário Bíblico Velho Testamento. Rio de Janeiro: 2013a.

RADMACHER. Earl D.; ALLEN, Ronald B.; HOUSE. H. Wayne. O Novo comentário Bíblico Novo Testamento. Rio de Janeiro: 2013b.

terça-feira, 3 de maio de 2022

FAMÍLIA, OBRA PRIMA DE DEUS

 

FAMÍLIA, OBRA PRIMA DE DEUS

 

A palavra família tem como significado grupo de pessoas ligadas por casamento, filiação ou adoção. Entretanto, percebe-se que a vivência da família no contexto social pode ser descrito pelos os tipos diferentes da instituição em análise, que são: Família Nuclear (também conhecida como família elementar que é a configuração constituída pelo pai, mãe e filhos), Família Extensiva (trata-se da família abrangente a nuclear que amplia a sua constituição com a presença do sogro, da sogra, dos avôs, dos tios, dos primos), Família Abrangente (trata-se da família que inclui membros por afinidade, ou seja, por laços afetivos), Família Monoparental (trata-se, da família que os irmãos possuem uma mesma mãe e não um mesmo pai, ou o contrário), Família Recomposta (trata-se do desfeito do núcleo marital, ou seja, separação do casal ou a morte de um dos membros deste núcleo e o outro se casa), Família Adotiva (trata-se, da adoção, isto é, quando uma criança é adota a mesma passa a ter um lar, uma família).

I – PROPÓSITO DE DEUS PARA COM A FAMÍLIA

A família em si tem dois propósitos específicos que podem ser notados inicialmente no primeiro casal, isto é, Adão e Eva, e por segundo torna-se notável os propósitos de Deus para cada família de forma única.

No que tange os propósitos de Deus para com a família visíveis em Adão e Eva compreende-se que a unidade e a procriação são planos de Deus para com a formação do lar. Unidade, pois “deixará o homem o seu pai e a sua mãe, e apegar-se-á à sua mulher, e serão ambos uma carne” (Gn 2.24), esta unidade corresponde a tornar-se uma carne unificada, cimentada, isto é, sólida. A relação do propósito com a procriação corresponde com a descrição de Gênesis 1.28 que está escrito:Frutificai e multiplicai-vos, e enchei a terra”.

Para com as demais famílias de forma generalizada Deus tem como plano a proteção, a prosperidade e principalmente a salvação. Ao patriarca Abraão o Senhor prometeu que “em ti serão benditas todas as famílias da terra” (Gn 12.3). Pode definir no presente texto que a bênção da promessa da salvação seria propagada para com todas as nações.

Portanto, é necessário compreender que Deus tem também o seu particular para com cada família, assim sendo é necessário que cada lar descubra por meio da oração, da leitura da Bíblia e também por meio do jejum qual é o plano exato de Deus para com o seu lar.

II – FAMÍLIA DEPOIS DA QUEDA

A família foi instituída antes do pecado. O pecado tinha como propósito destruir a família, porém mesmo que o surgimento da família foi anterior à consumação do pecado compreende-se que a família como instituição não foi destruída por causa da transgressão de Adão no jardim. Portanto, satanás atacou a família para vê-la em crise, o mesmo ocorre nos dias atuais, onde que o inimigo continua a atacar a família.

Com a queda do homem veio às consequências de tal escolha: separação para com Deus (isto é, morte espiritual), confronto entre irmãos (Caim e Abel), morte física (que de fato é a pior de todas as dores, a perca de um ente querido), dores de parto e fadiga no desenrolar das atividades relacionadas ao trabalho.

Satanás focou na família de Adão para trazer transtorno ao mundo, assim nos dias de hoje o mesmo continua a focar nos lares dos cristãos para produzir desordem e destruição, portanto é necessário que o crente vigie e ore para não cair em tentação.

III – AMEAÇAS INTERNAS E EXTERNAS PARA COM A UNIDADE DA FAMÍLIA

A unidade da família passa a ser vítima de ameaças internas e externas. Em muitas ocasiões a família é responsável pela decomposição da mesma. As muitas prerrogativas da vida, a busca incessante de realizações individuais, a falta de tempo, a falta de diálogo, a falta de compreensão, tornam-se motivos para o fim da família.

