Deus é Fiel

Deus é Fiel

segunda-feira, 23 de outubro de 2017

Abel, homem que alcançou o testemunho de justo

Abel, homem que alcançou o testemunho de justo
Texto: Para que sobre vós caia todo o sangue justo, que foi derramado sobre a terra, desde o sangue de Abel, o justo, até ao sangue de Zacarias, filho de Baraquias, que matastes entre o santuário e o altar (Mt 23.35).
Há três versículos no Novo Testamento que ao citarem o personagem Bíblico, Abel o caracteriza a homem justo: Mateus 23.35 [...] desde o sangue de Abel, o justo [...]. Hebreus 11.4 [...] pelo qual alcançou testemunho de que era justo [...]. Primeira João 3.12 Não como Caim, que era do maligno, e matou a seu irmão. E por que causa o matou? Porque as suas obras eram más e as de seu irmão justas.
Há descrições nos registros da cultura judaica que os dois primeiros partos de Eva, foram partos de gêmeos, conjectura realizada por alguns escritores que definem a presença de mulheres para a ocorrência da multiplicação, isto é, partos bivitelinos. Portanto, são conjecturas.
O nome Abel pode significar lamentação, definição por causa da sua morte ou antecipação ao seu assassinato, também pode ter como significado respiração, fragilidade ou filho.
Portanto, quatro pontos são necessários para compreender a vida de Abel conforme a narrativa Bíblica:
1. Era o segundo filho de Adão e Eva. Abel como filho do primeiro casal foi instruído na adoração a Deus e se encontrou na prática do pastoreio. Abel escolheu o melhor da sua criação e ofereceu em adoração a Deus (Gn 4.3-5).
2. Tornou-se o primeiro mártir. A definição para o termo mártir conforme o pastor Andrade, inicialmente, este substantivo servia para designar a todos os que prestavam testemunho do Evangelho. Com as perseguições romanas, passou a identificar o que morria por não negar a sua fidelidade a Cristo (1997, p.178-179).
Quando o Senhor Jesus citou o adorador Abel, o relacionou com os mártires e o chamou de o justo. A morte de Abel está relacionada com a perseguição realizada a aqueles que se comprometem a adorarem a Deus. Logo, se percebe com Abel o primeiro relato em que um justo sofre perseguição, neste caso a morte, por escolher servir a Deus.
3. Abel um tipo de Cristo. Quando Abel ofereceu o sacrifício em adoração a Deus, tornou-se naquele momento um tipo de Jesus, o sacrifício de Abel foi superior ao sacrifício de Caim, enquanto o sacrifício de Jesus foi superior ao sacrifício dos sacerdotes, pois Jesus tornou-se o próprio sacrifício (Hb 9.26; 10.12).
4. Abel um homem de fé. Pela fé Abel ofereceu a Deus maior sacrifício do que Caim, pelo qual alcançou testemunho de que era justo, dando Deus testemunho dos seus dons, e por ela, depois de morto, ainda fala (Hb 11.4). Abel está entre os heróis da fé e é o primeiro a ser citado na carta escrita aos Hebreus. As realizações executadas por Abel fizeram do mesmo um homem fiel às oferendas outorgadas a Deus, feito pelo qual Abel alcançou testemunho de que era justo (Hb 11.4).   Portanto, o sacrifício de Abel foi aceito por causa das suas características de homem justo (Mt 23. 35), dedicado e obediente a Deus.
Ser justo é andar em equidade e conforme a razão, também ser justo pode ser definido em andar conforme a verdade, de fato é ser exato na balança, segundo Salomão o sacrifício dos ímpios é abominável ao Senhor, mas a oração dos retos é o contentamento do Senhor (Pv 15.8).
Após o pecado cometido por Adão percebe-se que o primeiro ato de adoração a Deus é registrado na oferta de Abel. Ele ofereceu o melhor de tudo o que possuía. A oferta de Abel foi aceita por Deus por ter sida oferecida pela fé (Hb 11.4). Portanto, compreende-se que as ofertas outorgadas a Deus fazem parte do relacionamento entre o crente e o Criador. Por isso é fundamental a maneira como se oferta, assim como o que se oferta, pois estas maneiras indicarão se a oferta será aceita ou não por Deus.
Referência:

ANDRADE, Claudionor Corrêa de. Dicionário Teológico. Rio de Janeiro: CPAD, 1997.

