Apocalipse capítulo: 11 – As duas
testemunhas e a Sétima Trombeta
O capítulo 11 de
Apocalipse está dividido em dois tópicos: o primeiro corresponde com as duas
testemunhas e o segundo corresponde com a sétima trombeta. As duas testemunhas
serão personagens importantes na grande tribulação. E terão como missão
testificar de Deus na terra em pleno período sombrio. Já a sétima trombeta
anuncia que o mundo será de Cristo.
As
duas testemunhas
Há interrogações e dúvidas no que correspondem
quem serão as duas testemunhas? Porém, o que se deve buscar como compreensão é
a missão destas testemunhas e como elas serão usadas pela pessoa de Deus, para
proferir unicamente a verdade em um momento de escuridão espiritual.
1- Conhecendo as duas testemunhas. Toda testemunha tem como responsabilidade testificar
de algo ou de alguém. Logo as duas testemunhas terão que testificar de Cristo e
do Reino de Cristo.
1.1- Serão duas. Do versículo 3 ao 10, o numeral dois de repete com as seguintes
descrições: duas testemunhas (v.3), duas oliveiras, dois castiçais (v.4), e
dois profetas (v.10).
As quatro nomeações
pertencem às duas testemunhas, portanto, as nomenclaturas diferentes indicam a
autoridade e a missão destas testemunhas nos 1.260 dias.
A palavra testemunha
corresponde com aquele que testifica de alguém ou de algo. Tendo o poder de
desequilibrar uma demanda judicial.
As duas oliveiras e
os dois castiçais estão associados à origem do óleo e a quem é ungida. Da
oliveira o óleo é retirado para ungir aqueles que por Deus foram chamados.
Logo, as duas testemunhas serão personagens ungidos por Deus para agirem com
poder.
Os dois profetas. A
missão principal do profeta era possibilitar a relação entre Deus e o homem. O
profeta transmitia aos homens a vontade de Deus que se manifesta pelos
decretos.
Serão duas
testemunhas porque o número dois indica duplicação e força. E duas testemunhas
possuem poder para confirmar a veracidade de um fato.
1.2- Paralelo ao ministério de Elias e de Moisés. Há um paralelo entre as ações das duas testemunhas
com o que foi notável no ministério de Elias e de Moisés.
As duas testemunhas
lançarão fogo de suas bocas e terão poder em fechar o céu (vv.5,6). Estas duas
atitudes foram desenvolvidas por Elias em seu ministério (2 Re 2.9,15).
Terão poder para
converter água em sangue e ferir a terra com toda sorte de pragas (v.6). Estas
duas atitudes foram desenvolvidas por Moisés em seu ministério (Êx 7.19-25).
2- Quando acabarem o seu testemunho. O ministério de todos os que servem a Deus em um
determinado dia terá o seu fim. Portanto, enquanto Deus tem plano na vida de
alguém, não há nada que possa impedir a este o desenvolver da obra de Deus.
Enfim, assim será com as duas testemunhas no período da grande tribulação.
2.1- Deus está no controle de todas as coisas. A besta só terá poder sobre as duas testemunhas
quando elas concluírem o seu ministério, ou seja, no cumprimento dos 1.260
dias.
2.2- As testemunhas serão mortas. As duas testemunhas sofrerão a morte e os corpos de
ambas ficarão na praça da cidade de Jerusalém por três dias e meio. Porém,
Jerusalém espiritualmente aqui é chamada de Sodoma e Egito. Sodoma por causa da
iniquidade e o Egito por representar o mundanismo e a opressão.
2.3- A morte das testemunhas será comemorada. E os que habitam na terra se regozijarão sobre eles,
e se alegrarão, e mandarão presentes uns aos outros; porquanto estes dois
profetas tinham atormentado os que habitam sobre a terra (Ap 11.10).
2.4- As testemunhas ressuscitarão. As duas testemunhas também serão participantes dos
que fazem parte da primeira ressurreição (Ap 20.6).
No que corresponde à
pergunta, quem serão as duas testemunhas? Cabe entender que serão dois
importantes personagens levantados por Deus para testificarem das coisas
sagradas e da vontade de Deus para com os homens.
A
sétima trombeta
A sétima trombeta é
abrangente no seu comprimento, pois descreve os acontecimentos que serão
compreendidos nos capítulos seguintes: a mulher e o dragão (12), a besta que
subiu do mar e a que subiu da terra (13), a proclamação do juízo de Deus (14),
os sete anjos com as setes taças das últimas pragas (15.4).
Portanto, conclui-se
que os capítulos 11 a 14 de Apocalipse descrevem os acontecimentos que marcam
segunda metade da grande tribulação.
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