Certamente a família vivência expectativas e frustrações. E as expectativas fazem com que os membros da família tenham contato com o mundo exterior. E é neste contato direto com o exterior que as frustrações aparecem. Na sociedade atual uma das maiores causadora da frustração no seio da família têm sido as drogas, e a cada dia o número de pessoas viciadas tem aumentado, e o número de famílias unidas diminuído.

Por fim, a família é uma dádiva de Deus ao homem e cabe ao mesmo cuidar e zelar da família em um mundo cheio de afronta. Surge uma pergunta básica: Como cuidar da família? Primeiro: reconhecer que o lar depende de Deus para o bem estar. E, por segundo: fazer a parte corresponde a cada um, ou seja, dar a iniciativa em buscar a presença de Deus e instruir o lar na palavra do Senhor.

quinta-feira, 28 de abril de 2022

Subsídio para aula da Escola Bíblica Dominical – Lições Bíblicas Jovens – Balaão: quando Deus diz não

Balaão: quando Deus diz não

Conforme o Resumo da Lição:

Devemos estar atentos para as ocasiões em que Deus nos orienta a não ultrapassar os limites impostos por Ele. Deus orienta os seus filhos no caminho coerente com a Sua vontade, logo é fundamental que o cristão entenda o valor de obedecer aos limites impostos pelo o Senhor.

A presente lição tem como objetivos:

Saber que Balaão ouviu a voz de Deus;

Mostrar que errar é humano, mas não devemos insistir no erro;

E, Apontar o que ocorre quando a ambição vence o discernimento.

I – UM HOMEM QUE OUVIU A VOZ DE DEUS

O fato de Balaão ter ouvido a voz de Deus não quer dizer que ele era profeta do Senhor. É tanto que um fator é visível para comprovar que ele não tinha contato direto com Deus. Ele pediu para os opositores de Israel que esperasse a definição da vontade de Deus mediante o propósito de destruir o povo de Israel. Pois, Balaão desconhecia a vontade do Senhor para com os israelitas.

Um dos primeiros pontos concernente ao ministério profético é o conhecimento do plano de Deus para com o seu povo, fato desconhecido por Balaão.

Balão foi vencido pela ganância. Amaldiçoar o povo ele não podia, porém ele conhecia as fraquezas dos israelitas. Um profeta do Senhor não passaria e nunca passará a fraqueza do povo de Deus para com os opositores, ao contrário, buscará como profeta fortalecer os que por Deus são vocacionados.

II – INSISTINDO NO ERRO

Há um risco grande para o cristão desenvolver a prática ministerial com o olhar ambicioso. A ambição proporciona a queda e o desvio do plano do Senhor. Percebe-se que Balaão inicialmente possuía um olhar caracterizado pelo caráter da compreensão de que a vontade de Deus para com o povo era soberana, porém, o mesmo foi corrompido por possuir um coração ambicioso. É necessário que haja cautela para com os desejos exagerados.

O desvio do plano do Senhor conduz o ser humano a passar por experiências sem precedentes.

Advertido por Deus a não dar prosseguimento ao seu plano, Balaão passa por uma experiência sem precedentes: ouvir um animal falando. A jumenta com a qual ele costuma viajar conversa com Balaão (COELHO, 2022, p. 60).

No íntimo Balaão esperava que Deus mudasse seus planos coletivos (por Israel) para agradar o desejo de um único indivíduo (Balaão). Os planos de Deus são imutáveis, Deus está no controle de todas as coisas. Logo, é necessário que os servos do Senhor vivam em conformidade com os desígnios de Deus.

III – QUANDO A AMBIÇÃO VENCE O DISCERNIMENTO

Dois pontos são essenciais no presente tópico como aprendizagem: a insistência de quem conhece a Palavra continuar a insistir no erro, assim como a crença de que por possuir dons espirituais já se encontra justificado e pode de certa maneira ser superior aos demais.