Subsídio da E.B.D: A Obra Salvífica de Jesus Cristo

A Obra Salvífica de Jesus Cristo
O objetivo geral da presente lição é explicar que a obra salvífica de Cristo nos deu o privilégio de achegarmo-nos a Deus sem culpa e chama-lo de Pai; e como objetivos específicos: apresentar o significado do sacrifício de Cristo; explicar como se deu a nossa reconciliação com Deus; e, discutir a respeito da redenção eterna.
Quatro palavras tornam-se importantes para a compreensão da presente lição: consumado, vicária, reconciliação e redenção.
Portanto, é necessário saber que a morte de Jesus foi uma expiação pelos pecados da humanidade. Expiar o pecado é cobri-lo, apaga-lo e perdoar o transgressor. A morte de Jesus também foi uma propiciação, isto é, foi o aplacar da ira de Deus. Em terceiro a morte de Jesus foi uma substituição (Rm 5.6). Por fim, a morte de Jesus na cruz foi e é redenção e reconciliação para todos aqueles que se aproximam da mensagem do evangelho.
O SACRIFÍCIO DE JESUS
Jesus ofereceu a si mesmo como sacrifício, sendo Ele o verdadeiro e eficaz sacrifício que aplacou a justa ira de Deus contra o pecado que reina nas ações da humanidade (Hb 7.27; 9.23,28). Logo, Jesus foi o sacrifício completo, que não necessitou e nem necessita que outro sacrifício seja realizado, pois por meio desta obra o pecado pode ser coberto (na Antiga Aliança o sangue do cordeiro era posto sobre o propiciatório da Arca, feito que significava o cobrir do pecado), porém, o sacrifício de Jesus de fato perdoa o pecador, lançando ao esquecimento toda ação pecaminosa por parte dos indivíduos, isto ocorre quando há o verdadeiro arrependimento (Is 43.25).
A cruz não era para Jesus, então o Messias é o substituto, por ser o substituto percebe-se que a morte de Cristo na cruz é vicária, isto é, substitutiva.
Ela é vicária, isto é, substitutiva, no sentido de alguém que toma o lugar de outro, como bem afirma Isaías: “[...] mas o Senhor fez cair sobre ele a iniquidade de nós todos” (Is 53.6 – conforme ainda 2 Co 5.21; 1 Pe 2.24; 3.18), portanto, Cristo morreu pelos nossos pecados; Ele, porém, era sem pecado (POMMERENING, 2017, p. 55).
O termo grego ἱλαστήριον permite compreender que a morte vicária de Jesus foi um sacrifício expiatório, ou seja, uma propiciação pelos pecados da humanidade, tornando assim possível a aproximação dos que creem na pessoa de Deus.
A NOSSA RECONCILIAÇÃO COM DEUS PAI
O termo presente para definir reconciliação no NT grego é καταλλαγή que resumidamente significa troca ou mudança, isto é, com base na mensagem do Novo Testamento percebe-se que corresponde com a troca de inimizade para amizade. De fato a reconciliação é possível por meio do favor divino.
Para Pommerening:
A reconciliação é uma obra da graça de Deus somente possível como consequência da obra de Cristo. Ela é necessária porque nosso relacionamento com Deus estava rompido, pois o homem pecador não pode ter comunhão com o Deus santo (Is 6.5) – (20017, p. 56).
É necessário entender que o pecado torna-se a causa da inimizade entre Deus e a humanidade, para mudar tal situação necessário era que uma oferta de perdão fosse entregue a Deus. Daí o Senhor Jesus se entrega como oferta, objetivando em seu sacrifício a reconciliação da humanidade para com Deus.
A REDENÇÃO ETERNA
A palavra grega Tetelestai tem como significado está consumado, em outras palavras está pago. Jesus no calvário exclamou: está consumado. Logo, percebe-se que Jesus disse que estava paga a dívida que limitava os que creem a se aproximarem de Deus.
Portanto, a redenção por parte divina se concretizou, cabe agora ao ser humano aproximar-se de Deus, pois a redenção altera o estágio de escravidão do pecado para que o indivíduo viva uma vida liberta de toda obra do pecado, sendo que a redenção é plena, isto é, a redenção é abrangente, os benefícios da redenção abrange a eternidade.
Referência:

POMMERENING, Claiton Ivan. A obra da Salvação, Jesus Cristo é o caminho a verdade e a vida. Rio de Janeiro: CPAD, 2017. 