É válido ressaltar que um erro leva a outro erro. Logo, a vida de quem é conduzida pelo o erro torna-se enfadonha e propicia a cometer novos erros.

Os dons espirituais não justifica ninguém, assim como não salva. Os dons espirituais são manifestações na vida daqueles que acreditam no operar do Senhor e mesmo assim necessitam dedicar-se e permanecer na presença do Senhor.

Referência

COELHO, Alexandre. O Perigo das tentações: as orientações da Palavra de Deus de como resistir e ter uma vida vitoriosa. Rio de Janeiro: CPAD, 2022.

quarta-feira, 27 de abril de 2022

EBD - Subsídio da Lição: Casamento é para sempre

Casamento é para sempre

A presente lição apresenta a seguinte descrição na verdade prática:

A vontade de Deus para o casamento é que ele seja vitalício. Na continuidade do Sermão do Monte, Jesus condena o adultério.

Sendo que a presente lição tem como objetivos específicos: Apresentar a condenação do adultério; Mostrar que o que rege o coração regerá o corpo também; e, Afirmar a indissolubilidade do casamento.

I – A CONDENAÇÃO DO ADULTÉRIO

Adultério tem como significado dormir em cama alheia. O adultério é um ato condenado pela Palavra do Senhor, sendo que no Antigo Testamento a pessoa que adulterasse deveria ser apedrejado (Lv 20.10). O sexo em si não é pecado se o mesmo for realizado no casamento. Porém, antes ou fora do casamento o sexo deixa de ser uma bênção e passa a ser uma maldição.

Não adulterarás é um mandamento abrangente, no que corresponde aos pecados sexuais. Tanto a fornicação como a prostituição, são inseridos no foco do sétimo mandamento.

Fornicação corresponde a um deslize do jovem, ou seja, em algum momento o jovem acaba perdendo o controle das próprias emoções e mantem relação sexual. Enquanto, a prostituição corresponde à venda do próprio corpo.

Portanto, dois são os objetivos específicos do sétimo mandamento: proteger a vide e proteger a família.

Proteção da vida (quantos filhos são frutos de uma infidelidade e os mesmos pagam pelos erros dos pais. A vida dos filhos fica desprovida de proteção). E proteção da família (fidelidade proporciona confiança, alegria e reconhecimento. Mas, quando não há fidelidade, o lar será desconfortante e o reconhecimento não fará parte do ambiente familiar).

Os infratores do sétimo mandamento deveriam morrer. Tanto o homem como a mulher, pegos em adúltero, deveriam morrer. No relato do evangelista João (8.1-11), uma mulher foi apresentada diante do Senhor Jesus e pela Lei a mesma deveria ser morta por ter sido pega no ato de adultério, porém, da mesma forma o homem que tinha mantido relação sexual com ela deveria ser apresentado diante do Senhor Jesus, isto não aconteceu. Pois, os judeus queriam testar o Mestre, e sendo Ele o Mestre dos mestres respondeu de maneira categórica.

Vale ressaltar que:

O que cada cônjuge deve considerar é que para a vida a dois caminhar bem e em total harmonia, em uma relação social gloriosa, é preciso que entre ambos haja respeito, consideração e honra. A inclusão do sétimo mandamento no Decálogo busca salvaguardar a vida do casal e da família. O casal deve procurar viver em oração e santidade, e evitar toda e qualquer relação sexual ilícita, inclusive o adultério na mente, procurando sempre manter o matrimônio e o leito puros (Hb 13.4; Lv 20.10) (GOMES, 2022, p. 60).

II – O QUE REGE O CORAÇÃO REGERÁ O CORPO

O coração do cristão deve ser regido pela Palavra, pois do coração do homem procede todos os desejos, as paixões e as emoções. É perceptível que o termo coração corresponde ao aspecto moral, o que tange ou relaciona com a alma. A alma do ser humano tem como faculdade definidas e a definir: o intelecto, as emoções e as vontades.

A definir indica que o caráter moral da alma é construído por meio do que a alma é alimentada. Por isso, percebe-se no contexto bíblico do Novo Testamento que o homem é no ato o resultado de seus pensamentos.

[...] A mente do cristão caminha sempre para a perfeição desejando compreender a vontade do Senhor (Ef 5.17), a santidade (1Pe 1.13) e no desejo de viver cada vez mais no amor do Senhor (Mt 22.37).

Como nova criatura, o cristão pensa como Cristo Jesus, pois tem uma nova mente [...] (GOMES, 2022, p. 62).

III – A INDISSOLUBILIDADE DO CASAMENTO

O presente tópico para melhor compreensão apresenta duas palavras chave: casamento e divórcio.

Casamento é a união legítima entre um homem e uma mulher. Logo, casamento é monogâmico e heterossexual. Monogamia corresponde ao processo social de união entre um homem e uma mulher. E o casamento bíblico é heterossexual, pois é a união entre um homem e uma mulher.

Na perspectiva bíblica, o casamento é feito entre um homem e uma mulher debaixo da ordem divina (Gn 2.24). Isso é muito sério e tem que ser levado em consideração. Paulo disse que não podemos nos conformar com o modelo ou estilo de vida dessa sociedade (Rm 12.1,2). Por exemplo, é dito para os jovens hoje que antes de se casarem podem experimentar o sexo para ver se combinam com seu parceiro, contudo, a Bíblia ensina justamente o oposto (GOMES, 2022, p. 63).

Sobre o divórcio vale ressaltar que há causas, que são o orgulho, a infidelidade, a ausência de amor, os meios de comunicação e a ausência de harmonia; e, que por consequência apresentará a sequelas de um relacionamento fracassado.

Referências

GOMES, Osiel. Os valores do Reino de Deus: a relevância do Sermão do Monte para a Igreja de Cristo. Rio de Janeiro: CPAD, 2022.

terça-feira, 19 de abril de 2022

Subsídio para aula da Escola Bíblica Dominical – Lições Bíblicas Jovens – Desafiando a Deus no deserto

Desafiando a Deus no deserto

Conforme o Resumo da Lição:

A tentação da murmuração contra Deus fez os israelitas perderem uma geração inteira no deserto. Lembrando que, a aliança entre Deus e seus servos sempre abrangia uma promessa, uma condição e uma pena. Para com os israelitas a promessa era a Terra Prometida, enquanto que a condição era a obediência e a pena seria o não entrar na Terra Prometida. Fato que se concretizou para com muitos, que por desobedecerem, ou melhor, por menosprezarem a presença do Senhor murmuraram e foram penalizados por não entrarem na Terra Prometida.

A presente lição tem como objetivos:

Mostrar que os hebreus desprezaram a presença de Deus durante a caminhada rumo a Terra Prometida;

Explicar as consequências de os espias terem infamado a terra que Deus disse que era boa;

E, Expor a causa do atraso de quarenta anos na entrada da Terra Prometida.

I – DESPREZANDO A PRESENÇA DE DEUS NA CAMINHADA

Murmuração do grego pode ter como significado:

Mais frequentemente com a ideia de queixa, indignação, murmurar, resmungar, expressar mau-humorado descontentamento (ROBINSON, 2012, p. 187).

Há uma sequência em Êxodo sobre atos de murmuração dos israelitas. Primeiro, no capítulo 15, murmuraram por causa da água amarga. Segundo, no capítulo 16, murmuraram por falta de comida. E, por terceiro, o capítulo 17, murmuraram por estarem com sede.

No primeiro caso Deus [...] Além de tornar as águas agradáveis, Deus lhes garantiu que, se lhe obedecessem, não teriam com eles nenhuma das enfermidades que foram vistas nos egípcios (COELHO, 2022, p. 45).

No capítulo 16, no episódio da murmuração referente à fome, percebe-se que os israelitas não se lembraram da ação divina em tirá-los do Egito e nem como Deus tornou as águas amargas em água potável, porém o povo lembrou-se do Egito no que se tratava em terem uma vida escrava com a presença de alimentos, outro fato marcante está no ato dos israelitas cobrarem de Moisés e de Arão o suprimento de suas necessidades.