domingo, 22 de outubro de 2017

Petros de obstáculo para sustentáculo

Petros de obstáculo para sustentáculo
Texto: E, depois de terem jantado, disse Jesus a Simão Pedro: Simão, filho de Jonas, amas-me mais do que estes? E ele respondeu: Sim, Senhor, tu sabes que te amo. Disse-lhe: Apascenta os meus cordeiros. Tornou a dizer-lhe segunda vez: Simão, filho de Jonas, amas-me? Disse-lhe: Sim, Senhor, tu sabes que te amo. Disse-lhe: Apascenta as minhas ovelhas. Disse-lhe terceira vez: Simão, filho de Jonas, amas-me? Simão entristeceu-se por lhe ter dito terceira vez: Amas-me? E disse-lhe: Senhor, tu sabes tudo; tu sabes que eu te amo. Jesus disse-lhe: Apascenta as minhas ovelhas (João 21:15-17)
O nome Pedro do grego tem como significado um pedaço de rocha, uma pedra; e como características pessoais o apóstolo possuía um temperamento ardente, impulsivo e inconstante (ROBINSON, p. 728). Porém, não se pode esquecer que Pedro tornou um dos personagens bíblicos de grande destaque no propagar a mensagem de salvação que é possível na pessoa do Senhor Jesus Cristo.
Logo, o presente estudo tem como objetivo compreender as atitudes do apóstolo Pedro que o identifica como uma pedra de tropeço ou de obstáculo e também como uma pedra de sustentáculo, isto é, não como a Pedra da esquina, que é o Senhor Jesus.
Pedro como obstáculo
Não se pode dizer que o apóstolo foi um obstáculo, porém as atitudes demonstravam que ele era inflamado pelo impulso, fato que ocorria constantemente. Há três atitudes do apóstolo que o apresenta como obstáculo: apressado ao falar, atitude em negar a Jesus e a mentira a respeito de conhecer ou não a Jesus.
1.1 – Apressado em falar. Após realizar uma confissão declarativa concernente à pessoa de Jesus, o apóstolo Pedro recebeu do Mestre a seguinte repreensão: para trás de mim, Satanás, que serves de escândalo; porque não compreendes as coisas que são de Deus, mas só as que são dos homens (Mt 16.23), isto por ter dito as Mestre as seguintes palavras: Senhor, tem compaixão de ti; de modo nenhum te acontecerá isso (Mt 16.22).
Conclui-se que Pedro era apressado em falar, quem fala mais do escuta pode torna-se um obstáculo para futuros triunfos, daí a importância do conselho de Tiago: sabeis isto, meus amados; mas todo o homem seja pronto para ouvir, tardio para falar, tardio para se irar (Tg 1.19).
1.2 – Negação por meio da mentira. Ao negar a Jesus o apóstolo Pedro o fez por meio da mentira, respondendo aos criados que não conhecia a Jesus o galileu, fato que se repetiu por três vezes, para cumprir a palavra de Jesus, e imediatamente o galo cantou (Mt 26. 69-75).
Pedro como sustentáculo
Após o encontro com o Messias, fato posterior à ressurreição de Cristo, permite descrever as seguintes atitudes de Pedro: reconheceu a necessidade de se arrepender e reconheceu o amor reconciliador de Jesus.
1.1 – O arrependimento de Pedro. Por três vezes o apóstolo foi interrogado se amava a Jesus, e por três vezes Pedro respondeu que o amava. O termo arrependimento vem da palavra grega, μετανοια e significa mudança de opinião ou mudança de propósito. Na prática corresponde com tristeza segundo Deus que se notifica com o voltar-se para o Senhor.
1.2 – O reconhecimento do amor divino. “O motivo pelo qual muitos crentes não conseguem amar é porque nunca entenderam, por mínimo que seja, a grandeza desse amor, ou ainda, por que nunca o experimentaram em suas emoções, as quais não puderam ser tocadas por esse amor”(POMMERENING, p. 48). O apóstolo pela terceira vez conseguiu responder a Jesus que o amava conforme a pergunta feita por Jesus, fato que se repete na vida de muitos crentes que não conseguem responderem a Cristo conforme são perguntados.
Jesus perguntou a Pedro: amas-me (ágape) mais do que estes? Simão assim respondeu: sim, Senhor; tu sabes que te amo (filo).
Pela segunda vez Jesus perguntou a Pedro: amas-me (ágape) mais do que estes? E pela segunda vez Simão assim respondeu: sim, Senhor; tu sabes que te amo (filo).
Já na terceira vez houve modificação no que corresponde a pergunta feita pelo Senhor Jesus: amas-me (filo) mais do que estes? Simão assim respondeu: sim, Senhor; tu sabes que te amo (filo).
O que se aprende é que Deus em Seu amou proporcionou a salvação, em que o Verbo se fez carne e habitou entre nós (Jo 1.14). Pedro, homem limitado; Jesus, o dono da vida, sendo Ele próprio o amor encarnado que proporcionou arrependimento e consolo ao apóstolo.
Pedro é visto em dois momentos de sua vida. O antes do encontro pós-ressurreição do Senhor Jesus e o depois deste magnífico encontro com o Messias. Assim também se percebe com todos os cristãos, instantes de ações impulsivas e inconstantes em que as atitudes são deliberadas da carne e não do bom senso cristão. O apóstolo tornou-se um grande servo de Cristo e escreveu duas cartas que até hoje é símbolo da verdade e do consolo proveniente do Senhor Jesus.
Referência:
POMMERENING, Claiton Ivan. A obra da Salvação, Jesus Cristo é o caminho a verdade e a vida. Rio de Janeiro: CPAD, 2017.
ROBINSON. Edward. Léxico Grego do Novo Testamento. Rio de Janeiro: CPAD, 2012.

segunda-feira, 16 de outubro de 2017

500 anos da Reforma Protestante, Lutero se levantou e eu?

500 anos da Reforma Protestante, Lutero se levantou e eu?
No dia 31 de outubro de 2017 comemorará 500 anos em que Martinho Lutero definitivamente demonstrou repúdio à venda de indulgência, ação realizada pela igreja que tinha como justificativa o perdão dos pecados. Atitude em que menosprezava a obra vicária de Jesus na cruz, assim como também outorgava à igreja poder que apenas pertence ao Senhor Jesus, salvar os perdidos e libertar os cativos.
O presente estudo tem como objetivo compreender biblicamente e sociologicamente a importância da reforma para cada cristão em particular. De certa forma analisar o decorrer histórico das igrejas da Ásia, assim como averiguar os pilares da Reforma, e compreender o chamado privativo de Deus para com os teus.
Panorama das Igrejas da Ásia
Para muitos estudiosos as setes Igrejas da Ásia podem ser definidas historicamente em períodos diferentes. Éfeso corresponde com a Igreja apostólica (30 a 100 d.C), Esmirna com a Igreja perseguida (100 a 313 d.C), Pérgamo com a Igreja mundana, estatal (313 a 590 d.C), Tiatira com a Igreja papal (590 a 1517 d.C), Sardes com a Igreja da Reforma, morta (1517 a 1730 d.C), Filadélfia com a Igreja missionária (1730 até o arrebatamento), e Laodicéia com a Igreja morna (1730 até a segunda fase da Segunda Vinda de Jesus).
Portanto, não pode esquecer-se da interpretação literária concernente às setes Igrejas no que corresponde ao período em que João recebeu a revelação apocalíptica. De fato, não se pode esquecer também da aplicabilidade de cada Igreja no decorrer histórico do cristianismo. Isto é, no período hodierno há características de cada Igreja da Ásia presente no cristianismo.
Os pilares e os princípios da Reforma
A verdadeira religião estar baseada nas Escrituras Sagradas – Religião Bíblica, nada substitui a autoridade da Bíblia. No período a leitura bíblica era proibida pela igreja, porém Deus por meio dos reformadores outorgou ao povo o direito da leitura da Bíblia, sendo que os reformadores afirmavam categoricamente que a Bíblia continha as regras de fé e prática.
A religião deve ser racional e inteligente – Religião Racional. Logo, toda superstição era rejeitada, sendo que a Bíblia é fonte de entendimento e o conhecimento da verdade proporciona libertação.
A religião é pessoal, cada um pode se aproximar do Senhor – Religião Pessoal. Não há necessidade de intermediário para adorar ao Senhor, o Senhor Jesus eliminou a separação que existia entre o homem e Deus, pois o véu do templo se rasgou de alto a baixo, permitindo a aproximação do indivíduo para com o Salvador.
A religião não pode e nem dever ser formalista, mas deverá ser espiritual – Religião Espiritual.
A religião nacional corresponde à ênfase outorgada pela igreja aos elementos culturais – Religião Nacional. O valor outorgado a linguagem local para o culto em adoração a Deus.
É válido definir e compreender os cinco princípios que se notabilizaram com a reforma protestante: soli Deo Gloria (glória somente a Deus), sola fide (somente a fé), sola Gratia (somente a graça), sola Chistus (somente Cristo), e sola scriptura (somente as Escrituras).
Compreendendo o chamado
Aos escolhidos Deus outorgou missões nobres para serem executadas. Noé teve como missão executar a tarefa de construir uma arca e apregoar a mensagem de arrependimento (Gn 6. 13-22). Jonas teve como missão executar a tarefa de pregar a mensagem de arrependimento em Nínive (Jn 1.2). Moisés teve como missão guiar, proteger, amar, em suma, liderar um povo numeroso no deserto (Êx 3.8). Davi teve como missão firmar o reino israelita (1 Sm 16. 12,13). Elias teve como missão dentre tantas, ungir a Eliseu como sucessor (1 Re 19.16). Os doze discípulos tiveram como missão pregar o evangelho primeiro às ovelhas perdidas da casa de Israel, a curar os enfermos, a limpar os leprosos, a ressuscitar os mortos e a expulsar os demônios (Mt 10. 6-8).
Os benefícios por servir a Cristo são para a vida presente e para a vida futura nos céus de glória (Mt 19. 29).
Um dos propósitos do chamado é poder exercer uma missão nobre que glorifique ao Senhor Jesus. E dentre outras pode citar que o chamado de Deus tem como propósitos:
O aperfeiçoamento dos santos (Ef 4.12).
E a edificação do corpo de Cristo (Ef 4.12).

E por fim, os que são chamados Deus outorga poder espiritual. Este poder não é para que o cristão venha a ser superior aos outros e a se vangloriar, mas o poder é outorgado para que vidas venham a ser abençoadas e libertas em Cristo Jesus (Mc 16.16-18).