[...] Eles não pediram a Deus alimentos. Era mais fácil colocar a culpa em Moisés do que se lembrarem de que haviam sido escravos de Faraó. As suas memórias não estavam nos milagres que haviam presenciado, mas nas panelas com carne e nos pães que comiam “até fartar”. É importante observar que o esquecimento é muito próximo da ingratidão (COELHO, 2022, p. 46).

Já capítulo 17 a murmuração torna-se nítida no ato dos israelitas reclamarem de Moisés e de duvidarem da presença do Senhor.

II – INFAMANDO A TERRA QUE DEUS DISSE QUE ERA BOA

Doze homens, doze líderes, doze motivadores do povo que deveriam conduzir os israelitas a possuírem a Terra Prometida.

Porém, de doze apenas dois acreditaram na possibilidade de receberem naqueles dias o cumprimento da promessa, Josué e Calebe, no entanto, os demais desacreditaram no agir de Deus, por isso:

Parece-nos que em nossos dias essa cena se repete: pessoas que deveriam ser úteis na obra de Deus, cooperando com o Senhor, acabam influenciando outras pessoas para direções opostas, tornando-se, assim inúteis, e entrando para a história como um tropeço, e não como um instrumento de Deus. Não basta cumprir uma missão: é preciso crer que, apesar das dificuldades, o mesmo Deus que nos comissionou estará conosco, abrindo o caminho para que a vontade dEle seja realizada por canais limitados, como nós (COELHO, 2022, p. 48).

Compreende-se que os dez espias conseguiram desmotivar o povo a prosseguirem, pois é fácil para o que não confia no Senhor desviar o pensamento e o propósito daquele que busca andar em retidão. Nem sempre a maioria pensa conforme a vontade de Deus, Josué e Calebe, representam a minoria, e apenas eles confiaram no Senhor, mesmo assim não foram as palavras destes eficazes para mudarem o pensamento do povo motivado pelos os dez.

III – UM ATRASO DE QUARENTA ANOS

A promessa de Deus revela a vontade do Senhor, porém é necessário compreender que a vontade do Senhor é permissiva e absoluta. A vontade do Senhor é permissiva quando o Senhor em algum momento permite algo diferente do Seu propósito inicial para que os teus servos compreendam a sua vontade absoluta.

A promessa era a Terra Prometida. Uma geração adulta não entrou na Terra Prometida, por murmurarem e desacreditarem da presença do Senhor, logo o atraso foi necessário para Deus preparar uma nova geração que saiu do Egito em sua infância e que em fase adulta entrariam na Canaã prometida.

Portanto, tentar a Deus é perder tempo para com o cumprimento da promessa. É necessário esperar no Senhor e no cumprimento de sua promessa, não é válido e nem prazeroso buscar antecipar os propósitos do Senhor.

Referência

COELHO, Alexandre. O Perigo das tentações: as orientações da Palavra de Deus de como resistir e ter uma vida vitoriosa. Rio de Janeiro: CPAD, 2022.

segunda-feira, 18 de abril de 2022

EBD - Subsídio da Lição: Resguardando-se de sentimentos ruins

 Resguardando-se de sentimentos ruins

A presente lição apresenta a seguinte descrição na verdade prática:

A cólera e a ira não podem dominar o coração do crente. Elas devem ser evitadas e vencidas com o ensino do Evangelho.

Sendo que a presente lição tem como objetivos específicos: Expor que o Evangelho não é Antinomista; Pontuar que a cólera é o primeiro passo para o homicídio; e, Correlacionar o ato de ofertar com a desavença.

I – O EVANGELHO NÃO É ANTINOMISTA

Há duas palavras que se centralizam para com a compreensão do presente tópico, são elas: antinomismo e legalismo. Antinomismo corresponde em ser contrário a Lei, enquanto que o legalismo é ser conduzido por normas legais, menosprezando a doutrina da salvação principalmente o elo da justificação pela fé.