Subsídio da E.B.D: Salvação - o amor e a misericórdia de Deus

Salvação - o amor e a misericórdia de Deus
O objetivo geral da presente lição é mostrar que a salvação é resultado do amor misericordioso de Deus; e como objetivos específicos: apresentar o maravilhoso amor de Deus; explicar a misericórdia de Deus no plano da salvação; e, analisar o amor, a bondade e a compaixão na vida do salvo.
Deus por meio do amor e da misericórdia tem outorgado perdão, proporcionando aos que crerem a salvação. A presente lição tem como pontos centrais para contato: o amor de Deus; Deus é misericordioso; e, o amor, bondade e compaixão na vida dos salvos.
O maravilhoso amor de Deus
Primeiramente é necessário saber que Deus é amor. Logo, percebe-se que Deus ama aqueles que o reconhece, assim também como ama aqueles que o rejeita. A história de Oséias relata o amor do marido à esposa situação que corresponde diretamente com a demonstração de amor de Deus para com Israel. Amor incondicional. O único que ama de maneira incondicional é Deus, explicação categoricamente definida na Sua pessoa e no Seu nome, pois Deus é amor “Ele nunca deixará de ser quem Ele é. Eis aí algo, que parece que Deus não pode fazer: Ele não pode escolher não amar, pois isso fere sua essência” (POMERENING, 2017, p. 42,43).
Pomerening diferencia a manifestação do amor de Deus da manifestação do amor dos homens, da seguinte maneira:
O amor de Deus manifesta-se terno e compassivo, muito acima do amor humano, que é apenas responsivo (2017, p. 43).
O amor demonstrado pelo ser humano é responsivo por indicar a condicionalidade.  Porém, o amor de Deus tem como objetivo a salvação dos pecadores mediante a propagação do Evangelho do Senhor Jesus, por isso, o amor de Deus é terno e compassivo.
O evangelista João escreve o versículo chave da Bíblia que relata a respeito do amor de Deus (Jo 3.16), texto que mostra o amor divino sendo terno e compassivo. Talvez não exista outro versículo na Bíblia que tenha sido tão completamente explicado como este; quiçá não exista outro versículo que possa ser tão pouco esclarecido. A maioria dos jovens pregadores faz sermões tendo por base esse versículo; mas os pregadores de mais idade aprendem que o seu sentido deve ser sentido e refletido, e não falado (ELLICOTT, apud CHAMPLIN, 2002, p. 311).
Champlin assim acrescenta a respeito do amor de Deus:
Deus, sendo um ser inteligente, tem consciência da existência deste mundo e ama a todos os homens que nele habitam. De alguma maneira, posto que indefinida, exceto conforme entendemos as pessoas, Deus possui qualidades emocionais. O seu amor é a mais alta forma de amor, a mais pura, ao ponto de ser chamado de amor, conforme lemos no trecho de I João 4:8. Esse princípio de amor, que faz com que Deus tenha o destino perfeito do homem, a sua felicidade e a sua utilidade perfeita e cumprimento da existência, sempre perante os seus olhos, e que é a força central motivadora de todas as suas ações para com os homens, também é compartilhado pelo homem, para ser exercido em direção aos seus semelhantes (2002, p. 311).
Deus é misericordioso
A palavra misericórdia do grego eleos permite compreender a compaixão de Deus para com aqueles que sofrem por necessidades específicas, que se encontram em estado de angústia e endividados sem soluções favoráveis de suas dívidas (POMERENING, 2017, p. 45). Percebe-se que a misericórdia de Deus corresponde com o favor imerecido para com os homens, pois estes seriam condenados, mas no prover do amor divino encarnado na misericórdia permite que estes sejam justificados e santificados em Cristo.
A misericórdia divina é demonstrada na ação de Deus em justificar os ninivitas e não em os condenar como queria o profeta Jonas (Jn 4.2).
Jonas tinha que entender que: quanto à pessoa de DEUS, Ele é um Pai bondoso, misericordioso, paciente e grande em benignidade. Ele tanto castiga como manifesta o seu grande amor, quando há verdadeiro arrependimento.
(...)
A lição que Deus ensina para Jonas por meio desse ato é que se ele não fosse nada para a sua existência, e declarava uma raiva por causa da sua perda, justificando assim a sua ira, como é que Deus não poderia manifestar compaixão para com o povo da cidade de Nínive?
Deus tem paciência com os pecadores, é isso que aprendemos nesse acontecimento envolvendo Jonas (GOMES, 2016, p.73).
Amor, bondade e compaixão na vida do salvo
Há três dimensões para compreender a ação do amor.
Dimensão vertical, amor a Deus. O amor a Deus por parte do homem deve ser exclusivo (Mt 6.24), alicerçado na gratidão (Lc 7.42), obediente (Jo 14.15) e comunicativo (BARCLAY, 2010, p. 74).
Dimensão horizontal, amor ao próximo. O amor ao próximo é definitivamente fruto do Espírito.
Dimensão interior, amor a si mesmo. O indivíduo só poderá amar a Deus se amar a si mesmo. Da mesma forma o indivíduo só amará o próximo se a amar a si mesmo.
Porém, o amor é o antídoto contra o pecado, pois quem ama não peca contra Deus e nem peca em denegrir a imagem de Deus, isto é, o seu próximo. O amor conduz os cristãos à obediência, pois quem ama a Deus obedece a Palavra de Deus. Sempre lembrando que Deus é amor.
Referência:
BARCLAY, W. As Obras da Carne e o Fruto do Espírito. São Paulo: Vida Nova, 2010.
CHAMPLIN. R.N. O Novo Testamento, interpretado versículo por versículo. Volume 2. São Paulo: Hagnos, 2002.

GOMES, Osiel. As obras da carne e o fruto do Espírito. Rio de Janeiro: CPAD, 2016.

segunda-feira, 9 de outubro de 2017

Subsídio da E.B.D: A Salvação e o Advento do Salvador

A Salvação e o Advento do Salvador
O objetivo geral da presente lição é mostrar que o nascimento de Jesus Cristo se deu dentro do plano divino para salvar a humanidade; e como objetivos específicos: apresentar como se deu o anúncio do nascimento do Salvador; explicar a respeito da concepção do Salvador; e, mostrar que o verbo se fez carne e habitou entre nós.
Dois pontos da presente lição serão analisados neste subsídio: o anúncio do nascimento do Salvador e o Verbo se fez carne.
O ANÚNCIO DO NASCIMENTO DO SALVADOR
As profecias a respeito de Jesus na Antiga Aliança pode de maneira didática ser dividia em: vida do Messias presente nas profecias e o ministério do Messias.
Vida do Messias presente nas profecias do AT
A vida terrena de Jesus abrangeu 33 anos. O ministério público e particular teve em média uma duração de 3 anos e 6 meses. Porém, a vida terrena do Messias expõe em destaque os seguintes fatos: nascimento, morte e principalmente a respeito da natureza do Messias.
1- Nascimento. Sobre o nascimento de Jesus duas profecias se destacam: a da descendência da mulher (Gn 3.15) e do nascimento do Messias em Belém (Mq 5.2).
A profecia a respeito da descendência da mulher: porei inimizade entre você e a mulher, entre a sua descendência e o descendente dela; este lhe ferirá a cabeça, e você lhe ferirá o calcanhar (Gn 3.15), esclarece que o homem não teria participação no nascimento do Messias, fato que é confirmado em Mateus 1.20; porque o que nela está gerado é do Espírito Santo.
Já o profeta Miqueias profetiza o local em que o Messias nasceria: mas tu, Belém-Efrata, embora sejas pequena entre os clãs de Judá, de ti virá para mim aquele que será o governante sobre Israel. Suas origens estão no passado distante, em tempos antigos (Mq 5.2).
2- Morte. Perfuraram minhas mãos e meus pés (Sl 22.16). O Salmo 22 foi escrito 600 anos antes da invenção do modelo de extermínio por meio da crucificação. Sendo que Davi escreveu o Salmo cerca de mil anos antes o nascimento do Messias. O Salmo 22 apresenta vinte e três detalhes proféticos, dentre eles destaque para cinco:
Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste? (Sl 22.1; Mt 27.46).
Todos os que me veem zombam de mim (Sl 22.7; Mt 27.41-43).
Transpassaram-me as mãos e os pés (Sl 22.16; Jo 20.25).
Poderia contar todos os meus ossos (Sl 22.17).
Repartem entre si as minhas vestes e lançaram sortes sobre a minha túnica (Sl 22.18; Jo 19.23,24).
3- Natureza do Messias.  O Messias teve duas naturezas: a humana e a divina. Na natureza humana Ele tinha suas limitações. Já na natureza divina percebe-se por meio do profeta Isaias a seguinte verdade: Jesus é Deus.
Por isso o Senhor mesmo lhes dará um sinal: a virgem ficará grávida e dará à luz um filho, e o chamará Emanuel (Is 7.14).
O termo Emanuel tem como significado Deus conosco.
Porque um menino nos nasceu, um filho nos foi dado, e o governo está sobre os seus ombros. E ele será chamado Maravilhoso Conselheiro, Deus Poderoso, Pai Eterno, Príncipe da Paz (Is 9.6).
Os termos descritivos de como o Messias seria chamado indica nomes e atributos pertencentes apenas a Deus. Portanto, Jesus é Deus.
Ministério do Messias
Messias (Hebraico) ou Cristo (Grego) significa ungido. Apenas os reis, sacerdotes e profetas que eram ungidos na Antiga Aliança. Fato que descreve o ministério real, sacerdotal e profético de Jesus Cristo.
1- Ministério Real. Quanto a você, sua dinastia e seu reino permanecerão para sempre diante de mim; o seu trono será estabelecido para sempre (2 Sm 7.16). Jesus o filho de Davi. Jesus o cumprimento da profecia a Davi. No ministério real o Messias exerce poder sobre as enfermidades, a natureza e sobre as hostes da maldade nos lugares celestiais.
2- Ministério Sacerdotal.  Alguém que se tornou sacerdote, não por regras relativas à linhagem, mas segundo o poder de uma vida indestrutível. Pois sobre ele é afirmado: Tu és sacerdote para sempre, segundo a ordem de Melquisedeque (Hb 7.16,17). O sacerdócio de Jesus foi superior ao sacerdócio dos levitas por ser o sacerdócio de Cristo perfeito e por exercer Jesus seu ministério no céu. Portanto, o sacerdócio de Jesus é perfeito e superior ao sacerdócio dos outros. A superioridade do ministério sacerdotal de Jesus estar associado ao oferecimento do sacrifício. O sacrifício de Jesus era superior porque não foi oferecido no templo terrestre, e sim, no céu (Hb 9.24).