A Lei tem como significado seta. Seta serve para indicar a direção, ou seja, mostrar o caminho. Logo, a Lei tem como significado prático mostrar o Caminho, sendo que o Caminho é o Senhor Jesus. A Lei mostra para o Evangelho. A Lei é a seta que mostra o Caminho, enquanto que o Evangelho é a narrativa da ação do Caminho encarnado que teve como missão salvar a todos aqueles que se entregam a Deus.

O cristão não pode ser extremista, pois quem abraça o legalismo acaba por desconsiderar os princípios da graça, assim como não pode ser antinomista, contrário ao processo divino correlacionado ao plano da salvação.

Portanto, o cristão deverá entender que Jesus veio cumprir a Lei e não destruir a Lei (Mt 5.17), e no cumprir a Lei Jesus ensina que há três elementos essenciais na Lei que não era pelos os judeus praticados, que são: a misericórdia, o juízo e a fé.

[...] Para Deus, os assuntos centrais da fé estão relacionados com a justiça, com a misericórdia e a fidelidade, e estes assuntos os fariseus ignoram (RICHARDS, 2008, p. 73).

II – A CÓLERA É O PRIMEIRO ATO PARA O HOMICÍDIO

Conforme o versículo 22 Jesus não anula o sexto mandamento, mas de certo modo o Senhor aprofunda no sentido prático e autêntico do decálogo no que tange a compreensão e a prática do sexto mandamento.

É necessário compreender que o sexto mandamento abrange temas como guerra, pena capital, suicídio, aborto e eutanásia. Os dois últimos (aborto e eutanásia) merecem atenção por estarem interligados com projetos no cenário político que vai na contra mão dos ensinos bíblicos.

A vida do indivíduo, na sua origem, tem provocado várias discursões.  No encontro do gameta masculino com o feminino, há a origem de um novo ser. Então não cabe ao pai, nem a mãe e nem a terceiros a decisão de dar o fim da vida de um novo ser que está no interior do corpo de uma mãe.

Sobre a eutanásia, não cabe a ninguém garantir uma boa morte para aqueles que até mesmo estão vegetando. Deus deu a vida, então cabe a Ele tirar a vida das pessoas.

Por fim, o sexto mandamento expressa objetivos específicos no campo religioso, assim como no contexto social, pois o sexto mandamento garante vida e proporciona a paz entre as pessoas.

Quanto à questão da ira, o melhor é seguir o conselho de Paul, que diz: “Agora, porém, despojai-vos, igualmente, de tudo isto: ira, indignação, maldade, maledicência, linguagem obscena do vosso falar” (Cl 3.8). (GOMES, 2022, p. 53).

III – A “OFERTA DO ALTAR” E A DESAVENÇA

O presente tópico está fundamentado nos versículos 23 e 24 que permite a seguinte compreensão:

Se trouxeres a tua oferta – a oferta faz parte da adoração.

Te lembrares de que teu irmão tem alguma coisa contra ti – sempre haverá desavença no meio cristão, pois é uma aglomeração de seres humanos, logo, a imperfeição será reinante.

Deixa ali diante do altar a tua oferta e vai reconciliar-te primeiro com teu irmão – a reconciliação é necessária no contexto prático da vida crista. Não pode existir divisão no meio cristão. Reconciliar é tornar um, aqueles que se separam por algum motivo, motivo este, com poder totalmente destruidor.

Por fim, conclui-se que A melhor coisa é não ter inimigos. Temos de buscar sempre a paz, porque nossos inimigos podem causar-nos grandes danos (RADMACHER; ALLEN; HOUSE, 2013, p. 26).

Referências

GOMES, Osiel. Os valores do Reino de Deus: a relevância do Sermão do Monte para a Igreja de Cristo. Rio de Janeiro: CPAD, 2022.

RADMACHER. Earl D.; ALLEN, Ronald B.; HOUSE. H. Wayne. O Novo comentário Bíblico Novo Testamento. Rio de Janeiro: 2013.

Richards, Lawrence O. Comentário Histórico-Cultural do Novo Testamento. Rio de Janeiro: CPAD, 2008.