3- Ministério Profético. Levantarei do meio dos seus irmãos um profeta como você; porei minhas palavras na sua boca, e ele lhes dirá tudo o que eu lhe ordenar (Dt 18.18). O ministério profético de Jesus foi firmado em dois aspectos: proclamar a mensagem do Pai e revelar o Pai.
Percebe-se que Jesus no seu ministério profético não apenas proclamou a mensagem de Deus, mas também revelou a Pessoa do Pai. E nos dias atuais Jesus continua a exercer o seu ministério profético por intermédio da Sua Palavra, da Igreja e do Espírito Santo.
O VERBO SE FEZ CARNE E HABITOU ENTRE NÓS
A passagem do Evangelho de João 1.1-14 poderá ser dividida em duas partes explicativas a respeito de Jesus: primeira, a identidade de Jesus e a segunda as obras desenvolvidas por Jesus. Conforme João 1.1, Jesus é Eterno, no princípio era o Verbo; Jesus é distinto de Deus (Pai), e o Verbo estava com Deus; e Jesus é Deus, e o Verbo era Deus. Enquanto, os versículos 3, 9, 12, 18, apresentam as obras do Verbo (Jesus) criar, iluminar, regenerar e revelar.
Conforme João 1.1, três são as frases que descrevem a identidade de Jesus: Ele é eterno (definição que permite afirmar que Jesus possui atributos que são pertencentes apenas a Deus, logo, Jesus é Deus); Ele é distinto do Pai (caracteriza que Jesus possui forma e função diferente do Pai); Ele é Deus.
Jesus é Deus porque Ele tem os nomes de Deus, os atributos de Deus e faz as obras de Deus.
Jesus é identificado pelos nomes de Deus:
Deus. Mas, acerca do Filho: O teu trono, ó Deus, é para todo o sempre, e: cetro de equidade é o cetro do teu reino (Hb 1.8).
Filho de Deus (Mt 16.16,17), Santo (At 3.14), Senhor (At 9.17).
Jesus possui os atributos divinos:
Eterno. No princípio era o Verbo (Jo 1.1).
Onipotência (Mt 28.18), onipresença (Mt 18.20), onisciência (Jo 1.47,48).
Jesus é identificado como agente das obras desenvolvidas por Deus:
Criador. Todas as coisas foram feitas por intermédio dele, e sem ele nada do que foi feito se fez (Jo 1.3).
Preservador de tudo (Hb 1.3), perdoador de pecados (Mc 2.5,10,11), doador da vida (Fp 3.21). Ofícios e funções que pertencem distintamente a Deus, são atribuídos a Jesus Cristo (BANCROF, 2006, p. 123).
Porém, conforme João 1.14, o Verbo se fez carne, verdade que se trata da encarnação do Verbo, ou seja, Jesus se fez carne. A necessidade da encarnação do Verbo tendo como foco a morte de Jesus na cruz que pode ser definida em:
1- A Santidade de Deus tornou-a necessária (Hc 1.13).
2- O amor de Deus tornou-a necessária (1 Jo 4.10).
3- O pecado do homem tornou-a necessária ( 1 Pe 2.25).
4- O cumprimento das Escrituras tornou-a necessária (Lc 24.25-27).
5- O propósito de Deus tornou-a necessária (At 2.23). (BANCROF, 2006, p. 143-145).
Ao relatar a respeito de Jesus como homem é necessário entender que Jesus em sua natureza humana teve mãe e não teve pai. Jesus em sua natureza divina tem Pai e não tem mãe.
A expressão: a virgem conceberá e dará à luz um filho, outorga a ratificação das duas naturezas do Messias. A virgem, sem atuação do homem, indica que esta concebeu por intermédio do Espírito Santo (Mt 1.20), logo, a presente afirmativa ratifica a natureza divina de Jesus. A virgem, referência à mulher, indica a natureza humana de Jesus.
Assim como todo ser humano, Jesus também passou pelo desenvolvimento físico, teve a sua infância, cresceu no meio de pessoas que faziam parte do seu dia a dia, foi ensinado conforme os princípios dos judeus. Portanto, como homem Jesus teve um físico limitado, tanto pelo tempo como pelo espaço. Pelo tempo, pois conforme a condição do físico humano, Jesus como qualquer homem teria um período de vida limitado. Pelo espaço, pois conforme a condição do físico humano, Jesus como qualquer homem teria um limite no desenvolvimento corporal.
Jesus cuidou do seu corpo, pois quando estava cansado, Ele descansou, e por descansar se pode afirmar que Jesus apresentou em sua encarnação a humanidade do Filho Unigênito de Deus.
Referência:

BRANCROFT. Emery H. Teologia Elementar, doutrina e conservadora. São Paulo: Editora Batista Regular, 2006.

terça-feira, 3 de outubro de 2017

Subsídio da E.B.D: A Salvação na Páscoa Judaica

A Salvação na Páscoa Judaica
O objetivo geral da presente lição é saber que a libertação dos israelitas vislumbrava um plano divino maior: libertar e salvar a humanidade; e como objetivos específicos: mostrar como se deu a instituição da Páscoa; explicar a importância e o significado do cordeiro da Páscoa; e, tratar a respeito da relevância e do significado do sangue do cordeiro na Páscoa.
A verdade prática ratifica que a libertação do povo israelita vislumbrava um plano divino maior: libertar e salvar a humanidade.  Percebem-se três motivos que explicam o porquê Deus escolheu povo de Israel: primeiro motivo, Israel foi escolhido para mostrar a glória de Deus ao mundo; em segundo, Deus escolheu a nação israelita para outorgar ao mundo as Escrituras Sagradas, e por terceiro, Deus escolheu a nação de Israel para entregar o Salvador ao mundo. Sendo que na páscoa judaica a salvação em Cristo é apresentada de maneira figurada.
Três são os pontos de contato entre o professor e o aluno: a páscoa, o cordeiro e o sangue.
A INSTITUIÇÃO DA PÁSCOA
 No Egito os israelitas foram conduzidos às regiões férteis, logo os anos de dor não correspondem aos 430 anos. Para compreender esta veracidade percebe-se que de Gênesis 50. 26 a Êxodo 1.8 há uma abrangência de mais ou menos, 300 anos. “Depois, levantou –se um novo rei sobre o Egito, que não conhecera a José, o qual disse ao seu povo: Eis que o povo dos filhos de Israel é muito e mais poderoso do que nós” Êx. 1.8,9.
Ao passar os 300 anos, e com uma nova liderança sobre as terras egípcias os israelitas foram submetidos a trabalhos pesados, porém quanto mais os israelitas eram afligidos tanto mais se multiplicavam (Êx 1.11,12). 
Logo, foi tomada uma segunda medida contra os israelitas, sendo a ordem do rei do Egito às parteiras das hebreias para matar os meninos para que o número de homens dos israelitas não aumentasse. Assim Sifrá e Puá desobedeceram à voz do rei por temerem a Deus (Êx 1. 15-17).
As perseguições aos israelitas despertaram os mesmos para clamarem ao Senhor e o clamou subiu a Deus. E os resultados foram (Êx 2. 24,25):
a) “e lembrou – se Deus do seu concerto com...” o termo lembrou – se, utilizado no texto não quer dizer que Deus tinha esquecido-se da promessa feita ao patriarca Abraão, mas que os israelitas tinham esquecido da promessa recebida de Deus e por isso enveredaram por caminhos que desagradava a Deus, como por exemplo: a idolatria egípcia.
b) “e atentou Deus para os filhos de Israel” quando o texto utiliza a termologia que atentou, refere que a ação de Deus em atentar para os israelitas correspondia a reparar, observar, prestar atenção, refletir e até mesmo ficar atento nas consequências do clamor dos israelitas, isto é, se os mesmo tinham se arrependido dos seus pecados e se de fato teriam voltado para o Senhor.
c) “e conheceu – os Deus” ao atentar para os filhos de Israel Deus os conheceu e visualizou no povo o arrependimento e o sofrimento.
O atender de Deus para com as orações dos israelitas se concretizou na saída dos filhos da eleição do Egito para a Terra Prometida, fenômeno espiritual e social que se notabilizou historicamente por ser conhecido de páscoa.
Champlin comenta sobre a dupla significação da páscoa:
A redenção dos judeus da servidão do Egito, como uma questão histórica, que envolve, naturalmente, muitas implicações e símbolos morais e religiosos... Festa da natureza. A páscoa incluía uma festa agrícola que envolvia as primícias (ver Lev 23.10) oferecidas ao templo, em Jerusalém, em tempos posteriores (2014, p. 100).
Então se compreende que a páscoa foi o último juízo de Deus sobe o Egito e a libertação dos israelitas da escravidão egípcia por meio sacrifício pascal.
A palavra portuguesa páscoa vem do termo hebraico pesach, cujo sentido é passar por sobre, uma referência à páscoa original, relatada no livro de Êxodo, quando o anjo da morte passou por sobre os filhos de Israel, mas destruiu todos os primogênitos do Egito (CHAMPLIN, 2014, p.102).
O CORDEIRO DA PÁSCOA
O cordeiro que seria sacrificado deveria ser sinônimo de perfeição, logo não deveria ter manchas, ser imaculado, ser saudável e limpo. O termo cordeiro identifica outro fator determinante, o animal deveria ser virgem o que não corresponde com o carneiro, animal reprodutor.
Já na Nova Aliança o profeta João ao olhar para Jesus expressou a seguinte frase: és o cordeiro de Deus que tira o pecado da humanidade (Jo 1.29). Jesus foi o sacrifício perfeito, entregue pela humanidade uma única vez, pois na morte de um justo a salvação veio ao mundo.
Quando a descrição a respeito de Jesus é definida como cordeiro de Deus permite compreender que o Messias não teve relações sexuais, a descrição permite compreender que Jesus foi imaculado também no que corresponde ao uso do corpo.
O SANGUE DO CORDEIRO
O sangue tem como significado na Bíblia, vida. O sacrifício de animais na Antiga Aliança correspondia com o restabelecimento da paz entre Deus e os homens, sendo esta ratificada mediante o derramamento de sangue. Já na Nova Aliança o sangue de Jesus outorga como direito aqueles que se entregam a Deus o trono da graça.
A morte de Jesus na cruz permite compreender o ministério sacerdotal do Messias, assim como entender, ser Jesus o próprio sacrifício. Portanto, com base nos escritos da Carta aos Hebreus nota-se a superioridade do sacerdócio de Cristo pelos seguintes pontos:
a) Os sacerdotes da Antiga Aliança entravam no tabernáculo terreno, sombra do tabernáculo celestial, enquanto Jesus entrou nos céus, no verdadeiro Santo dos Santos (Hb 4.14).
b) Os sacerdotes da Antiga Aliança ofereciam um sacrifício que se repetia a cada ano, isto é, sacrifício que não era eficaz. Já Jesus ofereceu a si mesmo como sacrifício, sendo este verdadeiro e eficaz (Hb 7.27; 9.23,28).
c) Logo, o sacrifício de Jesus tornou-se o melhor de todos, por finalizar os sacrifícios (Hb 9.13-10.18). Por fim, Jesus torna mediador de um pacto novo e maior que o antigo (Hb 8.6).
Referência:

CHAMPLIN. R.N. Enciclopédia de Bíblia, Teologia e Filosofia. Volume 5. São Paulo: Hagnos, 2014.